Archive for outubro, 2018

O Sínodo continua: unidos contra os ataques do Mal

2016-07-30 Veglia Giovani giornata mondiale della gioventu Jovens, esperança da Igreja

Depois do Sínodo, ressoa com força o apelo do Papa para continuar a rezar pela Igreja, a caminhar juntos, levando o Evangelho ao mundo, enquanto o demônio acusa e divide: “é aquele que nos divide e nos separa de Deus”

Cidade do Vaticano

Papa Francisco convidou a rezar o Terço no mês de outubro, invocando Nossa Senhora e São Miguel Arcanjo, para pedir a Deus que proteja a Igreja dos ataques do demônio. E no discurso de encerramento dos trabalhos sinodais, recomendou: “Continuemos a fazê-lo”, porque “é um momento difícil”, o Grande Acusador – referindo-se ao demônio – se aproveita dos pecados dos filhos da Igreja para atacar a “Santa Mãe Igreja”. Os filhos estão sujos, mas a Mãe é Santa, “não deve ser sujada”. “Este é o momento de defender a Mãe; e se defende a Mãe do Grande Acusador com a oração e a penitência”.

As acusações contra a Igreja se tornam “perseguição”, como acontece com os cristãos do Oriente, mas “há outro tipo de perseguição, com acusações contínuas para sujar a Igreja. A Igreja não deve ser sujada, nós filhos somos todos sujos”, os filhos são pecadores, “mas a Mãe não, devemos defendê-la, todos, e por isso eu pedi para todos rezarem o Terço neste mês de outubro, todos os dias, pela unidade da Igreja” . “A Mãe deve ser defendida com oração e penitência”.

Os ataques ao Papa e os “insensatos Gálatas”

Portanto o sínodo concluiu-se, mas continua. Cada vez mais somos chamados a “caminhar juntos” – este é o significado da palavra “sínodo” – unidos a Cristo e ao seu Vigário, principalmente neste momento tão difícil para a Igreja. Unidos na alegria e nos sofrimento, na esperança e no testemunho. Unidos na escuta recíproca e na oração. Reparados do Mal sob o manto da Mãe de Deus. O Diabo é aquele que nos divide e nos separa de Deus. Esse é o grande testemunho dos que pensam em salvar a Igreja atacando o Papa.

Ainda hoje ressoa a antiga advertência de São Paulo sobre os “Os insensatos Gálatas”: convertidos ao cristianismo tinham sido convencidos de que a salvação viria através da lei. É a tentação de sempre, a idolatria da lei que dá segurança.

“ Mas os que seguem cegamente a lei, na realidade não a obedecem, porque seguem fielmente as normas recebidas – e no fundo para si mesmos, pensando em se salvar graças à observância de tais normas – e se afastam dos que a entregaram”

Perde o espírito da lei, perde a humanidade da lei, perde o rosto amoroso do autor da lei, Deus: pensando em obedecê-lo.

A ilusão de se considerar fiéis a Deus

Todo o drama dos opositores do Papa encontra-se aqui: sem sabê-lo, estão se opondo a Jesus, que continua a escandalizar os fariseus de todos os tempos, salvando e curando, gratuitamente, por pura misericórdia. Jesus caminha entre nós e passa com a sua graça: para acolhê-la não se pode parar (Lc 13, 1-35). O amor precisa de movimento, caminha, como Abraão que pela fé deixou sua terra sem saber onde ir. A fé cristã não é uma religião do Livro, de uma lei escrita, muda, imóvel (Catecismo da Igreja Católica, 108), mas é a religião da Palavra de Deus, uma Palavra viva que continua a falar, diz coisas novas, que antes não entendíamos, está sempre em movimento. É Jesus. Que deve ser seguido. Para que não ficássemos limitados à lei e afastados d’Ele, Jesus nos deu um homem, frágil como nós, frágil como Pedro, como seu Vigário.

