Archive for outubro, 2011

Orações para Crianças

Oi, Crianças!

Eis algumas orações para vocês rezarem todos os dias.

1ª- Papai do Céu, logo que acordo penso sempre em você. Quero o Senhor abençoe o meu dia que começa e que você esteja junto comigo em todos os dias de minha vida. Obrigado Papai do Céu. Amém.

2ª –Obrigado Senhor pela minha vida, pela minha saúde, pela minha família e por todos os meus amiguinhos. Senhor Jesus ensina-me a ser uma criança cheia de fé e de amor, ensina-me a crescer nos teus caminhos, concede Senhor aos meus pais sabedoria, paz, trabalho e saúde. Ajuda-me Senhor a ser uma criança obediente a Ti, aos meus pais e a todos aqueles a quem devo obedecer. Amém.

31 de outubro de 2011 at 12:15 Deixe um comentário

O sacramento da Penitência

JOÃO PAULO II

Quarta-feira 15 de Setembro de 1999

    1. O caminho em direção ao Pai, proposto para a reflexão especial deste ano de preparação para o Grande Jubileu, implica também a redescoberta do sacramento da Penitência, no seu significado profundo de encontro com Aquele que perdoa, mediante Cristo, no Espírito (cf. TMA, 50).

Diversos são os motivos por que urge na Igreja uma séria reflexão sobre este sacramento. Antes de tudo, ela é requerida pelo anúncio do amor do Pai, como fundamento do viver e do agir cristão, no contexto da atual sociedade onde muitas vezes resulta ofuscada a visão ética da existência humana. Se muitos perderam a dimensão do bem e do mal, é porque extraviaram o sentido de Deus, interpretando a culpa só segundo perspectivas psicológicas ou sociológicas. Em segundo lugar, a pastoral deve dar novo impulso a um itinerário de crescimento na fé, que ressalte o valor do espírito e da prática penitencial em todo o arco da vida cristã.

2. A mensagem bíblica apresenta essa dimensão “penitencial” como empenho permanente de conversão. Fazer obras de penitência supõe uma transformação da consciência, que é fruto da graça de Deus. Sobretudo no Novo Testamento, a conversão é pedida como opção fundamental àqueles aos quais é dirigida a pregação do reino de Deus:  “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1, 15; cf. Mt 4, 17). Com estas palavras Jesus inicia o seu ministério, anuncia o cumprimento dos tempos e a iminência do reino. O “convertei-vos” (em grego:  metanoéite) é um apelo a mudar o modo de pensar e de se comportar.

3. Este convite à conversão constitui a conclusão vital do anúncio feito pelos Apóstolos depois do Pentecostes. Nele o objeto do anúncio é manifestado de forma plena:  já não é genericamente o “reino”, mas a própria obra de Jesus, inscrita no plano divino prenunciado pelos profetas. Ao anúncio de quanto ocorreu com Jesus Cristo, morto, ressuscitado e vivo na glória do Pai, segue o premente convite à “conversão”, à qual está ligado também o perdão dos pecados. Tudo isto emerge de maneira preclara no discurso que Pedro faz no pórtico de Salomão:  “Deus cumpriu o que antecipadamente anunciara pela boca  de  todos  os  profetas:   que  o  Seu Messias havia de padecer. Arrependei-vos,  portanto,  e  convertei-vos,  para que os vossos pecados sejam apagados” (Act 3, 18-19).

No Antigo Testamento este perdão dos pecados é prometido por Deus no contexto da “nova aliança”, que Ele estabelecerá com o seu povo (cf. Jr 31, 31-34). Deus escreverá a lei no coração. Nessa perspectiva, a conversão é um requisito da definitiva aliança com Deus e, ao mesmo tempo, uma atitude permanente daquele que, acolhendo as palavras do anúncio evangélico, começa a fazer parte do reino de Deus no seu dinamismo histórico e escatológico.

