Archive for novembro, 2013

Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”

 

cartaz2014Os subsídios da Campanha da Fraternidade 2014 já estão disponíveis nas Edições CNBB. São diversos materiais como o manual, texto base, via sacra, celebrações ecumênicas, folhetos quaresmais, CD e DVD, banner, cartaz, entre outros. Com o objetivo de trabalhar os conteúdos da campanha nas escolas, foram produzidos também subsídios de formação voltados aos jovens do ensino fundamental e médio, além de encontros catequéticos para crianças e adolescentes.

O cartaz da CF 2014, que se encontra disponível para download, traz o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). Os demais produtos podem ser adquiridos no site: http://www.edicoescnbb.org.br ou pelo telefone: (61) 2193.3001.

Baixe aqui o Cartaz da CF 2014.

Entenda o significado do cartaz:

1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.

2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.

3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.

4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014)

CNBB

30 de novembro de 2013 at 21:51 Deixe um comentário

Tempo do Advento

“Ficai atentos e preparados!”

Porque o medo? Vigiar, estar atento e preparado é lema constante no Tempo do Advento. Mas isso não significa ameaça, coerção ou cobrança. Deus não é assim. Nós O vemos assim, mas sua revelação não tem nada parecido. Todos os adjetivos negativos relacionados a Deus, fomos nós que criamos. Advento é tempo de graça e não de fantasmas que nos rodeiam e apontam os erros que Jesus, com seu nascimento, veio reparar. No silêncio, próprio deste tempo, reconheçamos nossas limitações, as arestas a serem aparadas, mas sem cobranças exageradas que nos fazem perder a mística própria desse tempo de espera. Esperar para transformar.

O tempo do Advento nos ensina a ternura por causa das manifestações que lhe são próprias: a gravidez, a espera do parto, a fragilidade da criança que nasce e a Boa Nova que ela veio anunciar. O Advento, portanto, cria expectativa no cotidiano obcecado pelas horas, pelas atividades, reuniões de trabalho, no cuidado da casa, dos filhos, do marido, da esposa. É a agenda tirânica que nos prende às atividades do dia a dia, onde não vemos nada de novo. O Advento é a espera diante da rotina, do automático. É olhar para o horizonte e ver a esperança no menino que nasce e passa a habitar em nossa vida.

O Advento é um dos tempos litúrgicos em que a Igreja celebra os mistérios da vida de Jesus. Além do Advento, celebramos a Quaresma, o Tempo Comum e a Páscoa. Cada um, no momento oportuno, nos ajuda a compreender melhor a vida de Jesus, seus feitos e preocupações. E, neles, a espiritualidade vai tomando forma e nos inserindo, organizadamente, nos momentos cruciais da vida do Salvador.

Advento é tempo de silêncio. O clima orante e de expectativa espreita a nossa liturgia e nos insere na realidade que celebramos todos os dias, desde o primeiro domingo do Advento até o Natal do Senhor. Silêncio, na sociedade de hoje, é um tesouro bem escondido. Encontrá-lo exige um esforço tremendo, porque ele está escondido dentro de nós. Não o encontramos numa prateleira de supermercado como gostaríamos. A praticidade da sociedade moderna nos faz querer tudo para ontem e, de preferência, sem nenhum esforço.  Mas nem sempre é assim. Silêncio é atitude, é recolher-se na expectativa do novo e, no Advento, do novo que já conhecemos, o próprio Jesus.

Vigiar é ultrapassar a fronteira do medo e assumir a ousadia própria deste tempo: enfrentar as limitações e entender que, ao vencê-las, nascemos de novo. Estar preparado, portanto, é assumir a condição de agente transformador e atuante na própria história. É preciso provocar mudanças em nossos hábitos, mesmo que tenhamos que rasgar o nosso coração e violentar a nossa maneira antiga de ver as coisas. Nesse caso, vigilância requer um olhar mais apurado e sensível sobre a nossa realidade.

E, na liturgia do Advento, na madrugada serena, um parto quebrará um silêncio que preservamos até então, para anunciar a chegada do menino que dará nova luz aos nossos dias. Irromperá, na noite santa, o grito da alegria que ecoará no coração de todos nós. É o recomeço da história. É a possibilidade de novos ares penetrando nossas casas, Igrejas e comunidades, para a celebração festiva do Salvador, feito homem, que nos presenteou com sua vinda.

