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Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

Assunção de Maria ao céu

Assunção de Maria ao céu

“A Virgem de Nazaré representa todas as pessoas simples com o seu ‘Magnificat’, um canto de gratidão a Deus”, escreve o Padre Cesar Augusto dos Santos.

Padre Cesar Augusto dos Santos

A Bíblia e a vida nos ensinam que quando o Senhor vai realizar ações magníficas, Ele se dirige aos humildes e pede a colaboração deles. Todos os relatos bíblicos nos mostram isso e também os acontecimentos recentes, quando Ele permitiu a pastores, camponeses e crianças verem Maria Santíssima. Também a devoção à Padroeira do Brasil deve-se à tarefa de três pescadores que encontraram a imagem da Mãe de Deus e nossa no rio Paraíba do Sul.

Maria, a Virgem de Nazaré, representando todas as pessoas simples, ignoradas pelos poderosos, mas plenamente confiantes em Deus, no seu “Magnificat”, canta sua gratidão a Deus porque Ele beneficiou a ela e aos necessitados. Ela anuncia a nova sociedade, não apenas a celeste, mas também a terrestre, quando esta última seguir seu conselho de “fazer tudo o que Jesus mandar”.

Nessa nova sociedade, os que detêm poder irão usá-lo para servir os pobres, os marginalizados, os aflitos. Jesus já nos deu o exemplo lavando os pés dos apóstolos e morrendo por nós na cruz, ou seja, se entregando para que fôssemos libertados do domínio do mal. Deus é fiel, conclui Nossa Senhora ao dizer que a misericórdia prometida a Abraão e seus descendentes foi mantida e realizada.

Paulo, em sua 1ª Carta aos Coríntios, explicita esse bem querer de Deus a todos nós quando diz que a ressurreição de Jesus destruiu o destino do homem de ser-para-a-morte e lhe restituiu sua vocação eterna de ser-para-a-vida. Cristo morreu para que o homem confiasse plenamente no amor do Pai e fizesse sua entrega radical a Ele. Com isso acaba o egocentrismo e Jesus Cristo passa a ser o centro da vida do ser humano. O homem se descentraliza para que Deus possa ocupar o lugar que sempre foi Seu, o centro de tudo e de todos.

Consequentemente, acaba a pobreza, a injustiça, a opressão. Se o amor está no centro, deixarei de ser apegado ao dinheiro, ao poder, ao prazer egoísta. Serei fraterno, misericordioso, solidário. Surge, então, um mundo onde reina a Justiça e a Paz. O Canto de Maria e a oração de São Francisco se tornarão realidade!

Celebrar a Assunção de Nossa Senhora é praticar tudo o que Jesus ensinou e ela viveu em toda sua vida. “Antes, são bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática”, disse Jesus quando louvaram Maria por ser sua mãe.

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17 de agosto de 2019 at 9:41 Deixe um comentário

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – São Lucas 1, 39-56

Magnificat

(© Biblioteca Apostolica Vaticana)

“39.Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. 40.Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41.Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42.E exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43.Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? 44.Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. 45.Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!”. 46.E Maria disse: “Minha alma glorifica ao Senhor,* 47.meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, 48.porque olhou para sua pobre serva. Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, 49.porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. 50.Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. 51.Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. 52.Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. 53.Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. 54.Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55.conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre”. 56.Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.”
Fonte – Bíblia Católica Online

“Alegremo-nos no Senhor e cantemos as maravilhas que realizou em Maria, concedendo-lhe a plenitude da salvação. Elevada ao céu, ela é nossa intercessora junto do Pai e nos aguarda para vivermos na eternidade feliz. Celebramos em comunhão com os religiosos e os consagrados seculares, que, a exemplo da mãe de Jesus, dão seu sim generoso ao projeto do Reino”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco explicou: “Na hodierna solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, o santo povo fiel de Deus expressa com alegria a sua veneração à Virgem Mãe. Faz isto na liturgia comum e também com numerosas e diversas formas de piedade; e assim se realiza a profecia de Maria: «Todas as gerações me hão de chamar ditosa (Lc 1, 48). Pois o Senhor elevou a sua humilde serva. A assunção ao Céu, em alma e corpo, é um privilégio divino concedido à Santa Mãe de Deus pela sua particular união com Jesus”.

