Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

«E nem um deles [pássaros] cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai. Não temais!» – do biógrafo de São Francisco de Assis e Santa Clara (Tomás de Celano)

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Ao chegar perto dum grande bando de pássaros, o beato Francisco constatou que estes o esperavam; saudou-os como habitualmente, maravilhou-se ao ver que não levantavam voo como seria normal e disse-lhes que deviam escutar a Palavra de Deus, pedindo-lhes humildemente que prestassem atenção.
Disse-lhes, entre outras coisas: «Meus irmãos pássaros, é bom que louveis o vosso Criador e O ameis sempre: Ele deu-vos as penas para vos vestirdes, as asas para voardes e tudo aquilo de que precisais para viver. De todas as criaturas de Deus, sois vós as mais agraciadas. Deu-vos como domínio os ares e a sua limpidez. Não precisais de semear nem de colher; Ele dá-vos alimento e abrigo sem que tenhais de vos inquietar» (Mt 6,26). Ao ouvirem estas palavras, que também se referiam ao próprio santo e aos seus companheiros, os pássaros exprimiram à sua maneira uma alegria admirável: alongaram o pescoço, abriram as asas e o bico e olharam-no atentamente. Ele ia e vinha entre eles, roçando-lhes com a túnica na cabeça e no corpo. Finalmente, abençoou-os, traçando sobre eles o sinal da cruz, e permitiu-lhes levantar voo. Depois retomou o caminho com os seus companheiros e, exultando de alegria, dava graças a Deus que assim era reconhecido e venerado por todas as suas criaturas.
Francisco não era um pobre de espírito; mas tinha a graça da simplicidade e assim recriminava-se pela sua negligência por ainda não ter pregado aos pássaros, uma vez que esses animais escutavam com tanto respeito a Palavra de Deus. E a partir desse dia não deixava de exortar todas as aves, todos os animais, os répteis e mesmo as criaturas inanimadas a amar e a louvar o Criador.

Fonte: Evangelho Quotidiano

21 de junho de 2017 at 5:01 Deixe um comentário

Décimo Segundo Domingo do Tempo Comum – Não tenhais medo! – São Mateus 10, 26-33 – Dia 25 de junho de 2017

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“26.Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber. 27.O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados. 28.Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena. 29.Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai. 30.Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. 31.Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós. 32.Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. 33.Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus.”

Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber.

“Porque temos ao nosso lado o Senhor, que nos atende em seu imenso amor, não há motivo para temer. Somos convidados a depositar toda nossa confiança em Deus diante das provações. A Eucaristia é força e auxílio para a superação dos medos e pecados que rondam nossa vida e nos afastam do compromisso com Jesus e com seu reino”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse que “Jesus alerta contra eles (os fariseus) e, retomando a palavra, diz a todos: «Não tenhais medo, não temais: guardai-vos só do fermento desta gente, porque o que está escondido virá à luz. Não há nada de oculto que não venha a descobrir-se, nada de escondido que não venha a ser conhecido. Pois o que dissestes às escuras será dito à luz; e o que falastes ao ouvido, nos quartos, será publicado em cima dos telhados». Como se dissesse: não serve esconder-se, pois no fim «tudo será claro».

Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena.

“A perseguição contra os Apóstolos  é inevitável. Por isso, Jesus, por três vezes encoraja-os: “Não tenham medo!” Em vez de se esconderem sob a couraça do medo, os Apóstolos têm a tarefa de proclamar o que Deus revela por meio de Jesus. Que o digam “à luz do dia” e o proclamem “sobre os telhados”. Não há limites para o Evangelho. A perseguição existe e o martírio é possível, mas os discípulos de Jesus não precisam temer os que matam o corpo. Os inimigos não podem matar a alma, isto é, a personalidade, a essência da vida. Somente Deus tem poder sobre a pessoa toda (corpo e alma),  aqui e além da morte, para determinar o destino humano.(Comentário: “Dia a Dia” da Ed. Paulus)

“Devemos semear constantemente o conhecimento de Deus e revelar com a luz da pregação o segredo profundo da doutrina do Evangelho, sem medo daqueles que só têm poder sobre os corpos, mas que nada podem sobre o espírito; por isso disse: ‘Não temais aqueles que matam o corpo e a alma não podem matar”. (Santo Hilário)

Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. 

