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Segundo Domingo da Quaresma – A Transfiguração do Senhor – São Marcos 9, 2-10 – dia 01 de Março

  1. Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles.

3.Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas.

  1. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus.
  2. Pedro tomou a palavra: Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.
  3. Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados.
  4. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o.
  5. E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles.
  6. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos.
  7. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos.

“A Transfiguração de Jesus ilumina antecipadamente o evento de seu sacrifício na Cruz. Do Pai, recebemos nesta celebração os frutos da vitória de Cristo e somos enviados para levar ao mundo a vida e a salvação que Ele quer proporcionar a todos”. (Liturgia Diária)

Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte

O Papa Emérito Bento XVI disse que no episódio da Transfiguração “Jesus queria que os seus discípulos, em particular aqueles que teriam a responsabilidade de guiar a Igreja nascente, fizessem uma experiência direta da sua glória divina, para enfrentar o escândalo da cruz. Com efeito, quando chegar a hora da traição e Jesus se retirar para rezar no Getsêmani, terá próximos precisamente Pedro, Tiago e João, e pedir-lhes-á que vigiem e rezem com Ele ( Mt 26, 38). Eles não conseguiram fazê-lo, mas a graça de Cristo sustentá-los-á e ajudá-los-á a acreditar na Ressurreição”.

O Catecismo (§568) ensina: “A transfiguração de Cristo tem por fim fortalecer a fé dos Apóstolos em vista da paixão: a subida à «alta montanha» prepara a subida ao Calvário. Cristo, cabeça da Igreja, manifesta o que o seu Corpo contém e irradia nos sacramentos: «a esperança da Glória”.

E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus.

”A beleza da glória celeste que a Igreja esperando procura, Cristo a mostra no alto do monte, onde mais que o sol claro fulgura. Este fato é nos tempos notável: ante Pedro, Tiago e João, Cristo fala a Moisés e Elias sobre a sua futura Paixão. Testemunhas da lei, dos profetas e da graça estando presentes, sobre o Filho, Deus Pai testemunha, vindo a voz duma nuvem luzente. Com a face brilhante de glória, Cristo hoje mostrou no Tabor o que Deus tem no céu preparado aos que o seguem, vivendo no amor”. (Liturgia das Horas)

“Transfiguraste-Te sobre a montanha e, na medida em que disso eram capazes, os teus discípulos contemplaram a tua glória, ó Cristo Deus; para que, quando Te vissem crucificado, compreendessem que a tua paixão era voluntária, e anunciassem ao mundo que Tu és verdadeiramente a irradiação do Pai”. (Liturgia Bizantina)

Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o

São João Paulo II disse que a liturgia de hoje “convida-nos a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus que no alto do monte, como de maneira concorde atestam os Sinópticos, se transfigura diante de Pedro, Tiago e João, enquanto da nuvem a voz do Pai proclama: “Este é o Meu Filho amado. Escutai o que Ele diz” (Mc 9, 7). São Pedro, ao recordar com emoção o evento, afirmará: “Fomos testemunhas oculares da Sua majestade” (2 Pd 1, 16).

O Papa Francisco explicou: “Ressoa do alto a voz do Pai que proclama Jesus seu Filho predileto, dizendo: «ouvi-O» (v. 5). Esta palavra é importante! O nosso Pai que disse a estes apóstolos, e diz também a nós: «Ouvi Jesus, porque é o meu Filho predileto». Mantenhamos, esta semana, esta palavra na mente e no coração: «Ouvi Jesus!». E isto não é o Papa que o diz, é Deus Pai, a todos: a mim, a vós, a todos, todos! É como uma ajuda para ir em frente pelo caminho da Quaresma. «Ouvi Jesus!». Não esqueçais”.

Conclusão

“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo o seu esplendor. E com o testemunho da lei e dos profetas, simbolizados em Moisés e Eias, nos ensina que, pela paixão e cruz, chegará à glória da ressurreição. E, enquanto esperamos a realização plena de vossas promessas, com os anjos e com todos os santos, nós vos aclamamos, dizendo a uma só voz…” (Prefácio da Santa Missa do Evangelho da Transfiguração)

Oração

Senhor Jesus, que eu possa ver no rosto sofrido do meu irmão, o Teu próprio rosto transfigurado pelo sofrimento na Tua paixão e morte na Cruz. Senhor Jesus, que eu ouça sempre a Ti como o Pai pediu. E que eu possa seguir todos os dias os ensinamentos de Tua Palavra. Amém.