Nesta perspectiva, no primeiro domingo do advento, São Paulo, em carta aos romanos, nos exorta: “A noite vai adiantada e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da Luz”. A esperança deve ser o combustível para compreendermos os mistérios deste tempo, a diretriz para vivermos melhor, sermos melhores e testemunharmos que a espera de um tempo novo não é uma vivência passiva dos fatos.

O Tempo do Advento é o momento ideal para a semeadura correta para a colheita certa. Há um canto popular, próprio deste tempo, que diz: “Contigo o deserto é fértil, a terra se abre em flor…”. Não é à toa que devemos ser esperançosos para semear otimismo nos desertos dos nossos corações e de nossos irmãos. E são tantos que, desconhecendo a essência do Advento, nunca se abrem à grandeza e à humildade de Deus feito criança, tão frágil, exposto numa manjedoura, mas com um vigor incomum, próprio dos que nasceram para lutar.

Texto do Padre Air José de Mendonça (Revista Brasil Cristão).

 

 

 

 

30 de novembro de 2013 at 11:24 Deixe um comentário

Editorial: Novos caminhos

 

2013-11-30 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) –     Foi divulgada na última terça-feira, 26 de novembro, a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium – Alegria do Evangelho -, a primeira do Papa Francisco. Já no último domingo o documento havia sido entregue, de forma simbólica, durante a celebração de encerramento do Ano da Fé e na Solenidade de Cristo Rei a um grupo de fiéis. Não gostaria aqui de pretender fazer resumo ou coisa parecida de um documento de suma importância, mas sim de chamar a atenção para a dimensão do mesmo e da necessidade que temos de lê-lo, interpretá-lo, refleti-lo. Segui um pouco as agências de noticiais internacionais para ver como elas trataram a notícia desse documento, qual enfoque, qual frase. Conclusão: todas são unânimes em chamar a atenção sobre a dimensão do texto, da reviravolta proposta pelo Papa Francisco, da necessidade de abertura da Igreja Católica, e da crítica a uma ordem econômica mundial que muitas vezes gera violência. Francisco de modo sutil e direto chama a atenção para a construção de um mundo mais justo, de uma Igreja que esteja a serviços dos últimos, dos marginalizados, dos excluídos. Volta a recordar a teoria do “desperdício”. A Exortação do Papa Francisco não é um documento só para os cardeais, bispos, sacerdotes e religiosas, mas sim para todo o Povo de Deus; não devemos pensar que só o clero, os ordenados e consagrados devem refletir e aplicar as indicações e as propostas de Francisco. As exortações apostólicas são documentos papais, contendo recomendações. Em termos de solenidade, situam-se abaixo das encíclicas e acima das cartas apostólicas.Voltando à Evangelii Gaudium, o Papa Francisco no seu longo texto de mais de 200 páginas centraliza a sua atenção na difusão da mensagem de Cristo, e o faz de um modo diferente e acessível a todos, tocando temas que vão desde a economia global à reforma das estruturas eclesiásticas. Durante a apresentação da Exortação Apostólica no Vaticano, o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, disse que a mesma pode ser resumida como um documento escrito à luz da alegria para redescobrir a fonte da evangelização no mundo contemporâneo. O Papa Francisco “infunde coragem e provoca um olhar adiante, apesar do momento de crise, fazendo, uma vez mais, da cruz e da Ressurreição de Cristo a ‘bandeira da vitória’”. Um texto denso que recebeu também a contribuição de cardeais, arcebispos e bispos de todo o mundo que participaram no ano passado do Sínodo para os Bispos que teve como tema precisamente “A nova evangelização para a transmissão da fé”. O documento de Francisco, tem caráter universal, mas reflete, em certo modo, a sua experiência na realidade latino-americana; nessa realidade a espiritualidade se encarnada na cultura dos mais simples. Nos seus 288 parágrafos o documento está dividido em 5 capítulos: a transformação missionária da Igreja, a crise do compromisso comunitário, o anúncio do Evangelho, a dimensão social da evangelização e evangelizadores com espírito. O que mantém unido essas temáticas é o amor misericordioso de Deus, que vai ao encontro de cada pessoa. Nas tantas reflexões que o Santo Padre compartilha com quem lê a Exortação estão muitos convites para que o fiel renove o seu encontro, a sua relação com Cristo, e se deixe encontrar por Ele, buscando-O sem cessar.O texto simples e convidativo nos faz ver a real visão que o homem que “veio do fim do mundo” tem sobre as necessidades de mudanças não só da Igreja, – e isso é evidente – mas também no comportamento de todo homem, num mundo que se fecha cada vez mais no seu egoísmo e indiferentismo. Francisco sacode mais uma vez as nossas consciências, as consciências de todos os homens de boa e sem vontade. Prioridade aos pobres, na linha do pobrezinho de Assis, alertando que a pobreza gera violência; junto com isso pede a liberdade de professar a fé a quem quer que seja, recordando os cristãos no Oriente Médio. O Papa não se furta de tocar no assunto da “saudável descentralização” da Igreja, com maiores responsabilidades para os leigos; convida o clero a “romper esquemas”, a serem audazes e criativos, numa Igreja missionária, alegre aberta a todos principalmente aos jovens; denuncia a globalização da indiferença, assim como o tráfico de seres humanos; pede aos países que acolhem imigrantes “uma generosa abertura” e ajuda para as mulheres que sofrem situações de exclusão, maus-tratos e violência. Sobre o aborto, legalizado em quase todos os países da Europa, o Papa reconhece que “não se deve esperar que a Igreja mude sua postura sobre o tema, pois não é ser progressista resolver problemas eliminando uma vida humana”. Ainda o tema da relação com os muçulmanos, e com as outras confissões. “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus… Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos”. Essas são as palavras do início a Exortação Apostólica e o convite de Francisco com a sua “Evangelii gaudium” para um novo momento de fé, de esperança e de Igreja. Boa leitura, e boa reflexão. (Silvonei José)

