Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

«Orai assim: Pai Nosso…»- sermão de São Cipriano, bispo de Cartago e mártir


A Oração Dominical

Antes de tudo, Jesus, o Doutor e Senhor da unidade, não quis que a oração fosse individual e privada, de modo que ao rezar cada um pedisse só por si. Com efeito, não dizemos: «Pai meu que estás nos céus», nem «o pão meu». Cada um não pede que as suas dívidas lhe sejam descontadas, e não é só por si próprio que pede para não cair em tentação e ser livrado do mal. Para nós, a oração é pública e comunitária; e quando rezamos, não intercedemos por um só, mas por todo o povo; porque nós, todo o povo, somos um.

O Deus da paz e o Senhor da concórdia, que ensinou a unidade, quis que um só rezasse por todos, tal como Ele próprio carregou com todos os homens. Os três jovens hebreus presos na fornalha ardente observaram esta lei da oração (cf Dan 3,15); e, depois da ascensão do Senhor, os apóstolos e os discípulos rezavam deste modo: «perseveravam unidos na oração, com as mulheres, com Maria, Mãe de Jesus, e com os seus irmãos» (Act 1,14). Num só coração, perseveravam na oração; pelo seu fervor e pelo seu amor mútuo, testemunhavam que Deus, que faz com que os homens unânimes habitem numa mesma casa (cf Sl 67,7), só admite na sua morada eterna aqueles cuja oração traduz a união das almas.

Fonte: Evangelho Quotidiano

21 de julho de 2016 at 5:17 Deixe um comentário

Décimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – Pois quem pede, recebe – São Lucas 11, 1-13 – 24 de julho de 2016

1.Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos.

2.Disse-lhes ele, então: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino;

3.dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento;

4.perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação.

5.Em seguida, ele continuou: Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães,

6.pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer;

7.e se ele responder lá de dentro: Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães;

8.eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar.

9.E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.

10.Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.

11.Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente?

12.Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião?

13.Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem.

 

Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos. Disse-lhes ele, então: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação.

“Para ser fecunda, a oração deve vir do coração e poder tocar o coração de Deus. Vê como Jesus ensinou os seus discípulos a rezar. Cada vez que pronunciamos o «Pai Nosso», Deus, creio, põe o olhar nas suas próprias mãos, onde nos gravou: «Eis que Eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos» (Is 49, 16). Ele contempla as mãos e vê-nos nelas, bem aninhados”. (Beata Teresa de Calcutá)

O Papa Francisco explicou: “Deus é Pai, e eu o sinto Pai? E se não o sinto assim, mas peço ao Espírito Santo que me ensine a senti-lo assim. E eu sou capaz de esquecer as ofensas, de perdoar, de deixar para lá e se não, pedir ao Pai, ‘mas também estes são seus filhos, eles me fizeram uma coisa ruim, ajude-me a perdoar?”.

«Percorrei todas as orações que existem na Sagrada Escritura; não creio que possais encontrar uma só que não esteja incluída e compendiada nesta oração dominical (o Pai Nosso)». (Santo Agostinho)

O Catecismo (§2803- §2806;§ 2857) ensina: “A oração do Senhor contém sete petições a Deus Pai. As primeiras três, mais teologais, aproximam-nos d’Ele, para a sua glória: pois é próprio do amor pensar antes de mais n’Aquele que amamos. Elas sugerem o que em especial devemos pedir-Lhe: a santificação do seu Nome, a vinda do seu Reino, a realização da sua Vontade. As últimas quatro apresentam ao Pai de misericórdia as nossas misérias e as nossas expectativas. Pedimos que nos alimente, nos perdoe, nos defenda nas tentações e nos livre do Maligno”.

 

Em seguida, ele continuou: Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer; e se ele responder lá de dentro: Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães; .eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar. E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.

 

O Papa Francisco disse assim: “Peçamos ao Senhor a graça de rezar com fé, para ter certeza de que tudo o que pedimos a Ele será dado, com a confiança que nos dá a fé. E esta é a nossa vitória: a nossa fé”..

