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Papa no Angelus: escolher o caminho das Bem-aventuranças

Papa no Angelus desta quinta-feira, Solenidade de Todos os Santos

“Os santos estão próximos a nós, aliás, são os nossos verdadeiros irmãos e irmãs”, disse Francisco.

Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, nesta quinta-feira (1º/11), Solenidade de Todos os Santos que será celebrada pela Igreja no Brasil, no próximo domingo.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice sublinhou que a Primeira Leitura da liturgia de hoje, extraída do Livro do Apocalipse, “nos fala do céu e nos coloca diante de uma grande multidão, incalculável, de nações, tribos, povos e línguas”.

Estamos unidos a todos os santos

“São os santos. O que fazem lá em cima? Cantam juntos, louvam a Deus com alegria. Seria bonito ouvir o canto deles! Podemos imaginá-lo: sabem quando? Durante a missa, quando cantamos «Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo…». É um hino, diz a Bíblia, que vem do céu, que se canta lá: um hino de louvor. Então, cantando o “Santo”, não somente pensamos nos santos, mas fazemos o que eles fazem: naquele momento, na missa, estamos unidos a eles mais do que nunca.”

“Hoje, então, é a festa da família”, sublinhou Francisco. “Os santos estão próximos a nós, aliás, são os nossos verdadeiros irmãos e irmãs. Eles nos entendem, nos amam, sabem qual é o nosso verdadeiro bem, nos ajudam e esperam por nós. São felizes e nos querem felizes com eles no paraíso.”

Caminho das Bem-aventuranças

O Papa disse que os santos “nos convidam para o caminho da felicidade, indicada no Evangelho de hoje, tão bonito e conhecido: «Felizes os pobres em espírito (…). Felizes os mansos (…). Felizes os puros de coração …». Mas como? O Evangelho diz: felizes os pobres, enquanto o mundo diz: felizes os ricos. O Evangelho diz: felizes os mansos, e o mundo diz: felizes os prepotentes. O Evangelho diz: felizes os puros, e o mundo: felizes os espertos e os que buscam prazer”.

“Este caminho das bem-aventuranças, da santidade, parece conduzir à derrota. Porém, nos recorda novamente a primeira leitura, os santos trazem “palmas nas mãos”, isto é, os símbolos da vitória. Eles venceram, não o mundo e nos exortam a escolher a sua parte, a de Deus que é Santo.”

O Papa nos convidou a fazer as seguintes perguntas: “De que lado estamos? Do lado céu ou da terra? Vivemos para o Senhor ou para nós mesmos, para a felicidade eterna ou para alguma satisfação imediata? Perguntemo-nos: queremos realmente a santidade? Ou nos contentamos em ser cristãos sem infâmia e sem louvores, que acreditam em Deus e estimam os outros sem exagerar?”

O Senhor “pede tudo, e o que Ele oferece é a vida verdadeira. Oferece tudo, oferece a felicidade para a qual fomos criados”. “Em síntese, ou a santidade ou nada! Faz-nos bem nos deixarmos ser provocados pelos santos, que aqui não tiveram meias medidas e do além “torcem” por nós, para que escolhamos Deus, a humildade, a mansidão, a misericórdia, a pureza, para que nos apaixonemos pelo céu antes que pela terra.”

Desfrutar da felicidade de Deus

Francisco concluiu, dizendo que “hoje, nossos irmãos e irmãs não nos pedem para ouvir de novo um belo Evangelho, mas para colocá-lo em prática, para seguir o caminho das bem-aventuranças”.

“Não se trata de fazer coisas extraordinárias, mas de seguir esse caminho todos os dias que nos leva ao céu, para a família e para casa. Hoje, nós entrevemos o nosso futuro e celebramos aquilo para o qual nascemos: nascemos para nunca mais morrer, nascemos para desfrutar da felicidade de Deus!”

“O Senhor nos encoraja e a quem segue o caminho das bem-aventuranças diz: «Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no céu». Que a Santa Mãe de Deus, Rainha dos Santos, nos ajude a caminhar com decisão pela estrada da santidade. Ela, que é a Porta do Céu, introduza os nossos amados defuntos na família celeste”, concluiu o Papa.

Corrida dos Santos

Após a oração mariana do Angelus, Francisco saudou com afeto os peregrinos provenientes da Itália e demais países, famílias, grupos paroquiais, associações e grupos escolares.

