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Reflexão para o II Domingo do Tempo Comum – Ano C

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O evangelista João quer dizer que Maria estava na festa, mas representava a Humanidade, os filhos de Eva que aguardavam a chegada do Esposo, Jesus.

Padre César Agusto – Cidade do Vaticano

O Senhor restaura Jerusalém e faz surgir nela a justiça. Toma-a como sua esposa. Ele é o esposo apaixonado por ela e ao dar-lhe um nome novo ela se torna importante em meio a todos as povos. Sua ação a faz Povo de Deus.

No Evangelho, João descreve o início dos sinais de Jesus realizados em uma festa de casamento. O casamento celebra a doação, a entrega recíproca de duas pessoas, para sempre.

Do mesmo modo dá-se a entrega de Jesus pela Igreja, sua esposa e, como tal, é o que se espera dela, que seja fiel e honre o amor recebido. Essa cerimônia é realizada três dias depois do encontro de Jesus com seus discípulos, o que nos recorda a ressurreição de Jesus três dias após sua entrega redentora por sua esposa, a Igreja.

A presença de Maria é citada fora do grupo dos discípulos de Jesus e o Senhor a chama de mulher. João quer dizer que Maria estava na festa, mas representava a Humanidade, os filhos de Eva que aguardavam a chegada do Esposo, Jesus. Na sala estão seis talhas de pedra para a purificação ritual.

Ora, essa informação nos fala da imperfeição da purificação antiga. São seis e não sete, que, na simbologia bíblica representa o número perfeito, e fala também da abundância de água, que se tornará abundância de vinho.

A presença do Mestre plenifica a purificação, pois ela se dará com seu sangue, sinalizado pela abundância de vinho. Do mesmo modo a excelência do vinho novo, advindo após a ação de Jesus. Finalmente vejamos os diálogos. Jesus diz que sua hora ainda não chegou. Ele se refere à hora em que redimirá a Humanidade, com sua paixão. Maria diz: “Fazei tudo o que ele vos disser!” É a Humanidade convertida que aceita obedecer a Deus, reconhece-o como Senhor, diferentemente do filhos de Eva.

Portanto, João quer nos dizer que nessa cena de casamento foram realizadas, prefiguradamente, as núpcias entre Cristo e a Humanidade. A profecia de Isaías se realiza. O Senhor torna a Humanidade sua predileta, a desposa na cruz e lhe dá um nome novo: Meu Povo!

A liturgia de hoje nos diz que o amor de Jesus por nós é radical e seu amor é comparado ao de um esposo que ama tanto a ponto de dar a vida por sua amada. Sejamos fiéis ao nosso batismo. Nele demos nosso sim ao Senhor e a aliança que foi selada com seu sangue redentor. Vivamos o amor e aguardemos o dia feliz das núpcias eternas!

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19 de janeiro de 2019 at 8:57 Deixe um comentário

Segundo Domingo do Tempo Comum – As Bodas de Caná – São João 2, 1-11 – Dia 20 de janeiro de 2019

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“1.Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galileia, e achava-se ali a mãe de Jesus. 2.Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. 3.Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: “Eles já não têm vinho”. 4.Respondeu-lhe Jesus: “Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou”.* 5.Disse, então, sua mãe aos serventes: “Fazei o que ele vos disser”. 6.Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas.* 7.Jesus ordena-lhes: “Enchei as talhas de água”. Eles encheram-nas até em cima. 8.“Tirai agora” – disse-lhes Jesus – “e levai ao chefe dos serventes”. E levaram. 9.Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo 10.e disse-lhe: “É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho me­lhor até agora”. 11.Esse foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galileia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.”
Fonte: Bíblia Ave Maria

