Archive for abril, 2019

Papa Francisco: Que o Espírito Santo seja o protagonista da nossa vida.

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

Não se pode ser cristãos sem deixar que o Espírito Santo seja o protagonista da nossa vida, disse o Papa na homilia matutina na Casa Santa Marta.

Debora Donnini – Cidade do Vaticano

Podemos renascer “daquele pouco que somos”, da “nossa existência pecadora” somente com a “ajuda da própria força que fez ressurgir o Senhor: com a força de Deus” e por isso “o Senhor nos enviou o Espírito Santo”. Foi o que recordou o Papa Francisco ao celebrar a missa na Casa Santa Marta na manhã desta terça-feira (30/04).

Em sua homilia, o Pontífice se inspirou na resposta de Jesus a Nicodemos, proposta pelo Evangelho do dia (Jo 3,7-15). Jesus fala de “renascer do alto” e o Papa traçou este elo entre a Páscoa e a mensagem do renascimento.

A força é o Espírito

A mensagem da Ressurreição do Senhor é “este dom do Espírito Santo”, recordou Francisco e, de fato, na primeira aparição de Jesus aos apóstolos, no domingo mesmo da Ressurreição, diz a eles: “Recebam o Espírito Santo”. “Esta é a força! Nós nada podemos sem o Espírito”, explicou o Papa, recordando que a vida cristã não é somente comportar-se bem, fazer isto, não fazer aquilo. “Nós podemos fazer isto”, podemos inclusive escrever a nossa vida com “caligrafia inglesa”, mas a vida cristã renasce do Espírito e, portanto, é preciso reservar um lugar a ele:

É o Espírito que nos faz ressurgir dos nossos limites, das nossas mortes, porque nós temos muitas, muitas necroses na nossa vida, na alma. A mensagem da ressurreição é esta de Jesus a Nicodemos: é preciso renascer. Mas como é possível deixar espaço ao Espírito? Uma vida cristã, que se diz cristã, que não deixa lugar ao Espírito e não se deixa levar avante pelo Espírito é uma vida pagã, fantasiada de cristã. O Espírito è o protagonista da vida cristã, o Espírito – o Espírito Santo – que está em nós, nos acompanha, nos transforma, vence conosco. Ninguém jamais subiu ao céu senão Aquele que desceu do céu, isto é, Jesus. Ele desceu do céu. E Ele, no momento da ressurreição, nos diz: “Recebam o Espírito Santo”, será o companheiro de vida, de vida cristã.

Companheiro diário

Portanto, não pode existir uma vida cristã sem o Espírito Santo, que é “o companheiro de todos os dias”, dom do Pai, dom de Jesus.

Peçamos ao Senhor que nos dê esta consciência de que não se pode ser cristãos sem caminhar com o Espírito Santo, sem agir com o Espírito Santo, sem deixar que o Espírito Santo seja o protagonista da nossa vida.

Trata-se então de se perguntar qual seja o lugar na nossa vida, porque – reiterou o Papa – “você não pode caminhar numa vida crisã sem o Espírito Santo”. É preciso pedir ao Senhor a graça de entender esta mensagem: “o nosso companheiro de caminhada é o Espírito Santo”.

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30 de abril de 2019 at 17:05 Deixe um comentário

Papa: que Santa Catarina de Sena ajude a unidade da Igreja

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“Ela trabalhou muito pela unidade da Igreja, rezava e trabalhava muito. Peçamos a ela pela Igreja, que ajude a unidade da Igreja, que ajude a Itália neste momento difícil e que ajude a unidade da Europa”, disse o Papa na saudação inicial da missa.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco retomou esta segunda-feira (29/04) as celebrações matutinas na capela da Casa Santa Marta. Desta vez, porém, não fez a homilia.

No início da missa, o Pontífice recordou a santa festejada neste dia 29: Santa Catarina de Sena, padroeira da Itália e da Europa.

“Ela trabalhou muito pela unidade da Igreja, rezava e trabalhava muito. Peçamos a ela pela Igreja, que ajude a unidade da Igreja, que ajude a Itália neste momento difícil e que ajude a unidade da Europa.”

