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JMJ Panamá 2019

Estacionamento do posto de gasolina na Polônia onde jovens tocaram, cantaram e dançaram

“O clima da Jornada é uma coisa de outro mundo”, diz jovem brasileiro

“Tem coisas que só acontecem em uma Jornada, não tem como ter a experiência em outro lugar. Dentro dela tu sente que não está sozinho e tem milhões de jovens que não têm vergonha de mostrar que estão felizes e que estão ali para lutar por um mundo com mais paz, amor e fraternidade”, afirma um jovem brasileiro que participou da Jornada no Rio e Cracóvia e prepara-se agora para o Panamá.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

Depois de participar de duas Jornadas, o que mais eu encontrei nelas foi a união entre os jovens de diversos países e culturas. O clima de uma Jornada é uma coisa de outro mundo. Todos os jovens unidos em um mesmo lugar, com um mesmo objetivo, que é dizer para o mundo: “Eu sou um jovem católico”. Tem coisas que só acontecem em uma Jornada, não tem como ter a experiência em outro lugar. Dentro dela tu sente que não está sozinho e tem milhões de jovens que não têm vergonha de mostrar que estão felizes e que estão ali para lutar por um mundo com mais paz, amor e fraternidade”.

Se para muitos jovens a Jornada Mundial da Juventude no Panamá será a primeira, para milhares de outros será a continuação de uma experiência que deixou marcas profundas e os colocou em uma dimensão bem mais ampla da vivência da fé, como acabou de nos contar o Diego Chemello Müller, de 26 anos, natural de Porto Alegre (RS), engenheiro químico, engenheiro de alimentos e atuante no Ministério de Música na Paróquia São Martinho. As noites quem sabe mal dormidas, por vezes a falta de orientação e tantas outras situações inerentes a um evento deste porte não o assustaram, antes pelo contrário, foram uma oportunidade de crescimento:

Muitas vezes eu e meus amigos encontramos algumas dificuldades nas Jornadas, como se localizar numa cidade nova e saber para onde ir, mas a partir destas dificuldades que nós crescemos juntos como amigos e comunidade. Agora é impossível não ter vontade de ir numa próxima edição de uma Jornada depois de todas as coisas que a gente passou.

O fato de a Jornada de 2013 ser realizada no Brasil, havia motivado o Diego para participar pela primeira vez, junto com um grupo de jovens da comunidade. A Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora visitaram a Paróquia e em seguida chegaram os argentinos. Oportunidade para novas amizades e atividades sociais e caritativas em conjunto:

“... E com todo este aquecimento, não tinha como não estar motivado para ir ao Rio de Janeiro e conhecer o Papa Francisco pela primeira vez, já que ele tinha apenas quatro meses de Pontificado na época, e provavelmente estava tão ansioso quanto a gente para ir numa Jornada pela primeira vez como Papa”.

Mas, o que mais o marcou nesta Jornada no Rio de Janeiro e na de Cracóvia, em 2016?

São muitas recordações que eu tenho das Jornadas anteriores. No Rio de Janeiro, por exemplo, o que mais me marcou foi ver a Praia de Copacabana completamente lotada de jovens de uma ponta a outra. Foram aproximadamente 3 milhões de jovens em uma praia fazendo Adoração junto com o Papa, em silêncio, e participando da Missa de Envio. Nem no carnaval e no reveillon tu encontra tanta gente na Praia de Copacabana. Foi o maior público que o Rio de Janeiro já tinha recebido na história.

Bom, e na Jornada de Cracóvia, um dos momentos que mais me marcou foi quando a gente estava chegando na cidade de ônibus e teve um bloqueio na estrada. Daí a gente teve que ficar um tempo num posto de gasolina. Lá nosso grupo desceu e a gente encontrou dez italianos que estavam parados ali também esperando para continuar a viagem e nós fomos conversar com eles e eu fui pedi emprestado o violão que eles tinham. Aí a gente fez uma roda e eu fiquei no meio junto com outros amigos brasileiros, daí eu comecei a tocar várias músicas católicas bem conhecidas aqui no Brasil, mas que os italianos nunca tinham ouvido. E a gente começou com este grupo pequeno, mas não demorou muito e outros ônibus foram parando, e quando a gente viu, a gente estava no meio de uma roda com mais de 200 jovens ao redor pulando e dançando. Para mim foi um momento inesquecível como ministro de música e eu vou levar isto sempre comigo”.