“Reunidos pelo Espírito, somos convidados a tomar parte no banquete festivo da Eucaristia, celebrando o primeiro sinal realizado por Jesus nas bodas de Caná. Cada um de nós com seu dom, ouçamos a voz de Maria, que, sempre atenta e serviçal, nos convida constantemente: Fazei tudo o que Jesus vos disser”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse assim: “Hoje reflitamos sobre o primeiro dos milagres de Jesus, que o evangelista João chama «sinais», porque Jesus não os realizou para suscitar admiração, mas para revelar o amor do Pai. O primeiro destes sinais prodigiosos é narrado precisamente por João (2, 1-11) e realiza-se em Caná da Galileia. Trata-se de uma espécie de «portal de entrada», no qual são esculpidas palavras e expressões que iluminam o inteiro mistério de Cristo e abrem o coração dos discípulos à fé”. (8 de Junho de 2016)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “as Bodas de Caná constituem de fato «o início dos sinais» (Jo 2, 11), ou seja, o primeiro milagre realizado por Jesus, com o qual Ele manifestou em público a sua glória, suscitando a fé dos seus discípulos”. (20 de Janeiro de 2013)

“Tendo por base uma festa de casamento, o evangelista faz uma reflexão sobre a revelação de Deus na pessoa de Jesus, esposo da Igreja. A transformação da água em vinho nas bodas de Caná é o primeiro dos sete sinais relatados pelo Evangelho de João. Jesus, o verdadeiro esposo da comunidade, oferece a abundância do vinho da alegria aos que participam  de sua festa”. (Liturgia Diária)

“No episódio das bodas de Caná, São João apresenta a primeira intervenção de Maria na vida pública de Jesus e põe em relevo a sua cooperação na missão do Filho. Desde o início da narração, o evangelista avisa que «a mãe de Jesus estava presente» (2, 1) e, como que a querer sugerir que essa presença está na origem do convite dirigido pelos esposos ao próprio Jesus e aos Seus discípulos, acrescenta: «Jesus e os Seus discípulos foram convidados para as bodas» (2, 2). Com tais observações, João parece indicar que em Caná, como no evento fundamental da Encarnação, Maria é aquela que introduz o Salvador”. (São João Paulo II)

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Recordemos brevemente o que aconteceu durante aquela festa de núpcias em Caná da Galileia. Aconteceu que faltou o vinho e Maria, Mãe de Jesus, fê-lo presente ao seu Filho. Ele respondeu-lhe que ainda não tinha chegado a sua hora; mas depois ouviu a solicitação de Maria e, tendo mandado encher de água seis ânforas grandes, transformou a água em vinho, num vinho excelente, melhor que o anterior”. (20 de Janeiro de 2013)

Conclusão: 

Com a palavras do Papa Francisco: “As bodas de Caná representam muito mais do que a simples narração do primeiro milagre de Jesus. Como um relicário, Ele conserva o segredo da sua pessoa e a finalidade da sua vinda: o esperado Esposo dá início às núpcias que se realizam no Mistério pascal. Nestas bodas Jesus une a si os seus discípulos com uma Aliança nova e definitiva. Em Caná os discípulos de Jesus tornam-se a sua família e em Caná nasce a fé da Igreja. Para aquelas bodas todos somos convidados, a fim de que o vinho novo já não venha a faltar!”

Oração:

“Gostaria de acrescentar mais uma vez a prece pela paz, para que, nos diversos conflitos infelizmente ainda existentes, cessem os massacres ignóbeis de civis inermes, tenha fim toda a violência e se encontre a coragem do diálogo e da negociação. Para ambas estes intenções, invoquemos a intercessão de Maria Santíssima, mediadora de graça”. (Papa Emérito Bento XVI)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14 de janeiro de 2019 at 5:45 Deixe um comentário

Reflexão para a Festa do Batismo do Senhor

Batismo de Jesus no Jordão

Batismo de Jesus no Jordão 
Ao celebrarmos a festa do Batismo do Senhor, ocasião propícia para renovarmos nossos compromissos batismais, voltemo-nos para nós mesmos e façamos um exame sobre nossa conduta, sobre nossa presença no meio da sociedade.

