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Quarto Domingo do Advento – Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! – São Lucas 1, 26-38 – Dia 24 de Dezembro

Resultado de imagem para Imagem do anjo gabriel com nossa senhora - no evangelho quotidiano26.”No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27.a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. 28.Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. 29.Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. 30.O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. 31.Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. 32.Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, 33.e o seu reino não terá fim. 34.Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? 35.Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36.Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, 37.porque a Deus nenhuma coisa é impossível. 38.Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.”
Fonte: Bíblia Ave Maria

“Queremos cantar o amor, a verdade e a lealdade do Senhor, pois, graças ao sim de Maria, Ele está conosco, morando entre nós. Disponíveis para a ação do Espírito, contemplemos nesta liturgia o mistério da encarnação. A páscoa de Jesus se manifesta nas pessoas e comunidades que acolhem a boa-nova anunciada pelos mensageiros de Deus”. (Liturgia Diária)

No sexto mês, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.

“Enriquecida, desde o primeiro instante da sua conceição, com os esplendores duma santidade singular, a Virgem de Nazaré é saudada pelo Anjo, da parte de Deus, como «cheia de graça»; e responde ao mensageiro celeste: «Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». (Concílio Vaticano II)

O Papa Francisco disse que Deus “escolheu Maria, a única criatura sem pecado, imaculada. No Evangelho, com uma palavra, ela é chamada de “cheia de graça”, isto é repleta de graça. Isso significa que nela não há lugar para o pecado. E também nós, quando nos dirigimos a ela, reconhecemos nela esta beleza: a invocamos como “cheia de graça”, sem a sombra de mal”.  (08\12\16)

O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Quando contemplamos o mistério da Encarnação, não podemos deixar de voltar os nossos olhos para Ela, enchendo-nos de admiração, gratidão e amor ao ver como o nosso Deus, para entrar no mundo, quis contar com o consentimento livre duma criatura sua. Só a partir do momento em que a Virgem respondeu ao anjo: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra»(Lc 1, 38), é que o Verbo eterno do Pai começou a sua existência humana no tempo”.  (26\03\12)

“É um sinal para nós esta mãe virgem que concebe e dá à luz: sinal de que este homem concebido e nascido é Deus. Este Filho que realiza obras divinas e suporta sofrimentos humanos é para nós o sinal, que levará Deus até aos homens pelos quais Ele foi concebido e nasceu, e pelos quais também sofreu”. (Beato Guerric de Igny)

“Maria recebe o anúncio do Anjo, que a convida a aceitar o plano de Deus de se encarnar em seu seio. Após compreender a situação e o significado da proposta, Maria assume com liberdade e generosidade, o compromisso de ser a Mãe de Jesus. Ela é a mulher cheia de graça que coopera com os planos de Deus de se tornar gente como a gente. O “sim” de Maria mostra que a ação onipotente de Deus se manifesta graças à colaboração de sua serva”. (Liturgia Diária)

Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.

“Quanta alegria se encerra da Virgem pura no seio: um novo tempo começa, a luz do alto nos veio. Jesus, nascido da Virgem, louvor a vós, Sumo Bem, com o Pai e o Espírito hoje nos séculos. Amém”. (liturgia das Horas)

“Diante dessa revelação, Maria abandona-se em Deus completamente, prestando a homenagem do entendimento e da vontade. Respondeu com todo seu eu humano, feminino. Ofereceu uma cooperação perfeita ao Espírito Santo de Deus. Diante da revelação comunicada a Maria de que seria a mão do Filho do Altíssimo, ela se apresenta como a “serva do Senhor”, como aquela que se inclina diante da vontade de Deus”. (Site da Rede Século 21)

“Já se cumpre a profecia: uma virgem dá à luz; Gabriel vem a Maria, anuncia-lhe Jesus.  Do Espírito concebe a que nele acreditou,
e O que não cabe no mundo no seu seio se encerrou”. (Liturgia das Horas)

Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível.

