Posts tagged ‘Sexta-feira Santa’

Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor


A Paixão do Senhor, que não pode tomar-se isoladamente como um facto encerrado em si mesmo, visto ser apenas um dos momentos constitutivos da Páscoa, só pode compreender-se à luz da Palavra divina. Por isso, a Liturgia começa por nos introduzir, por meio de Isaías, de S. Paulo e de S. João, no mistério do sofrimento e Morte de Jesus.

Na posse do significado salvífico da Paixão, a assembleia cristã sente necessidade de se unir a esse acto sacerdotal de expiação e intercessão. Assim, a Liturgia da Palavra encerrar-se-á com uma solene oração, que abrange a humanidade inteira, pela qual Cristo morreu – uma oração verdadeiramente missionária.

A Cruz, “sinal do amor universal de Deus” (NA,4), símbolo do nosso resgate, domina a segunda parte da Celebração.

Levada processionalmente até ao altar, a cruz é apresentada à veneração de toda a humanidade pecadora, representada pela assembleia cristã. Nela, nós adoramos Jesus Cristo, Aquele que foi suspenso da Cruz, Aquele que foi, que é a “salvação do mundo”. É a ele também que exprimimos o nosso reconhecimento, quando beijamos o instrumento da nossa reconciliação.

Depois da contemplação do mistério da Cruz e da adoração de Cristo crucificado, a Liturgia vai-nos introduzir no mais íntimo do Mistério Pascal, vai-nos pôr em contacto com o próprio “Cordeiro Pascal”.

Não se celebra hoje a Eucaristia. No entanto, na Comunhão do “Pão que dá a Vida”, consagrado em Quinta-feira Santa, somos “baptizados” no Sangue de Jesus, somos mergulhados na Sua morte.

cf. Missal Popular Dominical

14 de abril de 2017 at 5:21 Deixe um comentário

Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor

A Paixão do Senhor, que não pode tomar-se isoladamente como um facto encerrado em si mesmo, visto ser apenas um dos momentos constitutivos da Páscoa, só pode compreender-se à luz da Palavra divina. Por isso, a Liturgia começa por nos introduzir, por meio de Isaías, de S. Paulo e de S. João, no mistério do sofrimento e Morte de Jesus.

Na posse do significado salvífico da Paixão, a assembleia cristã sente necessidade de se unir a esse ato sacerdotal de expiação e intercessão. Assim, a Liturgia da Palavra encerrar-se-á com uma solene oração, que abrange a humanidade inteira, pela qual Cristo morreu – uma oração verdadeiramente missionária.

A Cruz, “sinal do amor universal de Deus” (NA,4), símbolo do nosso resgate, domina a segunda parte da Celebração.

Levada processionalmente até ao altar, a cruz é apresentada à veneração de toda a humanidade pecadora, representada pela assembleia cristã. Nela, nós adoramos Jesus Cristo, Aquele que foi suspenso da Cruz, Aquele que foi, que é a “salvação do mundo”. É a ele também que exprimimos o nosso reconhecimento, quando beijamos o instrumento da nossa reconciliação.

Depois da contemplação do mistério da Cruz e da adoração de Cristo crucificado, a Liturgia vai-nos introduzir no mais íntimo do Mistério Pascal, vai-nos pôr em contacto com o próprio “Cordeiro Pascal”.

Não se celebra hoje a Eucaristia. No entanto, na Comunhão do “Pão que dá a Vida”, consagrado em Quinta-feira Santa, somos “batizados” no Sangue de Jesus, somos mergulhados na Sua morte.

Fonte Evangelho Quotidiano

25 de março de 2016 at 5:53 Deixe um comentário

Nós Vos adoramos e Vos bendizemos Senhor Jesus, porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, porque fostes concebido no seio da Virgem Maria, pela ação do Espírito Santo, e nos resgataste com Vosso sangue precioso.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, que não tendo pecado nenhum deixastes -Vos crucificar por nossos pecados.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, por nos ter ensinado com  Vosso exemplo como carregar a nossa própria cruz e Vos seguir.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, por nos ter orientado com Vossa Palavra como chegar a morada celeste.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, porque nos ensinastes que cumprindo a lei do amor, estamos cumprindo os Vossos Mandamentos.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, porque fazeis continuamente milagres e prodígios no meio de nós.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, porque quisestes fazer-Vos alimento na Eucaristia para nos sustentar e nos dar força contra as tentações.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, porque deixastes a Igreja e os sucessores dos Apóstolos para nos guiar no caminho da justiça e da verdade.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, por todos os sacramentos da Vossa Igreja, sinais da Vossa presença no meio de nós.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, por Maria Santíssima, Vossa Mãe e nossa também.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, pelos santos, porque deram  testemunho verdadeiro do seguimento a Vós.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, pelos Vossos anjos, que nos protegem e Vos adoram e louvam sem cessar.