“Maria tem pressa de se dirigir à região montanhosa de Judá para auxiliar Isabel, que está grávida e necessita da sua ajuda. Temos duas mulheres pobres, mas solidárias, que carregam dentro de si duas crianças.. É a solidariedade entre duas mães que reconhecem a ação de Deus em seus corpos. Além das mulheres, temos também o encontro de duas crianças ainda no ventre de suas mães: encontro do Precursor com o Salvador”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

O Papa Francisco disse assim: “Pensemos na sua disponibilidade (de Maria)  em relação à sua prima Isabel. Visitando-a, a Virgem Maria não lhe levou apenas uma ajuda material — também isto — mas levou-lhe Jesus, que já vivia no seu ventre. Levar Jesus àquela casa significava levar o júbilo, a alegria completa. Isabel e Zacarias estavam felizes com a gravidez, que parecia impossível na sua idade, mas é a jovem Maria que lhes leva a alegria plena, aquela que vem de Jesus e do Espírito Santo e que se manifesta na caridade gratuita, na partilha, no ajudar-se, no compreender-se”.

“Pelo cumprimento, percebemos a alegria que transborda das mulheres, a ponto de contagiar o fruto do ventre de cada uma.  Impulsionada pelo Espírito Santo, Isabel se alegra por receber a mãe do Senhor, declarando-a abençoada e feliz. Representante dos pobres que têm esperança, Maria responde com belo hino que exalta os pobres e rebaixa os orgulhosos”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

O Padre Guido Mottinelli disse assim: “Celebramos, hoje, a gloriosa Assunção de Nossa Senhora ao céu. Em 1950, o Papa Pio XII proclamou esta verdade de fé a respeito de Maria. Por um privilégio especial, em vista da maternidade divina, Maria foi preservada da mancha do pecado e nunca pecou. E, sendo que a morte é consequência do pecado, Maria, ao término de sua vida na terra, foi elevada ao Céu com sua alma e seu corpo glorioso. Contemplemos Maria que, do céu, continua olhando para nós, seus filhos”.

O Padre César Augusto dos Santos ensinou: “Celebrar a Assunção de Nossa Senhora é praticar tudo o que Jesus ensinou e ela viveu em toda sua vida. “Antes, são bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática”, disse Jesus quando louvaram Maria por ser sua mãe”.

Conclusão:

“A existência de Nossa Senhora foi vivida como a de uma mulher comum da sua época: rezava, ocupava-se da família e da casa, frequentava a sinagoga… Mas qualquer ação diária era sempre realizada por ela em união total com Jesus. E no Calvário esta união alcançou o ápice, no amor, na compaixão e no sofrimento do coração. Por isso Deus lhe doou uma participação plena também na ressurreição de Jesus. O corpo da Santa Mãe foi preservado da corrupção, como o do Filho”. (Papa Francisco)

Oração:

“Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do vosso Filho, Jesus Cristo, concedei-nos a graça de gozar um dia das alegrias eternas com sua Mãe, a Virgem Maria. Pelo mesmo Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12 de agosto de 2019 at 5:39 Deixe um comentário

Reflexão para a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

No Brasil, a Solenidade da Assunção de Maria é celebrada neste domingoNo Brasil, a Solenidade da Assunção de Maria é celebrada neste domingo

Celebrar a Assunção de Nossa Senhora é praticar tudo o que Jesus ensinou e ela viveu em toda sua vida. “Antes, são bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática”, disse Jesus quando louvaram Maria por ser sua mãe.

Padre César Augusto dos Santos SJ – Cidade do Vaticano

A Bíblia e a vida nos ensinam que quando o Senhor vai realizar ações magníficas, Ele se dirige aos humildes e pede a colaboração deles. Todos os relatos bíblicos nos mostram isso e também os acontecimentos recentes, quando Ele permitiu a pastores, camponeses e crianças verem Maria Santíssima. Também a devoção à Padroeira do Brasil deve-se à tarefa de três pescadores que encontraram a imagem da Mãe de Deus e nossa no rio Paraíba do Sul.

Maria, a Virgem de Nazaré, representando todas as pessoas simples, ignoradas pelos poderosos, mas plenamente confiantes em Deus, no seu “Magnificat”, canta sua gratidão a Deus porque Ele beneficiou a ela e aos necessitados. Ela anuncia a nova sociedade, não apenas a celeste, mas também a terrestre, quando esta última seguir seu conselho de “fazer tudo o que Jesus mandar”.