“A solicitude desse Pai (do Pai do Céu) chega até os extremos. Para ilustrá-la, recorre a uma comparação muito eloquente: se o Pai cuida dos pássaros mais pequeninos e insignificantes e são contados até os cabelos dos discípulos com que nem eles mesmos se preocupam, como não vai se preocupar com os seus filhos queridos?”  (Comentário no site da Rede Século 21)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Deus vive; criou cada um de nós e, por conseguinte, conhece a todos. É tão grande que tem tempo para as nossas coisas mais insignificantes: «Até os cabelos da vossa cabeça estão contados». Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros”.

Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus.Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus.

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A luz não fica sozinha. Ao seu redor, acendem-se outras luzes. Sob os seus raios, delineiam-se de tal modo os contornos do ambiente que nos podemos orientar. Não vivemos sozinhos no mundo. Precisamente nas coisas importantes da vida, temos necessidade de outras pessoas. Assim, de modo particular na fé, não estamos sozinhos, somos anéis da grande corrente dos crentes. Ninguém chega a crer, senão for sustentado pela fé dos outros; mas, por outro lado, com a minha fé contribuo para confirmar os outros na sua fé”.

“Os versículos finais nos oferecem uma imagem cordial de Deus, Ele é o Pai amoroso e providente que sabe valorizar a fidelidade e cada atitude dos discípulos de Jesus”. (Comentário: “Dia a Dia” da Ed. Paulus)

 

Conclusão:

O Padre Heitor de Menezes disse assim: “Diversas vezes Jesus fala de sua origem divina, mas não tão claramente como no Evangelho de hoje. Reconfortados com as suas palavras, os Apóstolos reconhecem no Mestre sua ciência divina. O caminho a ser percorrido pelos discípulos é longo e exigente. Por isso, o Mestre os alerta  e conforta, preparando-os para o momento de sua Paixão. Movido de compaixão, Ele lhes transmite a certeza da vitória final. A fé é saber-se amado por Deus”. (Rede Século 21)

Oração de libertação do medo:

“Senhor Deus, em nome de Jesus, peço que entre em meu coração e no coração desta pessoa por quem rezo. Que Tua mão poderosa Jesus, toque todas as experiências de vida que precisam ser curadas, transformadas na minha vida e na vida desta pessoa. Senhor que eu possa sentir Tua presença tão forte e de forma tão verdadeira e autêntica na minha vida, que seja tirada de mim a insegurança, o medo e as perturbações psíquicas e emocionais. Senhor eu creio no Teu poder transformador e peço Senhor, em nome do Teu filho Jesus, liberta-me destes medos. Senhor que libertastes os vossos filhos de temores e angústias olhai com bondade as minhas fraquezas. Eu creio Senhor que sois o Pai e como filho peço: liberta-me dos temores do medo e das angústias que muitas vezes me assaltam. Sei que não devo ter medo pois sei que estás comigo. Pai, por Teu Filho Jesus, me defenda, me proteja e me ame. Pai tirai do meu coração todo o medo, pois eu creio Senhor, que com Tua presença eu serei suficientemente forte para enfrentar estes medos e para superá-los e assim então Te louvarei e exaltarei o Teu nome. Liberta-me Senhor, transforma-me Senhor, encoraja-me Senhor. Tua presença me basta Pai. Isso eu vos peço em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho na Unidade do Espírito Santo. Amém.” (Site do Padre Reginaldo Manzotti)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

19 de junho de 2017 at 5:55 Deixe um comentário

«A messe é grande. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores» – comentário de São João Crisóstomo

