Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Pentecostes – Aquele que crê em mim, conforme diz a Escritura, rios de água viva jorrarão do seu interior – São João 7, 37-39 – Dia 24 de maio de 2015

37. No último dia, que é o principal dia de festa, estava Jesus de pé e clamava: Se alguém tiver sede, venha a mim e beba.
38. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11).
39. Dizia isso, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem nele, pois ainda não fora dado o Espírito, visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado.
Iniciamos essa reflexão com as palavras do Catecismo da Igreja (§731): “No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo que Se manifestou, Se deu e Se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito”.
No último dia, que é o principal dia de festa, estava Jesus de pé e clamava: Se alguém tiver sede, venha a mim e beba
São João Paulo II ensinou: “É a mesma analogia da água usada por Jesus no diálogo com a Samaritana, quando fala de «uma nascente de água a jorrar para a vida eterna»3, e no colóquio com Nicodemos, quando anuncia a necessidade de um novo nascimento «pela água e pelo Espírito» para «entrar no Reino de Deus». A Igreja, portanto, instruída pelas palavras de Cristo, indo beber à experiência do Pentecostes e da própria «história apostólica», proclama desde o início a sua fé no Espírito Santo, como n’Aquele que dá a vída”,
 São Pedro Damião disse assim: “Deus eleva o espírito dos seus pregadores à contemplação das verdades do alto, […] de modo que eles possam espalhar com abundância a chuva da palavra de Deus no nosso coração. Assim, eles bebem a água na nascente para depois no-la darem a beber”.
O Papa Emérito Bento XVI explicou que “toda a missão de Jesus tinha sido finalizada para doar aos homens o Espírito de Deus e para os batizar no seu “lavabo” de regeneração. Isto realizou-se com a sua glorificação (Jo 7, 39), isto é, mediante a sua morte e ressurreição: então, o Espírito de Deus foi efundido de modo superabundante, como uma cascata capaz de purificar todos os corações, de apagar o incêndio do mal e de acender no mundo o fogo do amor divino”.
Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11)
Santo Irineu ensinou: “O Senhor prometeu enviar o Paráclito, que os (os discípulos)tornaria capazes de receber a Deus. Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto”.
O Papa Emérito Bento XVI disse que “o sorriso de Maria é uma fonte de água viva. “Do seio daquele que acredite em Mim – disse Jesus –, correrão rios de água viva” (Jo 7, 38). Maria é Aquela que acreditou e, do seu seio, correram rios de água viva, que vêm regar a história dos homens”.
“Mas ouves falar de fogo e talvez não vejas a relação com a água. Escuta como o Senhor chama água a esse Espirito Santo que desceu como um fogo sobre os apóstolos. «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba» e acrescenta: «Do seio daquele que crê em Mim, como diz a Escritura, correrão rios de água viva»; e o evangelista explica: referia-Se «ao Espírito que iam receber os que nele acreditassem» (Jo 7,37-39). Também o salmista diz dos crentes: «Podem saciar-se da abundância da tua casa; Tu os inebrias na torrente das tuas delícias. Em Ti está a fonte da vida» (Sl 36, 9-10)”. (São Pedro Damião)
Dizia isso, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem nele, pois ainda não fora dado o Espírito, visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado
O Papa Francisco explicou que “no Evangelho, ao homem sedento de salvação, Jesus apresenta-Se como a fonte onde saciar a sede, a rocha da qual o Pai faz brotar rios de água viva para todos os que crêem n’Ele (Jo 7, 38). Com esta profecia, proclamada publicamente em Jerusalém, Jesus preanuncia o dom do Espírito Santo que os seus discípulos hão-de receber após a sua glorificação, isto é, depois da sua morte e ressurreição”.
O Papa Bento XVI disse que “cada cristão e cada sacerdote deveriam, a partir de Cristo, tornar-se fonte que comunica vida aos outros. Devemos dar água da vida a um mundo sedento. Senhor, nós Vos agradecemos porque nos abristes o vosso Coração; porque, na vossa morte e na vossa ressurreição, Vos tornastes fonte de vida. Fazei que sejamos pessoas que vivem, que vivem da vossa fonte, e concedei-nos a possibilidade de sermos também nós fontes capazes de dar a este nosso tempo água da vida”.
 “Foi por isso que o Senhor prometeu enviar o Paráclito, que os tornaria capazes de receber a Deus. Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto. Com efeito, nossos corpos receberam, pela água do batismo, aquela unidade que os torna incorruptíveis; nossas almas, porém, a receberam pelo Espírito”. (Santo Irineu)
Pentecostes
“Não foi senão depois da vinda do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, que os apóstolos partiram para todas as partes do mundo a fim de começarem a grande obra da evangelização da Igreja; e Pedro explica o acontecimento como sendo a realização da profecia de Joel: “eu efundirei o meu Espírito”. E o mesmo Pedro é cheio do Espírito Santo para falar ao povo acerca de Jesus Filho de Deus”. (RCCbrasil)
O Papa Francisco disse que “o Espírito Santo é a alma da Igreja. Ele dá a vida, suscita os diversos carismas que enriquecem o povo de Deus e sobretudo cria a unidade entre os crentes: de muitos faz um único corpo, o corpo de Cristo. Toda a vida e missão da Igreja dependem do Espírito Santo; Ele tudo realiza”.
Conclusão
“O Espírito Santo é o sustento que nos reconforta no caminho para a pátria, é o vinho que nos alegra na tribulação, é o óleo que adoça as amarguras da vida. Faltava este triplo socorro aos apóstolos, que tinham a missão de ir pregar no mundo inteiro. Foi por isso que Jesus lhes enviou o Espírito Santo. E ficaram cheios dele – cheios, para que os espíritos impuros não pudessem ter qualquer acesso a eles: quando um copo está bem cheio, não se pode por mais nada dentro dele”. (Santo Antônio de Pádua ou Lisboa) 
Oração
Do Papa Francisco: “Irmãos e irmãs, voltemos o nosso pensamento para a Virgem Maria, a Santa Mãe de Deus. Unidos a Ela, que no Cenáculo rezou com os Apóstolos à espera do Pentecostes, peçamos ao Senhor que envie o seu Santo Espírito aos nossos corações e nos torne testemunhas do seu Evangelho em todo o mundo. Amém!”
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