Nessa nova sociedade, os que detêm poder irão usá-lo para servir os pobres, os marginalizados, os aflitos. Jesus já nos deu o exemplo lavando os pés dos apóstolos e morrendo por nós na cruz, ou seja, se entregando para que fôssemos libertados do domínio do mal. Deus é fiel, conclui Nossa Senhora ao dizer que a misericórdia prometida a Abraão e seus descendentes foi mantida e realizada.

Paulo, em sua 1ª Carta aos Coríntios, explicita esse bem querer de Deus a todos nós quando diz que a ressurreição de Jesus destruiu o destino do homem de ser-para-a-morte e lhe restituiu sua vocação eterna de ser-para-a-vida. Cristo morreu para que o homem confiasse plenamente no amor do Pai e fizesse sua entrega radical a Ele. Com isso acaba o egocentrismo e Jesus Cristo passa a ser o centro da vida do ser humano. O homem se descentraliza para que Deus possa ocupar o lugar que sempre foi Seu, o centro de tudo e de todos.

Consequentemente, acaba a pobreza, a injustiça, a opressão. Se o amor está no centro, deixarei de ser apegado ao dinheiro, ao poder, ao prazer egoísta. Serei fraterno, misericordioso, solidário. Surge, então, um mundo onde reina a Justiça e a Paz.  O Canto de Maria e a oração de São Francisco se tornarão realidade!

Celebrar a Assunção de Nossa Senhora é praticar tudo o que Jesus ensinou e ela viveu em toda sua vida. “Antes, são bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática”, disse Jesus quando louvaram Maria por ser sua mãe.

18 de agosto de 2018 at 10:49 Deixe um comentário

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – São Lucas 1, 39-56 – Missa do dia 19 de agosto de 2018

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“39.Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. 40.Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41.Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42.E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43.Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? 44.Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. 45.Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! 46.E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, 47.meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, 48.porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, 49.porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. 50.Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. 51.Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. 52.Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. 53.Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. 54.Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55.conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre. 56.Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.”
Fonte: Bíblia Ave Maria

“Alegremo-nos todos no Senhor, contemplando as maravilhas que Ele realizou em Maria e continua realizando em favor de todo o povo. Assunta ao céu, ela vive a plenitude da salvação e, enquanto peregrinamos nesse mundo, aguarda nossa companhia. Neste terceiro domingo de agosto, celebremos em comunhão com os vocacionados à vida consagrada, os quais, a exemplo da Virgem, dão seu sim ao projeto de Jesus”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse que na “solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, o Evangelho apresenta-nos a jovem de Nazaré que, tendo recebido o anúncio do Anjo, parte depressa para ir ter com Isabel, nos últimos meses da sua gravidez prodigiosa. Ao chegar à sua casa, Maria ouve dos seus lábios as palavras que compõem a oração da “Ave-Maria”: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre» (Lc 1, 42).

“O Evangelho apresenta o alegre encontro de Isabel e Maria, que trazem dentro de si, respectivamente, João e Jesus. Deus recorre a pessoas simples e humildes para realizar sua vontade. Maria foi exaltada e escolhida pelo Pai para receber em seu ventre o Verbo encarnado”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “O Evangelho de Lucas que acabamos de ouvir (Lc 1, 39-56), mostra-nos esta arca viva, que é Maria, em movimento: deixando a sua casa de Nazaré, Maria põe-se em viagem rumo à montanha, para ir às pressas a uma cidade de Judá e chegar à casa de Zacarias e Isabel. Parece-me importante ressaltar a expressão «às pressas»: as coisas de Deus merecem pressa, aliás, as únicas coisas do mundo que merecem pressa são precisamente aquelas de Deus, que têm a mesma urgência para a nossa vida. Então Maria entra nesta casa de Zacarias e Isabel, mas não entra sozinha. Entra, levando no seu ventre o Filho, que é Deus feito homem”.  (15 de Agosto de 2011)

A Assunção de Nossa Senhora

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Encontramo-nos reunidos, mais uma vez, para celebrar uma das mais antigas e amadas festividades dedicadas a Maria Santíssima: a solenidade da sua Assunção na glória do Céu de corpo e alma, ou seja, com todo o seu ser humano, na integridade da sua pessoa. Deste modo, recebemos a graça de renovar o nosso amor a Maria, de a admirar e de a louvar pelas «maravilhas» que o Todo-Poderoso realizou por Ela, e que nela levou a cabo”. (15 de Agosto de 2011)

