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Ramos e Paixão do Senhor – São Mateus 21, 1-11 e São Mateus 27, 11-54 – Dia 05 de abril de 2020

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Ramos – São Mateus 21, 1-11

“1.Aproximavam-se de Jerusalém. Quando chegaram a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos,* 2.dizendo-lhes: “Ide à aldeia que está defronte. Encon­tra­reis logo uma jumenta amarrada e com ela seu jumentinho. Desamarrai-os e trazei-mos. 3.Se alguém vos disser qualquer coisa, respondei-lhe que o Senhor necessita deles e que ele sem demora os devolverá”. 4.Assim, neste acontecimento, cumpria-se o oráculo do profeta: 5.Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo (Zc 9,9). 6.Os discípulos foram e exe­cutaram a ordem de Jesus. 7.Trouxe­ram a jumenta e o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar. 8.Então, a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada. 9.E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: “Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”.* 10.Quando ele entrou em Jerusalém, alvoroçou-se toda a cidade, perguntando: “Quem é este?”. 11.A multidão respondia: “É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia”.”

Paixão do Senhor – São Mateus 27, 11-54 

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“11.Jesus compareceu diante do governador, que o interrogou: “És o rei dos judeus?”. “Sim” –, respondeu-lhe Jesus. 12.Ele, porém, nada respondia às acusações dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos. 13.Perguntou-lhe Pilatos: “Não ouves todos os testemunhos que levantam contra ti?”. 14.Mas, para grande admiração do governador, não quis responder a nenhuma acusação. 15.Era costume que o governador soltasse um preso a pedido do povo em cada festa de Páscoa. 16.Ora, havia naquela ocasião um prisio­neiro famoso, chamado Barra­bás. 17.Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: “Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?”. 18.(Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.) 19.Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: “Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito”. 20.Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus. 21.O governador tomou então a palavra: “Qual dos dois quereis que eu vos solte?”. Res­ponderam: “Barrabás!”. 22.Pilatos perguntou: “Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo?”. Todos responderam: “Seja crucificado!”. 23.O governador tornou a perguntar: “Mas que mal fez ele?”. E gritavam ainda mais forte: “Seja crucificado!”. 24.Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: “Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!”. 25.E todo o povo respondeu: “Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!”. 26.Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. 27.Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão. 28.Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. 29.Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: “Salve, rei dos judeus!”. 30.Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. 31.Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar. 32.Saindo, encontraram um ho­mem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus. 33.Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar do crânio. 34.Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber.* 35.Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando à sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram à sorte (Sl 21,19). 36.Sentaram-se e montaram guarda. 37.Por cima de sua cabeça penduraram um escrito trazendo o motivo de sua crucificação: “Este é Jesus, o rei dos judeus”. 38.Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. 39.Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam: 40.“Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”. 41.Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele: 42.“Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele! 43.Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus!”. 44.E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam. 45.Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas. 46.Próximo da hora nona, Jesus exclamou em voz forte: “Eli, Eli, lammá sabactáni?” – o que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.* 47.A essas palavras, alguns dos que lá estavam diziam: “Ele chama por Elias”. 48.Imedia­tamente, um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-lha na ponta de uma vara para que bebesse. 49.Os outros diziam: “Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo”. 50.Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma. 51.E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas.* 52.Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram. 53.Saindo de suas sepulturas, entraram na cidade santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas. 54.O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, dian­te do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!”.”

Fonte – Bíblia Católica Online

“Com os ramos nas mãos, seguimos os passos de Jesus em sua entrada em Jerusalém e em seu percurso rumo à cruz. A solene liturgia nos introduz na Semana Santa, centro do grande acontecimento de nossa fé: o mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor. Acolhamos e bendigamos aquele que vem a nós como humilde servidor”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “o Domingo de Ramos é o grande portal de entrada na Semana Santa, a semana em que o Senhor Jesus caminha até ao ponto culminante da sua existência terrena. Ele sobe a Jerusalém para dar pleno cumprimento às Escrituras e ser pregado no lenho da cruz, o trono donde reinará para sempre, atraindo a Si a humanidade de todos os tempos e oferecendo a todos o dom da redenção”.

