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Papa: O Terço é a oração do meu coração

2016-10-07 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – No dia em que a Igreja celebra Nossa Senhora do Rosário, o Papa Francisco publicou um novo tweet: “O terço é a oração que sempre acompanha a minha vida; é também a oração dos simples e dos Santos, é a oração do meu coração”.

Precisamente esta sexta-feira tem início o Jubileu Mariano, com prosseguimento na tarde de sábado com uma Vigília de Oração na Praça São Pedro, na presença do Papa e a Missa conclusiva na manhã de domingo, presidida pelo Pontífice.

A Rádio Vaticano transmitirá os dois eventos, com comentários em português: no sábado, a partir das 12h25min e no domingo, a partir das 5h25min.

Mas, sobre a figura de Maria, Mãe de Misericórdia, ouçamos o Arcebispo do Santuário de Loreto, Dom Giovanni Tonucci:

“Maria é recordada com uma invocação que diz ser ela a Mãe da Misericórdia. Não esqueçamos nunca que tudo o que comporta o processo da salvação da humanidade, nasce de um encontro entre Maria e o Anjo, que expõe a ela o projeto de Deus. Ora, quando nós dizemos que encarnou-se no seio de Maria, podemos dizer que é a Misericórdia de Deus que se encarnou, pelo que a Mãe da Misericórdia nos chama um pouquinho a parte fundamental do processo de salvação e portanto o projeto de amor por parte do Senhor que se encarna por meio da obra de uma mulher. E não podemos nunca esquecer que a presença de Maria na Igreja, em todos os cristãos, é algo de fundamental, motivo pelo qual também quem é mais tépido na sua fé, também quem encontra dificuldades em seguir a mensagem evangélica, diante da figura de Maria se comove e é sempre capaz de sentir aquele chamado, aquela vocação forte que tão seguidamente, mais tarde, chama à conversão e obtém  a conversão”.

RV: Hoje é a festa de Nossa Senhora do Rosário. Como é vivida esta recorrência?

“Acredito que o Rosário é, no mundo cristão e católico, a oração mais familiar e mais querida a todos. Não é uma oração fácil, mas é sem sombra de dúvida, uma oração rica e aqui a sentimos particularmente, porque o Rosário está sempre integrado naquela série de invocações que chamamos as “Litanie lauretane”, que não são todas nascidas em Loreto, mas são um pouco a expressão mais forte deste Santuário. Invocações e louvores a Maria que se seguem como, precisamente, uma ladainha, portanto, uma série de invocações, gestos de amor. Ora, o Rosário é uma oração que tem a sua riqueza na variedade dos temas propostos: é um refletir, é um repassar um pouco a vida do Senhor e a presença de Maria nos vários Mistérios. É uma oração que nem sempre é fácil, mas é uma oração que podemos fazer também quando estamos cansados e é uma oração que podemos sempre presentear, oferecendo ao Senhor as nossas invocações pelas intenções particulares. Portanto, é uma oração fácil e bonita, também difícil e rica; entretanto, é uma oração que tem sua grandíssima popularidade: não esqueçamos que os Papas, seguidamente, se concentram nesta oração para enriquecê-la e fazer sentir o gosto dela”.

RV: Por que nos dirigimos a Maria sempre nos momentos mais dolorosos, nos momentos em que temos mais necessidade de seu socorro?

“Dizemos que Deus se manifesta “mãe” pela presença de Maria, motivo pelo qual então a sentimos próxima, também porque é uma de nós, é uma criatura humana como nós, e assim a sentimos próxima, materna; e é aquela realidade que tem uma capacidade de entrada muito forte (…). Também para quem quer negar Deus, a presença da Mãe é uma presença sempre real”.

(je/mt)

17 de outubro de 2016 at 4:39 Deixe um comentário

A oração do Rosário é a síntese da história da Misericórdia – Papa na Vigília do Jubileu Mariano

2016-10-08 Rádio Vaticana

Amados irmãos e irmãs!

Nesta vigília, repassamos os momentos fundamentais da vida de Jesus, em companhia de Maria. Com a mente e o coração, estivemos nos dias do cumprimento da missão de Cristo no mundo. A Ressurreição como sinal do extremo amor do Pai, que de novo traz tudo à vida, e como antecipação da nossa condição futura. A Ascensão como partilha da glória do Pai, onde a nossa própria humanidade encontra um lugar privilegiado. O Pentecostes, expressão da missão da Igreja na história até ao fim dos tempos, sob a guia do Espírito Santo. Além disso, nos dois últimos mistérios, contemplamos a Virgem Maria na glória do Céu – Ela que, desde os primeiros séculos, foi invocada como Mãe da Misericórdia.

