Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Santa Mônica – 27 de agosto

Tagaste, África, por volta do ano 331. Foi mãe do célebre doutor da Igreja, Santo Agostinho. Jovem, ainda, ela casou com Patrício e teve filhos, um dos quais foi Agostinho de Hipona, convertido ao cristianismo, graças às suas orações e lágrimas. Foi uma mulher de intensa oração e de virtudes comprovadas. No seu livro, “Confissões”, Santo Agostinho fala de sua mãe com grande estima e veneração:

Superou infidelidades conjugais, sem jamais hostilizar, demonstrar ressentimento contra o marido, por isso. Esperava que tua misericórdia descesse sobre ele, para que tivesse fé em Ti e se tornasse casto. Embora de coração afectuoso, ele encolerizava-se facilmente. Minha mãe havia aprendido a não o contrariar com actos ou palavras, quando o via irado. Depois que ele se refazia e acalmava, ela procurava o momento oportuno para mostrar-lhe como se tinha irritado sem reflectir … Sempre que havia discórdia entre pessoas, ela procurava, quando possível, mostrar-se conciliadora, a ponto de nada referir de uma à outra, senão o que podia levá-las a se reconciliarem … Educara os filhos, gerando-os de novo tantas vezes quantas os visse afastarem-se de Ti. Enfim, ainda antes de adormecer para sempre no Senhor, quando já vivíamos em comunidades, depois de ter recebido a graça do baptismo (…), ela cuidou de todos, como se nos tivesse gerado a todos, servindo a todos nós, como se fosse filha de cada um (Confissões, Ed. Paulinas, p. 234).
http://www.ecclesia.pt

27 de agosto de 2016 at 5:51 Deixe um comentário

Audiência Geral: Papa reza o Terço pelas vítimas do terremoto

2016-08-24 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa encontrou, nesta manhã de quarta-feira (24/8), na Praça São Pedro, os peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes do mundo, para a tradicional Audiência Geral. Ao saudar os presentes, Francisco disse:

“Havia preparado a catequese de hoje, como todas as quartas-feiras deste Ano da Misericórdia, sobre o tema da “proximidade de Jesus”. Mas, diante da notícia do terremoto, que atingiu o centro da Itália, devastando inteiras regiões e causando mortos e feridos, não posso deixar de expressar a minha grande dor e a minha proximidade a todas as pessoas presentes nos lugares atingidos pelo terremoto”.

Comoção

O Papa recordou ainda todas as pessoas, que perderam seus entes queridos e os que ainda estão abalados pelo medo e pelo terror.

O Pontífice expressou sua grande comoção ao citar as palavras do Prefeito de Amatrice – epicentro do terremoto – que disse: “Amatrice não existe mais” e ao saber que entre os mortos havia tantas crianças.

Por isso, o Santo Padre assegurou a todas as pessoas de Amatrice e circunvizinhanças e outras regiões – diocese de Rieti, de Ascoli Piceno e em todas as outras no Lácio, na Úmbria e nas Marcas – as suas preces, assegurando-lhes o carinho e o abraço de toda a Igreja. A todos, neste momento, a Igreja se une com seu amor materno. O Papa enviou ainda a todos os que sofrem pelo terremoto o seu abraço e o dos presentes na Praça São Pedro.

Por fim, Francisco agradeceu a todos os voluntários e os agentes da Defesa Civil, que estão socorrendo as populações atingidas:

“Peço-lhes que se unam a mim, na oração, para que o Senhor Jesus, que sempre se comoveu diante da dor humana, console estes corações entristecidos e lhes dê a paz, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria”.

Ao pedir aos presentes, para que “se comover como Jesus”, adiou a sua catequese da Audiência geral desta quarta-feira para a próxima semana.

Depois, Francisco convidou os fiéis a rezar com ele parte da Santo Rosário – os mistérios dolorosos – pelos irmãos e irmãs atingidos pelo terremoto.