19 de maio de 2015 at 10:54 Deixe um comentário

O Espírito Santo é Deus

 

Muitas pessoas concebem o Espírito Santo como uma “força de Deus”, ou como uma “luz divina”, ou, ainda, como uma “consolação divina” que Deus nos concede, apenas. Embora possamos também considerá-lo como essas realidades todas, é necessário termos em conta que o Espírito Santo não é “uma parte” ou “um aspecto” da ação divina. Ele é Deus!

Mesmo não assumindo a nossa natureza humana como Jesus – que se fez carne, um de nós -, o Espírito Santo é Deus mesmo. Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, um com o Pai e o Filho. Procede do amor entre eles, uma só essência, uma só natureza com Eles. Como Pessoa é livre, tem inteligência e vontade. Tudo vê, tudo conhece, está presente em tudo e em todos. Exerce hoje, em mim – em cada criatura, em todos os filhos de Deus -, a missão de santificador, de consolador. É o Senhor da vida! É aquele que, agindo em nosso interior desde o nosso Batismo, nos leva a conhecer Jesus, a amá-Lo, a seguir Seus ensinamentos. Ele nos revela Jesus – Caminho, Verdade e Vida. Ele nos convence de que somos salvos pelo sangue do Cordeiro sem mancha, Jesus Cristo. Deus sem face. A humildade de Deus. Puro Espírito, que escolheu nosso ser para Seu Templo, Sua morada, habitando nosso frágil espírito humano.

No credo niceno-constantinopolitano, rezamos: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; Ele que falou pelos profetas”. Ao professarmos nossa fé na Pessoa do Divino Espírito Santo, a Igreja nos ensina: “Aquele que o Pai enviou aos nossos corações, o Espírito do seu Filho, é realmente Deus. Consubstancial ao Pai e ao Filho, Ele é inseparável dos dois, tanto na Vida íntima da Trindade como no seu dom de amor pelo mundo. Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas. Quando o Pai envia seu Verbo, envia sempre seu Sopro: missão conjunta em que o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo que aparece, Ele, a imagem visível do Deus invisível; mas é o Espírito Santo que O revela” (Catec; n.689-690).

E diz mais o Catecismo da Igreja Católica n.253: “As pessoas divinas não dividem entre si a única divindade. Mas cada uma delas é Deus por inteiro:” O Pai é aquilo que é o Filho, O Filho á aquilo que é o Pai, O Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus quanto à natureza” (XI Concílio de Toledo, em 675:DS 530).

