Archive for agosto, 2018

Papa: como Santo Agostinho, oferecer boas obras aos irmãos

A Igreja recorda Santo Agostinho em 28 de agostoA Igreja recorda Santo Agostinho em 28 de agosto  (©Renáta Sedmáková – stock.adobe.com)

Nascido na Argélia, homem culto e de pensamento aguçado, o Bispo de Hipona foi capaz de se colocar em discussão, escrevendo páginas memoráveis do Cristianismo.

Cidade do Vaticano

“Se o Senhor lhe deu riquezas, é para fazer em Seu nome muitas boas obras para os outros.” Esta é a mensagem do Papa Francisco no Twitter, em homenagem a Santo Agostinho, cuja memória litúrgica se celebra neste 28 de agosto.

Nascido na Argélia, homem culto e de pensamento aguçado, o Bispo de Hipona foi capaz de se colocar em discussão, escrevendo páginas memoráveis do Cristianismo.

De coração a coração

Movido pelo coração e pelo amor, buscava de maneira irrequieta a Verdade. Passados séculos de sua morte, em 430 D.C., quem lê uma de suas célebres obras, as Confissões, é capaz de encontrar as próprias interrogações, o estado de ânimo diante dos eventos da vida, os conflitos aparentemente insolúveis entre fé e razão.

“Quando alguém lê as Confissões, explica o agostiniano descalço padre Gabriele Ferlisi, sente que Agostinho lhe empresta as palavras e pensa: ‘Mas eu também sinto isso.’ E isto porque Agostinho falava de coração a coração.”

Santo Agostinho, modelo para os jovens

Tendo vivido o drama da busca de sentido e de verdade, o filho de Santa Mônica é particularmente próximo aos jovens de hoje.
“Agostinho encoraja os jovens à busca”, afirma ainda padre Gabriele – e os convida a jamais colocar um ponto final em seus resultados, a serem honestos diante da Verdade e a aceitá-la uma vez reconhecida”.

Buscar com o desejo de encontrar e encontrar com o desejo de continuar buscando (De Trinitate 9,1,1): é uma das máximas mais conhecidas de Agostinho, que exorta a jamais desistir da busca de Deus.

Mas qual foi o motor da conversão de Agostinho? Padre Gabriele Ferlisi explica: “O grande ideal que tocou o coração de Agostinho e que o próprio santo propõe aos outros é o encontro com Cristo, Aquele que satisfaz todos os desejos do coração humano”.

31 de agosto de 2018 at 5:50 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

Nós, cristãos, não temos um produto para vender, mas uma vida para comunicar.

A oração é a primeira obra missionária de todo cristão, e é também a mais eficaz.
28 de ago de 2018: Se o Senhor lhe deu riquezas, é para fazer em seu nome muitas boas obras para os outros.

Queridas mães, como Santa Mônica, nunca desanimem, rezem incansavelmente por seus filhos.

A bênção de Deus desça sobre todas as suas famílias, para que elas possam experimentar o amor e o perdão.
Peço à nossa Bem-aventurada Mãe que interceda pela cura de todas as pessoas que sofreram abusos de qualquer tipo e confirme cada membro da família cristã no decidido propósito de nunca mais permitir que se verifiquem tais situações.
«Não haverá verdadeiramente nada de precioso que possa durar? Nem mesmo o amor?» O amor é o sonho de Deus para nós e para a família humana inteira. Por favor, nunca o esqueçais!
O nosso mundo precisa duma revolução de amor! Que esta revolução comece por vós e pelas vossas famílias!

A família é ícone de Deus: a aliança entre um homem e uma mulher gera vida e comunhão.

31 de agosto de 2018 at 5:36 Deixe um comentário

Santo Agostinho – 28 de agosto

“Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheça como sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga”.

 

 

30 de agosto de 2018 at 5:44 Deixe um comentário

Papa recorda viagem à Irlanda: o ideal é a família unida, não a separação!