Saudou especialmente os participantes da “Corrida dos Santos”, promovida pela Fundação Missão Dom Bosco, para viver numa dimensão de festa popular a Solenidade de Todos os Santos. “Obrigado por esta bela iniciativa e pela sua presença”, disse.

A seguir, o Papa recordou que nesta sexta-feira (02/11), Comemoração de todos os fiéis defuntos, Dia de Finados, irá ao Cemitério Laurentino, em Roma. “Peço a todos vocês para me acompanharem com a oração neste dia de sufrágio por aqueles que nos precederam na fé e dormem o sono da paz.”

Por fim, desejou a todos uma boa festa na companhia espiritual dos santos e pediu aos fiéis para não se esquecerem de rezar por ele.

3 de novembro de 2018 at 5:38 Deixe um comentário

Papa: o pobre em espírito sabe ser humilde e disponível à graça de Deus

2017-01-29 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Quanto mais tenho, mais quero: isso mata a alma. E o homem ou a mulher que tem essa atitude não é feliz e não alcançará a felicidade: disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo, ao meio-dia, na alocução que precedeu a oração mariana. Francisco havia partido das Bem-aventuranças, “carta magna” do Novo Testamento, que caracterizam a liturgia deste IV Domingo do Tempo Comum. No sermão da montanha “Jesus manifesta a vontade de Deus de conduzir os homens à felicidade”, destacou.

Nesta sua pregação Jesus segue um caminho particular: começa com o termo “bem-aventurados”, ou seja, “felizes”; prossegue com a indicação da condição para ser tais; e conclui fazendo uma promessa, explicou o Pontífice.

Francisco acrescentou que o motivo da bem-aventurança não está na condição de “pobres em espírito”, “aflitos”, “famintos de justiça”, “perseguidos”, mas na promessa sucessiva, a ser acolhida com fé como dom de Deus. “Parte-se da condição de dificuldade para abrir-se ao dom de Deus e aceder ao mundo novo, o ‘reino’ anunciado por Jesus.”

Não é um mecanismo automático, disse o Papa. “Não podem ser bem-aventurados se não se converteram”, se não se tornaram “capazes de apreciar e viver os dons de Deus”.

Francisco quis ater-se à primeira bem-aventurança: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,4), para em seguida explicitar quem são estes:

“O pobre em espírito é aquele que assumiu os sentimentos e a atitude daqueles pobres que em sua condição não se rebelam, mas sabem ser humildes, dóceis, disponíveis à graça de Deus.”

A felicidade dos pobres – dos pobres em espírito – tem uma dúplice dimensão: em relação aos bens e em relação a Deus, explicou o Santo Padre, acrescentando:

“Em relação aos bens, aos bens materiais, esta pobreza em espírito é sobriedade: não necessariamente renúncia, mas capacidade de experimentar o essencial, de partilha; capacidade de renovar todos os dias a admiração pela bondade das coisas, sem sucumbir na opacidade do consumo voraz.”

“Quanto mais tenho, mais quero; mais tenho, mais quero: esse é o consumo voraz. E isso mata a alma. E o homem ou a mulher que faz isso, que tem essa atitude ‘mais tenho, mais quero’, não é feliz e não alcançará a felicidade.”

Em relação a Deus, afirmou, “é louvor e reconhecimento que o mundo é bênção e que na sua origem está o amor criador do Pai. Mas é também abertura a Ele, docilidade a sua senhoria: “é Ele, o Senhor, é Ele o Grande, não eu sou grande porque tenho tantas coisas! É Ele: Ele que quis o mundo para todos os homens e o quis para que os homens fossem felizes”, acrescentou.

O pobre em espírito é o cristão que não deposita sua confiança em si mesmo, nas riquezas materiais, não é obstinado nas próprias opiniões”, disse ainda o Papa fazendo em seguida uma observação pertinente à convivência nas comunidades cristãs:

“Se em nossas comunidades existissem mais pobres em espírito, haveria menos divisões, contrastes e polêmicas. A humildade, como a caridade, é uma virtude essencial para a convivência nas comunidades cristãs. Os pobres, nesse sentido evangélico, se mostram como aqueles que mantêm firme a meta do Reino dos céus, fazendo entrever que este é antecipado de forma germinal na comunidade fraterna, que privilegia a partilha à posse.”

Após a oração mariana, o Pontífice lembrou a celebração, neste domingo, do Dia mundial de luta contra a hanseníase, ressaltando que esta doença, mesmo em diminuição, encontra-se ainda entre as mais temidas e atinge os mais pobres e marginalizados. “É importante lutar contra esta enfermidade, mas também contra as discriminações que ela gera”, exortou.