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Quando o agricultor sai de casa para ir fazer a colheita, transborda de alegria e resplandece de felicidade. Não pensa nas dores nem nas dificuldades que poderá encontrar; tendo em vista o retorno que vai ter, corre, apressa-se para ir fazer a sua colheita anual. Nada o pode reter, nem impedir, nem fazer duvidar do futuro: nem a chuva, nem a geada, nem a seca, nem legiões de gafanhotos malignos. Os que se aprestam para as colheitas não conhecem essas inquietações e deitam-se ao trabalho dançando e saltando de alegria.
Vós deveis ser como eles e ir pela terra inteira com uma alegria ainda maior, motivados pela colheita. Pois a colheita que tendes a fazer é muito fácil e espera-vos em campos bem preparados. O único esforço que vos é pedido é o de falar: emprestai-me a vossa língua, diz Cristo, e vereis o grão maduro entrar nos celeiros do rei.
Por isso, Ele envia os seus discípulos dizendo: «Sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). Era Ele quem tornava fáceis as coisas difíceis. Os apóstolos realizavam de maneira visível a palavra do profeta: «Irei diante de ti para te aplanar os caminhos pedregosos» (Is 45,2). Cristo caminhava à sua frente e tornava-lhes fácil o caminho.

Fonte: Evangelho Quotidiano

16 de junho de 2017 at 5:20 Deixe um comentário

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

A Igreja coloca a festa da Eucaristia na semana seguinte ao domingo da Trindade. Tem tudo a ver. A coerência da liturgia corresponde à coerência da fé.
Se Deus é amor, se Ele assim se revelou no seu mistério da Trindade, que é a comunhão divina no seu amor, este amor foi manifestado para nós pela maneira como Cristo nos amou. E diz o Evangelho que ele nos amou até o fim! Deu por inteiro a sua vida por amor.
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”, disse Jesus. Disse e fez. Deu por inteiro sua vida. E tornou perene este seu gesto de amor, colocando-o como sua memória para ser celebrada para sempre.
Isto é a Eucaristia. Ela recolhe o amor de Cristo, que continua dando a sua vida por nós e para nós. Também nisto se mostra a coerência do mistério de Deus. Deus é amor. Tendo assumido um corpo humano, o Filho de Deus fez do seu corpo uma expressão de amor. E, para mostrar que queria partilhar conosco o seu amor, fez do seu corpo alimento para nossas vidas, à semelhança de pão para comer e de vinho para beber. Sob estas aparências, a fé diz-nos que é o próprio Cristo que continua dando o seu corpo e o seu sangue por amor a nós, como garantia de salvação para todos.
A coerência de amor divino convida-nos à coerência de nossa fé. No pão consagrado e no cálice abençoado reconhecemos a presença viva do próprio Senhor, que nos envolve em seu amor e nos fortalece em sua comunhão.
A Eucaristia é o grande sinal do amor de Deus, que Cristo nos testemunhou e nos comunica por seu Santíssimo Sacramento.

Fonte: Evangelho Quotidiano

15 de junho de 2017 at 5:49 Deixe um comentário

Trindade e Eucaristia: mistério de comunhão que Deus partilha conosco

Cristo Eucaristia

Celebrado o domingo da Santíssima Trindade, na primeira quinta-feira que tem pela frente, a Igreja celebra o dia de Corpus Christi.

A própria sequência do ano litúrgico nos ajuda a perceber a riqueza e a harmonia dos mistérios revelados. Particularmente nesta época do ano, a Igreja vai fazendo sucessivas sínteses práticas da própria fé.

Com o Pentecostes, reconhece a plenitude da revelação divina, que conclui a manifestação do seu mistério com o envio do seu Espírito.

Com o domingo da Trindade, a Igreja acolhe esta plenitude na profissão do mistério de comunhão existente em Deus. E logo em seguida, com a festa da Eucaristia, a Igreja reconhece este mesmo mistério de Deus que se faz presente na dinâmica de sua doação que continua através dos sacramentos de Cristo.

Assim, fica ressaltada, de um lado, a continuidade do mesmo mistério de Deus, que se revela progressivamente. Por outro lado, se manifesta a riqueza deste mistério, que se comunica a nós na medida em que se revela, para que dele participemos.

A revelação da Trindade nos permite intuir a profunda comunhão que existe em Deus, manifestada na unidade perfeita do Pai, do Filho e do Espírito Santo, unidade que o próprio Cristo testemunhou com tanta frequência no seu Evangelho.

Pois bem, um dos melhores caminhos de acesso para contemplarmos o mistério da Eucaristia é perceber a harmonia que existe entre o mistério íntimo da comunhão divina com o mistério da comunhão que a eucaristia realiza e faz acontecer. A comunhão existente em Deus, Cristo a comunica com a comunhão que ele estabelece, oferecendo-se ao Pai como hóstia e dando-se aos irmãos como pão enviado pelo Pai, que nos comunica sua própria vida.