O Papa Francisco disse assim: “Jesus entra em Jerusalém. A liturgia convidou-nos a intervir e participar na alegria e na festa do povo que é capaz de aclamar e louvar o seu Senhor; alegria que esmorece, dando lugar a um sabor amargo e doloroso depois que acabamos de ouvir a narração da Paixão. Nesta celebração, parecem cruzar-se histórias de alegria e sofrimento, de erros e sucessos que fazem parte da nossa vida diária como discípulos, porque consegue revelar sentimentos e contradições que hoje em dia, com frequência, aparecem também em nós, homens e mulheres deste tempo…”

“Frustando a expectativa messiânica da multidão, Jesus não entra entra em Jerusalém de forma triunfal, mas montado num jumentinho, o transporte dos pobres, afirmando assim seu messianismo pacífico, e cumprindo a profecia de Zacarias”. (Dia a Dia Ed. Paulus)

Dom Henrique Soares da Costa ensinou: “Os ramos que trazemos nas mãos significam que reconhecemos Jesus como o Messias de Israel, prometido por Deus. Significam também que nos dispomos a segui-lo como o Servo que dá a vida na cruz. Levaremos estes ramos para casa. Devemos guardá-los num lugar visível durante todo o ano, para recordar nosso compromisso de seguir o Cristo num caminho de humildade e despojamento…”

O Papa Francisco explicou: “As aclamações da entrada em Jerusalém e a humilhação de Jesus. Os gritos de festa e o encarniçamento feroz. Anualmente, este duplo mistério acompanha a entrada na Semana Santa com os dois momentos caraterísticos desta celebração: ao início, a procissão com os ramos de palmeira e de oliveira e, depois, a leitura solene da narração da Paixão”.

“O evangelho da Paixão segundo Mateus descreve o processo de julgamento e condenação do justo por excelência: Jesus. Os adversários, nesta hora, unem-se para acusar injustamente e condenar como subversivo o homem de Nazaré. Ele é vítima do império, que não admite contestação. A vida fiel ao Pai leva Jesus a não ter medo nem desistir da missão que Deus lhe confiara. Discípulo seu é aquele que o segue e permanece com Ele, mesmo diante dos perigos, e carrega a própria cruz”. (Liturgia Diária)

Mons. José Maria disse assim: “Terminada a procissão (de Ramos) mergulha-se no mistério da Paixão de Jesus Cristo: Em Is 50 4-7 descreve o Servo sofredor, na esperança da vitória final. Vemos nele a própria pessoa de Jesus Cristo. Em Fl 2,6-11 temos a chave principal de todo o mistério deste Domingo de Ramos: Jesus humilhou-se e por isso Deus o exaltou! No texto de  Mc 15,1-39, somos chamados a contemplar a PAIXÃO e a MORTE de Jesus. Que durante a Semana Santa possamos tirar muitos frutos da meditação da Paixão de Cristo”.

Dom Henrique Soares da Costa disse que : “aquilo que ele (Jesus) realizou na sua existência toda, acolhendo, perdoando, curando, restaurando a esperança… isto é, entregando-se a nós e por nós, agora ele vai consumar até a morte e morte de cruz! Acolher esse serviço é reconhecer que Cristo morreu por nós, por nós entregou sua vida… e, assim, ser-lhe grato de todo o coração, como Paulo, que exclamava: “Ele me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). Sejamos-lhe gratos: vivamos também nós por ele!”

O Padre César Augusto disse que “entramos na Semana Santa, onde aprofundaremos nosso conhecimento no amor de Cristo por nós e, consequentemente seremos agraciados com mais amor. Que possamos chegar à Páscoa da Ressurreição mais assemelhados ao Cristo obediente!”

