Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Décimo Quarto Domingo do Tempo Comum – Um profeta só não é estimado em sua pátria – São Marcos 6, 1-6 – Dia 05 de Julho


1. Depois, ele partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos.
2. Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres?
3. Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito.
4. Mas Jesus disse-lhes: Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa.
5. Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.
6. Admirava-se ele da desconfiança deles. E ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas.

“Fixemos os olhos e o coração em Jesus, que nos acolhe e nos alimenta com sua Palavra e com a Eucaristia. Rejeitado em sua própria terra pelos seus, o Senhor sabe se compadecer das nossas necessidades, fraquezas e angústias e nos fortalece com sua graça. Celebrando sua Páscoa, reconheçamos que Deus nos fala também por meio dos simples e dos pobres”. (Liturgia Diária)
O Papa Francisco disse assim: “No momento em que Jesus volta para o seu povoado, Nazaré, e fala na sinagoga, salientam-se o assombro dos seus compatriotas pela sua sabedoria, e a interrogação que levantam: «Não é ele o filho do carpinteiro?» (13, 55).
O Papa Emérito Bento XVI dirigiu-se  em oração à Virgem Maria assim: “Apesar de toda a grandeza e alegria do primeiro início da atividade de Jesus, Vós, já na Sinagoga de Nazaré, tivestes de experimentar a verdade da palavra sobre o « sinal de contradição » (Lc 4,28s). Assim, vistes o crescente poder da hostilidade e da rejeição que se ia progressivamente afirmando à volta de Jesus até à hora da cruz, quando tivestes de ver o Salvador do mundo, o herdeiro de David, o Filho de Deus morrer como um falido, exposto ao escárnio, entre os malfeitores. Acolhestes então a palavra: « Mulher, eis aí o teu filho » (Jo 19,26).
“Encarnado na realidade do povo, Jesus não é compreendido nem aceito por muitos”. (Liturgia Diária)
O Padre Luiz Carlos de Oliveira disse que “essa rejeição a Deus é fruto da dureza do coração, como podemos ler no profeta Ezequiel que ouviu de Deus esta recriminação: “Filho do homem, eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim. Eles e seus pais se revoltaram contra mim até o dia de hoje. A estes filhos de cabeça dura e coração de pedra, vou enviar-te… Quer escutem, quer não – pois são um bando de rebeldes – ficarão sabendo que houve um profeta entre eles” (Ez 2,3-5)”.
“O autêntico profeta, com frequência, é rejeitado pela sociedade injusta”. (Liturgia Diária)
Dom Henrique Soares da Costa disse que “o mundo não-crente, seculartizado zomba de nós e já não crê no anúncio de Cristo que lhe fazemos. Sentimos isso na pele! Pois bem, quando experimentarmos a frieza e a dura rejeição, quando em casa, no trabalho, nos círculos de amizades, formos ignorados ou ridicularizados por sermos de Cristo, recordemos do Evangelho de hoje, recordemo-nos dos sofrimentos dos apóstolos e retomemos a esperança: o caminho de Cristo é também o nosso; se sofrermos com ele, com ele reinaremo; se morrermos com ele, com ele viveremos (2Tm 2,11-12).
O Padre Roger Araújo ensinou que  “muitas vezes, os profetas por meio dos quais Deus quer nos falar estão na nossa própria casa, na nossa família, como quando a mãe aconselha o filho e a esposa (o) ao marido, vice-versa”.
Conclusão
“Um pouco mais de humildade, de docilidade e de abertura para a graça de Deus nos ajudará a compreender e a acolher quando o Senhor quer falar a nós pela boca daqueles que são mais próximos de nós. O Senhor nos fala, mas pode ser que eu e você desprezemos e não prestemos atenção ao meio por intermédio do qual Ele quer chegar até nós”. (Padre Roger Araújo- CN)

Oração
Senhor, envia-me o Espírito Santo para que eu possa ter um coração dócil à Tua Palavra, aos Teus ensinamentos. Abra, Senhor meus ouvidos para sempre estar atento ao que Tu me quiseres falar. E que eu possa reconhecer os verdadeiros profetas, que são enviados por Ti, para mostrar-me o caminho da salvação!
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

