Archive for março, 2011

O Cego de Nascença – ( Jo 9, 1-41) – Reflexão

A doença sempre foi motivo de sofrimento para homens e mulheres. Tanto que umas das coisas mais desejadas por todos é a saúde. Há doenças que nos deixam tristes, desanimados e, até perdemos a fé em Deus e a esperança da cura. Mas Deus quer nos curar, quer nos libertar do mal. Deus levantou a serpente de bronze no deserto e curou o povo que lá estava: “Com isso, mostráveis a vossos inimigos, que sois vós que livrais de todo mal”. ( Sb 16, 8 ) O Papa Bento XVI, quando ainda era Cardeal Ratzinger disse: “Entre os sofrimentos, os provocados pela doença são uma realidade constantemente presente na história humana, tornando-se, ao mesmo tempo, objeto do profundo desejo do homem de se libertar de todo o mal”.

Como vemos na passagem do Evangelho do Cego de Nascença, nem toda doença tem sua raiz no pecado. Os discípulos perguntaram a Jesus sobre o Cego de Nascença: “Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego”? (V.2) Ao que Jesus respondeu: “Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus”. Jesus Cristo, através da cura do Cego de nascença, dá a conhecer aos homens seu poder e sua misericórdia. O Papa João Paulo II ensinou: “Jesus realizou o estrepitoso milagre da cura do cego de nascença para demonstrar a Sua divindade e a consequente necessidade de serem recebidas a Sua Pessoa e a Sua mensagem”.

São inúmeras as curas e os milagres realizados por Jesus e narrados nos Evangelhos. O Senhor diz através de São Lucas: “Ora, naquele momento Jesus havia curado muitas pessoas de enfermidades, de doenças e de espíritos malignos e dado a vista a muitos cegos”. ( 7, 21) O Papa João Paulo II lembrou que: “No tempo da Sua vida terrena, Jesus mostrou especial solicitude para com os enfermos e curou toda a espécie de doenças”. A cura dos doentes sempre foi uma parte importante da missão de Jesus. Quando João Batista enviou dois dos seus discípulos para perguntar a Jesus se era Ele o Messias: “És tu o que há de vir ou devemos esperar por outro”? ( Lc 7, 20) Jesus disse-lhes: “Ide anunciar a João o que tendes visto e ouvido: os cegos veem, os cochos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho…” ( Lc 7, 22) Jesus continua curando e fazendo milagres em nossos dias, pois “ Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade”.(Hb 13, 8 ) Basta crer e confiar.

Jesus Cristo curou o cego da seguinte maneira: ao perceber que aquele homem era cego, Jesus ”cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego”. ( V. 6) Depois pediu que o cego se lavasse na piscina de siloé. “O cego foi, lavou-se e voltou vendo”.  (V.7) Jesus usou o lodo ( mistura de terra do chão com saliva) para curar o cego. Certamente o cego seria curado de qualquer jeito, pois Jesus é poderoso para nos curar por um simples olhar. Mas nós pobres pecadores damos valor e cremos com mais facilidade naquilo que nossos sentidos experimentam.  O Papa Bento XVI deu explicação sobre o significado dos elementos que Jesus usou para curar o cego: “Este gesto alui a criação do homem, que a Bíblia narra com o símbolo da terra plasmada e animada pelo sopro de Deus (Gn 2, 7). “Adão”, de fato, significa “barro”, e o corpo humano é composto de elementos da terra. Curando o homem cego, Jesus realiza uma nova criação”.

A Palavra de Deus diz: “O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não o reconheceu”.( Jo 1, 9-10) Mesmo diante do milagre realizado por Jesus ao curar o cego de nascença, os fariseus não creram em Jesus.( V. 15-16) Não creram n’Aquele que é a luz e que pode nos tirar de todo tipo de escuridão. Sobre esse fato disse assim o Papa João Paulo II: “Para quem encontra Jesus, não há meios termos: ou se reconhece necessitado d’Ele e da sua luz, ou passa sem Ele. Neste último caso, uma certa soberba impede tanto o que se julga justo diante de Deus, como o que se considera ateu, de se abrir à conversão autêntica”.

