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Décimo Quinto Domingo do Tempo Comum – São Mateus 13, 1-23 – Dia 12 de julho de 2020

Un sembrador salió a sembrar…” | Arte cristiano, Imágenes ...

“1.Naquele dia, saiu Jesus e sentou-se à beira do lago. 2.Acercou-se dele, porém, uma tal multidão, que precisou entrar numa barca. Nela se assentou, enquanto a multidão ficava à margem. 3.E seus discursos foram uma série de parábolas. 4.Disse ele: “Um semeador saiu a semear. E, semean­do, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram. 5.Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda. 6.Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes. 7.Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram. 8.Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um. 9.Aquele que tem ouvidos, ouça”. 10.Os discípulos aproximaram-se dele, então, para dizer-lhe: “Por que lhes falas em parábolas?” 11.Respondeu Jesus: “Porque a vós é dado compreender os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não.* 12.Ao que tem se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem, será tirado até mesmo o que tem. 13.Eis por que lhes falo em parábolas: para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não ouçam nem compreendam. 14.Assim se cumpre para eles o que foi dito pelo profeta Isaías: Ouvireis com vossos ouvidos e não entendereis, olhareis com vossos olhos e não vereis, 15.porque o coração deste povo se endureceu: taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os sare (Is 6,9s). 16.Mas, quanto a vós, bem-aventurados os vossos olhos, porque veem! Ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem! 17.Eu vos declaro, em verdade: muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não ouviram”. 18.“Ouvi, pois, o sentido da pará­bola do semeador: 19.quando um homem ouve a palavra do Reino e não a entende, o Maligno vem e arranca o que foi semea­do no seu coração. Este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho. 20.O solo pedregoso em que ela caiu é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida, 21.mas não tem raízes, é inconstante: sobrevindo uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, logo encontra uma ocasião de queda. 22.O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa. 23.A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende, e produz fruto: cem por um, sessenta por um, trinta por um.””
Fonte – Bíblia Católica Online

“Semeador da semente do Reino, Jesus deseja fazer do nosso coração terreno fértil para a mensagem de vida e liberdade por ele anunciada. Dispostos a gerar, em nós e na comunidade, os frutos do Espírito, acolhamos nesta Eucaristia, com alegria e generosidade, a boa semente da Palavra de Deus”. (Liturgia Diária)

O Padre Paulo Ricardo explicou: “Jesus, que ontem falava às multidões incrédulas sob o véu das parábolas, dirige-se hoje aberta e claramente aos discípulos fiéis e explica-lhes o sentido da parábola do semeador (cf. Mc 4, 1-20; Lc 8, 4-15). Os vários tipos de terreno em que pode cair a semente da palavra do Reino correspondem às diversas etapas por que temos de passar em nossa caminhada espiritual”.

“No capítulo 13 de Mateus, temos o ensinamento de Jesus por meio de parábolas. O texto de hoje apresenta a parábola da semente, o porquê de Jesus falar em parábolas e a explicação da parábola narrada”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse que “Jesus, quando falava, usava uma linguagem simples e servia-se também de imagens, que eram exemplos tirados da vida diária, a fim de poder ser compreendido facilmente por todos. Por isso gostavam de o ouvir e apreciavam a sua mensagem que ia diretamente ao coração; e não era aquela linguagem difícil de compreender, a que usavam os doutores da Lei da época, que não se entendia bem, era rígida e afastava o povo. E com esta linguagem Jesus fazia compreender o mistério do Reino de Deus; não era uma teologia complicada. E o Evangelho de hoje dá-nos um exemplo: a parábola do semeador (cf. Mt 13, 1-23)”. (16 de julho de 2017)

Dom Rodolfo Luís Weber ensinou: “Entre tantos aspectos da Parábola do Semeador, destacam-se a figura do semeador, a qualidade da semente, o ambiente da semeadura e os frutos colhidos. O semeador é um sujeito esperançoso. Semeia em todos os ambientes”.

O Padre Guido Mottinelli disse assim: “Uma das maneiras de Jesus ensinar foi através de parábolas, com exemplos simples da vida cotidiana. Hoje é a vez do semeador, que coloca toda a sua atenção no trabalho para não perder nem uma semente.  Assim, poderá colher “trinta, sessenta ou até cem por um”. Mas, isso não acontece quando algumas semente caem num terreno onde falta adubo, umidade, água e sol. São as palavras de Deus que continuam sendo semeadas no coração de cada um, mas, com qual efeito? Não se esqueça: cada um colhe de acordo com o que semeou”.