Estilo firme, mas materno

“Não nos contentemos com as coisas pequenas. Deus quer coisas grandes! Se vocês fossem o que deveriam ser, incendiariam toda a Itália!” Com estas palavras, em seu habitual estilo firme e intransigente, mas sempre materno, Catarina Benincasa convidava à radicalidade da fé a um dos seus interlocutores epistolares. Trata-se de uma exortação que revela o ardente desejo da santa de irradiar o Evangelho no mundo, mediante o testemunho ciente e crível de homens e mulheres convertidos pelo anúncio do Ressuscitado: “Munida de uma fé invicta, poderá enfrentar, vitoriosamente, seus adversários”, disse-lhe Cristo em uma visão no último dia de Carnaval de 1367, em um episódio que os biógrafos recordam como “núpcias místicas” de Catarina.

Determinada, desde criança, a casar-se com Cristo

Catarina nasceu vinte e cinco anos antes, no dia 25 de março, no bairro Fontebranda de Sena, vigésima quarta filha, dos vinte e cinco vindos ao mundo, de Jacopo Benincasa e de Lapa de Puccio Piacenti, em uma época caracterizada por fortes tensões no tecido social; com apenas seis anos, – em um momento em que o Papado tinha sua sede em Avinhão e os movimentos heréticos insidiavam a vida Igreja, – a menina teve uma visão em que Jesus estava vestido com roupas pontificais. No ano seguinte, fez votos de virgindade, amadurecendo, depois, o firme propósito de seguir a perfeição cristã junto à ordem Dominicana. Diante da oposição dos pais, que queriam que se casasse, Catarina reagiu com determinação: com 12 anos, cortou o cabelo, cobriu-se com um véu e encerrou-se em casa. Então, em 1363, a família permitiu-lhe entrar para a comunidade das “Mantellate” ou Terciárias Dominicanas.

Mãe e mestra, ponto de referência espiritual para muitos

A santa aprendeu a ler e escrever e se dedicou a uma intensa atividade caritativa entre os últimos; em uma Europa, dilacerada por pestes, guerras, escassez e sofrimentos, ela se tornou um ponto de referência para homens de cultura e religiosos, que, por frequentarem assiduamente a sua casa, foram chamados “catarinados”. Os mais íntimos entre eles a chamavam “mãe e mestra” e se tornaram descritores dos seus muitos apelos às autoridades civis e religiosas: exortações a assumir suas responsabilidades, às vezes, repreendidos e convidados a agir, mas sempre expressos com amor e caridade. Entre os temas enfrentados nas missivas destacam-se: a pacificação da Itália, a necessidade de cruzadas, a reforma da Igreja e o retorno do Papado a Roma, para o qual a santa foi determinante, por se encontrar, na Provença, em 1376, com o Papa Gregório XI.

O Papa “doce Cristo na terra” e seu retorno a Roma

Catarina jamais teve medo de admoestar o Sucessor de Pedro, por ela definido “doce Cristo na terra”, às suas responsabilidades: reconhecia suas faltas humanas, mas sempre teve máxima reverência pelo Vigário de Jesus na terra, assim como por todos os sacerdotes. Após a rebelião de um grupo de Cardeais, que deu início ao cisma do Ocidente, Urbano VI a convocou em Roma. Ali, a santa adoeceu e faleceu em 29 de abril de 1380, como Jesus, com apenas 33 anos. As palavras do apóstolo Paulo “Não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim” se encarnaram na vida de Catarina que, em 1375, recebeu os estigmas incruentos, revivendo semanalmente, – narram as testemunhas, – a Paixão de Cristo.

Proclamada Doutora da Igreja por Paulo VI

A pertença ao Filho de Deus, a coragem e a sabedoria infusa são os traços distintivos de uma mulher, única na história da Igreja, autora de textos como “O Diálogo da Divina Providência”, o “Epistolário” e a coletânea de “Orações”. Devido à sua grandeza espiritual e doutrinal, Paulo VI, em 1970, a proclama Doutora da Igreja.
Apaixonada por Jesus Cristo, Catarina escrevia: “Nada atrai o coração de um homem como o amor! Por amor, Deus o criou; por amor, seu pai e sua mãe deram-lhe a sua substância; ele foi feito para amar.”

30 de abril de 2019 at 5:48 Deixe um comentário

Frases de adoração ao Santíssimo Sacramento

 

1-Beato Charles de Foucauld: “Jesus escolheu Ele mesmo os Seus adoradores…”Ninguém vem até Mim se Meu Pai não o atrai…” Ele atrai os pastores pelas vozes dos anjos, porque os quer ver à sua volta, depois, logo depois de Maria e José”.

