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Ascensão do Senhor, a certeza de que um dia voltará

Ascensão do Senhor, Giotto, Capela degli Scrovegni

Ascensão do Senhor, Giotto, Capela degli Scrovegni

A Ascensão é uma solenidade litúrgica comum a todas as Igrejas cristãs, que é celebrada 40 dias depois da Páscoa da Ressurreição. Com a Ascensão ao Céu conclui-se a presença de Cristo no contexto histórico e inaugura-se a história da Igreja. No Brasil é celebrada no próximo domingo

Cidade do Vaticano

“Depois de dizer isto, Jesus foi elevado, à vista deles, e uma nuvem o retirou aos seus olhos. Continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apresentaram-se a eles então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: ‘Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que, do meio de vós, foi elevado ao céu, virá assim, do mesmo modo como o vistes partir para o céu’” (At 1, 9-11).

Na quinta-feira da sexta semana do Tempo Pascal celebra-se no Vaticano e em alguns países do mundo, a solenidade da Ascensão, que no Brasil e em outras nações, celebra-se no domingo. Estamos no Tempo Pascal, ou seja da alegria, da libertação da morte e do pecado graças à Ressurreição, no tempo da promessa de salvação. Portanto, Jesus despede-se novamente dos apóstolos que agora estão prontos para o destacamento, como filhos crescidos. Porém, a separação é só aparente porque o Senhor, invisível, continua a operar na Igreja, e é temporâneo, porque um dia Ele voltará.

Fontes históricas e origens da solenidade

Os Evangelhos falam pouco da Ascensão: Mateus e João terminam suas narrações com a aparição de Jesus depois da Ressurreição; Marcos dedica-lhe a última frase do texto, enquanto que Lucas descreve muito mais, principalmente nos Atos dos Apóstolos. Nos Atos, Lucas detalha que 40 dias depois da Páscoa – um número muito simbólico em toda a Bíblia – Jesus conduz os apóstolos para Betânia e ao chegar no Monte das Oliveiras (chamado por isso Monte da Ascensão) os abençoa e fala a todos antes de subir ao céu e retornar ao Pai. Neste discurso Jesus confirma a promessa da vinda do Espírito que não os deixará sós e prefigura a sua segunda vinda, no final dos tempos. A celebração da Ascensão tem origens antigas e é testemunhada tanto por Eusébio de Cesareia como pela peregrina Egéria, e é influenciada pela tradição judaica como por exemplo na imagem da “subida” para Deus não apenas física – embora catedrais e mosteiros estejam quase sempre em posições elevadas – mas também espiritual, entendida como purificação e recolhimento para escutar a sua Palavra. Inicialmente era celebrada em Belém para evidenciar que tudo tinha começado ali e era unida à festa de Pentecostes, celebrada na tarde do mesmo dia. Mas no século V-VI já estavam separadas como demonstram São João Crisóstomo e Santo Agostinho que dedicaram várias homilias à Ascensão.

O significado da Ascensão

Retornando ao Pai, Jesus conclui um ciclo, que atravessou a sua existência humana para voltar aos céus, mesmo permanecendo vivo e presente na Igreja. Mas é graças ao momento da Ascensão que esta dicotomia entre céus e terra é superada: Jesus parte, mas apenas precede – como um irmão, como um rei e como o Filho predileto -, todos os homens no paraíso, ali onde está Deus. Como um homem, Jesus tinha descido aos infernos para salvar Adão e assim, com a Ascensão, reitera mais uma vez que o céu é o destino que o homem deve almejar, a santidade, resumindo o sentido do mistério da Encarnação e o objetivo final da salvação. A glorificação da natureza humana, encarnada pelo Verbo em toda a sua pobreza e mais tarde, elevada aos céus por Ele, é muito bem explicada em várias orações da tradição bizantina nas quais superar-se a disputa entre céu e terra.

“À direita do Pai”

Há muitos pontos, dentro dos Evangelhos, nos quais Jesus prefigura o que acontecerá na Ascensão, por exemplo na Última Ceia, quando anuncia “vou ao Pai”. E o lugar à direita do Pai é, justamente, o lugar de honra, o Filho predileto que por amor se fez carne, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. Aquele lugar é seu para sempre, porque Jesus antes de ser um homem é Filho do Pai e junto d’Ele tem a glória eterna. Portanto, Jesus sobe aos céus para dar início ao reino que não tem fim, mas também para preparar o nosso lugar no céu. Se Jesus não retornasse ao Pai nos céus, não haveria redenção nem salvação para o homem: de fato, só assim Ele completa a Sua Ressurreição enviando ao mundo, em seguida, o Consolador.