Testemunho de Vida

Na peregrinação que fizemos à Terra Santa, em 1997, subimos ao Monte Tabor, onde ocorreu a Transfiguração de nosso Senhor Jesus. E ao chegar ao alto da montanha, fiquei pensando o quanto Jesus caminhava por toda aquela região. A subida era bem íngreme. No Monte Tabor se encontra a Basílica da Transfiguração. No centro da Basílica, há uma pintura que retrata a cena do Evangelho ocorrida naquele local: a Transfiguração de Jesus. É tudo muito especial. É um lugar de muito silêncio. É um local de contemplação. Lá do alto avista-se vários lugares da Terra Santa.

As partes: Conclusão, Oração e Testemunho de Vida transcritas neste post, foram extraídas do livro “A Cruz de Cristo é a Nossa Vitória” de Jane Amábile.

23 de fevereiro de 2015 at 11:18 Deixe um comentário

Quaresma – Tempo de buscar o Sacramento da Confissão

 

 

 

Dez Mandamentos de Deus

1º) Amar a Deus sobre todas as coisas.

2º) Não tomar o seu Santo Nome em vão.

3º) Guardar domingos e festas de guarda.

4º) Honrar pai e mãe.

5º) Não matar.

6º) Não pecar contra a castidade.

7º) Não roubar.

8º) Não levantar falso testemunho.

9º) Não desejar a mulher do próximo.

10º) Não cobiçar as coisas alheias.

 

Mandamentos da Santa Igreja Católica

1º) Participar da Missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho.

2º) Confessar-se ao menos uma vez por ano.

3º) Receber o Sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da Ressurreição.

4º) Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja.

5º) Ajudar a Igreja em suas necessidades.

 

Sete Pecados Capitais

1º) Luxúria: apego e valorização extrema aos prazeres carnais, à sensualidade e sexualidade; desrespeito aos costumes; lascívia.

2º) Gula: comer somente por prazer, em quantidade superior àquela necessária para o corpo humano.

3º) Avareza: apego ao dinheiro de forma exagerada, desejo de adquirir bens materiais e de acumular riquezas.

4º) Ira: raiva contra alguém, desejo de vingança.

5º) Soberba: manifestação de orgulho e arrogância.

6º) Vaidade: preocupação excessiva com o aspecto físico para conquistar a admiração dos outros.

7º) Preguiça: negligência ou falta de vontade para o trabalho ou atividades importantes.

Fonte: Revista “Brasil Cristão”

 

Nesta Quaresma busquemos o perdão dos pecados no Sacramento da Confissão. Jesus Cristo está à nossa espera, na pessoa do sacerdote para perdoar as nossas faltas, porque foi para isso que Nosso Senhor morreu na Cruz: Nunca devemos nos esquecer que a misericórdia de Deus é maior que o nosso pecado.

22 de fevereiro de 2015 at 9:31 Deixe um comentário

Editorial: A possível felicidade

2015-02-21 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Quando falamos de juventude e de compromisso, imediatamente nos vêm à memória o grande espetáculo juvenil vivido em 2013 nas areias da Praia de Copacabana, quando milhões de jovens do Brasil e do mundo inteiro se reuniram ao redor do Papa Francisco, para celebrar a vida e o encontro com o Senhor da Vida, Jesus Cristo. Estamos falando da Jornada Mundial da Juventude que arrastou os jovens de todas as partes do planeta para outra praia, não a do Mar da Galileia, mas do Rio de Janeiro. Nesta semana o Papa Francisco dirigiu-se novamente aos jovens do mundo inteiro através de uma mensagem por ocasião da próxima Jornada Mundial da Juventude que se realizará no dia 29 de março, Domingo de Ramos, em nível diocesano.

“Felizes os puros de coração, porque verão a Deus”. Este é o tema extraído do Evangelho de São Mateus da 30ª Jornada Mundial da Juventude, etapa do caminho em direção do encontro internacional de julho de 2016 em Cracóvia, na casa de São João Paulo II, o idealizador das Jornadas.

