Archive for janeiro, 2013

Cura, Senhor, o nosso casamento!

Senhor, o vosso amor nos uniu. Que ninguém nos separe! Fomos criados pelo vosso amor, é o nosso amor é transbordamento do vosso. Cura, Senhor, as feridas do nosso relacionamento, o desgaste causado pela rotina, o cansaço que adveio da lida cotidiana, as brechas que demos a pessoas e fatos, permitindo que eles interferissem em nosso relacionamento. Cura, Senhor, as brechas que demos à ação do Maligno. Cura-nos, Senhor, dos modismos e das más tendências, das más companhias e dos maus costumes. Que, a partir de hoje, o sol não se ponha mais sobre a nossa ira e não vamos mais dormir sem pedir ou sem dar o perdão. Que o desamor nunca nos desuna. Cura, Senhor, o nosso casamento! Amém.

De Pe Marlon Múcio

31 de janeiro de 2013 at 18:10 1 comentário

Lindo Céu – Adriana

31 de janeiro de 2013 at 12:42 Deixe um comentário

JMJ Rio 2013 – 23 a 28 de Julho

Foto da capa
Fonte: Site oficial

30 de janeiro de 2013 at 17:20 Deixe um comentário

Catequese de Bento XVI: reflexão sobre o Credo 30/01/2013

Boletim da Santa Sé (Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)

 

CATEQUESE
Sala Paulo VI – Vaticano Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Queridos irmãos e irmãs,

Na catequese de quarta-feira passada, nos concentramos sobre as palavras iniciais do Credo: “Eu creio em Deus”. Mas a profissão de fé especifica esta afirmação: Deus é Pai onipotente, Criador do céu e da terra. Gostaria então de refletir agora convosco sobre a primeira e fundamental definição de Deus que o Credo nos apresenta: Ele é Pai.

Não é sempre fácil hoje falar de paternidade. Sobretudo no mundo ocidental, as famílias desagregadas, os compromissos de trabalho sempre mais exigentes, as preocupações e frequentemente a dificuldade de enquadrar as contas familiares, a invasão dos meios de comunicação de massa na vida cotidiana são alguns dos muitos fatores que podem impedir uma relação serena e construtiva entre pais e filhos. A comunicação muitas vezes é difícil, a confiança é menor e a relação com a figura paterna pode se tornar problemática; e problemático se torna também imaginar Deus como um pai, não tendo modelos adequados de referência. Para quem teve a experiência de um pai demasiado autoritário e inflexível, ou indiferente e pouco afetuoso, ou até mesmo ausente, não é fácil pensar com serenidade em Deus como Pai e abandonar-se a Ele com confiança.

Mas a revelação bíblica ajuda a superar estas dificuldades falando-nos de um Deus que nos mostra o que significa verdadeiramente ser “pai”; e é sobretudo o Evangelho que nos revela esta face de Deus como Pai que ama ao ponto de doar o próprio Filho para a salvação da humanidade. A referência à figura paterna ajuda também a compreender algo do amor de Deus que porém permanece infinitamente maior, mais fiel, mais total que aquele de qualquer homem. “Quem dentre vós, – diz Jesus para mostrar aos discípulos a face do Pai, – dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? E se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai celeste dará coisas boas aos que lhe pedirem” (Mt 7,9-11; cfr Lc 11,11-13). Deus nos é Pai porque nos abençoou e escolheu antes da criação do mundo  (cfr Ef 1,3-6), nos tornou realmente seus filhos em Jesus (cfr 1 Jo 3,1). E, como Pai, Deus acompanha com amor a nossa existência, doando-nos a sua Palavra, o seu ensinamento, a sua graça, o seu Espírito.

Ele – como revela Jesus – é o Pai que alimenta as aves do céu sem que essas precisem plantar e colher, e reveste de cores maravilhosas as flores dos campos, com vestes mais belas eu aquelas do rei Salomão (cfr Mt 6,26-32; Lc 12,24-28); e nós – acrescenta Jesus – valemos bem mais que as flores e as aves do céu! E se Ele é tão bom a ponto de fazer “nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e … chover sobre os justos e sobre os injustos” (Mt 5,45), poderemos sempre, sem medo e com total confiança, confiar-nos ao perdão do Pai quando erramos no caminho. Deus é um Pai bom que acolhe a abraça o filho perdido e arrependido (cfr Lc 15,11ss), doa gratuitamente àqueles que pedem (cfr Mt 18,19; Mc 11,24; Jo 16,23) e oferece o pão do céu e a água viva que faz viver na eternidade (cfr Jo 6,32.51.58).

