Posts tagged ‘Sexta-feira Santa’

Oração Universal da Celebração da Sexta-Feira Santa

  1. Pela Santa Igreja

Oremos, irmãos irmãs caríssimos, pela santa Igreja de Deus:
que 
Senhor nosso Deus lhe dê paz e a unidade, que Ele
proteja por toda terra nos conceda uma vida calma tranquila, para sua própria glória.

Deus eterno e todo-poderoso, que em Cristo revelastes a vossa
glória a todos os povos, velai sobre a obra do vosso amor. Que
a vossa Igreja, espalhada por todo o mundo, permaneça inabalável na fé e proclame sempre o vosso nome. Por Cristo,
nosso Senhor.

  1. Pelo Papa

Oremos pelo nosso santo padre, papa ( .. .). Senhor nosso
Deus, que 
escolheu para episcopado, conserve são e
salvo à frente da sua Igreja, governando povo de Deus.


Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes todas as coisas com sabedoria, dignai-vos escutar nossos pedidos: protegei com amor o pontífice que escolhestes, para que o povo cristão que governais por meio dele possa crescer em sua fé.Por Cristo, nosso Senhor.

  1. Pelo clero e pelos leigos

Oremos pelo nosso bispo ( .. .),  por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja e por todo o povo fiel.

Deus eterno e todo poderoso, que santificais e governais pelo
vosso Espírito todo o corpo da Igreja, escutai as súplicas que
vos dirigimos por todos os irmãos ministros do vosso povo. Fazei que
cada um, pelo dom da vossa graça, vos sirva com fidelidade.
por Cristo, nosso Senhor.

  1. Pelos catecúmenos

Oremos pelos (nossos) catecúmenos: que o Senhor nosso
Deus abra os seus corações e as portas da misericórdia, para
que, tendo recebido nas águas do batismo o perdão de todos
os seus pecados, sejam incorporados no Cristo Jesus.

Deus eterno e todo-poderoso, que por novos nascimentos
tornais fecunda a vossa Igreja, aumentai a fé e o entendimento
dos (nossos), catecúmenos, para que, renascidos pelo batismo,
sejam contados entre os vossos filhos adotivos. Por Cristo, nosso

Senhor.

  1. Pela unidade dos cristãos

Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs que creem em
Cristo, para que o Senhor nosso Deus se digne reunir e conservar

na unidade da sua Igreja todos os que vivem segundo a verdade.

Deus eterno e todo-poderoso, que reunis o que está disperso
e conservais o que está unido, velai sobre o rebanho do vosso
Filho. Que a integridade da fé e os laços da caridade unam os
que foram consagrados por um só batismo. Por Cristo, nosso Senhor.

  1. Pelos judeus

Oremos pelos judeus, aos quais Senhor nosso Deus falou em
primeiro lugar, fim de que cresçam na fidelidade de sua
aliança 
no amor do seu nome.


Deus eterno e todo-poderoso, que fizestes vossas promessas a
Abraão e seus descendentes, escutai as preces da vossa Igreja.
Que o povo da primitiva aliança mereça alcançar a plenitude
da vossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

  1. Pelos que não creem em Cristo

Oremos pelos que não creem no Cristo, para que, iluminados
pelo Espírito Santo, possam também ingressar no caminho da

salvação.

Deus eterno e todo-poderoso,dai aos que não creem no Cristo
e caminham sob o vosso olhar com sinceridade de coração
chegar ao conhecimento da verdade. E fazei que sejamos no

mundo testemunhas mais fiéis da vossa caridade, amando-nos
melhor uns aos outros e participando com maior solicitude
do mistério da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

  1. Pelos que não creem em Deus

 Oremos pelos que não reconhecem Deus, para que, buscando lealmente que é reto, possam chegar ao Deus verdadeiro.

