Archive for agosto, 2011

Sai pecado

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31 de agosto de 2011 at 12:15 Deixe um comentário

Vigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum- Mateus 18, 15-20

 

15. Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão.  

16. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas.  

17. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.  

18. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu.  

19. Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus.  

20. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. 

31 de agosto de 2011 at 11:16 Deixe um comentário

Oração pelos povos – Malta

Oração do Papa Bento XVI ao povo de Malta e Gozo, por ocasião de sua visita a Malta:

Espero rezar convosco durante o tempo que transcorrerei em Malta e gostaria, como pai e irmão, de vos garantir o meu afeto em relação a vós, assim como o meu desejo de partilhar este tempo na fé e na amizade. Com estes pensamentos, confio todos vós à proteção de Nossa Senhora de Ta’ Pinu e do vosso pai na fé, o grande Apóstolo Paulo. Deus abençoe todo o povo de Malta e de Gozo.

São Paulo, rogai por nós!

30 de agosto de 2011 at 13:25 Deixe um comentário

Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Oração Preparatória para todos os dias

Virgem Santíssima, Socorro Perpétuo das almas que se acolhem a vosso amor maternal:
Dignai-vos pedir por mim a vosso santíssimo Filho e Senhor nosso Jesus Cristo, para que lhe sejam agradáveis todos os meus pensamentos, palavras e ações deste dia e de toda minha vida.
Aceitai, Oh! Terna mãe minha! O curto obsequio que vos ofereço nesta novena, e alcançai-me o favor que nela vos peço, se convém para maior glória, honra vossa e bem de minha alma. Amém.
Rezar a oração do dia que corresponda:

Primeiro Dia

Jesus Cristo quer que em nossos trabalhos recorramos a nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Levanta a vista oh! cristão! E contempla a Virgem do Perpétuo Socorro.
Olhai ao Menino Jesus, que com suas mãozinhas assustadas toma e estreita a mão de sua terna Mãe.
Que tem sucedido? Que dois anjos lhe apresentam os instrumentos de sua futura Paixão, e que ao vê-los o adorável infante se enche de espanto, e busca em sua doce Mãe proteção e amparo.
Com o qual quer dizer-te que, a imitação sua, deves também buscar sempre em Maria o socorro Perpétuo em meio das aflições da vida presente.
Meditar e rezar nove Ave-Marias e pedir a graça que se quer alcançar nesta novena.

Oração:

Oh! Salvador meu, Jesus Cristo ! Ao contemplar-vos nos braços de vossa Mãe, vejo que em meio de vosso santo temor vos estreitais com Ela e me dizes a mim que vos imite, recorrendo eu também a quem é meu Perpétuo socorro.
Quero, pois, entregar-me a Ela sem restrição alguma.
Oh! Maria ! Deus tem querido honrar-vos, comunicando ao culto de vossas imagens virtude milagrosas.
Inspirai-me oh! Mãe do Perpétuo Socorro! Confiança ilimitada em vossa poderosa bondade.

Prática:

Fazer esta novena com fervor.

Segundo Dia

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro quer que acudamos a ela em todas as nossas necessidades.
Vemos que a Virgem Santíssima do Perpétuo Socorro, quando o Menino Jesus estreita sua mão, em vez de voltar seus olhos a Ele os volta a nós.
Sem dúvida quer assim mostrar-nos seu ardente desejo de que acudamos a ela. Com esta terno e amoroso olhar nos esta dizendo a todos:
Eu sou Mãe de Deus, mas também sou Mãe vossa. Que maior desejo pode ter uma mãe que o de ajudar e socorrer a seus filhos? Vinde, pois, filhos meus, a mim.
Acudi a mim em todas as vossas necessidades e misérias; em vossas penas, em vossos desfalecimentos, em vossas dúvidas;
E se alguma vez chegais, por desgraça, a cair, depois de vossa caída vinde:
Eu sou a Mãe do Perpétuo Socorro;
Eu os consolarei, eu os confirmarei, os defenderei, e os conduzirei a Pátria bem-aventurada do céu.
Meditar e rezar nove Ave-Marias.