Conclusão:

“Sabemos, pelos evangelhos, que Jesus estava sempre disposto e não perdia nenhuma ocasião para anunciar o Reino de Deus. Entretanto, entre os ouvintes, uns eram impenetráveis (terreno pedregoso); outros, entusiastas superficiais; havia quem, após ouvir a Palavra, se deixava seduzir pelos bens materiais, por fim, muitos ouviam a Palavra e lhe davam pleno consentimento, abrindo-se para a fé e o fiel seguimento de Jesus”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração: (Dom Henrique Soares)

“Que nos resta dizer? Venha, Senhor Deus, o Teu Reino! Dá-nos um coração pobre, humilde, disponível para acolher a boa semente da Palavra do Teu Cristo, de modo que, escutando a Sua santa Palavra, Tu possas reinar em nós e demos frutos de Vida eterna, pois Teu é o Reino, o Poder e a Glória para sempre. Amém!”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

6 de julho de 2020 at 5:46 Deixe um comentário

Reflexão para o XIV Domingo do Tempo Comum

O Senhor fala que fazer parte da Civilização do Amor, de seus seguidores, traz um peso, uma responsabilidade, mas que eles são suaves porque são provocados pelo amor, pela descentralização de si, pelo sair de seu comodismo, de desinstalar-se par ir ao outro, para servir.

O Senhor fala que fazer parte da Civilização do Amor, de seus seguidores, traz um peso, uma responsabilidade, mas que eles são suaves porque são provocados pelo amor, pela descentralização de si, pelo sair de seu comodismo, de desinstalar-se par ir ao outro, para servir.  (© Biblioteca Apostolica Vaticana Vat.lat.39, f.67v)

A mensagem evangélica da liturgia deste domingo nos fala do benefício fundamental que é para nós a presença do Espírito ao nos provocar a opção pela vida e nos impedir a acomodação.

Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ

A primeira leitura nos fala de um legítimo rei da dinastia de Davi. Montado em um  jumento e com atitudes pacifistas, o rei de Sião  terá um reino imenso que de tão grande se estenderá até os confins da terra. Esse rei é humilde e pacificador e manifesta seu poder comunicando justiça e paz a todas as nações.

Ele não só tem essa atitude positiva, mas também destrói tudo aquilo que é sinal de morte para os povos. Assim, ele possibilita a existência da paz.

Ora, a leitura desse texto nos recorda a liturgia do Domingo de Ramos e já podemos deduzir que esse rei da paz é Jesus, o Príncipe da Paz, legítimo descendente de Davi como nos relata a liturgia do Advento.

No Evangelho vemos Jesus sentindo que sua missão pacifista desagrada os doutores da Lei, os letrados e as pessoas importantes, mas causa interesse aos pobres e marginalizados, diz “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos.” (Mt 11, 25b)

Fazemos a constatação do que vemos sempre: os instalados não precisam, não querem mudanças e até a proíbem, enquanto os marginalizados, que sentem desconforto e suas necessidades insaciadas, almejam a mudança da situação, querem justiça, querem o necessário para viver dignamente.

Nisso tudo é denunciado o perigo extremo de não sentir-se necessitado de Deus e de aos poucos tornar-se materialista.

O trecho do Evangelho termina com o convite de Jesus aos que se sentem marcados, injustiçados pela sociedade materialista, repleta de pessoas egocêntricas e muito bem instaladas na cultura da morte. Ao mesmo tempo, o Senhor fala que fazer parte da Civilização do Amor, de seus seguidores, traz um peso, uma responsabilidade, mas que eles são suaves porque são provocados pelo amor, pela descentralização de si, pelo sair de seu comodismo, de desinstalar-se par ir ao outro, para servir.

Finalmente, São Paulo em sua Carta aos Romanos, nos diz que vivemos segundo o espírito e não segundo a carne, pois pertencemos a Cristo e o Espírito de Deus mora em nós. Esse Espírito foi o que ressuscitou Jesus, eliminando tudo o que conduz a criação à injustiça e à morte.

Portanto, a mensagem evangélica da liturgia deste domingo nos fala do benefício fundamental que é para nós a presença do Espírito ao nos provocar a opção pela vida e nos impedir a acomodação.