“ Seguir o Papa é um ponto de referência, estável mas dinâmico, para continuar a seguir Jesus ”

O Demônio quer romper esta ligação para nos separar do Redentor, Aquele que doa a verdadeira liberdade de amar. Eis o engano diabólico: trabalhar para o diabo acreditando estar ao serviço de Deus.

A beleza de caminhar juntos

O Sínodo acabou, mas continua. Nos chama a testemunhar todos os dias a alegria do encontro com Jesus. A beleza da unidade, no caminhar juntos, unidos ao Papa, na escuta do Espírito Santo, repelindo as tentações daquele que quer dividir e acolhendo com fé a oração de Jesus ao Pai “para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti” (Jo 17, 21).

31 de outubro de 2018 at 5:50 Deixe um comentário

Audiência: não amar é o primeiro passo para matar

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Como na semana passada, Francisco aprofundou a quinta palavra do Decálogo: ‘não matarás’, recordando que aos olhos de Deus a vida humana é preciosa, sagrada e inviolável.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Cerca de 20 mil fiéis participaram esta quarta-feira (17/10) da Audiência Geral na Praça São Pedro.

Sob um céu nublado, o Papa fez a alegria dos peregrinos passando de papamóvel entre a multidão antes de pronunciar a sua catequese, dando prosseguimento ao ciclo sobre os 10 mandamentos.

Como na semana passada, Francisco aprofundou a quinta palavra do Decálogo: ‘não matarás’, recordando que aos olhos de Deus a vida humana é preciosa, sagrada e inviolável.

Desprezar é matar

Jesus no Evangelho revela um sentido ainda mais profundo para este Mandamento: a ira, o insulto e o desprezo contra um irmão é uma forma de assassinato. “Nós estamos acostumados a insultar. Isso faz mal, é uma forma de matar a dignidade de uma pessoa. Seria belo se este ensinamento de Jesus entrasse na mente e no coração. Não insultar mais ninguém: seria um bom propósito. Para Jesus, se você despreza, insulta e odeia, isso é homicídio.”

Quando vamos à missa, prosseguiu o Papa, deveríamos ter esta atitude de reconciliação com as pessoas com as quais tivemos problemas. “Mas às vezes falamos mal das pessoas enquanto esperamos o sacerdote. Isso não é possível. Vamos pensar na importância do insulto, do desprezo, do ódio. Jesus os insere na linha do assassinato.”

Para aniquilar uma pessoa, portanto, basta ignorá-la.

“ A indiferença mata. É como dizer ao outro: você é um morto para mim, porque você o matou em seu coração Não amar é o primeiro passo para matar; e não matar é o primeiro passo para amar. ”

De fato, desprezar o irmão é fazer como Caim que, quando Deus lhe perguntou onde estava seu irmão Abel, respondeu: “Por acaso sou guardião do meu irmão?” “Somos sim os guardiões dos nossos irmãos, somos guardiões uns dos outros!”, respondeu o Pontífice.

A vida humana necessita de amor, disse ainda o Papa, reiterando que o amor autêntico é o que Cristo nos mostrou, isto é, a misericórdia. Não matar é incluir, valorizar, perdoar.

Não podemos viver sem o amor que perdoa, que acolhe quem nos fez mal. Nenhum de nós sobrevive sem misericórdia, todos necessitamos do perdão. Não basta “não fazer nada de mal”, do homem se exige mais, ele deve fazer o bem, significa viver segundo o Senhor Jesus, que deu a vida por nós e por nós ressuscitou.

“Uma vez, repetimos todos juntos uma frase de um santo sobre isto: não fazer mal é coisa boa, mas não fazer o bem não é bom. Precisamos sempre fazer o bem, ir além”, disse ainda Francisco.

Eis então que a Palavra “não matarás” se torna um apelo essencial: é um apelo ao amor.

31 de outubro de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Dia Mundial das Missões: juntamente com os Jovens, levemos o Evangelho a todos

O tema da Mensagem do Papa para este 92° Dia Mundial das Missões 2018 é “Juntamente com os Jovens, levemos o Evangelho a todos”!O tema da Mensagem do Papa para este 92° Dia Mundial das Missões 2018 é “Juntamente com os Jovens, levemos o Evangelho a todos”!