4. O sacramento da Reconciliação veicula e torna visíveis de maneira misteriosa estes valores fundamentais anunciados pela Palavra de Deus. Ele insere de novo o homem no contexto salvífico da aliança e reabre-o para a vida trinitária, que é diálogo de graça, circulação de amor, dom e acolhimento do Espírito Santo.

Por ocasião do Jubileu, uma cuidadosa releitura do Ordo Paenitentiae ajudará não pouco a aprofundar as dimensões essenciais deste sacramento. A maturidade da vida eclesial depende, em grande parte, da sua redescoberta. O sacramento da Reconciliação, de fato, não se conclui no momento litúrgico-celebrativo, mas conduz a viver a atitude penitencial enquanto dimensão permanente da experiência cristã. Ele é “uma aproximação da santidade de Deus, um reencontro da própria verdade interior, obscurecida e transtornada pelo pecado, um libertar-se no mais profundo de si próprio e, por isso, um reconquistar a alegria  perdida  de  ser  salvo,  que  a maioria dos homens do nosso tempo já não sabe saborear” (Reconciliatio et paenitentia, 31, III).

5. No que concerne aos conteúdos doutrinais deste sacramento, remeto à Exortação ApostólicaReconciliatio et paenitentia (cf. nn. 28-34) e ao Catecismo da Igreja Católica (cf. nn. 1420-1484), assim como às outras intervenções do Magistério eclesial. Nesta circunstância, desejo evocar de novo a importância do cuidado pastoral necessário para a valorização deste sacramento no povo de Deus, para que o anúncio da reconciliação, o caminho de conversão e a própria celebração do sacramento possam tocar ainda mais os corações dos homens e das mulheres do nosso tempo.

Em particular, desejo recordar aos pastores que só se é bom confessor se se for autêntico penitente. Os sacerdotes sabem que são depositários dum poder que vem do alto:  com efeito, o perdão por eles transmitido “é o sinal eficaz da intervenção do Pai” (RP, 31, III), que faz ressurgir da morte espiritual. Por este motivo, vivendo com humildade e simplicidade evangélica uma dimensão tão essencial do seu ministério, os confessores não descuidem o próprio aperfeiçoamento e actualização, para que nunca lhes faltem aquelas qualidades humanas e espirituais que são tão necessárias para a relação com as consciências.

Mas juntamente com os pastores, é a inteira comunidade cristã que deve estar envolvida na renovação pastoral da Reconciliação. Impõe-no a “eclesialidade” própria do sacramento. A comunidade eclesial é o seio que acolhe o pecador arrependido e perdoado e, antes ainda, cria o ambiente adequado para um caminho de retorno ao Pai. Numa comunidade reconciliada e reconciliante os pecadores podem reencontrar o caminho perdido e a ajuda dos irmãos. E por último, através da comunidade cristã, pode ser delineado de novo um sólido caminho de caridade, que torne visíveis através das boas obras o perdão readquirido, o mal reparado e a esperança de ainda poder encontrar os braços misericordiosos do Pai.

31 de outubro de 2011 at 0:11 Deixe um comentário

Oração à Sagrada Face


Ó Senhor Jesus, que eu possa olhar para a vossa Sagrada face tão desfigurada pelo sofrimento e, ver nela as consequências dos meus pecados. Vem em meu auxílio, Senhor, pois quero fazer um firme propósito de guardar os Mandamentos e viver segundo a vossa Palavra.  Peço- vos Jesus Cristo, que  não olheis as minhas fraquezas, mas a vossa infinita  misericórdia. Perdoai-me, Senhor! Fortalecei-me com o dom do Espírito Santo para que eu possa a cada dia, crescer mais na fé, na esperança e na caridade. Amém.

30 de outubro de 2011 at 12:22 Deixe um comentário

Nada temas

30 de outubro de 2011 at 1:18 Deixe um comentário

Os Dons e os Frutos do Espírito Santo

Oi Crianças!

Já vimos que no sacramento do Batismo recebemos o Espírito Santo,

Que nos purifica do pecado original.

