Archive for outubro, 2016

Doutrina da Fé publica Instrução sobre sepultura e cremação

2016-10-25 Rádio Vaticana

A seguir, a íntegra do documento.

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Instrução Ad resurgendum cum Christo
a propósito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas da cremação

1. Para ressuscitar com Cristo, é necessário morrer com Cristo, isto é, “exilarmo-nos do corpo para irmos habitar junto do Senhor” (2 Cor 5, 8). Com a Instrução Piam et constantem, de 5 de Julho de 1963, o então chamado Santo Ofício, estabeleceu que “seja fielmente conservado o costume de enterrar os cadáveres dos fiéis”, acrescentando, ainda, que a cremação não é “em si mesma contrária à religião cristã”. Mais ainda, afirmava que não devem ser negados os sacramentos e as exéquias àqueles que pediram para ser cremados, na condição de que tal escolha não seja querida “como a negação dos dogmas cristãos, ou num espírito sectário, ou ainda, por ódio contra a religião católica e à Igreja”.  Esta mudança da disciplina eclesiástica foi consignada no Código de Direito Canônico (1983) e no Código dos Cânones da Igreja Oriental (1990).

Entretanto, a prática da cremação difundiu-se bastante em muitas Nações e, ao mesmo tempo, difundem-se, também, novas ideias contrastantes com a fé da Igreja. Depois de a seu tempo se ter ouvido a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, o Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e numerosas Conferências Episcopais e Sinodais dos bispos das Igrejas Orientais, a Congregação para a Doutrina da Fé considerou oportuno publicar uma nova Instrução, a fim de repôr as razões doutrinais e pastorais da preferência a dar à sepultura dos corpos e, ao mesmo tempo, dar normas sobre o que diz respeito à conservação das cinzas no caso da cremação.

2. A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da fé cristã, anunciada come parte fundamental do Mistério pascal desde as origens do cristianismo: “Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze” (1 Cor 15, 3-5).

Pela sua morte e ressurreição, Cristo libertou-nos do pecado e deu-nos uma vida nova: “como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivemos uma vida nova” (Rom 6, 4). Por outro lado, Cristo ressuscitado é princípio e fonte da nossa ressurreição futura: “Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram….; do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo todos serão restituídos à vida” (1 Cor 15, 20-22).

Se é verdade que Cristo nos ressuscitará “no último dia”, é também verdade que, de certa forma já ressuscitamos com Cristo. De facto, pelo Batismo, estamos imersos na morte e ressurreição de Cristo e sacramentalmente assimilados a Ele: “Sepultados com Ele no batismo, também com Ele fostes ressuscitados pela fé que tivestes no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos” (Col 2, 12). Unidos a Cristo pelo Batismo, participamos já, realmente, na vida de Cristo ressuscitado (cf. Ef 2, 6).

Graças a Cristo, a morte cristã tem um significado positivo. A liturgia da Igreja reza: “Para os que creem em vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma; e, desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu uma habitação eterna”.  Na morte, o espírito separa-se do corpo, mas na ressurreição Deus torna a dar vida incorruptível ao nosso corpo transformado, reunindo-o, de novo, ao nosso espirito. Também nos nossos dias a Igreja é chamada a anunciar a fé na ressurreição: “A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: acreditando nisso somos o que professamos”.

3. Seguindo a antiga tradição cristã, a Igreja recomenda insistentemente que os corpos dos defuntos sejam sepultados no cemitério ou num lugar sagrado.

Ao lembrar a morte, sepultura e ressurreição do Senhor, mistério à luz do qual se manifesta o sentido cristão da morte,  a inumação é, antes de mais, a forma mais idônea para exprimir a fé e a esperança na ressurreição corporal.

A Igreja, que como Mãe acompanhou o cristão durante a sua peregrinação terrena, oferece ao Pai, em Cristo, o filho da sua graça e entrega à terra os restos mortais na esperança de que ressuscitará para a glória.