 

30 de novembro de 2013 at 10:27 Deixe um comentário

Oração a Nossa Senhora – por Papa Francisco

 

Virgem e Mãe Maria,

 Vós que, movida pelo Espírito,

 acolhestes o Verbo da vida

 na profundidade da vossa fé humilde,

 totalmente entregue ao Eterno,

 ajudai-nos a dizer o nosso «sim»

perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,

 de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.

 

Vós, cheia da presença de Cristo,

 levastes a alegria a João o Baptista,

 fazendo-o exultar no seio de sua mãe.

 Vós, estremecendo de alegria,

 cantastes as maravilhas do Senhor.

 Vós, que permanecestes firme diante da Cruz

 com uma fé inabalável,

 e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,

 reunistes os discípulos à espera do Espírito

 para que nascesse a Igreja evangelizadora.

 

Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados

 para levar a todos o Evangelho da vida

 que vence a morte.

 Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos

 para que chegue a todos

 o dom da beleza que não se apaga.

 

Vós, Virgem da escuta e da contemplação,

 Mãe do amor, esposa das núpcias eternas

 intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo,

 para que ela nunca se feche nem se detenha

 na sua paixão por instaurar o Reino.

 

Estrela da nova evangelização,

 ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,

 do serviço, da fé ardente e generosa,

 da justiça e do amor aos pobres,

 para que a alegria do Evangelho

 chegue até aos confins da terra

 e nenhuma periferia fique privada da sua luz.

 

Mãe do Evangelho vivente,

 manancial de alegria para os pequeninos,

 rogai por nós.

 Amen. Aleluia!

 

29 de novembro de 2013 at 18:04 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

28/11/2013
Aprendamos a ser dóceis à Palavra de Deus, prontos para as surpresas do Senhor que nos fala.
26/11/2013
A Igreja é missionária. Cristo nos envia a levar a alegria do Evangelho por todo o mundo.
25/11/2013
Viver a caridade significa não procurar o próprio interesse, mas levar os pesos dos mais fracos e pobres.

