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Angelus com Papa Francisco – para os irmãos de língua italiana

SOLENNITÀ DI NOSTRO SIGNORE GESÙ CRISTO, RE DELL’UNIVERSO

PAPA FRANCESCO

ANGELUS

Piazza San Pietro
Domenica, 23 novembre 2014


Cari fratelli e sorelle,

al termine di questa celebrazione, desidero salutare tutti voi che siete venuti a rendere omaggio ai nuovi Santi, in modo particolare le Delegazioni ufficiali dell’Italia e dell’India.

L’esempio dei quattro Santi italiani, nati nelle Provincie di Vicenza, Napoli, Cosenza e Rimini, aiuti il caro popolo italiano a ravvivare lo spirito di collaborazione e di concordia per il bene comune e a guardare con speranza al futuro, in unità, confidando nella vicinanza di Dio che mai abbandona, anche nei momenti difficili.

Per l’intercessione dei due Santi indiani, provenienti dal Kerala, grande terra di fede e di vocazioni sacerdotali e religiose, il Signore conceda un nuovo impulso missionario alla Chiesa che è in India – che è tanto brava! – affinché, ispirandosi al loro esempio di concordia e di riconciliazione, i cristiani dell’India proseguano nel cammino della solidarietà e della convivenza fraterna.

Saluto con affetto i Cardinali, i Vescovi, i sacerdoti, come pure le famiglie, i gruppi parrocchiali, le associazioni e le scuole presenti. Con amore filiale ci rivolgiamo ora alla Vergine Maria, madre della Chiesa, regina dei Santi e modello di tutti i cristiani.

Vi auguro una buona domenica, in pace, con la gioia di questi nuovi Santi. Vi prego, per favore, di pregare per me. Buon pranzo e arrivederci!

23 de novembro de 2014 at 10:28 Deixe um comentário

A Igreja é católica e apostólica – o Papa na audiência geral afirmou que a Igreja nasceu missionária

2014-09-17 Rádio Vaticana

Audiência Geral do Papa Francisco nesta quarta-feira dia 17 de setembro. Uma Praça de S. Pedro completamente cheia de fieis que manifestaram efusivamente o seu entusiasmo e carinho para com o Santo Padre. O tema da catequese foi a Igreja Católica e apostólica.

“…quando professamos a nossa fé, nós afirmamos que a Igreja é católica e apostólica.”

Mas qual o significado destas duas características da Igreja? E que valor têm para as comunidades cristãs e para cada um de nós? – interrogou-se o Santo Padre.
“Símbolo evidente da catolicidade da Igreja é que essa fala todas as línguas. E isto não é outra coisa que não o efeito do Pentecostes: é o Espirito Santo, com efeito, que colocou os Apóstolos e toda a Igreja em modo de fazer ressoar a todos, até aos confins da Terra, a Boa Notícia da salvação e do amor de Deus.”

Assim se a Igreja nasceu católica – continuou o Papa Francisco – quer dizer que nasceu «em saída», nasceu enviada em missão, ou seja, apostólica: permanecendo fiel sobre o alicerce dos Apóstolos, a Igreja é enviada a todos os homens para lhes anunciar o Evangelho com os sinais da ternura e do poder de Deus.
“Se a Igreja nasceu católica, quer dizer que nasceu missionária. É aquilo que exprimimos qualificando-a apostólica.”

“Também isto deriva do evento do Pentecostes: é o Espírito Santo, com efeito, a superar cada resistência, a vencer a tentação de fechar-se em si própria, entre poucos eleitos e de considerarem-se os únicos herdeiros da benção de Deus.”

“Mas o que significa para as nossas comunidades e para cada um de nós, fazer parte de uma Igreja que é católica e apostólica” – perguntou o Santo Padre.

“Antes de mais, significa tomar a peito a salvação de toda a humanidade, não sentir-se indiferente ou estranho perante ao destino de tantos nossos irmãos, mas abertos e solidários para com eles. Significa, além do mais, ter o sentido da plenitude da harmonia da vida cristã, recusando sempre as posições parciais, unilaterais, que nos fecham em nós próprios.”

O Papa Francisco concluiu ainda que ser católico e apostólico é: “sentir-se sempre enviados, sentir-se mandados, em comunhão com os sucessores dos Apóstolos, a anunciar, com o coração cheio de alegria, Cristo e o seu amor a toda a humanidade.”