O objetivo do mês missionário, que este ano tem como tema “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz”, é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta no Dia Mundial das Missões, no próximo domingo, 21 de outubro.

Manoel Tavares – Cidade do Vaticano

Realizou-se, na manhã desta sexta-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a coletiva de apresentação do Dia Mundial das Missões, que será celebrado no próximo domingo, dia 21.

Tomaram a palavra o Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos; Dom Giampiero Dal Toso, Presidente das Pontifícias Obras Missionárias; e Padre Fabrizio Meroni, Secretário Geral da Pontifícia União Missionária e Diretor da Agência Fides.

O tema da Mensagem do Papa para este 92° Dia Mundial das Missões 2018 é “Juntamente com os Jovens, levemos o Evangelho a todos”!

Segundo a Mensagem do Papa, muitos jovens encontram, no voluntariado missionário, uma forma para servir aos “mais pequeninos”, promovendo a dignidade humana e testemunhando a alegria de amar e ser cristão.

Estas experiências eclesiais fazem com que a formação de cada um não seja apenas preparação para o seu bom êxito profissional, mas também para desenvolver e promover os seus dons, concedidos por Deus, para melhor servir aos outros.

Campanha Missionária 2018

O Mês de Outubro anima-nos na realização das atividades missionárias no Brasil e no mundo. Neste ano, em que as Pontifícias Obras Missionárias (POM) celebram 40 anos de atividades, lembramos a vida de tantos missionários que construíram a sua história.

O objetivo do mês missionário, que este ano tem como tema “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz”,  é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta no Dia Mundial das Missões, no próximo domingo, 21 de outubro.

Desde o início do seu pontificado, o Papa Francisco convida-nos a agir, sem medo e sem rigidez, mas com coragem e “dóceis” ao Espírito, para além das estruturas que nos asfixiam. Esta não deve ser uma Igreja burocrática e sim uma Igreja “em saída”, próxima das pessoas.

Neste espírito e em comunhão com a Campanha da Fraternidade de 2018 “Vós sois todos irmãos”, queremos viver juntos o grande projeto de Deus de construir a civilização do amor.

Mês extraordinário das Missões

O Santo padre aceitou a proposta da Congregação para a Evangelização dos Povos, de proclamar Outubro de 2019 como um Mês Missionário Extraordinário, com objetivo de “despertar, em medida maior, a consciência da Missão ad gentes e retomar, com novo impulso, a transformação missionária da vida e da pastoral.”

O “Mês extraordinário das Missões” tem como tema: “Batizados e Enviados: A Igreja de Cristo em missão no mundo”. Esta iniciativa, de grande importância eclesial, será composta de oração, testemunhos e reflexão sobre a centralidade da Missão ad gentes.

Com esta iniciativa, o Papa Francisco convida-nos a colocar a Missão ad gentes ao centro das celebrações do 100º aniversário da Carta Apostólica “Maximum Illud”, do Papa Bento XV.

Sínodo para a Amazônia

Na assembleia anual dos Diretores das Pontifícias Obras Missionárias, que se realizou em Roma, o Papa Francisco recordou que, em outubro de 2019, também se realizará o Sínodo dos Bispos para a Amazônia: “Espero que essa coincidência – disse – nos ajude a manter fixo o nosso olhar em Jesus Cristo, ao enfrentar problemas, desafios, riquezas e pobrezas; ajude-nos a renovar o compromisso de serviço ao Evangelho para a salvação dos homens e mulheres, que vivem naquelas terras. Rezemos para que o Sínodo para a Amazônia possa requalificar, evangelicamente, a missão naquela região tão sofrida, injustamente explorada e necessitada da salvação de Jesus”.

 

30 de outubro de 2018 at 5:41 Deixe um comentário

Frases sobre Santidade

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1-São João Paulo II: “Todos os crentes são chamados, graças ao Batismo, à santidade”.

