Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

«O mandamento novo» – sermão de Santo Agostinho

O Senhor Jesus afirma que dá um novo mandamento aos seus discípulos, isto é, que se amem mutuamente: «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros.» Mas não existia já este mandamento na antiga lei de Deus, onde está escrito: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo?» Porque chama novo o Senhor ao que parece tão antigo? Será novo porque, despojando-nos do homem velho, nos reveste do homem novo? Na verdade, este mandamento renova o homem que o ouve, ou melhor, que lhe obedece; não se trata, porém, do amor puramente humano, mas daquele que o Senhor quis distinguir, acrescentando: «Como eu vos amei.»

É este amor que nos renova, transformando-nos em homens novos, herdeiros do Novo Testamento, cantores do cântico novo. Foi este amor, irmãos caríssimos, que renovou outrora os antigos justos, os Patriarcas e os Profetas e, posteriormente, os bem-aventurados Apóstolos. Ainda hoje é ele que renova as nações, e de todo o gênero humano, disperso pelo mundo inteiro, forma um povo novo, o Corpo da nova esposa do Filho unigênito de Deus. […]

Quem nos dá este amor é o mesmo que diz: «Assim como Eu vos amei, amai-vos também vós uns aos outros.» Foi para isto que Ele nos amou: para que nos amássemos uns aos outros. E com o seu amor, deu-nos a graça, para que, vivendo unidos em recíproco amor, como membros ligados por tão suave vínculo, formemos o Corpo de tão sublime Cabeça.

Fonte: Vaticano

28 de abril de 2016 at 5:23 Deixe um comentário

Papa confessa jovens na Praça S. Pedro

2016-04-23 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – “Queridos jovens, os seus nomes estão escritos no céu, no coração misericordioso do Pai. Sejam corajosos, contracorrente!” Este é o tuíte do Papa Francisco neste sábado (23/04) dedicado ao Jubileu dos adolescentes em andamento este final de semana no Vaticano.

 

Neste sábado, a Praça São Pedro se transformou num grande confessionário a céu aberto, com 150 sacerdotes atendendo confissões dos jovens, entre eles o próprio Pontífice, para a surpresa dos fiéis. Francisco confessou por uma hora e meia 16 rapazes e moças. À noite, o encontro será no Estádio Olímpico, com música, reflexão, testemunhos e a vídeo mensagem do Santo Padre.

Acompanhe com a RV

Já na manhã de domingo, na Praça S. Pedro, o Papa presidirá à Santa Missa com a participação de cerca de 60 mil adolescentes, entre 13 e 16 anos, vindos da Itália e sobretudo de países europeus. A Rádio Vaticano transmite a cerimônia ao vivo, com comentários em português, a partir das 10h20 – hora local (05h20 – horário de Brasília).

Além disso, sete praças no centro histórico de Roma vão acolher as ‘Tendas da Misericórdia’, com testemunhos sobre as obras de misericórdia espirituais e corporais. O Jubileu encerra-se na segunda-feira.

Coragem

Francisco divulgou em janeiro uma mensagem para este Jubileu da Misericórdia dos Adolescentes, intitulada ‘Crescer misericordiosos como o Pai’.

“Não acreditem nas palavras de ódio e terror que se repetem com frequência; pelo contrário, construam novas amizades. Ofereçam o seu tempo, preocupem-se sempre com quem lhes pede ajuda. Sejam corajosos, contracorrente”, escreve o Papa.

“Estejam preparados para se tornarem cristãos capazes de escolhas e gestos corajosos, capazes de construir cada dia, mesmo nas pequenas coisas, um mundo de paz”, acrescenta.

Aos adolescentes que vivem em áreas de conflitos, de guerras e de extrema pobreza, Francisco pede para que não percam a esperança.

“O Senhor tem um grande sonho a realizar juntamente com vocês. Os amigos da mesma idade, que vivem em condições menos dramáticas do que as suas, lembram-se de vocês e comprometem-se para que a paz e a justiça possam pertencer a todos”, escreve ainda o Pontífice.

 

25 de abril de 2016 at 5:32 Deixe um comentário

Sexto Domingo da Páscoa – O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, Ele vos ensinará tudo – São João 14, 23-29 – 1º de Maio de 2016

23.Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada.

24.Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou.

25.Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco.

26.Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.

27.Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!

28.Ouvistes que eu vos disse: Vou e volto a vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos, que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu.

29.E disse-vos agora estas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem.