Será um momento muito importante para nossa vida de cristão, fazermos uma reflexão em que nos perguntemos: de que lado me encontro? Dos acomodados e que não sentem necessidade de mudanças profundas? Ou do lado dos marginalizados, dos inconformados, dos que anseiam pelo Senhor como “terra sedenta e sem água”, como nos fala o Sl 62, 2?

4 de julho de 2020 at 10:54 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo

Apóstolos Pedro e Paulo

Apóstolos Pedro e Paulo  (Vatican News)

Muitas vezes nos agrada falar das debilidades de Pedro e da visão de Paulo, mas não acrescentamos que foram homens espirituais que, com a graça de Deus, superaram os próprios limites e se tornaram, para sempre, luzeiros da fé!

Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ

Festejamos hoje dois santos muito queridos e que fazem parte de nossa tradição, não apenas religiosa, mas também popular. São Pedro, o santo pescador e porteiro do Céu, possuidor das chaves do Reino, entregues a ele pelo Filho do dono da Casa! Paulo, o erudito, aquele que deu consistência, através de suas cartas, à doutrina ensinada por Jesus e redigida pelas primeiras comunidades. Paulo está na origem de nossa tradição religiosa eclesial, trazida pelos jesuítas, e empresta seu nome à maior cidade da América do Sul.

Ouça e compartilhe

Na primeira leitura, extraída de Atos 12, 1-11, vemos que muitas vezes pessoas com poder e para que esse aumente e também seu populismo (seja entre o povo, seja entre os funcionários, seja entre os familiares), fazem o que satisfaz a massa, não se importando com a justiça, mas apenas com o crescimento de sua fama, de sua popularidade. São pessoas sem juízo, mas ávidas do apoio da massa, de seu prestígio, da afirmação de sua triste liderança!

Também na mesma Carta, vemos que a atitude da Igreja, em situações difíceis e que fogem ao seu poder, é rezar, pedir, suplicar ao Senhor que mude, que transforme a situação dolorosa, e o Senhor responde atendendo ao pedido humilde daqueles que nele confiam.

Após a libertação, Pedro olha para trás e vê que era o Senhor que estava o tempo todo presente, lhe dando forças e rompendo os laços da prisão.

Também nós, deveríamos, após a superação de nossas dificuldades, fazer um exame e rever como se iniciou a situação adversa, como nos portamos, e quais os sinais que nos animavam e também os que aumentavam nossa angústia e como se originaram.

Então poderemos bendizer a Deus como São Paulo, na segunda leitura de hoje, a Carta a Timóteo (2 Timóteo 4,6-8.17-18) e dizer ao rever sua resposta à missão:” Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”.

Paulo reconhece que foi fiel à missão, que anunciou o Evangelho de Cristo ao mundo. Revê todas as vicissitudes experimentadas, o quanto sofreu por causa de Cristo. Ao mesmo tempo em que reconhece que foi fiel, Paulo é humilde”.

Teremos certeza de que foi o Senhor, ou o seu anjo, como está nos Atos, que nos protegeu e nos guiou durante todo o tempo.

Mas nossa missão sempre será proclamar nossa fé em Jesus Cristo, como “o Messias, o Filho do Deus vivo”. E para que tenhamos consciência da presença da Trindade ao nosso lado, acrescenta após um elogio: “…porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu”.

Para nossa maturidade, para nossa visão mais adulta e menos ingênua da fé, é necessário que olhemos para Pedro e para Paulo, não apenas como as colunas da Igreja, mas que vejamos os homens que eram, com seus limites, com suas visões muitas vezes presas à cultura em que viviam. A santidade não veio e não apareceu apenas com o martírio, mas, apesar das divergências entre si, da fidelidade a Cristo e à Igreja. Aí está o processo de santidade, em abrir mão de suas próprias visões e teorias, para acolher a verdade anunciada pelo Espirito Santo através do testemunho e da palavra inspirada, dita pelo outro. Muitas vezes nos agrada falar das debilidades de Pedro e da visão de Paulo, mas não acrescentamos que foram homens espirituais que, com a graça de Deus, superaram os próprios limites e se tornaram, para sempre, luzeiros da fé!