Audiência Geral de 29 de agosto

Audiência Geral de 29 de agosto

Na catequese da Audiência Geral, Francisco falou da alegria de participar do Encontro Mundial das Famílias e da “dor e amargura” ao enfrentar o escândalo dos abusos na Igreja.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

A Praça São Pedro voltou a acolher os peregrinos para a Audiência Geral, passados os dias mais tórridos do verão.

Como faz habitualmente depois de uma viagem apostólica, o Papa Francisco dedicou sua catequese aos principais momentos de sua visita à Irlanda, realizada nos dias 25 e 26 de agosto.

O sonho de Deus

O motivo que o levou a Dublin foi o Encontro Mundial das Famílias: “A minha presença era, sobretudo, confirmar as famílias cristãs em sua vocação e missão”, disse Francisco.

O sonho de Deus para toda a família humana é a unidade, a harmonia e paz, recordou o Papa, e Ele chama as famílias a participar deste sonho, fazendo do mundo uma casa onde ninguém se sinta “sozinho, indesejado ou excluído”.

Pontos de luz

O Pontífice definiu como “pontos de luz” os testemunhos de amor conjugal oferecidos por casais de todas as idades. Foi assim na Catedral, no centro dos frades capuchinhos que acolhe casais em situação de vulnerabilidade, na vigília no estádio Dublin, em que falaram famílias que sofreram com as guerras, os vícios, inclusive tecnológicos, e foram renovadas pelo perdão. Foram ressaltados o valor da comunicação entre as gerações e o papel específico que cabe aos avós para consolidar os laços familiares e transmitir a fé.

“Hoje, é difícil dizer, parece que os avós incomodam. Nessa cultura do descarte, eles são deixados de lado. Mas eles são a sabedoria, a memória das famílias. Por favor, não descartem os avós, que sejam sempre próximos aos netos.”

Irlanda do Norte

Na programação da visita, estava prevista também uma etapa no Santuário mariano de Knock. “Ali, na capela construída no local da aparição de Nossa Senhora, confiei à sua proteção materna todas as famílias, em especial as irlandesas. Embora a minha viagem não incluísse uma visita à Irlanda do Norte, dirigi uma saudação cordial ao seu povo e encorajei o processo de reconciliação, pacificação, amizade e cooperação ecumênica.”

Dor e amargura

Mas além da alegria, a visita à Irlanda enfrentou um elemento de “dor e amargura” pelo sofrimento causado no país por várias formas de abusos na Igreja.

“ O encontro com alguns sobreviventes deixou um sinal profundo; e várias vezes pedi perdão ao Senhor por esses pecados, pelo escândalo e o sentimento de traição provocado. ”

O Papa louvou o percurso de purificação e de reconciliação empreendido pelos bispos irlandeses com aqueles que sofreram abusos, e as normas severas adotadas com a ajuda das autoridades nacionais.

Renovação

No encontro com os Bispos, o Papa pediu a eles que, com a honestidade e a coragem, inaugurem uma estação de renovação da Igreja na Irlanda.

“Na Irlanda há fé, são pessoas de fé, com grandes raízes. Mas há poucas vocações ao sacerdócio”, disse Francisco, rezando uma Ave-Maria com os fiéis na Praça para pedir a Nossa Senhora que envie “sacerdotes santos” à Irlanda.

Ideal da família

Francisco então concluiu definindo o Encontro Mundial das Famílias uma experiência profética.

“Nós esquecemos as muitas famílias que vão avante com fidelidade, pedindo perdão recíproco quando há problemas. Hoje é moda ver nas revistas, nos jornais, os casais que se divorciaram, se separaram. Por favor, isso é ruim! Eu respeito cada um, devemos respeitar todas as pessoas, mas o ideal não é o divórcio, a separação, a destruição da família, mas a família unida. Esse é o ideal!”

O Papa exortou então os fiéis a se prepararem para o próximo Encontro Mundial das Famílias, que se realizará em Roma em 2021.

Rezar pela Criação

No final da Audiência, o Pontífice saudou os estudantes do Colégio Pio Brasileiro de Roma e recordou que no próximo sábado, 1° de setembro, celebra-se o quarto Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, realizado em união com os ortodoxos e a adesão de outras comunidades cristãs.