“Santa Isabel era parente de Maria. Concebeu na sua velhice e, maravilhada pela obra de Deus no seu coração, não se cansava de dizer: “Deus foi bom para mim. Agora já não tenho de que me envergonhar diante de ninguém. (Lucas 1,25)”. (Site do Evangelho Quotidiano)

“É o milagre da vida que brota com força e poder e vence o mundo. É a força e o poder da Palavra de Deus que faz a Virgem conceber e permite que aquela que era estéril dê à luz (Lucas 1,30ss.). É por isso que Maria, trazendo Jesus em seu seio, irrompe neste sublime canto de alegria e júbilo que é o “Magnificat” (Lucas 1,46-55)”. (Site do Evangelho Quotidiano)

Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.”

O Papa Francisco ensinou: “Maria responde à proposta de Deus dizendo: “Eis aqui a serva do Senhor”. Ela não diz: “Desta vez vou fazer a vontade de Deus, eu estou disponível, depois vamos ver …”. O seu é um “sim” total, incondicional. Tal como o “não” das origens tinha fechado a passagem do homem a Deus, assim o “sim” de Maria abriu, para nós, o caminho para Deus. É o “sim” mais importante da história, o “sim” humilde que abate o “não” soberbo das origens, o “sim” fiel que cura a desobediência, o “sim” disponível que derrota o egoísmo do pecado”. (08\12\16)

“Deste modo, Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus onipotente o mistério da Redenção”. (Concílio Vaticano II)

Conclusão:

“A cena se passa em Nazaré, insignificante povoado da Galileia. O Messias esperado nascerá no meio do povo pobre. No centro da narração está Maria, “uma virgem prometida em casamento a José”. O mensageiro não é um vizinho qualquer; é o Anjo Gabriel enviado por Deus. A surpreendente notícia é que Maria é a escolhida para ser a mãe de Jesus, o Filho do Altíssimo. Como é possível se ela não vive com “nenhum homem”? “Para Deus nada é impossível”.  Ela conceberá pelo poder de Deus,  sem interferência de homem: “O Espírito Santo virá sobre você e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que nascer será chamado Filho de Deus”. Este é o ponto alto de todo o anúncio: Jesus é o Messias, o próprio Filho de Deus que vai trazer a salvação. Maria entrega-se à vontade de Deus: “faça-se”.  (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração:

“Na Verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. A Virgem Maria recebeu com fé o anúncio do anjo; e, à sombra do Espírito Santo, acolheu com amor, no seio puríssimo, aquele que, para salvar os seres humanos, quis nascer entre eles. Assim, cumpriam-se as promessas feitas a Israel e, de modo inefável, realizava-se a esperança das nações. Por essa razão, a multidão dos anjos e dos santos se alegra eternamente na vossa presença. Concedei-nos também a nós associar-nos aos seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz…”(Prefácio)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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18 de dezembro de 2017 at 5:28 Deixe um comentário

I Pregação de Advento: “Que lugar ocupa Cristo no universo?”

A I Pregação de Advento teve Deus e a Criação como tema

O pregador oficial do Vaticano, o capuchinho Raniero Cantalamessa, é o autor dos sermões semanais, e o desta sexta-feira (15/12) teve como tema “Tudo foi criado por Ele e para Ele; Cristo e a criação”.

Cidade do Vaticano

Papa Francisco e seus colaboradores mais próximos participaram na manhã de sexta-feira (15/12) da primeira pregação do Advento 2017, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano. O pregador oficial do Vaticano, o capuchinho Raniero Cantalamessa, é o autor dos sermões semanais, e este teve como tema “Tudo foi criado por Ele e para Ele; Cristo e a criação”.

As meditações do Advento deste ano têm como proposta recolocar a pessoa divina-humana de Cristo no centro dos dois grandes componentes que, em conjunto, constituem “o real”, isto é: o cosmos e a história, o espaço e o tempo, a criação e o homem. O objetivo final é colocar Cristo “no centro” de nossa vida pessoal e de nossa visão de mundo, no centro das três virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade.