“Ao rezar, não temos de nos preocupar em manifestar os nossos desejos ou as nossas necessidades a Deus, pois Ele tudo conhece. Assim, o salmista diz ao Senhor: «Todos os meus desejos estão diante de Ti» (Sl 37,10). E lemos no Evangelho: «Vosso Pai sabe que tendes necessidade de tudo isso» (Mt 6,8). Não se trata de dobrar, por palavras humanas, a vontade divina, levando-a a querer o que não queria, porque está dito no livro dos Números: «Deus não é como um homem, para mentir, nem filho de Adão, para mudar» (23,19). (São Tomás de Aquino)

O Catecismo (§2761) ensina:  «A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o Evangelho»(7). «Depois de o Senhor nos ter legado esta fórmula de oração, acrescentou “Pedi e recebereis” (Jo 16, 24). Cada um pode, portanto, dirigir ao céu diversas orações segundo as suas necessidades, mas começando sempre pela oração do Senhor, que continua a ser a oração fundamental».

 

 

 

Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião? .Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Ser cristão significa dizer «Pai» com Ele e, desse modo, tornar-se filho de Deus – Deus –, na unidade do Espírito que nos faz ser o que somos, e por isso nos agrega à unidade de Deus. Ser cristão significa olhar o mundo a partir deste núcleo e, através dele, ser livre, cheio de esperança, decidido e confiante”.

“A oração é, ouso dizê-lo, uma conversa íntima com Deus. Mesmo quando murmuramos suavemente, mesmo quando, sem mexer os lábios, falamos em silêncio, estamos a gritar interiormente. E Deus volta constantemente o seu ouvido para esta voz interior”. (São Clemente de Alexandria)

 

Conclusão:

Com as palavras da Beata Teresa de Calcutá: “Peçamos, rezemos o «Pai Nosso». Vivamo-lo, e seremos santos. Está tudo nessa oração: Deus, eu próprio, o meu próximo. Se eu perdoar, poderei ser santo, poderei rezar. Tudo procede de um coração humilde; com tal coração, saberemos amar a Deus, amar-nos a nós mesmos e amar o nosso próximo (Mt 22,37ss)”.

 

Oração:

Oração do Pai Nosso: Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

18 de julho de 2016 at 9:21 Deixe um comentário

«Devemos suportar tudo por amor de Deus, para que também Ele nos suporte a nós.» -texto de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir

 

Inácio, também chamado Teóforo, saúda cordialmente a Policarpo, bispo da Igreja de Esmirna, que tem como seu bispo Deus Pai e o Senhor Jesus Cristo.

Presto homenagem à tua piedade, solidamente fundada sobre uma rocha firme, e dou graças ao Senhor, que me concedeu a graça de ver o teu rosto de bondade; oxalá possa eu vê-lo para sempre em Deus. Recomendo-te, pela graça de que estás revestido, que aceleres a tua carreira e exortes a todos para que se salvem. Desempenha o cargo que ocupas com toda a diligência de corpo e de espírito. Vela pela unidade, porque nada há mais precioso. Suporta todos os irmãos, como o Senhor te suporta a ti; tem paciência e caridade para com todos, como sempre fazes. Entrega-te continuamente à oração; pede uma sabedoria maior do que a que tens; conserva o teu espírito sempre vigilante. Fala a cada um em particular, segundo o modo de agir de Deus; toma sobre ti, como perfeito atleta, as fraquezas de todos. Onde maior é o trabalho, maior é o lucro.

Se amas somente os bons discípulos, não terás nisso mérito algum; o mérito está em ganhar pela bondade a confiança dos piores. Nem todas as feridas se curam com o mesmo remédio. Acalma a violência das febres com compressas suaves. Sê prudente em tudo como a serpente, mas sempre simples como a pomba. Sendo tu composto de alma e corpo, tens experiência das realidades materiais e espirituais. Exercita humildemente a tua sabedoria nas coisas visíveis e pede que se te revelem as coisas invisíveis, para que nada te falte e tenhas em abundância todos os bens espirituais. Como o navegante deseja ventos propícios e o que é surpreendido pela tempestade procura o porto, assim o tempo presente exige de ti que procures alcançar a Deus, juntamente com os que te foram confiados. Sê sóbrio, como atleta de Deus; o prémio prometido é a imortalidade e a vida eterna, como sabes perfeitamente. Por ti ofereço o sacrifício da minha vida e as minhas cadeias que tu veneraste.