Conclusão: (São Bernardo)

“Como eram diferentes umas vozes e outras! Fora, fora, crucifica-o e bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas! Como são diferentes as vozes que agora o aclamam  Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco o despojam das suas e lançam a sorte sobres elas.”

Oração: (Prefácio)

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Inocente, Jesus quis sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição
nos trouxe vida nova. Por ele, os anjos cantam vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, cantando (dizendo) a
uma só voz:

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

30 de março de 2020 at 5:43 Deixe um comentário

Reflexão para V Domingo da Quaresma

Cristo

Ele disse: “ Quem crê em mim, ainda que morra viverá, e quem vive e crê em mim, não morrerá para sempre.”

Padre Cesar Augusto dos Santos, SJ

“Senhor como fonte da Vida”

O tema da liturgia deste domingo é o Senhor como fonte da Vida, como a própria Vida.

Este relato é uma catequese sobre a ressurreição. Faz parte do tradicionalmente chamado Livro dos Sinais, do qual é o sétimo e o último sinal realizado por Jesus, segundo o Evangelho de João.

A primeira leitura fala da reverificação de ossos ressequidos e o evangelho nos apresenta a belíssima cena conhecida como ressurreição de Lázaro. O Senhor mostra seu poder não para intimidar o ser humano, mas para salvá-lo, para trazê-lo à vida e devolver a alegria à sua família.

Se prestarmos bastante atenção nos gestos de Jesus, ele não restringe sua ação aos momentos limites como a morte, mas ele age trazendo a saúde, recuperando pessoas envolvidas com situações de morte, enfim perdoando o pecados. Ele, a Vida, recupera o que estava perdido.

Por isso, supliquemos ao Senhor da Vida que traga harmonia àquele casal que está com dificuldades no relacionamento conjugal, àquele jovem que perde sua vida nas drogas, àquele pai de família que gasta o dinheiro do sustento familiar nos jogos de azar, àquela moça que destrói sua vida através da prostituição.

Apresentemos ao Senhor aquelas mães que pensam em abortar a vida que Deus colaborou para que gerassem, aqueles médicos que desejam aliviar o sofrimento de seus pacientes agindo diretamente contra o dom divino da vida, e tantos outros casos que conhecemos. Só Deus poderá iluminar essas pessoas, mostrando-lhes o verdadeiro sentido da vida e dando-lhes coragem para enfrentar  com fé, esperança e caridade essas situações dificílimas.

O Senhor quer nos libertar de todas essas mortes e também daquela que leva nosso corpo para o cemitério, quer sinalizar que pode muito mais, que pode nos libertar da morte definitiva. Ele disse: “ Quem crê em mim, ainda que morra viverá, e quem vive e crê em mim, não morrerá para sempre.”

A segunda leitura da liturgia de hoje nos apresenta Paulo dizendo que não morremos porque, no batismo, assumimos essa vida dada a nós, por Jesus, em sua cruz e ressurreição. A partir do batismo, da profissão de fé em Jesus, viveremos, mesmo que, aparentemente, estejamos mortos. Aí não será uma reanimação do corpo ou revivificação como em Lázaro, que voltou à vida e depois morreu de novo, mas ressurreição, ou seja, Jesus nos dá a vida sem fim e plena, sem doenças, sem drogas, sem desavenças.

Ele nos dará aquilo que desejamos: vida saudável, ao lado das pessoas queridas que amamos, ao lado do Pai, de Maria, de todos os santos, e para sempre. Essa vida já pode começar agora, se colocarmos em prática a renúncia à cultura de morte, renúncia feita no batismo e, simultaneamente, colocarmos também em prática a profissão de fé na cultura de vida trazida por Jesus.