Um caminho em direção a Cracóvia que tem como guia “o sermão da montanha” de Jesus no qual nove vezes aparece a expressão “felizes”. E da comum busca da felicidade, parte a reflexão do Papa Francisco, um desejo irreprimível de plenitude colocado por Deus no coração de cada pessoa e descrito já nos primeiros capítulos do Gênese como “comunhão perfeita com Deus, com os outros, com a natureza, consigo mesmo”.

Mas depois o pecado entra na história e polui a pureza das origens: daquele momento em diante, escreve o Papa, o acesso direto à presença de Deus não é mais possível, a “bússola” interior que guiava os homens na busca da felicidade perde o seu ponto de referência e então entram a tristeza e a angústia. E ao grito da humanidade Deus, porém, responde enviando o seu Filho que “abre horizontes novos”. Somente ele pode satisfazer as expectativas tantas vezes desiludidas por falsas promessas mundanas.

Francisco então explica o significado de coração, o centro dos sentimentos e dos pensamentos, e da palavra “puro”, isto é, limpo, límpido, livre de substâncias contaminadoras.

E o Papa fala de “ecologia humana”, explicando que “se é necessária uma sã atenção para a custódia da criação, mais ainda devemos custodiar a pureza do que temos de mais precioso”: os nossos corações e as nossas relações, em particular a nossa relação com Deus, o sentir-se amados e guiados por Ele.

O Santo Padre observa em seguida na sua mensagem a vocação humana para o amor, e que o matrimônio não está “fora de moda”. “Exorto vocês a se rebelarem contra a tendência generalizada de banalizar o amor, sobretudo quando se procura reduzi-lo apenas ao aspeto sexual, desvinculando-o assim das suas características essenciais de beleza, comunhão, fidelidade e responsabilidade”.

Francisco refere que na juventude surge “a grande riqueza afetiva”, o “desejo profundo de um amor verdadeiro, belo e grande”, sinal da “capacidade de amar e ser amados”. “Não permitam – escreve – que este valor precioso seja falsificado, destruído ou deturpado”.

Francisco não cansa de elevar a sua voz contra a cultura do provisório, do relativo, e aponta o dedo contra aqueles que pregam que o importante é ‘curtir’ o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, ‘para sempre’, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. O Santo Padre, ao invés disso pede aos jovens que sejam revolucionários que vão contra a corrente, que se rebelem. “Eu tenho confiança em vocês jovens, e rezo por vocês”, disse.

A mensagem do Papa Francisco aos jovens do mundo inteiro contem ainda três conselhos: antes de tudo a oração; e o Papa escreve: vocês sabem que podem falar com Jesus, com o Pai, com o Espírito Santo, como se fala com um amigo? Depois a leitura diária do Evangelho, e o amor pelos irmãos, especialmente os mais esquecidos. Deste modo se torna possível reconhecer a sua presença na nossa história e descobrir qual é o projeto de amor de Deus para cada um. E o Papa é lapidário: a vontade de Deus é que sejamos felizes.

A mensagem do Santo Padre é mais uma mensagem que toca o coração e faz vibrar os sentimentos não só dos jovens, porque apresenta um caminho, certamente com pedras, estreito, mas um caminho que conduz a uma felicidade perene, onde o vazio das escolhas mundanas dá lugar à plenitude do verdadeiro amor. Boa leitura e reflexão das palavras de Francisco. (Silvonei José)

21 de fevereiro de 2015 at 9:56 Deixe um comentário

Mensagem da Quaresma – Bispo do Mindelo convida à conversão

2015-02-21 Rádio Vaticana

Novamente a caminho…

«Convertei-vos a Mim com todo o vosso coração» (Jl 2,12)

Queridos irmãos e irmãs,

Quaresma é um tempo forte de graça e tempo de fortalecer o coração (cf. Tg 5, 8); uma oportunidade especial que nos é dada. Há lugares especiais  e há tempos especiais para cada um de nós; este é o tempo oferecido à comunidade cristã para voltar ao caminho, recolocar-se no fiel seguimento de Jesus Cristo. Voltar ao coração de Deus: Aquele que nos criou por Amor, para Ele, e incessantemente nos atrai com o seu amor de Pai. É Ele a nossa força, porque  a força do Amor procede d’Ele.  Amou-nos loucamente em Cristo  Jesus,  o Pródigo que saiu da Casa e no Seu regresso anseia por levar junto do Pai, todos os seus irmãos transviados, perdidos, esmorecidos, fracassados na marcha…

