Archive for julho, 2016

Panamá, sede da próxima JMJ em 2019

2016-07-31 Rádio Vaticana

Cracóvia (RV) – Ao término da solene concelebração Eucarística de encerramento da JMJ, em Cracóvia, o Santo Padre passou à oração mariana do Angelus no “Campus Misericordiae”, periferia de Cracóvia, anunciando oficialmente que a próxima JMJ será no PANAMÁ:

“A Providência divina, que sempre nos precede. Ela já decidiu onde será a próxima etapa desta grande peregrinação iniciada, em 1985, por São João Paulo II! Por isso, é com alegria que lhes anuncio que a próxima JMJ, depois das duas a nível diocesano, se realizará no Panamá, em 2019”.

Depois, antes da oração do Angelus, o Papa disse: “No final desta Celebração, quero unir-me a todos vocês, em ação de graças a Deus, Pai de Misericórdia infinita, porque nos permitiu viver esta JMJ. Agradeço pelo trabalho e a oração para preparar este evento e a todos os que contribuíram para seu bom êxito”.

Mas, Francisco quis dirigir uma “obrigado especial” aos jovens, que encheram Cracóvia com o entusiasmo contagiante da sua fé. “São João Paulo II rejubila-se no Céu e nos ajudará a levar a alegria do Evangelho pelo mundo inteiro”.

Nestes dias, acrescentou o Papa, experimentamos a beleza da fraternidade universal em Cristo, centro e esperança da nossa vida. Ouvimos a voz do Bom Pastor, vivo no meio de nós, que falou aos nossos corações, renovou-nos com seu amor e fez-nos sentir a luz do seu perdão e a força da sua graça. Foi uma verdadeira oxigenação espiritual!

Depois, ao indicar a imagem da Virgem Maria, ao lado do altar, venerada por São João Paulo II no Santuário de Kalwaria, o Pontífice a invocou para que fecunde a experiência vivida pelos jovens na Polônia, a fim de que germine e produza frutos abundantes, com a ação do Espírito Santo.

Enfim, o Papa expressou seu desejo de que “que cada um, com suas limitações e fragilidades, possa ser testemunha de Cristo no lugar onde vive, em suas famílias, paróquias, associações e grupos, nos ambientes de estudo, trabalho, diversão.

Ao término da solene Santa Missa de encerramento da JMJ, o Bispo de Roma regressou à sede do Episcopado de Cracóvia para o almoço.

Na parte da tarde, deste domingo (31/7), o Santo Padre vai se despedir do pessoal da Episcopado, onde esteve hospedado nestes cinco dias da sua XV Viagem Apostólica e, depois manterá um encontro, na Arena Tauron, a 10km., com os cerca de 20 mil Voluntários da JMJ e com o Comitê organizador e Benfeitores da JMJ. Por fim, no aeroporto de Cracóvia, o Papa se despedirá da Polônia. (MT)

31 de julho de 2016 at 11:08 Deixe um comentário

Missa no Santuário João Paulo II: Jesus entra em nós com a sua misericórdia

2016-07-30 Rádio Vaticana

Cracóvia (RV) – O Santo Padre presidiu, no Santuário de São João Paulo II, à celebração Eucarística, da qual tomaram parte Sacerdotes, Religiosos e religiosas, leigos Consagrados, seminaristas e féis, num total de duas mil pessoas, além dos cerca de cinco mil, que participaram no pátio diante do Santuário.Durante a celebração, o Santo Padre pronunciou a sua homilia, com base na liturgia da Missa votiva da Misericórdia de Deus, partindo da passagem evangélica, que se refere a um lugar, um discípulo e um livro.

O lugar é aquele onde se encontravam os discípulos, na tarde de Páscoa, chamado Cenáculo. Não obstante as portas estivessem fechadas, oito dias depois, Jesus entrou e transmitiu-lhes a paz, o Espírito Santo e o perdão dos pecados, ou seja, a misericórdia de Deus. Naquele lugar fechado, ressoa forte o seu convite: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E o Papa explicou:

“Jesus envia. Desde o início, ele quis que a Igreja estivesse em saída pelo mundo, como ele foi enviado pelo Pai: não com poder, mas como serviço; não para ser servido, mas para servir e levar a Boa-Nova. Assim, seus discípulos, em todos os tempos, foram enviados”.