Cristo e o cosmos, Criação e encarnação

Como primeira meditação, Frei Cantalamessa sugeriu a reflexão sobre o relacionamento entre Cristo e o cosmos. “No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”  (Gn 1, 1-2).  Segundo ele, esta relação, entre criação e encarnação está bem expressa no Livro do Gênesis e na encíclica Laudato si’.

“É uma questão de saber qual lugar ocupa a pessoa de Cristo em todo o universo”, afirmou, questionando: “Existe, então, algo que nos permita escapar do perigo de fazer de Cristo “um intruso ou uma pessoa deslocada na esmagadora e hostil imensidão do Universo”? Em outras palavras, Cristo tem algo a dizer sobre o problema urgente da ecologia e da salvaguarda da criação, ou isso é totalmente marginal a ele, como um problema que afeta quando muito a teologia, mas não a cristologia?

O Espírito Santo é a força misteriosa que impele a criação para a sua realização. Ele que é “o princípio da criação das coisas”, é também o princípio da sua evolução no tempo. Na verdade, isso não é outra coisa senão a criação que continua. Em outras palavras, o Espírito Santo é aquele que, por sua natureza, tende a fazer a criação passar do caos ao cosmos, a fazer disso algo bonito, limpo: um “mundo” precisamente, de acordo com o significado original desta palavra.

Como Cristo atua na criação

O frei capuchinho levantou ainda uma questão: Cristo tem algo a dizer sobre os problemas práticos que o desafio ecológico coloca para a humanidade e para a Igreja? Em que sentido podemos dizer que Cristo, trabalhando através do seu Espírito, é o elemento-chave para um ecologismo cristão saudável e realista?

“Penso que sim”, respondeu Frei Cantalamessa. “Cristo desempenha um papel decisivo também nos problemas concretos da proteção da criação, mas o faz indiretamente, trabalhando no homem e – através do homem – na criação”. Acontece como no início da criação: Deus cria o mundo e confia a custódia e a salvaguarda ao homem.

Como agir global e localmente

Como todas as coisas, também o cuidado da criação tem dois níveis: o nível global e o nível local. Um slogan moderno convida a pensar globalmente, mas agir localmente: Think globally, act locally. Isso quer dizer que a conversão deve começar do indivíduo, isto é, de cada um de nós. Francisco de Assis costumava dizer aos seus frades: “Nunca fui um ladrão de esmolas, pedindo-as ou usando-as além da necessidade. Peguei sempre menos do que eu precisava, para que os outros pobres não fossem privados de sua parte; porque, de outra forma, seria roubar”.(14)

Hoje esta regra poderia ter uma aplicação muito útil para o futuro da Terra. Também nós devemos propor-nos: não ser ladrões de recursos, usando-os mais do que o necessário e retirando-os, assim, daqueles que virão depois de nós. Em primeiro lugar, nós que trabalhamos normalmente com o papel, poderíamos tentar não contribuir com o desperdício enorme e desconsiderado que é feito desta matéria-prima, privando assim a mãe terra de uma árvore menos.

Sobriedade e parcimônia, para que todos tenham

O Natal é um forte chamado a esta sobriedade e parcimônia no uso das coisas. Quem nos dá o exemplo é o próprio Criador que, tornando-se homem, se satisfez com um estábulo para nascer. ..”

Todos nós, crentes e não-crentes, somos chamados a comprometer-nos com o ideal da sobriedade e do respeito pela criação, mas nós, cristãos, devemos fazê-lo por uma razão e com uma intenção a mais e diferente. Se o Pai Celestial fez tudo “por meio de Cristo e em vista de Cristo”, também nós devemos tentar fazer tudo assim: “por meio de Cristo e em vista de Cristo”, isto é, com sua graça e para a sua glória. Também o que fazemos neste dia.