Que a graça de Deus nos conduza à opção pela Vida, em todos os momentos de nossa caminhada. Que nossa religiosidade nos leve a colocar em prática a ordem de Jesus: “Desatai-o e deixai-o ir”. Desatemos os laços de morte que amarram a nós e a nossos irmãos, e caminhemos juntos para a vida, como filhos do mesmo Pai, como destinatários que somos todos nós da salvação trazida por Cristo Jesus, nosso Redentor!

28 de março de 2020 at 11:20 Deixe um comentário

«Lázaro, sai para fora»

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«Lázaro, sai para fora». Deitado no túmulo, ouviste este chamamento imperioso. Haverá voz mais sonora que a do Verbo? Então, vieste para fora, tu, que estavas morto, e não apenas há quatro dias, mas há muito tempo. Ressuscitaste com Cristo […]; caíram-te as ligaduras. Agora, não voltes a cair na morte; não voltes a juntar-te aos que habitavam nos túmulos; não te deixes abafar pelas ligaduras dos teus pecados. É que talvez não pudesses voltar a ressuscitar. Poderias acaso retirar da morte deste mundo a ressurreição de todos, no final dos tempos? […] Que o chamamento do Senhor te ressoe, pois, aos ouvidos! Não te feches aos ensinamentos e aos conselhos do Senhor. Se estavas cego e mergulhado em trevas no túmulo, abre os olhos para não te afundares no sono da morte. Na luz do Senhor, contempla a luz; no Espírito de Deus, fixa o teu olhar no Filho. Se acolheres a Palavra, concentrarás na tua alma todo o poder de Cristo, que cura e ressuscita. […] Não receies sofrer para conservar a pureza do teu batismo e abre no coração os caminhos que te fazem ascender ao Senhor. Conserva cuidadosamente o ato de libertação que recebeste por pura graça. […] Sejamos luz, como os discípulos aprenderam a sê-lo com Aquele que é a grande Luz: «Vós sois a luz do mundo» (Mt 5,14). Sejamos luminárias no mundo, erguendo bem alto a Palavra da vida, sendo poder de vida para os outros. Partamos em busca de Deus, em busca daquele que é a primeira e a mais pura das luzes.

Sermão de São Gregório de Nazianzo

Fonte: Evangelho Quotidiano

26 de março de 2020 at 10:45 Deixe um comentário

O Verbo desceu ao seio da Virgem

Angelus (A Trindades)

O Verbo veio de Si mesmo, e desceu abaixo de Si mesmo quando Se fez carne e habitou entre nós (cf Jo 1,4), quando Se despojou de Si mesmo, tomando a forma de escravo (cf Fil 2,7). O seu despojamento foi uma descida. Mas desceu de maneira a não ser privado de Si mesmo, fez-Se carne sem deixar de ser o Verbo, tomou a nossa humanidade sem diminuir a glória da sua majestade. […] Com efeito, da mesma maneira que o brilho do Sol penetra o vidro sem o partir, e que o raio da visão mergulha num líquido puro e tranquilo sem o separar nem o dividir, sondando todas as coisas até ao fundo, assim também o Verbo de Deus alcançou o seio virginal e dele saiu, deixando fechado o seio de Maria. […] O Deus invisível fez-Se, pois, carne visível; impassível e imortal, mostrou-Se passível e mortal. Aquele que escapa aos limites da nossa natureza quis ser contido nela. Aquele cuja imensidade encerra o conjunto do céu e da Terra encerrou-Se no seio de uma Mãe. E Aquele que os céus dos céus não podem conter foi estreitado nas entranhas de Maria. Se queres saber como foi que isso aconteceu, ouve o arcanjo explicar a Maria o desenrolar do mistério: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra». […] Pois foi a ti, de preferência a todos e acima de todos, que Ele escolheu, para que ultrapassasses, em plenitude de graça, todos quantos, antes ou depois de ti, foram ou virão a ser.