Com facilidade nos prendemos demasiado na dimensão quaresmal que soa a zona sombria e cinzenta; Talvez porque o nosso pecado fala por vezes alto de mais a ponto de ensombrar a nossa alegria  cristã. Mas, se é verdade que precisamos pôr diante de nós o nosso pecado, a nossa miséria e o nosso nada, muito mais verdade é que devemos colocar diante de nós o Amor e o Perdão de Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar. «A Quaresma convida-nos a praticar o espírito de penitência, não na sua acepção negativa de tristeza e de frustração, mas na de elevação do espírito, de libertação do mal, de afastamento do pecado e de todos os condicionamentos que possam dificultar o nosso caminho para a plenitude da vida»[1]

Voltemos com coragem e humildade ao caminho da Luz e da Verdade que é o próprio Jesus Cristo; rasguemos os nossos corações, mais do que as nossas vestes (Cf. Jl 2, 12) em sinal de autêntica conversão, porque uma vez convertidos ao coração de Deus, seremos um bom instrumento de paz junto dos nossos irmãos e na nossa sociedade sedenta de reconciliação e de paz.

Quaresma é aproximarmo-nos de Deus que por Sua vez nos remete para os irmãos para os amarmos à Sua maneira.   Este tempo  propenso à partilha do que somos e do que temos, convida-nos a exercitarmos de novo a prática da caridade. O Papa Francisco na mensagem quaresmal deste ano dirige-nos um forte apelo a não nos deixarmos  vencer pela tentação da indiferença. Deus não é indiferente a ninguém. «Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos». É  desejo do Papa que «os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!»

Recentemente estive em visita pastoral à Paróquia de Santo António das Pombas, que se situa num dos Concelhos mais pobres do nosso país – o Paúl. A mim chocou-me muito  ver uma zona com ribeiras tão férteis e rica em água e plantações, mas com um povo a passar as maiores privações. Encontrei pessoas que vivem praticamente num buraco, sem luz do sol, gente cuja sua iluminação em casa é uma pobre lamparina de lata, alimentada a petróleo, outros vivem sob tectos que ameaçam ruir em qualquer momento, meninos que talvez a sua única alimentação quente seja aquela que a escola, com a generosidade de alguns benfeitores, consegue proporcionar-lhes.

Assim, a proposta de Renúncia Quaresmal para este ano, será para as famílias mais necessitadas desse Município. A Paróquia de S. António das Pombas e a Caritas, encarregar-se-ão de acudir aos casos mais gritantes de miséria humana e material, com a nossa ajuda fraterna. A Igreja, como lembra a mensagem do Papa, é communio sanctorum [comunhão dos santos], não só porque, nela, tomam parte os Santos mas também porque é comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons; e, entre estes, há que incluir também a resposta de quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas santas, aquilo que cada um possui, não o reserva só para si, mas tudo é para todos.

A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum. Deixemo-nos conduzir pelo amor e pela generosidade!

Aproveito para informar que o fruto da Renúncia Quaresmal de 2014 foi de 320.246$00 e que como havíamos indicado, será para Associação Cabo-verdiana de Luta contra o Cancro. Deus olha a sinceridade do coração e recompensará a nossa generosidade em favor dos seus pobres. O papel de sensibilização para a partilha, por parte dos pastores e outros animadores da comunidade, é importante.

Boa caminhada quaresmal com Deus e com os irmãos no coração!