2-Papa Francisco: “Tomar um pouco de tempo em oração, com a memória de nosso caminho, a memória das graças recebidas, a memória da eleição, da promessa,  da aliança e procurar se elevar, rumo à adoração, e em meio à adoração, com muita, humildade dizer somente esta pequena oração: “Escuta e perdoa”.

3-Papa Pio XII: “O essencial é compreender que é o mesmo Senhor a estar presente sobre o altar e no tabernáculo”.

4-Monsenhor Jonas Abib: “A criatura humana foi feita para adorar a Deus”.

5-Santa Madre Teresa de Calcutá: “O tempo que você gasta com Jesus no Santíssimo Sacramento é o melhor momento que você vai gastar na terra”.

6-Papa São Pio X: ““A adoração diária ou uma visita ao Santíssimo Sacramento é a prática que é a fonte de todos os trabalhos devocionais”.

7-São Padre Pio: ““Mil anos de desfrute de glória humana não valem mais do que uma hora gasta em doce comunhão com Jesus no Santíssimo Sacramento”.

8-Santo Afonso de Ligório: “Os soberanos da terra dificilmente concedem audiência, mas pelo contrário, o Rei do Céu, escondido sob o véu eucarístico, está sempre pronto para receber qualquer um”.

9-São João Paulo II: ““Eu encorajo os cristãos regularmente a visitar o Cristo presente no Santíssimo Sacramento, pois todos somos chamados a permanecer na presença de Deus”.

10-Papa Francisco: “A oração de adoração, esta que nos prostra sem nos prostrar: a prostração da adoração nos dá nobreza e grandeza”. 

11-Monsenhor Jonas Abib: “Quanto mais nos aproximamos de Deus, nos tornamos criaturas mais sensíveis. Por isso Ele nos deu a graça de poder adorá-Lo”.

12-Santo Afonso Maria de Ligório: “Pedi e recebereis”, mas que Ele (Jesus) revelou aos seus servos que quem visitá-lo no Santíssimo Sacramento vai obter uma medida mais abundante da graça”.

30 de abril de 2019 at 5:36 Deixe um comentário

Le Pape encourage les jeunes catholiques des Landes à témoigner de l’amour de Dieu – para os irmãos de língua francesa

Le Pape avec les jeunes Landais, le 25 avril 2019 au Vatican.

Le Pape avec les jeunes Landais, le 25 avril 2019 au Vatican.  (Vatican Media)

Le Pape François a reçu ce matin une délégation d’une centaine de jeunes du diocèse d’Aire et Dax, un diocèse plutôt rural situé dans le sud-ouest de la France, avec leur évêque, Mgr Nicolas Souchu. Il sont venus à Rome dans le cadre des « Journées landaises de la Jeunesse », une déclinaison locale des JMJ. Le Saint-Père en a profité pour exprimer son soutien aux jeunes catholiques de France, éprouvés par les nombreux scandales qui affectent l’Église.

Cyprien Viet – Cité du Vatican

Le Pape François, qui s’est exprimé en italien, a reconnu que «bien des personnes pensent qu’aujourd’hui, il est plus difficile de se dire chrétiens et de vivre sa foi en Jésus-Christ. Et vous faites sûrement l’expérience de ces difficultés qui deviennent parfois des épreuves ! Effectivement, le contexte actuel n’est pas facile, notamment à cause du problème douloureux et complexe des abus commis par des membres de l’Église. Cependant, je voudrais vous redire qu’aujourd’hui ce n’est pas plus difficile qu’à d’autres périodes de l’histoire de l’Église : c’est seulement différent !» Le Pape François a donc salué cette occasion du pèlerinage à Rome pour raviver le don de la foi auprès des apôtres Pierre et Paul, et de tous ces témoins, parmi lesquels des jeunes, qui ont subi le martyre pour avoir choisi de rester fidèles à Jésus-Christ.

«En vous regardant, je reconnais l’œuvre du Seigneur Jésus qui n’abandonne pas son Église et qui lui permet, grâce à votre jeunesse, à votre enthousiasme et aux talents qu’il vous a confiés, de se renouveler et de se rajeunir aux diverses étapes de sa longue histoire», s’est réjoui François.