Homilia de Santo Amadeu de Lausana

Fonte: Evangelho Quotidiano

 

 

 

 

25 de março de 2020 at 5:38 Deixe um comentário

Quinto Domingo da Quaresma – São João 11, 1-45 – Dia 29 de março de 2020

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“1.Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta. 2.Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão. 3.Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: “Senhor, aquele que tu amas está enfermo”. 4.A essas palavras, disse-lhes Jesus: “Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus”. 5.Ora, Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro. 6.Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar. 7.Depois, disse a seus discípulos: “Voltemos para a Judeia”. 8.“Mestre” – responderam eles –, “há pouco os judeus te queriam apedrejar, e voltas para lá?”. 9.Jesus respondeu: “Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10.Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz”. 11.Depois dessas palavras, ele acrescentou: “Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo.” 12.Disseram-lhe os seus discípulos: “Senhor, se ele dorme, há de sarar”. 13.Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal. 14.Então, Jesus lhes declarou abertamente: “Lázaro morreu. 15.Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos a ele.” 16.A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: “Vamos também nós, para morrermos com ele”.* 17.À chegada de Jesus, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro. 18.Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios.* 19.Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão. 20.Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa. 21.Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! 22.Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus te concederá”. 23.Disse-lhe Jesus: “Teu irmão ressurgirá”. 24.Respondeu-lhe Marta: “Sei que há de ressurgir na ressurreição no último dia”. 25.Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. 26.E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisso?”.* 27.Respondeu ela: “Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo”.* 28.A essas palavras, ela foi chamar sua irmã Maria, dizendo-lhe baixi­nho: “O Mestre está aí e te chama”. 29.Apenas ela o ouviu, levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele. 30.(Pois Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava ainda naquele lugar onde Marta o tinha encontrado.) 31.Os judeus que estavam com ela em casa, em visita de pêsames, ao verem Maria levantar-se depressa e sair, seguiram-na, crendo que ela ia ao sepulcro para ali chorar. 32.Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!”. 33.Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, 34.perguntou: “Onde o pusestes?”. Responderam-lhe: “Senhor, vinde ver.” 35.Jesus pôs-se a chorar. 36.Obser­varam por isso os judeus: “Vede como ele o amava!”. 37.Mas alguns deles disseram: “Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse. 38.Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepul­cro. Era uma gruta, coberta por uma pedra. 39.Jesus ordenou: “Tirai a pedra”. Disse-lhe Marta, irmã do morto: “Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí…”. 40.Respondeu-lhe Jesus: “Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus?”. Tiraram, pois, a pedra. 41.Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: “Pai, rendo-te graças, porque me ouviste. 42.Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me envias­te”. 43.Depois dessas palavras, exclamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!”. 44.E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: “Desatai-o e deixai-o ir”. 45.Muitos dos judeus, que ti­nham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.”
Fonte – Bíblia Católica Online

“O Espírito de Deus, que mora em nós, conduziu-nos a esta celebração, a fim de caminharmos, no dia a dia, desvencilhados dos laços mortais da descrença e do egoísmo. Com Marta e Maria, professemos nossa fé em Cristo Jesus, ressurreição e vida plena para todos os que se deixam iluminar por sua Palavra e se alimentam com a Eucaristia”. (Liturgia Diária)

O Padre Guido Mottinelli disse assim: “Jesus ressuscita Lázaro. Maria, irmã do falecido, diz chorando: ‘Se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”. Jesus também chora e alguém comenta: “Vede como ele o amava”.  O milagre que acontece não só recompensa a fé de Maria, mas, como Jesus declara em sua oração ao Pai, “para que os homens creiam que tu me enviaste”. Estamos prestes a celebrar a Semana Santa, contemplando a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.  Ninguém pode permanecer indiferente diante da ação de Deus, que oferece seu Filho em sacrifício para resgatar o homem pecador”.