Nós Vos adoramos Senhor Jesus, porque és o Filho de Deus!

Nós Vos adoramos, Senhor Jesus, porque és Deus!

Nós Vos adoramos, Senhor Jesus, pela Santíssima Trindade!

Amém!

Jane Amábile

3 de abril de 2015 at 10:55 Deixe um comentário

Brasileiros levarão a cruz na Via Sacra no Coliseu

2015-04-03 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Nesta Sexta-feira Santa, 03, o Papa Francisco preside a tradicional Via Sacra no Coliseu, percorrendo as 14 estações a partir do anfiteatro que marca os sofrimentos dos primeiros cristãos, continuando pela frente do Arco de Trajano, até a colina do Palatino.

Às 21h25, o Papa deixa o Vaticano de carro e se dirige ao Coliseu. Este ano, as meditações foram confiadas ao bispo emérito de Novara, Dom Renato Corti. O texto que acompanhará as 14 estações já está publicado no site http://www.vatican.va.

Os temas serão o recente martírio do ministro cristão paquistanês Shahbaz Bhatti (2011), os dramas familiares do mundo de hoje, a presença feminina na Igreja e a “tristeza no abisso de tantas almas feridas pela solidão, o abandono, a indiferença, as doenças, a morte de um ente querido; o risco de ser ‘cristãos mornos’, dramas coletivos com o tráfico de seres humanos, a condição das crianças-soldado, o trabalho em escravidão, os jovens roubados de si mesmos, feridos em sua intimidade e barbaramente profanados com abusos sexuais; a pena de morte, ainda praticada em muitos países, e toda forma de tortura e opressão violenta de inocentes.
Dois brasileiros estão entre as pessoas que carregarão a cruz de Jesus Cristo durante a Via Sacra.

Os irmãos Rafaela e Vitor, adotados no Brasil pelos italianos Francesco e Palma Serra, participarão da cerimônia ao lado dos pais na terceira estação, logo no início da procissão. Além deles, também levarão a cruz duas religiosas iraquianas e pessoas provenientes de Síria, Nigéria, Egito e China, entre outras.

No ano passado, participaram da cerimônia um operário, imigrantes, internos de um centro de reabilitação, presidiários e sem-teto.

Na tarde desta Sexta-feira, às 17h de Roma (12h de Brasília), o Papa celebra a Missa da Paixão na Basílica de São Pedro.

A RV transmite ambos os eventos com comentários em português, a partir das 11h55 e 16h05, hora de Brasília,

(CM)

3 de abril de 2015 at 10:03 Deixe um comentário

«Elevado da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12,32) – reflexão de Santo Efrém, doutor da Igreja

Hoje, avança a cruz, a criação exulta; a cruz, caminho dos perdidos, esperança dos cristãos, pregação dos apóstolos, segurança do universo, fundamento da Igreja, fonte para os que têm sede. […] Em grande doçura, Jesus é conduzido à Paixão: é conduzido ao julgamento de Pilatos; à hora sexta, escarnecem dele; até à hora nona, suporta a dor dos pregos; depois, a morte põe fim à sua Paixão. Na décima segunda hora, é descido da cruz: parece com um leão adormecido. […]

Durante o julgamento, a Sabedoria cala-Se e o Verbo nada diz. Os seus inimigos desprezam-No e crucificam-No. […] Aqueles a quem, ontem, tinha dado o seu corpo em alimento vêem-No morrer de longe. Pedro, o primeiro dos apóstolos, foi o primeiro a fugir. André também fugiu, e João, que se inclinou sobre o seu peito, não impediu que um soldado Lhe perfurasse o lado com a lança. Os Doze fugiram; não disseram uma palavra em sua defesa, eles, por quem Ele dá a vida. Lázaro não está lá, ele, a quem Ele chamou à vida. O cego não chorou Aquele que lhe abriu os olhos para a luz, e os coxos, que graças a Ele podiam andar, não correram para junto dele.