O Padre Fábio Siqueira disse: “Neste dia especial de culto ao Senhor celebramos a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Esta Solenidade nos faz recordar que Maria, a primeira redimida pelo Cristo em vista da sua divina missão, foi também a primeira glorificada em corpo e alma nos céus. O dogma da Assunção de Nossa Senhora, proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, não se preocupa em dar detalhes como se, por exemplo, Maria morreu ou não. Todavia, esta antiquíssima solenidade, celebrada desde os primórdios, sobretudo pelos cristãos orientais que a chamavam de “Dormitio Virginis Mariae”, ou seja, “Dormição da Virgem Maria”…

O Magnificat

O Papa Francisco disse assim: “O Magnificat canta o Deus misericordioso e fiel, que cumpre o seu desígnio de salvação com os pequenos e os pobres, com os que têm fé n’Ele, que confiam na sua Palavra, como Maria. Eis a exclamação de Isabel: «Feliz daquela que acreditou» (Lc 1, 45). Naquela casa, a vinda de Jesus através de Maria criou um clima não só de alegria e de comunhão fraterna mas também de fé que leva à esperança, à oração e ao louvor”.

O Papa Emérito Bento XVI  explicou: “A própria Escritura nos revela tal sorriso nos lábios de Maria, quando canta o Magnificat: “A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador” (Lc 1, 46-47). Quando a Virgem Maria dá graças ao Senhor, toma-nos por suas testemunhas. Maria, como que por antecipação, partilha com os futuros filhos, que somos nós, a alegria que mora no seu coração, para que uma tal alegria se torne também nossa. E cada proclamação do Magnificat faz de nós testemunhas do seu sorriso”.

Conclusão:

“Maria tem pressa de se dirigir à região montanhosa de Judá para auxiliar Isabel, que está grávida e necessita da sua ajuda. Temos duas mulheres pobres, mas solidárias, que carregam dentro de si duas crianças. É a solidariedade entre duas mães que reconhecem a ação de Deus em seus corpos. Além das mulheres, temos também o encontro de duas crianças ainda no ventre de suas mães: encontro do Precursor com o Salvador. Pelo cumprimento, percebemos a alegria que transborda das mulheres, a ponto de contagiar o fruto do ventre de cada uma. Impulsionada pelo Espírito Santo, Isabel se alegra por receber a mãe do Senhor, declarando-a abençoada e feliz. Representante dos pobres que têm esperança, Maria responde com belo hino que exalta os pobres e rebaixa os orgulhosos. Ela leva consigo paz, alegria e bênção de Deus”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração:

“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Hoje, a Virgem Maria, mãe de Deus, foi elevada à glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho, pois preservastes da corrupção da morte aquela que gerou, de modo inefável, vosso próprio Filho feito homem, autor de toda a vida. Enquanto esperamos a glória eterna, com os anjos com os santos, vos aclamamos jubilosos, cantando (dizendo) a uma só voz…” (Prefácio)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

13 de agosto de 2018 at 5:42 Deixe um comentário

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – Bem-aventurada aquela que acreditou – São Lucas 1, 39 – 56 – Dia 20 de agosto de 2017

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“39.Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. 40.Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41.Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42.E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43.Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? 44.Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. 45.Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! 46.E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, 47.meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, 48.porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, 49.porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. 50.Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. 51.Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. 52.Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. 53.Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. 54.Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55.conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre. 56.Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.”

 

“Com Maria cantemos as maravilhas que Deus continua realizando em benefício de todo o povo. Assunta ao céu, ela atingiu a plenitude da salvação e espera por nossa companhia. Na glória e à direita do Filho, será sempre nossa intercessora junto do Pai. Celebramos em comunhão com os vocacionados à vida consagrada: religiosos e consagrados seculares; que, a exemplo de Nossa Senhora, dão seu sim generoso ao projeto de Jesus”. (Liturgia Diária)