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano

Jesus vai a João para ser batizado. Quando se encontra em meio a tantas pessoas que buscam o Batista, Jesus passa a ser mais um que deseja reiniciar a vida através de um banho que simbolizava mudança de vida. O Mestre quis ser sempre igual a nós e também nesse momento ele se iguala a qualquer pessoa de boa vontade que aceita o discurso regenerador de João, o Batista.

Acontece que quando o vê, João  – re_conhece –  nele o Messias, o verdadeiro Batista!

Ele já o havia conhecido e nele detectado o Deus Conosco, quando da visita de Maria de Nazaré à sua mãe. Ali, ele João Batista, estremeceu no seio de Isabel e ela pode entender o que acontecia. Agora, a mesma luz interior que o iluminou durante a visita, 30 anos atrás, voltou e fez com que reconhecesse naquele homem, não apenas o seu primo, mas o Redentor da Humanidade.

Nesse momento, segundo São Lucas, o céu se abriu, ou seja, o Pai voltou a falar não mais através dos profetas, mas por seu Filho unigênito. Deus voltou a se  – re velar – em Jesus de Nazaré.

A pomba que aparece é sinal da morada de Deus, de sua presença. É o Espírito de Deus que desceu sobre Jesus. Ele é a morada do Pai, é a nova e eterna aliança, é a tenda armada de Deus em nosso meio, é o próprio Deus!

As palavras, que se fazem escutar, vindas do céu, dizem: “Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição.” Aí passamos a  entender melhor a primeira leitura onde Isaías diz: “Eis o meu servo, o meu eleito, ele trará o julgamento às nações. Eu te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”. A missão de Jesus será a de mostrar a proximidade do amor do Pai, e recuperar o projeto de Deus para o homem. Por isso, suas mensagens serão chamadas Boa Nova, Evangelho, o que em português pode ser traduzido como alvíssaras.

Ao celebrarmos a festa do Batismo do Senhor, ocasião propícia para renovarmos nossos compromissos batismais, voltemo-nos para nós mesmos e façamos um exame sobre nossa conduta, sobre nossa presença no meio da sociedade. Até que ponto somos pessoas libertadoras, pessoas que podem ser reconhecidas como abertas à ação de Deus, fautoras do bem, portadoras de vida, moradas de Deus em meio aos homens?

12 de janeiro de 2019 at 11:15 Deixe um comentário

Festa do Batismo do Senhor – São Lucas 3, 15-16.21-22 – Dia 13 de janeiro de 2019

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São Lucas 3, 15-16

“15.Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo, 16.ele tomou a palavra, dizendo a todos: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.”

São Lucas 3, 21-22

“21.Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu 22.e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: “Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição”. (= Mt 1,1-17)” 

Fonte: Bíblia Ave Maria

 

“Concluímos o tempo do Natal reunimo-nos para a celebração da festa do Batismo do Senhor, aquele que é mais forte que João Batista. Ao buscar o Batismo, Jesus se solidariza com todo o povo. Ungido pelo Espírito, assume publicamente a missão evangelizadora, como Filho amado do Pai, e nos chama a participar de sua obra”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse: “A hodierna festa do Batismo do Senhor encerra o tempo do Natal e convida-nos a pensar no nosso batismo. Jesus quis receber o batismo pregado e administrado por João Batista no Jordão. Tratava-se de um batismo de penitência: quantos se aproximavam dele manifestavam o desejo de ser purificados dos pecados e, com a ajuda de Deus, comprometiam-se a encetar uma nova vida”. (07\01\18)

“O que João Batista conferia nas margens do Jordão era um batismo de penitência, referente à conversão e ao perdão dos pecados. Mas ele anunciava: «Depois de mim, vai chegar outro que é mais poderoso do que eu… Eu vos baptizarei em água, mas Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo» (Mc. 1, 7-8). Anunciava isto a uma multidão de penitentes, que iam ter com ele para lhe confessar os seus pecados, arrependendo-se e dispondo-se a corrigir a própria vida”. (São João Paulo II)