No final da catequese o Papa Francisco recordou os missionários e missionárias que ao longo da história da Igreja entregaram a sua vida ao anúncio da Boa Nova.
Nas saudações aos peregrinos foram estas as palavras do Papa Francisco aos peregrinos de língua portuguesa:
“Com grande estima, saúdo os peregrinos de língua portuguesa, em particular os grupos paroquiais vindos de Faro, Campo Limpo Paulista, Paraná e Passo Fundo, invocando sobre vós e sobre as vossas famílias a abundância dos dons do Espírito Santo para que tenhais o sentido da plenitude e da harmonia da vida cristã, rejeitando as posições parciais e unilaterais que nos fecham em nós mesmos. O Senhor vos abençoe, para serdes sempre e em toda a parte fiel expressão da santa Mãe Igreja católica e apostólica.”

Antes das saudações aos peregrinos de língua italiana o Papa Francisco proferiu uma pequena mensagem acerca da sua Viagem Apostólica à Albania no próximo domingo dia 21 de setembro, naquela que é a sua primeira viagem a um pais europeu:
“No próximo domingo, com a ajuda de Deus, irei à Albânia. Decidi visitar este país porque sofreu tanto por causa de um terrivel regime ateu e agora está realizando uma pacífica convivência entre as suas diversas componentes religiosas. Desde já, saúdo com afeto o povo albanês e agradeço pela preparação desta visita. Peço a todos de me acompanharem com a oração, por intercessão da Nossa Senhora do Bom Conselho. Obrigado.”

O Papa Francisco a todos deu a sua benção! (RS)

17 de setembro de 2014 at 8:35 Deixe um comentário

A paz de Jesus não são coisas mas uma pessoa – o Papa em Santa Marta

2014-05-20 Rádio Vaticana

A paz de Jesus não são coisas mas uma pessoa – esta a mensagem principal do Papa Francisco na Missa na Capela da Casa de Santa Marta na manhã desta terça-feira.
Partindo do Evangelho de S. João, proposto pela liturgia do dia, na passagem em que Jesus está para enfrentar a Paixão e anuncia aos discípulos: “Dou-vos a minha paz”, o Papa Francisco afirmou que quem acolhe no coração o Espírito Santo terá uma paz sólida e sem fim, ao contrário de quem escolhe confiar em modo superficial na tranquilidade oferecida pelo dinheiro ou pelo poder.
“Esta é uma paz que dá o mundo. Não te preocupes, não terás problemas porque tu tens tanto dinheiro… A paz da riqueza. E Jesus diz-nos para não ter confiança nesta paz, porque com grande realismo nos diz: ‘Olhai que existem ladrões… e os ladrões podem roubar as tuas riquezas!’. Não é uma paz definitiva aquela que te dá o dinheiro. E vede que o próprio metal enferruja? O que é que isto quer dizer? Uma queda na Bolsa e todo o teu dinheiro desaparece! Não é uma paz segura: ´´e uma paz superficial, temporal.”
Segundo o Papa Francisco a paz de Jesus que é o Espírito Santo, é uma paz definitiva que devemos guardar no nosso coração:“A paz de Jesus é uma Pessoa, é o Espírito Santo! No próprio dia da Ressurreição, Ele vem ao Cenáculo e a saudação é: ‘A paz esteja convosco. Recebei o Espírito Santo’. Esta é a paz de Jesus: é uma Pessoa, é uma prenda grande. E quando o Espírito Santo está no nosso coração, ninguém pode tirar-lhe a paz. Ninguém! É uma paz definitiva! O nosso trabalho qual é? Guardar esta paz. Guardá-la! É uma paz grande, é uma paz que não é minha, é de uma outra Pessoa que me oferece, de uma outra Pessoa que está dentro do meu coração e que me acompanha toda a vida.”
E o Papa Francisco concluiu a sua homilia dizendo que a paz de Jesus, o Espírito Santo, recebe-se no Batismo e no Crisma e deve ser acolhida, por cada um de nós, “como uma criança recebe uma prenda”, “sem condições e de coração aberto”. (RS)

20 de maio de 2014 at 8:34 Deixe um comentário

A misericórdia é uma carícia de Deus sobre os nossos pecados – o Papa na Missa em Santa Marta

 