Jesus Cristo não só cura a cegueira física, mas também a cegueira espiritual. O Papa Bento XVI esclareceu sobre a cegueira espiritual: “…deixemo-nos curar por Jesus, que pode doar-nos a luz de Deus! Confessemos as nossas cegueiras, as nossas miopias, e sobretudo as que a Bíblia ( Sl 18, 14) chama a grande falta: o orgulho”.

A nossa conversão passa necessariamente pela cura da nossa cegueira espiritual. As trevas interiores e que nos deixam cegos são os nossos próprios pecados.  E os nossos pecados nos impedem de enxergar a Verdade e de nos deixarmos libertar por ela ( Jo 8, 32). “Jesus é verdadeiramente Deus, que, do mesmo modo que pode imediatamente dar vista a um cego, pode mais ainda dar a vista à alma, pode abrir os olhos interiores para conhecerem as Verdades supremas que dizem respeito à natureza de Deus e ao destino do homem. Por isso, a cura física do cego, que é depois causa da sua fé, torna-se símbolo da conversão espiritual”, ensinou o Papa João Paulo II.

Jesus disse aos seus discípulos: “… enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”. (V.5) Jesus é a luz e só Ele pode nos tirar das trevas do pecado, da falta do conhecimento de Deus e nos fazer entender o projeto de salvação que o Senhor tem para cada um de nós. A Palavra diz: “Falou-lhes outra vez Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. ( Jo 8, 12) Ao sermos batizados somos convidados a ser luz no  mundo. Luz que vem de Cristo e que deve se espalhar e iluminar tudo ao nosso redor.

Vejamos o que nos disse o Papa João Paulo II sobre ser luz no mundo: “Sede luz também vós na vossa paróquia, na vossa Cidade, na vossa Pátria! Sede luz, com a frequência assídua e convicta à Santa Missa dominical e festiva; sede luz eliminando escrupulosamente as obscenidades, as blasfémias, a leitura de jornais impuros e revistas, a vista de espetáculos prejudiciais; sede luz com o exemplo contínuo da vossa bondade e da vossa fidelidade em toda a parte, mas especialmente no ambiente privilegiado da família, recordando-vos que “a luz dá origem a tudo o que é bondade, justiça e verdade”

Após a cura do cego, houve muitos questionamentos por parte dos fariseus e de algumas pessoas do lugar. Principalmente por Jesus ter curado um cego num dia de sábado e mais ainda por ter curado um cego de nascença. Chamaram os pais do cego para confirmar a cura. ( V. 18-21) Muitas vezes duvidamos da cura e do  milagre que Jesus faz em nossa vida e não reconhecemos que foi o Senhor quem nos curou.  Depois que expulsaram o que era cego daquele lugar, por ter sido curado por Jesus e proclamado essa cura, Jesus foi ao encontro desse homem e “perguntou-lhe: Crês no Filho do Homem?  ( V. 34-35)  Respondeu ele: Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele? Disse-lhe Jesus: Tu o vês, é o mesmo que fala contigo! Creio, Senhor, disse ele. E, prostrando-se, o adorou”. (V. 36-38)

Quaresma é tempo de pedir ao Senhor para renovar a graça do Espírito Santo derramado em nosso batismo, como no Evangelho de domingo passado da Samaritana, em que Jesus ofereceu-lhe a Água Viva. É também o momento em que nós recordamos o sofrimento e a glória de Jesus Cristo, com Sua Morte e Ressurreição. Assim disse São Paulo: “Fomos, pois, sepultados com Cristo na sua morte pelo Batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova”. ( Rm 6, 4)

Há nessa leitura do Evangelho dois elementos significativos da cerimônia batismal: a profissão de fé, que devemos renovar nesse tempo, como o cego de nascença curado: “Creio, Senhor! ( V. 38); e a luz de Cristo que ilumina a vida deste homem a partir da cura da cegueira. O Papa Bento XVI orienta: “No Batismo somos libertados das trevas do mal e recebemos a luz de Cristo para viver como filhos da luz”. E o Papa continua: ”O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como filho da luz”.