No final da Audiência Geral, o Santo Padre passou a cumprimentar os presentes na Praça São Pedro em diversas línguas. Eis o que disse em português:

“Saúdo os peregrinos de língua portuguesa do Brasil e de Portugal. Jesus os convida a levar aos outros a alegria do Evangelho, que nos ensina que ‘homens e mulheres partilham da mesma dignidade’, porque todos somos a mesma coisa em Cristo. Que Deus os abençoe”.

A seguir, falando em italiano, o Papa recordou que, nestas últimas semanas, os Observadores internacionais expressaram preocupação pela degeneração da situação na Ucrânia oriental, pela qual fez um premente apelo:

“Hoje, enquanto aquela querida nação celebra a sua festa nacional, que coincide com o 25° aniversário da Independência, asseguro as minhas orações

Por fim o Papa concedeu a todos a sua Bênção Apostólica. (MT)

24 de agosto de 2016 at 12:25 Deixe um comentário

Seguir a Cristo, servo no último lugar – reflexão do Beato Charles de Foucauld

 

[Diz Cristo:] Vede o meu cuidado para com os homens e observai como deve ser o vosso. Vede a minha humildade perante o bem dos homens e aprendei a baixar-vos para fazerdes o bem…, a tornar-vos pequenos para conquistar os outros, a não recear descer, perder os vossos direitos quando se trata de fazer o bem, a não acreditar que, descendo, se perde a capacidade de fazer o bem. Pelo contrário, quando desceis, imitais-me; ao descer, empregais, por amor dos homens, o meio que eu mesmo empreguei; ao descer, caminhais pelo meu caminho e, por conseguinte, na verdade; e ocupais o melhor lugar para terdes a vida e para a dardes aos outros… Eu ponho-me ao nível das criaturas pela minha encarnação, ao nível dos pecadores… pelo meu batismo: descida, humildade… Descei sempre, humilhai-vos sempre.

Que os que são os primeiros se mantenham sempre no último lugar, por humildade e por disposição de espírito, num sentimento de descida e de serviço. Amor dos homens, humildade, último lugar: sempre no último lugar enquanto a vontade divina não vos chamar a ocupar algum outro porque, então, é preciso obedecer. A obediência antes de tudo, a conformidade à vontade de Deus. Quando estiverdes no primeiro lugar, mantende-vos no último em espírito, pela humildade; ocupai-o em espírito de serviço, dizendo a vós mesmos que só estais aí para servir os outros e conduzi-los à salvação