 

1 de julho de 2020 at 5:38 Deixe um comentário

Décimo Quarto Domingo do Tempo Comum – São Mateus 11, 25-30 – Dia 5 de julho de 2020

“25.Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. 26.Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27.Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo. 28.Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. 29.Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. 30.Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”.”
Fonte – Bíblia Católica Online

“Jesus louva ao Pai por este ter concedido aos pequeninos a verdade sobre sua pessoa e missão. Convida os pequeninos, cansados e oprimidos, a entrar em comunhão com ele e segui-lo, pois é manso e humilde de coração. Aqui está clara a opção de Deus pelos pobres, humildes e oprimidos. Como o Papa Francisco deseja: uma Igreja pobre e para os pobres”. (Liturgia Diária)

O Padre Roger Araújo disse assim: “O coração de Jesus está louvando, agradecendo, bendizendo, adorando e glorificando o Pai, porque Ele realiza maravilhas no meio de nós. E qual é a grande maravilha que o Pai faz? Ele habita no meio de nós, está morando entre nós”.

O Papa Francisco disse que “o convite do Senhor é surpreendente: chama a segui-lo pessoas simples e oprimidas por uma vida difícil, chama a segui-lo pessoas com tantas necessidades, prometendo-lhes que nele encontrarão repouso e alívio. O convite é dirigido de forma imperativa: «Vinde a mim», «tomai o meu jugo», «aprendei de mim». Se todos os líderes do mundo pudessem dizer isto! Procuremos entender o significado destas palavras”. (14 Set. 16)

O Padre Roger Araújo disse que “Jesus bondoso e misericordioso está nos apresentando o Seu coração como lugar de descanso e refúgio para as fadigas da nossa alma e do nosso corpo. Nós precisamos de refrigério e de um alento para as nossas aflições, e Jesus compreende tudo isso. Você, que de alguma forma está carregando um fardo muito pesado, olhe para o coração de Jesus, porque esse é manso e humilde. Reconheça a necessidade desse repouso que gera vida nova”.?

Conclusão: (Do Papa Francisco)

“Depois de ter recebido o descanso e o conforto de Jesus, os cristãos são chamados, por sua vez, a tornarem-se também descanso e conforto para os irmãos, com mansidão e humildade, à imitação do Mestre. A mansidão e a humildade de coração, não só nos ajudam a tirar o peso do outro, mas não sobrecarregá-los com nossos preconceitos, julgamentos, nossas críticas ou a nossa indiferença”.

Oração: (Do Padre Paulo Ricardo)

“Peçamos-lhe (a Jesus) hoje em oração que nos dê, antes de tudo, humildade para reconhecermos o nada que somos, pois só vivemos de sua misericórdia; e, enfim, mansidão, a fim de o amarmos nas dificuldades e na paciência que devemos ao próximo. — Dai-nos, ó Senhor, um coração semelhante ao vosso!”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

29 de junho de 2020 at 5:56 Deixe um comentário

XIII Domingo do Tempo Comum

Bíblia

Não façamos o bem pensando na recompensa. Ele deverá ser feito gratuitamente.

Padre Cesar Augusto, SJ

A liturgia de hoje propõe à nossa reflexão, uma história muito bonita.  O rico, que sempre é malvisto por causa de suas atitudes, no relato de hoje, tem uma atitude belíssima, de profunda fé e grande despojamento.

Uma mulher rica, mas estéril, habitante em uma região onde se adorava um deus pagão, patrono das pessoas desejosas de ter filhos, não sedeixa contaminar com essa religião. Ao contrário, ela, depois de hospedar inúmeras vezes o Profeta Eliseu, um grande defensor de Javé, pede a seu marido construir, em sua casa, um quarto confortável para que o profeta pudesse descansar, quando viesse em missão.

Esse pedido, faz com que a ajuda ao profeta fosse algo que envolvesse sua família. Ela poderia ter pedido uma grande quantia para dar de ajuda ao profeta. Ele receberia, ficaria grato e iria embora; mas ela não pensa assim. Ela desejou hospedá-lo em sua casa, além do conforto, quis dar-lhe afeto, o carinho de uma família.

A mulher, cujo nome não sabemos, além de permanecer fiel a Deus tem a iniciativa de participar na ação missionária do profeta. Eliseu, cheio de gratidão, lhe anuncia que, apesar de ser estéril e de seu marido, bastante idoso, será mãe.

Aquilo que certamente, mais desejava na vida, ser mãe, e não pedira aos deuses, mas permanecera fiel a Javé, Ele a presenteia para alegrar seu coração, tão generoso e fiel.

