Posts tagged ‘Jesus’

Glória a Vós, Senhor Jesus! – do Sermão de Santo Efrém

Nosso Senhor foi calcado pela morte, mas Ele, por sua vez, esmagou a morte como quem pisa aos pés o pó do caminho. […] E porque a morte não O podia devorar se Ele não tivesse corpo, nem o inferno O podia tragar se não tivesse carne, desceu ao seio de uma Virgem para tomar um corpo que O conduzisse à região dos mortos. Mas, com esse corpo que assumira, penetrou na região dos mortos, para destruir todas as suas riquezas e arruinar os seus tesouros. […]

O mesmo admirável Filho do carpinteiro, que conduziu a sua cruz até aos abismos da morte, que tudo devoravam, levou também o gênero humano para a morada da vida. E uma vez que o gênero humano, por causa de uma árvore, se tinha precipitado no reino das sombras, sobre outra árvore passou para o reino da vida. […]

Glória a Vós, que lançastes a cruz, como uma ponte sobre a morte, para que através dela passem as almas da região da morte para a vida! Glória a Vós, que assumistes um corpo de homem mortal, para o transformardes num manancial de vida em favor de todos os mortais!… Aqueles que Vos mataram, procederam para com a vossa vida como os agricultores: lançaram-na à terra como um grão de trigo; mas ela ressuscitou e fez ressurgir consigo a multidão dos homens.

Vinde, ofereçamos o sacrifício grande e universal do nosso amor e entoemos, com grande alegria, cânticos e orações Àquele que Se ofereceu a Deus no sacrifício da cruz.

Fonte: Vaticano

21 de abril de 2016 at 9:41 Deixe um comentário

Jesus-é-a-luz-do-mundo-Face

23 de maio de 2014 at 8:04 Deixe um comentário

Deus é sempre bondade, misericórdia, justiça, fidelidade e amor

 

“Diante da fácil conclusão de considerar o mal como efeito da punição divina,  Jesus restitui a verdadeira imagem de Deus, que é bom e não pode desejar o mal,  e advertindo contra o pensar que as desventuras sejam o efeito imediato das  culpas pessoais de quem as sofre, afirma:  “Julgais que estes Galileus eram  maiores pecadores que todos os outros galileus, por terem assim sofrido? Não,  digo-vo-lo Eu; mas, se não vos arrependerdes, perecereis todos igualmente” (Lc 13, 2-3). Jesus convida a fazer uma leitura diversa daqueles factos,  colocando-os na perspectiva da conversão:  as desventuras, os acontecimentos  dolorosos, não devem suscitar em nós curiosidade ou busca de presumíveis  culpados, mas devem representar ocasiões para reflectir, para vencer a ilusão de  poder viver sem Deus, e para fortalecer, com a ajuda do Senhor, o compromisso de  mudar de vida. Face ao pecado, Deus revela-se cheio de misericórdia e não deixa  de recordar aos pecadores que evitem o mal, cresçam no seu amor e ajudem  concretamente o próximo em necessidade, para viver a alegria da graça e não ir  ao encontro da morte eterna. Mas a possibilidade de conversão exige que  aprendamos a ler os acontecimentos da vida na perspectiva da fé, isto é,  animados pelo santo temor de Deus. Na presença de sofrimentos e lutos,  verdadeira sabedoria é deixar-se interpelar pela precariedade da existência e  ler a história humana com o olhar de Deus, o qual, querendo sempre e só o bem  dos seus filhos, por um desígnio imperscrutável do seu amor, por vezes permite  que sejam provados pelo sofrimento para os conduzir a um bem maior”. (Papa Emérito Bento XVI)

21 de março de 2014 at 9:03 Deixe um comentário

Jesus é:

Verdade

Milagre

Deus

Bondade

Força

Poder

Felicidade

Palavra

Humildade

Caminho

Carinho

Compaixão

Alegria

Coração

Mestre

Perdão

Esperança

Cura

Presença

Confiança

Juiz

Pastor

Senhor

Amor

Mansidão

Salvador

Perdão

 Glória

Misericórdia

Videira

Juiz

Vitória

Comunhão

Pão

Ressurreição

Esperança

Confiança

Rei

Lei

União

Servo

Oração

Vida

Messias

Eucaristia

Deus

Cruz

Luz

Filho

Amigo

Irmão.