29 de novembro de 2013 at 11:58 Deixe um comentário

Homilia do Papa Francisco em Santa Marta: o pensamento do cristão é livre e não uniforme

 

2013-11-29 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre celebrou Missa, na manhã desta sexta-feira, na Capela da Casa Santa Marta no Vaticano, onde reside. Partindo da Liturgia do dia, o Papa explicou qual deve ser “o modo de pensar de um cristão”. O cristão, disse, deve pensar segundo Deus e, por isso, rejeitar um pensamento frágil e uniforme. Quem segue Jesus, não pensa só com a própria cabeça, mas com o coração e o espírito, dentro de si, para poder entender a ação de Deus na história. Jesus ensina seus discípulos a compreender os sinais dos tempos, que os fariseus não conseguiam. Ele quer que entendamos o que realmente acontece no coração, na vida, no mundo, na história. Eis os sinais dos tempos! Pelo contrário, o espírito do mundo nos faz outras propostas e nos sugere seguir o caminho da uniformidade, sem pensamento e sem liberdade. E o Papa continuou: “O pensamento uniforme, o pensamento igual e frágil é um pensamento difundido… O espírito deste mundo tenta impedir o que Jesus nos pede: um pensamento livre por parte do homem, que faz parte do Povo de Deus. Eis o significado da salvação: ser povo, ser povo de Deus, viver na liberdade”. Com efeito, recordou o Pontífice, Jesus quer que pensemos livremente, para entender o que acontece em nós e ao nosso redor. Devemos saber qual é a verdade. Para que isto aconteça, não podemos agir sozinhos, mas precisamos da ajuda do Senhor. Somente assim podemos entender os sinais dos tempos, sobretudo através da inteligência, que nos foi dada como dom do Espírito Santo. Então, qual o meio que o Senhor nos propõe? E o Papa respondeu: “Sempre através do espírito de inteligência, para entender os sinais dos tempos. É belo pedir ao Senhor Jesus esta graça: que nos envie o seu espírito de inteligência, afim de que não tenhamos um pensamento frágil, um pensamento uniforme… mas um pensamento que brota da alma, do coração e que dá o verdadeiro sentido dos sinais dos tempos”. (MT)

 

29 de novembro de 2013 at 10:59 Deixe um comentário

São Saturnino de Toulouse – 29 de Novembro

 

De origem grega, são Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha. A confirmação de sua vida emergiu junto com a descoberta de importantes escritos do cristianismo produzidos entre os anos 430 e 450. Conhecidos como a “Paixão de Saturnino”, trouxeram dados enriquecedores sobre a primitiva Igreja de Cristo na Gália, futura França.

Esses documentos apontam Saturnino como primeiro bispo de Toulouse nos anos 250, sob o consulado de Décio. Era uma época em que a Igreja, naquela região, contava com poucas comunidades cristãs. Estava desorganizada desde 177, com o grande massacre dos mártires de Lyon. O número de fiéis diminuía sempre mais, enquanto nos dos templos pagãos as filas para prestar sacrifícios aos deuses parecia aumentar.

O relato continua dizendo que Saturnino, após uma peregrinação pela Terra Santa, iniciara a sua missão de evangelização no Egito, onde converteu um bom número de pagãos. Foi, então, para Roma e, fazendo uma longa viagem por vales e montanhas, atingiu a Gália.

Por onde andou, pregava com fervor, convertendo quase todos os habitantes que encontrava ao cristianismo. Consta que ele ordenou o futuro são Honesto e juntos foram para a Espanha, onde teria, também, batizado o agora são Firmino. Depois, regressou para Toulouse, mas antes consagrou o primeiro como bispo de Pamplona e o segundo para assumir a diocese de Amiens.

Saturnino fixou-se em Toulouse e logo foi consagrado como seu primeiro bispo. Embora houvesse um decreto do imperador proibindo e punindo com a morte quem participasse de missas ou mesmo de simples reuniões cristãs, Saturnino liderou os que o ignoravam. Continuou com o santo sacrifício da missa, a comunhão e a leitura do Evangelho.

Assim, ele e outros quarenta e oito cristãos acabaram descobertos reunidos e celebrando a missa num domingo. Foram presos e julgados no Capitólio de Toulouse. O juiz ordenou que o bispo Saturnino, uma autoridade da religião cristã, sacrificasse um touro em honra a Júpiter, deus pagão, para convencer os demais. Como se recusou, foi amarrado pelos pés ao pescoço do animal, que o arrastou pela escadaria do templo. Morreu com os membros esfacelados.

O seu corpo foi recolhido e sepultado por duas cristãs. No local, um século mais tarde, são Hilário construiu uma capela de madeira, que logo foi destruída. Mas as suas relíquias foram encontradas, no século VI, por um duque francês, que mandou, então, erguer a belíssima igreja dedicada a ele, chamada, em francês, de Saint Sernin du Taur, que existe até hoje com o nome de Nossa Senhora de Taur. O culto ao mártir são Saturnino, bispo de Toulouse, foi confirmado e mantido pela Igreja em 29 de novembro.

