Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Décimo Sexto Domingo do Tempo Comum – Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão – São Marcos 6, 30-34 – Dia 22 de julho de 2018

 30.Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado. 31.Ele disse-lhes: Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer. 32.Partiram na barca para um lugar solitário, à parte. 33.Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde iam, e de todas as cidades acorreram a pé para o lugar aonde se dirigiam, e chegaram primeiro que eles. 34.Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.” 

Fonte: Bíblia Ave Maria

“O Senhor é o pastor que nos reúne em sua casa para nos cumular da felicidade e do bem que só Ele nos pode proporcionar. Defensor de nossa vida, Ele nos conduz por caminhos retos e seguros. Ansiosos o buscamos, pois sacia nossa fome e sede de justiça e fraternidade. Nesta Eucaristia, acolhamos o seu convite – “vinde e descansai” – e demos graças a Deus pela paz que sempre encontramos em seu Filho”. (Liturgia Diária)

Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado

“Os apóstolos retornam da missão e, entusiasmados, relatam ao Mestre o que realizaram. Depois, Jesus os convida a um breve repouso, mas o povo vai atrás dele. Para Jesus, o descanso é importante, mas, antes disso, está a compaixão pelo povo necessitado”. (Liturgia Diária)

“A missão dos discípulos não pode ser desligada de Jesus. Os discípulos devem, com frequência, reunir-se à volta de Jesus, dialogar com Ele, escutar os seus ensinamentos, confrontar permanentemente a pregação feita com a proposta de Jesus”. (Site dos Dehonianos)

“Jesus convida os discípulos para ficarem em silencio e assumirem a postura da intimidade com Deus. Mas a multidão não deixa e Jesus transforma o momento de silêncio num gesto de compaixão. Ensina-lhes e protege. Conforta e alegra”. (Rede Século 21)

Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor

O Padre Paulo Bazaglia disse assim: “Ter compaixão significa por-se no lugar do outro e, de algum modo, sofrer com ele. A compaixão faz de Jesus o Pastor autêntico, que organiza, alimenta e conduz o povo. Estar com Jesus, portanto, é estar com a gente sofrida com a qual ele se solidariza. E seguir o Mestre  é permitir que sua liderança e pastoreio sejam realidade hoje, por meio de nossas ações”.

“A comoção de Jesus diante das “ovelhas sem pastor” é sinal da sua preocupação e do seu amor. Revela a sua sensibilidade e manifesta a sua solidariedade para com todos os sofredores. A comoção de Jesus convida-nos a sermos sensíveis às dores e necessidades dos nossos irmãos. Todo o homem é nosso irmão e tem direito a esperar de nós um gesto de bondade e de acolhimento”. (Site dos Dehonianos)

Jesus “ensina nas sinagogas; prega o evangelho nas cidades e vilarejos; enche-se de compaixão pelas multidões “angustiadas e abandonadas”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Conclusão: 

“O nosso texto começa com a narração do regresso dos discípulos que, entusiasmados, contam a Jesus a forma como se tinha desenrolado a missão que lhes fora confiada (vers. 30). Na sequência, Jesus convida-os a irem com Ele para um lugar isolado e a descansarem um pouco (vers. 31). Os discípulos foram, com Jesus, para um lugar deserto (vers. 32); mas as multidões adivinharam para onde Jesus e os discípulos se dirigiam e chegaram primeiro (vers. 33). Ao desembarcar, Jesus viu as pessoas, teve compaixão delas (“porque eram como ovelhas sem pastor”) e pôs-se a ensiná-las (vers. 34)”. (Site dos Dehonianos)

Oração: 

“Queridos irmãos e irmãs, façamos missão inspirando-nos em Maria, Mãe da evangelização. Movida pelo Espírito, Ela acolheu o Verbo da vida na profundidade da sua fé humilde. Que a Virgem nos ajude a dizer o nosso «sim» à urgência de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus no nosso tempo; nos obtenha um novo ardor de ressuscitados para levar, a todos, o Evangelho da vida que vence a morte; interceda por nós, a fim de podermos ter uma santa ousadia de procurar novos caminhos para que chegue a todos o dom da salvação”. (Papa Francisco)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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16 de julho de 2018 at 5:59 Deixe um comentário

Reflexão para o XV Domingo do Tempo Comum

Reflexão para o XV Domingo do Tempo ComumReflexão para o XV Domingo do Tempo Comum  (© Biblioteca Apostolica Vaticana)

“Papel do profeta: enviado por Deus, como seu intermediário, para comunicar aos homens os seus desígnios”

Padre Cesar Augusto  – Cidade do Vaticano

A mensagem da liturgia deste XV Domingo do Tempo Comum nos propõe refletir sobre o papel do profeta, homem enviado por Deus para nos comunicar seus desejos e orientações, em relação à nossa vida.