2-Monsenhor Jonas Abib: “Todos somos chamados à santidade, qualquer um de nós, desde que fomos batizados”.

3-Papa Francisco: “Os santos são nossos irmãos e irmãs que acolheram a luz de Deus em seu coração e a transmitiram ao mundo, cada um segundo a própria ‘tonalidade”.

4-Papa Emérito Bento XVI: “Os Santos manifestam de diversas formas a presença poderosa e transformadora do Ressuscitado”.

5-A Palavra: “Vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo”. (Lv. 11,44)
 
6-
São João Paulo II: “O dever da animação missionária deve continuar a ser um compromisso sério e coerente de todo o baptizado e de cada Comunidade eclesial”.

7-A Palavra: “Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência”. (Colossenses 3, 12)

8-Papa Francisco:  “Jesus convida-nos a voltar às fontes da alegria, que são o encontro com Ele, a opção corajosa de arriscar para O seguir, o gosto de deixar tudo para abraçar o seu caminho. Os Santos percorreram este caminho”.

9-Monsenhor Jonas Abib: “Faz parte de nossa essência sermos santos. O estranho é continuarmos tíbios, medíocres”.

10-Papa Emérito Bento XVI: “A santidade tem por conseguinte a sua raiz última na graça baptismal, no sermos enxertados no Mistério pascal de Cristo, com o qual nos é comunicado o seu Espírito, a sua vida de Ressuscitado”.

11-A Palavra: “Que ilumine os olhos do vosso coração, para que compreendais a que esperança fostes chamados, quão rica e gloriosa é a herança que ele reserva aos santos”. (Efésios 1, 18) 

12-Papa Francisco: “Jesus explicou, com toda a simplicidade, o que é ser santo; fê-lo quando nos deixou as bem-aventuranças (Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23)”.

 

 

 

 

 

30 de outubro de 2018 at 5:39 Deixe um comentário

Solenidade de Todos os Santos e Santas – As Bem-Aventuranças- São Mateus 5, 1-12 – Dia 4 de Novembro

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“1.Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. 2.Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: 3.Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! 4.Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! 5.Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! 6.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! 7.Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! 8.Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! 9.Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! 10.Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! 11.Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. 12.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.”
Fonte: Bíblia Ave Maria

“Alegremo-nos no Senhor, celebrando a Solenidade de todos os Santos e Santas de Deus. Em comunhão com  a multidão dos que já vivem em plenitude  as bem-aventuranças, rezemos uns pelos outros, pois somos todos vocacionados à santidade. Felizes por seguir os passos de Jesus, invocamos aqueles que nos deixaram exemplos de fidelidade, amor e compromisso com o projeto do Pai”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse que “hoje é a festa daqueles que alcançaram a meta indicada por este mapa: não somente os santos do calendário, mas tantos irmãos e irmãs ‘da porta ao lado’, que talvez encontramos e conhecemos. É uma festa de família, de tantas pessoas simples e escondidas que realmente ajudam Deus a levar adiante o mundo. E há tantos também hoje!”. (1º\11\17)

“Para a sociedade moderna, felizes são os ricos, os poderosos, os bem de vida e os que podem consumir à vontade. Jesus, ao contrário, nos diz: felizes os pobres, os que choram, os mansos, os que tê fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os perseguidos por causa da justiça. Essas são as instâncias de felicidade propostas por Jesus para toda a humanidade, não apenas para alguns grupos específicos”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

O Papa Francisco disse assim: “São bem-aventurados os simples, os humildes que dão lugar a Deus, que sabem chorar pelos outros e pelos próprios erros, permanecem mansos, lutam pela justiça, são misericordiosos com todos, preservam a pureza do coração, trabalham sempre pela paz e permanecem na alegria, não odeiam e, mesmo quando sofrem, respondem ao mal com o bem. Eis as bem-aventuranças. Não requerem gestos extraordinários, não são para super-homens, mas para quem vive as provações e as fadigas de todos os dias”. (1º\11\17)