O Espírito Santo também enche de dons e de frutos o nosso coração,

Que vão nos capacitar a viver a santidade,

E poder ajudar nossos irmãos a serem santos também.

Os dons e os frutos do Espírito Santo são muitos, mas vamos citar alguns:

Os Dons de:  sabedoria, inteligência, conselho, ciência, fortaleza, piedade e temor de Deus. (Isaías 11, 2)

Os frutos: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. (Gálatas 5, 22-23)

E ainda tem os dons carismáticos que são dons de: cura, milagres, profecia, línguas, etc… (1 Coríntios 12, 8-10)

                     Jane Amábile

29 de outubro de 2011 at 11:59 Deixe um comentário

Dia Nacional da Juventude 2011- Dia 30 de Outubro

 

 À apenas dois dias do encontro da juventude capixaba católica, a mobilização e envolvimento dos jovens é enorme e, a montagem na Praça do Papa, já sinaliza que o evento será grande.

Os jovens que estão envolvidos na preparação prometem uma programação para segurar os jovens animados durante todo o dia.

Alguns destaques para incentivar os ainda indecisos:

 Às 7h concentração na Praia de Camburi e Marcha contra a violência e o extermínio de jovens. Às 10h a Marcha encontra-se com a Imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha que vem do convento para esta ocasião e, atrás da imagem, deixando-se guiar pela mãe de Jesus e de todos nós, a juventude ocupará a Praça do Papa para um dia de manifestações de fé e alegria. Às 10:30h missa presidida pelo Arcebispo de Vitória e concelebrada pelos bispos das dioceses de S. Mateus, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim. Depois diversas atrações culturais, exposições e iniciativas dos jovens das quatro dioceses de nosso Estado.

Para receber a imagem peregrina de Nossa Senhora as crianças e adolescentes das Pastorais da Criança e do Menor farão um corredor entre os jovens cobrindo o chão de flores para receber a Senhora das Alegrias.

As comemorações serão encerradas com a apresentação da Banda Afroreggae.

Todos, principalmente os jovens, estão convidados a fazer parte desta festa da juventude capixaba católica.

Fonte: site da Arquidiocese de Vitótia

29 de outubro de 2011 at 0:40 Deixe um comentário

Oração pelos povos – Guatemala

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Oração do Papa João Paulo II ao povo da Guatemala:

Desejo ardentemente que o nobre povo guatemalteco, sedento de Deus e dos valores espirituais, desejoso de paz e de reconciliação, tanto consigo mesmo como com os povos vizinhos e irmãos, de solidariedade e justiça, possa viver e gozar da dignidade que lhe pertence. Confio-me à proteção do Santo Cristo de Esquipulas e sinto – me profundamente unido aos diletos filhos de toda a Guatemala.

28 de outubro de 2011 at 12:06 Deixe um comentário

Oração reparadora ao Santíssimo Sacramento

 

Divino Salvador Jesus!

Dignai-vos baixar um olhar de misericórdia sobre vossos filhos, que reunidos em um mesmo pensamento de Fé, Reparação e Amor, vêm chorar a vossos pés suas infidelidades e a de seus irmãos, os pobres pecadores!

 Possamos nós, pelas promessas unânimes e solenes que vamos fazer, tocar o vosso divino Coração, e dele alcançar misericórdia para o mundo infeliz e criminoso e para todos aqueles que não têm a felicidade de vos amar!

