Archive for março, 2013

Programação da Festa da Penha 2013 – nº 1

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DOMINGO – 31 DE MARÇO Romaria dos cavaleiros Saída de Cobilândia às 8h30 Chegada à Prainha com bênção (feita do carro de som)

Oitavário e missa às 14h30 no Campinho (Área Pastoral Vila Velha)

SEGUNDA FEIRA – 1º DE ABRIL Oitavário e missa às 14h30 no Campinho (Área Pastoral Serrana)

TERÇA FEIRA – 2 DE ABRIL Oitavário e missa às 14h30 no Campinho (Área Pastoral Cariacica/Viana)

QUARTA FEIRA – 3 DE ABRIL Oitavário e missa às 14h30 no Campinho (Área Pastoral Benevente)

QUINTA FEIRA – 4 DE ABRIL Oitavário e missa às 14h30 no Campinho (Área Pastoral Serra)

SEXTA FEIRA, 5 DE ABRIL Oitavário e missa às 14h30 no Campinho (Área Pastoral Vitória) Romaria dos militares – saída do portão do Convento às 14h

SÁBADO – 6 DE ABRIL Romaria de São Mateus – Missa no Campinho às 8h

Romaria das Pessoas com deficiência – saída da Praça Duque de Caxias às 8h – missa na chegada à Prainha

Romaria de Cachoeiro de Itapemirim – saída do portão do Convento às 14h

Oitavário e missa às 14h30 no Campinho

Romaria dos Homens – saída da Catedral às 19h Missa às 23h30 na Prainha

DOMINGO, 7 DE ABRIL Romaria de Colatina – saída do portão do Convento às 8h e missa às 9h no Campinho

Romaria Marítima – saída de São Pedro (Ilha das Caieiras) às 8h chegada no píer da Marinha na Prainha 11h

Romaria dos Motociclistas – saída da Av. Jerônimo Monteiro em Vitória às 10h

Romaria das Mulheres – Saída da Av. Jerônimo Monteiro em Vila Velha às 14:30

SEGUNDA FEIRA, 8 DE ABRIL Missa da CRB e Seminário às 7h no Campinho

Romaria dos Ciclistas – saída de Cobilândia e do Ibes às 8h30 – chegada à Prainha 11h

Bandas de Congo – apresentação das Bandas de Congo e homenagens no Campinho às 9h

Missa das Pastorais às 10h no Campinho

Missa de Encerramento às 16h na Prainha

Show com Cantores de Deus após a missa.

ATENDIMENTO DE CONFISSÃO:  De 01 a 08 de abril de 8h às 11h e de 14h às 16h30 na Capela da Penitência.

HORÁRIOS DAS MISSAS NA CAPELA DO CONVENTO:  Dia 31 de março – 5h, 7h, 9h e 11h De 01 a 05 de abril – 6h, 7h, 8h e 9h30 Dia 05 de abril – Missa das 9h30 com a participação dos advogados Dia 06 de abril – 6h, 7h30 e 11h Dia 07 de abril – 5h, 7h, 11h e 14h Dia 08 de abril – 0h, 2h, 6h, 9h e 12h.

Fonte: Site do Convento da Penha

31 de março de 2013 at 12:29 Deixe um comentário

Mensagem Pascal e Benção “Urbi et Orbi” – do Papa Francisco – Domingo, 31 de março de 2013

Mensagem de Páscoa do Papa Francisco – 31/03/2013

Íntegra

                                                        domingo, 31 de março de 2013, 9h49

Mensagem Pascal e Benção “Urbi et Orbi” Balcão Central da Basílica Vaticana Domingo, 31 de março de 2013

Boletim da Santa Sé

Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, boa Páscoa! Boa Páscoa!

Que grande alegria é para mim poder dar-vos este anúncio: Cristo ressuscitou! Queria que chegasse a cada casa, a cada família e, especialmente onde há mais sofrimento, aos hospitais, às prisões…

Sobretudo queria que chegasse a todos os corações, porque é lá que Deus quer semear esta Boa Nova: Jesus ressuscitou, há uma esperança que despertou para ti, já não estás sob o domínio do pecado, do mal! Venceu o amor, venceu a misericórdia! A misericórdia sempre vence!