2014-04-07 Rádio Vaticana

A misericórdia é uma carícia de Deus sobre os nossos pecados – esta a mensagem principal do Papa Francisco na Missa desta segunda-feira na Capela da Casa de Santa Marta. Partindo do Evangelho de S. João no seu capítulo 8, que a liturgia de hoje nos propõe, o Papa Francisco refletiu na sua homilia sobre o episódio da mulher adultera, ali relatado. Os escribas e os fariseus que apresentam a Jesus a mulher surpreendida em adultério não estão preocupados com aquela mulher – afirmou o Santo Padre – mas com as respostas de Jesus: se aconselhasse a lapidação ou decidisse perdoar a mulher Jesus seria sempre motivo de acusações por parte dos fariseus. ‘Quem de vós estiver sem pecado atire a primeira pedra’ – esta foi a resposta de Jesus – observou o Papa – o que lhe permitiu ficar a sós com a mulher, pois todos se foram embora. Jesus diz-lhe que também Ele não a condena e, segundo o Papa Francisco, vai para além do perdão:
“Jesus vai para além da lei. Não diz que o adultério não é pecado! Mas não a condena com a lei E este é o mistério da misericórdia de Jesus.”

“Mas Padre, a misericórdia apaga os pecados? Não aquilo que apaga os pecados é o perdão de Deus! A misericórdia é o modo como Deus perdoa. Porque Jesus podia dizer: Eu perdoo-te. Vai! Como fez com o paralítico que lhe tinham trazido a partir do telhado: Os teus pecados estão perdoados. Aqui diz: Vai em paz. Jesus vai para além. Aconselha a não voltar a pecar. Aqui se vê a atitude misericordiosa de Jesus: defende o pecador dos seus inimigos, defende o pecador de uma condenação justa. Também nós, quantos de nós, talvez devam ir para o inferno? E aquela é uma justa condenação… mas Ele perdoa para além disso. Como? Com esta misericórdia!”
A misericórdia – afirmou o Papa Francisco – vai para além e atua na vida de uma pessoa colocando de parte o pecado. É como se fosse o Céu:“Nós olhamos para o Céu, tantas estrelas, mas quando vem o sol da manhã as estrelas não se vêem. E assim é a misericórdia de Deus: uma grande luz de amor e de ternura. Deus perdoa não com um decreto, mas com uma carícia, acariciando as nossas feridas do pecado. Porque Ele está envolvido no nosso perdão e na nossa salvação. E assim Jesus faz de confessor: não a humilha, não lhe diz: O que fizeste, e quando fizeste e como e com quem? Não! Vai, vai e não voltes a pecar. É grande a misericórdia de Deus, é grande a misericórdia de Jesus. Perdoar-nos acariciando-nos.” (RS)

7 de abril de 2014 at 10:01 Deixe um comentário

Papa Francisco exorta as testemunhas de Cristo a serem humildes, não triunfalistas

 

2014-04-05 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A entrevista que o Papa Francisco concedeu em 31 de março passado, no Vaticano, a alguns jovens belgas, cujos trechos principais foram transmitidos nesta quinta-feira pela televisão pública flamenga da Bélgica VRT, tem tido ampla repercussão em várias partes do mundo. Neste sábado foi publicada integralmente. Já na sexta-feira, dia 4, a Rádio Vaticano trouxe boa parte da entrevista, e agora propomos alguns trechos inéditos da mesma.
Os pobres são uma bandeira do Evangelho, não do comunismo: essa tem sido uma das expressões do Papa de maior repercussão na mídia internacional.
Em sua reflexão mais ampla, agora publicada integralmente, o Papa Francisco fazia referência também a outra pobreza. De fato, no Evangelho lê-se que Jesus tinha “certa preferência pelos marginalizados”:
“Os leprosos, as viúvas, as crianças órfãs, os cegos… as pessoas marginalizadas. E também os grandes pecadores… e essa é a minha consolação! Sim, porque Ele não se assusta nem mesmo com o pecado! Quando encontrou uma pessoa como Zaqueu, que era um ladrão, ou como Mateus, que por causa do dinheiro era um traidor da pátria, Ele não se assustou! Olhou para eles e os escolheu. Também esta é uma pobreza: a pobreza do pecado.”
Respondendo a outra pergunta, Francisco afirma encontrar Deus, sobretudo, nos doentes: mas também na leitura da Bíblia, na celebração dos Sacramentos, no trabalho cotidiano e, obviamente, na oração. Mas, e como o Papa reza a Deus?
“Deixo que Ele olhe para mim. E sinto – mas não é sentimentalismo –, sinto profundamente as coisas que o Senhor me diz. Algumas vezes não fala… nada, vazio, vazio, vazio… mas pacientemente permaneço ali, e assim rezo… Fico sentado, rezo sentado, porque tenho dificuldade para ajoelhar-me, e algumas vezes me adormeço na oração… É também uma maneira de rezar, como um filho com o Pai, e isso é importante: sinto-me filho com o Pai.”
Por fim, uma pergunta sobre como anunciar o Evangelho aos outros na sociedade de hoje:
-“O melhor caminho é o testemunho, mas humilde: ‘Sou desse jeito’, com humildade, sem triunfalismo. Este é outro pecado nosso, o triunfalismo é uma atitude ruim. Jesus não foi triunfalisata, e também a história nos ensina a não sermos triunfalistas, porque os grandes triunfalistas foram derrotados. O testemunho: essa é uma chave, ela interpela. E procuro dar esse testemunho com humildade, sem fazer proselitismo. E o ofereço. É desse jeito. E isso não faz medo. Não é uma partir para as cruzadas.” (RL)