“Na mensagem deste ano, desejo chamar a atenção para a questão da água, bem primário a ser tutelado e colocado à disposição de todos”, disse Francisco, convidando todos os fiéis a se unirem em oração pela nossa casa comum.

30 de agosto de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Martírio de São João Batista

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V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Logo ao nasceres não trazes mancha,
João Batista, severo asceta,
mártir potente, do ermo amigo,
grande Profeta.

De trinta frutos uns se coroam.
A fronte de outros o dobro cinge;
Tua coroa, dando três voltas,
os cem atinge.

Assim cingido de tanto mérito,
retira as pedras do nosso peito,
torto caminho, chão de alto e baixo,
torna direito.

Faze que um dia, purificados,
vindo a visita do Redentor,
possa em noss’alma, que preparaste,
seus passos pôr.

A vós, Deus Único, o céu celebra,
Trino em pessoas canta também.
Mas nós na terra, impuros, pedimos
perdão. Amém.

Salmodia

Ant. 1 O Senhor estendeu sua mão
e tocou minha boca e meus lábios;
fez de mim o profeta dos povos.

Fonte: Liturgia das Horas

29 de agosto de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Santo Agostinho, rogai por nós!

Aurélio Agostinho nasceu, no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. Era o primogênito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos, como santa Mônica, no dia 27 de agosto.

Mônica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. Aliás, ela até adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio que diz que “a luz não pode ficar oculta”, ela entendeu que Agostinho era essa luz.

Aos dezesseis anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato.

Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor dedicava-se à poesia e à filosofia.

Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração. Assim, passou a assistir aos seus sermões.

Primeiro, seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação; depois, pelo conteúdo filosófico e doutrinário. Aos poucos, a pregação de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu, passando a combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram. Foi batizado, junto com o filho Adeodato, pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de 387. Portanto, com trinta e três e quinze anos de idade, respectivamente.

Nessa época, Agostinho passou por uma grande provação: seu filho morreu. Era um menino muito inteligente, a quem dedicava muita atenção e afeto. Decidiu, pois, voltar com a mãe para sua terra natal, a África, mas Mônica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito distante de Roma. Depois do sepultamento da mãe, Agostinho prosseguiu a viagem, chegando a Tagaste em 388.

Lá, decidiu-se pela vida religiosa e, ao lado de alguns amigos, fundou uma comunidade monástica, cujas Regras escritas por ele deram, depois, origem a várias Ordens, feminina e masculina. Porém o então bispo de Hipona decidiu que “a luz não devia ficar oculta” e convidou Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente. Para tanto ele consagrou Agostinho sacerdote e, logo após a sua morte, em 397, Agostinho foi aclamado pelo povo como novo bispo de Hipona.

Por trinta e quatro anos Agostinho foi bispo daquela diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade, foi definido como o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo.

Sua obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos, entre eles sua autobiografia, “Confissões”, e “Cidade de Deus”.

Depois de uma grave enfermidade, morreu amargurado, aos setenta e seis anos de idade, em 28 de agosto de 430, pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal.

Em 725, o seu corpo foi transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na igreja São Pedro do Céu de Ouro, próximo do local de sua conversão.

Santo Agostinho recebeu o honroso título de doutor da Igreja e é celebrado no dia de sua morte.

Fonte: Rede Século 21

28 de agosto de 2018 at 5:59 Deixe um comentário

Frases sobre Oração

1-São João Maria Vianney: “Meus filhos, vós tendes um coração pequeno, mas a oração torna-o maior e capaz de amar a Deus”.

2-São João Crisóstomo: “É mais aceitável a Deus a oração recomendada pela caridade do que aquela que é motivada pela necessidade”.

3-Papa Emérito Bento XVI: “A oração não é somente o respiro da alma, mas para usar uma imagem, é também o oásis de paz no qual podemos tirar a água que alimenta nossa vida espiritual e transforma nossa existência”.

4-Santa Teresa de Ávila: “O Senhor sempre dá oportunidade para oração quando a queremos ter.”