Também nós, como as mulheres discípulas de Jesus que foram ao sepulcro e o encontraram vazio, nos podemos interrogar que sentido tenha este acontecimento (cf. Lc 24, 4). Que significa o fato de Jesus ter ressuscitado? Significa que o amor de Deus é mais forte que o mal e a própria morte; significa que o amor de Deus pode transformar a nossa vida, fazer florir aquelas parcelas de deserto que ainda existem no nosso coração. E isto é algo que o amor de Deus pode fazer.

Este mesmo amor pelo qual o Filho de Deus Se fez homem e prosseguiu até ao extremo no caminho da humildade e do dom de Si mesmo, até a morada dos mortos, ao abismo da separação de Deus, este mesmo amor misericordioso inundou de luz o corpo morto de Jesus e transfigurou-o, o fez passar à vida eterna. Jesus não voltou à vida que tinha antes, à vida terrena, mas entrou na vida gloriosa de Deus e o fez com a nossa humanidade, abrindo-nos um futuro de esperança.

Eis o que é a Páscoa: é o êxodo, a passagem do homem da escravidão do pecado, do mal, à liberdade do amor, do bem. Porque Deus é vida, somente vida, e a sua glória somos nós: o homem vivo (cf. Ireneu, Adversus haereses, 4, 20, 5-7).

Amados irmãos e irmãs, Cristo morreu e ressuscitou de uma vez para sempre e para todos, mas a força da Ressurreição, esta passagem da escravidão do mal à liberdade do bem, deve realizar-se em todos os tempos, nos espaços concretos da nossa existência, na nossa vida de cada dia. Quantos desertos tem o ser humano de atravessar ainda hoje! Sobretudo o deserto que existe dentro dele, quando falta o amor de Deus e ao próximo, quando falta a consciência de ser guardião de tudo o que o Criador nos deu e continua a dar. Mas a misericórdia de Deus pode fazer florir mesmo a terra mais árida, pode devolver a vida aos ossos ressequidos (cf. Ez 37, 1-14).

Eis, portanto, o convite que dirijo a todos: acolhamos a graça da Ressurreição de Cristo! Deixemo-nos renovar pela misericórdia de Deus, deixemo-nos amar por Jesus, deixemos que a força do seu amor transforme também a nossa vida, tornando-nos instrumentos desta misericórdia, canais através dos quais Deus possa irrigar a terra, guardar a criação inteira e fazer florir a justiça e a paz.

E assim, a Jesus ressuscitado que transforma a morte em vida, peçamos para mudar o ódio em amor, a vingança em perdão, a guerra em paz. Sim, Cristo é a nossa paz e, por seu intermédio, imploramos a paz para o mundo inteiro.

Paz para o Oriente Médio, especialmente entre israelitas e palestinos, que sentem dificuldade em encontrar a estrada da concórdia, a fim de que retomem, com coragem e disponibilidade, as negociações para pôr termo a um conflito que já dura há demasiado tempo. Paz no Iraque, para que cesse definitivamente toda a violência, e sobretudo para a amada Síria, para a sua população vítima do conflito e para os numerosos refugiados, que esperam ajuda e conforto. Já foi derramado tanto sangue… Quantos sofrimentos deverão ainda atravessar antes de se conseguir encontrar uma solução política para a crise?

Paz para a África, cenário ainda de sangrentos conflitos: no Mali, para que reencontre unidade e estabilidade; e na Nigéria, onde infelizmente não cessam os atentados, que ameaçam gravemente a vida de tantos inocentes, e onde não poucas pessoas, incluindo crianças, são mantidas como reféns por grupos terroristas. Paz no leste da República Democrática do Congo e na República Centro-Africana, onde muitos se vêem forçados a deixar as suas casas e vivem ainda no medo.

Paz para a Ásia, sobretudo na península coreana, para que sejam superadas as divergências e amadureça um renovado espírito de reconciliação.

Paz para o mundo inteiro, ainda tão dividido pela ganância de quem procura lucros fáceis, ferido pelo egoísmo que ameaça a vida humana e a família – um egoísmo que faz continuar o tráfico de pessoas, a escravatura mais extensa neste século vinte e um. O tráfico de pessoas é realmente a escravatura mais extensa neste século vinte e um! Paz para todo o mundo dilacerado pela violência ligada ao narcotráfico e por uma iníqua exploração dos recursos naturais. Paz para esta nossa Terra! Jesus ressuscitado leve conforto a quem é vítima das calamidades naturais e nos torne guardiões responsáveis da criação.