Mindelo, 18 de Fevereiro de 2015, Quarta-feira de Cinzas

21 de fevereiro de 2015 at 9:53 Deixe um comentário

Reconhece a dignidade da tua natureza – reflexão de São Leão Magno

Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Serm. in Nat. Dom. 7, 2.6: PL 54, 217-218.220-221) (Sec. V)

Nosso Senhor Jesus Cristo, nascendo como verdadeiro homem, sem nunca deixar de ser verdadeiro Deus, iniciou em Si uma nova criatura e com o seu nascimento deu ao género humano um princípio de vida espiritual. Que inteligência poderá compreender este mistério, que língua será capaz de descrever semelhante benefício? A humanidade pecadora reencontra a inocência, o homem envelhecido no mal recebe uma vida nova; os que eram inimigos e estavam longe de Deus tornam-se filhos adoptivos e seus herdeiros.

Desperta, ó homem, e reconhece a dignidade da tua natureza. Lembra-te que foste criado à imagem de Deus e que esta imagem, embora corrompida em Adão, foi restaurada em Cristo… Se somos templos de Deus e o Espírito Santo habita em nós, vale muito mais o que cada fiel tem na alma do que todas as maravilhas que se contemplam no céu.

Fonte: Vaticano

17 de fevereiro de 2015 at 9:34 Deixe um comentário

Primeiro Domingo da Quaresma – Fazei penitência e crede no Evangelho – São Marcos 1, 12-15 – Dia 22 de Fevereiro

  1. E logo o Espírito o impeliu para o deserto.
  2. Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam.
  3. Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia:
  4. “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho.”

E logo o Espírito o impeliu para o deserto. Aí (Jesus) esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio

O Papa Francisco disse: “O Evangelho do primeiro domingo da Quaresma apresenta cada ano o episódio das tentações de Jesus, quando o Espírito Santo, que desceu sobre Ele depois do baptismo no Jordão, o levou a enfrentar abertamente Satanás no deserto, por quarenta dias, antes de iniciar a sua missão pública. O tentador procura desencorajar Jesus do projeto do Pai, isto é, do caminho do sacrifício, do amor que oferece a si mesmo em expiação, para lhe fazer empreender um caminho fácil, de sucesso e poder”.

“Impelido pelo Espírito, Jesus, antes de começar a sua missão pública, jejuou durante quarenta dias como expressão de confiante abandono ao desígnio salvífico do Pai (Mt 4,1-4); deu indicações concretas para que a prática do jejum, entre os seus discípulos, não se prestasse a formas adulteradas de ostentação e de hipocrisia ( Mt 6,16-18)”. (Liturgia do Vaticano – 2002)

Santo Agostinho disse assim: “Nosso Senhor, o Cristo Jesus, foi tentado no deserto pelo diabo. Em Cristo, és tu que és tentado, porque Cristo tomou de ti a Sua humanidade para te dar a Sua salvação, de ti tomou a Sua morte para te dar a Sua vida, de ti sofreu os Seus ultrajes para te dar a Sua honra. Foi, portanto, de ti que Ele tomou as tentações, para te dar a Sua vitória. Se somos tentados n’Ele, n’Ele também triunfaremos do diabo”.

 Fazei penitência e crede no Evangelho

“Ó Pai, nesta Quaresma, ouvi nossos pedidos: na mais contrita prece nos vedes reunidos. Sondais as nossas almas, na fé tão inconstantes: se para vós se voltam, mudai-as quanto antes. Pecamos, na verdade, tão longe da virtude: Senhor, por vosso nome, a todos dai saúde. Fazei que nosso corpo, enfim disciplinado, o dia todo fuja da culpa e do pecado. Que o tempo da Quaresma nos leve à santidade, e assim louvar possamos a glória da Trindade”. (Liturgia das Horas)

“A nossa oração, feita de humildade e caridade, no jejum e na esmola, na temperança e no perdão das ofensas, oferecendo coisas boas e não restituindo as más, afastando-se do mal e praticando o bem, procura e alcança a paz. Com as asas destas virtudes, a nossa oração voa com segurança e é levada mais facilmente até ao céu, onde nos precedeu Cristo nossa paz”. (Santo Agostinho)

O Sacramento da Penitência (Confissão)

O Papa Francisco disse que no sacramento da Confissão, o sacerdote “acolhe os penitentes não com a atitude de um juiz nem com a de um simples amigo, mas com a caridade de Deus, com o amor de um pai que vê voltar o filho e vai ao seu encontro, do pastor que reencontrou a ovelha tresmalhada. O coração do sacerdote sabe comover-se, não por sentimentalismo ou mera emotividade, mas pelas «vísceras de misericórdia» do Senhor! Se é verdade que a tradição nos indica o dúplice papel de médico e juiz para os confessores, nunca esqueçamos que como médico é chamado a curar e como juiz a absolver”.