No Evangelho, Jesus retoma essa questão da recompensa. Ele vê a generosidade em favor da missão. Ao mesmo tempo em que o Senhor é exigente com seus enviados, ele diz que aquele que receber um missionário, recebe ele, o Senhor e terá a recompensa como se a acolhida tivesse sido feita a ele, Jesus. Não nos esqueçamos do recado que o Senhor nos deu a respeito de um gesto tão simples que é dar um copo de água ao que tem sede.

Eis aí o sentido de uma frase muito nossa, que repetimos frequentemente: “Deus lhe pague!” Não significa que jogamos nas costas de Deus, as nossas dívidas, como jocosamente falamos, mas que somos conscientes de que aquela pessoa, que nos socorreu naquela nossa necessidade, só poderá receber, a altura, a retribuição do bem que nos fez, através do Senhor.

Não façamos o bem pensando na recompensa. Ele deverá ser feito gratuitamente. Mas, ao mesmo tempo, saibamos que o Senhor está atento à generosidade de nosso coração, para nos retribuir com aquilo que é necessário para a plenitude de nossa felicidade. E a plenitude de nossa felicidade é o AMORAMAR e SENTIR-SE AMADO.

 

27 de junho de 2020 at 10:20 Deixe um comentário

«Tu amas-Me?»

Papa Francisco

Vejo aqui todos os bons pastores identificados com o único Pastor (Jo 10,14). Não faltam bons pastores, mas estão num só. Se não estivessem num só, estariam divididos. […] Mas na própria pessoa de Pedro Ele recomendou a unidade. Os Apóstolos eram muitos, mas a um só foi dito: «Apascenta as minhas ovelhas». […] Quando confiou as suas ovelhas a Pedro, como quem as entrega a outra pessoa diferente de Si mesmo, quis fazer dele uma só coisa consigo. Cristo, a Cabeça, confiou as ovelhas a Pedro como símbolo do seu Corpo, que é a Igreja (Col 1,18). […] Por isso, ao confiar-lhe as suas ovelhas, para não parecer que as entregava a um pastor distinto de Si mesmo, o Senhor perguntou-lhe: «Pedro, tu amas-Me?» Ele respondeu-Lhe: «Sim, amo-Te». E perguntou outra vez: «Tu amas-Me?» Ele respondeu: «Sim, amo-Te». Perguntou-lhe ainda pela terceira vez: «Tu amas-Me?» E ele respondeu-Lhe novamente: «Sim, amo-Te». Deste modo, quis fortalecê-lo no amor, para o confirmar na unidade. Portanto, é só Ele que apascenta nos pastores e é só nele que os pastores apascentam. […] Não foi por falta de pastores — como anunciou o Profeta para os tempos da desgraça que estavam para vir — que o Senhor disse: «Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas» (Ez 34,15), como se dissesse: «Não tenho a quem as confiar». Na verdade, quando o próprio Pedro e os outros Apóstolos viviam ainda neste mundo, Aquele que é o único Pastor, e no qual todos os outros são um só, disse: «Tenho outras ovelhas que não são deste redil; e é preciso que Eu as traga, para que haja um só rebanho e um só pastor» (Jo 10,16). Portanto, estejam todos os pastores no único Pastor; as ovelhas ouçam esta voz e sigam o seu Pastor: não este ou aquele, mas o único Pastor. Apregoem todos com Ele a uma só voz e não haja vozes diversas. «Suplico-vos, irmãos, que tenhais todos uma só voz e que não haja entre vós divisões» (1Cor 1,10). As ovelhas ouçam esta voz, purificada de toda a divisão, livre de toda a heresia, e sigam o seu Pastor que diz: «As minhas ovelhas ouvem a minha voz e seguem-Me» (Jo 10,27).

Sermão de Santo Agostinho

Fonte: Evangelho Quotidiano

25 de junho de 2020 at 5:47 Deixe um comentário

«É necessário que Ele cresça e eu diminua» ( Jo 3,30)

São João Batista - Modelo do perfeito devoto de Maria - Campanha ...

O nascimento de João e o de Jesus, e depois a Paixão de cada um, marcaram a diferença entre eles. Com efeito, João nasce quando o dia começa a diminuir; Cristo, quando o dia começa a crescer. A diminuição do dia no caso do primeiro é um símbolo da sua morte violenta; o crescimento do dia no caso do segundo é um símbolo da exaltação da cruz.