Na primeira leitura vemos o Profeta Amós expulso, pelo sacerdote Amazias, da cidade de Betel, por ter denunciado os erros cometidos por Jeroboão II, rei de Israel. Amós respondeu que não poderia obedecer à sua ordem, porque havia recebido esta função de Deus, quando, em sua cidade, cuidava apenas do gado. A missão que recebera do Senhor era a de profetizar em Israel, o que já fazia.

O profeta disse que a prosperidade em Israel era fruto de injustiças, exploração dos pobres e humildes. Portanto, todo o bem estar, desfrutado pelas classes poderosas, – que se percebia até nos que iam ao Templo -, era vazio e sustentado pela exploração dos indefesos. Evidentemente, isto era uma espécie de agressão ao rei, aos sacerdotes e a toda a classe de dirigentes e famílias bem constituídas.

No Evangelho, Jesus chama seus discípulos e os envia para libertar as pessoas dos males. Ao mesmo tempo, os orientou como deveriam realizar esta incumbência. A missão seria cumprida na simplicidade e na total confiança no poder de Deus.

Mas, por que o Senhor os enviou com observações claras sobre simplicidade? Quais eram os males que os apóstolos deviam libertar dos homens?

O gênero humano é o mesmo, desde a época de Amós, passando pela época de Jesus e chegando ao nosso tempo. Todos são envolvidos pelos males, os mesmos que Jesus exorcizou em sua tentação no deserto: a riqueza, o poder, a soberba. Todos esses, com suas versões contemporâneas, levam o ser humano a ser opressor, egoísta e, profundamente infeliz. Podemos constatar isso através de notícias atuais e até de nossa própria experiência.

Existe um ditado popular: “O homem feliz não tinha camisa!” Esse dito quer nos dizer que a felicidade não está em possuir coisas. É a sabedoria popular nos alertando contra o desejo de posse, contra a concupiscência do ter. Deus quer o homem feliz, o criou para isso, mas a atração pelo consumismo e pela saciedade dos instintos pode levá-lo ao inferno, isto é, à infelicidade absoluta, longe do irmão e de Deus.

Outro perigo que essas duas leituras nos alertam, especialmente a primeira, é sobre o presente que corrompe. Amazias, o sacerdote que expulsou o profeta Amós, fez isso não porque fosse cego ou sem inteligência para perceber a situação de injustiça, mas porque era empregado do rei. Era Jeroboão II quem pagava seu salário e, além de prestígio, certamente, recebia dele homenagens, privilégios e portanto, não era livre para lutar pela verdade! Também esse é um dos grandes males de que Jesus veio nos libertar, a conivência e omissão, principalmente quando temos culpa no cartório.

Por sua vez, Amós era livre e independente. Seu único patrão, seu único Senhor era Deus e também a sua consciência.

Por outro lado dizemos, de acordo com a segunda leitura, que Deus, nosso Pai e nosso Senhor nos cumulou, em Jesus Cristo, com todos os bens imperecíveis. A partir da vocação de sermos irmãos em Cristo, o Pai nos deu a felicidade completa, o céu, a proximidade Dele, e dos irmãos, para sempre. Jesus, o homem livre, deverá ser o nosso exemplo de filho, de irmão, de missionário. Além de ser livre, nos indicou o caminho para a liberdade, ao declarar que a verdade liberta.

14 de julho de 2018 at 11:43 Deixe um comentário

O que faz um diácono?

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Hoje, na ordenação do diácono, ele pode ser já casado ou celibatário, condição que deve manter depois de sua ordenação. Sua função é auxiliar o bispo no serviço da caridade, sendo também ele um clérigo (Código de Direito Canônico, 266). É daí que vem também sua função litúrgica, pois recebe os dons da comunidade e oferece aos que mais necessitam, trazendo as necessidades deles para a oração da assembleia. Seu ministério de caridade não é assistencialismo, por isso também evangeliza pela pregação da Palavra.