Encontravam-se presentes na Praça São Pedro, em meio aos cerca de 25 mil fiéis e peregrinos, três mil jovens da Ação Católica de Roma, formando a “Caravana da Paz”. Dois deles, um garoto e uma garota, se juntaram ao Santo Padre durante a saudação do Pontífice aos diversos grupos de fiéis e peregrinos reunidos na Praça. O garoto leu uma breve mensagem aos presentes. Em seguida, foram soltos alguns balões, símbolo da paz.

O Papa lembrou mais uma vez as populações do centro da Itália, expressando sua proximidade a estes que ainda sofrem as consequências do terremoto e das difíceis condições atmosféricas deste inverno europeu.

O Pontífice despediu-se dos presentes pedindo que não se esquecessem de rezar por ele. (RL)

4 de fevereiro de 2017 at 5:39 Deixe um comentário

«Deles é o Reino do Céu» – reflexão de São Francisco de Assis

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«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.» Enquanto tudo corre à medida dos seus desejos, não se consegue saber quanta paciência e humildade tem um servo de Deus. Venham porém os tempos em que aqueles que deviam respeitar-lhe a vontade a contrariam, e a paciência será a que efetivamente tiver, e nada mais.
«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.» Há muitos que se entregam a longas orações e ofícios, e infligem ao corpo frequentes mortificações e abstinências. Mas por palavra que lhes pareça afronta ou injustiça, ou por coisa mais insignificante que lhes seja tirada, logo se indignam e perdem a paz da alma. Estes não são os verdadeiros pobres em espírito; o verdadeiro pobre em espírito é o que renuncia a si mesmo e não quer mal a quem lhe bate no rosto (Mc 8,34; Mt 5,39).
«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.» Verdadeiros pacificadores são os que, apesar de todo o sofrimento por que hão-de passar por amor a nosso Senhor Jesus Cristo, conservam a alma e o corpo em paz.
«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.» Têm verdadeiramente o coração puro os que desprezam os bens da Terra, os que procuram os do Céu e, purificados assim de quaisquer amarras da alma e do coração, adoram e contemplam incessante e unicamente o Senhor Deus, vivo e verdadeiro.

Fonte: Evangelho Quotidiano

Imagem do Monte das Bem-aventuranças nos dias de hoje.

28 de janeiro de 2017 at 5:52 Deixe um comentário

«Verão a Deus» – sermão de Santo Agostinho

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Nós queremos ver Deus, procuramos vê-Lo, desejamos ardentemente vê-Lo. Quem não tem esse desejo? Mas repara no que diz o Evangelho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.» Age de forma a que O vejas. Comparando com as realidades materiais, como poderás contemplar o sol nascente se os teus olhos estiverem doentes? Se os teus olhos estiverem sãos, essa luz será para ti um prazer; se estiverem doentes, será um suplício. Naturalmente que não te será permitido ver com um coração impuro o que só se pode ver com um coração puro. Serás afastado, desviado; não verás.

Quantas vezes proclamou o Senhor que os homens seriam «felizes»? Que motivos de felicidade citou Ele, que boas obras, que dons, que méritos e que recompensas? Nenhuma outra bem-aventurança afirma: «Verão a Deus.» Eis como são enunciadas as outras: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque possuirão a terra. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.» Portanto, nenhuma outra afirma: «Verão a Deus.»

A visão de Deus é prometida aos homens de coração puro. E não é sem razão, porque os olhos que permitem ver a Deus são os olhos do coração. É desses olhos que fala o apóstolo Paulo quando diz: «Possa Ele iluminar os olhos do vosso coração» (Ef 1,18). No tempo presente, esses olhos, por causa da sua fraqueza, são iluminados pela fé; mais tarde, por causa do seu vigor, serão iluminados pela visão. «Vemos atualmente uma imagem obscura, como que num espelho; nesse dia, veremos face a face» (1 Cor 13,12)

Fonte: Evangelho Quotidiano

27 de janeiro de 2017 at 14:15 Deixe um comentário

Mateo, 5, 1 – 12 – para os irmãos de língua espanhola

1. Viendo la muchedumbre, subió al monte, se sentó, y sus discípulos se le acercaron.

2. Y tomando la palabra, les enseñaba diciendo:

3. «Bienaventurados los pobres de espíritu, porque de ellos es el Reino de los Cielos.