O Senhor revela também um sentido secreto […] desta palavra de João acerca de Jesus Cristo: «É necessário que Ele cresça e eu diminua.» Toda a justiça humana […] se consumara em João, acerca de quem dizia a Verdade: «Entre os filhos das mulheres, não surgiu nenhum maior do que João Batista» (Mt 11,11). Nenhum homem teria, pois, podido ultrapassá-lo; mas ele era apenas um homem. Ora, na graça cristã, pede-se-nos que não nos glorifiquemos no homem, «mas se alguém se glorifica que se glorifique no Senhor» (2 Cor 10,17): o homem no seu Deus; o servo no seu senhor. É por este motivo que João exclama: «É necessário que Ele cresça e eu diminua.» Claro que Deus não diminuiu nem aumentou em Si mesmo, mas nos homens; pois à medida que progride o verdadeiro fervor, a graça divina cresce e o poder humano diminui, até que chegue à sua conclusão o reino de Deus, que está em todos os membros de Cristo, e no qual toda a tirania, toda a  autoridade, todo o poder estão mortos, e Deus é tudo em todos (Col 3,11).

João, o evangelista, diz: «Ele era a verdadeira luz, que ilumina todo o homem vindo a este mundo» (1,9); por seu lado, João Batista declara: «Nós recebemos tudo da sua plenitude» (Jo 1,16). Quando a luz, que é em si própria sempre total, cresce em quem por ela é iluminado, esse diminui em si mesmo, à medida que se vai abolindo nele o que estava sem Deus. É que o homem sem Deus nada pode, a não ser pecar, e o seu poder humano diminui quando triunfa a graça divina, destruidora do pecado. A fraqueza da criatura cede ao poder do Criador e a vaidade dos nossos afetos egoístas dissolve-se diante do amor universal, enquanto João Batista nos grita, do fundo da nossa angústia, a misericórdia de Jesus Cristo: «É necessário que Ele cresça e eu diminua.»

Sermão de Santo Agostinho

Fonte: Evangelho Quotidiano

24 de junho de 2020 at 5:37 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – São Mateus 16, 13-19 – Dia 28 de junho de 2020

Santos Pedro e Paulo

“13.Chegando ao território de Cesareia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: “No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?”. 14.Responderam: “Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas”. 15.Disse-lhes Jesus: “E vós quem dizeis que eu sou?” 16.Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!”. 17.Jesus, então, lhe disse: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.* 18.E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.* 19.Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.*”
Fonte – Bíblia Católica Online

“Celebramos hoje a solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, santos que plantaram a Igreja, regando-a com o próprio sangue, e combateram o bom combate de Cristo, congregando a família de Deus. Bendigamos ao Senhor pela fé viva de Pedro e pelo ardor missionário de Paulo. Celebremos em comunhão com o Papa Francisco”. (Liturgia Diária)

O Padre Bantu Mendonça disse que “Jesus encerra o Seu ministério entre os gentios e decide dirigir-se para o sul a caminho de Jerusalém, pela Judeia, em um ambiente exclusivamente judaico para ali anunciar o Evangelho. Depois de tudo o que falou e fez entre os gentios, agora quer colher a consciência popular, saber o que as pessoas dizem a Seu respeito. “Quem o povo diz que eu sou?”, Ele pergunta”.

“Depois de um tempo de missão, Jesus interroga os seus para ver o alcance da compreensão que têm dele. Pedro, porta-voz do grupo, responde que ele é o Messias, o Filho de Deus vivo. Sobre a fé professada por Pedro (e pelo grupo), Jesus edifica sua comunidade, a Igreja. Os apóstolos de todos os tempos são responsáveis por manter a Igreja unida, no seguimento do Mestre”. (Liturgia Diária)

O Padre Guido Mottinelli explicou: “O apóstolo Pedro recebe de Jesus a responsabilidade de dirigir a Igreja que está nascendo, tornando-se o primeiro Papa da história. Jesus lhe diz: “Eu te darei as chaves do Reino dos céus; tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. Não existe nenhuma Igreja paralela. Jesus fundou uma única Igreja, com as seguintes características: Una, Santa, Católica e Apostólica. O cristão é membro vivo e atuante da única Igreja fundada por Jesus. Como é bom afirmar: nasci católico e vou morrer católico”.

O Padre César Augusto dos Santos disse assim: “Como chefe da Igreja, Pedro recebeu o poder de ligar e desligar, isto é, declarar o que está de acordo ou em desacordo com o projeto de Jesus. Por isso, ele foi sempre o homem renascido para a missão”.