Enterrando os corpos dos fiéis defuntos, a Igreja confirma a fé na ressurreição da carne,  e deseja colocar em relevo a grande dignidade do corpo humano como parte integrante da pessoa da qual o corpo partilha a história.  Não pode, por isso, permitir comportamentos e ritos que envolvam concepções errôneas sobre a morte: seja o aniquilamento definitivo da pessoa; seja o momento da sua fusão com a Mãe natureza ou com o universo; seja como uma etapa no processo da reincarnação; seja ainda, como a libertação definitiva da “prisão” do corpo.

Por outro lado, a sepultura nos cemitérios ou noutros lugares sagrados responde adequadamente à piedade e ao respeito devido aos corpos dos fiéis defuntos, que, mediante o Batismo, se tornaram templo do Espirito Santo e dos quais, “como instrumentos e vasos, se serviu santamente o Espirito Santo para realizar tantas boas obras”.

O justo Tobias é elogiado pelos méritos alcançados junto de Deus por ter enterrado os mortos,  e a Igreja considera a sepultura dos mortos como uma obra de misericórdia corporal.

Ainda mais, a sepultura dos corpos dos fiéis defuntos nos cemitérios ou noutros lugares sagrados favorece a memória e a oração pelos defuntos da parte dos seus familiares e de toda a comunidade cristã, assim como a veneração dos mártires e dos santos.

Mediante a sepultura dos corpos nos cemitérios, nas igrejas ou em lugares específicos para tal, a tradição cristã conservou a comunhão entre os vivos e os mortos e opõe-se à tendência a esconder ou privatizar o acontecimento da morte e o significado que ela tem para os cristãos.

4. Onde por razões de tipo higiênico, econômico ou social se escolhe a cremação; escolha que não deve ser contrária à vontade explícita ou razoavelmente presumível do fiel defunto, a Igreja não vê razões doutrinais para impedir tal práxis; uma vez que a cremação do cadáver não toca o espírito e não impede à omnipotência divina de ressuscitar o corpo. Por isso, tal facto, não implica uma razão objectiva que negue a doutrina cristã sobre a imortalidade da alma e da ressurreição dos corpos.

A Igreja continua a preferir a sepultura dos corpos uma vez que assim se evidencia uma estima maior pelos defuntos; todavia, a cremação não é proibida, “a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã”.

Na ausência de motivações contrárias à doutrina cristã, a Igreja, depois da celebração das exéquias, acompanha a escolha da cremação seguindo as respectivas indicações litúrgicas e pastorais, evitando qualquer tipo de escândalo ou de indiferentismo religioso.

5. Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica.

Desde o início os cristãos desejaram que os seus defuntos fossem objecto de orações e de memória por parte da comunidade cristã. Os seus túmulos tornaram-se lugares de oração, de memória e de reflexão. Os fiéis defuntos fazem parte da Igreja, que crê na comunhão “dos que peregrinam na terra, dos defuntos que estão levando a cabo a sua purificação e dos bem-aventurados do céu: formam todos uma só Igreja”.

A conservação das cinzas num lugar sagrado pode contribuir para que não se corra o risco de afastar os defuntos da oração e da recordação dos parentes e da comunidade cristã. Por outro lado, deste modo, se evita a possibilidade de esquecimento ou falta de respeito que podem acontecer, sobretudo depois de passar a primeira geração, ou então cair em práticas inconvenientes ou supersticiosas.

6. Pelos motivos mencionados, a conservação das cinzas em casa não é consentida. Em casos de circunstâncias gravosas e excepcionais, dependendo das condições culturais de carácter local, o Ordinário, de acordo com a Conferência Episcopal ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa. As cinzas, no entanto, não podem ser dividias entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas

7. Para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não seja permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar. Exclui-se, ainda a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalharia ou em outros objetos, tendo presente que para tal modo de proceder não podem ser adotadas razões de ordem higiênica, social ou econômica a motivar a escolha da cremação.

8. No caso do defunto ter claramente manifestado o desejo da cremação e a dispersão das mesmas na natureza por razões contrárias à fé cristã, devem ser negadas as exéquias, segundo o direito.

