Archive for junho, 2012

Oração de cura para o casal

Senhor Jesus, sejamos nós, pela vossa graça e os sagrados laços do matrimônio, curados e libertos, a todo o instante, de todo o mal, sobretudo daqueles males que ameaçam os casais cristãos e atormentam as suas famílias. Na força renovadora do amor e do perdão, sejamos instrumentos de cura e libertação um para o outro, para nossas famílias, comunidades e para quem o Senhor colocar no nosso caminho. Amém.

Padre Márlon Múcio

30 de junho de 2012 at 18:51 1 comentário

Angelus de Bento XVI – 29/06/2012

 

Queridos irmãos e irmãs,


Celebramos com alegria a solenidade litúrgica dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, uma festa que acompanha a história de mais de dois mil anos do povo cristão. Eles são chamados colunas da Igreja nascente.
Testemunhas distintas da fé, eles expandiram o Reino de Deus com seus diversos dons e, no exemplo do Mestre divino, selaram com sangue sua pregação evangélica. 

O martírio deles é sinal de unidade da Igreja, como disse Santo Agostinho: “Um só dia é consagrado à festa dos dois apóstolos. Mas também eles eram uma coisa só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, eram uma coisa só. Pedro precede, Paulo segue” (Disc. 295, 8: PL 38, 1352).

Do sacrifício de Pedro são sinais eloquentes a Basílica Vaticana e esta Praça, tão importantes para o cristianismo. Também do martírio de Paulo restam traços significativos na nossa cidade, especialmente a Basílica a ele dedicada na Via Óstia. Roma traz escrito na sua história os sinais da vida e da morte gloriosa do humilde pescador da Galiléia e do apóstolo dos povos, que justamente os escolheram como Protetores.

Fazendo memória ao luminoso testemunho deles, nós recordamos o início venerável da Igreja que em Roma crê e prega o anúncio de Cristo Redentor. Mas os Santos Pedro e Paulo brilham não só no céu de Roma, mas no coração de todos os que creem e que, iluminados pelos seus ensinamentos e exemplos, em cada parte do mundo, andam sobre o caminho da fé, da esperança e da caridade.

Neste caminho de salvação, a comunidade cristã, sustentada pela presença do Espírito do Deus vivo, sente-se encorajada a prosseguir forte e serena sobre a estrada da fidelidade a Cristo e do anúncio do Seu Evangelho aos homens de cada tempo.

Neste fecundo itinerário espiritual e missionário se coloca também a concessão do Pálio aos Arcebispos Metropolitanos que cumpri nesta manhã na Basílica. Um rito sempre eloquente que põe em destaque a íntima comunhão dos Pastores com o Sucessor de Pedro e o profundo vínculo que nos liga à tradição apostólica.

Trata-se de um duplo tesouro de santidade, no qual se fundam juntamente a unidade e a catolicidade da Igreja: um tesouro precioso a se redescobrir e se viver com renovado entusiasmo e constante empenho.

Queridos peregrinos, aqui reunidos de toda parte do mundo! Neste dia de festa, rezemos com a expressão da Liturgia oriental: “Louvados sejam Pedro e Paulo, essas duas grandes luzes da Igreja; eles brilham no firmamento da fé”.

Neste clima, desejo direcionar um pensamento particular à delegação do Patriarcado de Constantinopla que, como todos os anos, veio fazer parte destas nossas celebrações tradicionais.

Que a Virgem Santa conduza todos os que creem em Cristo até a conquista da plena unidade!

 

Fonte: Site Vaticano

30 de junho de 2012 at 9:00 Deixe um comentário

O Batismo de Jesus

29 de junho de 2012 at 8:24 Deixe um comentário

Frases de Santo Afonso Maria de Ligório – Bispo e doutor da Igreja – 01 de Agosto

“Que perfeição queres tu encontrar porventura sem a oração? Esta é a bela escola, em que se aprende a bela ciência dos Santos. Tantos estudos… tantas erudições, tantas línguas, tantas ciências diversas, são boas,… podem servir… Mas sobretudo é necessária a bela ciência dos Santos, a ciência de amar a Deus, que não se estuda nos livros, não; estuda-se diante do Crucifixo, diante do Santíssimo Sacramento”.