Trindade e Eucaristia, o mesmo mistério de comunhão, que Deus partilha conosco.

Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales

14 de junho de 2017 at 5:53 Deixe um comentário

Décimo Primeiro Domingo do Tempo Comum – A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos – São Mateus 9, 36-38.10,1-8 – Dia 18 de junho de 2017

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São Mateus 9, 36-38

36 Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.“37.Disse, então, aos seus discípulos: A messe é grande, mas os operários são poucos. 38.Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe.”


São Mateus 10, 1-8
“1.Jesus reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos e de curar todo mal e toda enfermidade. 2.Eis os nomes dos doze apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. 3.Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. 4.Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor. 5.Estes são os Doze que Jesus enviou em missão, após lhes ter dado as seguintes instruções: Não ireis ao meio dos gentios nem entrareis em Samaria; 6.ide antes às ovelhas que se perderam da casa de Israel. 7.Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo. 8.Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai!”

 

“Jesus nos convida a segui-lo e nos envia para anunciar a chegada do seu reino. A messe é grande, mas poucos são os operários. Como povo disposto a encontrar o Senhor e guardar a aliança feita com Ele, celebremos nosso compromisso com o projeto de Jesus, que deseja uma sociedade reconciliada e saudável, purificada dos males que degradam a vida humana”. (Liturgia Diária)

Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.Disse, então, aos seus discípulos: A messe é grande, mas os operários são poucos.Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe.”

O Papa Francisco disse que ” o amor de Deus pelo homem, é a misericórdia, ou seja, a atitude de Deus em contato com a miséria humana, com a nossa indigência, o nosso sofrimento, a nossa angústia. O termo bíblico <<compaixão>> evoca as vísceras maternas: de fato, a mãe tem uma reação totalmente sua diante da dor dos filhos. Deus nos ama desse modo, diz a Escritura. E qual é o fruto deste amor, desta misericórdia? É a vida!” (Angelus, 9 de junho de 2013).

São Gregório Magno comenta: “A messe é muita, mas os operários poucos… Ao escutarmos isto, não podemos deixar de sentir uma grande tristeza, porque é preciso reconhecer que há pessoas que desejam escutar coisas boas; falta, no entanto, quem se dedique a anunciá-las”

O Papa Emérito Bento XVI disse que “é nisto que consiste o trabalho para a messe, no campo de Deus, no campo da história humana: levar aos homens a luz da verdade, libertá-los da pobreza de verdade, que é a verdadeira tristeza e a verdadeira pobreza do homem. Levar-lhes o feliz anúncio que não é apenas uma palavra, mas um acontecimento: Deus, Ele mesmo, veio entre nós. Ele toma-nos pela mão, eleva-nos rumo a Si próprio, e assim o coração ferido é curado. Demos graças ao Senhor, porque Ele envia trabalhadores para a messe da história do mundo. Demos-lhe graças, porque Ele vos envia a vós, porque dissestes sim e porque neste momento pronunciareis novamente o vosso «sim» e sereis os trabalhadores do Senhor para os homens”. (05\02\2011)

Jesus reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos e de curar todo mal.

Jesus “não só lhes (aos  discípulos) inspira confiança chamando a seu ministério para a messe, mas também dando-lhes poder para o desempenho deste ministério, segundo as palavras: ‘Lhes deu poder sobre os espíritos imundos para que os expulsassem e para que curassem todo cansaço e toda enfermidade”. (São João Crisóstomo)
 Os discípulos  “são enviados! Não vivem apenas para defender suas próprias ideias, mas abraçaram com liberdade e coragem a tarefa de ser portadores de uma vida nova, descoberta no próprio Senhor. Não vivem para os próprios sentimentos ou segundo as emoções e humores de cada momento, mas se transformam em verdadeiros embaixadores”.  (Com. Canção Nova)

ide antes às ovelhas que se perderam da casa de Israel

O Padre Queiroz explicou: “Este Evangelho narra Jesus chamando os doze Apóstolos. “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Nessa recomendação, é importante o advérbio “antes”. O povo de Israel é o povo eleito por Deus que teve a missão de preparar a vinda do Messias, por isso deve receber em primeiro lugar a Boa Nova de Jesus. Mas depois será esclarecido que essa Boa Nova é para todos, sem distinção: “Ide fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).Quando Deus faz aliança, ele a cumpre, mesmo que a outra parte não a cumpra”.