Interessante, disse Francisco, enquanto os discípulos se fechavam no Cenáculo, com medo, Jesus entrava e os enviava em missão: ele queria que os seus abrissem as portas e saíssem para transmitir ao mundo o perdão e a paz de Deus, com a força do Espírito Santo. Este convite, disse o Papa, é dirigido também a nós e recorda as palavras de São João Paulo II: “Abram as portas”!

Nós, sacerdotes e consagrados, advertiu o Pontífice, às vezes somos tentados a nos fechar em nós mesmos, por medo ou comodidade. Jesus não gosta de portas entreabertas, de vidas duplas. Nossa vida deve ser transparente, de amor concreto, de serviço e disponibilidade à evangelização.

No Evangelho de hoje, recordou Francisco, destaca-se a figura do discípulo Tomé, que tocou com sua mão as chagas de Jesus para crer. Nós, seus discípulos, devemos pôr a nossa humanidade em contato com a carne do Senhor. Ele quer corações abertos, ternos com os fracos, dóceis e transparentes:

“O Apóstolo Tomé, em sua busca apaixonada, chegou não só a acreditar na ressurreição de Jesus, mas encontrou o sentido da sua vida, ao confessar: ‘Meu Senhor e meu Deus’, como se quisesse dizer-lhe: ‘Vós sois meu único bem, o caminho e o coração da minha vida, o meu tudo!”.

Com a transmissão do Espírito Santo aos seus Apóstolos, Jesus deixou a sua misericórdia. Poderíamos dizer que o Evangelho, livro vivo da misericórdia de Deus, que devemos ler e reler continuamente, ainda tem páginas em branco, permanece um livro aberto, que somos chamados a escrever com as nossas obras de misericórdia.

Por fim, o Papa exortou os presentes a tomar o exemplo de Maria, que acolheu plenamente a Palavra de Deus na sua vida, como Mãe da Misericórdia, para que nos ensine a cuidar das chagas de Jesus nos nossos irmãos e irmãs necessitados, dos próximos como dos distantes, do enfermo e do migrante. E concluiu:

“Queridos irmãos e irmãs, cada um de nós guarda no coração uma página muito pessoal do livro da Misericórdia de Deus: a história da nossa vocação, a voz do amor que fascinou e transformou a nossa vida, pela qual deixamos tudo e a seguimos. Reavivemos hoje, com gratidão, a memória da sua chamada. Agradeçamos ao Senhor por entrar nas nossas portas fechadas com a sua misericórdia. Como Tomé, ele nos chamou por nome e nos dá a graça de continuar a escrever o seu Evangelho de amor”.

Ao término da celebração da Santa Missa da Misericórdia de Deus, o Santo Padre deu de presente ao Santuário de São João Paulo II, um crucifixo de madre pérola, para ser colocado sobre o altar.

Enfim, o Papa regressou à sede do Arcebispado de Cracóvia, onde almoçou com doze jovens, representantes dos cinco Continentes. (MT)

31 de julho de 2016 at 5:58 Deixe um comentário

Vigília de Oração: pronunciamento do Papa aos jovens

2016-07-30 Rádio Vaticana

Cracóvia (RV) – Pronunciamento do Santo Padre Francisco na Vigília de Oração com os jovens no Campus Misericordiae.

Este é o discurso previsto e não contempla os acréscimos de improviso do Papa Francisco :

“Queridos jovens!

É bom estar aqui convosco nesta Vigília de Oração.

Na parte final do seu corajoso e emocionante testemunho, Rand pediu-nos uma coisa. Disse-nos: «Peço-vos, sinceramente, que rezeis pelo meu amado país». Uma história marcada pela guerra, pelo sofrimento, pela ruína, que termina com um pedido: o da oração. Que há de melhor para começar a nossa Vigília do que rezar?