“Jesus oferece aos discípulos um panorama do Reino de Deus que Ele está implantando…Os pobres são pessoas que sofrem privações graves. No setor econômico: os que têm fome. No plano afetivo: os que choram. No plano social: os que são odiados e rejeitados pela sociedade injusta que recusa o projeto de Jesus”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Conclusão:

“Proclamadas por Jesus no inicio de sua missão, as bem-aventuranças são o retrato do maior dos bem-aventurados, o próprio Jesus. Elas definem em que consiste o Reino de Deus. O reino deste mundo, já o sabemos, esta assentado na injustiça com seus reflexos: opressão, ganancia, egoismo, falta de paz. O Reino de Deus, ao invés, é formado por pessoas pobres, isto é, desapegadas dos bens terrenos, que poem sua total confiança em Deus”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração:

“A Mãe de Deus, Rainha dos Santos e Porta do Céu, interceda pelo nosso caminho de santidade e pelos nossos queridos que nos precederam e já partiram para a Pátria celeste”. (Papa Francisco)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

29 de outubro de 2018 at 5:40 Deixe um comentário

Papa: ser testemunhas de Jesus, não doutrinaristas ou ativistas

Missa conclusiva do Sínodo dos Bispos presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São PedroMissa conclusiva do Sínodo dos Bispos presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São Pedro  (ANSA)

“Obrigado pelo vosso testemunho. Trabalhamos em comunhão e com ousadia, com o desejo de servir a Deus e ao seu povo. Que o Senhor abençoe os nossos passos, para podermos escutar os jovens, fazer-nos próximo e testemunhar-lhes a alegria da nossa vida: Jesus”: disse o Papa na Missa conclusiva do Sínodo.

Raimundo de Lima – Cidade do Vaticano

“Gostaria de dizer aos jovens, em nome de todos nós, adultos: desculpai, se muitas vezes não vos escutamos; se, em vez de vos abrir o coração, vos enchemos os ouvidos”: disse o Papa Francisco na homilia da missa na manhã deste XXX Domingo do Tempo Comum, celebrada na Basílica de São Pedro, no encerramento do Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens. Cerca de sete mil pessoas participaram da celebração.

Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco

Na homilia, o Pontífice concentrou-se no Evangelho do dia, que nos traz o episódio da cura do cego Bartimeu feita por Jesus, do qual em sua reflexão propôs algumas indicações aos padres sinodais e aos jovens para o caminho de fé da Igreja.

Três passos fundamentais no caminho da fé

Bartimeu é o último que segue Jesus ao longo do caminho: “de mendigo na margem da estrada para Jericó, torna-se discípulo que vai juntamente com os outros para Jerusalém. Também nós caminhamos juntos, ‘fizemos sínodo’ e agora este Evangelho corrobora três passos fundamentais no caminho da fé”: escutar, fazer-se próximo e testemunhar, apontou o Santo Padre.

Escutar

“O primeiro passo para ajudar o caminho da fé: escutar. É o apostolado do ouvido: escutar, antes de falar”, ressaltou. Referindo à atitude de muitos que estavam com Jesus, que repreenderam Bartimeu para que estivesse calado, disse que estes “seguiam Jesus, mas tinham em mente os seus projetos”, e que este é um risco do qual sempre devemos nos precaver.

Ao contrário, para Jesus, o grito de quem pede ajuda não é um transtorno que estorva o caminho, mas uma questão vital. Como é importante, para nós, escutar a vida! Os filhos do Pai celeste prestam ouvidos aos irmãos: não às críticas inúteis, mas às necessidades do próximo. Ouvir com amor, com paciência, como Deus faz conosco, com as nossas orações muitas vezes repetitivas. Deus nunca Se cansa, sempre Se alegra quando O procuramos. Peçamos, também nós, a graça dum coração dócil a escutar, exortou Francisco.

Dirigindo-se aos jovens, o Santo Padre disse com veemência:

“Como Igreja de Jesus, desejamos colocar-nos amorosamente à vossa escuta, certos de duas coisas: que a vossa vida é preciosa para Deus, porque Deus é jovem e ama os jovens; e que, também para nós, a vossa vida é preciosa, mais ainda necessária para se avançar.”