         Jane Amábile

19 de junho de 2012 at 10:53 Deixe um comentário

Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida

Oi Crianças!
Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. (Jo 14, 6)

Jesus é o Caminho
Quando viajamos aqui na terra passamos por muitos caminhos até chegar ao nosso destino.
Mas para chegar ao Céu só temos um caminho para percorrer: esse Caminho é Jesus Cristo.
Só crendo em Jesus nosso Salvador e ouvindo Seus ensinamentos é que conseguiremos chegar ao Céu.

Jesus é a Verdade
As palavras de Jesus Cristo são sempre verdade e vida, por isso podemos confiar sempre em suas promessas.
As palavras de Jesus são divinas, verdadeiras e eternas, porque Jesus é Deus.

Jesus é a Vida
Ninguém tem poder para dar a vida, somente Deus, que deu a vida a todos os seres. 
Jesus na sagrada Eucaristia fez-se alimento para nos encher de vida, por isso Jesus é o “Pão da Vida”.

Jesus Cristo  deu sua vida por todos nós, para a nossa salvação.

Jane Amábile

4 de fevereiro de 2012 at 10:14 Deixe um comentário

Os Doze Apóstolos de Jesus

Oi, crianças!

Durante sua missão aqui nesse mundo,
Jesus quis chamar algumas pessoas para acompanhá-lo,
Porque queria instruí-las e lhes dar autoridade;
Para que assim elas pudessem conduzir sua Igreja quando Ele subisse aos céus.

Essas pessoas são seus 12 Apóstolos:
 “Simão, a quem pôs o nome de Pedro;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão.
Ele escolheu também André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu;
Tadeu, Simão, o Zelador; e Judas Iscariotes, que o entregou.” (Marcos 3, 16-19)

Hoje a missão confiada por Jesus Cristo aos seus Apóstolos,

Continua a ser exercida pelo Papa e os Bispos, auxiliados pelos Padres;

Que conduzirão a Igreja de Cristo até ao fim dos tempos,

E sempre na unção do Espírito Santo.

Jane Amábile

13 de janeiro de 2012 at 17:16 Deixe um comentário

Jesus é o Cordeiro de Deus – Segundo Domingo do Tempo Comum – João 1, 35-42

35. No dia seguinte, estava lá João outra vez com dois dos seus discípulos.

36. E, avistando Jesus que ia passando, disse: Eis o Cordeiro de Deus.
37. Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus.
38. Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?
39. Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima.
40. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido.
41. Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo).
42. Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra).

                                         Eis o Cordeiro de Deus
Jesus é o Cordeiro de Deus que lava os pecados da humanidade no Seu preciosíssimo Sangue. “Cordeiro inocente, pelo seu sangue voluntariamente derramado, mereceu-nos a vida e n’Ele Deus nos reconciliou consigo e conosco, libertando-nos da escravidão do diabo e do pecado, de tal sorte que cada um pode dizer com o Apóstolo: o Filho de Deus “amou-me e entregou-Se a Si mesmo por mim” (Gal 2,20)”. (Concílio Vaticano II)

Na antiga aliança sacrificava-se um cordeiro e seu sangue era oferecido a Deus como expiação dos pecados. Hoje a nova aliança é selada com o sangue do Cordeiro de Deus, o Seu próprio Filho Jesus Cristo, aquele que Se sacrificou na cruz pelos nossos pecados. A Palavra diz: “…da parte de Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém”. (Ap 1, 5-6)

A Eucaristia é o sacramento do Cordeiro Imolado, do sacrifício pascal de Cristo. “Na verdade, o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício. A Igreja associa o seu sacrifício ao da Eucaristia, para se tornar um só corpo e um só espírito em Cristo, de que é sinal a Comunhão sacramental. Participar na Eucaristia, obedecer ao Evangelho que escutamos, comer o Corpo e beber o sangue do Senhor, significa fazer da nossa vida um sacrifício agradável a Deus: por Cristo, com Cristo e em Cristo”. (Vaticano)