Vimos de várias partes do mundo, de continentes, países, línguas, culturas, povos diferentes. Somos «filhos» de nações que estão talvez em disputa por vários conflitos, ou até mesmo em guerra. Outros vimos de países que podem estar «em paz», que não têm conflitos bélicos, onde muitas das coisas dolorosas que acontecem no mundo fazem parte apenas das notícias e da imprensa. Mas estamos cientes duma realidade: hoje e aqui, para nós provenientes de diversas partes do mundo, o sofrimento e a guerra que vivem muitos jovens deixaram de ser uma coisa anônima, já não são uma notícia de imprensa, mas têm um nome, um rosto, uma história, fizeram-se-me vizinhos. Hoje a guerra na Síria é a dor e o sofrimento de tantas pessoas, de tantos jovens como o corajoso Rand, que está aqui entre nós e pede-nos para rezar pelo seu país amado.

Há situações que nos podem parecer distantes, até ao momento em que, de alguma forma, as tocamos. Há realidades que não entendemos porque vemo-las apenas através dum monitor (do telemóvel ou do computador). Mas, quando tomamos contacto com a vida, com as vidas concretas e já não pela mediação dos monitores, então algo mexe connosco, sentimo-nos convidados a envolver-nos: «Basta de cidades esquecidas», como diz Rand; nunca mais deve acontecer que irmãos estejam «circundados pela morte e por assassinatos» sentindo que ninguém os ajudará. Queridos amigos, convido-vos a rezar juntos pelo sofrimento de tantas vítimas da guerra, para podermos compreender, uma vez por todas, que nada justifica o sangue dum irmão, que nada é mais precioso do que a pessoa que temos ao nosso lado. E, neste pedido de oração, quero-vos agradecer também a vós, Natália e Miguel, pois também vós partilhastes conosco as vossas batalhas, as vossas guerras interiores. Apresentastes-nos as vossas lutas e o modo como as superastes. Sois um sinal vivo daquilo que a misericórdia quer fazer em nós.

Agora, não vamos pôr-nos a gritar contra ninguém, não vamos pôr-nos a litigar, não queremos destruir. Não queremos vencer o ódio com mais ódio, vencer a violência com mais violência, vencer o terror com mais terror. A nossa resposta a este mundo em guerra tem um nome: chama-se fraternidade, chama-se irmandade, chama-se comunhão, chama-se família. Alegramo-nos pelo facto de virmos de culturas diferentes e nos unirmos para rezar. Que a nossa palavra melhor, o nosso melhor discurso seja unirmo-nos em oração. Façamos um momento de silêncio, e rezemos; ponhamos diante de Deus os testemunhos destes amigos, identifiquemo-nos com aqueles para quem «a família é um conceito inexistente, a casa apenas um lugar para dormir e comer», ou com aqueles que vivem no medo porque creem que os seus erros e pecados os baniram definitivamente. Coloquemos na presença do nosso Deus também as vossas «guerras», as lutas que cada um carrega consigo, no seu próprio coração.

(SILÊNCIO)

Enquanto rezávamos, veio-me à mente a imagem dos Apóstolos no dia de Pentecostes. Uma cena que nos pode ajudar a compreender tudo aquilo que Deus sonha realizar na nossa vida, em nós e connosco. Naquele dia, os discípulos estavam fechados dentro de casa pelo medo. Sentiam-se ameaçados por um ambiente que os perseguia, que os forçava a estar numa pequena casa obrigando-os a ficar ali imóveis e paralisados. O medo apoderou-se deles. Naquele contexto, acontece algo espetacular, algo grandioso. Vem o Espírito Santo, e línguas como que de fogo pousaram sobre cada um deles, impelindo-os para uma aventura que nunca teriam sonhado.

Ouvimos três testemunhos; tocamos, com os nossos corações, as suas histórias, as suas vidas. Vimos como eles viveram momentos semelhantes aos dos discípulos, atravessaram momentos em que estiveram cheios de medo, em que parecia que tudo desmoronava. O medo e a angústia, que nascem do facto de uma pessoa saber que saindo de casa pode não ver mais os seus entes queridos, o medo de não se sentir apreciado e amado, o medo de não ter outras oportunidades. Eles partilharam conosco a mesma experiência que fizeram os discípulos, experimentaram o medo que leva ao único lugar possível: o fechamento. E, quando o medo se esconde no fechamento, fá-lo sempre na companhia da sua «irmã gémea», a paralisia; faz-nos sentir paralisados. Sentir que, neste mundo, nas nossas cidades, nas nossas comunidades, já não há espaço para crescer, para sonhar, para criar, para contemplar horizontes, em suma, para viver, é um dos piores males que nos podem acontecer na vida. A paralisia faz-nos perder o gosto de desfrutar do encontro, da amizade, o gosto de sonhar juntos, de caminhar com os outros.