Apenas um bandido, crucificado a seu lado, O confessa e Lhe chama seu rei. Ó ladrão, flor precoce da árvore da cruz, primeiro fruto da madeira do Gólgota […]! O Senhor reina: a criação rejubila. A cruz triunfa, e todas as nações, tribos, línguas e povos (Ap 7,9) vêm adorá-Lo. […] A cruz restitui a luz a todo o universo, dissipa as trevas e reúne as nações […] numa só Igreja, numa só fé, num só baptismo no Amor. A cruz ergue-se no centro do mundo, cravada no Calvário.

Fonte: Evangelho Quotidiano

3 de abril de 2015 at 9:59 Deixe um comentário

Sexta-Feira Santa – Paixão do Senhor – São João 18, 1-19; 19, 1- 42 – dia 03 de abril

PRIMEIRA PARTE

João 18, 1-19 –

1.Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos.

2.Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos.

3.Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas.

4.Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais?

5.Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.)

6.Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra.

7.Perguntou-lhes ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré.

8.Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes.

9.Assim se cumpriu a palavra que disse: Dos que me deste não perdi nenhum (Jo 17,12).

10.Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco.)

11.Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?

12.Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram.

13.Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.

14.Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo.

15.Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote,

16.porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar.

17.A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele.

18.Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se.

19.O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.

Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia frequentemente para lá com os seus discípulos. Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas

“Entre as oliveiras do Getsêmani, imerso nas trevas, aproxima-se agora uma pequena multidão: A guiá-la, Judas «um dos Doze» um discípulo de Jesus. Ele não pronuncia sequer uma palavra, é apenas uma gélida presença. Parece até que não consegue aproximar-se completamente do rosto de Jesus para beijá-lo, interrompido pela única voz que ressoa, a de Cristo: «Judas, com um beijo entregas o Filho do Homem?”. (Via-Sacra do Vaticano)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “a traição como tal, aconteceu em dois momentos: Antes de tudo no planejamento, quando Judas se põe de acordo com os inimigos de Jesus por trinta moedas de prata (Mt 26, 14-16), e depois na execução com o beijo dado ao mestre no Getsêmani (Mt 26, 46-50)”. (Outubro de 2006)

Perguntou-lhes Ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré. Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes

Papa Francisco disse que “no Horto das Oliveiras, como no processo diante de Pilatos, (Jesus) não opõe resistência, entrega-se; é o servo sofredor prenunciado por Isaías que se despoja de si mesmo até à morte (Is 53, 12)”.(2013)

“Naquela trágica noite escura do Getsêmani, «a noite em que foi entregue» (1 Cor 11, 23)… Jesus, sábio e onisciente, obedecendo ao desígnio salvífico do Pai, vai para o sacrifício pela libertação do gênero humano. Ao traidor-discípulo, resta o desprezo universal dos séculos, a «Maldição de Judas”. (Liturgia do Vaticano – 2002)

Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco). Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?

O Beato Paulo VI disse que Jesus repreendeu Pedro quando “no Jardim das Oliveiras, O quis defender com a espada: « Mete a espada na bainha. Não hei-de beber o cálice que o Pai Me deu? » (Jo 18, 11). Recordemos ainda o que diz o Evangelista Marcos: «o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos » (Mc 10, 45; cfr. Is 53, 10 ss.)”.

São João Paulo II explicou: “Cristo repreende severamente Pedro quando ele pretende faze-lo abandonar os pensamentos sobre o sofrimento e a morte na Cruz. E quando, no momento de Ele ser preso no Getsêmani, o mesmo Pedro procura defendê-lo com a espada, Cristo diz-lhe: « Mete a tua espada na bainha … Como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é necessário que assim suceda? ». E diz ainda: « Não hei-de eu beber o cálice que meu Pai me deu?”.

Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram. Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo

O Catecismo (596) ensina: “O sumo sacerdote Caifás propôs, profetizando: «E do vosso interesse que morra um só homem pelo povo e não pereça a nação inteira» (Jo 11, 50). O Sinédrio, tendo declarado Jesus «réu de morte» como blasfemo, mas tendo perdido o direito de condenar à morte fosse quem fosse, entregou Jesus aos romanos, acusando-O de revolta política— o que O colocava em pé de igualdade com que Barrabás, acusado de «sedição» (Lc 23, 19). São também de carácter político as ameaças que os sumos-sacerdotes fazem a Pilatos, pressionando-o a condenar Jesus à morte”.

Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote,porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele.

“Que aconteceu a Cefas, a Rocha? Renegou o seu Redentor, não uma nem duas, mas três vezes… Mas logo que o olhar de Jesus se cruza com o de Pedro, o apóstolo reconhece o seu triste erro. Humilhado, chora e pede perdão a Deus”. (Vaticano- Via-Sacra)

O Catecismo (§1429) ensina: “Comprova-o a conversão de São Pedro após a tríplice negação de seu mestre. O olhar de infinita misericórdia de Jesus provoca lágrimas de arrependimento e, depois da Ressurreição do Senhor, a afirmação, três vezes reiterada, de seu amor por ele”.

SEGUNDA PARTE

São João 19, 1-42

  1. Pilatos mandou então flagelar Jesus.
  2. Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura.
  3. Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.
  4. Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação.
  5. Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem!
  6. Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Falou-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma.
  7. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus.
  8. Estas palavras impressionaram Pilatos.
  9. Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe respondeu.
  10. Pilatos então lhe disse: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?
  11. Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior.
  12. Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador.
  13. Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata.
  14. (Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei!
  15. Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César!
  16. Entregou-o então a eles para que fosse crucificado.
  17. Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota.
  18. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.
  19. Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus.
  20. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego.
  21. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus.
  22. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi.
  23. Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura.
  24. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.
  25. Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
  26. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.
  27. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.
  28. Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede.
  29. Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca.
  30. Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.
  31. Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
  32. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.
  33. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,
  34. mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.
  35. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais.
  36. Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).
  37. E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10).
  38. Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus.
  39. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés.
  40. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.
  41. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado.
  42. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.

Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação. Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem!

“Ouve os gritos: À morte! Ele, o autor da vida, é arrastado como um farrapo de um para outro tribunal. O povo, o seu povo tão amado, tão cumulado de bênçãos, vocifera contra Ele, insulta-o, reclama aos gritos a sua morte, e que morte, a morte sobre a cruz. Ouve as suas falsas acusações. Vê-se flagelado, coroado de espinhos, escarnecido, apupado como falso rei. Vê-se condenado à cruz, subindo ao Calvário, sucumbindo ao peso do madeiro, trêmulo, exausto…” (São Padre Pio)

São Pio X: “O quarto artigo do Credo ensina-nos que Jesus Cristo, para remir o mundo com o seu precioso Sangue, padeceu sob Pôncio Pilatos, governador da Judéia, e morreu no madeiro da Cruz, da qual foi descido, e no fim sepultado. A palavra padeceu exprime todos os sofrimentos suportados por Jesus Cristo na sua Paixão”.

Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei! Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César! Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota.

O Papa Francisco disse: “Olhem! Jesus, com a sua cruz, atravessa os nossos caminhos e carrega os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; na cruz Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, e as que choram a trágica perda de seus filhos…”. (Via-Sacra com os jovens em Copacabana)

“Meu Deus e Senhor, prostrado aos vossos pés, contrito e arrependido, peço-vos humildemente acompanhar o vosso divino Filho no caminho doloroso de sua Paixão, chorando os meus pecados, causa de tantos sofrimentos”. (São Pedro Julião Eymard)

Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi

O Cardeal Camillo Ruini resumiu assim: “Eram nove horas da manhã quando O crucificaram. O letreiro com o motivo da condenação dizia: “O Rei dos Judeus”! Com Ele crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. Jesus é pregado na cruz. Uma tortura tremenda. E enquanto está suspenso na cruz, muitos são aqueles que o escarnecem e provocam”.