“João Pregava e batizava. Por sua pregação, as pessoas eram convidadas a ser manter fiéis ao projeto de Deus e acolher o Messias. Por seu batismo deviam mudar de vida: batismo de conversão. “Mais forte” do que João, o Messias haveria de batizar com o Espirito Santo. Portanto, não batismo com água de rio, mas com o “vento” que desce do céu e renova a vida”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

“É de outra natureza o Batismo conferido por Jesus e que a Igreja, fiel ao seu mandamento, não cessa de administrar. Este Batismo liberta o homem do pecado original e perdoa os pecados, resgata-o da escravidão do mal e assinala o seu renascimento no Espírito Santo; comunica-lhe uma vida nova, que é participação na vida de Deus Pai, que nos foi doada pelo seu Filho Unigênito, o qual Se fez homem, morreu e ressuscitou”. (São João Paulo II)

“Eis que Jesus vem de Nazaré da Galiléia e se apresenta para receber o batismo de João. Nessa circunstancia, Jesus testemunha a presença do Espirito Santo, que desce sobre Ele em forma de pomba…e a manifestação do Pai, cuja voz ecoa solenemente: “Tu és o Meu Filho amado. Em ti eu me agrado”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Conclusão:

“O Batismo é o mais bonito e maravilhoso dos dons de Deus… Chamamo- lo… dom, porque é concedido aos que nada têm; graça, porque é dado também aos culpados; batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (assim se tornam os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplendente; veste, porque cobre a nossa vergonha; lavacro, porque nos lava; selo, porque nos preserva e é sinal do poder de Deus”. (São Gregório de Nazianzo)

Oração:

“Invoquemos a proteção maternal de Maria Santíssima, a fim de que todos os cristãos possam compreender cada vez mais o dom do Batismo e se comprometam a vivê-lo com coerência, dando testemunho do amor do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (Papa Francisco)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7 de janeiro de 2019 at 6:00 Deixe um comentário

Reflexão para a Solenidade da Epifania do Senhor

6 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor ou “Dia de Reis”, a festa dos Reis Magos6 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor ou “Dia de Reis”, a festa dos Reis Magos

Na nossa liturgia, esta comemoração está intrinsecamente unida à Epifania, ou seja, à manifestação de Jesus Cristo a todos os povos.

Cidade do Vaticano

Comemora-se neste primeiro domingo do ano, dia 6, a Solenidade da Epifania do Senhor ou “Dia de Reis”, a festa dos Reis Magos.

Na nossa liturgia, esta comemoração está intrinsecamente unida à Epifania, ou seja, à manifestação de Jesus Cristo a todos os povos. Contudo, para facilitar a celebração deste mistério tão importante, a sua festa litúrgica passou a ser celebrada no domingo após a solenidade de Maria, Mãe de Deus.

Mas, quem são os Reis Magos? Vamos procurar responder a essa pergunta estudando os Evangelhos e pesquisando em inúmeros documentos.

Em primeiro lugar, o relato de São Mateus não é uma reconstituição histórica do que de fato aconteceu, pelo menos não foi essa sua intenção. O Evangelista e sua comunidade original quiseram mostrar que o Messias não veio para salvar uma pátria, mas todo o mundo. Mateus escreveu para os judeus cristianizados, quis mostrar que Jesus é o descendente de Davi e que sua missão é oferecida aos pagãos.

Não parece verdadeiro que toda Jerusalém tenha ficado alarmada e nem que Herodes tenha convocado todos os sumo sacerdotes e nem que tenha permitido aos magos prosseguirem em seu caminho. Também não deve ser verdadeiro que a estrela tenha seguido um curso contrário às leis naturais. Não se deve buscar uma explicação segundo as leis da astronomia.

Quanto aos “Reis Magos”, o texto evangélico não fala em três, mas em “magos do Oriente”.