Na vida, porém, há outra paralisia ainda mais perigosa e difícil, muitas vezes, de identificar e que nos custa muito reconhecer. Gosto de a chamar a paralisia que brota quando se confunde a FELICIDADE com um SOFÁ! Sim, julgar que, para ser felizes, temos necessidade de um bom sofá. Um sofá que nos ajude a estar cômodos, tranquilos, bem seguros. Um sofá – como os que existem agora, modernos, incluindo massagens para dormir – que nos garanta horas de tranquilidade para mergulharmos no mundo dos videojogos e passar horas diante do computador. Um sofá contra todo o tipo de dores e medos. Um sofá que nos faça estar fechados em casa, sem nos cansarmos nem nos preocuparmos. Provavelmente, o sofá-felicidade é a paralisia silenciosa que mais nos pode arruinar; porque pouco a pouco, sem nos darmos conta, encontramo-nos adormecidos, encontramo-nos pasmados e entontecidos enquanto outros – talvez os mais vivos, mas não os melhores – decidem o futuro por nós. Certamente, para muitos, é mais fácil e vantajoso ter jovens pasmados e entontecidos que confundem a felicidade com um sofá; para muitos, isto resulta mais conveniente do que ter jovens vigilantes, desejosos de responder ao sonho de Deus e a todas as aspirações do coração.

Mas a verdade é outra! Queridos jovens, não viemos ao mundo para «vegetar», para transcorrer comodamente os dias, para fazer da vida um sofá que nos adormeça; pelo contrário, viemos com outra finalidade, para deixar uma marca. É muito triste passar pela vida sem deixar uma marca. Mas, quando escolhemos a comodidade, confundindo felicidade com consumo, então o preço que pagamos é muito, mas muito caro: perdemos a liberdade.

É precisamente aqui que existe uma grande paralisia: quando começamos a pensar que a felicidade é sinônimo de comodidade, que ser feliz é caminhar na vida adormentado ou narcotizado, que a única maneira de ser feliz é estar como que entorpecido. É certo que a droga faz mal, mas há muitas outras drogas socialmente aceitáveis, que acabam por nos tornar em todo o caso muito mais escravos. Umas e outras despojam-nos do nosso bem maior: a liberdade.

Amigos, Jesus é o Senhor do risco, do sempre «mais além». Jesus não é o Senhor do conforto, da segurança e da comodidade. Para seguir a Jesus, é preciso ter uma boa dose de coragem, é preciso decidir-se a trocar o sofá por um par de sapatos que te ajudem a caminhar por estradas nunca sonhadas e nem mesmo pensadas, por estradas que podem abrir novos horizontes, capazes de contagiar-te a alegria, aquela alegria que nasce do amor de Deus, a alegria que deixa no teu coração cada gesto, cada atitude de misericórdia. Caminhar pelas estradas seguindo a «loucura» do nosso Deus, que nos ensina a encontrá-Lo no faminto, no sedento, no maltrapilho, no doente, no amigo em maus lençóis, no encarcerado, no refugiado e migrante, no vizinho que vive só. Caminhar pelas estradas do nosso Deus, que nos convida a ser atores políticos, pessoas que pensam, animadores sociais; que nos encoraja a pensar uma economia mais solidária. Em todos os campos onde vos encontrais, o amor de Deus convida-vos a levar a Boa Nova, fazendo da própria vida um dom para Ele e para os outros.

Poderíeis replicar-me: Mas isto, padre, não é para todos; é só para alguns eleitos! Sim, e estes eleitos são todos aqueles que estão dispostos a partilhar a sua vida com os outros. Tal como o Espírito Santo transformou o coração dos discípulos no dia de Pentecostes, assim o fez também com os nossos amigos que partilharam os seus testemunhos. Uso as tuas palavras, Miguel: disseste-nos que no dia em que te confiaram, lá na «Fazenda», a responsabilidade de contribuir para o melhor funcionamento da casa, então começaste a compreender que Deus te pedia algo. Assim começou a transformação.