 

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1 de junho de 2019 at 5:40 Deixe um comentário

Ascensão do Senhor – Afastou-se deles e foi levado para o céu – São Lucas 24, 46- 53 – Dia 02 de junho de 2019

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“46.“Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. 47.E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48.Vós sois as testemunhas de tudo isso. 49.Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”.* 50.Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, os abençoou. 51.Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado ao céu. 52.Depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande júbilo. 53.E permaneciam no templo, louvando e bendizendo a Deus.”
– Bíblia Católica Online

Fonte: Bíblia Ave Maria

 

“Com os cristãos do mundo inteiro, celebremos a Ascensão do Senhor, adorando aquele que tem tudo sob os seus pés. Assentado à direita do Pai, Jesus continua solidário à comunidade humana e nos impele a ser testemunhas dele. Neste dia mundial das comunicações, o papa nos recorda que somos membros de um mesmo corpo e que também o ambiente digital deve ser espaço de encontro, de comunhão e de diálogo verdadeiro com o outro”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse que “hoje, em Itália e em muitos outros países, celebra-se a solenidade da Ascensão do Senhor. Esta festa inclui dois elementos. Por um lado, orienta o nosso olhar para o céu, onde Jesus glorificado está sentado à direita de Deus (cf. Mc 16, 19). Por outro, recorda-nos o início da missão da Igreja: porquê? Porque Jesus ressuscitado e elevado ao céu envia os seus discípulos a difundir o Evangelho por todo o mundo. Portanto, a Ascensão exorta-nos a elevar o olhar para o céu, para o dirigir logo a seguir para a terra, cumprindo as tarefas que o Senhor ressuscitado nos confia”.

“Cristo inaugurou este caminho para as alturas. Oferecendo-Se a Si mesmo a Deus Pai como primícias dos que dormem nos túmulos da terra, permitiu à carne ascender ao Céu e foi o primeiro homem a aparecer aos habitantes lá do alto. Os anjos não conheciam o augusto e grandioso mistério de uma entronização celeste da carne. Foi com espanto e admiração que assistiram a esta ascensão de Cristo. Quase perplexos por tão inaudito espetáculo, exclamaram: «Quem é Esse, que vem de Edom?» (Is 63,1), ou seja, da terra. Assim, pois, Nosso Senhor Jesus Cristo abriu-nos um caminho novo e vivo (Heb 10,20). «Cristo não entrou num santuário feito por mão de homem, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora diante de Deus por nós» (Heb 9,24)”. (São Cirilo de Alexandria)

O Padre Valdir José de Castro explicou: “A missão da Igreja é evangelizar. Consciente desse mandato recebido de Jesus – que é evidenciado na liturgia da Palavra deste domingo da Ascensão do Senhor -, a Igreja buscou, no decorrer da história, todas as formas possíveis de comunicação para chegar com o evangelho a todos os povos”.

Conclusão:

“Terminando seu evangelho, Lucas narra a cena de despedida de Jesus. O Ressuscitado, antes de voltar para o Pai, abrem o coração dos discípulos para compreenderem a Escritura e lhes dá as últimas instruções.  A Ascensão de Jesus é o coroamento de sua vida de fidelidade a Deus. Agora cabe aos discípulos dar continuidade à missão do Senhor, começando por Jerusalém”. (Liturgia Diária)

Oração:

“A Virgem Maria que, como Mãe do Senhor morto e ressuscitado, animou a fé da primeira comunidade dos discípulos, nos ajude também a manter «elevados os nossos corações», como a Liturgia nos exorta a fazer. E, ao mesmo tempo, nos ajude a ter “os pés no chão”, e a semear com coragem o Evangelho nas situações concretas da vida e da história”. (Papa Francisco)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

27 de maio de 2019 at 5:56 Deixe um comentário

Ascensão do Senhor – O Senhor Jesus foi levado ao céu – São marcos 16, 15-20 – Dia 13 de maio de 2018

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15.E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.

16.Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.

17.Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,

18.manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.

19.Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.