Eis o cântico de Santa Teresinha do Menino Jesus, ao “Cordeiro de Deus”:  “É só teu amor que me arrasta\Meu rebanho deixo na planície;\Não me dou o trabalho de guardá-lo\Quero agradar apenas meu único novo cordeiro\Jesus, és tu o Cordeiro que eu amo;\Tu me bastas, oh Bem supremo!\Em ti, tenho tudo, a terra e o próprio Céu.\A flor que eu colho, oh meu Rei,\És tu!…

                                                        Jesus chama os primeiros discípulos

Como Jesus chamou os discípulos para que O seguissem também o Senhor chama a cada um de nós batizados. Mas principalmente o Evangelho de hoje destaca a importância do seguimento ao sacerdócio. O Beato João Paulo II disse: “A Igreja, comunidade dos discípulos de Jesus, é chamada a fixar o seu olhar sobre esta cena que, de certo modo, se renova continuamente na história. É convidada a aprofundar o sentido original e pessoal da vocação para o seguimento de Cristo no ministério sacerdotal e o laço indissociável entre a graça divina e a responsabilidade humana, encerrado e revelado nos dois termos que mais vezes encontramos no Evangelho: vem e segue-me (Mt 19, 21)”.

             Vocação ao sacerdócio – Chamado de Deus e resposta do homem

O Beato João Paulo II disse que “o Concílio Vaticano II apresenta o conceito de «vocação», em toda a sua amplitude. Efetivamente, fala de vocação do homem, vocação cristã, vocação à vida conjugal e familiar. Neste contexto, o sacerdócio constitui uma das vocações, uma das formas possíveis de realização do seguimento de Cristo, que várias vezes, no Evangelho, dirige o convite: «Segue-Me».

O Catecismo (1533-1534) diz: “O Batismo, a Confirmação e a Eucaristia são os sacramentos da iniciação cristã. São o fundamento da vocação comum de todos os discípulos de Cristo – vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo. E conferem as graças necessárias para a vida segundo o Espírito, nesta existência de peregrinos em marcha para a Pátria”.

E o Catecismo continua ensinando sobre duas vocações específicas:  “Dois outros sacramentos, a Ordem e o Matrimônio, são ordenados para a salvação de outrem. Se contribuem também para a salvação pessoal, é através do serviço aos outros que o fazem. Conferem uma missão particular na Igreja, e servem a edificação do povo de Deus”.

Nós vós agradecemos, Senhor, pela vocação de nossos pais e por terem respondido ao Seu chamado de amor para formarem uma família cristã. Obrigada, pelos conselhos sábios que nos deram; e principalmente por terem nos levado com frequência à  Igreja e assim receber os ensinamentos que o Senhor  nos deixou. Amém.

Vamos refletir os versículos de 35 a 42 do Evangelho de São João, capítulo 1:

Versículo 35-37: “No dia seguinte, estava lá João outra vez com dois dos seus discípulos. E, avistando Jesus que ia passando, disse: Eis o Cordeiro de Deus. Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus.”

Jesus caminhava às margens do Rio Jordão, pois tinha ido receber o batismo de João, que ali estava com dois de seus discípulos. Quando João Batista viu Jesus se aproximando, disse aos seus discípulos: “Eis o Cordeiro de Deus.” O Beato João Paulo II disse:  “Estas palavras proféticas indicavam o Redentor, Aquele que ia dar a Sua vida pela salvação do mundo. Assim, desde o batismo no Jordão, João indicava o Crucificado. Foram precisamente estes dois discípulos de João Batista que, ao ouvirem estas palavras, seguiram Jesus. Tornaram-se os primeiros discípulos de Jesus. Um deles era André, que conduziu também a Jesus o seu irmão Simão Pedro”.

Versículos 38-39:  “Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?   Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima”. 