6 de abril de 2014 at 10:17 Deixe um comentário

Relíquia de João Paulo II é venerada no RJ pela JMJ

 

 

 

2013-07-12 Rádio Vaticana

Rio de Janeiro (RV) – O Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanisław Ryłko, acaba de regressar a Roma, proveniente do Rio de Janeiro, onde esteve em visita, nestes dias, por ocasião da próxima JMJ.
O Cardeal Rylko levou à Cidade Maravilhosa a relíquia do bem-aventurado João Paulo II, que será venerada durante todo o evento mundial de jovens. A relíquia, a mesma do processo de beatificação do Papa Wojtyla, foi apresentadas aos fiéis durante uma solene celebração Eucarística, na manhã do domingo passado, 7, no Santuário da Medalha Milagrosa, na Tijuca. A Santa Missa foi presidida pelo Cardeal Rylko e concelebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL), Dom Orani João Tempesta.
A partir de domingo passado, a relíquia, parte do sangue de João Paulo II, está fazendo uma peregrinação pelas igrejas da cidade do Rio de Janeiro. Durante o evento juvenil, a relíquia poderá ser venerada pelos fiéis e peregrinos nos Atos Centrais. Ela ficará exposta nos palcos centrais de Copacabana e Guaratiba e ainda circulará por outros lugares, onde serão realizados eventos da JMJ.
Além da relíquia do bem-aventurado João Paulo II, os peregrinos da JMJ Rio2013 poderão venerar também as relíquias de Santa Terezinha do menino Jesus e de Santa Teresa dos Andes. Estavam presentes ainda, durante a Santa Missa, no Santuário da Medalha Milagrosa, os símbolos da JMJ: a Cruz peregrina e o Ícone de Nossa Senhora.
Na homilia que pronunciou, durante a celebração Eucarística, o Cardeal Stanisław Ryłko destacou, entre outras coisas: “Trago-lhes de Roma uma cordial saudação e benção do Papa Francisco, que em poucos dias estará aqui no Rio, para a JMJ. Sinto-me feliz de poder apresentar-lhes a relíquia do bem-aventurado João Paulo II, que, como sabem, em breve será proclamado santo”.
“Karol Wojtyla foi um grande Papa, muito amado pelos povos, em todas as partes do mundo. Ele continua a viver em nossos corações. João Paulo II foi o Papa dos jovens; durante o seu pontificado, ele apostou nos jovens e viu neles os protagonistas especiais da nova Evangelização. Ele sempre foi um Papa amado pelos jovens do mundo inteiro!
Durante a celebração da Missa, o Cardeal Rylko confiou, à intercessão do bem-aventurado João Paulo II, o grande evento da JMJ no Rio de Janeiro e pediu aos fiéis para rezarem por este grande evento eclesial, a fim de que possa produzir muitos frutos espirituais na vida de tantos jovens, que participarão da JMJ. (MT)

12 de julho de 2013 at 18:26 Deixe um comentário

Reflexões do Papa Francisco: seguimento de Jesus e oração

 

 

 