Vamos concluir essa reflexão com as palavras do Papa João Paulo II: “A Quaresma constitui aquele tempo feliz em que pode cada um de nós, de modo especial, passar através da zona de luz. Luz potente, luz intensa, provém do Cenáculo, do Getsémani, do Calvário e enfim do Domingo da Ressurreição. Na luz pascal, na luz da Ressurreição, abre-se mais claramente o caminho para vencer o pecado e chegar à expiação, ao arrependimento, à remissão”.

Oremos:

Com São Paulo: “Rogo ao Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê um espírito de sabedoria que vos revele o conhecimento dele; que ilumine os olhos do vosso coração, para que compreendais a que esperança fostes chamados, quão rica e gloriosa é a herança que Ele reserva aos santos.” ( Ef 1, 17-18)

Com o Papa Bento XVI: “Pedimos que, através dos olhos, não entre em nós o mal, falsificando e manchando assim o nosso ser. Mas queremos rezar principalmente para ter olhos que vejam tudo o que é verdadeiro, esplendoroso e bom; a fim de nos tornarmos capazes de ver a presença de Deus no mundo. Pedimos para vermos o mundo com olhos de amor, com os olhos de Jesus, reconhecendo assim os irmãos e irmãs que precisam de nós, que estão à espera da nossa palavra e da nossa ação”.

Com o Círculo Bíblico desta semana: “Ó Deus, hoje vos bendizemos pela luz do batismo que ilumina nossa vida. Se ainda há cegueira em nós, queremos ser curados para ver as maravilhas que realizais em favor do vosso povo e distinguir o caminho que devemos seguir. Ajudai-nos a sair do nosso egoísmo tenebroso e buscar a luz esplendente do amor. Queremos caminhar como filhos da luz, ver os outros como vossos filhos e nossos irmãos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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31 de março de 2011 at 22:30 1 comentário

O Cego de Nascença – ( Jo 9, 1-41)