Este é o segredo, queridos amigos, que todos somos chamados a experimentar. Deus espera algo de ti, Deus quer algo de ti, Deus espera-te. Deus vem quebrar os nossos fechamentos, vem abrir as portas das nossas vidas, das nossas perspetivas, dos nossos olhares. Deus vem abrir tudo aquilo que te fecha. Convida-te a sonhar, quer fazer-te ver que, contigo, o mundo pode ser diferente. É assim: se não deres o melhor de ti mesmo, o mundo não será diverso.

O tempo que hoje estamos a viver não precisa de jovens-sofá, mas de jovens com os sapatos, ainda melhor, calçados com as botas. Aceita apenas jogadores titulares em campo, não há lugar para reservas. O mundo de hoje pede-vos para serdes protagonistas da história, porque a vida é bela desde que a queiramos viver, desde que queiramos deixar uma marca. Hoje a história pede-nos que defendamos a nossa dignidade e não deixemos que sejam outros a decidir o nosso futuro. O Senhor, como no Pentecostes, quer realizar um dos maiores milagres que podemos experimentar: fazer com que as tuas mãos, as minhas mãos, as nossas mãos se transformem em sinais de reconciliação, de comunhão, de criação. Ele quer as tuas mãos para continuar a construir o mundo de hoje. Quer construí-lo contigo.

Dir-me-ás: Mas, padre, eu sou muito limitado, sou pecador… que posso fazer? Quando o Senhor nos chama não pensa naquilo que somos, naquilo que éramos, naquilo que fizemos ou deixamos de fazer. Pelo contrário: no momento em que nos chama, Ele está a ver tudo aquilo que poderemos fazer, todo o amor que somos capazes de comunicar. Ele aposta sempre no futuro, no amanhã. Jesus olha-te projetado no horizonte.

Por isso, amigos, hoje Jesus convida-te, chama-te a deixar a tua marca na vida, uma marca que determine a história, que determine a tua história e a história de muitos.

A vida de hoje diz-nos que é muito fácil fixar a atenção naquilo que nos divide, naquilo que nos separa. Querem fazer-nos crer que fechar-nos é a melhor maneira de nos protegermos daquilo que nos faz mal. Hoje nós, adultos, precisamos de vós para nos ensinardes a conviver na diversidade, no diálogo, na partilha da multiculturalidade não como uma ameaça mas como uma oportunidade: tende a coragem de nos ensinar que é mais fácil construir pontes do que levantar muros! E todos juntos pedimos que exijais de nós percorrer as estradas da fraternidade. Construir pontes… Sabeis qual é a primeira ponte a construir? Uma ponte que podemos realizar aqui e agora: um aperto de mão, estender a mão. Coragem! Fazei agora, aqui, esta ponte primordial, e dai-vos a mão. É a grande ponte fraterna, e podem aprender a fazê-la os grandes deste mundo… Não para a fotografia, mas para continuar a construir pontes cada vez maiores. Que esta ponte humana seja semente de muitas outras; será uma marca.

Hoje, Jesus, que é o caminho, chama-te a deixar a tua marca na história. Ele, que é a vida, convida-te a deixar uma marca que encha de vida a tua história e a de muitos outros. Ele, que é a verdade, convida-te a deixar as estradas da separação, da divisão, do sem-sentido. Aceitais? Que respondem as vossas mãos e os vossos pés ao Senhor, que é caminho, verdade e vida? ”

 

31 de julho de 2016 at 5:56 Deixe um comentário

Oração do Dizimista

PAI DE MISERICÓRDIA, QUANDO VEJO JESUS, O FILHO BEM AMADO,
PREGADO NO ALTO DA CRUZ, FICO TOCADO DIANTE DA OFERTA DAS OFERTAS.
A OFERTA QUE SALVA A TODOS DE TUDO.

A OFERTA MAIS PRECIOSA DO CORAÇÃO DO PAI: O FILHO.

DESTA OFERTA BROTA O DOM DO ESPÍRITO SANTO:
A SABEDORIA, A FORÇA E O DISCERNIMENTO NO CAMINHO PARA O CORAÇÃO DO PAI.