2013-07-11 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A Liturgia celebra, nesta quinta-feira, a festa de São Bento abade, padroeiro da Europa. No Evangelho de hoje, os Apóstolos perguntam a Jesus “o que receberão em troca por segui-lo”. Este trecho faz-nos recordar algumas reflexões que o Papa Francisco fez, recentemente, sobre o valor do seguimento de Cristo e da oração.
Esta pergunta, que Pedro faz a Jesus, é sempre atual e todas as gerações da Igreja sempre tiveram a mesma resposta: “Vocês receberão o cêntuplo, hoje, e a herança da vida eterna, amanhã”. Um pedido e uma oferta transparentes.
O problema nasce, explica o Papa, quando o homem decide seguir a Jesus, mas começa a fazer cálculos, por interesse ou lucro, ao invés de se dedicar ao seu seguimento com magnanimidade de coração. Este seguimento, como forma cultural, é uma tentação, que deixa os cristãos um pouco aflitos:
“Se seguirmos a Jesus como uma proposta cultural, trilhamos um caminho que nos leva cada vez mais para o alto, a ter mais poder. A história da Igreja está repleta desses exemplos, começando por alguns imperadores, governantes e algumas pessoas, até mesmo como certos padres e bispos. Alguns pensam que seguir a Jesus é fazer carreira”.

Ao invés, o Santo Padre apresenta outro exemplo de fonte de lucro, que enriquece quem escolhe seguir a Jesus, mediante qualquer vocação: a fé! Quem crê, não segue Jesus sozinho, mas com uma grande comunidade: a Igreja! Ela é a “Mãe que nos dá a identidade cristã”:
“A identidade cristã é a pertença à Igreja: não é possível encontrar Jesus fora da Igreja. A Igreja-Mãe nos dá Jesus e a nossa identidade, que não é somente um sigilo, mas pertença. Logo, identidade significa pertença: uma pertença que adquirimos com o preço do sangue de Cristo no Calvário”.

Porém, seguir a Jesus até ao cêntuplo e à vida eterna, frisa o Papa, deve ser uma escolha definitiva. Uma pessoa não é padre só por alguns anos; um casal não se casa por um período, enquanto dura o amor. Esta é uma escolha provisória. Seguir a Jesus, ao contrário, deve ser uma escolha definitiva. É segui-lo com o estilo de São Bento, com o seu “ora et labora” (“reza e trabalha”), ou seja, mediante a oração; é como aqueles homens e mulheres que, antes, se ajoelham e, depois, se colocam a caminho rumo à promessa do cêntuplo e da vida eterna. E Papa Francisco concluiu:
“A oração ao Pai, em nome de Jesus, faz-nos sair de nós mesmos; a oração que nos entedia é como um pensamento que vai e vem. Se não conseguirmos sair de nós mesmos e ir rumo aos irmãos necessitados, enfermos, ignorantes, pobres, explorados, jamais alcançaremos aquela liberdade, que leva a tocar as chagas de Jesus e dos irmãos”. (MT)

11 de julho de 2013 at 16:31 Deixe um comentário

Sobre o Papa Francisco

 

 

Humilde e simples, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio assumiu a cátedra de São Pedro em 13 de março de 2013. A divulgação do resultado das eleições do Conclave surpreendeu o mundo. Uma pergunta circulava entre os fiéis: quem é este? Adotando o nome de Francisco, primeiro Papa na Igreja com esse nome, o Sumo Pontífice mostrou que pretende conduzir a Igreja pela via do Pobre de Assis, de pobreza e caridade. Desde então, as atitudes de Francisco tem mostrado a personalidade e as características do Santo Padre. Carismático e sorridente, avesso a protocolos e formalidades, firme na Doutrina da Igreja, simples, próximo aos fiéis, o Sumo Pontífice tem conquistado a juventude da Igreja.

 

Na celebração eucarística de abertura de seu pontificado no dia de São José, Papa Francisco enfatizou que o poder exige uma postura de serviço. “Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!”, pediu aos chefes de Estado e representantes de governo que participaram da celebração.

 

O Papa Francisco também tem mostrado grande afeto ao seu predecessor, Bento XVI. Logo que foi apresentado como Sumo Pontífice, pediu aos fiéis na Praça de São Pedro que rezassem pelo Papa Emérito. Cena marcante desse primeiro mês, as imagens do encontro dos dois Papas em Castel Gandolfo circularam por todo mundo. Ajoelhados lado a lado, os dois rezaram pela Igreja.  Em discurso ao Corpo Diplomático disse:

“Há ainda outra pobreza: é a pobreza espiritual dos nossos dias, que afeta gravemente também os países considerados mais ricos. É aquilo que o meu predecessor, o amado e venerado Bento XVI, chama de a ‘ditadura do relativismo’, que faz que cada um seja medida de si mesmo, colocando em perigo a convivência entre os homens… Não pode haver verdadeira paz, se cada um é a medida de si mesmo, se cada um pode reivindicar sempre e somente os próprios direitos”.