O Catecismo (§1422) ensina: “Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão”.

Conclusão

Do Papa Francisco: “Queridos irmãos, o tempo da Quaresma é ocasião propícia para todos nós cumprirmos um caminho de conversão, confrontando-nos sinceramente com esta página do Evangelho. Renovemos as promessas do nosso Batismo: renunciemos a Satanás e a todas as suas obras e seduções — porque ele é um sedutor — para caminhar pelas veredas de Deus e «chegar à Páscoa na alegria do Espírito”.

Oração

“Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado. Acolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”. (Liturgia das Horas)

Jane Amábile- Com. Divino Espírito Santo

17 de fevereiro de 2015 at 9:32 Deixe um comentário

Quarta-Feira de Cinzas – Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens só para serdes vistos por eles – São Mateus 6, 1-6. 16-18 – Dia 18 de Fevereiro

  1. Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.
  2. Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
  3. Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
  4. Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.
  5. Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
  6. Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
  1. Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
  2. Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.
  3. Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.

As Cinzas – Convertei-vos e Crede no Evangelho

O Catecismo (§§ 1427-1432) ensina: “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: ‘Arrependei- vos, porque está próximo o reino dos céus’ » (Mt 4,17) Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do Reino: «Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho» (Mc 1,15). Na pregação da Igreja, este apelo é feito em primeiro lugar aos que ainda não conhecem a Cristo e o seu Evangelho. Além disso, o Batismo é o principal lugar da primeira e fundamental conversão”.

“Ó Pai, nesta Quaresma, ouvi nossos pedidos: na mais contrita prece nos vedes reunidos. Sondais as nossas almas, na fé tão inconstantes: se para vós se voltam, mudai-as quanto antes. Pecamos, na verdade, tão longe da virtude: Senhor, por vosso nome, a todos daí saúde. Fazei que nosso corpo, enfim disciplinado, o dia todo fuja da culpa e do pecado. Que o tempo da Quaresma nos leve à santidade, e assim louvar possamos a glória da Trindade”. (Liturgia das Horas)

Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles

O Papa Francisco propõe uma meditação sobre o verdadeiro significado da penitência quaresmal: “Por detrás das leituras de hoje está o fantasma da hipocrisia, da formalidade de cumprir os mandamentos, neste caso o jejum». Portanto, «Jesus volta ao tema da hipocrisia muitas vezes quando vê que os doutores da lei pensam que são perfeitos: cumprem tudo o que está nos mandamentos como se fosse uma formalidade».

Carregar a própria cruz e seguir Jesus

O Papa Emérito Bento XVI disse que “a Quaresma é um caminho, é acompanhar Jesus que sobe a Jerusalém, lugar do cumprimento do seu mistério de paixão, morte e ressurreição; recorda-nos que a vida cristã é um «caminho» a percorrer, e que consiste não tanto numa lei a observar, quanto na própria pessoa de Cristo a encontrar, receber e seguir. Com efeito, Jesus diz-nos: «Se alguém quiser vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lc 9, 23).

São João Paulo II também disse que “com o rito das Cinzas, demos início à Quaresma, tempo litúrgico que todos os anos nos recorda uma verdade fundamental: não se entra na vida eterna sem carregar a nossa cruz, em união com Cristo. Não se alcança a felicidade e a paz, sem enfrentar o combate interior com coragem. Trata-se de um combate que se vence com as armas da penitência: a oração, o jejum e as obras de misericórdia. Tudo isto deve realizar-se no segredo, sem hipocrisia, em espírito de amor sincero a Deus e aos irmãos”.

Quaresma- Tempo forte de oração, jejum e esmola

São Pedro Crisólogo disse: “O jejum é a alma da oração e a misericórdia dá vida ao jejum. Ninguém queira separar estas três coisas, pois são inseparáveis. Quem pratica somente uma delas ou não pratica todas simultaneamente, é como se nada fizesse. Por conseguinte, quem ora também jejue; e quem jejua, pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede; pois aquele que não fecha seus ouvidos às súplicas alheias, abre os ouvidos de Deus às suas próprias súplicas”.