 

“Reunidos para celebrar a Páscoa de Jesus, queremos abrir o coração para a voz do Espírito Santo. Ele nos convida a fazer brilhar no mundo o reino do amor e da paz, dom de Deus e manifestação da sua glória. Glorifiquemos o Senhor, que nos prometeu a presença do Espírito, nosso defensor”. (Liturgia Diária)

Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada. Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou. Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco.

“Deus poderia responder-lhe desta maneira : «Se já te disse tudo na minha Palavra, que é o meu Filho – e não tenho outra –, que mais te posso Eu responder agora ou revelar? Põe os olhos só nele, porque nele tudo disse e revelei, e acharás ainda mais do que pedes e desejas.  Fi-lo desde o dia em que desci com o meu Espírito sobre Ele no monte Tabor dizendo: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu encanto, escutai-O” (Mt 17,5). Já não tenho mais fé para revelar, nem mais nada para manifestar”. (São João da Cruz)

O Padre. Heitor de Menezes disse que “e preciso que os seguidores de Jesus estejam atentos à voz do Espírito, sensível aos apelos do Espírito; numa busca constante para reconhecer novos caminhos propostos Espírito Santo, deixando-se guiar a todo instante pela força divina. É um eterno retorno ao querer de Deus, para não se afastar do caminho de Jesus”.

“O Espírito Santo permanece na palavra de Jesus e essa palavra não se obtém com discursos, mas com a constância, com a vida”. (O Papa Emérito Bento XVI, ainda Cardeal  Joseph Ratzinger)

Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.

“A missão do Espírito Santo «vai haurir» algo da Redenção: «Ele receberá do que é Meu para vo-lo anunciar» (Jo 16,15). A Redenção é totalmente operada pelo Filho, como Ungido que veio e agiu com o poder do Espírito Santo, oferecendo-Se por fim em sacrifício supremo no madeiro da Cruz. E esta Redenção é, ao mesmo tempo, constantemente operada nos corações e nas consciências humanas — na história do mundo — pelo Espírito Santo, que é o «outro Consolador» (Jo 14,16). (São João Paulo II)

O Catecismo (§729) ensina: “O Espírito da verdade, o outro Paráclito, será dado pelo Pai a pedido de Jesus; será enviado pelo Pai em nome de Jesus; Jesus O enviará de junto do Pai, porque do Pai procede. O Espírito Santo virá, nós O conheceremos, Ele ficará conosco para sempre, habitará conosco; há de ensinar-nos tudo, há de lembrar-nos tudo o que Cristo nos disse e dará testemunho d’Ele; conduzir-nos-á à verdade total e glorificará a Cristo”.

“O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, Esse ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14, 26). É a grande promessa feita por Jesus, durante a Última Ceia. Ao aproximar-se o momento da Cruz, Ele tranquiliza os apóstolos, dizendo-lhes que não ficarão sozinhos: o Espírito Santo, o Paráclito, estará com eles e ampará-los-á na grande missão de anunciar o Evangelho ao mundo inteiro”. (São João Paulo II)

 

Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!

“O Espírito de Deus é espírito de paz; mesmo quando cometemos os mais graves pecados, Ele faz-nos sentir uma dor tranquila, humilde e confiante, devido, precisamente, à Sua misericórdia. Ao invés, o espírito do mal excita, exaspera e faz-nos sentir, quando pecamos, uma espécie de cólera contra nós; e no entanto o nosso primeiro gesto de caridade deveria justamente ser para com nós próprios”. (São (Padre) Pio de Pietrelcina)

“A paz espiritual, a paz interior, a paz boa é a tranquilidade da alma em Deus, e a boa harmonia segundo a justiça. Foi esta paz que Cristo veio trazer. […] A paz interior, que tem origem no amor, consiste numa alegria inalterável da alma que se encontra em Deus. Chamamos-lhe paz do coração. É ela o começo e um certo antegosto da paz dos santos que se encontram na pátria, da paz da eternidade”. (Dionísio, monge (1402-1471)

 

Ouvistes que eu vos disse: Vou e volto a vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos, que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu. E disse-vos agora estas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem.