POR ISSO, FAÇO MINHA OFERTA DO DÍZIMO, EXERCITANDO O MEU CORAÇÃO
PARA A SOLIDARIEDADE QUE CURA O EGOÍSMO;

PARA A PARTILHA QUE EQUILIBRA A VIDA NO MUNDO;

PARA A GENEROSIDADE QUE GERA BÊNÇÃOS E FECUNDIDADE.

OFEREÇO, PAI, DE TODO CORAÇÃO, O TUDO QUE POSSO.

AMÉM! AMÉM! AMÉM!

30 de julho de 2016 at 5:10 Deixe um comentário

JMJ Cracóvia- 30 de julho – Vigília com o Santo Padre. No caminho para Jesus Misericordioso!

No sábado, o penúltimo dia da Jornada Mundial da Juventude, os jovens do mundo inteiro participarão da vigília com o Papa Francisco no Campus Misericordiae. Eles irão louvar a Deus com oração, dança e canções, na companhia de artistas conhecidos na Polônia e no mundo.

A principal ideia do encontro será Jesus, que é a Fonte da Misericórdia. O significado da vida de alguém é encontrar o seu caminho até Ele, e este caminho será mostrado para os jovens pelos guias que são os Apóstolos da Misericórdia: Santa Faustina e  São João Paulo II.

Esperando pelo Santo Padre

O Papa Francisco irá reunir a juventude no Campus Misericordiae à noite, por volta das 19h. O tempo de espera pelo Santo Padre será preenchido com oração, danças, canções e apresentações da Comunidade Lednica. Após a chegada, o Papa passará pela Porta da Misericórdia com representantes de todos os continentes e se dirigirá para o altar para dar início à vigília. Como aponta Bolesław Pawica, diretor deste evento, a Porta da Misericórdia e toda a cenografia não serão sofisticados ou espetaculares. Pelo contrário, serão caracterizados pela simplicidade.

Produção Acrobática

A vigília de sábado irá ajudar os jovens a percorrer o caminho de Jesus Misericordioso, onde existem muitas dificuldades. Os problemas que os jovens geralmente encontram no decorrer do caminho serão retratados com a ajuda da produção. Será apresentado pelo Teatro de Dança Mira-Art formado por artistas profissionais que unem balé com artes acrobáticas, música e luz, formando um espetáculo de dança acima das cabeças do público. A produção será formada por cinco estações, nas quais nós encontraremos jovens inseridos nos problemas do mundo contemporâneo. Cada estação irá referir-se a um fragmento da oração da Jornada Mundial da Juventude na seguinte ordem: 1. Fé aos que duvidam; 2. Esperança aos desanimados; 3. Amor aos indiferentes; 4. Perdão a quem fez o mal; 5. Alegria aos infelizes.

Concerto Ecumênico – Credo in Misericordiam Dei

Após o fim da produção, o Santo Padre irá falar aos jovens, e em seguida haverá adoração ao Santíssimo Sacramento, a oração conjunta do Terço da Divina Misericórdia e por volta das 21h a Súplica de Jasna Góra (Maria Regina Mundi). Depois da vigília com o Papa Francisco haverá o Credo in Misericordiam Dei, ou concerto de adoração “Eu creio na Divina Misericórdia”, que será baseado em artigos específicos da fé. O concerto terá um caráter ecumênico com a participação de cristãos de várias comunidades. Os artistas do evento musical serão: a banda de Adam Sztaba, o coral e a orquestra da JMJ, um grupo musical criado especialmente para esta ocasião e artistas conhecidos na Polônia e no exterior. No palco estarão, entre outros, Krzysztof Iwaneczko, vencedor da sexta edição do The Voice of Poland, e a Irmã Cristina Scuccia, vencedora do The Voice Italy; assim como Kasia Wilk e Kuba Badach. O concerto de adoração será conduzido por jovens do mundo inteiro, que irão conduzir orações e introduzir os específicos artigos da fé.