O que o Catecismo da Igreja Católica ensina sobre as funções do diácono. Veja só: “Cabe aos diáconos, entre outros serviços, assistir o Bispo e os padres na celebração dos divinos mistérios, sobretudo a Eucaristia; distribuir a Comunhão; assistir ao matrimônio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho e pregar, presidir os funerais e consagrar-se aos diversos serviços da caridade” (Catecismo da Igreja Católica, 1570).

Diferente do sacerdote, não podem fazer a consagração do pão e do vinho, não absolvem os pecados nem administram a unção dos enfermos.

É comum encontrar os diáconos nas comunidades bem ocupados. Fazem o serviço de caridade, estão nas ações litúrgicas da Igreja – até em Missas presididas pelo Papa, eles proclamam o Evangelho –, presidem os sacramentais. Eles, continuamente, lembram a Igreja que o Reino de Deus é formado por atitudes de amor concretas dentro das comunidades! Sem a caridade vivida, a evangelização torna-se discurso vazio.

Finalmente, se você se pergunta se tem o chamado para o diaconato, conheça um pouco mais sobre o assunto (tem dicas de leitura abaixo!). E não perca tempo: procure, em sua diocese, o responsável pelo diaconato permanente para fazer um caminho de discernimento.

Para conhecer mais
Textos bíblicos: At 6,1-6; 1Tm 3,8-13; Fl 1,1.
Catecismo da Igreja Católica: 886, 896, 1256, 1538, 1554, 1569-1574, 1588, 1596.
Código de Direito Canônico: 266, 232-264; 265-272, 273-289, 290-293, 1016, 1030-1040, 1168- 1169.
Congregação para a Educação Católica e Congregação para o clero. Normas fundamentais para a formação dos diáconos permanentes e Diretório do ministério e da vida dos diáconos permanentes
CNBB. Diretrizes para o diaconato permanente da Igreja no Brasil (Documento 96).

Fabrizio Zandonadi Catenassi (Com. Canção Nova)

13 de julho de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Décimo Quinto Domingo do Tempo Comum – Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois – São Marcos 6, 7-13 – Dia 15 de julho de 2018

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“7.Então chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos. 8.Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto; 9.como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas. 10.E disse-lhes: Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela, até vos retirardes dali. 11.Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, saí dali e sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra ele. 12.Eles partiram e pregaram a penitência. 13.Expeliam numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam.” 

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Bendigamos ao Pai que nos abençoa e nos reúne como família para celebrar a Páscoa semanal de seu Filho amado. Na Eucaristia Deus nos mostra a luz da verdade para andarmos sempre no bom caminho. A exemplo dos primeiros apóstolos, somos chamados por Jesus, que derrama sobre nós a riqueza de sua graça, nos envia e nos fortalece na missão de pregar a conversão e combater o mal presente no mundo”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “No Evangelho deste domingo, Jesus toma a iniciativa de enviar os doze Apóstolos em missão (Mc 6, 7-13). Com efeito, o termo «apóstolos» significa precisamente «enviados, mandados». A sua vocação realiza-se plenamente depois da Ressurreição de Cristo, mediante o dom do Espírito Santo no Pentecostes. No entanto, é muito importante que desde o início Jesus queira comprometer os Doze na sua obra: trata-se de uma espécie de «estágio» em vista da grande responsabilidade que os espera”. (15 de Julho de 2012)

“O que é eterno, o que Jesus praticou a todo o momento e os apóstolos em todas as circunstâncias, sempre, sempre, foi o conjunto de virtudes que Jesus pretendeu desenvolver nos apóstolos pelas suas recomendações passageiras: a confiança absoluta em Deus (um dia Ele lhes dirá: “Faltou-vos alguma coisa quando vos enviei sem dinheiro?…) (Beato Charles de Foucauld)

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Jesus avisa os Doze que poderá acontecer que nalguma localidade eles sejam rejeitados. Em tal caso, deverão ir alhures, depois de ter realizado diante do povo o gesto de sacudir a poeira dos pés, sinal que exprime o desapego em dois sentidos: desapego moral — como dizer: o anúncio foi-vos comunicado, sois vós que o rejeitais — e desapego material — não quisemos e não queremos nada para nós mesmos (Mc 6, 11)”. (15 de Julho de 2012)

Bondoso e clemente, nosso Senhor e Mestre não regateia seu poder a seus servos e discípulos, posto que assim como Ele curava todo desfalecimento e toda enfermidade, deu também a seus apóstolos poder para curá-los: ‘E havendo convocado aos doze”. (São Beda)