“Quem ora, com certeza que se salva”.

“Deus é o objeto principal da esperança cristã».

“Não há meio mais necessário e mais eficaz para vencer as tentações contra a virtude angélica do que o recurso imediato a Deus pela oração”.

Jesus sacramentado é a fonte aberta a todos, onde sempre que queremos podemos lavar nossas almas de todas as manchas dos pecados que cometemos a cada dia”.

“Este Senhor está sobre nossos altares, como em um trono de amor e de misericórdia, para distribuirmos infinitas graças”.

“A comunhão espiritual consiste no desejo ardente de receber a Jesus Sacramentado e num trato amoroso como se já o houvéssemos recebido”.

“Nenhuma língua é suficiente para declarar a grandeza do amor que Jesus tem a qualquer alma que está em graça”.

“Maria é o porto dos que naufragam, consolo do mundo, resgate dos cativos, alegria dos enfermos”.

“O Rosário é a homenagem mais agradável à Mãe de Deus”.

“Não convém a uma misericórdia tão grande como a vossa esquecer-se de uma miséria tão grande como a nossa”.

28 de junho de 2012 at 13:24 4 comentários

O Senhor É Rei!!! – Pe.Marcelo Rossi

27 de junho de 2012 at 17:49 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – São Mateus 16, 13-19 – Evangelho da Missa do Dia 1° de Julho

13. Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? 14. Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. 15. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16. Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! 17. Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Há nessa passagem do Evangelho um diálogo entre Jesus e seus discípulos na localidade de Cesareia de Filipe, que fica perto das fontes do rio Jordão, na fronteira com a terra judaica, que marcou para sempre a vida da Igreja e especialmente a vida de Pedro.  O Beato João Paulo II disse que esse fato é “importante não só para a história de Pedro, mas também, em certo sentido, para a história de Paulo, para a história da Igreja e do Cristianismo, para a história da salvação”.

 “No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?”

O Beato João Paulo II disse: “Fazendo de certo modo um primeiro balanço da sua missão, Jesus pergunta aos discípulos o que pensam « os homens » acerca d’Ele, tendo ouvido como resposta: « Uns [dizem] que é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas » (Mt 16,14). Uma consideração certamente elevada, mas ainda distante — e muito! — da verdade.  O povo chega a pressentir a dimensão religiosa, absolutamente excepcional, deste Rabbi, cujas palavras o deixa fascinado, mas ainda não consegue colocá-Lo acima dos homens de Deus que apareceram ao longo da história de Israel. Ora, Jesus é realmente muito mais”.

“E vós quem dizeis que eu sou?”

Jesus Cristo não queria saber somente a opinião das outras pessoas, mas principalmente saber o que seus discípulos diziam dele (Jesus). O Papa Bento XVI disse: “Mas para Jesus não era suficiente a resposta do ter ouvido dizer. Daqueles que aceitaram comprometer-se pessoalmente com Ele pretende uma tomada de posição pessoal. Por isso insiste: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mc 8, 29).

O Beato João Paulo II disse também:  “É precisamente este passo sucessivo de conhecimento, que diz respeito ao nível profundo da sua pessoa, que Ele espera dos « seus »: « Vós, quem dizeis que Eu sou? » (Mt 16,15).

“Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!”

O Catecismo (424) da Igreja ensina: “Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos a respeito de Jesus: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16).  Foi sobre o rochedo desta fé, confessada por Pedro, que Cristo edificou a sua Igreja”.

O Papa Bento XVI ensina: “Com as suas palavras Pedro começa a profissão da fé cristológica da Igreja e torna-se também o intérprete dos outros Apóstolos e também de nós, crentes de todos os tempos. Isto não significa que já tivesse compreendido o mistério de Cristo em toda a sua profundidade. A sua fé ainda estava no início, uma fé a caminho; teria chegado à verdadeira plenitude apenas mediante a experiência dos acontecimentos pascais. Mas contudo já era fé, aberta à realidade maior — aberta sobretudo porque não era fé em algo, era fé em Alguém: n’Ele, Cristo”.

“Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus”.