Jesus mostrou aos discípulos de João Batista onde Ele morava. Hoje sabemos que o Senhor subiu aos céus e mora especialmente em nosso coração, pelo Espírito Santo derramado no batismo. Encontramos Jesus também: na sua Palavra; nos sacramentos (especialmente a Eucaristia); nos irmãos necessitados; na comunidade eclesial; na orientação dos nossos pastores; nos testemunhos dos santos; no dia a dia de nossa caminhada… Jesus faz o mesmo convite que fez aos primeiros discípulos a cada um de nós: “Vinde e vede”.(V.39a)

E completamos com as palavras do Beato João Paulo II: “Mestre, onde moras?» deve, então, ser entendida assim: habito em todos os seres humanos salvos. Sim, Cristo habita no seu Povo, que aprofundou as suas raízes em todos os povos da terra, o povo que O segue, a Ele, o Senhor crucificado e ressuscitado, o Redentor do mundo, o Mestre que tem palavras de vida eterna, Ele «a Cabeça do povo novo e universal dos filhos de Deus”.

O Papa Bento XVI disse que  “os primeiros discípulos que seguem Jesus, ainda um pouco incertos e tímidos, perguntam: Mestre, onde moras? E a resposta é: “vinde ver”. Para ver, temos que ir. Devemos caminhar e seguir Jesus, que nos precede sempre”.

Versículos 40 – 42:  “André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido.  Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo). Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra).”  

Bastou que os dois discípulos ficassem por um dia com Jesus em sua casa, para que compreendessem que Jesus é o Messias, o Salvador prometido.  O Papa Bento XVI disse: “Aquele que pouco tempo antes consideravam um simples “rabbi”, tinha adquirido uma identidade bem definida, a de Cristo esperado há séculos. Mas na realidade, quanto caminho tinham ainda diante de si aqueles discípulos! Nem sequer podiam imaginar quão profundo seria o mistério de Jesus de Nazaré; quanto se poderia revelar imperscrutável o seu “rosto”. A ponto que, depois de ter vivido junto com ele três anos, Filipe, um deles, ouvirá na Última Ceia: “Estou convosco há tanto tempo e tu ainda não me conheces, Filipe?”.

O Beato João Paulo II ensinou-nos: “Nas margens do Jordão, e ainda muito mais tarde, os discípulos não sabiam quem era verdadeiramente Jesus. Terão necessidade de muito tempo para compreender o mistério do Filho de Deus. Nós também trazemos em nós o desejo de conhecer Aquele que revela o rosto de Deus”.

Oração: Preces da Comunidade

Confiantes e agradecidos, dirijamo-nos a Deus, dizendo:
AS: Obrigado\a, Senhor.
1-    Pelos ministros ordenados e leigos e pelos agentes de pastoral, digamos.
2-    Pelo chamado que o Senhor faz a cada um de nós por meio do batismo, digamos.
3-    Pelos dons que cada um põe a serviço da comunidade, digamos.
4-    Pelo testemunho de vida cristã de nossos pais e antepassados, digamos.
5-    Pelos missionários que levam a mensagem de Jesus a outros povos, digamos.
Pr: Senhor, nosso Deus, enchei de alegria todos os que chamastes para o seguimento do vosso Filho, que vive e reina para sempre.
(Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

11 de janeiro de 2012 at 8:16 Deixe um comentário

Celebração do Batismo do Senhor – Marcos 1, 7-11

 Naquele tempo, 7 João Batista pregava, dizendo: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado. 8. Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.” 9. Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galileia, e foi batizado por João no Jordão. 10. No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele. 11. E ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição.”

O Batismo do Senhor é a festividade que encerra o Tempo do Natal.