Por isso o orador do Salmo 27, cercado por inimigos, assediado por maus e caluniadores, enquanto busca ajuda junto ao Senhor e O invoca, pode dar o seu testemunho pleno de fé afirmando: “Meu pai e minha mãe me abandonaram, mas o Senhor me acolheu” (v.10). Deus é um Pai que não abandona nunca os seus filhos, um Pai amoroso que sustenta, ajuda, acolhe, perdoa, salva, com uma fidelidade que supera imensamente a dos homens, para abrir-se a uma dimensão da eternidade. “Porque o seu amor é para sempre”, como continua a repetir em ladainha, a cada verso, o Salmo 136 repercorrendo a história da salvação. O amor de Deus Pai não é menor, não se cansa de nós, é amor que doa até o extremo, até o sacrifício do Filho. A fé nos doa esta certeza, que se transforma uma rocha segura na construção da nossa vida: nós podemos enfrentar todos os momentos de dificuldade e de perigo, a experiência da escuridão da crise e do tempo de dor, suportados pela confiança de que Deus não nos deixa sós e sempre está próximo, para salvar-nos e levar-nos à vida eterna.

 É no Senhor Jesus que se mostra em plenitude a face benevolente do Pai que está nos céus. É conhecendo-O que podemos conhecer também o Pai (cfr Jo 8,19; 14,7), é vendo-O que podemos ver o Pai, porque Ele está no Pai e no Pai está Nele (cfr Jo14,9.11).  Ele é “imagem do Deus invisível” como o define o hino da Carta aos Colossenses, “primogênito de toda criação … primogênito de quem ressuscita dos mortos”, “por meio do qual temos a redenção, o perdão dos pecados” e a reconciliação de todas as coisas, “tendo pacificado com o sangue da sua cruz seja as coisas que estão na terra, seja aquelas que estão nos céus” (cfr Col 1,13-20).

A fé em Deus requer crer no Filho, sob a ação do Espírito, reconhecendo na Cruz que salva a revelação definitiva do amor divino. Deus nos é Pai doando o seu Filho para nós; Deus nos é Pai perdoando o nosso pecado e levando-nos à alegria da vida ressuscitada; Deus nos é Pai doando-nos o Espírito que nos torna filhos e nos permite chamá-lo, em verdade, “Abbá, Pai” (cfr Rm 8,15). Por isso Jesus, ensinando-nos a rezar, nos convida a dizer “Pai nosso” (Mt 6,9-13; cfr Lc 11,2-4).

A paternidade de Deus, então, é amor infinito, ternura que se inclina sobre nós, filhos indefesos, necessitados de tudo. O Salmo 103, o grande canto da misericórdia divina, proclama: “Como é terno um pai para o filho, assim o Senhor é terno para aqueles que o temem, porque Ele sabe como somos formados, lembra que somos pó” (vv. 13-14). É a nossa pequenez, a nossa indefesa natureza humana, a nossa fragilidade que se transforma apelo à misericórdia do Senhor para que manifeste a sua grandeza e ternura de Pai ajudando-nos, perdoando-nos e salvando-nos.

E Deus responde ao nosso apelo, enviando o seu Filho, que morre e ressuscita para nós; entra na nossa fragilidade e faz aquilo que sozinho o homem não poderia nunca fazer: toma para Si o pecado do mundo, como cordeiro inocente, e nos reabre o caminho para a comunhão com Deus, nos torna verdadeiros filhos de Deus. É ali, no Mistério pascal, que se revela em toda a sua luminosidade a face definitiva do Pai. E é ali, na Cruz gloriosa, que acontece a manifestação plena da grandeza de Deus como “Pai onipotente”.

Mas poderíamos nos perguntar: como é possível pensar em um Deus onipotente olhando para a Cruz de Cristo? A este poder do mal que chega ao ponto de matar o Filho de Deus? Nós gostaríamos, certamente, de uma onipotência divina segundo a nossa mentalidade e os nossos desejos: um Deus “onipotente” que resolva os problemas, que intervenha para evitar a dificuldade, que vence o poder adversário, muda o curso dos acontecimentos e anula a dor. Assim, hoje, diversos teólogos dizem que Deus não pode ser onipotente, caso contrário, não existiria tanto sofrimento, tanto mal no mundo. Na realidade, diante do mal e do sofrimento, para muitos, para nós, torna-se problemático, difícil, crer em um Deus Pai e acreditar nele como onipotente; alguns procuram refúgio em ídolos, cedendo à tentação de encontrar resposta em uma suposta onipotência “mágica” e nas suas ilusórias promessas.

