Archive for junho, 2019

Papa: amor a Jesus se traduz em proximidade aos mais necessitados

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No Angelus, o Santo Padre disse que o seguir Jesus exclui arrependimentos e olhar para trás, mas requer a virtude de decisão. Comentando o Evangelho deste XIII Domingo do Tempo Comum, Francisco destacou que o ser discípulo de Cristo deve ser uma escolha livre e consciente, feita por amor, para retribuir a graça inestimável de Deus, e não um modo para promover a si próprio

Raimundo de Lima – Cidade do Vaticano

“Jesus nos quer apaixonados por Ele e pelo Evangelho. Uma paixão do coração que se traduz em gestos concretos de proximidade, de proximidade aos irmãos mais necessitados de acolhimento e de atenção. Exatamente como Ele mesmo viveu.”

Foi o que disse o Papa Francisco no Angelus ao meio-dia deste domingo (30/06), em que a Igreja no Brasil celebra a solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e também o Dia do Papa.

Na alocução que precedeu a oração mariana, dirigindo-se aos milhares de fiéis, peregrinos e turistas presentes na Praça São Pedro, o Pontífice explicou a página do Evangelho deste XIII Domingo do Tempo Comum (Lc 9,51-62), em que o Evangelista São Lucas dá início à narração da última viagem de Jesus rumo a Jerusalém, que se concluirá no capítulo 19.

Decisão de seguir Jesus deve ser também ela total e radical

Francisco observou tratar-se de uma longa marcha não somente geográfica e espacial, mas espiritual e teológica rumo ao cumprimento da missão do Messias, acrescentando que “a decisão de Jesus é radical e total, e aqueles que o seguem são chamados a defrontar-se com ela.

O Santo Padre ateve-se aos três personagens que São Lucas apresenta no Evangelho do dia, “três casos de vocação, podemos dizer, que evidenciam o que é exigido a quem quer seguir Jesus até o fim, totalmente”, ressaltou.

O primeiro personagem promete a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que vás”. Generoso! Mas Jesus responde que o Filho do homem, diferentemente das raposas que têm as tocas e as aves do céu, ninhos, “não tem onde reclinar a cabeça. A pobreza absoluta de Jesus”.

O cristão é um itinerante

“Efetivamente, Jesus deixou a casa paterna e renunciou a toda e qualquer segurança para anunciar o Reino de Deus às ovelhas perdidas de seu povo. Desse modo, Jesus indicou a nós, seus discípulos, que a nossa missão no mundo não pode ser estática, mas itinerante, o cristão é um itinerante”, explicou o Papa.

“Por sua natureza, a Igreja está em movimento, não fica sedentária e tranquila em seu recinto. É aberta aos mais vastos horizontes, enviada – a Igreja é enviada – a levar o Evangelho pelas estradas e a alcançar as periferias humanas e existenciais. Este é o primeiro personagem.”

Primado do seguimento e do anúncio do Reino

O segundo personagem que Jesus encontra, continuou Francisco, recebe o chamado diretamente d’Ele, porém responde: “Senhor, permite-me primeiro ir enterrar meu pai”. O Pontífice observou tratar-se de um pedido legítimo, fundado no mandamento de honrar pai e mãe. Todavia, Jesus replicou: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos”.

“Com essas palavras, propositadamente provocatórias, Ele quer afirmar o primado do seguimento e do anúncio do Reino de Deus, mesmo sobre as realidades mais importantes, como a família. A urgência de comunicar o Evangelho, que rompe a cadeia da morte e inaugura a vida eterna, não admite atrasos, mas requer prontidão e total disponibilidade. Ou seja, a Igreja é itinerante, aí a Igreja é decidida, tem pressa, no momento, sem esperar.”

Seguir Jesus exclui indecisões e repensamentos

O terceiro personagem apresentado pelo Evangelista quer também ele seguir Jesus, mas, com a condição de antes despedir-se dos parentes, e ele ouve o Mestre dizer-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus”. Francisco destacou que o seguir Jesus exclui arrependimentos e olhar para trás, mas requer a virtude de decisão.

O valor destas condições colocadas por Jesus – itinerante, prontidão e decisão – não está numa série de “não” ditos a coisas boas e importantes da vida, explicou o Papa.

Não se segue Jesus por conveniência. Ai dos carreiristas!

“O acento deve ser colocado no objetivo principal: tornar-se discípulo de Cristo! Uma escolha livre e consciente, feita por amor, para retribuir a graça inestimável de Deus, e não feita como um modo para promover a si próprio. Isso é triste! Ai daqueles que pensam seguir Jesus para promover-se, isto é, para fazer carreira para sentir-se importantes ou adquirir um lugar de prestígio.”