“O episódio da ressurreição de Lázaro, narrado apenas no Evangelho de São João, tem um valor profético e simbólico, porque preanuncia a Ressurreição de Cristo. A casa dos amigos de Betânia e o sepulcro vazio de Lázaro tornaram-se, logo, desde os primórdios do cristianismo, meta de peregrinações, às vésperas do Domingo de Ramos. Segundo São Jerônimo, na época medieval, ao lado do sepulcro do amigo, teria sido fundado um mosteiro, que contava com a proteção do próprio imperador Carlos Magno”. (Vatican News)

O Papa Francisco explicou: “A nossa ressurreição começa por aqui: quando decidimos obedecer a este mandamento de Jesus saindo para a luz, para a vida; quando caem do nosso rosto as máscaras — muitas vezes nós estamos mascarados pelo pecado, as máscaras devem cair! — e não encontramos a coragem do nosso rosto original, criado à imagem e semelhança de Deus”. (Angelus, 6 de Abril de 2014)

Conclusão:

“Três dias, sepulcro, panos: a ressurreição de Lázaro prefigura a de Jesus. Simboliza também a vida sobrenatural que Jesus comunica.  A finalidade principal dos sinais que Jesus realiza é levar os discípulos a acreditarem nele, o Messias que veio resgatar a vida plena para todos.  Marta e Maria dizem que Lázaro está morto; Jesus diz que ele dorme!  Para alguns, a morte é vista como barreira intransponível; Jesus, ao invés, considera a morte como simples sono, do qual será fácil despertar. Marta acredita na ressurreição do último dia. Mas Jesus é vida não só depois da morte; é vida em abundância também para aqui e agora. Diante do túmulo, após agradecer ao Pai comunicador de vida, Jesus chama Lázaro para fora.  Qual ovelha fiel e dócil, Lázaro ouve a voz do Pastor e, totalmente livre, totalmente livre, volta a viver”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração: (Prefácio)

PR: Na Verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Verdadeiro homem, Jesus chorou o amigo Lázaro. Deus vivo e eterno, ele o ressuscitou, tirando-o do túmulo. Compadecendo-se da humanidade, que jaz na morte do pecado, por seus sagrados mistérios ele nos eleva ao reino da vida nova. Enquanto esperamos a glória eterna, com os anjos e com todos os santos, nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só voz…

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

23 de março de 2020 at 5:52 Deixe um comentário

Reflexão para o IV Domingo da Quaresma

Afresco de Jesus

Afresco de Jesus  (ANSA)

Pelo batismo fomos iluminados pela luz de Cristo. Deixemo-nos iluminar por ela. O fruto dessa luz chama-se bondade, justiça, verdade.

Padre César Augusto dos Santos, SJ

A primeira leitura nos diz que Deus não se impressiona com a aparência, seus critérios são outros. Enquanto o homem “vê a aparência, Deus olha o coração”,(conf. I Sam 16, 7). E o coração que agrada a Deus é o dos pequenos, dos humildes. Também nós deveríamos não nos impressionar com a beleza externa das pessoas, mas deixar o Espírito falar e observar a beleza interna.

No Evangelho, o cego é o único dentre a multidão, a reconhecer Jesus como o Messias, como o Redentor, como o Senhor. Sua profissão de fé é feita aos poucos. Primeiro ele pede a cura para sua deficiência visual. Após a cura física, ele vai proclamando que foi Jesus quem o curou. Isso causa problemas com os sacerdotes e ministros religiosos. O cego não tem dúvidas e desafia os poderosos que o expulsam da comunidade.

Ao encontrar Jesus, aquele que fora cego faz sua profissão de fé, ajoelhando-se e proclamando Jesus como Senhor.

A reação do Cristo, diante do confronto do ex-cego com a liderança religiosa e a multidão, faz o registro das duas cegueiras, a física e a espiritual. “Se vocês fossem cegos não teriam pecado. Mas como dizem que enxergam, o seu pecado permanece”, diz para as lideranças. Pecado é permanecer na escravidão de convicções antigas que não libertam, é não procurar a verdade e não se abrir a ela, é não reconhecer em Jesus de Nazaré, a luz que veio ao mundo.

