Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

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4 de setembro de 2015 at 7:15 Deixe um comentário

Dom Forte sobre aborto: Papa não minimiza, mostra misericórdia

2015-09-03 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – “A mensagem central e essencial da carta do Papa Francisco sobre as indulgências para o Jubileu é a confiança na misericórdia de Deus e isso vale também para o caso específico do pecado de aborto”. A declaração é do teólogo Bruno Forte, secretário especial do Sínodo dos Bispos sobre a Família, ao analisar a carta do Santo Padre ao Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Arcebispo Rino Fisichella, responsável pela organização do Jubileu da Misericórdia. Entre outras novidades, Francisco concede a todos os sacerdotes a faculdade de absolver o pecado do aborto.

Em entrevista à agência de notícias AdnKronos, Dom Forte observa que “o aborto é considerado pela Igreja um dos pecados ‘reservados’: isso quer dizer que a absolvição da pessoa arrependida de ter cometido esse pecado é reservada à autoridade do bispo ou a quem for delegado por ele. Papa Francisco”, continua o arcebispo de Chieti e Vasto, “não minimiza absolutamente o pecado do aborto, é uma outra coisa: defende a vida humana e insiste na profunda injustiça que se comete negando o direito à vida de quem está para nascer, suprimindo um ser humano inocente”.

Aquilo que o Papa quer enaltecer, explica ainda Dom Forte, é que “para as mulheres que cometeram o aborto, como também para os médicos que foram procurados ou para quem for que seja que tenha colaborado, em presença de um sincero arrependimento é preciso mostrar toda a ternura e a misericórdia de Deus para ajudar a superar as consequências dramáticas e também traumáticas que um aborto deixa na consciência de cada um”.

Novidade

Dom Forte sublinha que “existe uma grande humanidade nessa aproximação do Santo Padre e na sua decisão, que é uma novidade. Mesmo sendo o aborto um pecado ‘reservado’, durante o ano do Jubileu qualquer sacerdote poderá dar absolvição, numa maneira de mostrar mais diretamente a misericórdia divina, em presença, obviamente, de uma dor e de um arrependimento pelo grave pecado cometido”.

Para finalizar, o arcebispo sintetiza que “mesmo antes da carta do Papa Francisco se podia ser absolvido pelo pecado de aborto, mas a absolvição podia ser dada somente pelo bispo da diocese ou pelo sacerdote que o bispo delegava ou autorizava na ocasião. Durante o próximo Jubileu Extraordinário da Misericórdia, então, inclusive o pároco, por exemplo, poderá absolver uma fiel arrependida, sem pedir autorização do seu bispo”, finaliza Dom Forte. (AC/AdnKronos)

3 de setembro de 2015 at 9:59 Deixe um comentário

Reflexão de São Gregório Magno – 03 de setembro

«Terás um tesouro nos céus»

Que ninguém diga, ao ver como outros deixam grandes bens: «Gostaria de imitar aqueles que assim se desprendem do mundo, mas não tenho nada para deixar.» Deixais muito, meus irmãos, quando renunciais aos desejos terrenos. Com efeito, os nossos bens exteriores, mesmo sendo pequenos, são suficientes aos olhos do Senhor, pois Ele vê o coração e não a fortuna. Ele não pesa o valor mercantil do sacrifício, mas a intenção daquele que o oferece. […] O Reino de Deus não tem preço e, no entanto, para ti custa exactamente aquilo que tens. […] A Pedro e a André custou o abandono duma barca e dumas redes;  à viúva, duas pequenas moedas; a outro, um copo de água fresca (Mt l0,42). O Reino de Deus, como dissemos, custa aquilo que tens. Vedes, meus irmãos, como é fácil adquiri-lo e precioso possuí-lo?

Mas talvez nem tenhas um copo de água fresca a oferecer ao pobre que dela necessita. Mesmo então, a Palavra de Deus pacifica-nos. […] «Paz na terra aos homens de boa vontade» (Lc 2,l4). […] Ainda que exteriormente não tenha nada para Te oferecer, ó meu Deus, em mim mesmo encontro o que colocarei sobre o altar para teu louvor. Tu comprazes-Te com as ofertas do coração.