“Que a Virgem Maria, ícone da Igreja em caminho, nos ajude a seguir o Senhor com alegria e a anunciar aos irmãos, com renovado amor, a Boa Nova da salvação”, disse Francisco voltando seu pensamento a Nossa Senhora.

Atenção à península coreana

Após a oração mariana, o Pontífice comentou o aperto de mão este domingo, na Coreia, entre o presidente estadunidense Donald Trump e seu homólogo norte-coreano Kim Jong-un:

“Nas últimas horas assistimos na Coreia um bom exemplo de cultura do encontro. Saúdo os protagonistas, com a oração a fim de que tal gesto significativo constitua um passo ulterior no caminho da paz, não somente naquela península, mas em favor do mundo inteiro.”

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30 de junho de 2019 at 11:01 Deixe um comentário

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

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«Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus»

O Senhor reconheceu em Pedro o intendente fiel, a quem confiou as chaves do Reino, e em Paulo um mestre qualificado, que encarregou de ensinar na Igreja. Para prometer aos que foram formados por Paulo que encontrariam a salvação, era preciso que Pedro os acolhesse para lhes dar repouso. Quando Paulo tiver aberto os corações com a sua pregação, Pedro abrirá às almas o Reino dos Céus. Assim, pois, também Paulo recebeu de Cristo uma espécie de chave, a chave da ciência, que permite abrir em profundidade os corações endurecidos para a fé, para em seguida trazer à superfície, por uma revelação espiritual, aquilo que se encontrava escondido no interior. Trata-se de uma chave que deixa escapar da consciência a confissão do pecado e que nela encerra para sempre a graça do mistério do Salvador. Ambos receberam, pois, chaves das mãos do Senhor; um deles recebeu a chave da ciência, o outro a chave do poder; este dispensa as riquezas da imortalidade, aquele distribui os tesouros da sabedoria. Porque há tesouros do conhecimento, como está escrito: «O mistério de Deus, isto é, Cristo, no Qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência» (Col 2,2-3).

Texto de São Máximo de Turim

30 de junho de 2019 at 5:55 Deixe um comentário

Reflexão litúrgica para a Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo

Santos Apóstolos Pedro e Paulo, colunas da Igreja

Santos Apóstolos Pedro e Paulo, colunas da Igreja

“Pedro”, que quer dizer pedra, indicando sua missão nova e definitiva: “confirmar seus irmãos na fé”. “Pedro nos confirma na fé e Paulo evangeliza”

Pe. Cesar Augusto dos Santos S.J. – Cidade do Vaticano

A Igreja no Brasil celebra, neste domingo, a Solenidade de São Pedro e São Paulo.

Quando queremos refletir com calma, sem influência de pessoas ou situações, nos retiramos para um local afastado e silencioso. Queremos estar a sós na natureza e na presença de Deus. Foi o que Jesus fez com seus discípulos, quando escolheu quem iria governar seu rebanho.

Com eles, o Senhor se dirigiu a Cesareia de Filipe, um lugar afastado do mundo judeu e significativo pela natureza, próximo ao monte Hermom e a uma das fontes do Jordão. Lá, na solidão e apenas na presença do Pai, perscrutou o coração de Simão, que o reconheceu como Messias, e o fez seu Vigário na terra.

Por outro lado, Jesus confirmou seu nascimento na fé, dando-lhe outro nome, “Pedro”, que quer dizer pedra, indicando seu cargo novo e definitivo: “confirmar seus irmãos na fé”.

Além das graças, para viver plenamente a sua missão, Pedro recebeu também a de dar glória a Deus por meio da sua morte na cruz, como o Mestre, mas de cabeça para baixo.

Como chefe da Igreja, Pedro recebeu o poder de ligar e desligar, isto é, declarar o que está de acordo ou em desacordo com o projeto de Jesus. Por isso, ele foi sempre o homem renascido para a missão.

Mas, hoje, celebramos também o Apóstolo Paulo, outro pilar da Igreja. Pedro nos confirma na fé e Paulo evangeliza.

Paulo, que antes da sua conversão se chamava Saulo, deu testemunho da sua fé em Jesus Cristo com o martírio.

Paulo teve a consciência de cumprir fielmente a sua missão de anunciar o Evangelho ao mundo e de ter guardado a fé.

Celebrar os Santos é praticar seus ensinamentos e seguir seus testemunhos de fé.

Que a Solenidade destas duas colunas da Igreja seja uma ocasião de graças para o crescimento do Reino de Deus em nossa vida cristã!