Sob muitos aspetos, a oração do Rosário é a síntese da história da misericórdia de Deus que se transforma em história de salvação para aqueles que se deixam plasmar pela graça. Os mistérios que nos são propostos são gestos concretos, em que se desenvolve a ação de Deus em nosso favor. Através da oração e meditação da vida de Jesus Cristo, revemos o seu rosto misericordioso que vai ao encontro de todos nas várias necessidades da sua vida. Maria acompanha-nos neste caminho, apontando para o Filho que irradia a própria misericórdia do Pai. Ela é verdadeiramente a Odigitria, a Mãe que indica o percurso que somos chamados a fazer para sermos verdadeiros discípulos de Jesus. Em cada mistério do Rosário, sentimo-La perto de nós e contemplamo-La como primeira discípula de seu Filho que põe em prática a vontade do Pai (cf. Lc 8, 19-21).

A oração do Rosário não nos afasta dos cuidados da vida; pelo contrário, insta a encarnar-nos na história de todos os dias para sabermos individuar os sinais da presença de Cristo entre nós. Sempre que contemplamos um momento, um mistério da vida de Cristo, somos convidados a individuar o modo como Deus entra na nossa vida, para depois O acolhermos e seguirmos. Assim descobrimos o caminho que nos leva a seguir Cristo no serviço dos irmãos. Acolhendo e assimilando dentro de nós alguns acontecimentos salientes da vida de Jesus, participamos na sua obra de evangelização, para que o Reino de Deus cresça e se propague no mundo. Somos discípulos, mas também missionários e portadores de Cristo, nos lugares onde Ele nos pede para estar presente. Não podemos, portanto, encerrar o dom de sua presença dentro de nós. Pelo contrário, somos chamados a comunicar a todos o seu amor, a sua ternura, a sua bondade, a sua misericórdia. É a alegria da partilha que não se detém perante coisa alguma, porque leva um anúncio de libertação e salvação.

Maria dá-nos a possibilidade de compreender o que significa ser discípulos de Cristo. Desde sempre predestinada para ser a Mãe, Ela aprendeu a fazer-Se discípula. O seu primeiro passo foi pôr-Se à escuta de Deus. Obedeceu ao anúncio do Anjo e abriu o seu coração para acolher o mistério da maternidade divina. Seguiu Jesus, pondo-Se à escuta de cada palavra que saía da boca d’Ele (cf. Mc 3, 31-35); conservou tudo no seu coração (cf. Lc 2, 19), tornando-Se memória viva dos sinais que o Filho de Deus realizou para despertar a nossa fé. Ouvir, porém, não basta; a escuta é certamente o primeiro passo, mas depois precisa de ser traduzida em ação concreta. De facto, o discípulo põe a sua vida ao serviço do Evangelho.

Por isso, a Virgem Maria foi imediatamente ter com Isabel para a ajudar no tempo da sua gravidez (cf. Lc 1, 39-56); em Belém, deu à luz o Filho de Deus (cf. Lc 2, 1-7); em Caná, teve a peito a situação de dois recém-casados (cf. Jo 2, 1-11); no Gólgota, não retrocedeu frente à dor, mas permaneceu ao pé da cruz de Jesus e, por vontade d’Ele, tornou-Se Mãe da Igreja (cf. Jo 19, 25-27); depois da Ressurreição, animou os Apóstolos reunidos no Cenáculo à espera do Espírito Santo, que os transformaria em corajosos arautos do Evangelho (cf. At 1, 14). Em toda a sua vida, Maria realizou quanto se pede à Igreja que cumpra em perene memória de Cristo. Na sua fé, vemos como abrir a porta do nosso coração para obedecer a Deus; na sua abnegação, descobrimos quão atentos devemos estar às necessidades dos outros; nas suas lágrimas, encontramos a força para consolar aqueles que estão mergulhados na tribulação. Em cada um destes momentos, Maria exprime a riqueza da misericórdia divina, que vem em ajuda de cada um nas suas necessidades diárias.

Nesta tarde, invoquemos a nossa terna Mãe do Céu com a oração mais antiga que os cristãos fizeram para se dirigir a Ela, sobretudo nos momentos de dificuldade e martírio. Invoquemo-La com a certeza de sermos socorridos pela sua materna misericórdia, para que Ela, «gloriosa e bendita», nos possa servir de proteção, ajuda e bênção durante todos os dias da nossa vida: «À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita».

 

14 de outubro de 2016 at 5:23 Deixe um comentário

Papa Francisco e o Rosário

O Santo Padre, Papa Francisco, conta-nos qual a importância do Rosário em sua vida.

Papa Francisco e o Rosário

Papa Francisco

Desde pequeno, Jorge Mario Bergolio, nosso querido Papa Francisco, tem o hábito de rezar o Rosário da Virgem Maria diariamente. O Rosário mariano é, para o Santo Padre, um auxílio para vencer as próprias fragilidades: “isso é o que eu penso sobre a fragilidade; pelo menos é a minha experiência. Uma coisa que me faz forte todos os dias é rezar o Terço a Nossa Senhora. Sinto uma força tão grande, porque vou ter com ela e sinto-me forte”1. O seu costume de rezar o Rosário todos os dias está ligado com as experiências em família com a Virgem Maria. Desde a sua infância, viveu esta devoção mariana, que permanece até os dias de hoje: “sou do Rosário diário”2, testemunha o Sumo Pontífice.