Não te atemorizes com aqueles que parecem dignos de fé e ensinam doutrinas falsas. Mantém-te firme como a bigorna sob o martelo. um grande atleta é maltratado, mas vence. Com muito maior razão devemos nós suportar tudo por amor de Deus, para que também Ele nos suporte a nós. Sê cada vez mais diligente. Aprende a discernir o sinal dos tempos. Espera Aquele que é superior a todas as vicissitudes dos tempos, intemporal e invisível, e Se tornou visível por causa de nós; confia n’Aquele que é impalpável e impassível, e que por nós Se tornou passível e sofreu todo o género de tormentos.

As viúvas não sejam desprezadas; depois do Senhor, sê tu o seu protetor. Nada se faça sem o teu consentimento, e tu não faças nada sem Deus (de facto, já assim procedes); sê firme. A reuniões dos fiéis sejam mais frequentes; convida-os a todos pelo seu nome. Não trates altivamente os escravos e as escravas; procura também que eles se não encham de orgulho, mas antes prestem com maior dedicação o seu serviço para glória de Deus, a fim de alcançarem de Deus uma liberdade melhor; nem se deixem mover pelo desejo de serem resgatados com os bens da comunidade, para que não se tornem escravos da cobiça.

Fonte: Vaticano

17 de julho de 2016 at 5:30 Deixe um comentário

A Eucaristia


Quanto à Eucaristia, dai graças deste modo: Primeiro sobre o cálice: «Graças Vos damos, Pai nosso, pela santa vinha de David, vosso servo, que nos destes a conhecer pelo vosso servo Jesus. Glória a Vós pelos séculos».

E sobre a fracção do pão: «Graças Vos damos, Pai nosso, pela vida e pela ciência que nos revelastes por Jesus, vosso servo. Glória a Vós pelos séculos. Assim como este pão estava disperso pelos montes e depois de recolhido se tornou um só, assim se reúna a vossa Igreja dos confins da terra no vosso reino. Porque vossa é a glória e o poder por Jesus Cristo, pelos séculos».

Ninguém coma ou beba da vossa Eucaristia a não ser os baptizados em nome do Senhor; porque a este propósito disse o Senhor: Não deis o que é santo aos cães.
Depois de saciados, dai graças deste modo: «Graças Vos damos, Pai santo, pelo vosso santo nome, que fizestes habitar em nossos corações, e pela ciência, fé e imortalidade que nos revelastes por Jesus, vosso servo. Glória a Vós pelos séculos.

Senhor omnipotente, Vós criastes o universo para glória do vosso nome e destes aos homens comida e bebida para que Vos dessem graças; mas a nós concedestes-nos um alimento e uma bebida espirituais e a vida eterna por meio do vosso Servo. Acima de tudo Vos damos graças, porque sois poderoso. Glória a Vós pelos séculos.

Lembrai-Vos da vossa Igreja, Senhor, livrai-a de todo o mal e tornai-a perfeita no vosso amor; e reuni-a dos quatro ventos, santificando-a no vosso reino, que para ela preparastes. Porque vosso é o poder e a glória pelos séculos.
Venha a graça e passe este mundo. Hossana ao Deus de David. Quem é santo aproxime-se; quem não é faça penitência. Maranatha: Vinde, Senhor Jesus. Amen».

No dia do Senhor reuni-vos para a fracção do pão e a acção de graças, depois de terdes confessado os vossos pecados, para que o vosso sacrifício seja puro. Quem tiver alguma desavença com seu irmão, não se reúna convosco antes de se reconciliar, para que não seja profanado o vosso sacrifício. Este é o sacrifício de que falou o Senhor dizendo: Em todo o lugar e em todo o tempo ser-Me-á oferecido um sacrifício puro, porque sou o grande Rei, diz o Senhor, e o meu nome é admirável entre as nações.