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “A outra indicação muito importante do trecho evangélico é que os Doze não podem contentar-se com pregar a conversão: segundo as instruções e o exemplo de Jesus, a pregação dever ser acompanhada da cura dos doentes. Cura corporal e espiritual dos doentes. Fala das curas concretas das doenças, fala também da expulsão dos demônios, ou seja, da purificação da mente humana, da limpeza, limpeza dos olhos da alma que são obscurecidos pelas ideologias e por isso não podem ver Deus, não conseguem ver a verdade e a justiça. Esta dúplice cura corporal e espiritual é sempre o mandato dos discípulos de Cristo”. (15 de Julho de 2012)

Conclusão: 

“A tarefa deles (dos doze apóstolos) é a mesma de Jesus: anunciar a Boa Notícia do Reino e curar os doentes. Vão sentir que é imenso o trabalho a realizar, por isso deverão pedir a Deus mais missionários para a grandiosa obra de expansão do Reino”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração:

PRECES DA COMUNIDADE (Diocese de Santo André)
S. Na força do Espírito que nos conduz, elevemos ao
Senhor Deus nosso coração em prece, para que, na sua
bondade olhe por nós e para a tarefa à qual nos chamou.
L. Senhor, fortalecei-nos e preparai-nos para a missão
profética à qual nos convidastes desde o batismo, nós
vos pedimos:
T. Por vossa bondade, atendei-nos, Senhor.
L. Senhor, que nos solicitastes em Cristo a sermos santos
e irrepreensíveis, dai-nos a graça de viver este propósito
batismal, nós vos pedimos:
T. Por vossa bondade, atendei-nos, Senhor.
L. Senhor, ajudai-nos a sermos despojados de toda
prepotência, que pode impedir a realização da incumbência
para a qual nos convocastes e enviastes, nós vos pedimos:
T. Por vossa bondade, atendei-nos, Senhor.
L. Senhor, acompanhai-nos na missão de expulsar todos
os “espíritos impuros” que impedem o estabelecimento
do vosso reino no mundo, nós vos pedimos:
T. Por vossa bondade, atendei-nos, Senhor.
(Preces da comunidade)
S. Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa
salvação nos concedei, atendendo todas as nossas
súplicas. P.C.N.S.
T. Amém

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9 de julho de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Reflexão dominical: quando sou fraco é que sou forte

Ouça e leia a reflexão para o XIV Domingo do Tempo ComumReflexão para o XIV Domingo do Tempo Comum  (Vatican Media)

“São Paulo diz: glorio-me das minhas fraquezas… pois quando sou fraco, então é que sou forte”.

Pe. César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano

A primeira leitura nos ensina o que é um profeta e qual sua função, quando Deus, como nos relata o livro de Ezequiel, o convoca e o envia aos israelitas para lhes dizer: “Filho do homem, eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim.” Mais adiante, acrescenta: “e tu lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus.”

O profeta é um homem comum, escolhido dentre os demais, que se dirige a todos com a autoridade recebida de Deus, para alertar os mesmos, com o objetivo de salvá-los da infelicidade.

Do mesmo modo como costuma acontecer conosco, quando alguém vem nos alertar de algum erro que estamos cometendo, nós não gostamos e até agredimos o amigo. Também o povo de Israel não gostava dos profetas porque eles os incomodavam, fazendo mudar de vida e retomar o caminho certo.

No Evangelho, Marcos nos fala que Jesus é esse profeta. Os presentes na sinagoga não o aceitam, pois além de perturbar a ordem, corrigindo as interpretações da Lei feita pelos doutores, ele era não apenas um homem comum, mas filho de pessoas muito simples. Isso causou uma admiração negativa, um espanto. Como o filho do José carpinteiro e de Dona Maria, vem nos ensinar? Que escola ele frequentou? Quem ele pensa que é?

Assim Jesus foi rejeitado até ser crucificado, apesar de suas palavras de carinho, de perdão, apesar de seus milagres e de seu ensinamento trazer a felicidade ao coração das pessoas. Mas apesar disso, seu ensinamento exigia mudança de vida, reconhecer-se pecador, deixar a vidinha acomodada e egoísta para ser feliz de verdade.

Na segunda leitura temos aquele famoso trecho da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, onde ele fala de que lhe foi dado um espinho na carne, que é como um anjo de Satanás. Muito já se escreveu sobre isso. Mas afinal, que espinho é esse?