Mas a fé em Deus onipotente nos impele a percorrer caminhos bem diferentes: aprender a entender que o pensamento de Deus é diferente do nosso, que as vias de Deus são diferentes das nossas (cfr Is 55,8) e também a sua onipotência é diferente: não se exprime como força automática ou arbitrária, mas é marcada por uma liberdade amorosa e paterna. Na realidade, Deus criando criaturas livres, dando liberdade, renunciou a uma parte do seu poder deixando o poder da nossa liberdade. Assim Ele ama e respeita a livre resposta de amor ao seu chamado. Como Pai, Deus deseja que nós nos tornemos seus filhos e vivamos como tais no seu Filho, em comunhão, em plena familiaridade com Ele. A sua onipotência não se exprime na violência, não se exprime na destruição do poder adversário como nós gostaríamos, mas se exprime no amor, na misericórdia, no perdão, no aceitar a nossa liberdade e no incansável apelo à conversão do coração, em uma atitude só aparentemente indefesa – Deus parece indefeso, se pensamos em Jesus Cristo que reza, que é morto. Uma atitude aparentemente indefesa, feita de paciência, de mansidão e de amor, demonstra que este é o verdadeiro modo de ser poderoso! Este é o poder de Deus! E este poder vencerá! O sábio do Livro da Sabedoria assim se dirige a Deus: “Tendes compaixão de todos, porque vós podeis tudo; e para que se arrependam, fechais os olhos ao pecado dos homens, porque amais tudo o que existe … poupais todos os seres, porque todos são vossos, Ó Senhor, que amais a vida” (11,23-24a.26).

Somente quem é verdadeiramente poderoso pode suportar o mal e mostrar compaixão; somente quem é verdadeiramente poderoso pode exercitar plenamente a força do amor. E Deus, a quem pertence todas as coisas porque tudo foi feito por Ele, revela a sua força amando tudo e todos, em uma paciente espera pela conversão de nós homens, que deseja ter como filhos. Deus espera a nossa conversão. O amor onipotente de Deus não conhece limites, tanto que “não poupou o próprio Filho, mas o entregou por todos nós” (Rm 8, 32). A onipotência do amor não é aquela do poder do mundo, mas é aquela da doação total, e Jesus, o Filho de Deus, revela ao mundo a verdadeira onipotência do Pai dando a vida por nós pecadores. Eis o verdadeiro, autêntico e perfeito poder divino: responder ao mal não com o mal, mas com o bem, aos insultos com o perdão, ao ódio com o amor que faz viver. Então o mal é verdadeiramente vencido, porque lavado pelo amor de Deus; então a morte é definitivamente derrotada porque transformada no dom da vida. Deus Pai ressuscita o Filho: a morte, a grande inimiga (cfr 1 Cor 15,26), é engolida e privada de seu veneno (cfr 1 Cor 15,54-55), e nós, livres do pecado, podemos ter acesso à nossa realidade como filhos de Deus.

Então, quando dizemos “Eu creio em Deus Pai onipotente”, nós expressamos a nossa fé no poder do amor de Deus que no seu Filho morto e ressuscitado derrota o ódio, o mal, o pecado e nos abre à vida eterna, aquela dos filhos que desejam estar para sempre na “Casa do Pai”. Dizer “Eu creio em Deus Pai onipotente”, no seu poder, no seu modo de ser Pai, é sempre um ato de fé, de conversão, de transformação do nosso pensamento, de todo o nosso afeto, de todo o nosso modo de viver. Queridos irmãos e irmãs, peçamos ao Senhor para sustentar a nossa fé, para ajudar-nos a encontrar verdadeiramente a fé e para dar-nos a força de anunciar Cristo crucificado e ressuscitado e de testemunhá-Lo no amor a Deus e ao próximo. E Deus nos conceda acolher o dom da nossa filiação, para viver em plenitude a realidade do Credo, no abandono confiante ao amor do Pai e à sua misericordiosa onipotência que é a verdadeira onipotência e salvação.