Resumo: Jesus saiu da Galileia e foi até o Rio Jordão onde João Batista pregava a conversão dos pecadores. E João convidava o povo para ser batizado como sinal de penitência. Muitos vinham ao Jordão para serem batizados. João Batista fica admirado quando vê Jesus, na fila com os pecadores, buscando também ser batizado. O Papa Bento XVI disse que “João manifesta o seu desconcerto: ele mesmo, o batizador, teria desejado receber o batismo de Jesus. Mas Jesus exorta-o a não opor resistência, a aceitar o cumprimento de tal gesto, para realizar o que é conveniente para cumprir toda a justiça”. O Catecismo (535) diz assim: “Jesus aparece, o Batista hesita, mas Jesus insiste. E Ele recebe o Batismo. Então o Espírito Santo, sob forma de pomba, vem sobre Jesus, e a voz do céu proclama: “Este é o meu Filho bem-amado” (Mt 3,13-17). É a manifestação (“Epifania”) de Jesus como Messias de Israel e Filho de Deus”.

O comentário litúrgico desse dia, diz: “Ao ser batizado, Jesus é proclamado Filho querido e amado de Deus e assume publicamente a missão recebida do Pai. A páscoa de Cristo se revela em todos os batizados conscientes e comprometidos com a própria missão de cristãos”.

Jesus Cristo não tinha pecado algum, mas procurou humildemente ser batizado por João. O Papa Bento XVI disse:  “O batismo de Jesus, que hoje recordamos, insere-se nesta lógica da humildade: é o gesto daquele que quer tornar-se um de nós, que se põe em fila juntamente com os pecadores; Ele, que é sem pecado, deixa-se tratar como pecado ( 2 Cor 5, 21), para carregar nos seus ombros o peso da culpa da humanidade inteira. O gesto de Jesus antecipa a Cruz, a aceitação da morte pelos pecados do homem”. Também Santo Agostinho diz: “O Senhor desejou ser batizado para proclamar com a sua humildade o que para nós era uma necessidade”.

O Beato João Paulo II disse também que “certamente Jesus possui o Espírito desde a Sua concepção ( Mt 1, 20; Lc 1, 35), mas no batismo recebe uma nova efusão do Espírito, uma unção do Espírito Santo, como atesta São Pedro no discurso na casa de Cornélio: «Deus ungiu com o Espírito Santo e poder a Jesus de Nazaré» (At 10, 38). Esta unção é uma elevação de Jesus «aos olhos de Israel como Messias, isto é, ungido com o Espírito Santo»; é uma verdadeira exaltação de Jesus enquanto Cristo e Salvador (Dom. et vivif., 19)”.

A Santíssima Trindade – Na anunciação do anjo a Nossa Senhora, a Santíssima Trindade se manifesta magnificamente: o Pai envia o anjo para anunciar a Maria o nascimento do Filho Jesus, pela força do Espírito Santo. Também nesse Evangelho que narra o batismo de Jesus no Rio Jordão, o Pai apresenta o Filho Jesus com as palavras que diz: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição” (V.11); e o Espírito Santo desce do céu em forma de pomba sobre Jesus (V.10). O Beato João Paulo II disse: “Neste cenário é o próprio Deus que, dum certo modo, Se manifesta no Seu ministério trinitário: o Pai, princípio e fonte da vida e da santidade; o Filho, que veio ao mundo a fim de o libertar do pecado e da morte; o Espírito Santo, que, com a Sua força, sustenta a obra da redenção”.

A vida de Jesus foi sempre de obediência à vontade do Pai. A comunhão entre o Pai, o Filho e o Espírito é perfeita no amor. O Papa Bento XVI ensina que “o Pai manifesta abertamente aos homens a profunda comunhão que o une ao Filho: a voz que ressoa do alto, testemunha que Jesus é totalmente obediente ao Pai, e que esta obediência constitui a expressão do amor que os une entre si.  Por isso, o Pai põe a sua complacência em Jesus, porque reconhece no agir do Filho o desejo de cumprir em tudo a sua vontade: «Eis o meu Filho muito amado, no Qual pus toda a Minha complacência”.