Visita de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel

“Em Maria, sua humilde serva, Deus tem espaço para operar maravilhas. No encontro das duas mulheres, futuras mães, temos a primeira proclamação de quem é o Messias”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “é o Espírito Santo que abre os olhos de Isabel e que a leva a reconhecer em Maria a verdadeira arca da aliança, a Mãe de Deus, que vem para a visitar. E assim, a idosa parente recebe-a, dizendo «em voz alta»: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?» (Lc 1, 42-43). E é o próprio Espírito Santo que, diante daquela que traz em si Deus que se fez homem, abre o coração de João Batista no seio de Isabel. Isabel exclama: « Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio» (v. 44). (15\08\11)

O Canto do Magnificat

“Maria enaltece a ação de Deus que olhou para sua humilhação, reconhecendo que o Senhor eleva os pobres e rebaixa os ricos e poderosos”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Encontramo-nos reunidos, mais uma vez, para celebrar uma das mais antigas e amadas festividades dedicadas a Maria Santíssima: a solenidade da sua Assunção na glória do Céu de corpo e alma, ou seja, com todo o seu ser humano, na integridade da sua pessoa. Deste modo, recebemos a graça de renovar o nosso amor a Maria, de a admirar e de a louvar pelas «maravilhas» que o Todo-Poderoso realizou por Ela, e que nela levou a cabo”. (15\08\11)

O Papa Francisco explicou: “O Magnificat, o canto de louvor que Lucas colocou nos lábios de Nossa Senhora após o anúncio do Arcanjo Gabriel e do Sim Mariano, é eminentemente profético porque anuncia uma nova sociedade, onde não existem marginalizados, pois estes, por obra de Deus, se tornaram incluídos”.

A Festa da Assunção de Nossa Senhora

“A festa da Assunção de Nossa Senhora apresenta-nos a realidade dessa feliz esperança. Somos ainda peregrinos, mas a Nossa Mãe precedeu-nos e aponta-nos já o termo do caminho. Repete-nos que é possível lá chegar e que, se formos fiéis, lá chegaremos, pois a Santíssima Virgem não é só nosso exemplo, mas também auxílio dos cristãos. E perante a nossa petição – mostra que és Mãe – não pode nem quer negar-se a cuidar dos seus filhos com solicitude maternal”.(São Josemaria Escrivá)

“Ó Mãe de Deus, sempre virgem, a tua sagrada partida deste mundo é verdadeiramente uma passagem, uma entrada na morada de Deus. Saindo deste mundo material, entras numa «pátria melhor» (Heb 11,16). O céu acolheu com alegria a tua alma: «Quem é esta, que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol?» (Cant 6,10) «O rei introduziu-te nos seus aposentos» (Cant 1,4) e os anjos glorificam aquela que é a Mãe do seu próprio Senhor, por natureza e em verdade, segundo o plano de Deus”. (São João Damasceno)

Dogma da Assunção de Nossa Senhora

“O dogma da Assunção de Maria à gloria celeste, em alma e corpo, foi proclamado solenemente por Pio XII em 1º de novembro de 1950: “Definimos ser dogma revelado por Deus que a Imaculada Mãe de Deus sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrena, foi assunta à glória celeste em alma e corpo”. Sendo Maria a cheia de graça, sem sombra alguma de pecado, quis o Pai associá-la à ressurreição de Jesus. A celebração da “Dormição” de Maria encontra-se entre as mais antigas festas marianas. Uma oração romana do século VII, para a festa de 15 de agosto, Assunção de Maria, se expressava assim: “Venerável é para nós, Senhor, a festa deste dia em que a Santa Mãe de Deus sofreu a morte, ela que, do próprio ser gerou, encarnado, o teu Filho, Senhor nosso”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

 Conclusão:

Com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “Nesta solenidade da Assunção, olhemos para Maria: Ela abre-nos à esperança, a um futuro cheio de alegria e ensina-nos o caminho para o alcançar: acolher o seu Filho na fé; nunca perder a amizade com Ele, mas deixar-nos iluminar e orientar pela sua palavra; segui-lo todos os dias, mesmo nos momentos em que sentimos que as nossas cruzes se tornam pesadas. Maria, a arca da aliança que se encontra no santuário do Céu, indica-nos com clareza resplandecente que estamos a caminho rumo à nossa verdadeira Casa, a comunhão de alegria e de paz com Deus. Amém!”