No século III, Orígenes fala em três, provavelmente por causa dos três presentes: “ouro, incenso e mirra”. Já São João Crisóstomo, no século IV, fala em 12. Em algumas catacumbas encontramos os números 2 e 4.

Os nomes dos Reis Magos, – Melchior, Gaspar e Baltasar -aparecem em um manuscrito do século V.

Segundo Heródoto, os “magos” pertenciam a uma tribo dos medos, que se transformou numa casta de sacerdotes entre os persas e que praticavam a adivinhação, a medicina e a astrologia.

Provavelmente Mateus pensa em astrólogos oriundos da Babilônia. Para os judeus, “Oriente” era toda a terra que se estendia além do Jordão. Devido aos presentes oferecidos ao Menino, a tradição cristã considerou os magos oriundos da Arábia, o país do incenso. Já em Isaías (60,6), temos referências aos presentes levados por eles.

Flávio Josefo, um grande historiador judeu, relata histórias semelhantes de estrelas que surgiam quando nascia pessoa destinada a uma grande missão. Por isso, a reação de Herodes, e muito provável.

Mas essa história da estrela já surgiu no livro de Números (24, 17.19), 1.200 anos antes do nascimento de Jesus: “Eu o vejo, mas não é algo que acontecerá em pouco tempo; sinto-o, mas não está perto: uma estrela desponta da estirpe de Jacó, um reino, surgido de Israel, se levanta… Um rebento de Jacó dominará sobre seus inimigos”.

Então, em quem vamos acreditar?

O relato de Mateus deve ser compreendido à luz da intenção teológica do evangelista, o qual não pretendeu escrever um relato histórico, mas mostrar o significado salvífico do nascimento de Jesus: ele veio para todos os homens, como a luz. Ao ser acesa, ilumina a todos, indistintamente.

Reflexão do Pe. Cesar Augusto dos Santos

5 de janeiro de 2019 at 10:44 Deixe um comentário

Solenidade da Epifania do Senhor – Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo – São Mateus 2, 1-12 – Dia 06 de janeiro de 2019

“1.Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do Oriente a Jerusalém.* 2.Perguntaram eles: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.* 3.A essa notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele. 4.Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo.* 5.Disseram-lhe: “Em Belém, na Judeia, porque assim foi escrito pelo profeta: 6.E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo” (Mq 5,1). 7.Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido. 8.E, enviando-os a Belém, disse: “Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo”. 9.Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou. 10.A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. 11.Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. 12.Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.”

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Com os Magos, guiados pela estrela, viemos adorar e acolher o Salvador da humanidade. Senhor dos senhores, Jesus se manifesta como luz para a vida de homens e mulheres, de todas as nações, que se abrem aos planos de Deus e se põem em busca de unidade, justiça e paz”. (Liturgia Diária)

“Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, uns magos se puseram a caminho para vistá-lo e prestar-lhe homenagem, oferecendo-lhe os mais preciosos presentes, os quais simbolizam a missão e o destino de Jesus: ouro (representa a realeza de Jesus), incenso (revela a divindade de Jesus e mirra (simboliza a humanidade de Jesus, homem sofredor). A estrela conduziu os magos até o Menino (Jesus) e eles transbordaram de alegria”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

“Hoje, solenidade da “Epifania”, que significa “Manifestação”, volta com vigor o tema da luz. Hoje, o Messias, que em Belém se manifestou a humildes pastores da região, continua a revelar-se luz dos povos de todos os tempos e de todos os lugares. Para os magos, vindos do Oriente para o adorar, a luz do “rei dos Judeus que acaba de nascer” (Mt 2, 2) assume a forma de um astro celeste, muito brilhante, a ponto de atrair o seu olhar e os guiar até Jerusalém. Põe-nos, assim, nas pegadas da antigas profecias messiânicas: “uma estrela sai de Jacob e um cetro flamejante surge do seio de Israel…” (Nm 24, 17)”. (São João Paulo II)