30 de janeiro de 2013 at 13:22 1 comentário

São João Bosco – 31 de Janeiro

São João Bosco ou Dom Bosco é o fundador dos Salesianos e das Irmãs Filhas de Maria Auxiliadora. Dedicam-se à formação da juventude.

Dom Bosco nasceu em Castelnuovo d’Asti, em 16 de agosto de 1815. Órfão de pai aos dois anos, Margarida Occhiena, sua mãe, teve um papel muito importante a sua vida e na sua formação humana e cristã. Levou uma infância pobre e difícil, trabalhando duramente para se manter nos estudos. Líder nato, desde pequeno exerceu grande influência entre seus colegas e amigos.

Em 1841 foi ordenado sacerdote e começou a exercer o ministério junto com São José Cafasso, era movido por uma grande paixão pela juventude, de modo especial a juventude pobre e abandonada.

João Bosco fundou escolas tipográficas, revistas e editoras para difundir a boa imprensa. Fundou também os Oratórios Festivos em que reunia os filhos abandonados de operários, o que deu origem à Congregação Salesiana. Foi um escritor fecundo, publicando folhas volantes, textos pedagógicos etc… Dom Bosco morreu em Turim, em 31 de janeiro de 1888. É o patrono do cinema, das escolas de artes e ofícios, dos prestidigitadores etc…

Oração

Deus, nosso Pai, por intercessão de São João Bosco, velai sobre os jovens e conduzi-os ao vosso Reino. Que se sintam responsáveis pela justiça, pela paz e pela fraternidade no mundo.

Que encontrem em vós segurança para suas vidas e força necessária para não se deixarem sucumbir ao mundo das drogas, do ódio e da violência.

Dai-lhe, Senhor, discernimento para que não caiam nas mãos dos que apenas visam explorá-los, inescrupulosamente, tornando-os objetos de consumo desenfreado e mão-de-obra barata para seus lucros.

Que os jovens dos campos e das cidades tenham os seus direitos fundamentais respeitados, encontrem o seu lugar na sociedade, realizando-se plenamente como criaturas humanas e filhos de Deus.

Fonte: Os santos de cada dia (Paulinas)

29 de janeiro de 2013 at 13:43 Deixe um comentário

Bento XVI consola famílias das vítimas de tragédia em Santa Maria – 28 \ 01 \ 13

Da Redação, com Rádio Vaticano

A Secretaria de Estado do Vaticano divulgou na manhã desta segunda, 28, o telegrama enviado pelo Papa Bento XVI ao Arcebispo de Santa Maria, Dom Hélio Adelar Rubert, expressando seu pesar pela tragédia ocorrida na madrugada desse domingo em uma boate, que ocasionou a morte de 233 jovens e a internação de dezenas em estado grave.
Leia o telegrama na íntegra:
Exmo Revmo Dom Hélio Adelar Rubert Arcebispo de Santa Maria
Consternado pela trágica morte de centenas de jovens em um incêndio em Santa Maria, o Sumo Pontíficie pede a Vossa Excelência que transmita às famílias das vítimas suas condolências e sua participação na dor de todos os enlutados. Ao mesmo tempo em que confia a Deus Pai de misericórdia os falecidos, o Santo padre pede ao céu o conforto e restabelecimento para os feridos, coragem e a consolação da esperança cristã para todos atingidos pela tragédia e envia, a quantos estão em sofrimento e ao mesmo procuram remediá-lo, uma propiciadora bênção apostólica.
Cardeal Tarcísio Bertone Secretário de Estado de Sua Santidade.

Fonte: Canção Nova

O coração dos brasileiros está de luto. Consola, Senhor Jesus, a todos os que perderam seus entes queridos e, a todos nós.

29 de janeiro de 2013 at 8:29 Deixe um comentário

Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria – Quarto Domingo do Tempo Comum – São Lucas 4, 21-30

21. Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir.

22. Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José?

23. Então lhes disse: Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria.

24. E acrescentou: Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria.

25. Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra;

26. mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia.

27. Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã.

28. A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga.

29. Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo.

30. Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se.

Iniciemos essa reflexão com o comentário litúrgico: “Com alegria nos reunimos para celebrar a Eucaristia, que nos torna comunidade profética a serviço da libertação dos pobres. Deus nos chama e nos consagra para a vivência do amor, como família que escuta e comunica a palavra da vida. A páscoa de Jesus se realiza em todos os grupos e pessoas que assumem com fé, esperança e coragem a missão libertadora”.