1.Caminhando, viu Jesus um cego de nascença. 2. Os seus discípulos indagaram dele: Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego? 3. Jesus respondeu: Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus. 4. Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar. 5. Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. 6. Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego. 7. Depois lhe disse: Vai, lava-te na piscina de Siloé (esta palavra significa emissário). O cego foi, lavou-se e voltou vendo. 8. Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar perguntavam: Não é este aquele que, sentado, mendigava? 9. Respondiam alguns: É ele. Outros contestavam: De nenhum modo, é um parecido com ele. Ele, porém, dizia: Sou eu mesmo. 10. Perguntaram-lhe, então: Como te foram abertos os olhos? 11. Respondeu ele: Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo. 12. Interrogaram-no: Onde está esse homem? Respondeu: Não o sei. 13. Levaram então o que fora cego aos fariseus. 14. Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. 15. Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo. 16. Diziam alguns dos fariseus: Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda sábado. Outros replicavam: Como pode um pecador fazer tais prodígios? E havia desacordo entre eles. 17. Perguntaram ainda ao cego: Que dizes tu daquele que te abriu os olhos? É um profeta, respondeu ele.   18. Mas os judeus não quiseram admitir que aquele homem tivesse sido cego e que tivesse recobrado a vista, até que chamaram seus pais.   19. E os interrogaram: É este o vosso filho? Afirmais que ele nasceu cego? Pois como é que agora vê?   20. Seus pais responderam: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego. 21. Mas não sabemos como agora ficou vendo, nem quem lhe abriu os olhos. Perguntai-o a ele. Tem idade. Que ele mesmo explique. 22. Seus pais disseram isso porque temiam os judeus, pois os judeus tinham ameaçado expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo.   23. Por isso é que seus pais responderam: Ele tem idade, perguntai-lho.   24. Tornaram a chamar o homem que fora cego, dizendo-lhe: Dá glória a Deus! Nós sabemos que este homem é pecador.   25. Disse-lhes ele: Se esse homem é pecador, não o sei… Sei apenas isto: sendo eu antes cego, agora vejo.   26. Perguntaram-lhe ainda uma vez: Que foi que ele te fez? Como te abriu os olhos?   27. Respondeu-lhes: Eu já vo-lo disse e não me destes ouvidos. Por que quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, tornar-vos também seus discípulos?…   28. Então eles o cobriram de injúrias e lhe disseram: Tu que és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés.   29. Sabemos que Deus falou a Moisés, mas deste não sabemos de onde ele é. 30. Respondeu aquele homem: O que é de admirar em tudo isso é que não saibais de onde ele é, e entretanto ele me abriu os olhos. 31. Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade.   32. Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença.   33. Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada.   34. Responderam-lhe eles: Tu nasceste todo em pecado e nos ensinas?… E expulsaram-no.   35. Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: Crês no Filho do Homem? 36. Respondeu ele: Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele? 37. Disse-lhe Jesus: Tu o vês, é o mesmo que fala contigo! 38. Creio, Senhor, disse ele. E, prostrando-se, o adorou. 39. Jesus então disse: Vim a este mundo para fazer uma discriminação: os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos. 40. Alguns dos fariseus, que estavam com ele, ouviram-no e perguntaram-lhe: Também nós somos, acaso, cegos?… 41. Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado, mas agora pretendeis ver, e o vosso pecado subsiste.

31 de março de 2011 at 17:50 Deixe um comentário

Os Dez Mandamentos

Oi, Crianças!

Vimos que Jesus morreu na cruz

Para nos salvar.

E tudo isso porque pecamos.

Vocês se lembram do vídeo de Adão e Eva,

Que fala sobre o pecado?!

Então, precisamos amar uns aos outros.

Quando não amamos ou amamos pouco,

Acabamos praticando o mal.

E praticar o mal é pecado.

Por isso Deus deu a Moisés

Os 10 Mandamentos da Lei (Êxodo 20),

Para nos ensinar a amar.

É muito importante obedecer aos Mandamentos.

Vejam quais são os 10 Mandamentos:

1°) AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

2°) NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO

3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA

4°) HONRAR PAI E MÃE

5°) NÃO MATAR

6°) NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE

7°) NÃO ROUBAR

8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO

9°) NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO

10°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

Jane Amábile

31 de março de 2011 at 2:26 Deixe um comentário

LAUDES – QUARESMA

 Ó CRISTO, SOL DE JUSTIÇA,

BRILHAI NAS TREVAS DA MENTE.

COM FORÇA E LUZ REPARAI

A CRIAÇÃO NOVAMENTE.

DAI-NOS NO TEMPO ACEITÁVEL,

UM CORAÇÃO PENITENTE,

QUE SE CONVERTA E ACOLHA

O VOSSO AMOR PACIENTE.

A PENITÊNCIA TRANSFORME

TUDO O QUE EM NÓS HÁ DE MAL.

É BEM MAIOR QUE O PECADO

O VOSSO DOM SEM IGUAL.

UM DIA VEM, VOSSO DIA,

E TUDO ENTÃO REFLORESCE.

NÓS, RENASCIDOS DA GRAÇA,

EXULTAREMOS EM PRECE.

A VÓS TRINDADE CLEMENTE,

COM TODA A TERRA ADORAMOS,

E NO PERDÃO RENOVADOS

UM CANTO NOVO CANTAMOS.