O Sumo Pontífice Francisco, na Audiência concedida ao abaixo-assinado, Cardeal Prefeito, em 18 de Março de 2016, aprovou a presente Instrução, decidida na Sessão Ordinária desta Congregação em 2 de Março de 2016, e ordenou a sua publicação.

Roma, Congregação para a Doutrina da Fé, 15 de Agosto de 2016, Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria.

Gerhard Card. Müller
Prefeito

Luis F. Ladaria, S.I.

Arcebispo titular de Thibica Secretário

(from Vatican Radio)

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31 de outubro de 2016 at 5:50 Deixe um comentário

Missa em Santa Marta – Pranto de pai e de mãe

 

2016-10-27 L’Osservatore Romano

Hoje Deus continua a chorar – com lágrimas de pai e de mãe – diante das catástrofes, das guerras desencadeadas por adorar o deus dinheiro, dos muitos inocentes assassinados devido às bombas, de uma humanidade que parece não querer a paz. Foi um forte convite à conversão lançado pelo Papa Francisco na missa celebrada na manhã de quinta-feira, 27 de outubro, na capela da Casa Santa Marta. Um convite que o Pontífice motivou recordando que Deus se fez homem precisamente para chorar com e pelos seus filhos.

No trecho do Evangelho de Lucas (13, 31-35) proposto pela liturgia, explicou o Papa, «parece que Jesus perdeu a paciência, usando até palavras fortes: não é um insulto, mas também não é um elogio dizer “raposa” a uma pessoa». Concretamente, diz aos fariseus que lhe falaram de Herodes: «Ide, e dizei àquela raposa». Mas, já «noutras ocasiões Jesus falou com dureza»: por exemplo, disse «geração perversa e adúltera». E chamou os discípulos «duros de coração» e «estultos». Lucas refere as palavras com as quais Jesus faz um verdadeiro «resumo daquilo que deverá acontecer: “é necessário que eu continue o meu caminho, porque não é possível que um profeta morra fora de Jerusalém”». Praticamente, o Senhor «diz o que acontecerá, prepara-se para morrer».

Mas «logo a seguir Jesus muda de tom», evidenciou Francisco. Com efeito, «depois desta explosão muito forte muda de tom e olha para o seu povo, olha para a cidade de Jerusalém: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que a ti são enviados!». Ele olha para «Jerusalém fechada, que nem sempre recebeu os mensageiros do Pai». E «o coração de Jesus começa a falar com ternura: “Jerusalém, quantas vezes quis ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos!”». Eis «a ternura de Deus, a ternura de Jesus». Naquele dia ele «chorou sobre Jerusalém». Mas «aquele pranto de Jesus – explicou o Papa – não é o pranto do amigo diante do túmulo de Lázaro. É o pranto de uma amigo diante da morte do outro»; ao contrário, «este é o pranto de um pai que chora, é Deus Pai que chora aqui na pessoa de Jesus».

«Alguém disse que Deus se fez homem para poder chorar devido ao que fizeram os seus filhos» afirmou o Pontífice. E assim «o pranto diante do túmulo de Lázaro é o pranto do amigo». Mas o que narra Lucas «é o pranto do Pai». A este propósito Francisco quis propor de novo também a atitude do «pai do filho pródigo, quando o filho mais pequeno lhe pediu o dinheiro da herança e se foi embora. E «aquele pai está seguro, não foi ter com os seus vizinhos para dizer “olha o que me aconteceu, o que me fez este pobre desgraçado, amaldiçoo este filho!”. Não, não fez isto». Pelo contrário, disse o Papa, «tenho a certeza» que aquele pai «se foi embora para chorar sozinho».

É verdade, o Evangelho não revela este pormenor – prosseguiu Francisco – mas narra «que quando o filho voltou viu o pai de longe: isto significa que o pai subia constantemente ao terraço com esperança de ver se o filho regressava». E «um pai que faz isto é um pai que vive no pranto, esperando que o filho volte». Precisamente este é «o pranto de Deus Pai; e com este pranto o Pai recria no seu Filho toda a criação».