Deus eterno e todo-poderoso, vós criastes todos os seres humanos e pusestes em seu coração o desejo de procurar-vos para que, tendo-vos encontrado, só em vós achassem repouso.
Concedei que, entre as dificuldades deste mundo, discernindo os sinais da vossa bondade e vendo o testemunho das boas
obras daqueles que creem em vós, tenham a alegria de proclamar que sois o único Deus verdadeiro e Pai de todos os seres humanos. Por Cristo, nosso Senhor.

  1. Pelos poderes públicos

Oremos por todos os governantes: que nosso Deus Senhor,
segundo sua vontade, dirija-lhes 
espírito e o coração para que
todos possam gozar da verdadeira paz 
liberdade.

Deus eterno e todo-poderoso, que tendes na mão o coração
dos seres humanos e o direito dos povos, olhai com bondade
aqueles que nos governam.
Que por vossa graça se consolidem por toda a terra a segurança e a paz, a prosperidade das nações e a liberdade religiosa.
Por Cristo, nosso Senhor.

  1. Pelos que sofrem provações

Oremos, irmãos e irmãs, a Deus Pai todo-poderoso, para que livre o mundo de todo erro, expulse as doenças e afugente a fome, abra as prisões e libertos os cativos, vele pela segurança dos viajantes e transeuntes, repatrie os exilados, dê saúde aos doentes e a salvação aos que agonizam.

Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e
a força dos que labutam. Cheguem até vós as preces dos que
clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos, para que se alegrem em suas provações com o socorro da vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.

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19 de abril de 2019 at 5:38 Deixe um comentário

Reflexão para a Sexta-feira da Paixão

Após a Ceia, o Senhor se retira para rezar com seus discípulos, mas eles dormem. Jesus sente a solidão. É difícil ficar só.

Cidade do Vaticano

Rezar a Paixão do Senhor é segui-lo no seu esvaziamento por amor do mundo, dos homens.

O Senhor está sozinho em sua luta pela salvação do mundo. Ele dará o sim ao Pai, um sim total e definitivo em nome de toda a Humanidade.

Após a Ceia, o Senhor se retira para rezar com seus discípulos, mas eles dormem. Jesus sente a solidão. É difícil ficar só. Ele volta três vezes ao grupo, mas eles dormem. Diante do Senhor o universo do pecado, do desconhecimento do amor divino, do menosprezo do carinho de Deus.

Jesus sente o peso dos pecados de todos os homens. Sente o peso da natureza humana em ruptura com o Pai, submetida ao “Príncipe das Trevas”.

É a hora da opção, da escolha definitiva. Ele sendo o “SIM DO PAI” deve ratificar sua missão.

Até em sua carne repercute o drama de sua escolha a ponto de suar sangue.

“Minha alma está triste até a morte”. Jesus é tentado a largar tudo, a renunciar. Ele diz: “Pai, afasta de mim este cálice”!

Contudo esse grito de dor, já é demonstração de confiança e também já é uma aceitação: “Pai, não o que eu quero, mas o que Tu queres!”

E nós, como vivemos os momentos duros de paixão, de solidão?

Sejamos humildes como Jesus… Ele, o filho de Deus pede e aceita o reconforto do Anjo… Sinal do amor do Pai. Não nos espantemos de oscilar daqui, dali e de repetir sempre as mesmas palavras…

Jesus vai-e-vem, busca apoio e a ele renuncia.

Diz sempre as mesmas palavras… O amor sem palavras!…..

Apesar de sua agonia, Jesus pensa nos outros, em seus Apóstolos: Rezai para não entrardes em tentação”.

Alma de Cristo, santificai-me

Corpo de Cristo, salvai-me

Sangue de Cristo, inebriai-me

Água do lado de Cristo, purificai-me

Paixão de Cristo, confortai-me

Ó Bom Jesus, ouvi-me

Dentro de vossas Santas Chagas, escondei-me

Não permitais que me separe de vós.

Na hora da morte chamai-me e

mandai-me ir para vós. Amém

30 de março de 2018 at 9:57 Deixe um comentário

Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde adoremos!