Tradução do original italiano feita por Thácio Siqueira

17 de dezembro de 2017 at 10:19 Deixe um comentário

«Eu sou a voz que clama no deserto» – Comentário de Santo Agostinho

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João era a voz, mas «no princípio era o Verbo» (Jo 1,1). João era uma voz para um tempo; Cristo é a Palavra desde o princípio, a Palavra eterna. Sem a Palavra, o que é a voz? Onde não há nada para compreender, há um ruído vazio. A voz sem a palavra entra no ouvido, mas não chega ao coração. Descubramos, pois, como as coisas se encadeiam no nosso coração, que tem de ser edificado. Se eu penso naquilo que devo dizer, a palavra está já no meu coração; mas, quando quero falar-te, procuro a maneira de passar para o teu coração o que já existe no meu. Se procuro como pode a palavra que já existe no meu coração encontrar-te e ficar no teu coração, sirvo-me da voz, e é com esta voz que te falo: o som da voz conduz até ti a ideia contida na palavra. Então, é verdade que o som se esvai; mas a palavra que o som conduziu até ti está doravante no teu coração, sem ter abandonado o meu.

Logo que a palavra passa para ti, não é verdade que o som parece dizer, como João Batista, «Ele deve crescer e eu diminuir» (Jo 3,30)? O som da voz ressoou para realizar a sua função, e desaparece como se dissesse: «Essa é a minha alegria, que agora é completa» (29). Guardemos pois a Palavra; não deixemos partir a Palavra, concebida no mais fundo do nosso coração.

Fonte: Evangelho Quotidiano

15 de dezembro de 2017 at 5:40 Deixe um comentário

«Um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza» (Prefácio) – Comentário de São João da Cruz

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Que bem sei eu a fonte que mana e corre

Mesmo sendo noite!

Aquela eterna fonte está escondida.

Bem eu sei onde tem sua guarida,

Mesmo sendo noite!

Sei que não pode haver coisa tão bela

E sei que os céus e a terra bebem dela,

Mesmo sendo noite!

Sua origem não a sei, pois não a tem,

Mas sei que toda a origem dela vem

Mesmo sendo noite!

O fundo dela, sei, não pode achar-se;

Jamais por ela a vau pode passar-se,

Mesmo sendo noite!

É claridade nunca escurecida

E sei que toda a luz dela é nascida,

Mesmo sendo noite!

Tão caudalosas são as suas correntes

Que céus e infernos regam, mais as gentes,

Mesmo sendo noite!

Nascida de tal fonte, esta corrente

Bem sei que é mui capaz e omnipotente,

Mesmo sendo noite!

Das duas a corrente que procede

Sei que nenhuma delas antecede,

Mesmo sendo noite!

Aquela eterna fonte está escondida

Neste pão vivo para dar-nos vida,

Mesmo sendo noite!

Aqui está chamando as criaturas:

Desta água se saciem, e ás escuras,

Porque é de noite!

É esta a viva fonte que desejo

E neste pão de vida é que eu a vejo,

Mesmo sendo noite!

14 de dezembro de 2017 at 5:56 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Eu sou a voz que grita no deserto – São João 1, 6-8. 19-28 – Dia 17 de dezembro de 2017

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São João 1, 6-8:

“6.Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. 7.Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. 8.Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.”

São João 1, 19 -28: 
“19.Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: Quem és tu? 20.Ele fez esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo. 21.Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não. 22.Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo? 23.Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3). 24.Alguns dos emissários eram fariseus. 25.Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? 26.João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. 27.Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado. 28.Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.”