Quando Jesus carregou a cruz para o Calvário – recordou o Pontífice – as mulheres piedosas choravam e ele dizia-lhes: “Não, não choreis por mim, chorai pelos vossos filhos”». É o «pranto de pai e de mãe que Deus também hoje continua a fazer: também hoje diante das catástrofes, das guerras que se fazem para adorar o deus dinheiro, dos muitos inocentes assassinados pelas bombas lançadas pelos adoradores do ídolo dinheiro». E assim «também hoje o Pai chora, também hoje diz: “Jerusalém, Jerusalém, meus filhos, o que estais a fazer?”». E «di-lo às pobres vítimas e também aos traficantes das armas e a todos aqueles que vendem a vida das pessoas».

Na conclusão Francisco sugeriu que «pensemos que o nosso Deus Pai se fez homem para poder chorar. E far-nos-á bem pensar que o nosso Deus Pai hoje chora: chora por esta humanidade que não consegue compreende a paz que ele nos oferece, a paz do amor».

31 de outubro de 2016 at 5:28 Deixe um comentário

Papa: rezar é lutar; não é refugiar-se num mundo ideal

2016-10-16 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco presidiu na manhã deste domingo (16/10), na Praça S. Pedro, à Santa Missa com o rito de canonização de sete novos santos.

 

No início da celebração eucarística, com a participação de milhares de fiéis, foram canonizados: Salomão Leclercq (1745-1792), José Sanchez do Río (1913-1928), Manuel González Garcia (1877-1940), Ludovico Pavoni (1784-1849), Afonso Maria Fusco (1839-1910), Isabel da Santíssima Trindade (1880-1906) e José Gabriel do Rosário Brochero (1840-1914). Estavam presentes na Praça delegações oficiais dos cinco países de proveniência dos santos: Itália, Argentina, México, França e Espanha.

Apoiar-se uns nos outros

Em sua homilia, o Pontífice destacou a importância da oração, que aparece no centro das leituras bíblicas deste domingo.

No episódio da batalha contra Amalec, Moisés está de pé no topo da colina com os braços erguidos; mas de vez em quando, com o peso, seus braços caem e, nesses momentos, o povo perde; então Aarão e Hur fizeram Moisés sentar-se numa pedra e sustentavam os seus braços erguidos até à vitória final.

“Este é o estilo de vida espiritual que a Igreja nos pede: não para vencer a guerra, mas para vencer a paz!”, ressaltou o Papa.

No episódio de Moisés, há uma lição importante: o compromisso da oração exige que nos apoiemos uns aos outros. O cansaço é inevitável,, mas com o apoio dos irmãos a nossa oração pode continuar, até que o Senhor conclua a sua obra.

Orar sempre, sem desfalecer

Na segunda leitura, São Paulo recomenda a Timóteo que permaneça firme naquilo que aprendeu e acredite firmemente. Contudo, também Timóteo não pode perseverar sozinho, sem a oração. “Não uma oração esporádica, intermitente, mas feita como Jesus ensina no Evangelho de hoje: ‘orar sempre, sem desfalecer’. Esta é a maneira cristã de agir: ser firme na oração para se manter firme na fé e no testemunho”, explicou Francisco.

Quando o desânimo aparecer, acrescentou o Papa, devemos nos recordar que não estamos sós, fazemos parte de um Corpo. Somos membros do Corpo de Cristo, a Igreja. E só na Igreja e graças à oração da Igreja é que podemos permanecer firmes na fé e no testemunho.

Rezar é lutar

Rezar, prosseguiu, não é refugiar-se num mundo ideal, não é evadir-se numa falsa tranquilidade egoísta. Pelo contrário, rezar é lutar e deixar que o próprio Espírito Santo reze em nós. É o Espírito Santo que nos ensina a rezar, guia na oração e faz rezar como filhos.

As sete testemunhas que hoje foram canonizadas também travaram o bom combate da fé e do amor através da oração. “Que Deus nos conceda também a nós, pelo exemplo e intercessão delas, ser homens e mulheres de oração; gritar a Deus dia e noite, sem nos cansarmos; deixar que o Espírito Santo reze em nós, e orar apoiando-nos mutuamente para permanecermos com os braços erguidos, até que vença a Misericórdia Divina”, foi a oração final do Papa.