29 de junho de 2019 at 10:45 Deixe um comentário

«Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração»

Naquele tempo, Jesus vivia em Maria e, em certo sentido, fazia parte dela; o Seu coração estava junto ao de Maria. Naquele tempo, Maria vivia em Jesus porque Ele era o seu todo; o coração de Maria estava junto do coração de Jesus e dava-lhe vida. Naquele tempo, Jesus e Maria mais não eram do que um só, vivendo na terra. O coração de um vivia e respirava apenas em função do outro.

Estes dois corações, tão próximos e divinos, vivendo juntos com ânimo tão elevado, o que não serão um ao outro, o que não farão eles um com o outro? Só o amor o pode calcular, o amor divino e celeste, o próprio amor de Jesus. […] Ó coração de Jesus vivendo em Maria e por Maria! Ó coração de Maria vivendo em Jesus e por Jesus! Ó excelente união dos dois corações!

O coração da Virgem foi o primeiro altar sobre o qual Jesus ofereceu em Hóstia de louvor perpétuo o Seu coração, o Seu corpo e o Seu espírito, sobre o qual Jesus ofereceu o Seu primeiro sacrifício e fez a primeira oblação perpétua de Si próprio.

Texto do Cardeal Pierre de Bérulle (1575-1629)

29 de junho de 2019 at 5:38 Deixe um comentário

Reze pelos sacerdotes e pelo Papa Francisco

28 de junho de 2019 at 15:09 Deixe um comentário

«É nisto que está o amor: não fomos nós que amamos a Deus, foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho» (1Jo 4,10)

O Coração do nosso Salvador é uma fornalha ardente de amor por nós: um amor purificador, um amor iluminador, um amor santificador, um amor transformador e um amor divinizante. Um amor purificador, em que os corações são purificados mais perfeitamente do que o ouro no fogo. Um amor iluminador, que dissipa as trevas do inferno que cobrem a Terra, para nos fazer entrar nas luzes admiráveis do Céu: «Chamou-nos das trevas para a sua luz admirável» (1Ped 2,9). Um amor santificador, que destruiu o pecado na nossa alma, para nela estabelecer o reino da graça. Um amor transformador, que muda as serpentes em pombas, os lobos em cordeiros, as alimárias em anjos, os filhos do diabo em filhos da graça e da bênção. Um amor divinizante, que faz dos homens deuses, tornando-os participantes da santidade de Deus, da sua misericórdia, da sua paciência, da sua bondade, do seu amor, da sua caridade e das outras perfeições divinas: «participantes da natureza divina» (2Ped 1,4). O Coração de Jesus é um fogo que derrama as suas chamas no Céu, na Terra e em todo o Universo. Fogo e chamas que abrasam os corações dos serafins, e que abrasariam todos os corações da Terra, se o gelo do pecado não se lhe opusesse. Ele tem um amor extraordinário pelos homens, tanto pelos bons e seus amigos, como pelos maus e seus inimigos, pelos quais nutre uma caridade tão ardente que nem todas as torrentes das águas dos seus pecados são capazes de a extinguir!

Texto de São João Eudes

28 de junho de 2019 at 5:50 Deixe um comentário

Levar os jovens a Deus, motivação e força de nossa vida religiosa, diz Papa

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“Felicidade, amor, sucesso, realização pessoal”, fazem parte do mundo das aspirações de nossos jovens, “que precisam ser ordenadas, como o Criador fez no princípio dos tempos, passando do caos à ordem do cosmo”, e é justamente aqui que vocês “podem e devem entrar (…), para ajudar os jovens a harmonizarem suas aspirações e colocá-las em ordem”, disse Francisco aos membros da Santíssima Trindade e dos Escravos Trinitários.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

“Esta é a motivação, a força de toda a nossa vida religiosa, e também de nossa ação com os jovens: levá-lo a Deus”.

Ao receber na manhã deste sábado, 15, na Sala Clementina os cerca de 70 participantes do Capítulo Geral da Ordem da Santíssima Trindade e dos Escravos Trinitários, o Papa falou sobre os desafios da pastoral juvenil e vocacional, “um tema vital para a Igreja (…) e certamente também de grande importância para a vossa Ordem”.

Francisco começou seu discurso agradecendo ao novo Superior Geral, padre Luigi Buccarello, e às tantas obras de misericórdia desenvolvidas pela Ordem nas escolas, paróquias, prisões, institutos de reabilitação, chamando a atenção, de que o trabalho vocacional, qualquer que seja, “não é proselitismo.”

No Instrumentum Laboris do Capítulo é reconhecida “a dificuldade de linguagem e de método para comunicar com o mundo juvenil” e mesmo a “necessidade de uma formação específica para a pastoral de acompanhamento e de discernimento”.