Témoigner de l’amour de Dieu avec courage

Le Pape a donc encouragé ces jeunes à «rester connectés au Seigneur Jésus par l’écoute de sa Parole, la pratique sacramentelle, la vie fraternelle et le service des autres. À l’image de cet arbre emblématique de votre région, le pin des Landes, qui a permis d’assainir des zones marécageuses, enracinez-vous dans l’amour de Dieu pour rendre l’Église aimable là où vous vivez», a lancé le Pape avec un certain lyrisme.

Il a évoqué l’exemple de saint Vincent de Paul, lui aussi originaire des Landes, en demandant aux jeunes de témoigner de l’amour de Dieu «à la force de vos bras et à la sueur de vos fronts».«Par votre attention aux petits et aux pauvres, vous pouvez allumer des étoiles dans la nuit de ceux qui sont diversement éprouvés» en témoignant que Dieu «nous conduit là où l’humanité est la plus blessée et là où les êtres humains, sous l’apparence de la superficialité et du conformisme, continuent à chercher la réponse à la question du sens de la vie », a expliqué le Pape en citant l’exhortation apostolique sur la sainteté, Gaudete et Exsultate.

«Laissez-moi vous redire enfin que je compte sur vous et que l’Église a besoin de votre élan, de vos intuitions, de votre foi et de votre courage!», a lancé le Saint-Père en conclusion.

29 de abril de 2019 at 5:42 Deixe um comentário

Terceiro Domingo da Páscoa – Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros” – São João 21, 1-19 – Dia 05 de maio de 2019

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“1.Depois disso, tornou Jesus a ma­nifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tibería­des. Manifestou-se deste modo: 2.Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galileia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos. 3.Disse-lhes Simão Pedro: “Vou pescar”. Responderam-lhe eles: “Também nós vamos contigo”. Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam. 4.Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram. 5.Perguntou-lhes Jesus: “Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer?”. – “Não”, responderam-lhe. 6.Disse-lhes ele: “Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis”. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes. 7.Então, aquele discípulo a quem Jesus amava, disse a Pedro: “É o Senhor!”. Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas. 8.Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados). 9.Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão. 10.Disse-lhes Jesus: “Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes”. 11.Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinquenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. 12.Disse-lhes Jesus: “Vinde, comei”. Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: “Quem és tu?” –, pois bem sabiam que era o Senhor. 13.Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe. 14.Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado. 15.Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?”. Respondeu ele: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta os meus cordeiros”. 16.Perguntou-lhe outra vez: “Simão, filho de João, amas-me?”. Respondeu-lhe: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta os meus cordeiros”. 17.Perguntou-lhe pela terceira vez: “Simão, filho de João, amas-me?”. Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: “Amas-me?” –, e respondeu-lhe: “Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas.* 18.Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres”. 19.Por essas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: “Segue-me!”.”
– Bíblia Católica Online

“Em comunhão com a Igreja celeste, somos reunidos pelo Espírito Santo em torno do Ressuscitado, o Cordeiro imolado que vive para sempre. A Ele queremos adorar e dar graças, pois nos alimenta com a Palavra proclamada e com o Pão partilhado. Desafiados pela pergunta – “Vocês me amam?” -, abramos o coração para a resposta de fé e de amor ao Senhor”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco explicou: “À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé…” (19 de março de 2013)

“Num primeiro momento, o relato evangélico apresenta Jesus Ressuscitado aparecendo aos apóstolos no cotidiano de suas atividades. Seguindo a palavra do Mestre, conseguem grande pesca. A Igreja terá sucesso na missão se se deixar conduzir pelas palavras do Ressuscitado. Num segundo momento, o Evangelho narra a vocação de Pedro de guia da comunidade. Antes de lhe atribuir essa missão, Jesus quer se certificar de que o apóstolo o ama. Sem amar o Mestre, não conseguiremos ser fiéis nem a Ele nem à missão”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Dos ingênuos entusiasmos da adesão inicial, passando pela experiência dolorosa da negação e pelo choro da conversão, Pedro alcançou a confiança naquele Jesus que se adaptou à sua pobre capacidade de amor. E mostra assim também a nós o caminho, apesar da nossa debilidade. Sabemos que Jesus se adapta a esta nossa debilidade. Nós seguimo-lo com a nossa capacidade de amor e sabemos que Jesus é bom e nos aceita. Para Pedro foi um longo caminho que fez dele uma testemunha de confiança, “pedra” da Igreja, porque constantemente aberto à ação do Espírito de Jesus”. (24 de Maio de 2006)

O Padre Nilo Luzza disse assim: “A refeição que encerra a pesca milagrosa, é o coroamento da missão cumprida. Todos aguardamos um dia poder participar do “banquete eterno” que Jesus prometeu aos que dão continuidade à sua missão”.