O sacramento do batismo e o batismo de João Batista – Quem nos explica é o Papa Bento XVI que diz que, o batismo de João “embora se chamasse batismo, ele não tinha o valor sacramental do rito que hoje celebramos; com efeito, como bem sabeis, é com a sua morte e ressurreição que Jesus institui os Sacramentos e faz nascer a Igreja. O batismo administrado por João era principalmente um ato penitencial, um gesto que convidava à humildade diante de Deus, para um novo início: mergulhando na água, o penitente reconhecia que tinha pecado, implorava de Deus a purificação das próprias culpas e era convidado a mudar os comportamentos equívocos”.

O Batismo é o primeiro sacramento que recebemos na Igreja, pois nele nos tornamos filhos de Deus, pelo Espírito Santo. E pertencemos daí então à Família de Deus e nos tornamos membros do Corpo de Cristo, a Igreja. A Palavra diz: “Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos nós fomos impregnados do mesmo Espírito. Assim o corpo não consiste em um só membro, mas em muitos”. (1 Cor 12, 13-14) No Batismo está a nossa primeira conversão; a segunda conversão é um processo de uma vida inteira.

O Catecismo (1427) ensina: “O Batismo é o momento principal da primeira e fundamental conversão. É pela fé na boa-nova e pelo Batismo que se renuncia ao mal e se adquire a salvação, isto é, a remissão de todos os pecados e o dom da vida nova.” E continua ensinando (1428) “A segunda conversão é uma tarefa ininterrupta para toda a Igreja, que «contém pecadores no seu seio» e que é, «ao mesmo tempo, santa e necessitada de purificação, prosseguindo constantemente no seu esforço de penitência e de renovação”.

 É necessário, portanto, que cada batizado continue sendo instruído pelos pais e, principalmente pela Igreja com a Palavra, com a doutrina e com o testemunho dos santos. Jesus enviou seus discípulos, dizendo: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28, 19-20)

O Papa Bento XVI disse que os batizados devem ser “educados na fé, instruídos segundo a sabedoria da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja, de tal modo que se desenvolva neles o germe da fé que no Batismo recebem, e possam alcançar a plena maturidade cristã. A Igreja, que os recebe entre os seus filhos, deve assumir a tarefa, juntamente com os pais e os padrinhos, de os acompanhar ao longo deste caminho de crescimento. A colaboração entre comunidade cristã família é mais necessária do que nunca no atual contexto social, em que a instituição familiar é ameaçada de vários lados e se encontra a enfrentar não poucas dificuldades na sua missão de educar na fé”.

Necessitamos da força do Espírito Santo para estarmos sempre voltando para o caminho do Senhor. “Deus espera-nos. Anda à nossa procura. Também Ele não descansa enquanto não nos tiver encontrado”, disse o Papa Bento  XVI. O Catecismo (1432) da Igreja diz: “O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo. A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: «Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos» (Lm 5, 21). Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo”.

Só se recebe uma única vez o sacramento do Batismo, mas podemos pedir diariamente a renovação do Espírito Santo, para que sejamos transformados a cada dia, mais e mais, em novas criaturas. “Abram os seus corações ao Espírito Santo para que todo o bem que está em vocês possa florescer e dar frutos ao cêntuplo”. (Mensagem de Nossa Senhora de Medjugorje em 257\11)

Oração

 Ó Pai, em nome de Jesus, derrame o Espírito Santo sobre nós e venha nos lavar de nossas fraquezas e pecados. Venha purificar nossa mente. Lave com a água do seu Espírito, Senhor, os nossos corações magoados e feridos. Lave-nos também Senhor, de todas as doenças da alma e do corpo, que por ventura tenhamos recebido por herança de nossos antepassados. Cura-nos e liberta-nos, Senhor. Dá-nos ó Pai, em nome do Seu amado Filho, uma vida renovada no Espírito Santo.

Façamos as preces da assembleia (Liturgia):

Pr: O Pai do céu tem planos maravilhosos para cada um de nós; quer que sejamos colaboradores da missão de seu Filho. Peçamos com confiança: Senhor, enviai-nos vosso Espírito.

1- Cristo, servo de Deus, enviai sobre nós o vosso Espírito, vos pedimos.

2- Cristo, eleito do Pai, tende compaixão de todos os que vos buscam, vos pedimos.