Somado a isso, diante de  “uma cultura de grande vazio provocada por um pensamento frágil e pelo relativismo (…), da cultura do fragmento onde os grandes temas perderam o significado”, poder-se-ia pensar que “não há espaço para uma proposta vocacional de fé às novas gerações. Mas tirar esta conclusão, seria um grave erro”, adverte Francisco.

Ajudar a ordenar as aspirações

Também hoje – recorda o Papa – “há jovens que ardentemente buscam o pleno significado de suas vidas; jovens que são capazes de dedicação incondicional às grandes causas; jovens que apaixonadamente amam Jesus e demonstram grande compaixão pela humanidade”.

“Felicidade, amor, sucesso, realização pessoal”, fazem parte do mundo das aspirações de nossos jovens, “que precisam ser ordenadas, como o Criador fez no princípio dos tempos, passando do caos à ordem do cosmo”, e é justamente aqui  que vocês “podem e devem entrar (…), para ajudar os jovens a harmonizarem suas aspirações e colocá-las em ordem”, sem esquecer que os jovens pedem que seja dado a eles um certo protagonismo. Eles “devem ser protagonistas, esta é a chave, e protagonistas em movimentos, não quietos”, reiterou o Papa.

E para chegar a eles, é preciso uma criatividade “que parta da conversão pastoral a que nós somos chamados, para poder chegar a eles e fazer uma proposta evangélica que os ajude a discernir a vocação para a qual são chamados na Igreja”.

Proximidade e acompanhamento

O Papa então, indica alguns desafios apresentados pela pastoral juvenil e vocacional, a começar pela “proximidade e acompanhamento”.

Os jovens nos querem próximos, enfatiza Francisco. A pastoral juvenil e vocacional exige acompanhamento, o que comporta proximidade, estar presente na vida dos jovens. “Os jovens vos querem como companheiros de caminho”:

“A proximidade é a única coisa que pode garantir uma relação fecunda – evangelicamente falando – com os jovens. Abram as vossas casas e comunidades aos jovens, para que possam compartilhar a vossa oração e a vossa fraternidade, mas sobretudo abram os vossos corações a eles. Que eles se sintam amados pelo que são, por como são. Seja para os jovens irmãos mais velhos com quem eles possam conversar, em quem eles podem confiar. Escutem-nos, conversem com eles, façam discernimento juntos. Isso cansa! E esse é o preço: o vosso cansaço.”

Em saída

O segundo ponto indicado por Francisco é “em saída”, isto é, “há necessidade de ir de encontro aos jovens e não somente aos próximos”, mas “ir de encontro àqueles que estão distantes. Acolhê-los como são. Nunca desprezar seus limites. Apoiá-los e ajuda-los até onde isto for possível”:

Encorajo-vos a caminhar com eles, saindo de esquemas pré-fabricados – por favor, pastorais pré-fabricados não! -, sem esquecer que, especialmente com os jovens, é preciso ser perseverantes, semear e esperar pacientemente que a semente cresça e um dia, quando o Senhor quiser, dê frutos. Vosso trabalho é semear, Deus fará  crescer e talvez outros colherão os frutos. Que vossa pastoral juvenil seja dinâmica, participativa, alegre, cheia de esperança, capaz de correr riscos, confiante. E sempre cheio de Deus, que é o que os jovens mais precisam para preencher seu anseio por plenitude. Uma pastoral cheia de Jesus, que é o único caminho que os leva ao Pai, a única verdade que sacia sua sede, a única Via pela qual vale a pena deixar tudo.”

Para que sejam santos

 

E toda esta dedicação, “para que sejam santos”, o terceiro ponto.

“Esta é a motivação de toda nossa vida religiosa, e também de nossa ação com os jovens, levá-los a Deus”. Diante da tentação de resignação, vos é pedida a “audácia evangélica para lançar as redes, mesmo que possa parecer não ser o tempo e o momento mais oportuno”:

“Diante de uma vida sonolenta, adormentada e cansada, vos é solicitado para ficarem despertos, para poder despertar; vos é pedido para serem profetas da esperança e da novidade, profetas da alegria com a vossa própria vida, sabendo que a melhor pastoral juvenil e vocacional é viver a alegria da sua própria vocação.”

“Deus chama em todos os lugares, Deus não faz preferência de pessoas, chama a todos. Sejam corajosos! (…) Vençamos nossos medos! Levantemo-nos! Os jovens, próximos e distantes, nos esperam”, disse o Papa ao concluir, pedindo para não esquecerem de rezar por ele.

28 de junho de 2019 at 5:37 Deixe um comentário

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