20.Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Celebramos com alegria a Ascensão do Senhor, sua volta ao convívio do Pai. Sentado à direita de Deus, Jesus continua olhando pela humanidade, que também caminha para a glória, destino de todo fiel seguidor de Cristo. Neste Dia das Comunicações, a Igreja reafirma seu compromisso de anunciar ao mundo todo a verdade do Evangelho com os meios modernos de comunicação. Também nesta liturgia elevemos nossas preces pelas mães, neste dia a elas dedicado”. (Liturgia Diária)

E (Jesus) disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.

O Papa Francisco ensinou: “Jesus garantiu que neste anúncio e testemunho seremos «revestidos de poder que vem do alto» (v. 49), ou seja, com a força do Espírito Santo. Eis o segredo desta missão: a presença entre nós do Senhor ressuscitado, que com o dom do Espírito continua a abrir a nossa mente e o nosso coração, para anunciar o seu amor e a sua misericórdia também nos âmbitos mais refratários das nossas cidades. O Espírito Santo é o verdadeiro artífice do multiforme testemunho que a Igreja e cada batizado oferece no mundo”. (8 de Maio de 2016)

“Solenemente, Jesus relembra a missão dos discípulos: fazer  com que todas as nações se tornem discípulas dele, introduzindo-as na sua comunidade pelo batismo em nome da Trindade e ensinando-as a praticar tudo o que Ele mandou”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

O Padre Alberto Gambarini  explicou: “A história da Igreja até os nossos dias esta marcada pelos milagres anônimos e aqueles que ficaram registrados pelo testemunho dos santos ou grandes santuários”.

Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.

“O regresso de Cristo a Seu Pai é ao mesmo tempo fonte de pesar, por ser sinônimo da Sua ausência, e fonte de alegria, por significar a Sua presença. Brotam da doutrina da Ressurreição e da Ascensão estes paradoxos cristãos, mencionados com frequência nas Escrituras, a saber, que nos afligimos sem por isso pararmos de rejubilar, como nada tendo e, no entanto, tudo possuindo (2Cor 6,10)”. (Beato John Henry Newman)

O Papa Francisco disse que “hoje celebra-se a Ascensão de Jesus ao céu, ocorrida quarenta dias depois da Páscoa. Contemplamos o mistério de Jesus que deixa o nosso espaço terreno para entrar na plenitude da glória de Deus, levando consigo a nossa humanidade. Isto é, nós, a nossa humanidade entra pela primeira vez no céu”. (8 de Maio de 2016)

“É Cristo quem nos inaugura esse caminho rumo às alturas. Ao oferecer-Se a si mesmo ao Pai como primícias dos que dormem nos túmulos da terra, permite à carne subir ao Céu, e Ele próprio é o primeiro homem a aparecer aos seus habitantes. Os anjos, que não conheciam o mistério grandioso de uma entronização celeste da carne, contemplaram com assombro e admiração essa ascensão de Cristo”.  (São Cirilo de Alexandria)

Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

O Padre Valdir José de Castro disse: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15): é o mandato que Jesus ressuscitado dá aos seus discípulos. Eles recebem o desafio de proclamar a “Boa Notícia”, inspirada em tudo o que haviam visto e ouvido diretamente do Mestre. Detalhe importante é que tal anúncio que contém a verdade que liberta, é acompanhado de sinais visíveis”. 

O Padre Alberto Gambarini  disse assim:  “O sinal supremo da manifestação do poder e amor de Deus esta presente na pessoa de Jesus…Este mesmo poder foi dado aos apóstolos, e como conseqüência à Igreja: “Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai!” (Mt 10,8). O livro de Atos dos Apóstolos é a prova incontestável que os milagres acompanhavam a pregação dos primeiros cristãos: “realizavam-se entre o povo pelas mãos dos apóstolos muitos milagres e prodígios (Atos 5,12)”.

Conclusão:

“Marcos conclui seu Evangelho, mostrando Jesus que aparece aos onze discípulos e os envia em missão pelo mundo. Eles são convidados a realizar tudo o que o mestre fazia: expulsar demônios, falar novas línguas, curar os doentes, enfrentar os obstáculos (serpentes e venenos)…Depois de Jesus ser “elevado ao céu”, os discípulos partiram e pregavam por toda parte”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração: Credo Niceno-Constantinopolitano

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso
Criador do Céu e da Terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós homens e para nossa salvação
desceu dos Céus.
E encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.

Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras;
e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai.
De novo há-de vir em sua glória
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu Reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas.

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.
Professo um só Baptismo para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos
e a vida do mundo que há-de vir. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

7 de maio de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Ascensão do Senhor: “Continuar a missão de Jesus”

2017-05-27 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – «Celebrar a Ascensão de Jesus é celebrar seu modo novo de estar conosco, do Emanuel, Deus Conosco, manifestar-se em nosso meio. Certamente esse modo novo do Senhor de se manifestar entre os homens passa pela Comunidade, por suas atitudes que dão continuidade à missão do Senhor e que asseguram a continuidade da construção do Reino de Justiça e de Paz.

O Livro dos Atos dos Apóstolos, do qual é tirada a primeira leitura da solenidade de hoje, nos mostra Jesus dizendo aos seus discípulos que eles receberão o Espirito Santo e que Este os tornará suas testemunhas no mundo inteiro.

O Espírito que os discípulos receberão é o mesmo que esteve presente em Jesus. Os anjos que aparecem após a “subida” de Jesus ao Céu dizem aos discípulos para não ficar de braços cruzados, mas agir, isto é, continuar a missão do Senhor. Os anjos dizem aos discípulos que Jesus vai voltar. Isso nos recorda a parábola contada pelo Senhor em que o patrão quando volta de viagem quer saber de seus servos o que fizeram, qual o produto do trabalho. Os anjos nos recordam a necessidade de deixar de ficar olhando para o céu e colocar mãos à obra, trabalhar!

O Evangelho de Mateus nos fala que o poder que Jesus recebeu do Pai e foi plenificado após sua ressurreição, é dado à Comunidade para que “ Vá e faça discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que lhes ordenei!”

Batismo e catequese! Batismo é a consagração, a configuração a Jesus Cristo, o Ungido e a Catequese é a implementação da Justiça. Logo, deveremos levar as pessoas a se configurarem ao Homem Novo, de acordo com o desejo do Pai e, depois, após conscientizá-los, levá-los a praticar a justiça e as bem-aventuranças. E Mateus termina citando a certeza da presença eterna de Jesus ao nosso lado: “ Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo!”

A Ascensão de Jesus é a transformação da presença do Emanuel, do Deus Conosco. Sua presença é manifestada não através de uma figura visível, a de Jesus, mas através da ação libertadora praticada pelos membros da Comunidade.

Quando chegar o final dos tempos, a Parusia, veremos a “re-velação” do Senhor. Veremos que atrás de cada atitude cristã estava o Redentor – Cristo, o Autor de todo ato de bondade – o Pai, e nos inspirando, o Espírito de Amor».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Solenidade da Ascensão do Senhor)

28 de maio de 2017 at 4:37 Deixe um comentário

Ascensão do Senhor – Ide e fazei discípulos – São Mateus 28, 16 – 20 – Dia 28 de maio de 2017

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“16.Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. 17.Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. 18.Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. 19.Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20.Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”

“Em comunhão com os cristãos do mundo inteiro, celebramos a Ascensão do Senhor, plenitude da Páscoa, cuja memória atualizamos na Eucaristia. Cristo conclui sua missão, despede-se dos seus, sem abandoná-los, e é elevado e glorificado pelo Pai.  Convocada para dar continuidade da missão de Jesus, a Igreja se dispõe a comunicar esperança e confiança ao nosso tempo pelos meios de comunicação social, cujo dia é comemorado hoje”. (Liturgia Diária)

A Ascensão do Senhor

O Papa Emérito Bento XVI explicou assim: “Quarenta dias depois da Ressurreição — segundo o Livro dos Atos dos Apóstolos — Jesus subiu ao Céu, ou seja, voltou para o Pai, pelo qual tinha sido enviado ao mundo. Em muitos países este mistério é celebrado não na quinta-feira, mas hoje, domingo seguinte. A Ascensão do Senhor marca o cumprimento da salvação iniciada com a Encarnação. Depois de ter instruído pela última vez os seus discípulos, Jesus sobe ao Céu ( Mc 16, 19)”.

“Nesse dia, Cristo «elevou-se sob o olhar dos seus discípulos e desapareceu numa nuvem» (At 1,10)… Ele tentava levar o coração deles a segui-Lo, fazendo-se amar por eles, e prometia-lhes, pelo exemplo do Seu corpo, que os seus corpos poderiam elevar-se do mesmo modo…” (Beato Guerric de Igny)

O Catecismo (§665) ensina: “A ascensão de Cristo marca a entrada definitiva da humanidade de Jesus no domínio celeste de Deus, de onde há-de voltar mas que, entretanto, O oculta aos olhos dos homens”.

Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo

O Papa Francisco explicou: “Sua obra de redenção (de Jesus) continua no mundo com a ação da Igreja, com a nossa ação de batizados. Somos os continuadores de sua missão redentora. Ele investe todos nós nessa missão ao dizer: “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “não cessam de ecoar, como chamada universal e apelo urgente, as palavras com as quais Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado antes de subir ao Céu, confiou aos Apóstolos o mandamento missionário:  “Ide, pois, ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ensinando-as a cumprir tudo quanto vos tenho mandado”. E acrescentou:  “Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo” (Mt 28, 19-20). Na empenhativa obra de evangelização ampara-nos e acompanha-nos a certeza de que Ele, o dono da messe, está connosco e guia incessantemente o seu povo. É Cristo a fonte inexaurível da missão da Igreja”. (27\05\2007)

O Papa Francisco disse também: “O Senhor volta para o Pai e, ao mesmo tempo, está conosco, ao nosso lado. Isso é possível porque Deus é onipotente, está em toda parte, em todo lugar. Principalmente porque ele nos ama e quem ama deseja ficar ao lado do ser amado”. (16\05\15)

Conclusão:

Com as palavras do Padre Heitor de Menezes: “Celebrar a Ascensão de Jesus nos indica que, no final de um caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, em comunhão com Deus. Aconselha-nos, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, agora, seus seguidores e que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para o ser humano e para o mundo”. (Rede Século 21)

Oração:

“Na Verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele, após a ressurreição, apareceu aos discípulos e, à vista deles, subiu aos céus, a fim de nos tornar participantes da sua divindade. Por isso, o mundo inteiro exulta de alegria pascal. Os anjos no céu e os homens e mulheres na terra, unidos a todas as criaturas, proclamamos a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz…” (Prefácio)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22 de maio de 2017 at 5:43 Deixe um comentário

Ascensão do Senhor

No dia da tua ascensão, ó Cristo Rei,
Os homens e os anjos exclamam:
«Tu és santo, Senhor, porque desceste à terra e salvaste Adão,
O homem feito de pó (Gn 2,7),
Do abismo da morte e do pecado,
E pela tua santa ascensão, ó Filho de Deus,
Os céus e a terra entram em paz.
Glória Àquele que Te enviou!»
A Igreja viu o seu Esposo em glória,
E esqueceu os duros sofrimentos do Gólgota.
Em vez do fardo da cruz que carregava,
Uma nuvem de luz O carrega.
Eis que Se eleva, vestido de esplendor e de glória.

Cumpre-se hoje um grande prodígio no Monte das Oliveiras:
Quem o conseguirá descrever? […]
Nosso Senhor descera à procura de Adão
E, após ter encontrado aquele que estava perdido,
Pô-lo aos ombros
E em glória consigo o introduziu nos céus (cf Lc 15,4ss).
Ele veio até nós e mostrou-nos que era Deus;
Tomou um corpo e mostrou que era homem;
Desceu aos infernos e mostrou que morrera;
Elevou-Se aos céus e foi exaltado, mostrando toda a sua grandeza.
Bendita seja a sua exaltação!

No dia do seu nascimento, Maria rejubila,
No dia da sua morte, a Terra treme,
No dia da sua ressurreição, o inferno aflige-se,
No dia da sua ascensão, os céus exultam.
Bendita seja a sua ascensão!

Fonte: Evangelho Quotidiano

8 de maio de 2016 at 5:39 Deixe um comentário

Ascensão do Senhor

A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final de um caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, em comunhão com Deus. Sugere, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos agora nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo.
O Evangelho apresenta-nos as palavras de despedida de Jesus que definem a missão dos discípulos no mundo. Faz, também, referência à alegria dos discípulos: essa alegria resulta do reconhecimento da presença no mundo do projecto salvador de Deus e resulta do facto de a ascensão de Jesus ter acrescentado à vida dos crentes um novo sentido.
Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo caminho de Jesus. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projeto de Jesus.
A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside nesse “corpo”.

Fonte: Evangelho Quotidiano

5 de maio de 2016 at 5:36 Deixe um comentário

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