Depois do Rio de Janeiro e Cracóvia, o Diego prepara-se agora para o Panamá:

“A minha expectativa para a próxima Jornada está muito grande. Eu vou poder rever vários amigos que eu fiz nas Jornadas anteriores e estar junto com o Papa de novo. Minha impressão do Panamá é de um lugar muito acolhedor, com um povo bem fervoroso, animado, com o espírito pegando fogo. Nós da América Latina…a gente tem esta característica bem forte, e já é assim  no Brasil, como foi em 2013 acho que um país de língua espanhola, a união de outros países latinos vai ser ainda maior, porque o Papa vai poder falar na língua nativa dele e vai estar muito mais à vontade para passar os ensinamentos e se comunicar conosco”.

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18 de janeiro de 2019 at 5:37 Deixe um comentário

JMJ: Jovens de todo o mundo a caminho do Panamá

Jovens de todas as partes do mundo estão a caminho do Panamá para viver juntos a Jornada Mundial da Juventude, de 22 a 27 de janeiro, com o tema "Eis a serva do Senhor; faça-se mim segundo a tua palavra"

As atenções da juventude católica voltam-se para o Panamá, onde de 22 a 27 de janeiro terá lugar a Jornada Mundial da Juventude. Alguns já partiram e outros preparam-se para partir. O período universitário-escolar na Europa, impedirá que muitos jovens participem. A Polônia é o país europeu que envia o maior número de jovens ao mega evento.

Jovens de todas as partes do mundo estão a caminho do Panamá para viver juntos a Jornada Mundial da Juventude, de 22 a 27 de janeiro, com o tema “Eis a serva do Senhor; faça-se mim segundo a tua palavra” (Lc 1:38). E é grande a expectativa para o encontro com o Papa Francisco, que chegará ao Panamá no dia 23 de janeiro. Mais de 600 jovens são esperados do Uruguai, enquanto 75 jovens partirão da Dinamarca, juntamente com o bispo de Copenhague Czeslaw Kozon e o diretor da Pastoral juvenil, P. Kasper Baadsgaard-Jensen.

75 jovens dinamarqueses

Os jovens dinamarqueses levam consigo uma iniciativa interessante que os colocou no trabalho nos últimos meses: guiados pela Irmã Teresa Piekos, prepararam para a JMJ um ícone feito de “milhares de pequenos pontos coloridos que simbolizam todas as pessoas na terra e são um sinal da comunidade universal da Igreja, a grande família de Deus”.

O título da imagem é “Amém: o sim de Maria ao projeto de Deus” e compreende uma série de símbolos que se referem aos ensinamentos do Papa Francisco sobre Maria. Um pequeno grupo de jovens havia entregue uma cópia do ícone ao Papa em setembro último e dele recebido “uma bênção para este projeto de evangelização para a JMJ no Panamá”.

Um ícone mariano

O ícone acabou sendo impresso em camisetas e cada jovem agora em viagem entregará uma de presente “às famílias com as quais conviverão durante a primeira parte do grande evento da juventude”. Assim, “de uma maneira muito específica, transmitirão a mensagem da alegria do Evangelho às famílias que os acolherão no Panamá”. O ícone também foi impresso em cartões postais que os jovens dinamarqueses distribuirão aos seus pares na JMJ.

Jovens holandeses

Por outro lado, já estão instalados na Diocese de Santiago de Veraguas, a 250 quilômetros da Cidade do Panamá, o primeiro grupo de jovens holandeses que partiu no sábado, 12 de janeiro, para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Outro grupo está a caminho e no total serão 130 jovens holandeses na JMJ, acompanhados pelo bispo auxiliar de Roermond, Everard De Jong, e pelo bispo Auxiliar de Haarlem-Amesterdã, Jan Hendriks. O grupo é formado por “jovens adultos”, havia explicado Bob Wegkamp, ​​coordenador da JMJ para os Países Baixos, “porque é difícil para os estudantes se libertarem neste período para uma viagem tão longa”.

Na descoberta da identidade

E o programa dos dias pré-JMJ reflete a particularidade deste grupo que trabalhou nos meses de preparação em torno do tema “Descubra sua identidade”, interrogando-se com perguntas como: “Quem é você? Qual é o seu envolvimento social? Em que implica sua crença religiosa?”