30 de março de 2011 at 12:08 Deixe um comentário

Evangelho é fonte para enfrentar desafios na família, diz Papa

“Não podemos permanecer indiferentes” diante dos ataques que atingem hoje a família, célula fundamental da sociedade, disse o Papa Bento XVI em mensagem enviada nesta segunda-feira, 28, ao encontro realizado em Bogotá, Colômbia, que reuniu os bispos responsáveis pelas Comissões episcopais da Família e da Vida na América Latina e no Caribe.

O bem da família é um dos principais valores dos povos da América Latina, mas muitas famílias, salienta o Santo Padre, sofrem por causa de muitas “situações muitas vezes provocadas por mudanças culturais, instabilidades sociais, fusões migratórias, pobreza, programas educacionais que banalizam a sexualidade e falsas teologias”.

É no Evangelho, destaca Bento XVI, que se encontra a luz para responder a estes fenômenos. “É dele que recebemos diligência e entusiasmo para acompanhar as famílias na descoberta do projeto de amor que Deus tem para nós”, disse.

O Papa enfatizou que nenhum esforço será inútil para que as famílias – fundadas na união indissolúvel entre um homem e uma mulher – levem sempre sua missão de ser célula viva da sociedade, berço de virtudes, escola de convivência construtiva e pacífica, instrumento de concórdia e âmbito privilegiado no qual acolher a vida e protegê-la desde seu inicio até seu fim natural.

O Pontífice ressaltou também a importância de continuar animando os padres em seu direito e obrigação fundamental de educar as novas gerações na fé e nos valores que dignificam a existência humana.

Aparecida foi o tema da segunda parte da mensagem lida pelo presidente do Pontifício Conselho para a Família, Cardeal Ennio Antonelli. Para o Papa, o evento de 2007 é fonte de estímulo para as Pastorais Matrimonial e Familiar. “A Igreja conta com os lares cristãos e os chama a ser verdadeiros atores da evangelização e do apostolado, convidando-os a conscientizar-se de sua valorosa missão no mundo”, enfatizou o Santo Padre.

Neste sentido, Bento XVI exortou os participantes da reunião a refletirem sobre as grandes linhas pastorais definidas pelos episcopados em Aparecida, a fim de que a família possa vivenciar um profundo encontro com Cristo através da escuta de sua Palavra, da oração, da vida sacramental e da prática da caridade. Para isso, frisou o Papa, é preciso incrementar a formação de todos os que, de uma forma ou de outra, se dedicam à evangelização das famílias.

Expressando seu afeto e solidariedade a todas as famílias da América Latina e do Caribe, especialmente as que estão em condição difícil, Bento XVI concedeu sua bênção apostólica a todos os presentes e aos engajados com a evangelização e a promoção do bem das famílias. (canção nova)

29 de março de 2011 at 13:13 Deixe um comentário

Eis o tempo de conversão

28 de março de 2011 at 12:17 Deixe um comentário

A Samaritana (São João 4, 5-42) – Reflexão

Podemos refletir o Evangelho de São João capítulo 4, versículos de 5 a 42, partindo de alguns pontos:

1-O encontro de Jesus com a Samaritana – Os Evangelhos narram muitos episódios de pessoas que tiveram suas vidas transformadas para sempre ao encontrar-se com Jesus Cristo. Ter um encontro pessoal com Cristo é ter sempre a certeza da cura, da libertação, da salvação, de uma vida nova. Com a Samaritana não foi diferente. O encontro com Jesus no Poço de Jacó mudou radicalmente a vida da Samaritana ( v.7).“Uma característica comum a todas estas narrações é a força transformadora que encerram e manifestam os encontros com Jesus, visto que desencadeiam um autêntico processo de conversão, comunhão e solidariedade. E um dos encontros mais significativos é o da Samaritana”, ensinou o Papa João Paulo II. “Tudo mudou para ela naquele dia, graças ao encontro com o Senhor Jesus, que a deixou abalada a ponto de abandonar a bilha de água e correr para contar às pessoas da aldeia: “Vinde ver um homem que me disse tudo quanto fiz. Não será Ele o Messias?” (v. 28-29), disse assim o Papa Bento XVI.