Versículos de 21 a 22: “Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir. Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José?”

“Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir” – O Padre Bantu Mendonça disse que “Jesus sabia que era o Filho de Deus e se apresentou aos homens que estavam na sinagoga como sendo o cumprimento daquela promessa que estava na leitura de Isaías, a qual Ele tinha proclamado. Enquanto alguns O ouviam, maravilhados, outros desconfiavam dizendo: “Não é este o filho de José?”  E, por isso, Jesus disse que um profeta não é bem aceito na sua terra”.

“Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José?” – O Papa Bento XVI disse que “depois de Jesus, com quase trinta anos, ter deixado Nazaré e já há algum tempo pregava e fazia curas noutras partes, regressou uma vez à sua terra e pôs-se a ensinar na sinagoga. Os seus concidadãos «ficaram admirados» pela sua sabedoria e, conhecendo-o como o «filho de Maria», o «carpinteiro» que viveu no meio deles, em vez de o receber com fé ficaram escandalizados com Ele (Mc 6, 2-3)”.

Versículos de 23 a 24: “Então lhes disse: Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria. E acrescentou: Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria”. 

“Todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria” –  O Papa Bento XVI disse: “O homem Jesus de Nazaré é a transparência de Deus, n’Ele Deus habita plenamente. E enquanto nós procuramos sempre outros sinais, outros prodígios, não nos apercebemos de que o verdadeiro Sinal é Ele, Deus feito carne, é Ele o maior milagre do universo: todo o amor de Deus contido num coração humano, num rosto de homem”.

Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria” –  “O Evangelho comenta que os de Nazaré estranhavam-se que do seus lábios saíssem aquelas palavras de graça. O fato de que Jesus fosse bem conhecido pelos nazarenos, já que tinha sido seu vizinho durante a infância e juventude, não facilitava sua predisposição para aceitar que era um profeta. Lembremos a frase de Natanael: «De Nazaré pode sair algo de bom?» (Jo 1,46) (Padre Pere SUÑER i Puig SJ (Barcelona, Espanha)

A Palavra diz: “[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus”. (Jo 1, 9-12)

Versículos de 25 a 27: “Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra; mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã”.

Os profetas de Israel também haviam sido rejeitados em sua pátria – O Papa Bento XVI disse: “Eles têm dificuldade de acreditar que este Filho de um carpinteiro seja Filho de Deus. O próprio Jesus dá como exemplo a experiência dos profetas de Israel, que precisamente na sua pátria tinham sido objeto de desprezo, e identifica-se com eles. Devido a este fechamento espiritual, Jesus não pôde realizar em Nazaré «milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos» (Mc 6, 5).

A Palavra diz: “O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entregastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. Vós rejeitastes o Santo e o Justo, e pedistes a libertação para um assassino. Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas”. (At 3, 13-15)

 Versículos de 28 a 30: “A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo. Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se”.

“A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade” –  O Padre Eliano Gonçalves disse: “Os conterrâneos de Jesus ficam com os seus preconceitos. Todas às vezes em que nós tomamos a decisão de ficar fechados em nós, fazemos a mesma coisa que eles: negamos os dons do Senhor”.

O amor é a única força capaz de vencer as guerras, as violências e até mesmo a morte. Quem ama, mesmo na perseguição, não desiste da missão, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. Jesus foi rejeitado por seu povo e, apesar disso, prosseguiu seu caminho. O amor é a essência de Deus e o ideal maior do relacionamento humano”. (Deus Conosco)

“Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se” – Nao deixemos Jesus passar em nossa vida pela falta de fé – Santo Agostinho disse: “Tenho medo de Jesus que passa”.

Padre Raniero Cantalamessa disse que a passagem de Jesus “ é sempre uma passagem de graça”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI : “A admiração dos cidadãos, que se escandalizam, corresponde a maravilha de Jesus. Também Ele, num certo sentido, se escandaliza! Não obstante saiba que profeta algum é bem aceito na pátria, todavia o fechamento do coração do seu povo permanece para Ele obscuro, impenetrável: como é possível que não reconheçam a luz da Verdade? “

Oração

Do Papa Bento XVI:  “Maria não se escandalizou com o seu Filho: a sua admiração por Ele é cheia de fé, de amor e de alegria, ao vê-lo tão humano e ao mesmo tempo tão divino. Por conseguinte, aprendamos dela, nossa Mãe na fé, a reconhecer na humanidade de Cristo a perfeita revelação de Deus”.