O programa destes dias na diocese também reflete os interesses desses jovens que farão uma parada, em particular para olhar o mundo das profissões (por exemplo, no setor da saúde). Para aqueles que não puderam ir ao Panamá, mas gostariam de estar conectados com a Jornada Mundial da Juventude, o serviço nacional de Pastoral juvenil propõe para o fim de semana de 25-27 janeiro 2019 um “wjd @ home” (uma JMJ em casa), na Ilha de Ameland.

3.500 jovens poloneses

Nestes dias, as companhias aéreas polonesas colocaram à disposição dos participantes da JMJ no Panamá alguns voos especiais que decolarão do aeroporto de Varsóvia. De fato, o grupo polonês será o mais numeroso entre os participantes europeus na grande festa da juventude. Os 3.500 peregrinos da Polônia (entre os quais 700 de Cracóvia) serão acompanhados por 200 sacerdotes, 20 sacerdotes diocesanos e cerca de 300 voluntários, metade dos quais qualificados para atendimentos de primeiros socorros.

As Jornadas diocesanas

Na JMJ 2019 também participarão 12 bispos poloneses com o primaz da Polônia, o arcebispo de Gniezno Wojciech Polak. O diretor do Escritório JMJ, padre Emil Parafiniuk, sublinhou durante a apresentação da peregrinação, que aqueles que antecipadamente viajam ao país latino-americano, de 17 a 21 de janeiro, participarão das jornadas dos jovens organizadas nas várias dioceses.

Anunciando a celebração religiosa presidida pelo primaz polonês na cidade do Panamá em 23 de janeiro, padre Parafiniuk expressou a esperança de que os habitantes do país anfitrião participem da liturgia.

As relíquias de João Paulo II

No dia 26 de janeiro, no âmbito da JMJ, está prevista a colocação das relíquias de São João Paulo II no altar da Catedral do Panamá, que será depois consagrada pelo Papa Francisco. A presença polonesa no Panamá será enriquecida também com três exposições dedicadas ao Papa polonês, às tradicionais representações de Nossa Senhora e à família de Ulma de Markowa,  que foi assassinada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, por ter ajudado os judeus que fugiam do Holocausto.

59 jovens da Úmbria

Da Itália, partirão 900 jovens. Em particular, da Úmbria irão 59 jovens. No total nacional, as regiões com maior número de participantes são Triveneto, Lombardia, Piemonte, Marcas e Úmbria.

Das igrejas diocesanas da terra de São Bento e São Francisco terá início, partirão então para o Panamá, a partir de 16 de janeiro, 59 pessoas, incluindo jovens e sacerdotes que os acompanham. O episcopado da Úmbria será representado pelo cardeal Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia-Città della Pieve e presidente da Conferência Episcopal Italiana.

Uma ocasião de festa

“Jornada Mundial da Juventude – diz Dom Renato Boccardo, arcebispo de Espoleto-Núrsia e presidente da Conferência dos Bispo da Úmbria – é sempre uma ocasião de festa, de reflexão, de interculturalidade. Portanto, um momento que oferece preciosos estímulos formativos humanos e cristãos. Faço votos então aos jovens da Úmbria, de que saibam aproveitar com sabedoria este ‘tempo de graça’, para que,  ao retornarem para casa,  sejam diariamente cada vez mais mensageiro credíveis e testemunhas alegres da mensagem evangélica para a construção da civilização do amor também nesta nossa região.”

“Panamá chama Turim!”

Já a Arquidiocese de Turim propõe o evento “Panamá chama Turim!”, para permitir que os jovens possam participar, mesmo à distância, do encontro mundial com o Papa Francisco. A acolher a iniciativa, a partir das 18 horas do dia 27 de janeiro, será o Centro da Pastoral juvenil, com uma noite festiva, conectada ao vivo com os jovens no Panamá, na presença do arcebispo Cesare Nosiglia e com animação do Coral Hope.

(Ag. SIR)

16 de janeiro de 2019 at 5:34 Deixe um comentário

Panamá: um logotipo com o coração de Maria e a Cruz da JMJ

PANAMA Ambar-Nicole-Calvo.jpg

Três cores e seis símbolos capazes de sintetizar e relançar o sopro do Espírito que acompanhará a JMJ do Panamá.

Massimiliano Menichetti – Cidade do Vaticano

A ternura e a entrega de Maria guiou as mãos de Ambar Calvo, a estudante de arquitetura do Panamá, que elaborou o logotipo da Jornada Mundial da Juventude de 2019.