Desde a mais tenra idade, Jorge Bergolio aprendeu a rezar o Rosário, como parte de sua herança familiar italiana, ainda sem os mistérios luminosos, acrescentados em 2002 pelo Papa João Paulo II. Durante muito tempo rezou o Rosário completo todos os dias, até a sua ida para o Vaticano, quando teve que mudar sua prática de devoção a Maria: “Até que vim para cá praticamente rezava as ‘três’ coroas”3, ou seja, os três Terços. Desde que foi para Roma, Francisco confessa que não tem conseguido rezar o Rosário completo: “Aqui já não. Costumo rezar só uma ‘coroa’. De mais que isso não consigo dar conta, pela falta de tempo e tudo mais. Mas sempre, todos os dias, rezo o Terço e o recomendo às pessoas”4. Ele justifica sua prática de devoção mariana de forma muito simples: “o Rosário me faz bem!”5.

O Santo Padre explica que, em nossa luta contra o mal, nunca estamos sozinhos: “Maria não nos deixa sozinhos; a Mãe de Cristo e da Igreja está sempre conosco. Sempre, caminha conosco, está conosco”6. Como a Igreja é militante na Terra e, ao mesmo tempo, triunfante no Céu, também a Virgem Maria, em certo sentido, partilha esta dupla condição. A Mãe de Deus entrou, de uma vez por todas, na glória do Céu, entretanto, isto não significa que ela esteja distante, separada de nós. Ao contrário, “Maria nos acompanha, luta conosco, apoia os cristãos no combate contra as forças do mal. A oração com Maria, em particular o Rosário – mas ouçam bem: o Rosário. Vocês rezam o Rosário todos os dias? Mas não sei… (os presentes gritam: Sim!). É mesmo? Então, a oração com Maria, em particular o Rosário tem também esta dimensão ‘agonística’, isso é, de luta, uma oração que apoia na batalha contra o Maligno e os seus cúmplices”7.

Fonte: Canção Nova

15 de novembro de 2015 at 9:14 Deixe um comentário

Terço diário na Praça São Pedro durante Ano Santo

2015-09-29 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O modo mais simples e direto com que a piedade popular nos ensinou a invocar a misericórdia de Deus através da intercessão da Virgem Maria é a oração do Rosário. Por este motivo, durante o Ano Jubilar, o Rosário será rezado diariamente às 18h30 na Praça São Pedro, animado por algumas paróquias romanas e fraternidades.

Os peregrinos, assim, se deixarão guiar pela face materna daquela que por primeiro experimentou a misericórdia do Pai, que olhou “para a humildade da sua serva”. Neste sentido, os pensamentos durante este Ano Santo estarão voltados, de modo todo particular, à Mãe da Misericórdia.

Para chegar à ternura do Pai, portanto, somos convidados à passar pelo olhar e amor materno de Maria. No n.24 da Bula Misericordiae Vultus o Papa diz: “Ninguém como Maria conheceu a profundidade do mistério de Deus feito homem. Tudo na sua vida foi plasmado pela presença da misericórdia feita carne. A Mãe do Crucificado Ressuscitado entrou no Santuário da misericórdia divina porque participou intimamente do mistério de seu amor”. (JE)

29 de setembro de 2015 at 9:30 Deixe um comentário

Mistérios Gloriosos (quartas-feiras e domingos)

 

No primeiro mistério glorioso se contempla: A Ressurreição de Jesus

No segundo mistério glorioso se contempla: A Ascensão de Jesus ao Céu

No terceiro mistério se contempla: A Descida do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos no Cenáculo

No quarto mistério glorioso se contempla: A Assunção de Maria Santíssima ao Céu

No quinto mistério glorioso se contempla: A coroação de Maria Santíssima como Rainha do Céu e da Terra

 

Salve Rainha 

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, Salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre. ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

 

20 de maio de 2014 at 8:38 Deixe um comentário

Mistérios Dolorosos (terças e sextas-feiras)

 

No primeiro mistério doloroso se contempla: A Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras

No segundo mistério doloroso se contempla: A Flagelação de Jesus

No terceiro mistério doloroso se contempla: Jesus coroado de espinhos

No quarto mistério doloroso se contempla: Jesus sobe o calvário carregando a cruz

No quinto mistério doloroso se contempla: A morte de Jesus na cruz.

18 de maio de 2014 at 9:17 Deixe um comentário

Mistérios Luminosos (quintas-feiras)

 

No primeiro Mistério Luminoso se contempla: O Batismo de Jesus no Rio Jordão

No segundo Mistério Luminoso se contempla: O milagre de Jesus em Caná da Galileia

No terceiro Mistério Luminoso se contempla: Jesus anuncia o reino de Deus e convida à conversão

No quarto Mistério Luminoso se contempla: a Transfiguração de Jesus

No quinto Mistério Luminoso se contempla: Jesus institui a Eucaristia

17 de maio de 2014 at 7:06 Deixe um comentário

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