Certamente Paulo se refere à fragilidade do profeta, do apóstolo, do missionário, do catequista, do cristão, quando ser humano que é, sente-se em conflito quando, exercendo sua função, é confrontado pelas atitudes hostis daqueles a quem é enviado. E a resposta de Deus para Paulo e para todos nós que vivenciamos nossa humildade, nossos limites é: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder.”

Foi na cruz de Jesus que se manifestou a força de Deus!

Portanto, concluindo nossa reflexão, deixemos Paulo falar em nós: “Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. Pois, quando sou fraco, então é que sou forte.”

7 de julho de 2018 at 9:20 Deixe um comentário

Papa: Sangue de Cristo ensina a doar a vida aos outros

Papa Francisco na Sala Paulo VI, diante de quadro de Jesus com o fundador da Família do Preciosíssimo SanguePapa Francisco na Sala Paulo VI, diante de quadro de Jesus com o fundador da Família do Preciosíssimo Sangue  (Vatican Media)

O Papa Francisco propôs três aspectos, para o caminho de fé e de apostolado dos membros do Preciosíssimo Sangue: coragem da verdade, atenção com todos e capacidade de fascinar e comunicar.

Manuel Tavares – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco concluiu suas atividades na manhã deste sábado (30/6), recebendo na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de 3.000 participantes no Encontro promovido pela Família do Preciosíssimo Sangue, composta pelas Sociedades de Vida Apostólica, Institutos religiosos masculinos e femininos e Associações de Leigos, que se inspiram na espiritualidade do Sangue de Jesus.

Em seu discurso aos numerosos presentes, o Santo Padre disse que o mês de julho, que está para iniciar, é consagrado ao Preciosíssimo Sangue de Cristo e recordou:

Desde os primórdios do Cristianismo, o mistério do amor do Sangue de Cristo fascinou muitas pessoas, inclusive seus santos Fundadores e Fundadoras. Eles cultivaram esta devoção colocando-a como base das suas Constituições, porque entenderam, com a luz da fé, que o Sangue do Redentor é fonte de salvação para o mundo”.

O sangue, explicou o Papa, é o sinal mais eloquente para manifestar o amor supremo da vida entregue aos outros. Esta doação repete-se em todas as celebrações Eucarísticas, como nova e eterna Aliança, derramado por todos em remissão dos pecados:

A meditação do sacrifício de Cristo nos leva a fazer obras de misericórdia, dando a nossa vida por Deus e pelos irmãos. A meditação do mistério do Sangue de Cristo, derramado na cruz pela nossa salvação, nos conduz aos sofredores, excluídos pela sociedade consumista e indiferente. Nesta perspectiva, reveste-se de importância o serviço que vocês prestam à Igreja e à Sociedade”.

Por isso, Francisco propôs à Família do Precisíssimo Sangue três aspectos para ajudar nas suas atividades e testemunho cristão: coragem da verdade, atenção com todos e capacidade de fascinar e comunicar. Falando sobre o primeiro aspecto, ou seja, sobre a coragem da verdade, o Papa disse:

É importante ser pessoas corajosas, edificar comunidades corajosas, que não têm  medo de afirmar os valores do Evangelho e a verdade sobre o mundo e o homem. Trata-se de falar claro diante dos ataques contra a vida humana, dos males sociais, da dignidade da pessoa humana e das várias formas de pobreza”.

O testemunho dos discípulos de Jesus, disse Francisco, deve ser dado na vida paroquial e nos bairros, sem ser indiferentes, mas transformando os corações e a vida das pessoas. Aqui, o Papa falou sobre o segundo aspecto: a atenção com todos, sobretudo com os distantes:

Na sua missão, vocês são chamados a aproximar-se de todos, fazer-se entender por todos, ser ‘populares’, ou seja, ter uma linguagem com a qual todos possam compreender a mensagem evangélica. Os destinatários do amor e da bondade de Jesus são todos aqueles que estão próximos, mas sobretudo os distantes”.

Por isso, sugeriu Francisco, é preciso descobrir as formas mais apropriadas para aproximar os irmãos, em suas casas, ambientes sociais e nas ruas, como faziam os discípulos de Jesus. Sejam imagens de uma Igreja que caminha pelas ruas, entre as pessoas, até arriscando a própria vida.