Fonte: Evangelho Quotidiano

2 de setembro de 2015 at 7:19 Deixe um comentário

Vigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – São marcos 7, 31-37 – Fez ouvir os surdos e falar os mudos! – Dia 06 de Setembro de 2015


31. Ele deixou de novo as fronteiras de Tiro e foi por Sidônia ao mar da Galiléia, no meio do território da Decápole.
32. Ora, apresentaram-lhe um surdo-mudo, rogando-lhe que lhe impusesse a mão.
33. Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva.
34. E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: Éfeta!, que quer dizer abre-te!
35. No mesmo instante os ouvidos se lhe abriram, a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente.
36. Proibiu-lhes que o dissessem a alguém. Mas quanto mais lhes proibia, tanto mais o publicavam.
37. E tanto mais se admiravam, dizendo: Ele fez bem todas as coisas. Fez ouvir os surdos e falar os mudos!

“Somos convidados a bendizer o Senhor, que torna nossos olhos e ouvidos atentos à realidade do mundo e dá força à nossa voz para que anunciemos seu reino a todos. O encontro com Ele e com os irmãos na liturgia nos ensina sobre a fidelidade de Deus e sua preferência pelos pobres e oprimidos. Nossa prece carinhosa pela nossa pátria, que amanhã comemora sua independência”. (Liturgia Diária)

Ele deixou de novo as fronteiras de Tiro e foi por Sidônia ao mar da Galiléia, no meio do território da Decápole. Ora, apresentaram-lhe um surdo-mudo, rogando-lhe que lhe impusesse a mão. Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva. E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: Éfeta!, que quer dizer abre-te! No mesmo instante os ouvidos se lhe abriram, a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente.
O Padre Bantu Mendonça disse: “Jesus cura o surdo-mudo tocando-o. Coloca-lhe os dedos nos ouvidos, e com a saliva lhe toca a língua. A saliva sempre teve, no mundo antigo, caráter terapêutico. Por outro lado, também o contato de Jesus com o surdo-mudo é importante. Ao tocá-lo, é o próprio Deus que se ocupa de quem não podia ouvir nem falar, ou seja, Ele está reintegrando em sua dignidade e identidade alguém que fora privado da vida”.
A Palavra diz: “Dizei àqueles que têm o coração perturbado: Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus! Ele vem executar a vingança. Eis que chega a retribuição de Deus: ele mesmo vem salvar-vos. Então se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas jorrarão no deserto e torrentes, na estepe. A terra queimada se converterá num lago, e a região da sede, em fontes. No covil dos chacais crescerão caniços e papiros”. (Is 35,4-7)
O Papa Emérito Bento XVI ensinou que na cura do surdo-mudo “imediatamente o homem começou a ouvir e a falar corretamente (Mc 7, 35). Eis portanto o significado histórico, literal desta palavra: aquele surdo-mudo, graças à intervenção de Jesus, «abriu-se»; antes estava fechado, isolado, para ele era muito difícil comunicar; a cura para ele foi uma «abertura» aos outros e ao mundo, uma abertura que, partindo dos órgãos da audição e da palavra, envolveu toda a sua pessoa e a sua vida: finalmente podia comunicar e por conseguinte relacionar-se de modo novo”.
Proibiu-lhes que o dissessem a alguém. Mas quanto mais lhes proibia, tanto mais o publicavam. E tanto mais se admiravam, dizendo: Ele fez bem todas as coisas. Fez ouvir os surdos e falar os mudos!
O Papa Emérito Bento XVI disse que “Jesus recomenda que nada se diga acerca do milagre. Todavia, quanto mais o recomendava, “tanto mais eles o apregoavam” (Mc 7, 36). E o comentário admirado de muitas pessoas que tinham assistido reitera a pregaçao de Isaias para o advento do Messias: “Faz ouvir os surdos e falar os mudos” (Mc 7, 37)”.

Ele fez bem todas as coisas
São Lourenço de Brindisi explicou: “O Evangelho conta a obra da Redenção e da nova Criação e diz também: «Faz tudo bem feito» (Mc 7,37). […] Seguramente que o fogo, pela sua natureza, não pode irradiar outra coisa que não seja calor, não pode produzir frio. O sol só difunde luz e não pode ser causador de trevas. Da mesma forma, Deus só pode realizar boas obras, visto que é a bondade infinita e a própria luz. É um sol que espalha uma luz infinita, um fogo que dá um calor infinito: «faz tudo bem feito”.
A Palavra diz: “Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia”. (Gn 1,31)

Setembro: Mês da Bíblia
“Iniciamos setembro, conhecido entre nós como mês da Bíblia. Neste ano nos é proposto como livro-base para esse mês o Evangelho de João, com o lema: “Permanecei no meu amor para dar muitos frutos”. Deus, por sua Palavra, revela-se, comunica-se, vive em nós e conosco”. (Liturgia Diária)
Dom Orani João Tempesta disse que “em setembro, a Igreja Católica celebra o mês da Bíblia. Esse mês temático foi criado em 1971 e ele foi escolhido porque no último domingo celebramos o Dia Nacional da Bíblia, devido à proximidade da festa de São Jerônimo, patrono dos estudos Bíblicos, no dia 30. A cada ano um livro bíblico é aprofundado em nossas comunidades, seja pelas reuniões de grupos, seja pelas publicações, ou ainda pelas celebrações”.