4. Bienaventurados los mansos , porque ellos posseerán en herencia la tierra.

5. Bienaventurados los que lloran, porque ellos serán consolados.

6. Bienaventurados los que tienen hambre y sed de la justicia, porque ellos serán saciados.

7. Bienaventurados los misericordiosos, porque ellos alcanzarán misericordia.

8. Bienaventurados los limpios de corazón, porque ellos verán a Dios.

9. Bienaventurados los que trabajan por la paz, porque ellos serán llamados hijos de Dios.

10. Bienaventurados los perseguidos por causa de la justicia, porque de ellos es el Reino de los Cielos.

11. Bienaventurados seréis cuando os injurien, y os persigan y digan con mentira toda clase de mal contra vosotros por mi causa.

12. Alegraos y regocijaos, porque vuestra recompensa será grande en los cielos; pues de la misma manera persiguieron a los profetas anteriores a vosotros.

6 de novembro de 2016 at 5:51 1 comentário

As Bem Aventuranças!

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Evangelho – Mt 5, 1-12

Nesse Evangelho Jesus nos dá a receita para alcançar a nossa recompensa: O Céu.

As Bem – Aventuranças são sementes de eternidade, que devemos cultivar em nossa vida de cristão.

Devemos olhar cada bem-aventurança e perceber que é um apelo a todo aquele que quer seguir Jesus.

Qual dessas Bem Aventuranças você tem mais exercitado em sua Vida? Partilhe conosco.

E como tarefa, rever qual delas você precisa se aplicar em viver melhor.  Faça a experiência de coloca-la em prática a partir de hoje.

Deus abençoe!

Fonte: Canção Nova

5 de novembro de 2016 at 5:45 1 comentário

«Bem-aventurados vós, os pobres» – reflexão de São Gregório de Nissa

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Como quase todos os homens são naturalmente conduzidos ao orgulho, o Senhor começa as bem-aventuranças por afastar o mal original da autossuficiência, aconselhando-nos a imitar o verdadeiro Pobre voluntário que é verdadeiramente feliz – de maneira a parecermo-nos com Ele por via da pobreza voluntária, segundo as nossas capacidades, para participarmos na sua bem-aventurança, na sua felicidade. «Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus: Ele, que era de condição divina, não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus. Mas despojou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo» (Fil 2,5-7).

Haverá coisa mais miserável para Deus do que tomar a condição de servo? Haverá coisa mais ínfima para o Rei do universo do que partilhar a nossa natureza humana? O Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Juiz do universo, paga impostos a César (1Tim 6,17; Heb 12,23; Mc 12,17). O Senhor da criação abraça este mundo, vem por uma gruta por não ter lugar na estalagem, refugia-Se num estábulo, na companhia de animais. Aquele que é puro e imaculado toma sobre Si as manchas da natureza humana e, depois de ter partilhado toda a nossa miséria, vai a ponto de fazer a experiência da morte. Considera a desmesura da sua pobreza voluntária! A Vida toma o gosto da morte, o Juiz é levado a tribunal, o Senhor da vida de todos submete-Se a um magistrado, o Rei das potências celestes não Se subtrai às mãos dos carrascos. É por estes exemplos, diz o apóstolo Paulo, que podemos medir a sua humildade (Fil 2,5-7).

Fonte: Evangelho Quotidiano

3 de novembro de 2016 at 5:56 Deixe um comentário

Papa: as bem-aventuranças são o “GPS” da vida cristã

2016-06-06 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Seguir e viver as bem-aventuranças, que como “bússola” indicam aos cristãos a direção justa da vida.

Este foi o convite que o Papa Francisco dirigiu na Missa celebrada na manhã desta segunda-feira, (06/06), na capela da Casa Santa Marta.

 

Para não se perder no caminho da fé, disse o Pontífice, os cristãos têm um indicador exato de direção: as bem-aventuranças.

Ignorar as rotas que elas propõem, significa escorregar nos três degraus da antítese da lei cristã: a idolatria das riquezas, da vaidade e do egoísmo.

O “GPS” da vida cristã

Em sua homilia, o Papa se inspira no Evangelho de Mateus, que mostra Jesus instruindo as multidões com o célebre sermão da montanha.

Francisco reiterou que Cristo ensinava a nova lei, que não cancela a antiga, mas a aperfeiçoa, levando-a “à sua plenitude”:

“Esta é a lei nova, esta que nós chamamos ‘as bem-aventuranças’. É a nova lei do Senhor para nós. São o guia da rota, do itinerário, são a bússola da vida cristã. Neste caminho, segundo as indicações deste ‘GPS’, podemos prosseguir na nossa vida cristã”.