Conclusão:

“O evangelho conclui apresentando o envio de Pedro pelo Mestre. Antes, porém, o apóstolo deve dar testemunho do amor a Jesus e à comunidade. Somente quem ama compreende os desígnios do Senhor e se compromete com eles”. (Padre Nilo Luzza)

Oração:

Sim Senhor Jesus, nós Te amamos!

Te amamos porque és o Filho predileto do Pai!

Te amamos porque deste a vida por nós!

Te amamos porque perdoas os nossos pecados!

Te amamos porque és Filho da Virgem Maria e São José!

Te amamos porque és o Pão da Vida que nos sustenta!

Te amamos porque Ressuscitaste e nos destes vida nova!

Te amamos, Senhor Jesus!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

29 de abril de 2019 at 5:38 Deixe um comentário

Dom Angelelli, dois sacerdotes e um leigo beatificados na Argentina

Dom Enrico Angelo Angelelli Carletti será beatificado neste sábado, na Argentina
Foram beatificados neste sábado em La Rioja, Dom Henrique Angelelli, “Bispo dos Pobres”, e seus três colaboradores mártires, vítimas da ditadura militar argentina. Incorporaram perfeitamente os ditames do Concílio Vaticano II e foram mortos por causa de sua atividade consciente de promover a justiça cristã, disse o cardeal Angelo Becciu na homilia da cerimônia de beatificação.

Roberta Barbi – Cidade do Vaticano

Beatos por estarem sempre “prontos para responder a qualquer um que pedisse a razão de sua esperança” e por darem “um heroico testemunho cristão”, culminando no sacrifício final de si mesmos, coroado pelo martírio. Assim o cardeal Angelo Becciu apresentou à multidão que participou da Missa de beatificação na manhã deste sábado em La Rioja, Dom Enrico Angelelli Carletti, padre Gabriel Longueville, padre Carlos de Dios Murias e Wenceslao Pedernera. Eles foram mortos “in odium fidei”  na Diocese onde atuavam, no verão de 1976.

Os mártires têm uma “grande recompensa no céu”

“Ícone do bom pastor, enamorado de Cristo e do próximo”: assim falou do então bispo de La Rioja, Dom Angelelli Carletti, que soube conquistar ótimos colaboradores e muitas conversões para a Igreja.

Entre os primeiros estão os outros dois padres Beatos: o religioso franciscano Carlos de Dios Murias, que se destacou “pelo espírito de oração e real desapego dos bens materiais”, e Gabriel Longueville, “homem da Eucaristia”. Todos os três foram capazes de compreender e responder aos desafios da evangelização voltados às camadas mais desfavorecidas da população.

Às conversões por seu intermédio, pertence o leigo Pedernera, que se tornou catequista e membro ativo do Movimento Católico Rural. Se, de fato, os primeiros são um exemplo para pastores e sacerdotes de hoje – para que exerçam seu ministério “com ardente caridade, fortes na fé também nas dificuldades, prontos para abraçar a cruz” – este último,  pai de família, fala a todos nós e nos exorta a distinguir-nos “pela transparência da fé” e a nos deixarmos guiar por ela nas decisões mais importantes da vida.

Um clima político “incandescente”

Para melhor compreender o contexto em que os quatro novos Beatos viveram e agiram, o cardeal Becciu, em sua homilia, abordou o tema da perseguição religiosa que derivou da instauração da ditadura militar argentina na década de 1970, que “olhava com suspeita toda forma de defesa da justiça social”.

“Oficialmente, o poder político se professava respeitoso e até mesmo um defensor da religião cristã – explicou o prefeito -, mas na realidade pretendia instrumentalizá-la, pretendendo uma atitude de apoio por parte do clero e passiva por parte dos fiéis”.

Diferentemente, por outro lado, agiram os novos Beatos, que continuaram a professar e testemunhar uma fé que tivesse reflexos na vida concreta, para que “o Evangelho se tornasse o fermento de uma nova humanidade, fundada na justiça, na solidariedade e na igualdade”.