24 de agosto de 2016 at 5:55 Deixe um comentário

Vocacionados à vida consagrada

Durante o mês de agosto, a Igreja Católica, aqui no Brasil, passa em resenha os diversos tipo de vocação. Cada domingo é dedicado a um estado de vida: clerical, consagrada, leiga. No domingo passado, coincidindo com a comemoração da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, lembramos os consagrados e consagradas.
É bom concentrarmo-nos um pouco sobre esta vocação, tão incompreendida pelo mundo moderno e, no entanto, fonte de tantas riquezas para a Igreja! O Corpo Místico de Cristo ficaria, certamente, empobrecido, se não fosse ornado pela beleza das vidas consagradas, com a diversidade de suas obras de caridade, educacionais e missionárias.
A pessoa consagrada tem uma vocação específica, que não é escolha própria, mas resposta a um chamado. A partir da graça essencial do Batismo, pela qual todos somos consagrados a Deus, Este escolhe aqueles que Ele vai conduzir por um caminho especial. Torna-os seus amigos mais íntimos, de tal sorte que a vida consagrada tem a missão de projetar sobre o mundo os segredos e a riqueza da própria Vida Trinitária. Assim nos fala o grande documento Vita Consecrata, do Papa João Paulo II, que é resultado do Sínodo de 1994, do qual tive a alegria de participar, e que pontualiza, de modo único, o tema da Vida Consagrada.
Os consagrados e consagradas têm que, em primeiro lugar, manifestar a paternidade e, porque não dizer, a maternidade de Deus. Deus é Pai com jeito de Mãe, como sabemos e experimentamos. Todas as obras sociais refletem a paternidade, principalmente, no acolhimento aos sem teto e sem família. E o jeito de mãe se demonstra no cuidado direto e afetuoso com os mais carentes e abandonados.
O religioso e a religiosa são, também, o reflexo da face multíplice de Cristo para os irmãos, nas missões onde seu Nome é desconhecido e desconsiderado. Isto porque imitam Cristo tanto, ou muito mais de perto, do que outros: o Cristo médico, nos hospitais; o Cristo Servo, nas obras promocionais e assistenciais; o Cristo revelador e missionário do Pai, nos lugares mais distantes e inóspitos; o Cristo Mestre, formador da juventude segundo a Verdade; o Cristo orante, no culto litúrgico e na intimidade contemplativa com o Pai, no Espírito Santo.
Porém, o mais importante é transparecer a figura do Cristo Salvador, Redentor. Derramando seu sangue, Ele perdoou todos os nossos pecados. Aí estão os religiosos sacerdotes, de cujas mãos escoa o sangue de Cristo, que nos purifica, nos salva e nos une como membros da mesma e única Igreja do Senhor, seu Corpo Místico.
Os religiosos e religiosas devem se deixar guiar pelo Espírito Santo: Mestre, Advogado, Aquele que nos ensina toda a Verdade, com íntima inspiração, completando o que Cristo nos transmitiu. Só podemos viver segundo o Evangelho, sob essa Luz Divina, que invocamos freqüentemente: “Vinde Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis, e acendei neles o fogo do vosso amor.” Observem que dizemos “Vinde”, sinal de que precisamos dessa Presença, para preencher o que está vazio (“Enchei”) e atear fogo ao que está apagado (“Acendei”). Rezemos esta oração com consciência, pois temos a função de levar esse fogo e ardor do Espírito Santo a todos os que se relacionam conosco, especialmente, na pastoral.
O Espírito Santo é que nos suscita tamanha riqueza de vocações, que se integram, aperfeiçoam e complementam, mutuamente. Como nos ensina a Lumen Gentium, Constituição sobre a Igreja: “A vida religiosa manifesta, de maneira toda especial, as supremas exigências do Reino de Deus, que está acima de todas as coisas terrestres. Demonstra, enfim, a todos os homens, a força superior do Reino de Cristo e o poder infinito do Espírito Santo, que atua admiravelmente na Igreja” (n°44).
Na imitação do ser e do agir de Cristo, os consagrados professam os chamados “conselhos evangélicos”. “Os Conselhos evangélicos de castidade consagrada a Deus, pobreza e obediência são um dom divino, que a Igreja recebeu do Senhor e que conserva sempre por graça dele. Seu fundamento são as palavras e o exemplo do próprio Cristo Senhor, assim como a recomendação dos apóstolos, padres e doutores da Igreja. O estado de vida que consiste na profissão dos conselhos evangélicos faz parte da vida e da santidade da Igreja” (cf. LG nº44).
Assim, a castidade é doação integral, irrestrita, incondicional de nosso amor a Deus e aos irmãos e irmãs. Renunciamos à nossa própria família, conforme a promessa do Senhor: “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho, que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições – e no século vindouro a vida eterna” (Mc 10,29-30).
Em oposição ao mundo ganancioso e competitivo, o voto de pobreza propõe o desapego, que nos coloca em total disponibilidade, a serviço do Reino. Aprendemos o uso correto dos recursos necessários à missão, sem jamais nos escravizarmos a eles.
Finalmente, o voto do bem comum, que é o voto de obediência: servir à Igreja e ao povo de Deus, buscando o bem comum, e não a própria realização ou, até, projeção social. Colocar a própria vontade em submissão à vontade divina, expressa na autoridade dos superiores da própria Comunidade.
Rezemos sempre pelos consagrados e consagradas. Temos multidões de irmãos e irmãs que nos antecederam na caminhada, e que são nossos gloriosos intercessores, além de exemplos seguros no seguimento de Cristo. Em nosso tempo, pensemos na querida Teresa de Calcutá e na nossa Irmã Dulce, e em tantos outros que conhecemos. Antecipando, aqui na terra, o encontro definitivo com Deus, entregaram suas vidas, e seu amor total, para que Ele seja amado sobre todas as coisas e em todas as pessoas.