Conclusão
Com as palavras do Padre Bantu Mendonça: “A multidão proclama que Jesus “tem feito bem todas as coisas: aos surdos fez ouvir e aos mudos falar” . Essa proclamação recorda duas coisas. Em primeiro lugar, relembra o projeto de Deus na criação. Depois de ter criado todas as coisas, Deus gostou do que fez, e viu que estava tudo muito bem feito (Gn 1,31). Em segundo lugar, evoca Isaías 35,4. Tudo isso é atribuído a Jesus. Ele vem de Deus e traz a salvação. Portanto, quem é Jesus? É Aquele que cria o mundo novo. É Aquele que, vindo de Deus, devolve vida e liberdade aos oprimidos e mutilados pela sociedade”.

Oração
Senhor, abre os nossos ouvidos, para que escutemos a Tua Palavra, Palavra esta que nos cura, nos liberta e nos salva.
Senhor, dá-nos força para resistir aos diversos barulhos mundanos que nos fazem vacilar na fé.
Senhor, liberta-nos da falta de coragem que temos em proclamar as maravilhas que realizaste em nossas vidas.
Cura-nos, Senhor Jesus! Amém.
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

31 de agosto de 2015 at 6:39 Deixe um comentário

Papa no Angelus: é escândalo quem se diz muito católico e não vive a fé

2015-08-30 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã deste domingo (30) durante o Angelus, com a Praça São Pedro tomada de fiéis e peregrinos de diversas partes do mundo, Papa Francisco comentou sobre o Evangelho do dia que apresenta uma disputa entre Jesus e alguns fariseus e escribas, sobre o valor da ‘tradição dos antigos’.

Francisco convida a fazer distinções entre os “preceitos dos homens” que não são “os mandamentos de Deus”.

“As antigas prescrições compreendiam não somente os preceitos de Deus revelados a Moisés, mas uma série de regras que especificavam as indicações da lei mosaica. Os interlocutores aplicavam tais normas em modo muito escrupuloso e apresentavam elas como expressões de autêntica religiosidade. Portanto, repreendiam Jesus e os seus discípulos pela transgressão delas, em particular, daquelas em relação à purificação exterior do corpo. A resposta de Jesus tem a força de um pronunciamento profético: ‘Ignorando o mandamento de Deus, observam a tradição dos homens’.”

Jesus ensina para nós, hoje, sobre o perigo de nos considerarmos “melhores dos outros pelo simples fato de observar as regras, as tradições”.

“A observação literal dos preceitos é alguma coisa de estéril se não muda o coração e não se traduz em comportamentos concretos: abrir-se ao encontro com Deus e à sua Palavra, procurar a justiça e a paz, socorrer os pobres, os fracos, os oprimidos.”

Improvisando durante seu pronunciamento do Angelus, da janela do seu escritório, Papa Francisco colocou em causa a vida nas comunidades eclesiais e afirma:

“Todos sabemos, nas nossas comunidades, nas nossas paróquias, nos nossos bairros, quanto mal fazem à Igreja e fazem escândalo aquelas pessoas que se dizem ‘muito católicas’ e vão frequentemente na igreja mas, depois, na sua vida quotidiana, descuidam da família, falam mal dos outros e assim por diante. Isso é aquilo que Jesus condena”, porque é um testemunho contra a vida cristã.

“Prosseguindo na sua exortação”, afirmou ainda o Papa, “Jesus foca a atenção sobre um aspecto mais profundo e afirma: ‘Não existe nada fora do homem que, entrando nele, possa torná-lo impuro. Mas são as coisas que saem do homem que o tornam impuro’”. E o Santo Padre não tem dúvidas:

“Não são as coisas exteriores que nos fazem santos ou não santos, mas é o coração que expressa as nossas intenções, as nossas escolhas e o desejo de fazer tudo pelo amor de Deus. As atitudes exteriores são a consequência daquilo que decidimos no coração, mas não o contrário. Com as atitudes exteriores, se o coração não muda, não somos verdadeiros cristãos. Portanto, é o coração que deve ser purificado e se converter. Sem um coração purificado, não se pode ter mãos realmente limpas e lábios que pronunciem palavras sinceras de amor.”