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30 de março de 2018 at 9:46 Deixe um comentário

Junto à cruz de Jesus estava sua Mãe – Comentário de São João Crisóstomo

Viste essa vitória admirável? Viste os magníficos prodígios da cruz? Posso dizer-te alguma coisa ainda mais admirável? Ouve o modo como se deu a vitória, e te maravilharás mais ainda. Cristo venceu o diabo valendo-Se dos meios com que o diabo tinha vencido, e derrotou-o tomando as próprias armas que ele tinha usado. Ouve como o fez.

A virgem, o madeiro e a morte foram os sinais da nossa derrota. A virgem era Eva, pois ainda não conhecera varão. O madeiro era a árvore; a morte, o castigo de Adão. Mas agora, a virgem, o madeiro e a morte, que foram os sinais da nossa derrota, tornaram-se os sinais da nossa vitória. Com efeito, em vez de Eva está Maria; em vez da árvore do bem e do mal está o madeiro da cruz; em vez da morte de Adão está a morte de Cristo.

Vês como o demônio foi vencido pelos mesmos meios por que vencera? Na árvore, o diabo fez cair Adão; na árvore, Cristo derrotou o diabo. A primeira levava à região dos mortos; mas a segunda faz voltar até os que já para ali haviam descido. Do mesmo modo, a primeira árvore ocultou o homem já vencido e nu; esta porém mostrou a todos o vencedor, também nu, levantado ao alto.

Todos estes magníficos efeitos nos conseguiu a cruz: a cruz é troféu levantado contra os demônios e uma espada contra o pecado, espada com a qual Cristo trespassou a serpente; a cruz é a vontade do Pai, a glória do seu Filho unigênito, a alegria do Espírito Santo, a honra dos anjos, a segurança da Igreja, o regozijo de São Paulo, a fortaleza dos santos, a luz de toda a terra.

30 de março de 2018 at 5:55 Deixe um comentário

Sexta-Feira Santa – Paixão do Senhor – Jejum e Abstinência – São João 18, 1- 40. 19, 1- 42 – Dia 30 de março de 2018

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São João 18, 1- 40

“1.Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. 2.Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos. 3.Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas. 4.Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? 5.Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.) 6.Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. 7.Perguntou-lhes ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré. 8.Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes. 9.Assim se cumpriu a palavra que disse: Dos que me deste não perdi nenhum (Jo 17,12). 10.Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco.) 11.Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu? 12.Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram. 13.Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. 14.Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo. 15.Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, 16.porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. 17.A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele. 18.Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. 19.O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20.Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. 21.Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei. 22.A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? 23.Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates? 24.(Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.) 25.Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos? Negou-o, dizendo: Não! 26.Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Não te vi eu com ele no horto? 27.Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou. 28.Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. 29.Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem? 30.Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti. 31.Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém. 32.Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer (Mt 20,19). 33.Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? 34.Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? 35.Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? 36.Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. 37.Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz. 38.Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?… Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum. 39.Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? 40.Então todos gritaram novamente e disseram: Não! A este não! Mas a Barrabás! (Barrabás era um salteador.)”

São João 19, 1- 42

1.Pilatos mandou então flagelar Jesus. 2.Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. 3.Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. 4.Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação. 5.Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem! 6.Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Falou-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma. 7.Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus. 8.Estas palavras impressionaram Pilatos. 9.Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe respondeu. 10.Pilatos então lhe disse: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar? 11.Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior. 12.Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador. 13.Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. 14.(Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei! 15.Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César! 16.Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. 17.Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. 18.Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19.Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus. 20.Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. 21.Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus. 22.Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi. 23.Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. 24.Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados. 25.Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26.Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. 27.Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. 28.Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede. 29.Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. 30.Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito. 31.Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 32.Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. 33.Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, 34.mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. 35.O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais. 36.Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46). 37.E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10). 38.Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. 39.Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. 40.Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. 41.No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. 42.Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo”.