O Papa Francisco disse assim: “Eis a esperança do cristão. Jesus diz: «Voltarei!». O cristão é uma mulher, um homem, de esperança precisamente porque espera que o Senhor volte. A este propósito é bom observar como inicia e como termina a Bíblia. No início lê-se: «No princípio…», ou seja, quando as coisas começaram. E o Apocalipse termina com a oração: “Vem Senhor Jesus». De fato, toda a Igreja está na expectativa da vinda de Jesus: Jesus voltará. Esta é a esperança cristã». (22\04\2016)

 

Conclusão:

“Realiza-se por obra do Espírito Santo, o qual faz com que Cristo, que partiu, venha agora e sempre de uma maneira nova. Este voltar de Cristo, por obra do Espírito Santo, e a sua constante presença e ação na vida espiritual atualizam-se na realidade sacramental. Nesta realidade, Cristo, que partiu na sua humanidade visível, vem, está presente e atua na Igreja de uma forma tão íntima, que faz dela o seu Corpo. E como tal, a Igreja vive, opera e cresce «até ao fim do mundo». E tudo isto se realiza por obra do Espírito Santo”. (São João Paulo II)

 

Oração:

Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito, e tudo será criado. E renovareis a face da Terra.

Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da Sua consolação. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

25 de abril de 2016 at 5:23 Deixe um comentário

«Senhor, dá-nos sempre desse pão» – reflexão de São Columbano

O profeta diz: «Vós que tendes sede, ide à fonte» (Is 55,1). Trata-se da fonte dos que têm sede, e não dos que estão saciados. Ela convoca os que têm fome e sede, aos quais chama bem-aventurados (Mt 5,6); aqueles cuja sede nunca se esgota e que têm tanto mais sede quanto mais bebem dessa fonte. Devemos, pois, desejar, irmãos, a fonte da sabedoria, o Verbo de Deus nas alturas – devemos procurá-la, devemos amá-la. Nessa fonte estão escondidos, como diz o apóstolo Paulo, «todos os tesouros da sabedoria e da ciência» (Col 2,3); ela convida todos os que têm sede a virem saciar-se.

Se tens sede, vai beber à fonte da vida. Se tens fome, come o pão da vida. Felizes aqueles que têm fome desse pão e sede dessa fonte. Bebendo e comendo sem fim, continuam a desejar beber e comer; doce é esse alimento e doce essa bebida. Comemos e bebemos deles, mas continuamos a ter fome e sede; o nosso desejo está satisfeito, mas não cessamos de desejar. Foi por isso que David, o rei profeta, exclamou: «Provai e vede como o Senhor é bom» (Sl 33,9). Por isso, irmãos, sigamos aquilo a que somos chamados. A Vida, a fonte de água viva, a fonte da vida eterna, a fonte da luz e a nascente de toda a claridade convida-nos a vir e a beber (Jo 7,37). Nela encontraremos a sabedoria e a vida, a luz eterna. Nela beberemos a água viva, que brota para a vida eterna (Jo 4,14).

Fonte do texto: Evangelho Quotidiano

24 de abril de 2016 at 5:41 Deixe um comentário

Glória a Vós, Senhor Jesus! – do Sermão de Santo Efrém

Nosso Senhor foi calcado pela morte, mas Ele, por sua vez, esmagou a morte como quem pisa aos pés o pó do caminho. […] E porque a morte não O podia devorar se Ele não tivesse corpo, nem o inferno O podia tragar se não tivesse carne, desceu ao seio de uma Virgem para tomar um corpo que O conduzisse à região dos mortos. Mas, com esse corpo que assumira, penetrou na região dos mortos, para destruir todas as suas riquezas e arruinar os seus tesouros. […]

O mesmo admirável Filho do carpinteiro, que conduziu a sua cruz até aos abismos da morte, que tudo devoravam, levou também o gênero humano para a morada da vida. E uma vez que o gênero humano, por causa de uma árvore, se tinha precipitado no reino das sombras, sobre outra árvore passou para o reino da vida. […]

Glória a Vós, que lançastes a cruz, como uma ponte sobre a morte, para que através dela passem as almas da região da morte para a vida! Glória a Vós, que assumistes um corpo de homem mortal, para o transformardes num manancial de vida em favor de todos os mortais!… Aqueles que Vos mataram, procederam para com a vossa vida como os agricultores: lançaram-na à terra como um grão de trigo; mas ela ressuscitou e fez ressurgir consigo a multidão dos homens.

Vinde, ofereçamos o sacrifício grande e universal do nosso amor e entoemos, com grande alegria, cânticos e orações Àquele que Se ofereceu a Deus no sacrifício da cruz.