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Alegremo-nos no Senhor, pois Ele é sempre fiel e nos reúne para celebrar o terceiro domingo do Advento, domingo da alegria. Já desponta entre nós a luz daquele que chega no Natal. Nosso espírito se alegra em Deus e com Ele, que faz maravilhas em favor do povo e nos unge para a missão de proclamar a boa-nova a todas as pessoas”. (Liturgia Diária)

Domingo da Alegria 

“A liturgia reserva o terceiro domingo do Advento para nos fazer um chamamento à alegria. Pretende ajudar-nos a compreender que não há incompatibilidade entre uma preparação cuidadosa e séria para a vinda do Salvador e a verdadeira alegria de viver. Pelo contrário, teremos alegria na medida em que tomarmos a sério a vocação à santidade recordada com peculiar insistência neste ciclo do Natal”. (Site dos Presbíteros)

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Gaudete in Domino semper – Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fl 4, 4). Inicia com estas palavras de São Paulo a Santa Missa do 3º Domingo do Advento, que por isso é chamado domingo “gaudete“. O Apóstolo exorta os cristãos a alegrar-se porque a vinda do Senhor, isto é, a sua vinda gloriosa, é certa e não tardará. A Igreja faz seu este convite, enquanto se prepara para celebrar o Natal e o seu olhar dirige-se cada vez mais para Belém”. (16 de Dezembro de 2007)

Eu sou a voz que clama no deserto

“O Evangelho apresenta-nos João Batista, a “voz” que prepara os homens para acolher Jesus, a “luz” do mundo. O objetivo de João não é centrar sobre si próprio o foco da atenção pública; ele está apenas interessado em levar os seus interlocutores a acolher e a “conhecer” Jesus, “aquele” que o Pai enviou com uma proposta de vida definitiva e de liberdade plena para os homens”. (www.ecclesia.pt)

“João Batista era um pregador convicto e capaz de arrastar multidões. Ele veio para dar testemunho da luz, que é Jesus. Esse fenômeno causou preocupação aos líderes religiosos, representantes do poder central: seria João Batista talvez o Messias esperado? A cada pergunta dos sacerdotes e levitas,  João rebatia esclarecendo que ele não era o Messias (Cristo); era “uma voz gritando no deserto”. (Dia-a-Dia \Ed. Paulus)

Preparai o caminho do Senhor

Preparai o caminho do Senhor” (Jo, 1, 23). Acolhamos este convite do Evangelista! A aproximação do Natal estimula-nos a uma atitude mais vigilante de espera do Senhor que vem, enquanto a liturgia de hoje nos apresenta João Batista como exemplo a imitar. Volvamos, por fim, o nosso olhar para Maria, “causa” da nossa verdadeira e profunda alegria, para que obtenha para cada um de nós a alegria que vem de Deus e que ninguém nos poderá tirar”. (São João Paulo II)

“A conversão (pregada pelo Batista) leva sempre a atitudes concretas de mudança de vida, vida nova que implica interrogar-se sobre deveres morais que se têm de cumprir, recorrendo a quem possa esclarecer a nossa consciência, uma vez que para atuar bem não basta atuar com «consciência certa, ou segura», mas é preciso atuar com «consciência verdadeira» (de acordo com a lei moral objetiva)”. (Site dos Presbíteros)

Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado

O Padre Heitor de Menezes explicou: “João mostra-se consciente da provisoriedade de sua missão. Ele tem plena clareza de sua missão, a de preparar os caminhos para vinda do Messias. O batismo por ele ministrado era de caráter provisório, era um gesto de conversão, de arrependimento dos pecados para a chegada de quem batizaria com o Espírito, que afirmava já estar no meio do povo, aquele ainda desconhecido, de quem não se considerava digno de desamarrar as sandálias. Esta atitude de João mostra o caráter fiel e justo de quem veio ao mundo para anunciar Jesus, que com seu Ministério trás o Batismo definitivo, compromisso com o Reino de Deus”. (Rede Século 21)

Conclusão:

“João Batista é apresentado como homem enviado por Deus e testemunha da luz.  Devido à sua fama ele era confundido com o esperado Messias. Quando interrogado sobre quem seria, nega ser o Messias ou algum profeta, mas se apresenta como “voz que grita no deserto”. Necessitamos de testemunhas de Jesus. Testemunhas que não falem de si mesmas, mas sejam voz de esperança e libertação no meio da sociedade conturbada”. (Liturgia Diária)