O Papa Francisco explicou: “Ver a estrela. É o ponto de partida…Caminhar, a segunda ação dos Magos, é essencial para encontrar Jesus. De fato, a sua estrela solicita a decisão de se pôr a caminho, a fadiga diária da caminhada; pede à pessoa para se libertar de pesos inúteis e sumptuosidades embaraçantes, que estorvam, e aceitar os imprevistos que não aparecem assinalados no mapa da vida tranquila. Jesus deixa-Se encontrar por quem O busca, mas, para O buscar, é preciso mover-se, sair. Não ficar à espera; arriscar. Não ficar parados; avançar”. (6 de janeiro de 2018)

“Quem não sente a necessidade de uma “estrela” que o guie no seu caminho sobre a terra? Sentem esta necessidade tanto os indivíduos como as nações. Para vir ao encontro deste desejo de salvação universal, o Senhor escolheu para si um povo, que fosse estrela orientadora para “todas as famílias da terra” (Gn 12, 3). Com a Encarnação de seu Filho, Deus alargou, depois, a eleição a todos os outros povos, sem distinção de raça e cultura. Assim nasceu a Igreja, formada por homens e mulheres que, “unidos em Cristo, são dirigidos pelo Espírito Santo na sua peregrinação para o Reino do Pai e receberam uma mensagem de salvação, que devem comunicar a todos” (Gs 1)”. (São João Paulo II)

Conclusão:

“O Messias veio para todas as pessoas e todas as nações, mas nem todas o aceitam e o recebem. A exemplo dos magos e guiados pela estrela, coloquemo-nos a caminho e vamos ao encontro daquele que é nosso motivo de alegria. Alegremo-nos com os magos, pois Deus veio a nós e estabeleceu sua morada entre nós”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração:

“Caros irmãos e irmãs, deixemo-nos guiar pela estrela, que é a Palavra de Deus; sigamo-la na nossa vida, caminhando com a Igreja, onde a Palavra armou a sua tenda. A nossa senda será sempre iluminada por uma luz que sinal algum nos pode oferecer. E também nós poderemos tornar-nos estrelas para os outros, reflexo daquela luz que Cristo fez resplandecer sobre nós. Amém”. (Papa Emérito Bento XVI)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

2 de janeiro de 2019 at 5:42 Deixe um comentário

Reflexão para a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

Iniciamos o Ano Novo com a Solenidade da maternidade divinaIniciamos o Ano Novo com a Solenidade da maternidade divina

O nome Jesus significa Deus Salva! Ele é o Príncipe da Paz. Por isso, hoje, também se comemora o Dia Mundial da Paz!

Cidade do Vaticano

Hoje, oitava de Natal, é celebrado o nome de Jesus dado ao pequeno recém-nascido, mas sobretudo é a solenidade de Maria, sua Mãe, Mãe de Deus e nossa Mãe.

O nome Jesus significa Deus Salva! Ele é o Príncipe da Paz. Por isso, hoje, também se comemora o Dia Mundial da Paz!

Iniciamos o Ano Novo com a Solenidade da maternidade divina: Maria dá à Humanidade a bênção do Pai, a verdadeira paz, Jesus Cristo!

O Menino Deus é a salvação, a perfeita bênção, a paz.

Bênção é o desejo de que a força de Deus desça sobre as pessoas que a recebem, para que saibam enfrentar os desafios do Ano que se inicia.

Jesus é a força de Deus. A bênção não é magia, mas desejo do coração do Homem de salvação e de paz, que são frutos da humildade e da simplicidade de vida.

Deus é Pai de todos e faz chover sobre os bons e os maus. Para enfrentarmos uma situação difícil, devemos ter fé e esperança em Deus.

Iniciamos hoje um tempo que o Senhor nos concede para vivermos no seu Amor e a serviço dos irmãos.

Feliz Ano Novo a todos!

Reflexão do Pe. Cesar Augusto dos Santos

1 de janeiro de 2019 at 15:46 Deixe um comentário

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