Texto de Reinaldo Beserra dos Reis (Site da RCCbrasil) 

18 de maio de 2015 at 19:33 Deixe um comentário

Sermão de Santo Agostinho

«As duas vidas»

Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Trat. 124, 5, 7: CCL 36, 685-687) (Sec. V)

A Igreja conhece duas vidas que lhe foram anunciadas e confiadas por Deus: uma é vivida na fé, a outra na visão: uma no tempo da peregrinação sobre a terra, a outra nas moradas eternas; uma no trabalho… A primeira está representada pelo apóstolo Pedro, a segunda pelo apóstolo João… Por isso se diz a Pedro: Segue-Me; mas de João diz-se: Se quero que ele fique até que Eu venha, que tens a ver com isso? Tu, segue-Me. […]

Não devemos interpretar aquelas palavras do Senhor: Quero que ele fique até que Eu venha, como se quisesse dizer: «Permanece até ao fim», ou «Fica assim para sempre», mas «Permanece na esperança»; porque o que João representa não alcança agora a sua plenitude, mas apenas quando Cristo vier. Ao contrário, o que representa Pedro, a quem o Senhor disse: Tu, segue-Me, deve cumprir-se agora, para podermos alcançar o que esperamos.

Mas ninguém ouse separar estes dois Apóstolos insignes. Ambos se encontravam na situação representada por Pedro e ambos se haviam de encontrar na situação representada por João. No plano do símbolo, Pedro seguia e João ficava; mas no plano da fé, ambos suportavam os males desta vida presente e ambos esperavam os bens da felicidade futura.

Fonte: Site do Vaticano

17 de maio de 2015 at 7:24 Deixe um comentário

Reflexão: Domingo da Ascensão do Senhor

2015-05-16 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Esta comemoração não tem um caráter cronológico, mas teológico-catequético. Lucas, nos Atos dos Apóstolos, quis afirmar que Jesus, o crucificado, ressuscitou e foi acolhido por Deus. Os dois anjos com vestes brancas são os mesmos que apareceram no dia de Páscoa, relatado em seu Evangelho.

O mesmo Lucas, autor do Evangelho que leva seu nome, escreveu nesse seu outro livro uma cena muito mais simples – Jesus se elevou aos céus perante seus discípulos.

O céu, entendido a partir do Evangelho de Jesus, não é o além das estrelas e das nuvens. Isso seria um céu materializado, continuação do nosso mundo. Céu é a comunhão plena com o Pai, a sintonização absoluta com sua santíssima vontade e a vivência radical da caridade, do amor, a plenitude do amor fraterno, em total ágape e comunicação com a Trindade.

Jesus subiu ao céu no mesmo instante de sua morte, mas os discípulos só foram compreendendo isso aos poucos, a partir do terceiro dia.

O Senhor volta para o Pai e, ao mesmo tempo, está conosco, ao nosso lado. Isso é possível porque Deus é onipotente, está em toda parte, em todo lugar. Principalmente porque ele nos ama e quem ama deseja ficar ao lado do ser amado.

Jesus está presente no mundo, no meio dos homens quando o testemunhamos, quando somos fiéis aos seus ensinamentos e praticamos a justiça, o amor e o perdão.

Sua obra de redenção continua no mundo com a ação da Igreja, com a nossa ação de batizados. Somos os continuadores de sua missão redentora. Ele investe todos nós nessa missão ao dizer: “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!”.

Ascensão não é despedida, afastamento de Jesus, mas outro modo de Ele estar presente ao nosso lado por meio de sinais. Por isso ele acrescenta: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

E os sinais serão nossa prática de caridade fraterna, nossa ida aos marginalizados, aos sofredores, nossa vida alicerçada nos valores do Reino e não nos contra-valores de uma sociedade materialista e consumista.

(Padre Cesar Augusto dos Santos)

16 de maio de 2015 at 7:09 1 comentário

Sermão de São leão Magno

«Os dias entre a ressurreição e a ascensão do Senhor»


Caríssimos filhos, os dias entre a ressurreição e a ascensão do Senhor não foram passados na ociosidade. Pelo contrário, neles se confirmaram grandes sacramentos, grandes mistérios foram neles revelados. No decurso destes dias foi afastado o medo da morte cruel e proclamada a imortalidade não apenas da alma mas também do corpo. […]

Os santos apóstolos e todos os discípulos ficaram muito perturbados com a tragédia da cruz e hesitavam em acreditar na ressurreição. De tal modo eles foram fortalecidos pela evidência da verdade que, quando o Senhor subiu aos céus, não experimentaram tristeza alguma, mas, pelo contrário, encheram-se de grande alegria.