30 de outubro de 2016 at 5:38 Deixe um comentário

«Desce depressa» – reflexão de São Gregório de Narek, monge

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Não me ergui desta terra miserável,

Como Zaqueu, o publicano,

Montado em alta árvore de sabedoria

Para Te contemplar na Tua divindade.

A pequena estatura do homem espiritual que há em mim

Não cresceu por boas obras:

Ao contrário, foi sempre diminuindo

Até me fazer voltar a beber leite, como criança (cf 1Co 3,2).

Pegando às avessas na parábola,

Direi que subi à árvore da sensualidade

Por amor às coisas de agradável gosto deste mundo,

Tal outro Zaqueu montado em diversa figueira.

Com Tuas poderosas palavras,

Faz-me daí descer depressa, como fizeste a ele;

Vem-Te abrigar na casa da minha alma,

E, conTigo, o Pai e o Santo Espírito.

Faz que este corpo que tanto mal causou à minh’alma

Lhe dê o quádruplo em serviço

E metade de seus bens

A este meu empobrecido livre arbítrio.

A fim de que, segundo as palavras de salvação que dirigiste a Zaqueu,

Também eu seja digno de ouvir a Tua voz,

Pois também eu sou filho de Abraão,

E sigo a fé do nosso patriarca.

Fonte: Evangelho Quotidiano

30 de outubro de 2016 at 4:27 Deixe um comentário

Papa: Reino de Deus cresce com a docilidade, não com organogramas

2016-10-25 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Para que o Reino de Deus cresça, o Senhor requer a todos a docilidade. Esta foi a exortação que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis na Missa matutina (25/10) na Casa Santa Marta.

 

Bem-aventurados aqueles que “caminham na Lei do Senhor”. O Papa iniciou a sua homilia destacando que a Lei não é somente para estudá-la, mas para “caminhá-la”. E acrescentou que a Lei “é para a vida, é para ajudar a fazer o Reino, a fazer a vida”. Hoje, disse ainda Francisco, o Senhor “nos diz que também o Reino está em caminho”:

“O que é o Reino de Deus? Eh, talvez o Reino de Deus seja uma estrutura bem feita, tudo em ordem, organogramas bem feitos, tudo…. e aquilo que não entra ali, não é o Reino de Deus. Não. Com o Reino de Deus acontece o mesmo que pode acontecer com a Lei: o ‘imobilismo’, a rigidez … A lei é para caminhá-la, o Reino de Deus está em caminho. Não é estático. E mais: o Reino de Deus ‘se faz’ todos os dias’”.

Jesus, retomou o Papa, fala em suas parábolas de “coisas da vida cotidiana”: o fermento que “não permanece fermento”, porque, no final, “se mistura com a farinha”, está portanto “em caminho e faz o pão”. E depois a semente que “não permanece semente” porque “morre e dá vida à árvore”. “Fermento e semente – observou Francisco – estão em caminho para fazer algo”, mas para fazer isto, “morrem”. “Não é um problema de pequenez, de pouca ou grande coisa. É um problema – destacou o Pontífice – de caminho, e no caminho acontece a transformação”.

Devemos ser dóceis ao Espírito Santo

Alguém que vê a Lei e não caminha, advertiu, tem uma atitude fixa, “uma atitude de rigidez”:

“Qual é o comportamento que o Senhor nos pede para que o Reino de Deus cresça e seja pão para todos e habitação, também, para todos? A docilidade. O Reino de Deus cresce com a docilidade à força do Espírito Santo. A farinha deixa de ser farinha e se torna pão, porque é dócil à força do fermento, e o fermento se deixa amassar com a farinha… não sei, a farinha não tem sentimentos, mas deste deixar-se amassar se pode pensar que há algum sofrimento ali, não? E depois, se deixa assar. Mas, também o Reino… mas o Reino cresce assim, e ao final é alimento para todos”.