Fazer-se próximo

Depois da escuta, o Papa apontou um segundo passo para acompanhar o caminho da fé: fazer-se próximo.

Vejamos Jesus, disse, “que não delega em ninguém da ‘grande multidão’ que O seguia, mas encontra Ele pessoalmente Bartimeu. Diz-lhe: ‘Que queres que Eu faça por ti?’. (…) É assim que Deus procede, envolvendo-Se pessoalmente com um amor de predileção por cada um. Na sua maneira de proceder, ressalta já a sua mensagem: assim a fé germina na vida”. A fé passa para a vida.

“Quando a fé se concentra apenas em formulações doutrinárias, arrisca-se a falar apenas à cabeça, sem tocar o coração. E quando se concentra apenas na ação, corre o risco de tornar-se moralismo e reduzir-se ao social. Ao contrário, a fé é vida: é viver o amor de Deus que mudou a nossa existência. Não podemos ser doutrinaristas ou ativistas; somos chamados a levar para a frente a obra de Deus segundo o modo de Deus, na proximidade: unidos intimamente a Ele, em comunhão entre nós, próximo dos irmãos. Proximidade: aqui está o segredo para transmitir, não algum aspeto secundário, mas o coração da fé.”

Francisco prosseguiu fazendo uma advertência: “Sempre existe aquela tentação que reaparece tantas vezes na Escritura: lavar as mãos, desinteressar-se. É o que faz a multidão no Evangelho de hoje, é o que fez Caim com Abel, é o que fará Pilatos com Jesus: lavar as mãos. Nós, pelo contrário, queremos imitar Jesus e, como Ele, meter as mãos na massa, sujá-las. Ele, o caminho (cf. Jo 14, 6), por Bartimeu deteve-Se ao longo da estrada; Ele, a luz do mundo (cf. Jo 9, 5), inclinou-Se sobre um cego”.

Reconhecemos que o Senhor sujou as mãos por cada um de nós e, fixando a Cruz, “recomecemos de lá, da lembrança de Deus que Se fez meu próximo no pecado e na morte. Fez-Se meu próximo: tudo começa de lá”, observou o Papa. “E, quando por amor d’Ele também nós nos fazemos próximo, tornamo-nos portadores de vida nova: não mestres de todos, não especialistas do sagrado, mas testemunhas do amor que salva.”

Testemunhar é o terceiro passo”, frisou o Santo Padre. “Não é cristão esperar que os irmãos inquietos batam às nossas portas; somos nós que devemos ir ter com eles, não lhes levando a nós mesmos, mas Jesus. Ele manda-nos, como aqueles discípulos, para encorajar e levantar em seu nome. Manda-nos dizer a cada um: ‘Deus pede para te deixares amar por Ele’.”

“Quantas vezes – continuou Francisco –, em vez desta mensagem libertadora de salvação, nos levamos a nós mesmos, as nossas ‘receitas’, as nossas ‘etiquetas’ na Igreja! Quantas vezes, em vez de fazer nossas as palavras do Senhor, despachamos como palavra d’Ele as nossas ideias! Quantas vezes as pessoas sentem mais o peso das nossas instituições que a presença amiga de Jesus! Então aparecemos como uma ONG, uma organização parestatal, e não como a comunidade dos redimidos que vivem a alegria do Senhor.”

Ouvir, fazer-se próximo, testemunhar.

“A fé é questão de encontro, não de teoria. No encontro, Jesus passa; no encontro, palpita o coração da Igreja. Então serão eficazes, não as nossas homilias, mas o testemunho da nossa vida.”

E a todos vós que participastes neste ‘caminhar juntos’, concluiu Francisco, “digo obrigado pelo vosso testemunho. Trabalhamos em comunhão e com ousadia, com o desejo de servir a Deus e ao seu povo. Que o Senhor abençoe os nossos passos, para podermos escutar os jovens, fazer-nos próximo e testemunhar-lhes a alegria da nossa vida: Jesus.”