Fonte: Site das Paulinas

28 de novembro de 2013 at 8:45 Deixe um comentário

Por que se confessar com o sacerdote?

Confissão

Jesus ao instituir o sacramento da Reconciliação, na noite de Páscoa, apareceu aos Apóstolos reunidos; soprou-lhe na face e disse:

“Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados; àqueles aos quais os retiverdes, serão retidos” (Jo 20,22-23).

Ora, se Jesus assim decidiu, é porque assim é o melhor para todos nós. Ou será que alguém vai querer contestar Jesus?

Seria muito fácil, cômodo e fácil para a Igreja se Jesus tivesse mandado a gente se confessar diretamente com Deus, mas Ele não quis assim; quis que salvação fosse administrada pelos Apóstolos e a quem eles concedessem esse poder pelo sacramento da Ordem. 

Assim, o sacerdote para dar o perdão ao penitente precisa saber de sua disposição para deixar o pecado. É ordem de Jesus.

A praxe de confessar faltas ao sacerdote já estava em vigor no Antigo Testamento.  O livro do Levítico mostra vários casos em que o perdão do pecado era realizado através de confissão. Um caso de confissão pública:

“Aquele que se tornar culpado de uma destas três coisas (recusa de testemunho, contatos impuros, juramentos levianos), confessará o pecado cometido, e o sacerdote fará por ele o rito de expiação” (Lv 5,5s).

Em outros casos a confissão era feita diretamente ao sacerdote, como em Lv 5,23-25:

“Se alguém pecar recusando devolver ao próximo algo extorquido ou roubado… deverá restituir o valor ao proprietário respectivo. Depois levará ao Senhor, como sacrifício de reparação, um carneiro, sem defeito, do seu rebanho; será avaliado segundo o valor estabelecido pelo sacerdote para um sacrifício de reparação”.

Isto prevê que o sacerdote pondere a gravidade do pecado e aplique o tipo de reparação (penitência) necessária, o que supõe, logicamente, a confissão feita ao sacerdote. O mesmo pode se ver em Nm 5,5-7.

Vemos então que a Confissão com o sacerdote não é algo inventado pela Igreja.

Deus quis e quer, distribuir a graça aos homens mediante ministros e sinais sensíveis, pois somos por natureza sociais e dependentes das coisas visíveis; a via normal para a nossa santificação é a via dos sacramentos.

Santo Agostinho usava uma comparação para explicar isso: Cristo ressuscitou a Lázaro, mas quis que os discípulos o desatassem de suas faixas e o restituíssem a liberdade (cf. Jo 11, 14); assim, é o Senhor quem perdoa os pecados; para fazê-lo, porém, não dispensa o trabalho de seus ministros (In os. 101 enarr. 2,3; serm. 195, 2).

Cristo perdoa os pecados e os seus discípulos tiram as faixas que impedem a movimentação do pecador.

Executando a ordem do Senhor, a Igreja desde a geração apostólica exerceu “o poder das chaves”.

Os Bispos e os presbíteros têm, em virtude do sacramento da Ordem, o poder de perdoar todos os pecados” em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Sabemos já que o perdão dos pecados reconcilia com Deus, mas também com a IgrejaQuando o sacerdote celebra o sacramento da Penitência, realiza o ministério do Bom Pastor, que busca a ovelha perdida; do bom samaritano, que cura as feridas; do Pai, que espera o filho pródigo e o acolhe ao voltar; do justo juiz, cujo julgamento é justo e misericordioso ao mesmo tempo. Ele é o sinal e o instrumento do amor misericordioso de Deus para com cada pecador, individualmente.

A Igreja ensina que o confessor deve unir-se à intenção e à caridade de Cristo; ter respeito e delicadeza diante daquele que caiu; deve amar a verdade, ser fiel ao Magistério da Igreja e conduzir, com paciência, o penitente à cura e à plena maturidade. Deve orar e fazer penitência por ele, confiando-o à misericórdia do Senhor. (§ CIC 1466)

O sacerdote também não pode fazer uso do conhecimento da vida dos penitentes adquirido pela Confissão. Este segredo, que não admite exceções, chama-se “sigilo sacramental”.