Oração:

Oh! Doce Mãe minha! Se em Vós não visse eu meu Perpétuo Socorro, meus pecados me induziriam a temer que não haveria misericórdia para mim.
Mas Vos sois a misericórdia perpétua: depois de Deus em Vós quero por toda minha confiança, e desde agora, me proponho a recorrer sempre a Vós nas minhas necessidades.
Oh! Mãe do Perpétuo Socorro. Dignai-vos socorrer-me em todo tempo e em todo lugar, em minhas tentações e dificuldades, em todas as misérias desta vida, e sobre tudo na hora da morte.

Prática:

Invocar com freqüência a nossa Senhora do Perpétuo Socorro durante a novena.

Terceiro Dia

Venerar a nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um meio seguro para conseguir todos os tesouros do céu.
Consideremos cada uma das palavras de esta invocação: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Maria é Senhora é dizer, Mãe de Deus, Rainha poderosa do céu e da terra.
Maria é nossa: nossa, por ser Mãe do Redentor dos homens, Advogada dos pecadores, Mãe de misericórdia e Corredentora; e nossa, sobre tudo, por sua maravilhosa ternura de Mãe.
Maria é nosso socorro, porque nos livrai da maior das desgraças desta vida, ou seja do pecado. Maria vela por nós, tira as ocasiões e diminui a veemência das tentações;
Maria conserva em seus filhos, a graça santificante e o amor de Deus, e lhes consegue a perseverança;
Maria suaviza nossas penas temporais e espirituais.
Por ultimo, é Maria nosso socorro Perpétuo, porque nos socorre a todas horas e em todos os instantes.
E nosso socorro no momento oportuno, na formidável passagem da morte e em meio das chamas do Purgatório.
Meditar e rezar nove Ave-Marias.

Oração:

Oh! Senhora nossa, Mãe do Perpétuo Socorro! Quantos tesouros de graças e benções proporcionais aos indivíduos e as famílias que a Vós se consagram.
Oh! Mãe minha! Dignai-vos receber nós todos como a filhos vossos e derramar sobre todas as famílias vossos insignes favores.

Prática:

Introduzir cada vez mas na respectiva família o costume de recorrer familiar e continuamente a nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Quarto Dia

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ajuda a seus devotos a sair do pecado.
Um dos principais ofícios em que exercita sua solicitude nossa Senhora do Perpétuo Socorro é o de tirar as almas do pecado.
A maneira como uma mãe chora e geme sobre o cadáver de seu filho, a quem desejaria poder ressuscitar, Maria sente ardentíssimos desejos de que voltem os pecadores a vida da graça.
Sua grande ocupação consiste em interceder por eles sem cessar;
E ela se gloria em ser sua infatigável Advogada e em alcançar-lhes a graça da verdadeira conversão, com tanto que tenham ao menos o desejo sincero de sair do pecado e que acudam a ela pedindo-lhe a força necessária para romper as cadeias com que vos tem escravizados a culpa.
Meditar e rezar nove Ave-Marias.

Oração:

Oh! Misericordiosa Advogada e refúgio dos pecadores muito tenho ofendido a Deus.
Em vossas mãos ponho minha salvação eterna.
Oh! Mãe do Perpétuo Socorro! Fazei que não volte a ter a imensa desgraça de corresponder com vil ingratidão a vossos contínuos favores.
Alcançai-me de vosso Filho a graça de uma conversão sincera, para que em diante lhe ame com todo meu coração.

Prática:

Rogar a nossa Senhora do Perpétuo Socorro que nos vejamos livres de todo pecado e que não reincidamos em nossas culpas.

Quinto Dia

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro defende a seus devotos nas tentações.
A vida do cristãoo sobre a terra é uma luta constante.
Rodeados estamos de inimigos por onde quer que estejamos; de inimigos de todas classes, que se conjuram contra nós, maquinando nossa perdição e ruína; quem nos defenderá em meio de tantos perigos? a quem continuamente vela por seus filhos:
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que por si só é mas terrivel que um exército posto em ordem de batalha; a quem é torre de David, fortaleza inexpugnável, da qual pendem mil escudos, armadura dos fortes, e ao mesmo tempo Mãe nossa;
Mãe tão terna e amorosa, que mas deseja ela conceder nos seu socorro, que nós alcança-lo.
Meditar e rezar nove Ave-Marias.