Ambar Calvo

Três cores: vermelho, azul e celeste, para indicar o amor e a Paixão de Cristo, recordar o manto da Virgem Maria, o Oceano Pacífico, o Mar do Caribe e as cores da bandeira do Panamá.

O amor imenso de Maria

Um logotipo simples que sobrepõe a letra “M” a um coração, para representar o amor ilimitado da Mãe de Deus por toda a humanidade. De fato, Maria é a protagonista do desenho, mostrada por meio da ternura da silhueta no momento em que concebeu o Menino Jesus.

A cruz do peregrino

Claramente visível em vermelho, por sua vez, a “Cruz peregrina”, símbolo e testemunho itinerante da Jornada Mundial da Juventude. Passou a ser usada por desejo de São João Paulo II em 1984, por ocasião do Ano Santo da Redenção.

O caminho para encontrar Jesus

O pictograma, naturalmente, não esquece do local onde se realiza o encontro dos jovens de todo o mundo, imprimindo o perfil do istmo do Panamá no coração e na “M”.

Para Ambar, o corpo de Maria é também “o caminho para encontrar-nos com Jesus e o Panamá é o caminho em 2019”.

Os pequenos pontos brancos, são um sinal da coroa da Mãe Celeste e representam os peregrinos de todos os continentes. “Sim” de uma festa para todos os jovens do mundo.

15 de janeiro de 2019 at 5:36 Deixe um comentário

Papa Francisco fala aos jovens

 

 

8 de janeiro de 2019 at 13:22 Deixe um comentário

JMJPanamá2019

29 de dezembro de 2018 at 5:40 Deixe um comentário

JMJ do Panamá: 11 mil jovens se preparam no evento “Bote Fé”

2018.11.27 Incontro di preparazione JMJ Panama in Brasile, giovani del sudFesta da unidade da juventude aconteceu na cidade de Parobé/RS

A cidade de Parobé, no sul do Brasil, reuniu milhares de jovens no último final de semana em encontro de preparação à Jornada Mundial da Juventude de janeiro de 2019. Foi uma festa de unidade, cores, música, oficinas e oração.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

A tradicional festa do Rio Grande do Sul que prepara para a Jornada Mundial da Juventude reuniu 11 mil jovens católicos na cidade de Parobé. No sábado (24), mesmo com chuva, a terceira edição do “Bote Fé” contou com representantes das 18 dioceses do Estado.

Sínodo dos Jovens e JMJ

Por um dia, Parobé virou a capital dos jovens católicos gaúchos numa festa de unidade e oração, com celebração eucarística e explanação de Dom Jaime Spengler, que participou do Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens, em outubro deste ano, no Vaticano. O Padre Sinodal relatou sobre a importância da Igreja do mundo todo pensar na juventude e se preocupar por ela. “Uma preocupação que toma parte de uma opção, uma opção preferencial pela juventude”, comentou o coordenador do Serviço de Evangelização da Juventude do Regional Sul 3 da CNBB, Pe. Rudinei Zorzo, que acrescentou: “renovamos a nossa fé e a nossa esperança pela opção pela juventude, juventude não só católica, mas por aquela que vive na nossa sociedade porque devemos trabalhar com todos. Um evento que foi extremamente marcado pela presença e animação de Deus”.

O Bote Fé acontece sempre um ano antes da JMJ que, em 2019, acontece de 22 a 27 de janeiro no Panamá. “Durante o evento nós lembramos da Jornada, seja como lema da JMJ do Panamá, seja com o flash mob com o hino da Jornada ou outros momentos para recordar o evento, para que os jovens que forem pudessem trocar um pouco de experiência e de contato”, disse Pe. Rudinei.

Além de lembrar do Sínodo dos jovens e da JMJ, também foram realizadas oficinas de orientação e prevenção ao alertar para a depressão e o suicídio juvenil, sobre os direitos humanos, comunicação e fake News. No momento de partilha missionária, testemunhos em primeira pessoa sobre as experiências realizadas pelos grupos de jovens durante o ano. O encontro também deu lugar à solidariedade, ao motivar as caravanas a doarem alimentos não-perecíveis.

Jovens querem levar Jesus e evangelizar

Com um espaço especial para celebrar a vida e a missão, o evento também reuniu bandas com som de remixes religiosos, grupos de teatro e dança das dioceses. Com o tema da “Festa das Cores”, os jovens estouraram saquinhos de pó colorido – expressão da diversidade juvenil presente na vida da Igreja.