Fonte: Bíblia Ave Maria

Paixão e Morte de Jesus na Cruz

“Solidário aos pequenos e pobres, Jesus assume a cruz por fidelidade à missão que o Pai lhe confiou. Nesta tarde unimo-nos a Ele, servo sofredor, e acompanhamos seus passos rumo ao julgamento e à condenação. Despojamento e silêncio marcam esta celebração, que consta de três partes: liturgia da Palavra; adoração de Cristo na Cruz; rito da Comunhão. Celebremos em comunhão com todos os sofredores da comunidade. Hoje é dia de jejum e abstinência”. (Liturgia Diária)

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis disse assim: “Na Sexta-Feira Santa, a Igreja celebra o mistério da paixão e morte de Jesus na Cruz.  A hora da  cruz, na verdade, é a hora da glória de Cristo. Não é o sofrimento que salva e sim, o amor com o qual Jesus se oferece ao Pai por nós, amor que deu a sua paixão e morte  um valor infinito. Com sua morte e ressurreição Jesus derrotou o demônio, autor do pecado, venceu o pecado e a morte e nos obteve a salvação. A cruz de Cristo é o símbolo de todos os sofrimentos da humanidade e do fardo que cada um dos seus discípulos deve carregar diariamente”.

“O Evangelho apresenta o processo de julgamento, condenação e morte de Jesus. Jesus morre na mesma hora em que os cordeiros são imolados no templo; com isso o evangelista apresenta Jesus como o verdadeiro cordeiro pascal”. (Liturgia Diária)

“O longo relato da Paixão de Jesus, segundo João, é muito detalhado. O autor descreve com pormenores o processo de julgamento, condenação e morte de Jesus. A páscoa da cruz, como pode ser chamada a sexta-feira da paixão, expressa a tristeza e o luto, pois a comunidade-noiva perde temporariamente seu noivo. O justo é julgado e condenado pelas forças do mal. A cruz, instrumento de tortura, demonstra a crueldade humana inclinada ao pecado…Por outro lado, a celebração da sexta-feira santa mostra que a páscoa foi possível através da cruz. Assim, a cruz, instrumento de tortura, torna-se sinal de vitória sobre a morte”. (Dia a Dia – 2018 – Ed. Paulus)

O Pai entrega seu Filho amado para a nossa salvação

“Ó Pai, que quisestes salvar os homens com a morte do vosso Filho na Cruz, concedei-nos que, tendo conhecido na terra o seu mistério de amor, sejamos suas testemunhas, por palavras e obras, junto de todos aqueles que nos fazeis encontrar na vida diária. Por Cristo Senhor Nosso. Amém”. (Via-Sacra do Vaticano)

“Jesus, entregou sua alma nas mãos do Pai, para que nela e por ela nós alcancemos a luminosa esperança, sentindo e crendo firmemente que, depois de termos suportado a morte na carne, estaremos nas mãos de Deus, num estado de vida infinitamente melhor do que aquele que temos enquanto vivemos na carne”. (São Cirilo de Alexandria)

Conclusão:

“O relato da Paixão de Jesus é texto para ler, ouvir, meditar e contemplar. É o coroamento da obra salvadora de Jesus, que vem a este mundo revelar-nos o Pai e ensinar-nos como viver seu plano de amor. Como bom pastor, entrega livremente sua vida em favor de toda a humanidade. Os poderes deste mundo cumprem o seu papel: apressada e covardemente condenam à morte o inocente Jesus. Ele, porém, enfrenta a paixão e a morte com coragem e soberania. Ele bem o sabe: a cruz, que susterá seu corpo, recebe novo sentido; antes objeto de maldição, torna-se instrumento de redenção universal. Pelo sangue derramado,  conquista para nós a comunhão com Deus, rompida pelo pecado: “Para que também vocês estejam onde eu estiver” (Jo 14, 3). Consciente da missão cumprida, entrega o espírito, após exclamar: “Tudo está consumado”. (Dia a Dia – 2017 – Ed. Paulus)

Oração:

“Maria, Mãe do Senhor, Vós fostes, para o vosso divino Filho, o primeiro reflexo da misericórdia do seu Pai, aquela misericórdia que Lhe pedistes para manifestar em Caná. Agora que o vosso Filho nos revela o Rosto do Pai até às extremas consequências do amor, seguis, em silêncio, os seus passos, primeira discípula da cruz. Maria, Virgem fiel, cuidai de todos os órfãos da Terra, protegei todas as mulheres, objeto de exploração e violência. Suscitai mulheres corajosas em prol do bem da Igreja. Inspirai cada mãe a educar os seus filhos na ternura do amor de Deus, e, na hora da provação, a acompanhar o seu caminho com a força silenciosa da sua fé”. (Via-Sacra de 2016 do Vaticano)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