“Crucificaram-no! Esta é a condenação reservada a Jesus, Senhor nosso: Cravos ásperos, dores pungentes, a angústia da Mãe, a vergonha de ser agregado a dois bandidos, as vestes divididas como despojo entre os soldados, as zombarias cruéis dos transeuntes: «Salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo (…), desça da cruz e acreditaremos n’Ele» (Mt 27, 42)”. (Via-Sacra do Coliseu- 2014)

Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados

“A túnica de Cristo não foi e não poderá ser dividida. “Pode-se, acaso, dividir Cristo?”, dizia Paulo (cf. 1 Cor 1, 13). É a fé que professamos no Credo: “Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica”. (Frei Raniero Cantalamessa)

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa

São João Paulo II disse que “a Virgem Maria “era não só aquela que “avançou na peregrinação da fé” e conservou fielmente a sua união com o Filho “até à cruz”, mas também a “Serva do Senhor” deixada por seu Filho como mãe no seio da Igreja nascente: “Eis a tua mãe”. assim começou a estabelecer-se um vínculo especial entre esta mãe e a Igreja. Com efeito, a Igreja nascente era fruto da cruz e da ressurreição do seu Filho”. (1987)

“De pé a Mãe dolorosa, junto da cruz, lacrimosa, via Jesus que pendia. No coração transpassado sentia o gládio enterrado de uma cruel profecia. Mãe entre todas bendita, do Filho único, aflita, à imensa dor assistia. E, suspirando, chorava, e da cruz não se afastava, ao ver que o Filho morria. Pobre mãe, tão desolada, ao vê-la assim transpassada, quem de dor não choraria?” (Liturgia das Horas)

Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede. Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca.

São João Paulo II disse: “Logo em seguida, Jesus exclama: “Tenho sede” (Jo 19, 28). Frase que traduz a secura terrível que abrasa todo o seu corpo. É a única palavra que fala diretamente do seu sofrimento físico”. (Ano de 2000)

O Cardeal Camillo Ruini explicou: “Para que a escritura se cumprisse até o fim, (Jesus) disse: “Tenho sede”. Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. Quando a morte chega, depois de uma dolorosa enfermidade, costuma-se dizer com alívio: “Parou de sofrer”. Em certo sentido, estas palavras valem também para Jesus”.

Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito. Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados

O Catecismo (§ 607) ensina: “Este desejo de desposar o desígnio de amor redentor de Seu Pai anima toda a vida de Jesus pois sua Paixão Redentora é a razão de ser de sua Encarnação: “Pai, salva-me desta hora. Mas foi precisamente para esta hora que eu vim” (Jo 12,27).

O Papa Francisco disse que “a morte e a ressurreição de Jesus são exatamente o coração da nossa esperança. Sem esta fé na morte e na ressurreição de Jesus, a nossa esperança será frágil, mas não será sequer esperança, e precisamente a morte e a ressurreição de Jesus são o coração da nossa esperança”.

“Não é possível pensar no Calvário, sem amar a Jesus Cristo, que lá quis morrer por nosso amor”. (Santo Afonso de Ligório)

“O louvor de Deus cantemos com fervor no coração, pois agora a hora sexta nos convida à oração. Nesta hora foi-nos dada gloriosa salvação pela morte do Cordeiro, que na cruz trouxe o perdão”. (Liturgia das Horas)

Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais. Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46). E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10).

Frei Raniero Cantalamessa disse: “O soldado perfurou o lado de Cristo na Cruz “para que se cumprisse a Escritura, que diz: Hão-de olhar para aquele que transpassaram” (Jo 19, 37). No Apocalipse, ele acrescenta: “Eis que vem sobre as nuvens e todo olho o verá; até os mesmos que o transpassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão por Ele” (Ap 1,7)”. (2013)

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Lançando “o olhar àquele que foi transpassado” (Jo 19,37), podemos chegar a seu coração que emana sangue e água como de uma fonte; daquele coração do qual brota o amor de Deus por todo o homem, recebemos o seu Espírito”. (Abril de 2011)

Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “José de Arimateia, um rico e competente membro do Sinédrio, pediu corajosamente a Pôncio Pilatos para poder sepultar Jesus no seu sepulcro novo, que tinha sido escavado na rocha a pouca distância do Gólgota. Ao obter a autorização, comprou um lençol e, deposto o corpo de Jesus da cruz, envolveu-o com o lençol e colocou-o naquele túmulo” (Mc 15, 42-46). (2010)

O Catecismo (§625) ensina: “A permanência do corpo de Cristo no túmulo constitui o laço real entre o estado passível de Cristo antes da páscoa e o seu estado glorioso atual de ressuscitado. É a mesma pessoa do «vivente» que pode dizer: «Estive morto e eis-me vivo pelos séculos dos séculos (Ap 1, 18)”.