 Daqui por diante, sim, todos nós vo-lo prometemos:

 Do esquecimento e da ingratidão dos homens, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Do abandono em que sois deixado no santo Tabernáculo, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Dos crimes dos pecadores, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Do ódio dos ímpios, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Das blasfêmias que se vomitam contra vós, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Das injúrias feitas à vossa divindade, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Dos sacrilégios com que se profana o vosso Sacramento de amor, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Das imodéstias e irreverências cometidas em vossa presença adorável, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Da tibieza do maior número de vossos filhos, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Do desprezo que se faz de vossos convites cheios de amor, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Das infidelidades daqueles que se dizem vossos amigos, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Do abuso de vossas graças, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
De nossas próprias infidelidades, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Da incompreensível dureza de nossos corações, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
De nossa longa demora em vos amar, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
De nossa frouxidão em vosso santo serviço, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Da amarga tristeza em que sois abismado pela perda das almas, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Do vosso longo esperar às portas de nossos corações, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
Das amargas repulsas de que sois saciado, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
De vossos suspiros de amor, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
De vossas lágrimas de amor, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
De vosso cativeiro de amor, 
Nós vos consolaremos, Senhor! 
De vosso martírio de amor, 
Nós vos consolaremos, Senhor!

 Oração:

Divino Salvador Jesus, que de vosso Coração deixastes escapar esta queixa dolorosa:“Eu procurei consoladores e não os achei”, dignai-vos aceitar o pequeno tributo de nossas consolações e assistir-nos tão poderosamente com o socorro de vossa graça que, para o futuro, fugindo cada vez mais de tudo o que vos poderia desagradar, nos mostremos em tudo, por toda a parte e sempre, vossos filhos, os mais fiéis e devotados.

Nós vo-lo pedimos por vós mesmo, que sendo Deus, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais nos séculos dos séculos. Amém. (derradeiras graças)

 

 

28 de outubro de 2011 at 0:22 Deixe um comentário

Acusações contra os escribas e fariseus – Trigésimo Primeiro Domingo do Tempo Comum – Mateus 23, 1-12

Jesus continuava a ensinar em Jerusalém e dessa vez fez um longo discurso à multidão que o ouvia e, também aos seus discípulos. Jesus dava lições de como viver sem ter atitudes incoerentes como as dos escribas e fariseus. Vamos meditar os versículos de 1 a 12, do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus, capítulo 23.

Versículos 1 e 2  “Dirigindo-se, então, Jesus à multidão e aos seus discípulos, disse: Os escribas e os fariseus sentaram-se na cadeira de Moisés”.

Os escribas e fariseus eram conhecedores da Escritura, mas o seu comportamento não condizia com que ela ensina. Santo Agostinho dá a seguinte explicação para as atitudes dos escribas e fariseus: “São indicadores de caminho para os outros, mas eles mesmos não se movem. Este é o grande perigo que existe também na nossa leitura da Escritura: detemo-nos nas palavras humanas, nas palavras do passado, na história do passado, e não descobrimos o presente no passado, o Espírito Santo que hoje nos fala nas palavras do passado”.

O comportamento descrente dos escribas e dos fariseus – Eles questionavam frequentemente a Jesus Cristo para poder pegá-lo em alguma contradição à cerca da Bíblia, já que eles eram considerados estudiosos do Antigo Testamento, na sua época. Mas Jesus sempre respondia com sabedoria às suas perguntas. Numa ocasião pediram a Jesus sinais (milagres) para crerem n’Ele. São João Crisóstomo  disse:  “Como o Senhor pelas suas respostas havia feito calar-se já muitas vezes a língua impertinente dos fariseus, não desistem eles de sua malícia e apelam agora para as obras, porque dizem: “Queremos ver de ti um sinal”. (Mt 12, 38) Somos também nós como os fariseus que mesmo vendo tantos sinais do amor de Deus à nossa volta, não enxergamos que o Senhor é o autor de tantos milagres todos dias?

Versículo 3: “Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem”.

Jesus dá-nos exemplo de como nós cristãos devemos ser praticantes da Palavra, e não apenas conhecedores dela como assim faziam os escribas e  fariseus e, tantos outros religiosos de seu tempo.  Ser cristão é buscar agir com amor e obediência à vontade de Deus, exatamente como Jesus Cristo agiu o tempo inteiro.