27 de março de 2018 at 5:50 Deixe um comentário

Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor


A Paixão do Senhor, que não pode tomar-se isoladamente como um facto encerrado em si mesmo, visto ser apenas um dos momentos constitutivos da Páscoa, só pode compreender-se à luz da Palavra divina. Por isso, a Liturgia começa por nos introduzir, por meio de Isaías, de S. Paulo e de S. João, no mistério do sofrimento e Morte de Jesus.

Na posse do significado salvífico da Paixão, a assembleia cristã sente necessidade de se unir a esse acto sacerdotal de expiação e intercessão. Assim, a Liturgia da Palavra encerrar-se-á com uma solene oração, que abrange a humanidade inteira, pela qual Cristo morreu – uma oração verdadeiramente missionária.

A Cruz, “sinal do amor universal de Deus” (NA,4), símbolo do nosso resgate, domina a segunda parte da Celebração.

Levada processionalmente até ao altar, a cruz é apresentada à veneração de toda a humanidade pecadora, representada pela assembleia cristã. Nela, nós adoramos Jesus Cristo, Aquele que foi suspenso da Cruz, Aquele que foi, que é a “salvação do mundo”. É a ele também que exprimimos o nosso reconhecimento, quando beijamos o instrumento da nossa reconciliação.

Depois da contemplação do mistério da Cruz e da adoração de Cristo crucificado, a Liturgia vai-nos introduzir no mais íntimo do Mistério Pascal, vai-nos pôr em contacto com o próprio “Cordeiro Pascal”.

Não se celebra hoje a Eucaristia. No entanto, na Comunhão do “Pão que dá a Vida”, consagrado em Quinta-feira Santa, somos “baptizados” no Sangue de Jesus, somos mergulhados na Sua morte.

cf. Missal Popular Dominical

14 de abril de 2017 at 5:21 Deixe um comentário

Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor

A Paixão do Senhor, que não pode tomar-se isoladamente como um facto encerrado em si mesmo, visto ser apenas um dos momentos constitutivos da Páscoa, só pode compreender-se à luz da Palavra divina. Por isso, a Liturgia começa por nos introduzir, por meio de Isaías, de S. Paulo e de S. João, no mistério do sofrimento e Morte de Jesus.

Na posse do significado salvífico da Paixão, a assembleia cristã sente necessidade de se unir a esse ato sacerdotal de expiação e intercessão. Assim, a Liturgia da Palavra encerrar-se-á com uma solene oração, que abrange a humanidade inteira, pela qual Cristo morreu – uma oração verdadeiramente missionária.

A Cruz, “sinal do amor universal de Deus” (NA,4), símbolo do nosso resgate, domina a segunda parte da Celebração.

Levada processionalmente até ao altar, a cruz é apresentada à veneração de toda a humanidade pecadora, representada pela assembleia cristã. Nela, nós adoramos Jesus Cristo, Aquele que foi suspenso da Cruz, Aquele que foi, que é a “salvação do mundo”. É a ele também que exprimimos o nosso reconhecimento, quando beijamos o instrumento da nossa reconciliação.

Depois da contemplação do mistério da Cruz e da adoração de Cristo crucificado, a Liturgia vai-nos introduzir no mais íntimo do Mistério Pascal, vai-nos pôr em contacto com o próprio “Cordeiro Pascal”.

Não se celebra hoje a Eucaristia. No entanto, na Comunhão do “Pão que dá a Vida”, consagrado em Quinta-feira Santa, somos “batizados” no Sangue de Jesus, somos mergulhados na Sua morte.

Fonte Evangelho Quotidiano

25 de março de 2016 at 5:53 Deixe um comentário

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