O Beato João Paulo II disse também que a profissão de fé de Pedro “não foi o resultado da lógica humana do pescador de Betsaída, ou a expressão de uma sua particular perspicácia, ou ainda o efeito de uma sua moção psicológica; mas sim fruto misterioso de uma autêntica revelação do Pai celeste”.

E o Beato disse em outro momento que “Cristo vê a alma do Apóstolo, que confessa. Abençoa a obra do Pai nesta alma. A obra do Pai atinge o intelecto, a vontade e o coração, independentemente da «carne» e do «sangue»; independentemente da natureza e dos sentidos. A obra do Pai, mediante o Espírito Santo, atinge a alma do simples homem, do pescador da Galileia. A luz interior proveniente desta obra encontra expressão nas palavras: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo “(V. 16).

“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.  Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

O Papa João Paulo I disse que “Jesus muda o nome de Simão em Pedro, significando com isso a colação de uma especial missão; promete-lhe que há-de edificar sobre ele a própria Igreja, a qual não será vencida pelas forças do mal ou da morte; e comete-lhe as chaves do reino de Deus, nomeando-o assim responsável máximo da sua Igreja, e dá-lhe o poder de interpretar autenticamente a lei divina. Perante estes privilégios, ou para dizer melhor, perante estas tarefas sobre-humanas confiadas a Pedro”.

Santo Agostinho ensinou: “Pedro por natureza era simplesmente um homem; por graça, era um cristão; e por uma graça ainda mais abundante, era um e, ao mesmo tempo, o primeiro dos Apóstolos”.

“Simão, meu apóstolo, eu constituí-te fundamento da Santa Igreja. Eu chamei-te de antemão Pedro porque tu hás-de suster todos os edifícios; tu és o superintendente daqueles que edificarão a Igreja sobre a terra;… tu és a nascente da fonte, à qual se vai haurir a minha doutrina; tu és o chefe dos meus apóstolos; … eu dei-te as chaves do meu reino”. (Santo Efrém)

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Beato João Paulo II: “Encontramo-nos no ponto-chave da Economia Divina. Deus dá o Seu Filho e ao mesmo tempo Deus revela o Seu Filho primeiramente a Pedro que antes se chamava Simão, e era filho de Jonas e irmão de André, e depois — a seu tempo — a Paulo, que antes se chamava Paulo de Tarso. Graças ao poder desta revelação do Filho por parte do Pai, Pedro, que acreditou e confessou a sua fé, deve ser «pedra». E Eu te digo: Tu és Pedro, «a pedra», e «sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno nada poderão contra ela» (Mt. 16, 18). Graças ao poder da mesma revelação do Filho por parte do Pai, Paulo, que acreditou e confessou a sua fé em Cristo com o mesmo fervor de espírito, com que antes perseguira os confessores de Cristo, devia tornar-se «o instrumento escolhido» para levar o nome do Senhor perante os pagãos” ( AT 9, 15).

Há outra reflexão postada em 1° de Julho de 2011, sobre esse mesmo Evangelho.

Oração

Pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI:

1-      Deus, Pastor e Guia de todos os fiéis, olhai com benevolência para o vosso servo o nosso Santo Padre, o Papa Bento XVI que quisestes colocar à frente de vossa Igreja. Concedei-lhe, nós Vos suplicamos, a graça de a edificar com suas palavras e seu exemplo. E que, desta maneira, chegue um dia à vida eterna com todos os que lhe foram confiados. Assim seja.

2-      Pai Santo, Vós que sois o Senhor de todas as gentes e de todo o Universo, olhai para o nosso Santo Padre, o Papa Bento XVI, escolhido por vós como Timoneiro desta Santa Igreja, que tanto sofre por causa dos constantes ataques do inimigo, para que ele consiga prosseguir na elaboração de Vossos planos e ser sempre o guardião fiel de vossos segredos, a fim de que nossa Santa Igreja seja sempre protegida e salva das mãos inimigas!

3-      Pai Santo, derramai luzes sobre a Santa Igreja, Fortaleza e Discernimento sobre o Santo Padre! Cuidai dele e protegei-nos sempre, para que também possamos ser Igreja fiel, e seguidora das orientações deste nosso Pastor.Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

26 de junho de 2012 at 11:57 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Evangelho da Missa da Vigília do dia 30 de Junho – São João 21, 15-19

15. Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 16. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 17. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. 18. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. 19. Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me!