 São Cesário de Arles disse assim: “Eu vos rogo, irmãos caríssimos, que reflitamos sobre o significado de sermos cristãos e sobre o sinal da cruz de Cristo que trazemos na fronte. Não nos basta – bem devemos saber – termos recebido o nome de cristãos se não agimos como cristãos, conforme disse o próprio Senhor no Evangelho: De que adianta dizer: Senhor, Senhor, se não fazeis o que eu digo?” (Lc 6, 46).  Se mil vezes te proclamas cristão e fazes o sinal da cruz, mas não dás esmola de acordo com tuas possibilidades e não queres ter amor, justiça e pureza, de nada te aproveitará o nome cristão”.

Enquanto os escribas e fariseus tinham uma interpretação inadequada da observância da Lei, Jesus Cristo trouxe a interpretação verdadeira da Lei: o amor. Mas não foi compreendido pelos líderes religiosos da sua época, que colocavam as regras acima do exercício da caridade. A letra sem o amor é fria e não produz frutos. O Espírito Santo é o amor que faz a palavra ter vida em nós. O Catecismo (574) ensina: “Desde o princípio do ministério público de Jesus, fariseus e partidários de Herodes, com sacerdotes e escribas, puseram-se de acordo para lhe dar a morte. Por alguns dos seus atos:  expulsões de demónios; perdão dos pecados curas em dia de sábado; interpretação original dos preceitos de pureza legal: trato familiar com publicanos e pecadores públicos”. Todas as ações de Jesus originavam do amor, passavam pelo amor e terminavam no amor.

Versículo 4: “Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo”.

É necessário que pratiquemos a nossa fé e não fiquemos somente nas palavras, pra não cobrarmos das pessoas, aquilo  que nós mesmos não temos condições de cumprir. O amor e a misericórdia devem sempre mover nossos gestos e atitudes em qualquer tipo de liderança eclesial.  Mons. João Scognamiglio ensinou: “Os escribas e fariseus negligenciavam o cumprimento dos mais fundamentais preceitos do Decálogo (os 10 Mandamentos), mas acrescentaram à Lei de Moisés, ao longo dos tempos, numerosas obrigações e regras, levando sua prática a extremos ridículos.” Também as palavras de São Paulo devem servir de alerta a todos nós que evangelizamos, para que antes de ensinarmos aos outros, cumpramos em nossa própria vida o que o Senhor diz: “Tu, que ensinas aos outros…não te ensinas a ti mesmo! Tu que pregas que não deve furtar, furtas! ( Rm 2, 21)

 Não só falar, mas agir segundo Deus. Santo Hilário disse: “O Senhor adverte-nos de que as palavras belas e os comportamentos suaves devem ser julgados pelos frutos que produzem. Devemos então apreciar alguém, não tal como ele se propõe pelas suas palavras mas pelo que é realmente, pelos seus atos. Muitas vezes, sob uma aparência de ovelha dissimula-se uma raiva de lobo. Da mesma forma, diz-nos Jesus, não é nas belas palavras que consiste a realidade das boas obras, mas todos devem ser julgados pelos seus frutos”.

Versículos 5 a 7: “Fazem todas as suas ações para serem vistos pelos homens, por isso trazem largas faixas e longas franjas nos seus mantos. Gostam dos primeiros lugares nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas.  Gostam de ser saudados nas praças públicas e de ser chamados rabi pelos homens.”  

A quem estamos servindo? Servimos a Deus ou a nós mesmos?  A vaidade na vida espiritual é uma tentação que sofremos com muita frequência no serviço do Reino. É preciso estar sempre vigiando as nossas atitudes para que não façamos da Igreja uma plataforma para nossas ideias e busca de prestígio pessoal. A Igreja é de Cristo Jesus. Nós somos cooperadores na implantação do seu Reino de Justiça. A vontade do Senhor deve sempre prevalecer sobre a nossa vontade.  Não podemos nos esquecer que é Ele o Bom Pastor. Jesus Cristo é o Senhor da messe.