“Jesus tem por nós um amor de tal maneira incompreensível, que pretende que participemos com Ele na salvação das almas. Nada quer fazer sem nós. O Criador do universo espera pela oração de uma pobre alma, de uma alma insignificante, para salvar as outras almas, como ela resgatadas pelo preço de todo o Seu sangue”. (Santa Teresinha do Menino Jesus)

Conclusão:

“Jesus tem diante de si um panorama pesado: uma multidão de pessoas tristes, abatidas, famintas, como ovelhas abandonadas. Relembra para eles a passagem do profeta Ezequiel (Ez 34): Deus, indignado com o descaso das autoridades, cuidará pessoalmente das ovelhas. Deus as livrará das nações (poder estrangeiro) e proverá alimento, justiça, segurança, força e um pastor, o próprio Deus, descendente de Davi. E jesus sabe que a tarefa é enorme e os trabalhadores do Reino são poucos. A solução está na oração. Lança por isso um apelo válido para todos os tempos: “Peçam ao Senhor da colheita que enviem trabalhadores…”. Jesus chama os doze apóstolos e os dota de sua própria autoridade: deverão percorrer o mundo, transformando as relações humanas, estabelecendo o reinado do Deus libertador”. (Dia a Dia- Ed. Paulus)

Oração:

Com as palavras do Papa Francisco: “Pensemos hoje em Jesus, que sempre quer que todos se aproximem d’Ele; pensemos no Santo Povo de Deus, um povo simples, que quer aproximar-se de Jesus; e pensemos em tantos cristãos de boa vontade que erram e que, ao invés de abrir uma porta, fecham-na… E peçamos ao Senhor que todos aqueles que se aproximarem da Igreja encontrem as portas abertas, encontrem as portas abertas, abertas para encontrar este amor de Jesus. Peçamos essa graça”.  (Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, 25 de maio de 2013)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

12 de junho de 2017 at 5:27 Deixe um comentário

«Batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo» – comentário de Santo Irineu de Lyon


Eis a regra da nossa fé, eis o fundamento do nosso edifício, eis aquilo que dá firmeza ao nosso comportamento. Em primeiro lugar: Deus Pai, incriado, ilimitado, invisível, Deus uno, criador do universo; é o primeiro artigo da nossa fé. Segundo artigo: o Verbo de Deus, Filho de Deus, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que foi revelado aos profetas segundo o gênero das suas profecias e segundo os desígnios do Pai; por meio de Quem todas as coisas foram feitas; no final dos tempos, para recapitular todas as coisas, dignou-Se encarnar, aparecendo entre os humanos, visível, palpável, para destruir a morte, fazer surgir a vida e operar a reconciliação entre Deus e o homem. Terceiro artigo: o Espírito Santo, por Quem os profetas profetizaram, os nossos pais conheceram as coisas de Deus e os justos foram conduzidos para a via da justiça; no final dos tempos, foi enviado aos homens de uma maneira nova, a fim de os renovar em toda a face da terra, para Deus.

É por isto que o batismo do nosso novo nascimento é colocado sob o signo destes três artigos. Deus Pai concede-no-lo, com vista ao nosso novo nascimento em Seu Filho, pelo Espírito Santo. Porque aqueles que trazem em si o Espírito Santo são conduzidos ao Verbo, que é o Filho, o Filho conduzi-los ao Pai, e o Pai concede-lhes a imortalidade. Sem o Espírito, é impossível ver o Verbo de Deus, e sem o Filho ninguém pode aproximar-se do Pai. Porque o conhecimento do Pai é o Filho; o conhecimento do Filho faz-se pelo Espírito Santo; e o Filho concede o Espírito segundo a complacência do Pai.

Fonte: Evangelho Quotidiano

7 de junho de 2017 at 5:04 Deixe um comentário

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