28 de abril de 2019 at 11:46 Deixe um comentário

Papa: das chagas de Jesus brota a misericórdia, são fonte de paz, alegria e missão

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Neste segundo domingo de Páscoa, somos convidados a nos aproximar de Cristo com fé, abrindo o nosso coração à paz, à alegria e à missão. Mas não esqueçam as chagas de Jesus, que dali brota a paz, a alegria e a força para a missão.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

Aproximar-se de Jesus e tocar suas chagas, em nossos irmãos sofredores. Este foi o convite do Papa aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro para a Oração do Regina Coeli – e também a nós – neste II Domingo da Páscoa, o Domingo da Divina Misericórdia.

Francisco recordou que é das chagas de Jesus que brota a misericórdia, que todos temos necessidade, e é “dali que brota a paz, a alegria e a força para a missão”.

A paz

Sua reflexão foi inspirada na passagem do Evangelho de São João, que narra a incredulidade de Tomé após a aparição de Jesus aos discípulos. Com sua morte, “estavam desorientados e com medo”, por isso – disse Francisco – eram os primeiros a ter necessidade da paz oferecida por Jesus em suas primeiras palavras: “A paz esteja convosco!”

Tomé, ao ser informado deste “evento extraordinário”, mantém-se incrédulo. Assim, oito dias mais tarde – exatamente hoje, observa o Papa – “a aparição se repete: Jesus vai de encontro à incredulidade de Tomé, convidando-o a tocar suas chagas”.

“ Elas constituem a fonte da paz, porque são o sinal do imenso amor de Jesus que derrotou as forças hostis ao homem, o pecado e a morte. ”

As chagas são um tesouro, delas brota a misericórdia

É como se Jesus nos dissesse, a todos nós: “Mas se tu não estás em paz, toca as minhas chagas”:

“ Todos nós temos necessidade de misericórdia, sabemos disso. ”

Assim – foi a exortação do Santo Padre – “aproximemo-nos de Jesus e toquemos suas chagas, em nossos irmãos que sofrem”:

“As chagas de Jesus são um tesouro, delas vem a misericórdia. Sejamos corajosos e toquemos as chagas de Jesus. Com estas chagas Ele está diante do Pai, as mostra ao Pai, como se dissesse: “Pai, este é o preço, estas chagas são o que paguei pelos meus irmãos”. Isto é, com as chagas, Jesus intercede diante do Pai. Nos dá misericórdia se nos aproximamos e intercede por nós. Não esqueçam as chagas de Jesus.”

A alegria

O segundo dom que Jesus ressuscitado traz aos discípulos – acrescentou o Papa – é alegria, como relatado pelo evangelista: “os discípulos encheram-se de alegria em ver o Senhor”:

“Também conosco quando, quem sabe algo de incrível, de belo tenha acontecido, nos vem de dizer: “Eu não posso acreditar, isso não é verdade!” Assim eram os discípulos, eles não podiam acreditar, tamanha alegria. Esta é a alegria que Jesus nos traz. Se tu estás triste, se tu não estás em paz, olha para Jesus crucificado, olhe para o Jesus ressuscitado, olhe para suas chagas e experimente essa alegria”.

A missão

Depois da paz e da alegria, Jesus também dá aos discípulos a missão, dizendo: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio”:

A ressurreição de Jesus é o início de um novo dinamismo de amor, capaz de transformar o mundo com a presença do Espírito Santo”.

Assim, neste segundo domingo de Páscoa, somos convidados a nos aproximar de Cristo com fé, abrindo o nosso coração à paz, à alegria e à missão”.

“ Mas não esqueçam as chagas de Jesus, que dali brota a paz, a alegria e a força para a missão. ”

“Confiemos esta oração à materna intercessão da Virgem Maria, Rainha do céu e da terra”, disse o Santo Padre, antes de rezar a oração do Regina Coeli.

 

Ao saudar os diversos grupos presentes, Francisco recordou em particular “dos devotos da Divina Misericórdia”, que neste domingo estão reunidos na Igreja Santo Spirito in Sassia – proximidades do Vaticano – para as celebrações da Festa da Divina Misericórdia.

Óh! Sangue e Água que jorraste do Coração de Jesus como Fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!

28 de abril de 2019 at 11:43 Deixe um comentário

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