29 de junho de 2015 at 10:04 Deixe um comentário

Eucaristia,Tornar-se num só pão, num só corpo – Sermão de Santo Agostinho

Este pão que vedes sobre o altar, consagrado pela palavra de Deus, é o corpo de Cristo. Este cálice consagrado pela palavra de Deus, ou melhor, o que ele contém, é o sangue de Cristo. Nestes elementos, o Senhor quis oferecer à nossa veneração, ao nosso amor, o seu corpo e o seu sangue, que derramou pela remissão dos nossos pecados. Se os recebestes com boas disposições, tornastes-vos naquilo que recebestes. Diz o Apóstolo: «Todos nós somos um só pão, um só corpo» (Cor 10,17).

Este pão recorda-vos que deveis amar a unidade. Pois este pão foi porventura feito de um só grão? Não existia nele, no princípio, uma quantidade de grãos de trigo? Antes de tomar a forma de pão, os grãos estavam separados; foi a água que os uniu, depois de serem moídos. Se o trigo não for moído e embebido em água, não se lhe pode dar a forma de pão. Do mesmo modo, foi-vos necessário passar pela humilhação dos jejuns e pelo exorcismo dos escrutínios; depois, fostes lavados pela água do baptismo, que vos penetrou a fim de vos fazer tomar a forma de pão. Como aparece aqui representado o fogo? Pelo santo crisma, porque o óleo que alimenta o nosso fogo é o sacramento do Espírito Santo. […] No dia de Pentecostes, o Espírito Santo revelou-Se sob a forma de línguas de fogo. […] Portanto, o Espírito Santo aparece como o fogo depois da água; e vós sois transformados neste pão que é o corpo de Cristo. Este sacramento é, portanto, um símbolo da unidade.

Fonte: Evangelho Quotidiano

28 de junho de 2015 at 11:19 Deixe um comentário

Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo

2015-06-27 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A Liturgia reúne em uma única celebração os dois grandes apóstolos: Pedro, o escolhido para conduzir a Igreja e confirmar seus irmãos na fé e Paulo, o eleito por Deus, para ser o Evangelizador, aquele que com suas cartas e suas pregações refletiu e ensinou de modo profundo e singular as palavras do Mestre.

A primeira leitura extraída dos Atos dos Apóstolos nos fala da perseguição perpetrada por Herodes Agripa aprisionando Pedro, após perceber a satisfação dos judeus ao verem Tiago, irmão de João Evangelista, ser morto à espada.

A Igreja, sem parar, rezou por seu Pastor e Deus a ouviu enviando um anjo para libertar Pedro.

Na segunda leitura, temos a despedida de Paulo onde ele diz já ter sido oferecido em libação, isto é, já está pronto para o sacrifício. Paulo conheceu, durante sua vida, após a conversão, o que é perseguição, fome, açoites, naufrágios, humilhações; tudo isso  por amor a Jesus Cristo.

Finalmente, no Evangelho de hoje vemos os discípulos responderem à pergunta de Jesus sobre quem é ele, relatando diversas opiniões. Uma delas tem origem em Herodes Antipas, aquele que mandou degolar João Batista. Ele crê que Jesus é o Batista redivivo. Para outros, o Senhor é algum dos Profetas.

Em um segundo momento o Senhor quer saber a opinião de seus discípulos, daqueles que o acompanham pelo menos há alguns anos. Pedro assume a liderança e iluminado pelo Espírito Santo responde que Jesus é o Messias, o Filho do Deus vivo!

Esse mesmo Espírito faz Pedro entender que nas ações de Jesus está a instauração da nova sociedade. Ao mesmo tempo, Jesus entende que foi o Pai quem revelou sua identidade a Pedro e o investe de autoridade para poder cumprir sua missão de confirmar seus irmãos na fé.

Portanto, a entrega de nossa vida ao Pai, deverá ser como a dos Apóstolos. Entrega radical, plena, sem guardarmos nada para nós, mas visando apenas o interesse do Reino de Deus.