29 de outubro de 2018 at 5:10 Deixe um comentário

Papa Francisco em 27/10/18

“O futuro o fará você com suas mãos, com seu Coração, com seu amor, com suas paixões, com seus sonhos. Com os outros”.

28 de outubro de 2018 at 22:28 Deixe um comentário

Poesias do Cotidiano – Nono Ebook

28 de outubro de 2018 at 5:42 Deixe um comentário

Papa: ter cuidado com cristãos que se apresentam como “perfeitos” e rígidos

Capela da Casa Santa MartaCapela da Casa Santa Marta  (Vatican Media)

“A salvação é um dom do Senhor”, Ele nos dá “o espírito da liberdade”, disse o Papa na manhã desta terça-feira em sua homilia na Missa na Casa Santa Marta. Francisco recomenda para guardar-se dos hipócritas, cujo coração não está aberto à graça.

Adriana Masotti – Cidade do Vaticano

“A salvação é um dom do Senhor”, Ele nos dá “o espírito da liberdade”, disse o Papa na missa celebrada na manhã desta terça-feira na Capela da Casa Santa Marta.

Francisco comenta a passagem do Evangelho de Lucas, que narra o episódio em que Jesus dá uma dura resposta ao fariseu que fica admirado com o fato de que Jesus põe-se à mesa sem ter lavado as mãos antes da refeição, como prescrito pela Lei.

O Papa enfatiza a diferença existente entre o amor do povo por Jesus – porque chega aos seus corações, e também um pouco por interesse – e o ódio dos doutores da Lei, Escribas, Saduceus, Fariseus que o seguiam para pegá-lo em alguma falta. Eram os “puros”:

“Eram realmente um exemplo de formalidade. Mas faltava vida a eles. Eram, por assim dizer –  “engomados”. Eram os rígidos. E Jesus conhecia a alma deles. Isto nos escandaliza, porque eles se escandalizavam das coisas que Jesus fazia quando perdoava os pecados, quando curava no sábado. Rasgavam as suas vestes: “Oh! Que escândalo! Isto não é de Deus, porque se deve fazer assim”. Eles não se importavam com as pessoas: importava a Lei, as prescrições, os preceitos”.

Mas Jesus aceita o convite do fariseu para o almoço, porque é livre, e vai ter com ele. Ao fariseu, escandalizado pelo seu comportamento, Jesus diz: “’Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades”:

Não são palavras bonitas, hein! Jesus falava claro, não era hipócrita. Falava claro. E disse a ele: “Mas por que você olha para o exterior? Olha o que tem dentro”. Outra vez havia dito a eles: “Vocês são sepulcros caiados”. Belo elogio, hein! Belos por fora, todos perfeitos…todos perfeitos… Mas dentro cheios de podridões, ou seja, roubos e maldades, diz. Jesus faz a distinção entre a aparência e a realidade interior. Estes senhores são “os doutores das aparências”: sempre perfeitos, mas dentro, o que há?”.

Francisco recorda outras passagens do Evangelho em que Jesus condena estas pessoas, como a parábola do Bom Samaritano ou onde fala de seu modo de jejuar e dar esmolas com ostentação.

Porque – afirma o Papa – a eles o que importava era “a aparência”. “Jesus qualifica estas pessoas com uma palavra: ‘hipócrita!’”. Pessoas com uma alma gananciosa, capazes de matar. “E capazes de pagar para matar ou caluniar, como se faz hoje. Também hoje se faz assim: se paga para dar más notícias, notícias que sujam os outros”.

Em uma palavra – continua Francisco – eram pessoas “rígidas”, que não estavam dispostas a mudar. “Mas sempre, por trás de uma rigidez, existem problemas, problemas graves – observa. Por trás das aparências de bom cristão – aparências, hein!, que sempre procura aparecer, de maquiar a alma – existem problemas. Ali não está Jesus. Ali está o espírito do mundo”.