Oração:

“Ó dulcíssima soberana, Rainha dos Anjos, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas, mas sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco. Do alto desse trono em que reinas sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos; vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos até o fim de nossa vida! Pelos merecimentos de vossa bendita morte obtende-nos o aumento da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, para que possamos, um dia, ir beijar os vossos pés e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes, para louvar e cantar as vossas glórias eternamente no céu.  Assim seja”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

14 de agosto de 2017 at 5:53 Deixe um comentário

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações – São Lucas 1, 39-56 – Dia 21 de agosto de 2016

39.Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.

40.Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.

41.Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42.E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.

43.Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?

44.Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.

45.Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!

46.E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,

47.meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,

48.porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,

49.porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.

50.Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.

51.Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.

52.Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.

53.Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.

54.Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,

55.conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.

56.Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.

“Cantemos as maravilhas que Deus realizou em Nossa senhora,  concedendo-lhe atingir a plenitude da salvação. elevada ao céu, Maria é nossa intercessora junto do Pai e nos espera para vivermos com ela na eternidade. Celebramos em comunhão com os vocacionados à vida consagrada: religiosos e consagrados seculares, que, a exemplo da “bendita entre as mulheres”, dão seu sim ao projeto de Jesus”. (Liturgia Diária)

“Na hodierna solenidade, a liturgia convida todos nós a contemplar Maria como a «mulher revestida de Sol, tendo a Lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça» (Ap 12, 1). Nela resplandece a vitória de Cristo sobre o maligno, representado na linguagem apocalíptica como um «grande dragão vermelho» (Ap 12, 3). (São João Paulo II)

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Nesta solenidade da Assunção, olhemos para Maria: Ela abre-nos à esperança, a um futuro cheio de alegria e ensina-nos o caminho para o alcançar: acolher o seu Filho na fé; nunca perder a amizade com Ele, mas deixar-nos iluminar e orientar pela sua palavra; segui-lo todos os dias, mesmo nos momentos em que sentimos que as nossas cruzes se tornam pesadas”. (15\08\11)

 

A Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel

O Catecismo ensina (§717): “Houve um homem enviado por Deus. Seu nome era João” (Jo 1,6). João é “repleto do Espírito Santo, ainda no seio de sua mãe” (Lc 1,15) por obra do próprio Cristo que a Virgem Maria acabava de conceber do Espírito Santo A “visitação” de Maria a Isabel tomou-se, assim, “visita de Deus ao seu povo”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “é o Espírito Santo que abre os olhos de Isabel e que a leva a reconhecer em Maria a verdadeira arca da aliança, a Mãe de Deus, que vem para a visitar. E assim, a idosa parente recebe-a, dizendo «em voz alta»: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?» (Lc 1, 42-43). E é o próprio Espírito Santo que, diante daquela que traz em si Deus que se fez homem, abre o coração de João Batista no seio de Isabel. Isabel exclama: « Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio» (v. 44).

O Canto do Magnificat

O Papa Francisco disse assim: “Este cântico (o Magnificat)é particularmente intenso, onde o Corpo de Cristo hoje está sofrendo a Paixão. Onde está a Cruz, para nós cristãos, há esperança, sempre. Se não há esperança, nós não somos cristãos. Por isso gosto de dizer: não deixeis que vos roubem a esperança. Que não vos roubeis a esperança, porque esta força é uma graça, um dom de Deus que nos leva para frente, olhando para o Céu. E Maria está sempre lá, próxima dessas comunidades, desses nossos irmãos, caminhando com eles, sofrendo com eles, e cantando com eles o Magnificat da esperança”. (15\08\13)

O Catecismo ensina (§2619): “O cântico de Maria (91) o Magnificat latino, o Megalynárion bizantino – é, ao mesmo tempo, o cântico da Mãe de Deus e o da Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo povo de Deus, cântico de ação de graças pela plenitude de graças derramadas na economia da salvação, cântico dos «pobres», cuja esperança se vê satisfeita pelo cumprimento das promessas feitas aos nossos pais, «em favor de Abraão e da sua descendência, para sempre».

A Assunção de Nossa Senhora ao céu

O Papa Francisco explicou: “Maria também conheceu o martírio da Cruz: o martírio do seu coração, o martírio da alma. Ela sofreu tanto, no seu coração, enquanto que Jesus sofria na Cruz. Ela viveu a Paixão do Filho até o fundo de sua alma. Ela estava totalmente unida com Ele na morte, e por isso foi-Lhe dado o dom da ressurreição. Cristo como primícias dos Ressuscitados, e Maria como primícias dos redimidos, a primeira daqueles “que pertencem a Cristo”. Ela é nossa Mãe, mas também podemos dizer que é nossa representante, nossa irmã, nossa primeira irmã; Ela é a primeira entre os redimidos que chegou ao Céu”.