Por fim, o Santo Padre explicou o terceiro aspecto para ajudar a Família do Preciosíssimo Sangue nas suas atividades e testemunho de vida: a capacidade de fascinar e comunicar:

Esta capacidade refere-se à pregação, à catequese, ao aprofundamento da Palavra de Deus. Trata-se de envolver as pessoas na fé cristã e em uma nova vida em Cristo. Assim fazia Jesus: dialogava com o povo para revelar seu mistério. Por isso, é preciso imitar o etilo da pregação de Jesus”.

Depois de propor estes três aspectos, úteis para o caminho de fé e do apostolado dos membros do Preciosíssimo Sangue de Cristo, Francisco recordou: “Nunca devemos esquecer que a verdadeira força do testemunho cristão deriva do Evangelho de Jesus”.

Por fim, o Papa citou alguns Santos místicos e Padres da Igreja que deram maior impulso à devoção do Preciosíssimo Sangue, entre os quais São Gaspar de Búfalo, sacerdote romano, fundador dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, que, com a sua caridade e humildade soube ser portador de reconciliação e de paz, sobretudo entre os mais necessitados e excluídos da sociedade.

5 de julho de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Décimo Quarto Domingo do Tempo Comum – Um profeta só não é estimado em sua pátria,…- São Marcos 6, 1-6 – Dia 8 de julho de 2018

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“1.Depois, ele partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos. 2.Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres? 3.Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito. 4.Mas Jesus disse-lhes: Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa. 5.Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. 6.Admirava-se ele da desconfiança deles. E ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas.” 

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Somos convidados a ter nossos olhos e nossos corações fixos em Jesus que nos acolhe e nos alimenta com sua Palavra e com a Eucaristia. Rejeitado em sua própria terra pelos seus, o Senhor sabe se compadecer de nossas necessidades, fraquezas e angústias e nos fortalece com sua graça. Celebrando a Páscoa semanal, reconheçamos que Deus nos fala também por meio dos simples e pobres”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Depois de Jesus, com quase trinta anos, ter deixado Nazaré e já há algum tempo pregava e fazia curas noutras partes, regressou uma vez à sua terra e pôs-se a ensinar na sinagoga. Os seus concidadãos «ficaram admirados» pela sua sabedoria e, conhecendo-o como o «filho de Maria», o «carpinteiro» que viveu no meio deles, em vez de o receber com fé ficaram escandalizados com Ele (Mc 6, 2-3). Este fato é compreensível, porque a familiaridade a nível humano torna difícil ir além e abrir-se à dimensão divina”. (08\07\12)

O Padre Heitor de Menezes explicou: “Jesus está em entre os seus, ensinando e anunciando a boa nova do Reino. Ao mesmo tempo que sua atuação causava admiração, provocava reboliços e desconfiança entre seus compatriotas. Pelo fato de Ele ser daquele lugar e todos conhecerem sua família, o que poderia ser motivo de alegria, transformou-se em rejeição e desprezo. Por isso, Jesus não pode fazer milagres entre os seus. Abramos o nosso coração a Jesus para que os canais da graça estejam livres de qualquer espécie de preconceito”

“Jesus anda pelos povoados e vilarejos para estabelecer seu reinado, mas depara com muitos obstáculos. Às vezes não é aceito nem mesmo entre os seus. Nem por isso o Mestre deixa de percorrer as aldeias e ensinar”. (Liturgia Diária)

Conclusão: 

Com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “Não obstante saiba que profeta algum é bem aceito  na pátria, todavia o fechamento do coração do seu povo permanece para Ele obscuro, impenetrável: como é possível que não reconheçam a luz da Verdade? Por que não se abrem à bondade de Deus, que quis partilhar a nossa humanidade? Com efeito, o homem Jesus de Nazaré é a transparência de Deus, n’Ele Deus habita plenamente. E enquanto nós procuramos sempre outros sinais, outros prodígios, não nos apercebemos de que o verdadeiro Sinal é Ele, Deus feito carne, é Ele o maior milagre do universo: todo o amor de Deus contido num coração humano, num rosto de homem”.

Oração:

“Aquela que compreendeu deveras esta realidade foi a Virgem Maria, bem-aventurada porque acreditou (cf. Lc 1, 45). Maria não se escandalizou com o seu Filho: a sua admiração por Ele é cheia de fé, de amor e de alegria, ao vê-lo tão humano e ao mesmo tempo tão divino. Por conseguinte, aprendamos dela, nossa Mãe na fé, a reconhecer na humanidade de Cristo a perfeita revelação de Deus”. (Papa Emérito Bento XVI)

Jane Amábile _ Com. Divino Espírito  Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 de julho de 2018 at 5:59 Deixe um comentário

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