E, então, fez um oração à Maria:

“Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, para nos dar um coração puro, livre de toda hipocrisia. Esse é o adjetivo que Jesus disse aos fariseus: ‘hipócritas’, porque dizem uma coisa e fazem outra. Livre de toda hipocrisia, assim, que sejamos capazes de viver segundo o espírito da lei e alcançar o seu fim, que é o amor.” (AC)

Confira agora, na íntegra, as palavras de Papa Francisco no Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

o Evangelho deste domingo apresenta uma disputa entre Jesus e alguns dos fariseus e escribas. A discussão é referente ao valor da “tradição dos antigos” que Jesus, referindo-se ao profeta Isaías, define “preceitos de homens” e que nunca deve ficar no lugar do “mandamento de Deus”. As antigas prescrições compreendiam não somente os preceitos de Deus revelados a Moisés, mas uma série de regras que especificavam as indicações da lei mosaica. Os interlocutores aplicavam tais normas em modo muito escrupuloso e apresentavam elas como expressões de autêntica religiosidade. Portanto, repreendem Jesus e os seus discípulos pela transgressão delas, em particular, daquelas em relação à purificação exterior do corpo. A resposta de Jesus tem a força de um pronunciamento profético: “Ignorando o mandamento de Deus, observam a tradição dos homens”. São palavras que nos enchem de admiração pelo nosso Mestre: sentimos que nEle tem a verdade e que a sua sabedoria  nos libera dos preconceitos.

Mas, atenção! Com essas palavras, Jesus também quer colocar em alerta nós, hoje, que ao manter a observação exterior da lei seja suficiente para sermos bons cristãos. Como naquela época para os fariseus, existe também para nós o perigo de nos considerarmos tranquilos ou melhores dos outros pelo simples fato de observar as regras, as tradições, mesmo se não amamos o próximo, somos duros de coração e orgulhosos. A observação literal dos preceitos é alguma coisa de estéril se não muda o coração e não se traduz em comportamentos concretos: abrir-se ao encontro com Deus e à sua Palavra, procurar a justiça e a paz, socorrer os pobres, os fracos, os oprimidos. Todos sabemos, nas nossas comunidades, nas nossas paróquias, nos nossos bairros, quanto mal fazem à Igreja e fazem escândalo aquelas pessoas que se dizem ‘muito católicas’ e vão frequentemente na igreja mas, depois, na sua vida quotidiana, descuidam da família, falam mal dos outros e assim por diante. Isso é aquilo que Jesus condena, porque é um testemunho contra a vida cristã.

Prosseguindo na sua exortação, Jesus foca a atenção sobre um aspecto mais profundo e afirma: “Não existe nada fora do homem que, entrando nele, possa torná-lo impuro. Mas são as coisas que saem do homem que o tornam impuro”. DesSe modo, enaltece o primado da interioridade, do coração: não são as coisas exteriores que nos fazem santos ou não santos, mas é o coração que expressa as nossas intenções, as nossas escolhas e o desejo de fazer tudo por amor.  As atitudes exteriores são a consequência daquilo que decidimos no coração. A fronteira entre o bem e o mal não passa fora de nós, mas sim, dentro de nós. E podemos nos questionar onde está o meu coração? Jesus dizia: ‘O teu tesouro é onde está o coração’. Qual é o meu tesouro? É Jesus, a sua doutrina? É o coração bom ou o tesouro é uma outra coisa. Portanto, é o coração que deve ser purificado e se converter. Sem um coração purificado, não se pode ter mãos realmente limpas e lábios que pronunciem palavras sinceras de amor: tudo é duplo, não? Aquela dupla vida; palavras que pronunciam misericórdia, perdão. Somente isso pode fazer o coração sincero e purificado..

Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, para nos dar um coração puro, livre de toda hipocrisia para que, assim, sejamos capazes de viver segundo o espírito da lei e alcançar o seu fim, que é o amor.

31 de agosto de 2015 at 6:36 Deixe um comentário

Reflexão dominical: “Sejamos filhos da Luz”!

2015-08-29 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A primeira leitura, tirada do Deuteronômio, nos diz que a maneira de divulgar a fé em Deus, em uma terra pagã, é viver fielmente seus mandamentos. As pessoas que não conhecem Deus, mas observam nossas atitudes e os atos daqueles se dizem cristãos, irão acreditar ou não, dependendo da justiça e da bondade de nossas ações. Deus, com sua bondade e sabedoria, está presente em nosso agir, através do modo de como encaramos a vida.