reflexão do Cardeal D. Eusébio Oscar Scheid-Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro

23 de agosto de 2016 at 5:07 Deixe um comentário

Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum – Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos – São Lucas 14, 1. 7-14 – Dia 28 de agosto

 

1.Jesus entrou num sábado em casa de um fariseu notável, para uma refeição; eles o observavam.

7.Observando também como os convivas escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes a seguinte parábola:

8.Quando fores convidado às bodas, não te sentes no primeiro lugar, pois pode ser que seja convidada outra pessoa de mais consideração do que tu,

9.e vindo o que te convidou, te diga: Cede o lugar a este. Terias então a confusão de dever ocupar o último lugar.

10.Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, passa mais para cima. Então serás honrado na presença de todos os convivas.

11.Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado.

12.Dizia igualmente ao que o tinha convidado: Quando deres alguma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem os parentes, nem os vizinhos ricos. Porque, por sua vez, eles te convidarão e assim te retribuirão.

13.Mas, quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos.

14.Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.

 

“Somos reunidos pelo Senhor para tomar lugar na ceia eucarística e participar de sua intimidade, ouvindo sua Palavra e recebendo-o na comunhão. Ele nos convida ao banquete do reino,  onde não há privilégios, mas privilegiados.: os pobres e necessitados. Celebremos em comunhão com os servidores da comunidade, especialmente com os catequistas neste seu dia”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI resumiu assim o Evangelho desse domingo: “No Evangelho deste domingo (Lc 14, 1.7-14), encontramos Jesus hóspede na casa de um chefe dos fariseus. Observando que os convidados escolhiam os primeiros lugares à mesa, Ele contou uma parábola, ambientada num banquete nupcial. «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não ocupes o primeiro lugar, não tenha sido convidado alguém mais digno do que tu, e venha o que vos convidou, a ti e ao outro, e te diga: «Cede a este o teu lugar»… Quando fores convidado, vai-te sentar no último lugar» (Lc 14, 8-10). (29\08\10)

 

Jesus entrou num sábado em casa de um fariseu notável, para uma refeição; eles o observavam…Observando também como os convivas escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes a seguinte parábola: Quando fores convidado às bodas, não te sentes no primeiro lugar, pois pode ser que seja convidada outra pessoa de mais consideração do que tu, e vindo o que te convidou, te diga: Cede o lugar a este. Terias então a confusão de dever ocupar o último lugar. Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, passa mais para cima. Então serás honrado na presença de todos os convivas. Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado. 

Dom Alberto Taveira Corrêa explicou: “O que vai além das normas de etiqueta é o coração daquele que se faz discípulo de Cristo. Sua meta é amar e servir, mais do que competir por posições no concerto da sociedade. Olha ao seu redor, reconhece o valor dos outros, toma a iniciativa do amor, sempre disposto a cumprimentar primeiro, vencer o fechamento, ouvir e servir. Não se trata de humilhação, mas de humildade, na qual se estabelece, no correr do tempo, uma sadia competição, na qual todos têm como objetivo comum o serviço mútuo”.

“A Palavra do Senhor ajuda a ver as coisas na ótica justa, que é a da eternidade. No Evangelho deste Domingo, Cristo afirma: “todo aquele que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado”. (Lc 14, 11). Ele mesmo, o Filho de Deus feito homem, percorreu com coerência o caminho da humildade, passando a maior parte da sua existência terrena na vida obscura de Nazaré, com a Virgem Maria e São José, empenhado no trabalho de carpinteiro”. (São João Paulo II)

“Ao humilde, Deus defende e liberta; ao humilde, Deus acarinha e consola; é para o humilde que Deus Se inclina. Ao que é humilde, Deus concede uma graça abundante e, após a sua humilhação, fá-lo subir à glória. Ao que é humilde, Deus revela os seus segredos, atrai-o e convida-o docemente a ir até Ele”. (livro Imitação de Cristo)

Dizia igualmente ao que o tinha convidado: Quando deres alguma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem os parentes, nem os vizinhos ricos. Porque, por sua vez, eles te convidarão e assim te retribuirão. Mas, quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.