Da Liturgia Diária:  “Ó Deus,… a palavra proclamada por vosso Filho encantava vosso povo, mas também encontrava resistência e rejeição. Reconhecemos que ainda hoje muitos autênticos profetas são rejeitados quando questionam as causas dos males que afligem o povo. Iluminai-nos, Senhor, com vosso Espírito, para que possamos acolher com alegria a mensagem de Jesus. Que vive e reina para sempre”.

Há no Blog uma reflexão do Evangelho de São Marcos 6, 1-6, com o nome “Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes…” – do dia 03 de Julho de 2012

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

28 de janeiro de 2013 at 11:39 Deixe um comentário

Palavras do Papa antes do Angelus – 27/01/2013

Boletim da Santa Sé (Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)

ANGELUS

Praça São Pedro – Vaticano Domingo, 27 de janeiro de 2013

Queridos irmãos e irmãs! A liturgia de hoje nos apresenta, unidas, duas partes distintas do Evangelho de Lucas. A primeira (1, 1-4) é o prólogo, endereçado a um certo “Teófilo”; porque este nome em grego significa “amigo de Deus”, podemos ver nele cada crente que se abre a Deus e quer conhecer o Evangelho. A segunda parte (4, 14-21), por sua vez, apresenta-nos Jesus que “com o poder do Espírito” ia aos sábados à sinagoga de Nazaré. Como bom observador, o Senhor não escapa ao ritmo litúrgico semanal e se une à assembleia de seus compatriotas na oração e na escuta das Escrituras. O rito prevê a leitura de um texto de Torá ou dos Profetas, seguida de um comentário. Naquele dia Jesus levantou-se para ler e encontrou uma passagem do profeta Isaías que inicia assim: “o Espírito do Senhor Deus repousa sobre mim, / porque o Senhor consagrou-me pela unção; / enviou-me a levar a boa nova aos humildes” (61, 1-2). Comenta Orígenes: “Não é por acaso que ele abriu o pergaminho e encontrou o capítulo da leitura que profetiza sobre ele, mas também isto foi obra da providência de Deus” (Homilia sobre o Evangelho de Lucas, 32, 3). Jesus, de fato, terminada a leitura, em um silêncio cheio de atenção, disse: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir” (Lc 4, 21). São Cirilo de Alexandria afirma que o “hoje”, localizado entre a primeira e a última vinda de Cristo, está ligado à capacidade do crente de escutar e arrepender-se (cfr PG 69, 1241). Mas em sentido ainda mais radical, é o próprio Jesus o “hoje” da salvação na história, porque completa a plenitude da redenção. O termo “hoje”, muito querido por São Lucas (cfr 19,9; 23,43), relata-nos o título cristológico preferido pelo próprio Evangelista, aquele de salvador (sōtēr). Já nos relatos da infância, esse está presente nas palavras do anjo aos pastores: “Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, Cristo Senhor” (Lc 2,11).

Queridos amigos, esta canção desafia “hoje” também nós. Antes de tudo nos faz pensar no nosso modo de viver o domingo: dia de repouso e da família, mas antes ainda dia de dedicar ao Senhor, participando da Eucaristia, na qual nos alimentamos do Corpo e Sangue de Cristo e da sua Palavra de vida. Em segundo lugar, no nosso tempo disperso e distraído, este Evangelho nos convida a perguntar-nos sobre nossa capacidade de escuta. Antes de poder falar de Deus e com Deus, é preciso escutá-Lo, e a liturgia da Igreja é a “escola” desta escuta do Senhor que nos fala. Enfim, nos diz que cada momento pode se transformar em um “hoje” propício para a nossa conversão. Cada dia (kathēmeran) pode se transformar no hoje salvífico, porque a salvação é história que continua para a Igreja e para cada um dos discípulos de Cristo. Este é o sentido cristão do “carpe diem”: aproveite o hoje em que Deus te chama para doar-te a salvação!

A Virgem Maria seja sempre o nosso modelo e a nossa guia no saber reconhecer e acolher, a cada dia da nossa vida, a presença de Deus, Salvador nosso e de toda a humanidade.

27 de janeiro de 2013 at 11:42 Deixe um comentário

Deus do Impossível – Padre Marcelo Rossi

27 de janeiro de 2013 at 9:09 Deixe um comentário

Jesus caminha sobre as águas

26 de janeiro de 2013 at 11:37 Deixe um comentário

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