“Num só dia celebramos o martírio dos dois Apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos Apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois Apóstolos”. (Santo Agostinho)

Conclusão: (Dom Manoel João Francisco)

“”Francisco, nosso atual Papa, tem exercido de forma brilhante o seu ministério petrino. Tem sido um refúgio e um abrigo seguro para todos nós. Lembremos apenas três exemplos: 1) Os moradores de rua, em Roma agora têm banheiros, chuveiros e lavanderias para cuidar de sua higiene pessoal; 2) Os migrantes e refugiados têm na pessoa do Papa Francisco seu grande aliado. Suas idas à ilha de Lampedusa, logo no início de seu pontificado e mais tarde, à ilha de Lesbos não precisam de comentários; 3) Os encontros mundiais que ele tem promovido com os líderes dos movimentos populares são outro grande sinal de sua preocupação em acolher e abrigar os pobres que vivem ao relento. Num desses encontros afirmou com muita ênfase: “nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá. Rezemos pelo nosso Papa para que tenha longa vida e continue a ser o que tem sido: defensor dos pobres e excluídos”.

Oração: (Prefácio)

PR: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos são Pedro e são Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração. Por essa razão, os anjos celebram vossa grandeza, os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos aos seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz…

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

22 de junho de 2020 at 5:46 Deixe um comentário

XII Domingo do Tempo Comum

Evangelho

O homem lúcido deverá se identificar com Cristo e optar sempre pela vida, mesmo quando sofrer situações dolorosas, de morte, de destruição. Nisso mostraremos que somos obedientes seguidores da vida, de Jesus.

Padre Cesar Augusto dos Santos, SJ

Existe um ditado que diz “Quem avisa, amigo é!”

O Profeta Jeremias, na primeira leitura da liturgia deste domingo, vive essa situação e, em nome de Deus, alerta os israelitas a se precaverem contra a destruição de Israel e o consequente exílio para a Babilônia. Como seu anúncio é de uma desgraça, ele é visto como traidor, perturbador da paz pública e é jogado em uma cisterna com lama no fundo.

Fazendo voz a esse trecho de Jeremias, temos o Salmo 68 como o canto de resposta. Nele o salmista pede a Deus que o atenda através de Seu amor imenso.

Jeremias não se intimidou e viveu sua missão. Também no seu Evangelho, Mateus coloca Jesus nos alertando que seremos perseguidos por causa dele e que não deveremos ter medo. Diz ainda o Senhor que valemos muito mais que pardais, passarinhos sustentados pelo Pai. Por isso deveremos estar certos, seguros de seu amor e proteção por cada um de nós.

Ao mesmo tempo o Senhor nos chama à lucidez ao dizer que deveremos temer, isto é obedecer, quem pode decidir o destino da pessoa.  Esse sim deve ser temido. Jeremias demonstrou temer o Senhor, isto é O obedeceu anunciando a situação calamitosa que se avizinhava, mesmo sendo coagido e ameaçado com prisão e morte, pelas autoridades civis e religiosas para que se calasse.

Essa situação é vivida hoje em muitos países asiáticos e africanos onde os cristãos são ameaçados, seqüestrados, violentados, tendo seus bens confiscados por causa de sua fé em Jesus Cristo. Também em países europeus e americanos isso sucede, talvez de modo mais disfarçado, mas não menos perverso. Que diremos do “bullying”, onde uma pessoa ou um grupo agride uma outra ou outros por questões religiosas, políticas, ideológicas ou simples motivação fútil?

São Paulo, em sua Carta aos Romanos, nos fala que através do pecado do primeiro homem, entrou a morte no mundo. Mas pela obediência de Cristo, entrou a vida.

Ora, o homem lúcido deverá se identificar com Cristo e optar sempre pela vida, mesmo quando sofrer situações dolorosas, de morte, de destruição. Nisso mostraremos que somos obedientes seguidores da vida, de Jesus. Mostraremos qual nossa opção quando procedermos de acordo com a Vida e não quando espicaçados, retribuirmos com a mesma ação. A vida é mais forte que a morte!

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Solenidade de São Pedro e São Paulo)

 

20 de junho de 2020 at 10:57 Deixe um comentário

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus

A encarnação do próprio Verbo, foi absolutamente por amor, para redimir o ser criado, por amor, e para testemunhar que é possível amar em todas as ocasiões da vida humana e, mais que tudo, quem ama não peca, já que pecar é não amar!

Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ

O desejo mais profundo do ser humano é amar e sentir-se amado, afinal ele foi criado pelo Amor!

Pelo amor tudo se faz possível, percorrer longas caminhadas, morar distante da terra natal, sujeitar-se a uma vida menos confortável, tudo; não existem barreiras; até morrer por amor!

A encarnação do próprio Verbo, foi absolutamente por amor, para redimir o ser criado, por amor, e para testemunhar que é possível amar em todas as ocasiões da vida humana e, mais que tudo, quem ama não peca, já que pecar é não amar! Amar é sair de si, é abrir espaço para o outro, é acolhê-lo em sua vida! São José de Anchieta escreveu: “Ó chaga sagrada, não foi o ferro de uma lança que te abriu, mas sim o apaixonado amor que ao nosso amor tinha Jesus foi quem te abriu!  E por que Anchieta escreveu isso? Porque do mesmo modo que o Apóstolo São João, que era conhecido como “aquele que Jesus amava”, reconheceu durante a pesca milagrosa, que era o Senhor quem operara aquilo. “É o Senhor!”  Quem ama reconhece os sinais do amado, identifica seus rastros!

Na segunda leitura da liturgia de hoje, extraída de 1Jo 4,7-16, o discípulo amado nos fala que o Pai “enviou seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados” . Isso significa que Deus reconhece nossos pecados e fragilidades e, cheio de misericórdia quer nos resgatar, como já havia afirmado após o pecado de nossos primeiros pais, de que Eva esmagaria a cabeça da serpente e essa feriria o calcanhar daquela . Deus quer que tenhamos vida, quem ama, quer que o amado tenha vida e a tenha plenamente! E quem ama é feliz amando e não se sente diminuído por isso, ao contrário, a vida, ao se doar, provoca mais vida, mais satisfação, mais gozo, mais amor!

Existe uma oração, ou melhor, uma jaculatória que diz “Sagrado Coração de Jesus, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!”  O que significa isso, senão que pedimos ao Senhor que “re-forme” nosso modo de amar, que amemos de verdade, como Deus nos ama e nos aceita como somos. Queremos que nosso modo de amar seja conforme o amor do pai da parábola do “Filho Pródigo”  que não permitiu, através de um abraço e de carinhosas palavras de acolhida, que o filho se humilhasse. O retorno do rapaz já era sinal de arrependimento e a vida precisava ser festejada! Do mesmo modo, esse coração divino não iria deixar na esperança o “bandido” Dimas, o “bom ladrão”, em sua esperançosa profissão de fé no amor divino: ”Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres com teu reino”.  E o Senhor, a Vida, responde não com lições de moral, reprimendas, mas, como o Pai do filho pródigo, quer mais é ver feliz aquele filho desviado e que retornara ao amor da Trindade.  Jesus, o Deus que salva, proclama: “Em verdade, eu te digo, hoje estarás comigo no Paraíso”.  O coração de Jesus estava escancarado, seu amor, como disse São José de Anchieta, arrebentou e rasgou todo e qualquer empecilho para dar ao pecador o Reino; afinal ele, Jesus, estava agonizante na cruz exatamente para isso, par dar vida ao pecador, ele era o Deus Salva!

No Evangelho, tirado de Mt 11, 25-30, Jesus, já anuncia no versículo 25 que os sábios e entendidos “não estão com nada”, mas sim os pequeninos. O fato comentado logo acima, a entrada no céu pelo pecador São Dimas, certifica-nos que, de fato, o Senhor preza muito mais a fé em suas palavras e em seus valores do que uma vida “perfeita” e moralmente aceita. A salvação não está principalmente no conhecimento da Lei e em seu cumprimento, mas em crer no Filho do Homem, Jesus Cristo e em seu projeto de Reino!

Nos versículos 28 a 30, aparece plenamente a bondade do coração de Deus, em favor de seus prediletos, os oprimidos; aqueles que não apenas carregavam os fardos da faina diária, mas também o jugo criado pelos doutores da Lei, que sobrecarregavam os filhos de Deus, com pesadas regras e preceitos.

O carinho de Deus não está na meritocracia, mas se revela na fé no Poder de Deus e na Humildade.

Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!

 

20 de junho de 2020 at 5:46 Deixe um comentário

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