Oração:

Oh! Maria ! Se tive a desgraça de pecar, eu mesmo fui o autor desta desgraça.
Ah! Se eu vos houvesse invocado, Vós haveria me acudido e vindo em meu socorro e eu não haveria caído. fazei, Mãe minha, que na hora do perigo me recorde Vós e vos invoque dizendo:
Mãe minha, socorrei-me! Assim sairei com a vitória.

Prática:

Recorrer a nossa Senhora do Perpétuo Socorro quanto acontecer a tentação.

Sexto Dia

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro assiste a seus devotos em todas as necessidades e trabalhos da vida.
Nossa natureza tem horror as contradições e trabalhos desta vida os quais são favores assinalados que Deus faz as almas que lhe amam. a verdadeira sabedoria consiste em descobrir os tesouros inestimaveis de méritos que se acham encerrados nas humilhações e nos trabalhos.
Quem, pois, nos dará a conhecer este tesouro? Maria Santíssima, a Rainha dos mártires. nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que passou toda sua vida entre penas e dores, nos ensinará, com seu exemplo, que neste Vale de lágrimas a cruz é a herança dos eleitos e nos fará mais corajosos para levar os trabalhos deste penoso desterro.
Meditar e rezar nove Ave-Marias.

Oração:

Oh! Maria, Mãe e Senhora nossa do Perpétuo Socorro!
Como queixar-me de meus trabalhos, quando considero vossas acerbadas dores?
Vós sois verdadeira Mãe de Deus, e vossa vida foi vida de dor e sofrimento: quero, pois, aceitar com resignasção, ao menos, todas as penas que Deus me envie.
Alcançai-me, Mãe minha, a graça de não queixar me nunca em meus trabalhos.

Prática:

Recorrer em todas as minhas penas a nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Sétimo Dia

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ampara a seus devotos na hora da morte.
O instante solene em que morremos decide nossa sorte feliz ou desgraçada por toda uma eternidade.
Essa é a hora em que o demônio desprega toda sua astúcia e todas suas forças para ganhar uma nova alma. Mas não desanimemos: tenhamos confiança, porque essa também é a hora de nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Na Ave-Maria diz todo fiel cristão:
Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, hora e na hora de nossa morte.
Ali estará, pois, a nosso lado, na hora da morte, para que possamos passar felizmente do tempo a eternidade.
Meditar e rezar nove Ave-Marias.

Oração:

Oh! Maria ! quando penso nas angustias de minha última hora temo e me sinto cheio de confusão.
Não me abandoneis, Mãe minha, em tão críticos momentos:
Concedei-me a graça de que vos invoque então com mais fervor que nunca, a fim de expirar com vosso dulcíssimo nome e o de vosso Santíssimo Filho nos lábios.

Prática:

Encomendar cada um sua morte a nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Oitavo Dia

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro auxilia a seus devotos no Purgatório.
Muito dignas são de compaixão as almas do Purgatório, porque padecem tormentos atrozes e não podem ajudar a si mesmas; mas Maria as socorre com a mais terna misericórdia.
A Santíssima Virgem alivia aquelas almas tão queridas, rogando por elas, e a vezes até descendo aquele lugar de tormentos para consolar e confortar a seus fiéis servos; mais ainda: sua poderosa e maternal intercessão se empenha em abreviar o tempo de suas penas e em livra-las daquele fogo purificador.
Meditar e rezar nove Ave-Marias

Oração:

Oh! Maria ! quantos pecados tive cometido em todo o curso de minha vida, e quão escassa tem sido minha penitência!
Oh! quão largo e quão terrivel haverá de ser para mim o Purgatório, se Vós não me outorgais vosso auxilio!
Em Vós ponho toda minha confiança.
Oh! Virgem do Perpétuo Socorro! prostrado a vossos pés vos suplico me obtenhais a graça de não cair nem nas mais leves faltas, e a de expiar todos meus pecados nesta vida.
Espero que não me negareis esta mercê.

Prática:

Rogar a nossa Senhora do Perpétuo Socorro pelas almas do Purgatório.