Vejamos nisso, nossa responsabilidade perante nossos colegas de trabalho, conhecidos de clube, vizinhos do condomínio onde vivemos. Se eles não possuem fé, não conhecem Deus e, pelo contrário, apregoamos que somos cristãos, nossa responsabilidade é imensa e nossa vida deverá ser um eterno apostolado, não por palavras, mas por postura de vida.

No Evangelho, Jesus é questionado sobre a pureza dos atos, isto é, quando um ato é puro ou impuro. O Senhor diz que a pureza dos atos vem de dentro do homem e não de fora como pregavam os judeus.

Para Ele, a pureza ou impureza é fruto de uma opção de vida. Se faço uma opção, se meu coração opta por fazer o bem, estou puro. Isso foi o que o Senhor quis dizer ao falar que “é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho e falta de juízo”. E Ele conclui “Todas essas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem.”

Mesmo se, veladamente, vivencio esses maus desejos, corro perigo, pois estou a um passo da concretização. É, realmente, uma questão de opção.

E, ao contrário, se minha vida fosse uma opção pelo bem, pelo desprendimento, pelo perdão e pela generosidade, como seria pura e límpida a minha luz! Como ela brilharia e seria claridade para tantas pessoas; como eu seria reflexo da Luz!

Queridos irmãos, sejamos filhos da Luz, filhos da Verdade, filhos do Amor!

As pessoas que estão ao nosso lado, e no nosso mundo são carentes desses valores. Nós os conhecemos porque conhecemos Deus. Ele se revelou a nós em Jesus Cristo. Vamos praticar a opção pelo bem, feita no Batismo, para que as pessoas que nos cercam, sejam felizes e o mundo, inundado de Amor. (Padre César Augusto dos Santos)

30 de agosto de 2015 at 6:42 Deixe um comentário

Martírio de São João Batista – 29 de Agosto

Das Homilias de São Beda Venerável, presbítero

(Hom. 23:CCL122,354.356-357)                (Séc.VIII)

Precursor de Cristo no nascimento e na morte

O santo precursor do nascimento, da pregação e da morte do Senhor mostrou o vigor de seu combate, digno dos olhos divinos, como diz a Escritura: E se diante dos homens sofreu tormentos, sua esperança está repleta de imortalidade (cf. Sb 3,4). Temos razão de celebrar a festa do dia do nascimento daquele que o tornou solene para nós por sua morte, e o ornou com o róseo fulgor de seu sangue. É justo venerarmos com alegria espiritual a memória de quem selou com o martírio o testemunho que deu em favor do Senhor.

Não há que duvidar, se São João suportou o cárcere e as cadeias, foi por nosso Redentor, de quem dera testemunho como precursor. Também por ele deu a vida. O perseguidor não lhe disse que negasse a Cristo, mas que calasse a verdade. No entanto morreu por Cristo.

Porque Cristo mesmo disse: Eu sou a verdade (Jo 14,6); por conseguinte, morreu por Cristo, já que derramou o sangue pela verdade. Antes, quando nasceu, pregou e batizou, dava testemunho de quem iria nascer, pregar, ser batizado. Também apontou para aquele que iria sofrer, sofrendo primeiro.

Um homem de tanto valor terminou a vida terrena pela efusão do sangue, depois do longo sofrimento da prisão. Aquele que proclamava o Evangelho da liberdade da paz celeste, foi lançado por ímpios às cadeias; foi fechado na escuridão do cárcere quem veio dar testemunho da luz e por esta mesma luz, que é Cristo, tinha merecido ser chamado de lâmpada ardente e luminosa. Foi batizado no próprio sangue aquele a quem tinha sido dado batizar o Redentor do mundo, ouvir sobre ele a voz do Pai, ver descer a graça do Espírito Santo. Contudo, para quem tinha conhecimento de que seria recompensado pelas alegrias perpétuas não era insuportável sofrer tais tormentos pela verdade, mas, pelo contrário, fácil e desejável.

Considerava desejável aceitar a morte, impossível de evitar por força da natureza, junto com a palma da vida perene, por ter confessado o nome de Cristo. Assim disse bem o Apóstolo: Porque vos foi dado por Cristo não apenas crer nele, mas ainda sofrer por ele (Fl 1,29). Diz ser dom de Cristo que os eleitos sofram por ele, conforme diz também: Os sofrimentos desta vida não se comparam à futura glória que se revelará em nós (Rm 8,18).

Fonte: Liturgia das Horas

29 de agosto de 2015 at 6:57 Deixe um comentário

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