Do antigo opúsculo chamado «Doutrina dos Doze Apóstolos»
(Nn. 9, 1 – 10, 6; 14, 1-3: Funk 2, 19-22.26) (Sec. II)

Fonte: Vaticano

17 de julho de 2016 at 5:01 Deixe um comentário

Felizes os que mereceram receber a Cristo em sua casa – sermão de Santo Agostinho

As palavras de nosso Senhor Jesus Cristo nos advertem que, em meio à multiplicidade

das ocupações deste mundo, devemos aspirar a um único fim. Aspiramos porque

estamos a caminho e não em morada permanente; ainda em viagem e não na pátria

definitiva; ainda no tempo do desejo e não na posse plena. Mas devemos aspirar, sem

preguiça e sem desânimo, a fim de podermos um dia chegar ao fim.

 

Marta e Maria eram irmãs, não apenas irmãs de sangue, mas também pelos sentimentos

religiosos. Ambas estavam unidas ao Senhor; ambas, em perfeita harmonia, serviam ao

Senhor corporalmente presente. Marta o recebeu como costumam ser recebidos os

peregrinos. No entanto, era a serva que recebia o seu Senhor; uma doente que acolhia o

Salvador; uma criatura que hospedava o Criador. Recebeu o Senhor para lhe dar o

alimento corporal, ela que precisava do alimento espiritual. O Senhor quis tomar a

forma de servo e, nesta condição, ser alimentado pelos servos, por condescendência, não

por necessidade. Também foi por condescendência que se apresentou para ser

alimentado. Pois tinha assumido um corpo que lhe fazia sentir fome e sede.

 

Portanto, o Senhor foi recebido como hóspede, ele que veio para o que era seu, e os

seus não o acolheram. Mas, a todos que o receberam, deu-lhes capacidade de se

tornarem filhos de Deus (Jo 1,11-12). Adotou os servos e os fez irmãos; remiu os

cativos e os fez co-herdeiros. Que ninguém dentre vós ouse dizer: Felizes os que

mereceram receber a Cristo em sua casa! Não te entristeças, não te lamentes por teres

nascido num tempo em que já não podes ver o Senhor corporalmente. Ele não te privou

desta honra, pois afirmou: Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus

irmãos, foi a mim que o fizestes (Mt 25,40).

 

Aliás, Marta, permite-me dizer-te: Bendita sejas pelo teu bom serviço! Buscas o

descanso como recompensa pelo teu trabalho. Agora estás ocupada com muitos

serviços, queres alimentar os corpos que são mortais, embora sejam de pessoas santas.

Mas, quando chegares à outra pátria, acaso encontrarás peregrinos para hospedar?

encontrarás um faminto para repartires com ele o pão? um sedento para dares de beber?

um doente para visitar? um desunido para reconciliar? um morto para sepultar?

Lá não haverá nada disso. Então o que haverá? O que Maria escolheu: lá seremos

alimentados, não alimentaremos. Lá se cumprirá com perfeição e em plenitude o que

Maria escolheu aqui: daquela mesa farta, ela recolhia as migalhas da palavra do Senhor.

Queres realmente saber o que há de acontecer lá? É o próprio Senhor quem diz a

respeito de seus servos: Em verdade eu vos digo: ele mesmo vai fazê-los sentar-se à

mesa e, passando, os servirá (Lc 12,37).

 

16 de julho de 2016 at 5:31 Deixe um comentário

Juntas, Marta e Maria acolhem a Sabedoria de Deus (1Co 1,24) – Santo Ambrósio, bispo de Milão

A virtude não tem apenas um rosto. O exemplo de Marta e de Maria mostram-nos a devoção activa nas obras de uma, e a atenção religiosa do coração à palavra de Deus na outra. Se a tal atenção estiver unida uma fé profunda, ela é preferível às obras: «Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada». Esforcemo-nos portanto, também nós, por possuir aquilo que ninguém nos poderá tirar, escutando com ouvido atento e não distraído; porque por vezes acontece que o grão da palavra vinda do céu é tirado, se for semeado à beira do caminho (Lc 8, 5.12).

Anima-te pois pelo desejo de sabedoria, como Maria: essa é uma obra maior, mais perfeita. Que as preocupações com o serviço não te impeçam de acolher a palavra vinda do céu. Não critiques nem tenhas por ociosos os que vires ocupados em adquirir a sabedoria, pois Salomão, esse homem de paz, convidou-a para sua casa para que ficasse com ele (Sb 9,10). Não se trata, porém, de reprovar a Marta os seus bons serviços: Maria tem preferência porque escolheu uma parte melhor. Jesus tem múltiplas riquezas, e distribui-as com prodigalidade; a mulher mais sábia reconheceu e escolheu o que é mais importante.