Padre Bantu Mendonça disse assim: “A hipocrisia é a atitude do sistema religioso representado pelos escribas e fariseus, os quais se fecham em seu prestígio e poder, julgando-se justos e desprezando o povo humilde. Jesus critica severamente os escribas e fariseus porque eles desprezavam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. A hipocrisia destes com relação à religiosidade era algo que eles não conseguiam disfarçar, não obstante sua falsa aparência de santos”.

Versículo de 8 a 10:  “Mas vós não vos façais chamar rabi, porque um só é o vosso preceptor, e vós sois todos irmãos.  E a ninguém chameis de pai sobre a terra, porque um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem vos façais chamar de mestres, porque só tendes um Mestre, o Cristo.”

Um só é vosso Pai – Deus é nosso Pai e por isso somos todos irmãos. Então não podemos chamar a outros seres humanos de “pais” achando que eles vão guiar-nos até à pátria celeste. Não estamos falando aqui dos pais biológicos ou adotados, mas sim de “pais espirituais”. O Papa Bento XVI disse:  “ Com efeito, não há paternidade fora de Deus Pai, o único Criador «do mundo visível e invisível». Entretanto foi concedido ao homem, criado à imagem de Deus, participar na única paternidade de Deus.” (Ef 3, 15).

Jesus veio revelar o rosto do Pai. Ele diz: “Aquele que me viu, viu também o Pai.” (Jo 14,9) O Beato João Paulo II disse:  “Ele é o Filho de Deus, que a vós revela o rosto amoroso do Pai. É o Mestre, único cujo ensinamento não passa nunca, único que ensina com autoridade”. São Paulo faz uma advertência à Igreja de Éfeso e também a todos nós, sobre a única e definitiva paternidade: a de Deus Todo-poderoso: “Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos.” (Ef 4, 6)

Só tendes um Mestre, o Cristo –  Há muitos que se dizem mestres. Mas só um é nosso Mestre. Só um é o nosso Senhor: Jesus Cristo. O Senhor disse aos seus discípulos: “Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou”. (Jo 13, 13) Há hoje tantos ídolos que são ouvidos, copiados e exaltados como se fossem mestres. Mas são apenas seres humanos frágeis, pecadores, fazem –se passar por mestres, mas não o são.

  A Palavra fala sobre os falsos mestres que estão no mundo e que precisamos identificá-los para não segui-los. A Palavra diz: “Vós, filhinhos, sois de Deus, e os vencestes, porque o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo. Eles são do mundo. É por isto que falam segundo o mundo, e o mundo os ouve. Nós, porém, somos de Deus. Quem conhece a Deus, ouve-nos; quem não é de Deus, não nos ouve. É nisto que conhecemos o Espírito da Verdade e o espírito do erro”. (1 Jo 1, 4-6)

Versículo 11: “O maior dentre vós será vosso servo.”

O maior de todos fez-se o mais humilde de todos – A Palavra mostra a atitude de humildade de Jesus Cristo na última Ceia:  “Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido”. (Jo 13, 5)  Jesus ensinou então para os discípulos e para todos nós:  “…Se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros.   Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós”. (Jo 13, 14-15)

O Beato João Paulo II ensinou:  “Ele mesmo, o Filho de Deus feito homem, percorreu com coerência o caminho da humildade, passando a maior parte da sua existência terrena na vida obscura de Nazaré, com a Virgem Maria e São José, empenhado no trabalho de carpinteiro.”

Nesse nosso mundo, de um modo geral dá-se mais valor aos ricos, aos que se destacam  pelo seu cargo e posição na sociedade do que às pessoas simples e humildes.  Jesus Cristo, ao contrário, pede que sejamos humildes, pois os humildes é que serão exaltados. O Beato João Paulo II disse: “Trata-se de palavras claramente contra a corrente. A mentalidade do mundo, de fato, convida a emergir, a fazer carreira, talvez com astúcia e sem escrúpulos, afirmando-se a si próprio e aos próprios interesses. No Reino de Deus são premiadas a modéstia e a humildade.”