O Papa Emérito Bento XVI disse também: “No final da parábola Jesus sugere ao chefe dos fariseus que convide à sua mesa não os amigos, os parentes ou os vizinhos ricos, mas as pessoas mais pobres e marginalizadas, que não têm modo de retribuir (cf. Lc 14, 13-14), para que o dom seja gratuito. De facto, a verdadeira recompensa, no final, dá-la-á Deus «quem governa o mundo… Nós prestamos-lhe apenas o nosso serviço por quanto podemos e até onde nos dá a força”.

Dom Murilo S.R. Krieger  disse que “a lógica de Jesus Cristo é a do serviço. Os dons (talentos), as riquezas e o poder devem ser colocados a serviço dos outros. Ele nos ensina que o problema não é ter, mas apegar-se (claro: quanto mais se tem, maior é a facilidade do apego!). Não é errado ter poder; errado é usá-lo em benefício próprio; não é um mal ter inteligência e boa formação: grave é quando tais capacidades são usadas para dominar os outros, de forma rápida e eficaz”.

“Honrar Nosso Senhor é ir de encontro aos Seus sentimentos, guardá-los, fazer o que Ele fez e levar a cabo o que mandou. Ora, os Seus maiores sentimentos foram pelos pobres: tratar deles, curá-los, consolá-los, socorrê-los e protegê-los, em tudo isso pôs o Senhor o Seu enlevo. Ele próprio quis nascer pobre, acolheu os pobres na Sua companhia, serviu-os e pôs-Se no lugar deles, ao ponto de dizer que o bem e o mal que lhes fizermos é a Ele que o fazemos (Mt 25,40)”. (São Vicente de Paulo)

 

Conclusão:

Com as palavras do Padre Heitor de Menezes: “Vejamos alguns valores que acompanham o desafio do Reino de Deus: a humildade, a gratuidade, o amor. Com a ilustração do Banquete do Reino, Jesus recomenda a humildade; ao mesmo tempo, denuncia a atitude dos que conduzem suas vidas numa lógica de ambição, de luta pelo poder e pelo reconhecimento, de superioridade em relação aos outros”.

 

Oração:

Senhor Jesus, faz com que sejamos mansos e humildes como Tu mesmo és “manso e humilde de Coração”. Obrigada, Senhor, por nos ensinar através do Evangelho, como agir com sabedoria e humildade. Tu és, Jesus,  o nosso Mestre e Senhor!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

22 de agosto de 2016 at 5:03 Deixe um comentário

«Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador»-oração de Santo André de Creta

Deus, na Tua compaixão

derrama sobre mim o olhar do Teu amor

E recebe a minha ardente confissão.

Pequei mais do que todos os homens,

pequei só contra Ti, Senhor;

faz-me participar da Tua misericórdia,

meu Salvador, porque me criaste. […]

Meu Redentor, manchei a Tua imagem e semelhança (Gn 1, 26), […]

desfiz em farrapos o vestuário de perfeição

que o próprio Criador fabricou para mim e estou nu;

em seu lugar quis usar uma farpela rasgada,

obra da serpente que me seduziu (Gn 3, 1-5). […]

Fiquei fascinado com a beleza

da árvore que traiu a minha inteligência:

agora estou nu e coberto de vergonha. […]

O pecado me revestiu de túnicas de pele (Gn 3, 21),

agora que fui despojado

das vestes tecidas pelo próprio Deus. […]

E, como a pecadora, grito:

pequei contra Ti, só contra Ti.