2- Jesus veio salvar a todos – Embora houvesse uma  rivalidade entre os samaritanos e os judeus por causa de suas convicções religiosas, por exemplo: os samaritanos adoravam a Deus no monte e os judeus no templo: “Nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar” ( v. 20); Jesus não se deteve ante essas diferenças e  aproximou-se da Samaritana para oferecer-lhe uma vida nova, pela Água do Espírito.  Jesus é o Salvador de todos os povos. Ele morreu pelo pecado da humanidade inteira, não só por um único povo. Na Epístola a Timóteo, Paulo ensina que Deus ”deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem que se entregou como resgate por todos”.( 1, 4-6)

3-O Espírito Santo é a Água Viva que mata a nossa sede de Deus – Bento XVI diz: “Se há uma sede física indispensável para viver nesta terra, existe no homem também uma sede espiritual que só Deus pode satisfazer”. “Jesus provoca na Samaritana essa sede espiritual, pedindo a ela a água do Poço de Jacó: “Dá-me de beber”. (v.7) O Catecismo esclarece: “Jesus tem sede, seu pedido vem das profundezas do Deus que nos deseja”. “Deus tem sede de que nós tenhamos sede dele”. (2560 ) O Papa Bento XVI continua a nos ensinar: “Em cada pessoa há uma necessidade inata de Deus e da salvação que só Ele pode satisfazer.  Uma sede de infinito que só pode ser saciada com a água que Jesus oferece, a água viva do Espírito”.  O Salmo 41,2-3 proclama: “Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó Meu Deus.  Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo…”

A resposta da Samaritana coloca barreiras entre ela e Jesus, mas Ele não se detém diante disso: ”Sendo tu judeu, como pedes de beber a mim, que sou samaritana!” (v.9) Jesus insiste com a Samaritana e conosco também hoje: “Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva”.( v. 10) Jesus é o Messias, o Salvador, portanto o único que tem poder de enviar o Espírito Santo, para sermos batizados.  São João Batista profetiza sobre Jesus: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado. Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo e no fogo”. ( Mc  1, 7-8)

4-Jesus revela à Samaritana que é o Messias – O Papa João Paulo II disse que quando Jesus revela ”à Samaritana a própria messianidade  (v. 26),ela sente-se movida a ir anunciar aos seus conterrâneos a descoberta do Messias” (v. 28-30) E o Papa Bento XVI confirma: “Quando o Senhor conquista o coração da Samaritana, a sua existência transforma-se e ela vai imediatamente sem hesitações comunicar a boa nova ao seu povo” (v. 29). Assim também nós somos chamados como batizados a anunciar o Evangelho a todos quanto pudermos.  As pessoas hoje estão cada vez mais sedentas de Deus, em razão de estarmos vivendo numa época materialista e consumista.  D. Franc Rodé disse assim: “O anúncio de Jesus Cristo, a “Boa Nova” da salvação, do amor, da justiça e da paz, nem sempre é fácil de acolher no mundo atual. Contudo o homem, hoje, tem necessidade como nunca do Evangelho, da fé que salva, da esperança que ilumina, da caridade que se faz doação”.