O Catecismo ensina (§966):  “Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho”.

 Conclusão:

“Ao celebrar a sua Assunção ao Céu em corpo e alma, oramos a Maria para que ajude os homens e as mulheres do nosso tempo a viverem com fé e esperança neste mundo, procurando o Reino de Deus em todas as coisas; oxalá ela ajude os crentes a abrirem-se à presença e à ação do Espírito Santo, Espírito Criador e Renovador, capaz de transformar os corações; ilumine as mentes acerca do destino que nos espera, da dignidade de cada pessoa e da nobreza do corpo humano”. (São João Paulo II)

Oração:

Que “Maria, a arca da aliança que se encontra no santuário do Céu, indica-nos com clareza resplandecente que estamos a caminho rumo à nossa verdadeira Casa, a comunhão de alegria e de paz com Deus. Amém!” (Papa Emérito Bento XVI)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

15 de agosto de 2016 at 5:33 Deixe um comentário

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – Missa do Dia (Domingo) – São Lucas 1, 39-56 – Dia 16 de Agosto de 2015

  1. Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.
  2. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
  3. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
  4. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
  5. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?
  6. Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.
  7. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!
  8. E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
  9. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
  10. porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,
  11. porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
  12. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
  13. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.
  14. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
  15. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
  16. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
  17. conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.
  18. Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.

“Com Maria, cantemos as maravilhas que Deus continua realizando em favor de todo o povo. Assunta ao céu, ela vive a plenitude da salvação e espera por nossa companhia. Celebremos com os irmãos vocacionados à vida consagrada: religiosos e consagrados seculares, que , a exemplo de Nossa Senhora, dão seu sim generoso ao projeto de Jesus”. (Liturgia Diária)

“Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto a fim de participarmos da sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”. (Liturgia das Horas)

Agosto- Mês Vocacional: Lembremos dos vocacionados à vida consagrada: religiosos e consagrados seculares.

Narração da visita de Maria à sua prima Santa Isabel – versículos de 39 a 45.56:

O Papa Francisco disse que “quando Nossa Senhora, assim que recebeu o anúncio que seria mãe de Jesus, e também o anúncio de que a sua prima Isabel estava grávida — como se lê no Evangelho — partiu às pressas; não esperou. Não disse: «Mas agora eu estou grávida, e devo cuidar da minha saúde. A minha prima terá amigas que talvez a ajudem». Ela sentiu algo e «partiu às pressas». É bonito pensar isto de Nossa Senhora, da nossa Mãe que vai às pressas, porque sente algo dentro de si: ajudar. Vai para ajudar, e não para se gloriar e dizer à prima: «Escuta, agora sou eu que mando, porque sou a Mãe de Deus!». Não, não agiu deste modo. Partiu para ajudar! E Nossa Senhora é sempre assim”.

“Santa Isabel louvou Maria e proclamou-a bem-aventurada porque acreditou. Maria o eco fiel de Deus entoou: Magnificat anima mea Dominum: a minha alma louva ao Senhor. Aquilo que Maria fez naquela ocasião, repete-o todos os dias. Quando é louvada, amada, honrada ou recebe algo, Deus é louvado, Deus é amado, Deus recebe pelas mãos de Maria e em Maria”. (São Luis-Maria Grignion de Monfort)

O Canto de Maria (o Magnificat) – versículos de 46 a 55:

São João Paulo II disse assim: “Maria, inspirando-se na tradição do Antigo Testamento, celera com o cântico do Magníficat as maravilhas que Deus realizou nela. Esse cântico é a resposta da Virgem ao mistério da Anunciação: o anjo convidou-a a alegrar-se; agora Maria expressa o júbilo de seu espírito em Deus, seu salvador. Sua alegria nasce de ter experimentado pessoalmente o olhar benévolo que Deus dirigiu a ela, criatura pobre e sem influência na história”.