No Domingo de Ramos, o Papa Francisco se dirigiu aos jovens peregrinos da JMJ Rio2013. “Queridos amigos, na esteira do Beato João Paulo II e de Bento XVI, também eu, desde hoje, me ponho a caminho convosco. Já estamos perto da próxima etapa desta grande peregrinação da Cruz. Olho com alegria para o próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro. Vinde! Encontramo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Os jovens devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom andar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus às periferias do mundo e da existência”.

Unidos a ele, esperamos e nos dirigimos para a JMJ Rio2013!

 Fonte: Site Oficial do JMJRio2013

11 de julho de 2013 at 12:28 Deixe um comentário

Sobre o Papa Bento XVI

 

 

Maior teólogo do século XX e XXI, Joseph Ratzinger assumiu a cátedra de São Pedro em 19 de abril de 2005. Ao contrário do que muitos pensavam no início de seu pontificado por conta da sua idade, 78 anos na época, o papa Bento XVI marcou a História da Igreja com sua postura firme contra todas as pragas que a atacavam e na luta por uma reforma que conduzisse cada cristão a vivência fiel da doutrina de Cristo. Bento XVI buscou enraizar a fé da Igreja em Cristo e reafirmar as verdades fundamentais. Já no inicio de seu pontificado, surpreendeu com sua primeira encíclica “Deus caritas est” e o chamado a vivencia do amor autêntico. Aliás, as virtudes teologais receberam especial atenção do pontífice nestes quase oito anos que governou a Igreja. Caridade, Esperança e Fé.

Considerado menos carismático e mais tímido que o papa João Paulo II, Bento XVI surpreendeu mais uma vez ao conquistar a juventude católica e aproximá-la das questões da fé. Na sua última Jornada Mundial da Juventude (JMJ) como Sumo Pontífice, em Madri Espanha, o papa presenteou todos os participantes e voluntários com a versão jovem do Catecismo da Igreja Católica, o YouCat, para fundamentar a fé em Cristo.

“Se permanecerdes no amor de Cristo, radicados na fé, encontrareis, mesmo no meio de contrariedades e sofrimentos, a fonte do júbilo e a alegria. A fé não se opõe aos vossos ideais mais altos; pelo contrário, exalta-os e aperfeiçoa-os. Queridos jovens, não vos conformeis com nada menos do que a Verdade e o Amor, não vos conformeis com nada menos do que Cristo”, disse aos jovens na vigília em Quatro Ventos na JMJ em Madri.

E ainda, “firmes na fé, sereis um elo na grande cadeia dos fiéis. Não se pode crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé. A Igreja precisa de vós, e vós precisais da Igreja”, saudou os jovens de língua portuguesa na sua chegada a Madri.

Sábio, humilde, corajoso e santo. O papa Bento XVI entregou sua vida para Igreja e pela Igreja desde sua juventude. Como pontífice, não teve medo de enfrentar os escândalos de pedofilia. Foi firme e adotou medidas disciplinares para o clero da Igreja. E ainda defendeu o Concílio Vaticano II contra os chamados progressistas.

Bento XVI ampliou ainda o diálogo com as pessoas de fora da Igreja, ateus, muçulmanos e judeus ao apresentar as razões e os fundamentos da fé. E retomou o diálogo entre fé e cultura.

Antes de ser eleito papa foi, durante 23 anos, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e “braço direito” do seu predecessor, papa João Paulo II, nas questões doutrinárias. É o oitavo papa alemão. Fluente em oito línguas, recebeu sete doutorados honorários. E é considerado um excelente pianista, com preferência por obras de Beethoven (1770-1827).

Ao anunciar sua renúncia em dez de fevereiro deste ano, o papa surpreendeu mais uma vez o mundo e a Igreja e conduziu a todos a uma atitude de fé. Esta sua atitude foi unanimemente considerada como uma postura humilde e corajosa. No dia 28 de fevereiro, deixou a cátedra de Pedro para conduzir a Igreja no silêncio e na oração.