Jesus os chama de “insensatos”, aconselhando-os a abrirem sua alma ao amor para que a graça entre. Porque a salvação “é um dom gratuito de Deus. Ninguém salva a si mesmo, ninguém. Ninguém salva a si mesmo, nem com as práticas destas pessoas”:

Tenham cuidado com os rígidos. Tenham cuidado com os cristãos – sejam eles leigos, padres, bispos – que se apresentam como “perfeitos”, rígidos. Tenham cuidado. Não há o Espírito de Deus ali. Falta o espírito da liberdade. E tenhamos cuidado com nós mesmos, porque isso deve nos levar a pensar em nossa vida. Eu procuro olhar somente para as aparências? E não mudo o coração? Não abro o meu coração à oração, à liberdade da oração, à liberdade da esmola, à liberdade das obras de misericórdia?”.

28 de outubro de 2018 at 5:31 Deixe um comentário

Reflexão litúrgica XXX Domingo do Tempo Comum: “O caminho da fé”

Ícone de Jesus Cristo, pão da vida. Ele é o próprio caminho, a verdade e a vidaÍcone de Jesus Cristo, pão da vida. Ele é o próprio caminho, a verdade e a vida  (Dmitry Kalinovsky)

Aprendamos com Bartimeu a dar um basta a tudo aquilo que nos marginaliza, nos diminui a dignidade, nos torna comodamente dependentes. Um cristão deve ser ágil em sua opção pela vida e por uma vida digna. O cego não teve dúvidas, gritou por Jesus e não deu atenção aos que o queriam calar.

Cidade do Vaticano

O Evangelho deste domingo nos relata a cura do cego Bartimeu. Ele se encontrava à beira do caminho dependendo da compaixão dos transeuntes. Em certa ocasião ouviu falar de Jesus, de suas palavras e ações e ficou atento. Um dia ao saber da aproximação do Senhor, começou a gritar implorando-lhe a cura. Os que passavam corrigiam-lhe para que se calasse. Ele não os escutou e gritava com voz mais forte.  O Senhor o mandou chamar até onde estava. Ele, em uma atitude rápida, deixou seu manto e se aproximou de Jesus.

Vemos nesse relato, alguém que cansou de viver à margem da vida e soube que aquele que era a própria Vida estava passando e se avizinhava. Ele grita, coloca para fora de seu ser cansado o desejo de libertar-se dessa escravidão. Pessoas que lhe são próximas o mandam calar, pois julgam melhor que tudo continue como está, optam pela acomodação. Mas ele está decidido e quer ser liberto de tudo o que o marginaliza. Ele não se cala. Jesus, conhecendo tal opção, pede que as pessoas que estão ao lado, tragam-no até ele.

Os intermediários cumprem seu papel e dizem que o Senhor o chama. O cego larga o manto, ou seja, larga a vida de dependência – já que era no manto, estendido à sua frente, que as pessoas depositavam as esmolas  –  e salta para a vida nova, de liberdade.

Este episódio nos ajuda a purificar nossa vontade e nos dar aquela coragem de que tanto gostaríamos possuir. Reclamar, queixar-se, fazer corpo mole, colocar a responsabilidade na vida ou nos outros, é algo que deparamos dentro de nós. Sair do acomodamento, ter de fato uma vontade firme e decidida é algo custoso que nos mantém na escravidão e na dependência das pessoas.

Aprendamos com Bartimeu a dar um basta a tudo aquilo que nos marginaliza, nos diminui a dignidade, nos torna comodamente dependentes. Um cristão deve ser ágil em sua opção pela vida e por uma vida digna. O cego não teve dúvidas, gritou por Jesus e não deu atenção aos que o queriam calar.

Quais são as pessoas, situações ou sistemas que nos desejam manter na escravidão? Quais são as pessoas ou situações enviadas por Deus que nos levam à libertação, à independência? Examinemos quais são nossas dependências, nossas acomodações e tenhamos coragem para  eliminá-las!

Reflexão do Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.

27 de outubro de 2018 at 9:22 Deixe um comentário

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