Nono Dia

Consagrar se a nossa Senhora do Perpétuo Socorro e servi-la com fidelidade é fazer certa a perseverança.
Neste dia consagremo-nos a Maria ; e para isto façamos por ela o que ela faz por nós. Maria nos ama; pois amemos nós a ela.
Que honra a nossa amar a Mãe de Deus! Amando, entregando-nos a ela com inteira confiança, por ser nossa verdadeira Mãe.
Maria é nossa bem feitora; é nosso Perpétuo Socorro.
Por nossa parte, prometamos-lhe recorrer constantemente a sua misericórdia; prometamos sinceramente perseverar em nossos exercícios ou praticas diárias de devoção em honra sua, e experimentaremos quão certa é esta sentença:
Que o verdadeiro devoto de Maria não pode condenar-se.
Meditar e rezar nove Ave-Marias.

Consagração a Maria.

Oh! Mãe do Perpétuo Socorro! eu vos consagro meu corpo com todos seus sentidos, e minha alma com suas potencias.
De aqui em adiante quero servir-vos com fervor, invocar-vos sem cessar e trabalhar por ganhar corações que vos amem.
Oh! Mãe minha! fazei que não passe dia algum de minha vida sem que vos invoque com amor filial.

Prática:

Encomendar nossa perseverança a nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

30 de agosto de 2011 at 0:07 Deixe um comentário

O sacramento da Crisma

Oi Crianças!

Já vimos os seguintes sacramentos:

O Batismo, a Confissão e a Eucaristia.

Hoje vamos ver um pouco do sacramento da Crisma

Também chamado de sacramento da Confirmação.

Cada crismando escolhe um padrinho ou madrinha

Para ser testemunha do sacramento que vão receber.

O sacramento da Crisma é ministrado na Igreja

Aos adolescentes, aos jovens e aos adultos

Que foram preparados no Curso de Crisma.

O Bispo é quem unge, com óleo, o crismando

Pedindo o dom do Espírito Santo para cada um,

Confirmando o pedido feito no Batismo.

Através do sacramento da Crisma,

A Igreja envia em missão a pessoa que foi crismada,

Para levar a boa nova da salvação

A todos aqueles que abrirem o seu coração.

A Palavra de Deus diz assim:

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu;

E enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres…” (Lc 4, 18)

                    Jane Amábile

29 de agosto de 2011 at 17:33 Deixe um comentário

Catequese de Bento XVI sobre a oração (4)

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, gostaria de refletir convosco sobre um texto do Livro dos Gênesis que narra um episódio bastante particular da história do Patriarca Jacó.É um trecho de não fácil interpretação, mas importante para a nossa vida de fé e de oração; trata-se da narração da luta com Deus durante a transposição do Yabboq [corrente que deságua no Rio Jordão], da qual ouvimos um trecho.

Como vos lembrais, Jacó havia roubado de seu gêmeo Esaú a primogenitura em troca de um prato de lentilhas, e havia recebido de modo fraudulento a bênção do pai Isaac, então muito velho, aproveitando-se da sua cegueira. Após escapar da ira de Esaú, refugiou-se junto a um parente, Laban; casou-se, enriqueceu e agora estava retornando à terra natal, pronto para afrontar o irmão após ter colocado em ação algumas prudentes precauções. Mas quando está tudo pronto para esse encontro, após ter feito atravessar aqueles que estavam com ele a transposição que delimitava o território de Esaú, Jacó, que permaneceu sozinho, é agredido de repente por um desconhecido, com o qual luta por toda uma noite. Exatamente esse combate corpo a corpo – que encontramos no capítulo 32 do Livro do Gênesis – torna-se para ele uma singular experiência de Deus.

A noite é o tempo favorável para agir às escondidas, o tempo, portanto, melhor para Jacó, para entrar no território do irmão sem ser visto e talvez com a ilusão de pegar Esaú de surpresa. Mas, ao contrário, é ele o surpreendido pelo ataque imprevisto, para o qual não estava preparado. Tinha usado a sua astúcia para tentar escapar de uma situação perigosa, pensava ser capaz de ter tudo sob o seu controle, mas, ao contrário, encontra-se agora a enfrentar uma luta misteriosa que o encontra na solidão e sem dar-lhe a possibilidade de organizar uma defesa adequada. Sem meios de se defender, na noite, o Patriarca Jacó combate com alguém. O texto não especifica a identidade do agressor; usa um termo hebraico que indica “um homem” de modo genérico, “um, alguém”; trata-se, portanto, de uma definição vaga, indeterminada, que propositalmente mantém o assaltante no mistério. É escuro, Jacó não chega a ver distintamente o seu adversário e também para o leitor, para nós, isso permanece desconhecido; alguém está opondo-se ao Patriarca, é esse o único dado seguro fornecido pelo narrador. Somente ao final, quando a luta estiver praticamente concluída e aquele “alguém” aparecer, somente então Jacó o nomeará e poderá dizer que lutou com Deus.