Fonte: Vaticano

21 de abril de 2016 at 9:41 Deixe um comentário

Quinto Domingo do Tempo Pascal

O tema fundamental da liturgia deste Domingo é o do amor: o que identifica os seguidores de Jesus é a capacidade de amar até ao dom total da vida.

No Evangelho, Jesus despede-se dos seus discípulos e deixa-lhes em testamento o “mandamento novo”: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. É nessa entrega radical da vida que se cumpre a vocação cristã e que se dá testemunho no mundo do amor materno e paterno de Deus.

Na primeira leitura, apresenta-se a vida dessas comunidades cristãs chamadas a viver no amor. No meio das vicissitudes e das crises, são comunidades fraternas, onde os irmãos se ajudam, se fortalecem uns aos outros nas dificuldades, se amam e dão testemunho do amor de Deus. É esse projeto que motiva Paulo e Barnabé e é essa proposta que eles levam, com a generosidade de quem ama, aos confins da Ásia Menor.

A segunda leitura apresenta-nos a meta final para onde caminhamos: o novo céu e a nova terra, a realização da utopia, o rosto final dessa comunidade de chamados a viver no amor.

Fonte: Evangelho Quotidiano

20 de abril de 2016 at 5:15 Deixe um comentário

Papa Francisco: ninguém fica órfão quando atraído por Jesus

2016-04-19 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – “Um cristão que não se deixa atrair pelo Pai é um cristão que vive como um órfão”. Foi o que afirmou o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada na manhã desta terça-feira, (19/04), na capela da Casa Santa Marta.

 

Francisco inicia sua reflexão partindo da pergunta que os judeus fazem a Jesus, contida no Evangelho do dia: “És tu o Messias?”

Esta pergunta, que escribas e fariseus repetirão várias vezes, observou Francisco, nasce de uma coração cego. Uma cegueira de fé que o próprio Jesus explica: “vós não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas”. Fazer parte do rebanho de Deus é uma graça, mas é necessário um coração disponível:

“‘As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão’. Essas ovelhas estudaram para seguir Jesus e depois acreditaram? Não. ‘Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos’. É propriamente o Pai que dá as ovelhas ao pasto. É o Pai que atrai os corações para Jesus”.

Como órfãos

A dureza de coração de escribas e fariseus, que veem as obras realizadas por Jesus mas se negam a reconhecer Nele o Messias, é “um drama”, afirmou Francisco, que “vai avante até o Calvário”. Ou melhor, prossegue inclusive depois da Ressurreição, quando sugerem aos soldados que vigiavam o sepulcro para que digam que estavam dormindo e, assim, atribuir aos discípulos o roubo do corpo de Cristo. Nem mesmo o testemunho de quem assistiu à Ressurreição os fez mudar de ideia. “São órfãos”, reiterou Francisco, “porque renegaram o seu Pai”:

“Estes doutores da lei tinham o coração fechado, se sentiam donos de si mesmos e, na realidade, eram órfãos porque não tinham uma relação com o Pai. Falavam, sim, de seus Pais – o nosso pai Abraão, os Patriarcas… – falavam, mas como figuras distantes. Em seus corações eram órfãos, viviam no estado de órfãos, em condições de órfãos, e preferiam isso a deixar-se atrair pelo Pai. E este é o drama do coração fechado destas pessoas”.

“Atrai-me para Jesus”

A importância de se deixar atrair por Deus – enfatiza o Papa ao recordar a Primeira leitura – se percebe na notícia que chegou a Jerusalém de que muitos pagãos se abriam à fé em Cristo graças à pregação dos discípulos. Eles levaram a Palavra até a Fenícia, Chipre e Antioquia onde, num primeiro momento, também tiveram medo, mas o coração aberto os guiou. Um coração como aquele de Barnabé que, enviado a Antioquia, não se escandaliza com a conversão dos pagãos porque, finaliza o Papa, “aceitou a novidade”, se “deixou atrair pelo Pai por Cristo”:

“Jesus nos convida a sermos seus discípulos mas, para sê-lo, devemos nos deixar atrair pelo Pai em direção a Ele. E a oração humilde do filho, que podemos fazer é: ‘Pai, atrai-me para Jesus; Pai, faz-me conhecer Jesus’, e o Pai enviará o Espírito para nos abrir o coração e nos levar até Jesus. Um cristão que não se deixa atrair pelo Pai para Jesus é um cristão que vive em condição de órfão; e nós temos um Pai, não somos órfãos”.

(bf/rb)

19 de abril de 2016 at 9:21 Deixe um comentário

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