5-São João Maria Vianney: “A oração é um antegosto do céu, um escoamento do paraíso, que nos enche de doçura”.

6-Papa Francisco: “Se a oração não é corajosa, não é cristã.:

7-São João Crisóstomo: “Na verdade, entras no coro dos anjos, és companheiro dos arcanjos e cantas junto dos serafins… Não fazes oração aos homens, mas a Deus”.

8-Papa Emérito Bento XVI: “Na oração, nós abrimos, então, a nossa alma ao Senhor a fim que Ele venha habitar em nossa fraqueza, transformando-a em força para o Evangelho”.

9-Santo Afonso Maria de Ligório: “Quem reza se salva e quem não reza se condena”.

10-Papa Francisco: “A oração cristã nasce da fé em Jesus e segue sempre com a fé, para além das dificuldades”.

11-Santo Agostinho: “Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua”.

12-Santa Teresinha: “Para mim a oração é um impulso do coração, um simples olhar para o Céu, um grito de gratidão e amor no meio da provação como no meio da alegria”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

28 de agosto de 2018 at 5:39 Deixe um comentário

De volta da Irlanda, a oração do Papa a Nossa Senhora e a Santa Mônica

Papa em oração a Nossa Senhora e Santa Mônica

Após rezar diante do ícone mariano de Salus Popoli Romani, Francisco visitou o túmulo de Santa Mônica, no dia em que a Igreja recorda a mãe de Santo Agostinho.

Cidade do Vaticano

Na manhã desta segunda-feira (27/08), o Papa Francisco foi até a Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma, para agradecer a Nossa Senhora pelo bom êxito de sua visita à Irlanda.

O gesto de levar flores a Nossa Senhora e depositá-las diante da imagem de Salus Popoli Romani (salvação do povo romano) antes e depois das viagens apostólicas já virou uma tradição.

Desde o início do seu pontificado, Francisco repetiu este gesto 61 vezes. Só este ano de 2018, foram cinco visitas à basílica liberiana.

Santa Mônica

Ao deixar Santa Maria Maior, o Papa visitou o túmulo de Santa Mônica, no dia em que a Igreja celebra sua memória litúrgica.

O túmulo se encontra na Basílica de Santo Agostinho, sempre no centro de Roma.

27 de agosto de 2018 at 18:12 Deixe um comentário

Oração a Santa Mônica

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Modelo de Esposas e de Mães cristãs

Ó Esposa e Mãe exemplar, Santa Mônica :
Tu que experimentaste as alegrias e as dificuldades da vida conjugal; Tu que conseguiste levar à fé teu esposo Patrício, homem de caráter desregrado e irascível;

Tu que choraste tanto e oraste dia e noite por teu filho Agostinho e não o abandonaste mesmo quando te enganou e fugiu de ti.

Intercede por nós, ó grande Santa, para que saibamos transmitir a fé em nossa família; para que amemos sempre e realizemos a paz.

Ajuda-nos a gerar nossos filhos também à vida da Graça; conforta-nos nos momentos de tristeza e alcança-nos da Santíssima Virgem, Mãe de Jesus e Mãe nossa, a verdadeira paz e a Vida Feliz. Amém

Santa Mônica, rogai por nós.

Fonte: Site dos Agostinianos

27 de agosto de 2018 at 5:55 Deixe um comentário

Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum – O que torna impuro o homem – São Marcos 7, 1-8.14-15.21-23 – Dia 02 de setembro

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Marcos 7, 1-8

” 1.Os fariseus e alguns dos escribas vindos de Jerusalém tinham se reunido em torno dele. 2.E perceberam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. 3.(Com efeito, os fariseus e todos os judeus, apegando-se à tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos; 4.e, quando voltam do mercado, não comem sem ter feito abluções. E há muitos outros costumes que observam por tradição, como lavar os copos, os jarros e os pratos de metal.) 5.Os fariseus e os escribas perguntaram-lhe: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos impuras? 6.Jesus disse-lhes: Isaías com muita razão profetizou de vós, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. 7.Em vão, pois, me cultuam, porque ensinam doutrinas e preceitos humanos (29,13). 8.Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens.”