Muitas vezes nos fixamos na grandeza e na beleza de ser papa, de ser bispo ou simplesmente ser um sacerdote, mas junto a todas essas missões, encontramos o lado da renúncia, da abnegação de si mesmo e a aceitação de abraçar a cruz quando se fizer necessário.

Será exatamente nessa ocasião que o missionário, o apóstolo precisará das orações da Igreja, não tanto para libertá-lo da dor e da morte, mas para torná-lo forte e firme na fé e dar o testemunho como Deus deseja.

Mas ao falarmos em testemunhar a fé em Deus, é bom deixar claro que essa ocasião não é somente no martírio explícito, mas cotidianamente o missionário, o apóstolo é chamado a demonstrar por atos que crê em Deus. Por isso, rezar sempre pelos nossos pastores, por aqueles que gastam sua vida em nos confirmar na fé, é imperioso!

Celebrar São Pedro e São Paulo não será apenas louvar essas duas colunas da fé, mas rezar mais por aqueles que os sucedem na missão de governar a Igreja e propagar o Evangelho, além de ter por eles um carinho especial. (Padre César Augusto dos Santos, SJ)

27 de junho de 2015 at 10:37 Deixe um comentário

O Testemunho dos Apóstolos Pedro e Paulo

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena 
Bispo de Guarabira (PB)

Celebramos a festa dos Apóstolos Pedro e Paulo (28.06.2015) que muito tem marcado a Igreja, especialmente pelo testemunho de fidelidade a Cristo. Mortos na perseguição de Nero pelo ano 64. Através destes dois apóstolos a Igreja celebra sua apostolicidade: Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.

A Igreja não pode ser fundada por ninguém, a não ser pelo próprio Senhor, que a estabeleceu sobre o testemunho daqueles Doze primeiros que ele mesmo escolheu. Seu alicerce, sua origem, seu fundamento são o ministério e a pregação apostólicas que, na força do Espírito Santo, deverão perdurar até o fim dos tempos, graças à sucessão apostólica dos Bispos católicos, transmitida na Consagração episcopal. Dizer que nossa fé é apostólica significa crer firmemente que a fé não pode ser inventada nem tampouco deixada às modas de cada época. Não somos nós, mas o Cristo no Espírito Santo, quem pastoreia e santifica a Igreja.

Apóstolo não é somente aquele que anuncia Jesus, mas, sobretudo, aquele que, escolhido pelo Senhor, com ele conviveu, nele viveu e, por ele, entregou sua vida. Os apóstolos testemunharam Jesus não somente com a palavra, mas também com o modo de viver e com a própria morte. Por isso mesmo, seu martírio é uma festa para a Igreja, pois é o selo de tudo quanto anunciaram. O próprio São Paulo reconhecia: “Não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor. Trazemos, porém, este tesouro em vasos de argila, para que esse incomparável poder seja de Deus e não nosso” (2Cor 4,5.7).

Jesus fundamenta sua Igreja sobre a fé de Pedro. Mesmo a ação missionária de Paulo submete-se à autoridade de Pedro. Em Pedro e Paulo reflete-se a Igreja de Cristo. Uma Igreja que imita a Cristo (At 12,1-11). Uma Igreja que dá testemunho de Cristo.

Iluminados pela Palavra de Deus, somos motivados a imitar os exemplos que Pedro e Paulo nos deixaram. Eles não foram cristãos apenas por palavras, mas pelo testemunho corajoso até à morte.

Quando Pedro se encontrava na prisão, por anunciar o Evangelho, não lhe faltaram a oração da Igreja e o auxílio do Senhor naquela situação tão difícil (cf. At 12,5). A solidariedade por meio da oração é uma atitude a ser sempre cultivada em nossas comunidades. Não pode faltar apoio fraterno aos que sofrem perseguições por causa da fé em Cristo e da participação na Igreja. Paulo, também perseguido e preso por causa da pregação do Evangelho, ressalta a sua serenidade e confiança em Deus: “o Senhor esteve a meu lado e me deu forças” (2Tm 4,17).