 

Texto extraído do Prefácio da missa da vigília da solenidade de são Pedro e são Paulo: “Hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos são Pedro e são Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração”.

O Beato João Paulo II disse que “ao longo dos séculos os sucessores dos Apóstolos, guiados pelo Espírito Santo, continuaram a reunir o rebanho de Cristo e a conduzi-lo para o Reino dos céus, conscientes de poder assumir uma responsabilidade tão grande apenas “por Cristo, com Cristo e em Cristo”.

 “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?”

Amar as ovelhas é amar a Cristo – O Beato João Paulo II disse que Jesus não pergunta a Pedro “quais são os seus talentos, os seus dons, as suas competências. Nem sequer pergunta àquele que pouco antes O tinha traído, se de agora em diante Lhe será fiel, se já não vai vacilar. Pergunta-lhe a única coisa que conta, a única que pode dar fundamento a um chamamento:  tu amas-Me? Hoje, Cristo dirige a mesma pergunta a cada um de vós:  tu amas-Me? Não vos pergunta se sabeis falar às multidões, se sabeis dirigir uma organização, se sabeis administrar um patrimônio. Pede-vos que O ameis bem. O resto virá como conseqüência”.

“Apascenta os meus cordeiros”

Santo Agostinho disse: “Se Me amas, não penses em apascentar-te a ti mesmo, mas sim as minhas ovelhas: apascenta-as como minhas,  não como tuas; procura nelas a minha glória e não a tua; a minha propriedade e não a tua; os meus interesses e não os teus; não sejas daqueles que nos tempos de perigo só se amam a si mesmos e tudo o que deriva deste princípio, que é a raiz de todo o mal. Os que apascentam as ovelhas de Cristo não se amem a si mesmos; não as apascentem como próprias, mas como de Cristo”.

“Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?”

O Beato João Paulo II disse: “Cristo perguntou-lhe três vezes «Amas-me?» e Pedro três vezes deu resposta afirmativa. Ainda que à terceira vez Pedro se tenha entristecido (Jo. 21, 17), como nota o Evangelista. Alguns pensam na causa possível desta dor, e supõem que ela se encontra na tríplice negação, recordada a Pedro pela terceira pergunta de Cristo. Seja como for, depois da terceira resposta em que Pedro não só garantiu o seu amor,  mas apelou humildemente para o que o próprio Cristo sabia a este propósito Senhor, Tu sabes que Te amo” (V.15).

“Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo”

O Papa Bento XVI disse assim: “Recordemos sempre que para cada Pastor a condição do seu serviço é o amor a Cristo, ao qual nada deve ser anteposto. “Simão, filho de João, amas-me tu?”. Que a pergunta de Jesus a Pedro ressoe continuamente no nosso coração e suscite, sempre nova e comovida, a nossa resposta: “Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que te amo”. É deste amor a Cristo que brota a missão: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21, 16-17).

“Outro te cingirá e te levará para onde não queres”

O Beato João Paulo II disse que Pedro “via o crescimento da causa do Evangelho nas almas, mas também todas as inquietações, as perseguições e as ameaças — começando já desde Jerusalém, quando Pedro foi encarcerado por ordem de Herodes, até à última, em Roma, quando se repetiu a mesma coisa em seguida à ordem de Nero. Mas da primeira vez foi libertado pelo Senhor por meio do Seu Anjo, ao passo que desta já não. Provavelmente completou-se suficientemente, com a vida e o ministério de Pedro, a medida terrena do amor prometido ao Mestre. Podia-se cumprir também esta seguinte parte das palavras então pronunciadas: … outro te cingirá e te levará para onde tu não queres (Jo. 21, 18).

“Segue-me!”

O chamado à vida sacerdotal – O Beato João Paulo II disse: “Nessa admirável obra não deseja Cristo, porém, estar e influir sozinho, mas quer associar a si colaboradores — homens escolhidos dentre os homens em favor doutros homens (Cfr. Heb 5, 1) — que chama com “vocação” especial de amor, reveste dos Seus poderes sagrados e envia como apóstolos ao mundo, para eles continuarem, sempre e em toda a parte, até ao fim dos séculos, a Sua missão salvífica”.