Também os apóstolos entenderam que era preferível não abandonar a palavra de Deus para servir às mesas (Act 6,2). Mas ambas as coisas são obras de sabedoria: Estêvão foi escolhido como servo, como diácono, e estava cheio de sabedoria (Act 6,5.8). […]. Com efeito, o corpo da Igreja é um, e se os seus membros são diversos, têm necessidade uns dos outros: «Não pode o olho dizer à mão: “não tenho necessidade de ti”, nem tão-pouco a cabeça dizer aos pés: “não tenho necessidade de vós”» (1Cor 12,21). […] Se alguns membros são mais importantes, os outros são todavia necessários. A sabedoria reside na cabeça; a atividade, nas mãos.

Fonte: Evangelho Quotidiano

15 de julho de 2016 at 5:40 Deixe um comentário

Décimo Sexto Domingo do Tempo Comum – Marta e Maria – São Lucas 10, 38-42 – Dia 17 de julho de 2016

38.Estando Jesus em viagem, entrou numa aldeia, onde uma mulher, chamada Marta, o recebeu em sua casa.

39.Tinha ela uma irmã por nome Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar.

40.Marta, toda preocupada na lida da casa, veio a Jesus e disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude.

41.Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas;

42.no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada.

“Deus nos acolhe em sua casa e nos convida a sentar-se aos pés de Jesus para escutá-lo e participar do banquete eucarístico que Ele nos oferece. Somos desafiados a ter o coração hospitaleiro de Maria e as mãos laboriosas de Marta. Celebremos, com alegria, Cristo presente entre nós”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim sobre o Evangelho: “Na vida da Igreja, nos primeiros passos que ela dá, medita-se de um certo modo sobre o que tinha acontecido durante a vida pública de Jesus, na casa de Marta e Maria, em Betânia. Marta estava totalmente concentrada no serviço da hospitalidade a oferecer a Jesus e aos seus discípulos; Maria, ao contrário, dedica-se à escuta da Palavra do Senhor ( Lc 10, 38-42). Em ambos os casos, não são contrapostos os momentos da oração e da escuta de Deus, e a atividade quotidiana, o exercício da caridade”.

O Papa Francisco explicou: “Ambas (Marta e Maria) oferecem hospitalidade ao Senhor, que estava de passagem, mas fazem-no de modo diverso. Maria põe-se aos pés de Jesus, à escuta, e Marta ao contrário deixa-se absorver pelos afazeres e está tão ocupada a ponto de se dirigir a Jesus dizendo: «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Diz-lhe que me ajude» (v. 40). E Jesus responde-lhe, repreendendo-a com docilidade: «Marta, Marta, andas muito inquieta e preocupas-te com muitas coisas, no entanto, uma só coisa é necessária» (vv. 41-42)”.

“Procuremos também nós ter aquilo que não nos pode ser tirado, prestando à Palavra do Senhor uma atenção diligente, não distraída: até as sementes da palavra celeste podem perder-se, se forem lançadas ao longo do caminho. Estimule-te também a ti, como a Maria, o desejo de saber: esta é a obra maior e mais perfeita”. (Santo Ambrósio)

Conclusão:

“Ao longo da semana, procuremos vivenciar a palavra de Deus, que nos propõe acolher as pessoas que nos procuram, ouvir o que têm a nos dizer e ver quais são as suas necessidades. A Eucaristia nos educa para a hospitalidade e a solidariedade”. (Liturgia Diária)

Oração:

“Senhor Jesus, nós vos bendizemos porque conseguistes unir a contemplação e a ação em equilíbrio perfeito, dando-nos exemplo de oração e comunicação com Deus. Ensinai-nos, Senhor,  a dedicar tempo, silêncio e atenção à escuta e à assimilação da vossa palavra, a exemplo de Maria. Concedei-nos também a solicitude prestativa e o espírito de solidariedade e de serviço de Marta. Vós que viveis e reinais para sempre”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

11 de julho de 2016 at 5:32 Deixe um comentário

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