3- Cristo, Filho de Deus, abri os olhos dos que ainda não têm fé, vos pedimos.

4- Cristo, salvador da humanidade, fazei que todos vos conheçam e creiam em vós, vos pedimos.

5- Cristo, batizado no Jordão, cumulai de bênçãos todos os batizados, vos pedimos.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito  Santo

8 de janeiro de 2012 at 0:21 Deixe um comentário

Santo Nome de Jesus

430. Em hebraico, Jesus quer dizer «Deus salva». Quando da Anunciação, o anjo Gabriel dá-Lhe como nome próprio o nome de Jesus, o qual exprime, ao mesmo tempo, a sua identidade e a sua missão (10). Uma vez que «só Deus pode perdoar os pecados» (Mc 2, 7), será Ele quem, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, «salvará o seu povo dos seus pecados»(Mt 1, 21). Em Jesus, Deus recapitula, assim, toda a sua história de salvação em favor dos homens.

431. Nesta história da salvação, Deus não Se contenta com libertar Israel «da casa da escravidão» (Dt 5, 6), fazendo-o sair do Egipto. Salvou-o também do seus pecados. Porque o pecado é sempre uma ofensa feita a Deus (11), só Ele é que pode absolvê-lo (12). É por isso que Israel, tomando cada vez mais consciência da universalidade do pecado, só poderá procurar a salvação na invocação do nome do Deus Redentor (13).

432. O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho (14) feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Ele é o único nome divino que traz a salvação (15) e pode desde agora ser invocado por todos, pois a todos os homens Se uniu pela Encarnação (16), de tal modo que «não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos» (Act 4, l2) (17).

433. O nome de Deus salvador era invocado apenas uma vez por ano, pelo sumo sacerdote, para expiação dos pecados de Israel, depois de ter aspergido o propiciatório do «santo dos santos» com o sangue do sacrifício (18). O propiciatório era o lugar da presença de Deus (19). Quando São Paulo diz de Jesus que Deus O «ofereceu para, n’Ele, pelo seu sangue, se realizar a expiação» (Rm 3, 25), quer dizer que, na sua humanidade, «era Deus que em Cristo reconciliava o mundo consigo» (2 Cor 5, 19).

434. A ressurreição de Jesus glorifica o nome de Deus salvador (20) porque, a partir daí, é o nome de Jesus que manifesta em plenitude o poder supremo do nome que está acima de todos os nomes» (Fl 2, 9-10). Os espíritos maus temem o seu nome (21) e é em seu nome que os discípulos de Jesus fazem milagres (22), porque tudo o que pedem ao Pai, em seu nome, Ele lho concede (23).

435. O nome de Jesus está no centro da oração cristã. Todas as orações litúrgicas se concluem com a fórmula «per Dominum nostrum Jesum Christum – por nosso Senhor Jesus Cristo». A Ave-Maria culmina nas palavras «e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus». A oração-do-coração dos Orientais, chamada «oração a Jesus», diz: «Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tem piedade de mim, pecador». E muitos cristãos morrem, como Santa Joana d’Arc, tendo nos lábios apenas uma palavra: «Jesus» (24).

Fonte: Catecismo da Igreja Católica

2 de janeiro de 2012 at 23:17 Deixe um comentário

Menino Jesus (1)

Tão frágil naquele humilde presépio

Mas o maior de todos em coragem e glória.

Tão pobrezinho adormecido na manjedoura

Mas imensamente rico em perdão e misericórdia.

Tão perseguido cruelmente pelos poderosos de sua época

Mas cheio de bondade e amor para com todos.

Tão pequenininho ao lado de seus pais José e Maria

Mas tão grande em força, poder e honraria.

Tão criancinha ainda na gruta de Belém

Mas aclamado nos céus e na terra.

Todos os povos cantam alegremente: Amém!

Pois nasceu o Cristo Senhor!

O Rei do universo!

O nosso Salvador!

Jane Amábile

28 de novembro de 2011 at 10:59 Deixe um comentário

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