Os três degraus da perdição

Francisco prosseguiu a homilia completando o texto de Mateus com as considerações que o evangelista Lucas coloca no final das Bem-aventuranças: ai de vocês, os ricos, ai de vocês, que agora têm fartura, ai de vocês, que agora riem, ai de vocês, se todos os elogiam.

O Papa recordou que disse muitas vezes que “as riquezas são boas, mas o que faz mal é o apego às riquezas” que se torna “uma idolatria”.

“Isto é contrário à lei. É o GPS errado. É curioso! Estes são os três degraus que levam à perdição, assim como estas Bem-aventuranças são os degraus que levam adiante na vida. Os três degraus que levam à perdição são: o apego às riquezas, porque eu não preciso de nada. O segundo é a vaidade. Quero que todos falem bem de mim. Se todos falam bem me sinto importante, muito incenso e eu acredito ser justo, não como aquele ou como aquele outro. Pensemos na parábola do fariseu e do publicano: ‘Ó Deus, eu te agradeço, porque não sou como os outros homens…’. ‘Obrigado, Senhor, porque sou um bom católico, não como o meu vizinho ou a minha vizinha’. Todos os dias isso acontece! O terceiro degrau: o orgulho, que é a saciedade, as risadas que fecham o coração.”

A chave está na mansidão

Dentre todas as Bem-aventuranças, Francisco seleciona uma que, afirmou, “não digo ser a chave” de todas, “mas nos faz pensar muito”: “Bem-aventurados os mansos”. A mansidão:

“Jesus diz de si mesmo: Aprendam de mim que sou manso e humilde de coração. A mansidão é uma maneira de ser que nos aproxima muito de Jesus. Ao invés, o comportamento contrário sempre procura as inimizades, as guerras, tantas coisas ruins que acontecem. Mas a mansidão, a mansidão de coração que não é tolice. É outra coisa. É a profundidade em entender a grandeza de Deus, e adoração.”

(BF/MJ)

7 de junho de 2016 at 5:35 Deixe um comentário

Perante a destruição do mundo só as bem-aventuranças levam a Deus – o Papa na Missa de Todos os Santos

2014-11-01 Rádio Vaticana

O Papa Francisco neste dia 1º de novembro, solenidade de Todos os Santos, dirigiu-se na tarde deste dia ao Cemitério del Verano em Roma, onde celebrou a Eucaristia. O Papa Francisco na sua homilia referiu três aspetos fundamentais das leituras deste dia. E traduziu-as em três imagens:
A primeira imagem: a destruição. Referindo-se à primeira leitura retirada do Livro do Apocalipse, o Santo Padre recordou a voz do Anjo ao qual tinha sido concedido o poder de devastar a terra:
“… nós somos capazes de devastar a terra melhor do que os anjos; devastar a criação, a vida, as culturas, os valores, a esperança…”
“O ser humano pensa que é Deus” – observou o Papa – “e o Homem continua a semear destruição. Destruição daquilo que Deus nos deu para que seguíssemos em frente e dessemos frutos”. “É uma indústria da destruição” – afirmou ainda o Santo Padre.
Segunda imagem proposta pela Palavra de Deus: as vítimas. Na mesma leitura encontramos a multidão de tribos, povos e línguas – continuou o Papa:
“O povo que vive em tendas, sem medicamentos, esfomeados. Porque o Deus Homem apoderou-se de tudo. Quem paga a festa? Eles, os pequenos, os pobres.”
“Neste dia – sublinhou o Santo Padre – quero que pensemos nos tantos santos desconhecidos”, sobretudo “os que vêm da grande tribulação. O Senhor santifica este povo, que é pecador, mas santifica-o – afirmou o Papa Francisco.
Finalmente a terceira imagem: a imagem de Deus, ou seja, a esperança. O Senhor tem piedade do seu povo. E, desta forma, a santidade da Igreja avança com este povo que quer caminhar em direção ao Pai, neste mundo de guerra e de tribulação através das bem-aventuranças – declarou o Santo Padre.
A leitura do Evangelho neste Dia de Todos os Santos propõe o método das bem-aventuranças – disse o Papa Francisco que concluiu a sua homilia considerando serem as bem-aventuranças o único modo para termos esperança no nosso encontro com Deus.
“Só aquele caminho leva-nos a Deus…” Durante a celebração foram expostas à veneração dos fiéis, perto da estátua de Nossa Senhora, as relíquias dos últimos dois Papas canonizados: João XXIII e João Paulo II. Concelebraram o Cardeal Vigário Agostino Vallini, e entre outros, o vice-gerente Mons. Filippo Iannone e o bispo auxiliar para o Centro de Roma Dom Matteo Zuppi. Particulares orações foram feitas para cristãos perseguidos por causa da sua fé e ainda para os pobres, os sofredores e os de coração atribulado. No final da liturgia, o Santo Padre pronunciou uma oração de bênção dos túmulos (RS)