O testemunho dos Apóstolos continua a ecoar na Igreja, nos estimulando a repetir, com os lábios, o coração e a vida, a profissão de fé de Pedro diante de Jesus: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo” (Mt 16,16). É feliz quem professa esta mesma fé, pela graça de Deus, especialmente nos momentos mais difíceis da vida. Fazemos isso, em profunda comunhão com o sucessor do Apóstolo Pedro, comemorando nesta festa o Dia do Papa. A palavra de Jesus dirigida a Pedro fundamenta a missão exercida na Igreja, por ele e seus sucessores: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la” (Mt 16,19).

Rezemos pelo Papa Francisco, seguindo o exemplo da Igreja nascente que estava unida ao apóstolo Pedro em oração. O Senhor, nosso Deus, que o escolheu para o Episcopado na Igreja de Roma, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja confirmando os irmãos e irmãs.

26 de junho de 2015 at 19:01 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo – São Mateus 16, 13-19 -Missa do Dia (Domingo) – Dia 28 de Junho


13. Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?
14. Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.
15. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?
16. Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!
17. Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.
18. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
19. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céu.

São Pedro e São Paulo

“Comemoramos hoje a solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo. Eles plantaram a Igreja e a regaram com o próprio sangue. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo; unidos pelo martírio, recebem, em toda a terra, igual veneração. Celebremos também a vida e a missão do Papa, sucessor de Pedro”. (Liturgia Diária)
O Papa Francisco disse assim: “Celebramos a solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, padroeiros principais da Igreja de Roma; uma festa tornada ainda mais jubilosa pela presença de Bispos de todo o mundo. Uma enorme riqueza que nos faz reviver, de certa forma, o evento de Pentecostes: hoje, como então, a fé da Igreja fala em todas as línguas e quer unir os povos numa só família”.

São Pedro – O Primeiro Papa
“O apóstolo Pedro cometeu um grande pecado, talvez não haja pecado maior do que aquele. Ele foi tão pronta e facilmente perdoado que nada perdeu do privilégio da sua primazia. E Paulo, que havia desencadeado um furor sem limites contra a Igreja emergente, foi levado para a fé pelo apelo do próprio Filho de Deus. Como paga de tantos males, recebeu tantos bens que se tornou «o instrumento escolhido para levar o nome do Senhor perante os pagãos, os reis e os filhos de Israel”, (São Bernardo)
São João Paulo II disse: “Jesus pergunta aos seus apóstolos: «Quem dizem por aí que é o Filho do homem?» (Mt. 16, 13). São referidas várias opiniões que então corriam entre a gente da Palestina. E quando Jesus pergunta pela segunda vez: «Vós quem dizeis que Eu sou?» (Mt. 16, 15), responde Pedro. E precisamente esta resposta é a resposta-chave”.

“Como sabeis, o Senhor Jesus, antes de sua paixão, escolheu alguns discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos. Dentre estes, somente Pedro mereceu representar em toda parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira, mereceu ouvir estas palavras: Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (Mt 16,19). Na verdade, quem recebeu estas chaves não foi um único homem, mas a Igreja una. Assim manifesta-se a superioridade de Pedro, que representava a universalidade e a unidade da Igreja, quando lhe foi dito: Eu te darei. A ele era atribuído pessoalmente o que a todos foi dado”. (Santo Agostinho)
A Santa Sé
O Papa Emérito Bento XVI ensinou que “a partir do duplo acontecimento do martírio de Pedro e de Paulo, todas as Igrejas começarão a olhar para a de Roma como para o ponto de referência central para a unidade doutrinal e pastoral. O Concílio Vaticano II afirma: “existem ainda legitimamente, no seio da comunhão eclesial, Igrejas particulares, gozando de tradições próprias, sem prejuízo do primado da Sé de Pedro, que preside à comunhão universal da caridade (S. Inácio Mart), protege as diferenças legítimas e vela por que as particularidades, longe de serem nocivas, antes contribuam unicamente para a unidade” (LG, 13).
“A Igreja de Roma celebra hoje a memória de ambos. A «Pedra» e o «Instrumento escolhido» encontraram-se definitivamente aqui. Aqui cumpriram ambos o ministério apostólico, aqui o selaram definitivamente com o testamento do sangue por eles derramado, com o testemunho do sacrifício total da vida”. (São João Paulo II)