Na verdade, era grande e indizível o motivo de sua alegria: diante daquela santa multidão, contemplavam a natureza humana que subia a uma dignidade superior à de todas as criaturas celestes, ultrapassando até mesmo as hierarquias dos anjos e a altura sublime dos arcanjos. Deste modo, foi recebida junto do eterno Pai, que a associou ao trono de sua glória, depois de tê-la unido na pessoa do Filho à sua própria natureza divina.

Fonte: Site do Vaticano

14 de maio de 2015 at 13:16 Deixe um comentário

Ascensão do Senhor – Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus – São Marcos 16, 15-20 – Dia 17 de maio de 2015

15. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.

16. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.

17. Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,

18. manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.

19. Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.

20. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura

O Papa Francisco disse: “Naquele «Ide» de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta nova «saída» missionária…Todos somos convidados a aceitar esta chamada: Sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho”. (Novembro de 2013)

O Catecismo (§571) ensina: “O mistério pascal da cruz e da ressurreição de Cristo está no centro da boa nova que os Apóstolos e a Igreja, na esteira deles, devem anunciar ao mundo. O projeto salvador de Deus realizou-se “uma vez por todas” (Hb 9,26) pela morte redentora de seu Filho, Jesus Cristo”.

A Palavra diz: “Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 9, 16)

O Papa Francisco explicou que “a boa nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: É sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído…”(Abril de 2014)

“Pregai o Evangelho; caso seja necessário, mesmo com as palavras”. (São Francisco de Assis)

 

Quem crer

São João Paulo II disse que sem a fé em Cristo “é impossível agradar a Deus (Heb. 11, 6); essa fé que remove montanhas (Mt. 17, 20); essa fé capaz de realizar milagres (Mt. 15, 21); essa fé que leva à Bem-Aventurança (Lc. 6, 20-22); essa fé, princípio de salvação: “Quem acreditar e for batizado será salvo”(Mc. 16, 16). (Março de 1983)

O Catecismo (§425) ensina: “A transmissão da fé cristã é, antes de mais, o anúncio de Jesus Cristo, para levar à fé n’ele. Desde o princípio, os primeiros discípulos arderam no desejo de anunciar Cristo: «Nós é que não podemos deixar de dizer o que vimos e escutámos» (At 4, 20).

A Palavra diz: “O Pai ama o Filho e confiou-lhe todas as coisas. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus”. (Jo 3, 35-36)

“Os homens sem fé, que não têm a felicidade de conhecer a Deus e as suas amabilidades infinitas, têm as mesmas cruzes que nós, mas não têm as mesmas consolações”. (São João Maria Vianney)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Deus Pai enviou-o para saciar a nossa sede de vida eterna, concedendo-nos o seu amor, mas para nos oferecer esta dádiva, Jesus pede-nos a nossa fé. A Onipotência do Amor respeita sempre a liberdade do homem; bate à porta do seu coração e aguarda com paciência a sua resposta”. (Março de 2011)

A Palavra diz: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo. Ao vencedor concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono”. (Ap 3, 20-21)

E for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.

O Papa Francisco explicou que “no sacramento do batismo são redimidos todos os pecados, o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas do pecado. Com o batismo, abre-se a porta a uma efetiva novidade de vida que não é oprimida pelo peso de um passado negativo, mas já sente o efeito da beleza e da bondade do Reino dos céus”. (Novembro de 2013)

“Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova”. (Liturgia das Horas)

Estes Milagres Acompanharão os que Crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados

“Como é natural, os fiéis que afluíram de todas as partes do mundo em piedosas peregrinações à Gruta de Lourdes, reavivaram a sua fé, intensificaram a sua piedade e procuraram conformar sua vida com os preceitos cristãos. Ali alcançaram, muitas vezes, milagres que suscitaram a admiração de todos…” (Papa Pio XII 1953)

A Palavra diz: “…Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis, depois de ter sido entregue, segundo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios. Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte…” (At 2, 22b-24a)

“Chama-se doente, por precisar de remédio ou medicamento. Doente é o pecador, que precisa muito de medicamento, do exemplo de boas obras. Põe as mãos sobre ele para o curar, para voltar à penitência, aquele que o conforta não só com a palavra da pregação, mas também com o exemplo da obra santa”. (Santo Antônio de Pádua)

Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao Céu e está sentado à direita de Deus

“Jesus Cristo ofereceu seu primeiro sacrifício aqui na terra quando padeceu a morte crudelíssima. Em seguida, revestido da nova veste da imortalidade, com seu próprio sangue entrou no Santo dos santos, isto é, no Céu, onde apresentou diante do trono do Pai Celeste aquele sangue de valor infinito, que derramara uma vez para sempre por todos os homens cativos do pecado”. (São João Fisher)

O Catecismo (§659) ensina: “Então, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi elevado ao céu e sentou-se à direita de Deus» (Mc 16, 19). O corpo de Cristo foi glorificado desde o momento da sua ressurreição, como o provam as propriedades novas e sobrenaturais de que, a partir de então, ele goza permanentemente”.