2 de novembro de 2014 at 9:36 Deixe um comentário

Seguir Jesus nas bem-aventuranças – o Papa Francisco na audiência geral

 

2014-08-06 Rádio Vaticana

Esta audiência geral do Papa Francisco teve lugar na Aula Paolo VI devido ao forte calor que se fazia sentir em Roma na manhã deste dia 6 de agosto. Grandíssimo entusiasmo dos oito mil peregrinos ali presentes. Contudo, foram muitos os que seguiram este encontro com o Santo Padre na Praça de S. Pedro através dos grandes ecrâns ali instalados. Tema da catequese: a Igreja, como já tinha sido iniciado em junho pelo Santo Padre. Hoje em particular o Papa apresentou a novidade deste novo povo que se funda na nova aliança estabelecida por Jesus com o dom da sua vida.
Desde logo, uma figura muito significativa que faz a passagem entre o Antigo e o Novo Testamento – João Batista:

“Como precursor e testemunha, João Batista tem um papel central na Escritura, pois faz a ponte entre a promessa do Antigo Testamento e o cumprimento, entre as profecias e a sua realização em Jesus Cristo.”

E o Papa Francisco acentuou o concreto do testemunho de João Batista:
“Com o seu testemunho João indica-nos Jesus, convida-nos a segui-Lo e diz-nos, sem meios termos, que isso pede humildade, arrependimento e conversão.”

O Santo Padre explicou ainda que como Moisés tinha estipulado a aliança com Deus por força da lei recebida no Sinai, assim Jesus, de uma colina na Galileia, entrega aos seus discípulos e à multidão um ensinamento novo que começa com as bem-aventuranças. E a este ponto da catequese o Papa Francisco convidou os peregrinos a repetirem consigo as bem-aventuranças para que fiquem impressas no nosso coração:
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sereis, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calunias mal contra vós por Minha causa.
Alegrai-vos e exultai, porque grande será vossa recompensa nos Céus.”

O Papa Francisco pediu a todos os presentes que leiam o Evangelho nos próximos dias, nomeadamente as bem-aventuranças.
O Papa Francisco referiu-se ainda ao facto de que Jesus também nos deixou o critério pelo qual seremos julgados. Estaremos com Ele na vida eterna se formos capazes, durante a nossa vida terrena, de reconhecê-lo no pobre, no indigente, no marginalizado, no doente e no sofredor. E tudo isso podemos ler no capítulo 25 do Evangelho de S. Mateus como disse o Papa Francisco convidando todos a relerem e refletirem sobre essa passagem do Evangelho nos próximos dias.

Durante as saudações o Papa Francisco saudou também os peregrinos de língua portuguesa:
“Dirijo uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, em particular aos brasileiros de Rio Grande da Serra. Queridos amigos, sois chamados a ser testemunhas do Evangelho no mundo, transfigurados pela alegria e pela graça misericordiosa de Deus. Desça sobre vós e sobre as vossas famílias a bênção de Deus. “

Aquando da saudação aos peregrinos de língua árabe o Papa Francisco pediu para que se reze tanto pela paz na Médio Oriente.
Na saudação aos peregrinos de língua italiana o Papa Francisco exprimiu a sua proximidade às populações da província chinesa de Yunnan, atingidas no domingo passado por um terramoto:
“Exprimo a minha proximidade às populações da província chinesa de Yunnan, atingidas no domingo passado por um terramoto que provocou numerosas vitimas e grandes danos. Rezo pelos defuntos e pelos seus familiares, pelos feridos e por quantos perderam a casa. O Senhor dê conforto, esperança e solidariedade na provação.”

O Santo Padre recordou ainda o Papa Paulo VI neste dia 6 de agosto em que ocorre o 36º aniversário da sua morte.
O Papa Francisco a todos deu a sua benção! (RS)

6 de agosto de 2014 at 10:23 Deixe um comentário

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