Versículo 12: “Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado”.

 Jesus é o modelo de humildade e mansidão para todos nós. Ele mesmo pediu que o imitássemos: “Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.” (Mt 11, 29) O Filho de Deus humilhou-se descendo à condição humana, menos no pecado, e o Pai o exaltou, ressuscitando-o dentre os mortos e colocando “tudo” sob seu senhorio.  O Papa Bento XVI explicou assim: “Por conseguinte, mais uma vez olhamos para Cristo como modelo de humildade e de gratuidade: d’Ele aprendemos a paciência nas tentações, a mansidão nas ofensas, a obediência a Deus nos padecimentos”.

 Se nós mesmos nos exaltarmos, Deus não precisará fazêlo. É melhor buscar viver na humildade e confiar a nossa exaltação a Deus, que é perfeito em tudo que faz. Santo Isaac disse: “Ao humilde, Deus defende e liberta; ao humilde, Deus acarinha e consola; é para o humilde que Deus se inclina. Ao que é humilde, Deus concede uma graça abundante e, após a sua humilhação, fá-lo subir à glória. Ao que é humilde, Deus revela os seus segredos, atrai-o e convida-o docemente a vir até Ele”.

Maria Santíssima a humilde serva do Senhor, exaltada por Deus em todas as gerações, canta no “Magnificat” que o Senhor “desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.” (Lc 1, 51-52) É a lógica divina: os soberbos são desconsertados e os humildes exaltados. A Palavra diz: “Os humildes salvais, os semblantes soberbos humilhais”.(Sl 17,28) Maria é lembrada por todos como a serva mais humilde do Senhor. Trouxe no seu ventre, educou e criou o Filho de Deus, mas nunca prevaleceu-se da condição de ser mãe do Salvador Jesus Cristo.

Terminamos essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI: “O homem humilde é visto como um renunciatário, um derrotado, alguém que nada tem a dizer ao mundo”. E continua dizendo que isso vem de uma mentalidade equivocada de nossa época, pois “a humildade é uma grande virtude humana, porque representa o modo de agir do próprio Deus. É o caminho escolhido por Cristo, o Mediador da Nova Aliança que, “identificado como homem, se humilhou a si mesmo, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Fl 2, 7-8).

Oração

E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,  porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.  Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.  Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.   

Ó Maria Santíssima, modelo de humidade e de simplicidade, ensina-nos a ser como vós! Mãe Santíssima, intercedei por nós!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

27 de outubro de 2011 at 12:04 Deixe um comentário

Oração Milagrosa à São Judas Tadeu

 

São Judas, glorioso Apóstolo, fiel servo e amigo de Jesus, o nome do traidor foi causa de que fosseis esquecido por muitos, mas a Igreja vos honra e invoca universalmente como o patrono nos casos desesperados, nos negócios sem remédio. Rogai por mim, que sou tão miserável. Fazei uso, eu vos peço, desse particular privilégio que vos foi concedido, de trazer visível e imediato auxílio, onde o socorro desapareceu quase por completo.

Assisti-me nesta grande necessidade, para que possa receber as consolações e o auxílio do Céu em todas as minhas precisões, atribulações e sofrimentos, alcançando-me a graça de … (aqui faz se o pedido particular), e para que eu possa louvar a Deus convosco e com todos os eleitos, por toda a eternidade.

Eu vos prometo, ó bendito São Judas, lembrar-me sempre deste grande favor, e nunca deixar de vos honrar, como meu especial e poderoso patrono, e fazer tudo o que estiver a meu alcance para incentivar a devoção para convosco. 
Amém. 

São Judas, rogai por nós e por todos que vos honram e invocam o vosso auxílio.

Rezar 3 Pai-Nossos, 3 Ave-Marias e 3 Glória ao Pai

(ache oração.com.br)

27 de outubro de 2011 at 0:24 Deixe um comentário

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