Nossa Senhora das Dores

“Considera como, havendo expirado o Senhor, lhe baixaram da Cruz dois de seus discípulos. José e Nicodemos, e lhe depositaram nos braços de sua dolorosíssima Mãe, Maria, que lhe recebeu com ternura e lhe apertou contra seu peito traspassado de dor. Oh! Mãe dolorosíssima: Pelo amor deste Filho, admiti-me por vosso servo e rogai-lhe por mim. E Vós, Redentor meu, já que haveis querido morrer por mim, recebei-me no número dos que vos amam mais, pois eu não quero amar nada fora de Vós”. (Santo Afonso de Ligório)

Conclusão

De São Pio X: “Para nos salvarmos, não basta que Jesus Cristo tenha morrido por nós, mas é necessário que sejam aplicados, a cada um de nós, o fruto e os merecimentos da sua Paixão e morte, aplicação que se faz, sobretudo, por meio dos Sacramentos, instituídos para este fim pelo mesmo Jesus Cristo; e, como muitos ou não recebem os Sacramentos, ou não os recebem com as condições devidas, eles tornam inútil para si próprios a morte de Jesus Cristo”.

Oração

De São João Paulo II: “Jesus, vítima inocente do pecado, acolhei-nos como companheiros do vosso caminho pascal, que conduz da morte à vida e ensinai-nos a viver o tempo que passamos na terra radicados na fé em Vós, que nos amastes e Vos entregastes a Vós mesmo por nós (Gal 2, 20). Vós sois Cristo, o único Senhor, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

27 de março de 2015 at 10:06 Deixe um comentário

«ROSTO DE CRISTO, ROSTO DO HOMEM» – Um trecho da Via-Sacra do Coliseu

DEPARTAMENTO PARA AS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS DO SUMO PONTÍFICE

VIA-SACRA NO COLISEU

PRESIDIDA POR SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO

SEXTA-FEIRA SANTA Roma, 18 de Abril de 2014

 MEDITAÇÕES preparadas por Sua Excelência Reverendíssima D. Giancarlo Maria Bregantini Arcebispo de Campobasso-Boiano

 

INTRODUÇÃO

Adoramus te, Christe

Schola cantorum:

Adoramus te, Chiste, et benedicimus tibi, quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum. Domine, miserere nobis.

Santo Padre:

V/. In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti. R/. Amen.

Leitor:

«Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também. É que isto aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: Não se lhe quebrará nenhum osso. E também outro passo da Escritura diz: Hão-de olhar para aquele que trespassaram» (Jo 19, 35-37).

Amável Jesus, subistes ao Gólgota sem hesitar, obrigação de amor, e deixastes-Vos crucificar sem lamento. Humilde Filho de Maria, tomastes o peso da nossa noite para nos mostrar com quanta luz queríeis dilatar-nos o coração. Nas vossas dores, está a nossa redenção, nas vossas lágrimas se desenha «a Hora» da revelação do Amor gratuito de Deus. Sete vezes perdoados, nos vossos últimos suspiros de Homem entre os homens, a todos nos levais de volta ao coração do Pai, para nos indicar, nas vossas últimas palavras, o caminho da redenção para toda a nossa dor. Vós, o Todo Encarnado, aniquilais-Vos na Cruz, compreendido apenas por Aquela, a Mãe, que fielmente «estava» ao pé daquele patíbulo. A vossa sede é fonte de esperança sempre acesa, mão estendida mesmo para o malfeitor arrependido, que hoje, graças a Vós, doce Jesus, entra no paraíso. A todos nós, Senhor Jesus Crucificado, concedei a vossa infinita Misericórdia, perfume de Betânia sobre o mundo, gemido de vida para a humanidade. E no fim, abandonados nas mãos do vosso Pai, abri-nos a porta da Vida que não morre. Amen.

 

19 de abril de 2014 at 6:54 Deixe um comentário

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