Oração:

“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Predito por todos os profetas, esperado com amor de mãe pela virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado presente no mundo por são João Batista. O próprio Senhor nos dá a alegria de entrarmos agora no mistério do seu Natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores. Por essa razão, agora e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, cantando (dizendo) a uma só voz…” (Prefácio do Advento)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11 de dezembro de 2017 at 5:37 Deixe um comentário

Ele batizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo – Comentário de São Cirilo de Alexandria

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«Aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu; Ele batizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo» (Mt 3,11) O poder de batizar no Espírito Santo e no fogo será obra duma humanidade semelhante à nossa? Como poderia ser isso? Falando de um homem que ainda não Se tinha apresentado, João declara que Ele batizará «no Espírito Santo e no fogo». Não como o faria um qualquer subalterno, insuflando nos  batizados um Espírito que não é o seu, mas como alguém que é Deus por natureza, que dá com um poder soberano o que vem dele e Lhe pertence como propriedade. E é graças a isso que se imprime em nós o selo divino.

Efetivamente, em Cristo Jesus somos transformados à imagem divina; não que o nosso corpo seja modelado de novo, mas porque, ao possuirmos o próprio Cristo, recebemos o Espírito Santo, a ponto de podermos, daí em diante, exultar de alegria: «A minha alma exulta no Senhor, porque Ele me revestiu de salvação e de alegria» (1Sam 2,1) Com  efeito, o apóstolo Paulo diz: «Todos vós, que fostes batizados em Cristo, fostes revestidos de Cristo» (Gál 3,27).

Foi então num homem que fomos baptizados? Silêncio. Tu, que não passas de ser um homem, queres deitar por terra a nossa esperança? Nós fomos batizados num Deus feito homem, que liberta das penas e das faltas todos os que nele acreditam. «Arrependei-vos e que cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo. Então recebereis o dom do Espírito Santo» (At 2,38). Ele liberta os que a Ele se  unem;  Ele faz surgir em nós a sua própria natureza. O Espírito  Santo pertence por natureza ao Filho, que Se tornou homem semelhante a nós, porque Ele mesmo é a vida de tudo o que existe.

Fonte: Evangelho Quotidiano

8 de dezembro de 2017 at 5:26 Deixe um comentário

«Estava lá um homem com a mão direita paralítica.» – Comentário de Santo Ambrósio

Resultado de imagem para imagem da igreja de santo ambrósio em milãoBasílica de Santo Ambrósio em Milão (Itália)

O Senhor impregnou com a seiva salutar das boas obras a mão que Adão estendera para colher os frutos da árvore proibida, para que, estando ressequida pelo erro, fosse então curada pelas boas obras. Naquela ocasião, Cristo ataca os seus adversários, que com falsas interpretações violavam os princípios da Lei; julgavam eles que o sábado devia ser observado como dia de descanso, não sendo permitido o trabalho, nem sequer para a realização de boas obras. Mas a Lei prefigurou no presente o aspeto do futuro onde, seguramente, será o mal a não trabalhar, não o bem.

Ouviste, pois, as palavras do Senhor: «Estende a mão.» Eis o remédio para todo o homem. E tu, que crês ter a mão sã, toma cuidado para que a avareza, o sacrilégio, não a paralise. Estende-a pois, sempre: estende-a a esse pobre que te implora auxílio, estende-a para ajudares o teu próximo, para socorreres a viúva, para arrancares da injustiça aquele que vês submetido a imerecida vexação; estende-a a Deus, pelos teus pecados. Assim se deve estender a mão; e assim ela será curada.

Fonte: Evangelho Quotidiano

7 de dezembro de 2017 at 5:44 Deixe um comentário

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