A Palava diz:  “Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação; não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho. E, quando aparecer o supremo Pastor recebereis a coroa imperecível de glória” . (I Pedro 5, 2-4)

O Papa Bento XVI disse assim: “Ser sacerdote, na Igreja, significa entrar nesta auto-doação de Cristo, mediante o Sacramento da Ordem, e entrar totalmente nela. Jesus doou a vida por todos, mas de modo particular consagrou-se por aqueles que o Pai já lhe tinha confiado, para que fossem consagrados na verdade, isto é, n’Ele, e pudessem falar e agir em seu nome, representá-lo, prolongar os seus gestos salvíficos: partir o pão da vida e perdoar os pecados”.

O Santo Padre, sucessor de Pedro, conduz a Igreja

O Papa Leão XIII disse que “a Igreja propõe-se como fim a salvação eterna das almas; e, nesse intuito, é tal a sua constituição que ela abrange na sua extensão a humanidade inteira e não é circunscrita por limite algum nem de temo, nem de lugar. “Pregai o Evangelho a toda criatura” (Mt 16, 15). A essa imensa multidão de homens o próprio Deus deu chefes com o poder de governá-los. À testa deles propôs um só de quem quis fazer o maior e o maior seguro mestre da verdade, e a quem confiou as chaves do reino dos céus (Pedro)”.

Do Beato João Paulo II: “Desde o início do Pontificado, os meus pensamentos, as minhas orações e as minhas ações foram animadas por um único desejo:  testemunhar que Cristo, Bom Pastor, está presente e age na sua Igreja. Ele está continuamente à procura de todas as ovelhas perdidas, para as reconduzir ao redil e atar-lhes as feridas; curar a ovelha débil e doente e proteger a que é forte”.

Os Apóstolos São Pedro e São Paulo

O Papa Bento XV I disse que “desde o início, portanto, a tradição cristã considerou Pedro e Paulo inseparáveis um do outro, embora cada um tenha tido uma missão diferente a cumprir: Pedro, em primeiro lugar, confessou a fé em Cristo, e Paulo obteve o dom de poder aprofundar a sua riqueza. Pedro fundou a primeira comunidade dos cristãos provenientes do povo eleito, e Paulo tornou-se o Apóstolo dos pagãos. Com carismas diversos trabalharam por uma única causa: a construção da Igreja de Cristo”.

Santo Agostinho ensinou: “Um só dia é consagrado à festa dos dois apóstolos. Mas também eles eram um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, eram um só. Pedro precedeu, Paulo seguiu… Celebremos pois este dia de festa, consagrado a nós pelo sangue dos apóstolos”.

São Leão Magno comentou: “Dos seus méritos e das suas virtudes, superiores a quanto se possa dizer, nada devemos pensar que os oponha, nada que os divida, porque a eleição os tornou semelhantes, a fadiga e o final, iguais”.

Conclusão

Concluímos com as palavras do Papa Bento XVI: “Apascenta as minhas ovelhas”, diz Cristo a Pedro, e a mim, neste momento. Apascentar significa amar, e amar quer dizer também estar prontos para sofrer. Amar significa:  dar às ovelhas o verdadeiro bem, o alimento da verdade de Deus, da palavra de Deus, o alimento da sua presença, que ele nos oferece no Santíssimo Sacramento”.

Oração

Oremos com o Círculo Bíblico: Hoje queremos vos louvar com os apóstolos Pedro e Paulo, tetemunhas qualificadas do evangelho e colunas da Igreja. Ajudai-nos, Senhor, a responder com fidelidade ao vosso chamado e ser testemunhas do vosso amor e do vosso perdão. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Rezemos pela vida e missão do Papa Bento XVI, sucessor de São Pedro. Que o Senhor o proteja e o conduza. Que maria Santíssima guarde-o dentro de seu manto de Mãe do Salvador e da Igreja.

Rezemos por todos os pastores da Igreja para que respondam sempre com fidelidade e amor ao chamado feito por Jesus Cristo: Segue-me.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

25 de junho de 2012 at 10:12 Deixe um comentário

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