Ó Salvador, acolhe as minhas lágrimas,

como aceitaste o perfume da pecadora (Lc 7, 36 ss.)

E, como o publicano, grito:

tem piedade de mim, ó Salvador.

Perdoa-me, porque de toda a descendência de Adão

ninguém pecou como eu. […]

Prostrado como David (2 Sm 12),

estou coberto de lama;

Mas assim como ele se lavou nas próprias lágrimas,

lava-me Tu também, Senhor!

Ouve os gemidos da minha alma

e os suspiros do meu coração;

acolhe as minhas lágrimas

e salva-me, meu Redentor.

Porque Tu amas os homens

e queres que todos se salvem.

Faz-me voltar à Tua bondade

e nela me recebe,

porque estou arrependido.

21 de agosto de 2016 at 5:02 1 comentário

A Vocação para a vida em família

A FAMÍLIA NO PLANO DE DEUS

35. O discernimento da vocação da família, na multiplicidade das situações que pudemos encontrar na primeira parte, tem necessidade de uma orientação segura para o caminho e para o acompanhamento. Esta bússola é a Palavra de Deus na história, que culmina em Jesus Cristo «Caminho, Verdade e Vida» para cada homem e mulher que constituem uma família. Por conseguinte, pomo-nos à escuta daquilo que a Igreja ensina sobre a família, à luz da Sagrada Escritura e da Tradição. Estamos convictos de que esta Palavra corresponde às mais profundas expectativas humanas de amor, verdade e misericórdia, despertando potencialidades de dom e de acolhimento inclusive nos corações feridos e humilhados. Nesta luz, nós acreditamos que o Evangelho da família começa com a criação do homem à imagem de Deus, que é amor e chama o homem e a mulher ao amor, segundo a sua semelhança (cf. Gn 1, 26-27). A vocação do casal e da família à comunhão de amor e de vida perdura em todas as etapas do desígnio de Deus, não obstante os limites e os pecados dos homens. Esta vocação está fundamentada desde o princípio em Cristo redentor (cf. Ef 1, 3-7). Ele restaura e aperfeiçoa a aliança matrimonial das origens (cf. Mc 10, 6) e cura o coração humano (cf. Jo 4, 10), conferindo-lhe a capacidade de amar como Ele ama a Igreja, oferecendo-se por ela (cf. Ef 5, 32).

36. Esta vocação recebe a sua forma eclesial e missionária do vínculo sacramental, que consagra o relacionamento conjugal indissolúvel entre os esposos. O intercâmbio do consenso, que a institui, significa para os esposos o compromisso de doação e acolhimento recíprocos, totais e definitivos, «numa só carne» (Gn 2, 24). A graça do Espírito Santo faz da união dos esposos um sinal vivo do vínculo de Cristo com a Igreja. Assim a sua união torna-se, durante a vida inteira, uma nascente de graças múltiplas: de fecundidade e de testemunho, de cura e de perdão. O matrimônio realiza-se na comunidade de vida e de amor, e a família faz-se evangelizadora. Tornando-se seus discípulos, os esposos são acompanhados por Jesus no caminho de Emaús, reconhecem-no ao partir o pão e voltam para Jerusalém à luz da sua ressurreição (cf. Lc 24, 13-43). A Igreja anuncia à família o seu vínculo com Jesus, em virtude da encarnação pela qual Ele faz parte da Sagrada Família de Nazaré. A fé reconhece no vínculo indissolúvel dos esposos um reflexo do amor da Trindade divina, que se revela na unidade de verdade e misericórdia proclamada por Jesus. O Sínodo torna-se intérprete do testemunho da Igreja, que dirige ao povo de Deus uma palavra sobre a verdade da família segundo o Evangelho. Nenhuma distância impede que a família seja alcançada por esta misericórdia e sustentada por esta verdade.

Texto do  Relatório final do Sínodo dos Bispos (24\10\15)

17 de agosto de 2016 at 5:14 Deixe um comentário

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