5-Jesus liberta a Samaritana – O Papa Bento XVI disse: ”A mulher samaritana vivia a insatisfação existencial, de quem ainda não encontrou aquilo que procura: havia tido “cinco maridos” e, naquele momento, convivia com outro homem”. Jesus revela a Samaritana o seu pecado e a faz refletir sobre sua vida. Jesus toca em seu coração: “Ele me disse tudo quanto tenho feito”.  ( v. 39)  A revelação do Senhor é sempre libertadora, pois Jesus veio “para anunciar aos cativos a redenção”.( Lc 4, 10)

6-Os Verdadeiros Adoradores adoram Jesus Eucarístico– Jesus fez a vontade do Pai todo o tempo: “O mundo saberá que amo o Pai e faço como o Pai me ordenou” (Jo 14,31). Jesus disse a seus discípulos quando estes lhe deram a comida: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra”.(v.34) ). Graças à obediência do Senhor, a salvação veio até nós. A morte de Jesus na cruz, o seu Corpo transpassado e seu Sangue derramado é motivo de toda nossa adoração e louvor. O Catecismo diz (606): ”É por isso que Jesus se entregou a si mesmo por nossos pecados, segundo a vontade de Deus” (Gl 1,4). “Graças a esta vontade é que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo” (HB 10,10).

O Papa Bento XVI ensina que: “A Eucaristia é muito mais do que um rito, é expressão do «novo culto», dos que podem, em Cristo, adorar a Deus em espírito e verdade”. (v.23) Com efeito, « na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo ». Os verdadeiros adoradores são os que adoram a Sagrada Eucaristia e fazem a vontade do Senhor no dia-a-dia de suas vidas. É o próprio Jesus Cristo quem diz à Samaritana: ”Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja.  Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade”.( v. 23-24)

7-Um é o que semeia outro é o que ceifa – (v.37)- Jesus nos ensina como proclamar a boa nova da salvação. Alguns evangelizadores semeiam a Palavra de Deus e, outros já colhem os frutos dessa semeadura. Disse Jesus a seus discípulos: “-Um é o que semeia outro é o que ceifa – (v.37-38)-  Jesus nos chama a jogar a semente em todos os campos. As redes sociais (site, blog, twitter, facebook…) são lugares propícios para o anunciador da boa nova nos dias de hoje. O Papa Bento XVI é um grande incentivador desse tipo de evangelização: “ Somos chamados a anunciar, neste campo também ( rede social), a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição” ( Ef 1, 10). A Samaritana anunciou e testemunhou o encontro que teve com o Senhor e conseguiu reunir muitas pessoas ao redor de Jesus para ouvi-lo: “ Muitos foram os samaritanos daquela cidade que creram nele por causa da palavra da mulher, que lhes declarara: Ele me disse tudo quanto tenho feito”: (v.39) Imagine o que se pode fazer  então com as novas descobertas  tecnológicas onde a mensagem do Evangelho pode ser enviada simultaneamente para o mundo inteiro…

Concluímos essa reflexão recordando as palavras dos samaritanos sobre Jesus: “- Este verdadeiramente é o Salvador do mundo”( v.42)

Testemunho

No dia 02 \ 04 \ 10 iniciamos o Blog “Ide e Anunciai”, impulsionadas pela constante motivação do Papa Bento XVI, que pede à Igreja Católica para aproveitar os espaços disponíveis na Rede Social para levar a Palavra de Deus para o mundo inteiro.  ( Mc 16, 15-18) Temos buscado semear  a  Palavra, dentro de nossas possibilidades e limitações, através desse Blog e, aguardamos humildemente que a Igreja colha num futuro próximo, os frutos desse trabalho de evangelização. Esperamos com fé o cumprimento das palavras de Jesus: “Um é o que semeia outro é o que ceifa”. ( Jo 4, 37)

Oração

Vamos orar com o Papa Bento XVI a Maria Santíssima: “Que também nós abramos o coração à escuta confiante da palavra de Deus para encontrar, como a Samaritana, Jesus que nos revela o seu amor e nos diz: o Messias, o teu salvador “sou Eu, que falo contigo” (v. 26). Que nos traga este dom Maria, primeira e perfeita discípula do Verbo feito carne”.

Senhor Jesus, renove em nós o Espírito Santo para sermos anunciadores da Sua Palavra e verdadeiros adoradores, como deseja o Pai. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

25 de março de 2011 at 8:50 4 comentários

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