Cenário para o sábado com o Papa Francisco

O conceito da vigília de sábado foi criado como fruto do trabalho do Departamento dos Atos Centrais. Já dois anos atrás uma equipe de várias pessoas dirigidas pelo Pe. Marek Hajdyła e Weronika Griszel, formada, entre outros, por Sr. Salwatricze Musiał ZMBM, Marcin Kobierski e o Pe. Stanisław Mieszczak SCJ, criaram e escreveram o cenário deste evento. Subsequentemente a Seção convidou muitos profissionais para contribuir e ajudar a encontrar formas apropriadas de expressão para as principais ideias da vigília.
Bolesław Pawica, produtor e diretor de tv e cinema, é responsável pela realização da vigília de sábado. O diretor musical é Adam Sztaba, compositor polonês, diretor e produtor musical,  ao passo que o conteúdo do concerto está sob os cuidados do Pe. Lech Dorobczyński OFM.

Fonte: Site oficial do JMJCracóvia


Ewelina Słomka
Foto: Marianna Gurba
Tradução: Patricia Paiva-Perycz

29 de julho de 2016 at 5:26 Deixe um comentário

Amontoar para si ou ser rico em relação a Deus?

Os cristãos cooperem de bom grado e de todo o coração na construção da ordem internacional com verdadeiro respeito pelas liberdades legítimas e na amigável fraternidade de todos; e tanto mais quanto é verdade que a maior parte do mundo ainda sofre tantas necessidades, de maneira que, nos pobres, o próprio Cristo como que apela em alta voz para a caridade dos Seus discípulos. Não se dê aos homens o escândalo de haver algumas nações, geralmente de maioria cristã, na abundância, enquanto outras não têm sequer o necessário para viver e são atormentadas pela fome, pela doença e por toda a espécie de misérias. Pois o espírito de pobreza e de caridade é a glória e o testemunho da Igreja de Cristo. São, por isso, de louvar e devem ser ajudados os cristãos, sobretudo jovens, que se oferecem espontaneamente para ir em ajuda dos outros homens e povos. […]

É, portanto, absolutamente necessário que a Igreja esteja presente na comunidade das nações, para fomentar e estimular a cooperação entre os homens; tanto por meio das suas instituições públicas como graças à inteira e sincera colaboração de todos os cristãos. […] Dedique-se especial cuidado em formar neste ponto a juventude, tanto na educação religiosa como na cívica.

Finalmente, é de desejar que os católicos, para bem cumprirem a sua missão na comunidade internacional, procurem cooperar ativa e positivamente, quer com os irmãos separados que com eles professam a caridade evangélica, quer com todos os homens que anelam verdadeiramente pela paz.

Texto do Concílio Vaticano II

29 de julho de 2016 at 5:09 Deixe um comentário

«Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?» – homilia de São Basílio, monge

«Que hei-de fazer?» Há uma resposta imediata: «Satisfarei as almas dos esfomeados; abrirei os meus celeiros e convidarei todos os que passam necessidades. […] Farei ouvir uma palavra generosa: vós, a quem falta o pão, vinde a mim; tomai a vossa parte, de acordo com as vossas necessidades, dos dons concedidos por Deus que jorram como que de uma fonte pública.» Mas tu, homem rico, insensato, estás bem longe disso! Por que razão? Ciumento de veres os outros gozarem de riquezas, entregas-te a cálculos miseráveis, não te preocupas em distribuir a cada um o indispensável, mas em tudo amealhar, privando os outros dos benefícios de que poderiam usufruir. […]
E vós, meus irmãos, estai atentos para não conhecerdes o mesmo destino que este homem! Se a Escritura nos oferece este exemplo, é para que evitemos comportar-nos do mesmo modo. Imitai a terra: como ela, dai frutos, e não vos mostreis piores que ela, que no entanto é desprovida de alma. A terra dá as suas colheitas não para o seu próprio gozo, mas para te servir. Assim, todo o fruto da benevolência que revelares, recebê-lo-ás de volta, dado que as graças que fazem nascer as boas obras revertem para os que as dispensam. Alimentaste o que tinha fome: o que deste permanece contigo, e vem mesmo um suplemento. Como o grão de trigo caído na terra aproveita ao que o semeou, o pão dado ao que tem fome far-te-á receber mais tarde benefícios superabundantes. Que a finalidade da tua lavoura seja para ti o início da sementeira no céu.

Fonte: Evangelho Quotidiano

28 de julho de 2016 at 5:55 Deixe um comentário

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