O Catecismo (§2619) ensina: “O cântico de Maria,o Magnificat latino, o Megalynárion bizantino – é, ao mesmo tempo, o cântico da Mãe de Deus e o da Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo povo de Deus, cântico de acção de graças pela plenitude de graças derramadas na economia da salvação, cântico dos «pobres», cuja esperança se vê satisfeita pelo cumprimento das promessas feitas aos nossos pais, «em favor de Abraão e da sua descendência, para sempre”.

O Papa Emérito Bento XI disse que “no Evangelho ouvimos o Magnificat, esta grande poesia pronunciada pelos lábios, aliás, pelo coração de Maria, inspirada pelo Espírito Santo. Neste cântico maravilhoso reflecte-se toda a alma, toda a personalidade de Maria. Podemos dizer que este seu cântico é um retrato, é um verdadeiro ícone de Maria, no qual podemos vê-la precisamente como é”.

O Catecismo (§2622) também ensina assim: “A oração da Virgem Maria, no seu «Fiat» e no seu «Magnificat», caracteriza-se pelo oferecimento generoso de todo o seu ser na fé”.

“Que coisas grandes e escondidas fez este Deus poderoso nesta Criatura admirável, como ela própria foi obrigada a reconhecer, apesar da sua profunda humildade: «O Todo-poderoso fez em mim maravilhas». O mundo não as conhece, porque é incapaz e indigno”. (São Luis-Maria Grignion de Monfort)

A Assunção de Nossa Senhora

O Papa Francisco explicou: “Em união com toda a Igreja, celebramos a Assunção de Nossa Senhora, em corpo e alma, à glória do Paraíso. A Assunção de Maria mostra-nos o nosso destino como filhos adotivos de Deus e membros do Corpo de Cristo: como Maria, nossa Mãe, somos chamados a participar plenamente na vitória do Senhor sobre o pecado e a morte e a reinar com Ele no seu Reino eterno. Esta é a nossa vocação”.

São João Paulo II disse que “O Filho de Deus, que veio ao mundo em obediência ao Pai na Encarnação (cf. Hb 10, 7), humilhou-se depois fazendo-se obediente até à morte, e morte de Cruz (cf. Fl 2, 7-8). Maria correspondeu à vontade de Deus com o dom total de si, corpo e alma, para sempre, desde a Anunciação até à Cruz, e da Cruz até à Assunção”.

O Catecismo (§966) ensina: “Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada pelo Senhor como rainha, para assim se conformar mais plenamente com o seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte». A Assunção da santíssima Virgem é uma singular participação na ressurreição do seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos”.

Vamos, minha cara Mãe, minha bela e pura pomba, deixa este vale de lágrimas, onde tens sofrido tanto por meu amor…Vem com alma e corpo, gozar o prêmio de tua santa vida. Se tens padecido muito no mundo, maior é a glória que te darei de rainha do universo”. (Santo Afonso de Ligório)

O Concílio Vaticano II ensinou: «A Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que há de se consumar no século futuro, assim também na terra brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor».

Conclusão

Do Papa Francisco: Maria “é a nossa Mãe, que vem sempre depressa quando nós precisamos dela. Seria bonito acrescentar às Ladainhas de Nossa Senhora uma que reze assim: «Senhora que vai depressa, ora por nós!». Isto é bonito, verdade? Porque Ela vai sempre às pressas, Ela não se esquece dos seus filhos. E quando os seus filhos se encontram em dificuldade, quando têm alguma necessidade e a invocam, Ela vem às pressas. E isto dá-nos uma segurança, a certeza de ter a Mãe ao lado, sempre ao nosso lado. Vamos, caminhamos melhor na vida quando temos a mão próxima de nós. Pensemos nesta graça de Nossa Senhora, nesta graça que Ela nos concede: de estar próxima de nós, mas sem nos fazer esperar. Sempre! Ela existe — tenhamos confiança nisto — para nos ajudar. Nossa Senhora caminha sempre à pressa por nós”.

Oração

De Santo Afonso de Ligório: “Senhora…vós sois tão poderosa junto de Deus. Basta dizer que sois sua Mãe, a mais querida, cheia da sua graça; que vos poderá Ele recusar? Ó Rainha formosíssima, nós não pretendermos ver-vos na terra, mas queremos ir ver-vos no paraíso. A vós compete alcançar-nos esta graça. Assim o esperamos decerto. Amém, amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

11 de agosto de 2015 at 7:17 Deixe um comentário

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