Santo Agostinho ensinou que “o jejum e a esmola são «as duas asas da oração», que lhe permitem tomar mais facilmente o seu impulso e chegar até Deus. Deste modo a nossa oração, feita de humildade e caridade, no jejum e na esmola, na temperança e no perdão das ofensas, oferecendo coisas boas e não restituindo as más, afastando-se do mal e praticando o bem, procura e alcança a paz. Com as asas destas virtudes, a nossa oração voa com segurança e é levada mais facilmente até ao céu, onde nos precedeu Cristo nossa paz”.

A Oração

O Papa Francisco disse: “Diante de tantas feridas que nos angustiam e que poderiam tornar o nosso coração insensível, somos chamados a mergulhar no mar da oração, que é o oceano do Amor ilimitado de Deus, para saborear a sua ternura. A Quaresma é tempo de oração, de uma prece mais intensa, mais prolongada, mais assídua e mais capaz de nos tornar responsáveis pelas necessidades dos irmãos; prece de intercessão, a fim de rogar a Deus por tantas situações de pobreza e de sofrimento”.

 

O Jejum

“O jejum implica uma atitude de fé, de humildade, de total dependência de Deus. Recorre-se ao jejum como preparação para o encontro com Deus (Ex 34,28; 1 Re 19,8; Dn 9,3), antes de enfrentar uma missão difícil (Jz 20,26; Est 4,16) ou implorar o perdão duma culpa (1 Re 21,27), para manifestar a dor causada por uma desgraça familiar ou nacional (1 Sm 7,6; 2 Sm 1,12; Br 1,5); mas o jejum, inseparável da oração e da justiça, visa sobretudo a conversão do coração, sem a qual, como denunciavam já os profetas (-Is 58,2-11; Jr 14,12; Zc 7,5-14), ele não tem sentido”. (Departamento para as Celebrações Litúrgicas do Santo Padre – 2002)

A Esmola                                                                                                                                     

O Papa Francisco disse assim a esmola “indica a gratuidade, porque na esmola damos a alguém de quem nada esperamos receber em troca. A gratuidade deveria ser uma das características do cristão que, consciente de ter recebido tudo de Deus gratuitamente, ou seja, sem qualquer mérito, aprende também a doar aos outros de modo gratuito. Hoje muitas vezes a gratuidade não faz parte da vida diária, onde tudo se vende e tudo se compra. Tudo é cálculo e medida. A esmola ajuda-nos a viver a gratuidade do dom, que é liberdade da opressão da posse, do medo de perder aquilo que possuímos, da tristeza de quem não quer compartilhar o seu bem-estar com o próximo”.

Conclusão

Do Papa Francisco: “Com os seus convites à conversão, providencialmente, a Quaresma desperta-nos, acorda-nos do torpor e do risco de irmos em frente por inércia. A exortação que o Senhor nos dirige através do profeta Joel é vigorosa e clara: «Voltai para mim com todo o vosso coração» (Jl 2, 12). Por que motivo devemos voltar para Deus? Porque algo não funciona em nós, na sociedade e na Igreja, e porque temos necessidade de mudar, de fazer uma transformação. E isto chama-se precisar de conversão!”

Quaresma – Tempo Eucarístico

“Na mensagem para a Quaresma, convidei a viver estes quarenta dias de especial graça como um tempo “eucarístico”. Haurindo daquela fonte inexaurível de amor que é a Eucaristia, na qual Cristo renova o sacrifício redentor da Cruz, cada cristão pode perseverar no itinerário que hoje empreendemos solenemente. As obras de caridade (a esmola), a oração, o jejum juntamente com qualquer outro esforço sincero de conversão encontram o seu significado mais alto e valor na Eucaristia, centro e ápice da vida da Igreja e da história da salvação”. (Papa Emérito Bento XVI)

Oração

De São João Paulo II: “Maria Santíssima, que no meio das ocupações quotidianas conservava a mente e o coração sempre dirigidos para o mistério do seu Filho, nos leve a realizar um frutuoso itinerário quaresmal. Amém”!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

16 de fevereiro de 2015 at 10:22 Deixe um comentário

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