É sobre a luz de Jesus, o texto da Carta de Paulo aos Efésios. Pelo batismo fomos iluminados pela luz de Cristo. Deixemo-nos iluminar por ela. O fruto dessa luz chama-se bondade, justiça, verdade.

A fé é a iluminação que faz ver.

O ser humano corre o risco de fazer escolhas segundo as aparências. O episódio do cego nos confirmou esse risco, quando os mestres da Lei rejeitaram o testemunho dele e o expulsaram. São Paulo falou-nos que Cristo é Luz e ilumina a nós, os batizados.

Um antigo hino cristão, usado pelo Apóstolo, encerra nossa reflexão: “Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá.”

21 de março de 2020 at 17:18 Deixe um comentário

Quarto Domingo da Quaresma – São João 9, 1-41 – Dia 22 de março de 2020

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“1.Caminhando, viu Jesus um cego de nascença. 2.Os seus discípulos indagaram dele: “Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego?”. 3.Jesus respondeu: “Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus.* 4.Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar. 5.Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”. 6.Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego. 7.Depois lhe disse: “Vai, lava-te na piscina de Siloé” (esta palavra significa emissário). O cego foi, lavou-se e voltou vendo. 8.Então, os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar, perguntavam: “Não é este aquele que, sentado, mendigava?”. 9.Res­pondiam alguns: “É ele”. Outros contestavam: “De nenhum modo, é um parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo”. 10.Perguntaram-lhe, então: “Como te foram abertos os olhos?”. 11.Respondeu ele: “Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo”. 12.Interrogaram-no: “Onde está esse homem?”. Respondeu: “Não o sei”. 13.Levaram então o que fora cego aos fariseus. 14.Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. 15.Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: “Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo”. 16.Diziam alguns dos fariseus: “Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda o sábado.” Outros replicavam: “Como pode um pecador fazer tais prodígios?”. E havia desacordo entre eles. 17.Perguntaram ainda ao cego: “Que dizes tu daquele que te abriu os olhos?” – “É um profeta” – respondeu ele.* 18.Mas os judeus não quiseram admitir que aquele homem tivesse sido cego e que tivesse recobrado a vista, até que chamaram seus pais. 19.E os interrogaram: “É este o vosso filho? Afirmais que ele nasceu cego? Pois como é que agora vê?”. 20.Seus pais responderam: “Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego. 21.Mas não sabemos como agora ficou vendo, nem quem lhe abriu os olhos. Perguntai-o a ele. Tem idade. Que ele mesmo explique.” 22.Seus pais disseram isso porque temiam os judeus, pois os judeus tinham ameaçado expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo. 23.Por isso é que seus pais responderam: “Ele tem idade, perguntai-lho”. 24.Tornaram a chamar o homem que fora cego, dizendo-lhe: “Dá glória a Deus! Nós sabemos que este homem é pecador”. 25.Disse-lhes ele: “Se esse homem é pecador, não o sei… Sei apenas isto: sendo eu antes cego, agora vejo”. 26.Perguntaram-lhe ainda uma vez: “Que foi que ele te fez? Como te abriu os olhos?”. 27.Respondeu-lhes: “Eu já vo-lo disse e não me destes ouvidos. Por que quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, tornar-vos também seus discípulos?…”. 28.Então, eles o cobriram de injúrias e lhe disseram: “Tu que és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. 29.Sabemos que Deus falou a Moisés, mas deste não sabemos de onde ele é”. 30.Respondeu aquele homem: “O que é de admirar em tudo isso é que não saibais de onde ele é, e entretanto ele me abriu os olhos. 31.Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade. 32.Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33.Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada”. 34.Responde­ram-lhe eles: “Tu nasceste todo em pecado e nos ensinas?…”. E expulsaram-no. 35.Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: “Crês no Filho do Homem?”. 36.Respondeu ele: “Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele?”. 37.Disse-lhe Jesus: “Tu o vês, é o mesmo que fala contigo!”. 38.“Creio, Senhor” – disse ele. E, prostrando-se, o adorou. 39.Jesus então disse: “Vim a este mundo para fazer uma discriminação: os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos”. 40.Alguns dos fariseus, que estavam com ele, ouviram-no e perguntaram-lhe: “Também nós somos, acaso, cegos?…”. 41.Respondeu-lhes Jesus: “Se fôsseis cegos, não teríeis pecado, mas agora pretendeis ver, e o vosso pecado subsiste”.”
Fonte – Bíblia Católica Online