Conclusão

O Catecismo (§552) ensina:” No colégio dos Doze, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar. Jesus confiou-lhe uma missão única. Graças a uma revelação vinda do Pai, Pedro havia confessado: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16). Nosso Senhor lhe declara na ocasião: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as Portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Cristo, “Pedra viva”; garante a sua Igreja construída sobre Pedro a vitória sobre as potências de morte. Pedro, em razão da fé por ele confessada, permanecerá como a rocha inabalável da Igreja. Terá por missão defender esta fé de todo desfalecimento e confirmar nela seus irmãos”.
Oração
Do Papa Emérito Bento XVI: “A Virgem Maria nos obtenha que o ministério petrino do Bispo de Roma não seja visto como obstáculo mas como apoio no caminho pela via da unidade, e nos ajude a alcançar quanto antes a realização do anseio de Cristo: “ut unum sint”. Intercedam por nós os santos Apóstolos Pedro e Paulo”.
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

23 de junho de 2015 at 10:41 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”. – São João 21, 15-19 – Missa da Vigília (Sábado à tarde ou à noite) – Dia 27 de Junho de 2015

15. Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
16. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
17. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.
18. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres.
19. Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me!

“Nesta vigília da solenidade de São Pedro e São Paulo, queremos agradecer a Deus a vida e a missão dos dois Apóstolos, que não se deixaram vencer pelas dificuldades, mas seguiram firmes o caminho de Jesus. Lembramos também o Bispo de Roma e todos os pastores da Igreja”. (Liturgia Diária)
Santo Agostinho disse que “o Senhor pergunta a Pedro se ele O ama, coisa que já sabia; e não lho pergunta uma vez, mas duas e mesmo três. E de cada vez Pedro responde que O ama; e de cada vez Jesus confia-lhe o cuidado de apascentar as suas ovelhas. À sua tripla negação, Pedro responde aqui com uma tripla afirmação de amor”.

O Martírio de São Pedro e São Paulo
“O martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo consagrou para nós este dia. Não falamos de mártires desconhecidos. Sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do mundo a sua palavra (Sl 18,5). Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade”. (Santo Agostinho)
São Clemente de Roma explicou que “Pedro, por causa de um ciúme injusto, passou não apenas um ou dois, mas numerosos sofrimentos; depois de assim ter prestado o seu testemunho partiu para a morada da glória que tinha merecido”.
“Depois de ter ensinado a justiça ao mundo inteiro até aos limites do Ocidente, deu testemunho perante as autoridades; foi assim que partiu deste mundo para ir para a morada da santidade. Supremo modelo de coragem!” (São Clemente de Roma)
“A festa dos Apóstolos alegra todo o mundo até os seus extremos, com júbilo profundo. Louvamos Pedro e Paulo, por Cristo consagrados colunas das Igrejas no sangue derramado. São duas oliveiras diante do Senhor, brilhantes candelabros de esplêndido fulgor”. (Liturgia das Horas)

Conclusão
De São João Paulo II: “De cada um deles pode dizer-se que amou de modo particular a manifestação do Senhor. Que ambos O acolheram de todo o coração, que Lhe deram testemunho com toda a vida e com a morte. Deram testemunho não àquilo que «a carne e o sangue» podem revelar ao homem, mas àquilo que «revelou o Pai». A Verdade e o Poder desta Revelação permanecem na Igreja e crescem nela constantemente a partir da raiz da fé de ambos os Apóstolos: Pedro, que é a «pedra», e Paulo, que se tornou o «instrumento escolhido”.

Oremos:
Com o Prefácio da Santa Missa: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos são Pedro e são Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração. Por essa razão, os anjos celebram vossa grandeza, os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos aos seus louvores, cantando (dizendo) a uma só vós…”

Protegei Senhor, o Papa Francisco de todo o mal. Ilumina-o continuamente com teu Espírito Santo! Dá-lhe a Tua força e restaura o seu ser.
Senhor, abençoa também o Papa Emérito Bento XVI por toda a vida de entrega total a Ti!
Obrigada Senhor, pelo cuidadoso pastoreio do Papa Francisco a todos nós, ovelhas do Teu rebanho.   
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

23 de junho de 2015 at 10:29 Deixe um comentário

Natividade de São João Batista – Missa do Dia 24 – João é o seu nome – São Lucas 1, 57-66.80

57. Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho.

58. Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela.

59. No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias.

60. Mas sua mãe interveio: Não, disse ela, ele se chamará João.

61. Replicaram-lhe: Não há ninguém na tua família que se chame por este nome.

62. E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse.

63. Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: João é o seu nome. Todos ficaram pasmados.

64. E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus.

65. O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia.

66. Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele.

80. O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Hoje, 24 de Junho, a liturgia convida-nos a celebrar a solenidade do Nascimento de São João Batista, cuja vida está toda orientada para Cristo, como a da mãe d’Ele, Maria. João Batista foi o precursor, a “voz” enviada para anunciar o Verbo encarnado. Por isso, comemorar o seu nascimento significa na realidade celebrar Cristo, cumprimento das promessas de todos os profetas, dos quais o Batista foi o maior, chamado para “preparar o caminho” diante do Messias (Mt 11, 9-10)”.

“Doce, sonoro, ressoe o canto, minha garganta faça o pregão. Solta-me a língua, lava-me a culpa, ó São João! Anjo no templo, do céu descendo, teu nascimento ao pai comunica, de tua vida preclara fala, teu nome explica. Súbito mudo teu pai se torna, pois da promessa, incréu, duvida: apenas nasces, renascer fazes a voz perdida. Da mãe no seio, calado ainda, o Rei pressentes num outro vulto. E à mãe revelas o alto mistério do Deus oculto”. (Liturgia das horas)

O Papa Francisco disse assim: “O Batista (S. João Batista) «alcançava o coração» das pessoas. E se «porventura teve a tentação de acreditar que era importante, não caiu nela», como demonstra a resposta que deu aos doutores que lhe perguntaram se era o Messias: «Sou voz, só voz disse de uma pessoa que grita no deserto. Sou somente voz, mas vim preparar o caminho para o Senhor». Portanto, a sua primeira tarefa é «preparar o coração do povo para o encontro com o Senhor”.

“São João Batista era filho de Zacarias e de Santa Isabel. Chamava-se “Batista” pelo fato de pregar um batismo de penitência (Lucas 3,3). João, cujo nome significa “Deus é propício”, veio à luz em idade avançada de seus pais (Lucas 1,36). Parente de Jesus, foi o precursor do Messias. É João Batista que aponta Jesus, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim, vem um homem que passou adiante de mim, porque existia antes de mim” (João 1,29ss.). De si mesmo deu este testemunho: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor …” (João 1,22ss.). (Evangelho Quotidiano)

Conclusão:

Do Papa Emérito Bento XVI: “De profeta autêntico, João deu testemunho da verdade sem condescendências. Denunciou as transgressões dos mandamentos de Deus, também quando os protagonistas eram os poderosos. Assim, quando acusou de adultério Herodes e Herodíades, pagou com a vida, selando com o martírio o seu serviço a Cristo, que é a Verdade em pessoa. Invoquemos a sua intercessão, juntamente com a de Maria Santíssima, para que também nos nossos dias a Igreja saiba manter-se sempre fiel a Cristo e testemunhar com coragem a sua verdade e o seu amor a todos”.

Oremos

Com o Prefácio da Santa Missa: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Proclamamos, hoje, as maravilhas que operastes em são João Batista, precursor de vosso filho e Senhor nosso, consagrado como o maior entre os nascidos de mulher. Ainda no seio materno, ele exultou com a chegada do salvador da humanidade, e seu nascimento trouxe grande alegria. Foi o único dos profetas que mostrou o Cordeiro redentor. Batizou o próprio autor do batismo, nas águas assim santificadas, e, derramando seu sangue, mereceu dar o perfeito testemunho de Cristo. Por essa razão, unidos aos anjos e a todos os santos, nós vos aclamamos, jubilosos, cantando (dizendo) a uma só voz…”

Jane Amábile Com. Divino Espírito Santo

22 de junho de 2015 at 10:17 Deixe um comentário

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