“A farinha é dócil ao fermento”, cresce e o Reino de Deus “é assim”. “O homem e a mulher dóceis ao Espírito Santo – afirmou o Papa – crescem e são dom para todos. Também a semente é dócil para ser fértil, e perde a sua entidade de semente e se torna outra coisa, muito maior: se transforma”. Assim é o Reino de Deus: “em caminho”. Em caminho “rumo à esperança”, “em caminho em direção à plenitude”.

Rigidez

O Reino de Deus, disse ainda, “se faz todos os dias, com a docilidade ao Espírito Santo, que é aquele que une o nosso pequeno fermento ou a pequena semente à força, e o transforma para fazer crescer”. Se, ao invés, não caminhamos, nos tornamos rígidos e “a rigidez nos faz órfãos, sem Pai”:

“O rígido tem somente patrões, não um pai. O Reino de Deus é como uma mãe que cresce e fecunda, doa a si mesma para que os filhos tenham comida e teto, de acordo com o exemplo do Senhor. Hoje é um dia para pedir a graça e a docilidade ao Espírito Santo. Muitas vezes somos dóceis aos nossos caprichos, aos nossos juízos. ‘Mas, eu faço o que quero…’…Assim o Reino não cresce, tampouco nós. Será a docilidade ao Espírito Santo que nos fará crescer e transformar como o fermento e a semente. Que o Senhor nos dê a todos a graça desta docilidade”.

(bf/rb)

29 de outubro de 2016 at 5:48 Deixe um comentário

Angelus: apelo do Papa contra pobreza, que “degrada, ofende e mata”

2016-10-16 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Ao final da celebração eucarística com o rito de canonização, o Papa Francisco rezou com os fiéis presentes na Praça S. Pedro a oração mariana do Angelus.

 

Depois de saudar as delegações oficiais dos países de origem dos novos santos, o Pontífice recordou que na segunda-feira, 17 de outubro, celebra-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

“Unamos as nossas forças, morais e econômicas, para lutar juntos contra a pobreza que degrada, ofende e mata tantos irmãos e irmãs, colocando em prática políticas sérias para as famílias e para o trabalho”, foi o apelo do Papa

Padre Joseph Wresinski

A origem do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza está ligada a uma iniciativa do sacerdote francês Joseph Wresinski.

No dia 17 de outubro de 1987, ele convocou milhares de pessoas para o primeiro Dia Mundial para a Erradicação da Miséria, na Praça em Paris onde foi assinada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Nesse mesmo dia, inaugurou uma placa comemorativa lembrando que a presença dos mais pobres no meio de nós constitui um apelo à construção de uma humanidade verdadeiramente fraterna.

Na placa, foi inscrito o seguinte apelo: “Onde os homens estão condenados a viver na miséria, aí os Direitos Humanos são violados. Unir-se para que sejam respeitados é um dever sagrado. ”

Em 1992, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o 17 de outubro como sendo o “Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza”.

29 de outubro de 2016 at 5:36 Deixe um comentário

Novena de São José pelos casais

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Oração para todos os dias

São José, esposo da Virgem Maria, com confiança clamamos o Vosso patrocínio.

São José, esposo da Virgem Maria, pai adotivo de Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre estes casais…

(Diga o nome do seu marido ou de sua esposa, ou o nome do casal por quem você está fazendo a novena)

Protegei ó Guarda Providente da Sagrada Família, do alto do Céu ajudai a vencer todos os obstáculos dentro do matrimônio.

Te pedimos, ó São José, a restauração do matrimônio e do casamento. Que consigam dar o perdão e aceitar o perdão. Libertai ó Deus, por intercessão de São José, de todas as mágoas cometidas dentro do matrimônio, assim como de atitudes e sentimentos errados.

Senhor, por intercessão de São José, olhai aqueles casais que estão com o coração dolorido e machucado com tantos acontecimentos ruins. Amparai aqueles que estão com o amor desgastado e com o relacionamento desestruturado. Fortalecei-os no pacto nupcial. Que o perdão cure os ressentimentos e que o amor supere as desavenças.

São José rogai pela família. Amém.

Fonte: Site do Padre Reginaldo Manzotti

28 de outubro de 2016 at 5:32 Deixe um comentário

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