Marcos 7, 14-15

“14.Tendo chamado de novo a turba, dizia-lhes: Ouvi-me todos, e entendei. 15.Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem.”

Marcos 7, 21-23

“21.Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos, 22.adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez.

 

REFLEXÃO

“O Senhor clemente e cheio de misericórdia nos reúne em sua casa para nos alimentar com a Palavra e a Eucaristia. Ele nos ajuda a discernir o que é real mandamento seu do que é tradição humana. Neste primeiro domingo do mês dedicado à Bíblia, celebremos a sabedoria de Deus, a qual nos instrui a guardar seus ensinamentos e exprimir nossa vivência religiosa por meio de práticas solidárias, especialmente em favor dos mais desassistidos”. (Liturgia Diária)

Marcos 7, 1-8

O Padre Nilo Luza disse assim: “Depois de vários domingos, voltamos ao Evangelho de Marcos – o Evangelho próprio do tempo comum deste ano. A página evangélica de hoje apresenta um debate entre Jesus, os fariseus e os legistas (poder judiciário daquele tempo) sobre algumas tradições em confronto com a Palavra de Deus. As tradições ou preceitos humanos são válidos enquanto não desviam do mandamento divino, enquanto ajudam a observar a Palavra de Deus e não impedem a concretização do Reino”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Podemos entrever nas reações dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior. Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua atuação: Esta maneira de pensar – admoesta Jesus – é ingênua e míope. A injustiça, fruto do mal , não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista:”Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl. 51,7). (30 de Outubro de 2009)

“O que torna impuro não é tanto o que entra na pessoa, mas o que sai do coração. Pois é do coração do homem e da mulher que brotam as más intenções, que provocam os males às pessoas e à sociedade. Portanto, a relação com Deus não depende da observância de normas, e sim da atitude para com os outros”. (Dia a Dia Ed. Paulus))

Marcos 7, 14-15.21-23

O Padre Eduardo Dougherty disse que “o verdadeiro culto nasce no interior do coração. Este reconhece as maravilhas que Deus fez aos homens, inquieta-se na procura e na execução da vontade de Deus, sente-se comprometido em compartilhar o amor que recebeu de Deus, sentindo-se invadido pelo mesmo amor de Deus aos homens, principalmente os mais necessitados, abandonados. A religião de Jesus estava intimamente unida à ação. Não era um complexo de ritos e fórmulas inventado por homens; era o cumprimento de sua vontade e a vivência de seu amor”.

“A verdadeira religião não passa, portanto, pelo cumprimento de regras externas, que regulam o que o homem come ou não come; mas passa por uma autêntica conversão do coração, que leve o homem a deixar a vida velha e a transformar-se num Homem Novo, que assume e que vive os valores do Reino”. (Site dos  Dehonianos)

Conclusão:

“A preocupação com as regras externas de “pureza” é uma preocupação estéril, que não toca com o essencial – o coração do homem; pode até servir para distrair o crente do essencial, dando-lhe uma falsa segurança e uma falsa sensação de estar em regra com Deus. A verdadeira preocupação do crente deve ser moldar o seu coração, a fim de que os seus sentimentos, os seus desejos, os seus pensamentos, os seus projetos, as suas decisões se concretizem, no dia a dia, na escuta atenta dos desafios de Deus e no amor aos irmãos”.  (Site dos  Dehonianos)

Oração:

“Senhor, quem há de morar em vosso tabernáculo? Quem habitará em vossa montanha santa? O que vive na inocência e pratica a justiça, o que pensa o que é reto no seu coração, cuja língua não calunia; o que não faz mal a seu próximo, e não ultraja seu semelhante. O que tem por desprezível o malvado, mas sabe honrar os que temem a Deus; o que não retrata juramento mesmo com dano seu, não empresta dinheiro com usura, nem recebe presente para condenar o inocente. Aquele que assim proceder jamais será abalado.” (Salmo 14, 1-5)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito  Santo

27 de agosto de 2018 at 5:32 Deixe um comentário

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