“Filhos e filhas da luz, reunimo-nos para adorar o Senhor e celebrar a Eucaristia, que ilumina nossa vida e afasta as trevas que nos rodeiam. Vivamos nesta liturgia a alegria de sermos conduzidos por Jesus: ele nos livra de toda cegueira e nos permite ver e julgar as realidades do mundo com os olhos da fé”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse que “Jesus, como os seus discípulos, vê o cego de nascença, é capaz de o reconhecer e colocá-lo no centro. Depois de ter declarado que a sua cegueira não era fruto do pecado, mistura o pó da terra com a sua saliva e, com a lama feita, unge-lhe os olhos; depois ordena-lhe que vá lavar-se à piscina de Siloé. Depois de se ter lavado, o cego recupera a vista”. ( 02 junho 2019)

O Padre Roger Araújo explicou: “Um cego de nascença está próximo de Jesus. Na verdade, é Jesus quem está passando e vendo aquele homem que nasceu cego. Há pessoas que se tornam cegas durante a vida, mas há também pessoas que já nascem cegas por algum problema genético, por alguma má formação. A pergunta que os discípulos fazem a Jesus: “Quem foi que pecou?”. Sabe, é aquela mentalidade de que todo mal que existe é consequência do pecado da pessoa ou foi pelo pecado de alguém. Ou seja, é aquela visão de que a pessoa está pagando pelo mal do outro. Não existe nada disso!”

O Padre Guido Mottinelli disse assim: “Diz um antigo e sempre válido provérbio que “o pior cego é aquele que não quer enxergar”. O milagre que Jesus opera no evangelho de hoje cura um cego, mas torna “cegos” os fariseus que não acreditam na sua pessoa e divindade.  Jesus não vê apenas o que fazemos externamente, mas vê também o nosso coração, de onde brotam outras intenções que podem manchar nossa vida interior. Há uma coisa que Deus não suporta: a máscara da hipocrisia e a falsidade ideológica”.

Conclusão: (Mons. José Maria Pereira)

“A Quaresma é um tempo que nos convida a fazermos uma boa Confissão dos nossos pecados, pois eles são a causa da nossa cegueira espiritual. O pecado nubla e ofusca a nossa mente,  mancha a nossa afetividade, debilita a nossa vontade. E assim adoecemos de cegueira espiritual, como este cego de nascença ( Evangelho ), que estava jogado fora do templo, pedindo esmola. Jesus exige que nos aproximemos dEle com fé que gritemos com confiança e que obedeçamos quando nos manda descer para banhar na piscina de Siloé da Confissão.
Quanto mais buscamos Jesus como Luz, mais nossa vida terá sentido!”

Oração: (Prefácio)

PR: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Pelo mistério da encarnação, Jesus conduziu à luz da fé a humanidade que caminhava nas trevas. E elevou à dignidade de filhos e filhas os escravos do pecado, fazendo-os renascer das águas do Batismo. Por essa razão, com os anjos e com todos os santos, entoamos um cântico novo, para proclamar vossa bondade, cantando (dizendo) a uma só voz:

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

16 de março de 2020 at 5:43 Deixe um comentário

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