“Não abandono a Igreja, pelo contrário. Continuarei a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor”, palavras de Bento XVI pronunciadas em seu último Angelus como Pontífice.

Fonte: Site Oficial do JMJRio2013

 

11 de julho de 2013 at 12:26 Deixe um comentário

Sobre o Papa João Paulo II

 

 

Peregrino do amor e mensageiro da paz. Foi desta forma que o papa João Paulo II foi visto ao longo dos seus quase 27 anos de pontificado. Quando foi eleito Sumo Pontífice em 1978, o cardeal polonês Karol Wojtyla se viu diante de um cenário desafiador. O grande problema do mundo na época era a Guerra Fria, que dividia territórios e nações entre os blocos socialista e capitalista. A sua própria nação vivia privada de liberdade sob o domínio do socialismo. João Paulo II assumiu a missão e lutou para reanimar a fé do mundo com uma postura resistente, firme e tranquila. Iluminado pelo Espírito Santo, o Sumo Pontífice teve como sabedoria lutar contra a guerra através da reafirmação dos valores cristãos.

Sua fé profunda, seus princípios firmes, seu carisma e seu talento diplomático o fizeram aproximar nações e povos que viviam em guerra. Em 1979, visitou a Polônia por oito dias atraindo milhares de pessoas. Acolhido com o refrão “Queremos Deus!”, João Paulo II conseguiu reanimar os seus conterrâneos a permanecerem firmes em Cristo mesmo diante do cenário difícil em que viviam. De acordo com as pesquisas feitas na época, um de cada três poloneses viram o papa naqueles dias.

Em 1986, João Paulo II reuniu dezenas de líderes religiosos na Itália ampliando o diálogo ecumênico. Bispos ortodoxos, monges budistas, líderes mulçumanos e rabinos unidos rezando pela paz. E esta união conquistou naquele mesmo dia uma trégua mundial respeitada em diversas nações em guerras.

Em seu pontificado, reafirmou a fé da Igreja promulgando o Catecismo da Igreja Católica. Promoveu um intenso itinerário de vida espiritual com o Ano da Redenção, o Ano Mariano, o Ano da Eucaristia e o Jubileu do Ano 2000. Com a criação das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), o Santo Padre conseguiu aproximar o magistério da Igreja dos jovens.

“Um jovem sem alegria e sem esperança não é autêntico jovem, mas homem murcho e envelhecido antes de tempo. Por isso vos diz o Papa: Levai, comunicai e irradiai a alegria e a esperança!”, disse em seu primeiro ano de pontificado.

Atraiu milhões de fiéis em suas viagens e visitas pastorais, Audiências Gerais no Vaticano, Audiências especiais e cerimônias religiosas. Também se encontrou com numerosos representantes de governos. Foram cerca de 40 visitas oficiais, 80 encontros com Chefes de Estado e 250 encontros com Primeiros-Ministros.

Em 13 de Maio de 1981, sofreu um grave atentado enquanto saudava a multidão de fiéis na Praça de São Pedro. Com um gesto humilde e de servidão, perdoou o homem que disparou aqueles tiros.  E declarou que foi a Mãe de Deus que preservou sua vida naquele dia. Sustentado pela Virgem Maria renovou suas forças e seu zelo pastoral.

Escreveu 14 Encíclicas, 15 Exortações Apostólicas, 11 Constituições Apostólicas e 45 Cartas Apostólicas.

Esgotado pelo peso que carregou durante anos mas com uma profunda alegria, morreu no dia da Divina Misericórdia na oitava de Páscoa de 2005, em dois de abril, aos 84 anos.  Milhares de fiéis ficaram em vigília em seus últimos dias na Praça de São Pedro no Vaticano. E após o anuncio do seu falecimento atraiu ainda outros milhares que foram até o funeral para se despedir do Sumo Pontífice. Em 2011, foi proclamado beato por seu sucessor, papa Bento XVI.

“Vós sois a nossa esperança, os jovens são a nossa esperança! Não permitais que esta esperança morra. Comprometei a vossa vida com ela. Nós não somos a soma das nossas dificuldades e falências; constituímos a soma do amor do Pai por nós e da nossa capacidade concreta de nos tornarmos imagem do seu Filho”, disse aos jovens na sua última JMJ em Toronto Canadá.

 

Fonte: Site Oficial do JMJRio2013

11 de julho de 2013 at 12:25 Deixe um comentário

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