O episódio desenrola-se, portanto, na obscuridade e é difícil perceber não somente a identidade do agressor de Jacó, mas também qual seja o andamento da luta. Lendo o trecho, é difícil estabelecer qual dos dois adversários chega a levar a melhor; os verbos utilizados estão frequentemente sem sujeito explícito, e as ações se desenvolvem de modo quase contraditório, tanto que quando se pensa que seja um dos dois a prevalecer, a ação sucessiva vem a desmentir e apresenta o outro como vencedor. No início, de fato, Jacó parece ser o mais forte, e o adversário – diz o texto – “não chega a vencê-lo” (v. 25); no entanto, golpeia Jacó na articulação do fêmur, provocando uma luxação. Se deveria, então, pensar que Jacó devesse sucumbir, mas, ao invés disso, é o outro que pede para que o deixe ir; e o Patriarca refuta, pondo uma condição: ” Não te deixarei partir antes que me tenhas abençoado” (v. 26). Aquele que, através do engano, havia defraudado o irmão da bênção de primogênito, agora pretende alcançá-la do desconhecido, do qual talvez começa a entrever as conotações divinas, mas sem poder ainda verdadeiramente reconhecê-lo.

O rival, que parece retido e portanto derrotado por Jacó, ao invés de curvar-se ao pedido do Patriarca, pergunta seu nome: “Como te chamas?”. E o Patriarca respondeu: “Jacó” (v. 28). Aqui, a luta sofre um importante ponto de viragem. Conhecer o nome de alguém, de fato, implica uma espécie de poder sobre a pessoa, porque o nome, na mentalidade bíblica, contém a realidade mais profunda do indivíduo, revelando o secreto e seu destino. Conhecer o nome quer dizer então conhecer a verdade do outro e isso implica poder dominá-lo. Quando, então, a pedido do desconhecido, Jacó revela o próprio nome, se está colocando nas mãos de seu oponente, é uma forma de rendição, de entrega total de si mesmo ao outro.

Mas nesse gesto de entregar-se, também Jacó paradoxalmente resulta vencedor, porque recebe um nome novo, juntamente ao reconhecimento da vitória por parte do adversário, que lhe diz: ” Teu nome não será mais Jacó, tornou ele, mas Israel, porque lutaste com Deus e com os homens, e venceste” (v. 29). “Jacó” era um nome que reportava à origem problemática do Patriarca; em hebraico, de fato, recorda o termo “calcanhar”, e reporta o leitor ao momento do nascimento de Jacó, quando, saindo do ventre materno, segurava com a mão o calcanhar do irmão gêmeo (cf. Gen 25,26), quase prefigurando a ação em dano do irmão que teria consumado em idade adulta; mas o nome Jacó reclama também o verbo “enganar, suplantar”. Eis que, agora, na luta, o Patriarca revela ao seu opositor, em um gesto de entrega e rendição, a própria realidade de enganador, de suplantador; mas o outro, que é Deus, transforma essa realidade negativa em positiva: Jacó o enganador torna-se Israel, lhe é dado um nome novo que assinala uma nova identidade. Mas também aqui a narração mantém a sua desejada duplicidade, porque o significado mais provável do nome Israel é “Deus é forte, Deus vence”.

Portanto, Jacó prevaleceu, venceu – é o adversário próprio a afirmá-lo –, mas a sua nova identidade, recebida do mesmo adversário, afirma e testemunha a vitória de Deus. E quando Jacó solicitar, por sua vez, o nome de seu adversário, esse recusará dizê-lo, mas se revelará em um gesto inequívoco, dando a bênção. Aquela bênção que o Patriarca havia pedido no início da luta lhe é agora concedida. E não é a bênção recebida através do engano, mas aquela gratuitamente dada por Deus, que Jacó pode receber porque está sozinho, sem proteção, sem astúcias e enganos, encontra-se inerme, aceita entregar-se e confessa a verdade sobre si mesmo. Assim, ao final da luta, recebida a bênção, o Patriarca pode finalmente reconhecer o outro, o Deus da bênção: “Verdadeiramente – disse –vi a Deus face a face, e conservei a vida” (v. 31), e pode agora transpor a corrente, portador de um nome novo, mas “vencido” por Deus e assinalado para sempre, manco devido ao ferimento.