Fonte: Site do Prof. Felipe Aquino

28 de novembro de 2013 at 8:42 Deixe um comentário

Vaticano apresenta primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco: “Evangelii gaudium”

Documento do Papa fala sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual

Jéssica Marçal Da Redação

Vaticano apresenta primeira Exortação Apóstolica de Francisco

Evangelii gaudium é primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco / Foto: Arquivo-Rádio Vaticano

Evangelii gaudium – a alegria do Evangelho. A primeira Exortação Apostólica do pontificado de Papa Francisco foi apresentada em coletiva de imprensa, nesta terça-feira, 26, no Vaticano. O documento fala sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual.

Acesse : Exortação Apostólica Evangelii Gaudium .: Baixe a exortação em seu dispositivo móvel

“Com Jesus Cristo, renasce, sem cessar, a alegria. Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos, a fim de convidá-los para uma nova etapa evangelizadora, marcada por esta alegria, e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos”, escreve o Pontífice logo no início da Exortação.

Segundo o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, presente na coletiva, a Exortação pode ser resumida como um documento escrito à luz da alegria para redescobrir a fonte da evangelização no mundo contemporâneo.

“Papa Francisco infunde coragem e provoca um olhar adiante, apesar do momento de crise, fazendo, uma vez mais, da cruz e da Ressurreição de Cristo a ‘bandeira da vitória’”, disse Dom Rino.

O arcebispo explicou ainda que, prolongando o ensinamento da Evangelii nuntiandi, do Papa Paulo VI, Francisco coloca, no centro, a pessoa de Jesus Cristo, primeiro evangelizador que, hoje, chama cada um a participar da Sua obra de salvação.

O novo documento do Papa traz, entre outros, a contribuição dos trabalhos do Sínodo realizado no Vaticano, no ano passado, com o tema “A nova evangelização para a transmissão da fé”.

A Exortação Apostólica está dividida em cinco capítulos: a transformação missionária da Igreja, na crise do compromisso comunitário, o anúncio do Evangelho, a dimensão social da evangelização e evangelizadores com espírito.

Um dos convites feitos pelo Papa, na Exortação, é para que todo cristão renove o seu encontro pessoal com Cristo ou, então, que se deixe encontrar por Ele, buscando-O sem cessar. “Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada”.

Fonte: Canção Nova

27 de novembro de 2013 at 10:05 Deixe um comentário

“Creio na ressurreição da carne”: catequese desenvolvida pelo Papa na audiência geral, na praça de São Pedro, sob um frio glacial

 

2013-11-27 Rádio Vaticana

Dezenas de milhares de pessoas se congregaram nesta quarta de manhã, na praça de São Pedro, não obstante o vento glacial que sopra sobre Roma. Eis o resumo em português da catequese desenvolvida pelo Papa Francisco em italiano, nesta audiência geral: Queridos irmãos e irmãs, Para levar a termo o ciclo de catequeses sobre o Credo, desenvolvidas durante o Ano da Fé, tratar-se-á agora o tema da ressurreição da carne. Hoje o faremos sob o prisma da morte em Cristo. Existe um modo equivocado de conceber a morte: para alguns, ela é o fim de tudo, um caminhar para o nada. Tal ideia só pode trazer medo e desilusão. Contudo, cada um de nós, ao perder uma pessoa amada, experimenta a convicção de que não pode ter acabado tudo. Trata-se de uma sede de vida que encontra na ressurreição de Cristo uma resposta real, que garante uma certeza de vida para além da morte. Por fim, justamente porque cremos que esta vida é uma peregrinação para a vida futura, é necessário estar vigilantes, preparando-nos para a morte, sobretudo, por meio da prática da misericórdia para com os mais fracos e necessitados, com quem Jesus quis se identificar de modo especial: assim nossa morte se tornará uma porta que nos introduzirá no Céu, para a nossa morada junto de Deus. Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, presentes nesta Audiência, especialmente aos grupos vindos do Brasil. Queridos amigos, buscai ser sempre solidários com aqueles que sofrem, na certeza de que compartilhar a dor e infundir esperança é premissa e condição para receber em herança o Reino dos Céus preparado para nós. Que Deus vos abençoe!

27 de novembro de 2013 at 10:01 Deixe um comentário

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