“É um momento muito interessante olhar como a juventude se identifica, o quanto a juventude vai se percebendo, muito além do que o seu próprio grupo, mas vai percebendo que ela é Igreja, ela constrói Igreja e caminha quanto Igreja. E ela caminha nessa unidade onde nós, como Igreja, somos um corpo e temos muitos membros, mas a juventude acaba sendo esses vários membros que compõem a Igreja.”

“ A gente percebe essa Igreja tão jovem, alegre, animada e feliz, e que quer realmente levar Jesus Cristo e evangelizar. ”

O Bote Fé é promovido há três anos pelo Serviço de Evangelização da Juventude sediado em Porto Alegre, junto à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Sul 3. A primeira edição foi sediada em Santa Maria, em 2012, quando 40 mil jovens receberam a Cruz Peregrina e o Ícone de Maria, símbolos da JMJ; já a segunda edição aconteceu em Porto Alegre, em 2015.

16 de dezembro de 2018 at 5:37 Deixe um comentário

Mais de mil jovens indígenas participarão da JMJ 2019

Papa Francisco encontra indígenas em Puerto MaldonadoEncontro do Papa Francisco com indígenas em Puerto Maldonado  (Vatican Media)

Por ocasião da próxima JMJ 2019 no Panamá, será realizada uma pré-jornada da Jornada Mundial da Juventude, ou seja, o Encontro Mundial dos Jovens Indígenas (EMJI) em Soloy na comarca indígena de Ngäbe-Bugle (17-21 de janeiro de 2019), onde se reunirão mais de mil jovens indígenas de várias partes do mundo

Cidade do Vaticano

A próxima JMJ 2019 que será realizada no Panamá, contará com a presença de mais de mil jovens indígenas, provenientes de várias partes do mundo. Os jovens, participarão do Encontro Mundial da Juventude Indígena (EMJI ) que se realiza na semana precedente à da JMJ (de 17 a 21 de janeiro), em Soloy, comarca indígena de Ngäbe-Bugle, na diocese David do Panamá. Portanto será a pré-jornada da Jornada Mundial da Juventude 2019. Uma iniciativa única, rica de eventos, desejada pelos bispos responsáveis pela pastoral indígena, com temas baseados na encíclica Laudato si’.

No final do encontro, os jovens nativos irão para a Cidade do Panamá, para participar da Jornada Mundail da Juventude. Durante o evento estarão em um parque onde será organizada uma verdadeira aldeia indígena, com produtos de artesanato, músicas e danças.

Encontro de fé

Os promotores do Encontro Mundial da Juventude Indígena são os bispos responsáveis pela pastoral indígena: “No próximo EMJI do Panamá, estarão presentes mais de mil jovens de várias populações indígenas. Juntos farão reflexões e celebrarão a sua fé em Cristo, a partir da riqueza milenária das nossas culturas. Será uma oportunidade – afirmam os bispos – de responder ao convite do Papa Francisco à juventude de serem agradecidos pela história de nossos povos e corajosos aos desafios que nos rodeiam para seguir em frente cheios de esperança na construção de um mundo melhor”.

O Encontro Mundial da Juventude Indígena

Todos os significados do EMJI encontra-se no logotipo que reúne, sob uma cabana de palha, os símbolos da Cruz, do cacau e do milho, de um camaleão e raízes que se afundam na terra.

“A Cruz – explicam os organizadores – é o símbolo central da nossa fé cristã, convida a nos comprometermos como jovens no exemplo de Jesus, que é a plenitude da esperança para os nossos povos. A cabana de palha simboliza a unidade da comunidade que caminha junta. O cacau e o milho são os frutos sagrados de muitos povos da América central. Temos o costume de comer cacau nos momentos importantes da vida da comunidade com espírito de solidariedade. Deste modo nos sentimos verdadeiros irmãos e irmãs, uma só família. As raízes da planta testemunham o nosso respeito pela Terra Mãe que nos dá a vida e simboliza a grande história dos nossos povos. O camaleão nos recorda o respeito da Criação na sua diversidade. Como jovens nos comprometemos a mater a íntima relação com a criação de Deus como herança dos nossos antepassados”.

 

19 de outubro de 2018 at 5:43 Deixe um comentário

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