As explicações que a exegese bíblica pode dar com relação a esse trecho são múltiplas; em particular, os estudiosos reconhecem intenções e componentes literários de diversos gêneros, bem como referências a algumas narrações populares. Mas quando esses elementos são assumidos pelos autores sagrados e englobados no relato bíblico, mudam de significado e o texto abre-se a dimensões mais amplas. O episódio da luta no Yabboq oferece-se assim ao crente como texto paradigmático em que o povo de Israel fala da própria origem e delineia os traços de uma particular relação entre Deus e o homem. Por isso, como afirmado também no Catecismo da Igreja Católica, “a tradição espiritual da Igreja divisou nesta narrativa o símbolo da oração como combate da fé e vitória da perseverança” (n. 2573). O texto bíblico fala-nos da longa noite da busca de Deus, da luta por conhecer seu nome e ver seu rosto; é a noite da oração que com persistência e perseverança pede a Deus a bênção e um nome novo, uma nova realidade fruto de conversão e de perdão.

A noite de Jacó ao transpor o Yabboq torna-se assim, para o crente, um ponto de referência para compreender a relação com Deus que, na oração, encontra a sua máxima expressão. A oração requer confiança, proximidade, quase em um corpo a corpo simbólico não com um Deus inimigo, adversário, mas com um Senhor que abençoa e permanece sempre misterioso, que parece inalcançável. Por isso, o autor sacro utiliza o símbolo da luta, que implica força de ânimo, perseverança, tenacidade para alcançar aquilo que se deseja. E se o objeto do desejo é a relação com Deus, a sua bênção e o seu amor, então a luta não poderá senão culminar no dom de si mesmo a Deus, no reconhecer a própria debilidade, que vence exatamente quando chega a entregar-se nas mãos misericordiosas de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, toda a nossa vida é como essa longa noite de luta e de oração, a se consumar no desejo e no pedido de uma bênção de Deus que não pode ser recebida à força ou vencida contando somente com as nossas forças, mas deve ser recebida com humildade, como dom gratuito que permite, enfim, reconhecer o rosto do Senhor. E quando isso acontece, toda a nossa realidade muda, recebemos um nome novo e a bênção de Deus. E ainda mais: Jacó, que recebe um nome novo, torna-se Israel, dá um nome novo também no lugar em que lutou com Deus, em que rezou; renomeia-o como Penuel, que significa “Rosto de Deus”. Com esse nome, reconhece aquele lugar pleno da presença do Senhor, torna sagrada aquela terra, imprimindo quase a memória daquele misterioso encontro com Deus. Aquele que se deixa abençoar por Deus, abandona-se a Ele, deixa-se transformar por Ele, torna abençoado o mundo. Que o Senhor ajude-nos a combater o bom combate da fé (cf. 1Tm 6,12; 2Tm 4,7) e a pedir, na nossa oração, a sua bênção, para que nos renove na expectativa de ver o seu Rosto. Obrigado. (cn noticias)

 

29 de agosto de 2011 at 9:51 Deixe um comentário

Martírio de São João Batista – 29 de Agosto- São Marcos 6, 17-29

17.

Pois o próprio Herodes mandara prender João e acorrentá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado.

18.

João tinha dito a Herodes: Não te é permitido ter a mulher de teu irmão.

19.

Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, não o conseguindo, porém.

20.

Pois Herodes respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia.

21.

Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galiléia.

22.

A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: Pede-me o que quiseres, e eu to darei.

23.

E jurou-lhe: Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino.

24.

Ela saiu e perguntou à sua mãe: Que hei de pedir? E a mãe respondeu: A cabeça de João Batista.

25.

Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista.

26.

O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar.

27.

Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere,

28.

trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe.

29.

Ouvindo isto, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro.

28 de agosto de 2011 at 16:19 Deixe um comentário

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