O Papa Francisco disse que “Jesus é o único e eterno sacerdote que, com a sua Paixão, atravessou a morte e o sepulcro, Ressuscitou e subiu ao céu; está sentado à direita de Deus Pai, de onde intercede para sempre a nosso favor (Hb 9, 24)”. (Abril de 2013)

A Palavra diz: “Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício e logo em seguida tomou lugar para sempre à direita de Deus, onde espera de ora em diante que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés (Sl 109,1)”. (Hb 10, 12-13)

“Ó imensa alegria de todos, quando o Filho que a Virgem gerou, logo após o flagelo e a cruz, à direita do Pai se assentou. Demos graças a tal defensor que nos salva, que vida nos deu, e consigo no céu faz sentar-se nosso corpo no trono de Deus. Com aqueles que habitam o céu partilhamos tão grande alegria”. (Liturgia das Horas)

Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam

O Papa Emérito Bento XVI explicou que “Jesus ressuscitado voltou entre os discípulos para os enviar. Ele completou a sua obra no mundo, agora compete a eles semear a fé nos corações para que o Pai, conhecido e amado, reúna todos os seus filhos dispersos”.

“O anúncio do Evangelho e os milagres acompanharam os apóstolos, mesmo depois da ascensão de Jesus ao Pai. Jesus lhes prometera o Espírito Santo, que lhes daria “força” (At, 1, 8), que os “revestiria da força do alto” ( Lc 24, 49), para que cumprissem plenamente a missão que Jesus lhes dera, de testemunhá-Lo ante os homensde todos os tempos enações,”até os confins do mundo”. (Site da RCCbrasil)

A Palavra diz: “Nós cremos que pela graça do Senhor Jesus seremos salvos, exatamente como eles. Toda a assembléia o ouviu silenciosamente. Em seguida, ouviram Barnabé e Paulo contar quantos milagres e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios”. (Atos 15, 11-12)

Conclusão

“Depois que o nosso Salvador subiu ao céu com seu corpo glorificado, e se sentou à direita de Deus Pai, não tem cessado de amar sua esposa, a Igreja, com aquele amor inflamado que palpita no seu coração. Traz nas mãos, nos pés e no lado os esplendentes sinais das suas feridas, troféus da sua tríplice vitória: contra o demônio, contra o pecado e contra a morte”. (Papa Pio XII Maio de 1956)

oração

Jesus amado, unja-me com o Espírito Santo para que eu possa levar a boa nova da salvação a todos. Que eu possa proclamar e testemunhar, com fé, que Tu morreste na Cruz e Ressuscitaste para a nossa Redenção. Que eu tenha forças para superar os obstáculos e anunciar com coragem e desprendimento que Tu és o meu Senhor e Salvador. Eu creio, Senhor, que subiste aos Céus e estás sentado à direita do Pai. Maria Estrela da Nova Evangelização, rogai por nós!

Parte dessa reflexão foi extraída do livro “A Cruz de Cristo é a nossa vitória”, de Jane Amábile

 

11 de maio de 2015 at 18:18 Deixe um comentário

Sobre as Mães – Por Frei Jacir de Freitas Faria

Hoje, dia das mães, é dia de falar do amor; amor de Deus e amor de mãe. As leituras de hoje nos oferecem pistas para a vivência do amor fraterno, divino, maternal e solidário. O amor existe somente em função do outro. Pedro, judeu e seguidor de Jesus, entende que o amor salvífico de Deus é também para os pagãos. Já Jesus declara amor pelo seu Pai, Deus, quem nos criou e nos convoca a amar uns aos outros, sendo Ele o amor. Tudo isso veremos nas leituras de hoje.

Amor não é questão abstrata, mas experiência de vida que vem de Deus, de Jesus e de nossas mães. O amor de Deus por nós se concretizou na presença de seu Filho encarnado. Já “o amor de mãe envolve muitos sentimentos. A mãe está no filho que chora, ri, briga, apanha, vence, sonha, perde, se frustra… A mãe está em todas as fases de sua vida. Ser mãe é viver a vida em etapas, nas etapas da vida do filho. O filho é quase uma extensão da mãe”.

Fonte: Site dos Franciscanos

10 de maio de 2015 at 9:52 Deixe um comentário

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