Amados irmãos e irmãs, originários de Roma ou de qualquer parte do mundo, a todos vós que me ouvis, dirijo este convite do Salmo 117: «Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque é eterno o seu amor. Diga a casa de Israel: É eterno o seu amor» (vv. 1-2).

Saudação

Queridos irmãos e irmãs, a vós aqui reunidos de todos os cantos do mundo nesta Praça, coração da cristandade, e a todos vós que estais conectados através dos meios de comunicação, renovo o meu voto: Feliz Páscoa!

Levai às vossas famílias e aos vossos Países a mensagem de alegria, de esperança e de paz, que a cada ano, neste dia, se renova com vigor.

O Senhor ressuscitado, vencedor do pecado e da morte, seja o amparo para todos, especialmente para os mais frágeis e necessitados. Obrigado pela vossa presença e pelo testemunho da vossa fé. Uma lembrança e um agradecimento especial pelo dom das belíssimas flores, que provêm dos Países Baixos. A todos repito com afeto: Que Cristo ressuscitado guie a todos vós e à humanidade inteira pelos caminhos de justiça, de amor e de paz.

31 de março de 2013 at 11:13 Deixe um comentário

Mensagem de Páscoa

Oi amigos, Feliz Páscoa a todos vocês e suas famílias! Cristo Ressuscitou! Que alegria! É tempo de esperança e vida nova!

                                                                                       Jane Amábile

31 de março de 2013 at 7:06 Deixe um comentário

Vigília Pascal – com Papa Francisco – sábado, 30 de março de 2013, 18h45

Com a Basílica São Pedro lotada, Papa Francisco celebra a Vigília Pascal, no Vaticano.

André Alves Da redação (Canção Nova)

Papa Francisco celebra Vigilia Pascal

Papa Francisco durante a procissão da Luz que marcou o início da Vigília Pascal. (Foto: CTV)

O Papa Francisco, presidiu neste Sábado Santo, 30, a celebração da Vigília Pascal, na Basílica de São Pedro, em Roma. Como prevê a liturgia, o Santo Padre iniciou a cerimônia com a Benção do Fogo Novo. Em seguida, adentrou à Basílica, em procissão, com o Círio Pascal, símbolo do Cristo Ressuscitado.

Após percorrer o corredor central, o Papa chegou ao presbitério e beijou o Altar. Ouviu-se então a proclamação da Páscoa e o canto do “Exultat”.

Um momento marcante na celebração foi a entoação do Hino do Glória – Gloria in excelsis deo – que quer dizer, “Glória a Deus nas alturas”. Nesta hora, se acenderam as luzes da Basílica e ressoaram os sinos no interior e fora do templo.

Após o anúncio e o canto do “Aleluia”, ouviu-se a proclamação do Evangelho. Em seguida, o Santo Padre proferiu breves palavras em sua homilia.

O Papa Francisco recordou a narração do texto de São Lucas, ouvido durante a celebração, e enfatizando a figura das mulheres que foram surpreendidas com a ausência do corpo de Jesus no túmulo (cf.Lc 24, 1-12).

Segundo o Papa, há uma dificuldade por parte do homem em lidar com as surpresas de Deus. No entanto, o convite do Pontífice foi que os católicos não temam as novidades do Senhor. “Temos medo das surpresas de Deus! Irmãos e irmãs, não nos fechemos às surpresas de Deus. Não nos fechemos em nós mesmos, não percamos a confiança”, convidou o Papa.

Mencionando as palavras do Anjo que apareceu às mulheres – “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo?” – o Papa questionou: “Quantas vezes precisamos que o Amor nos diga: porque buscar os viventes no meio dos mortos”? Para o Pontífice, os problemas e as situações do dia a dia tendem a entristecer e tirar-nos a paz. Logo, afirmou o Papa, aí está a morte.

De acordo com o Santo Padre, quem acolhe Jesus Ressuscitado não fica desiludo ou entristecido. “Podes estar seguro porque Ele está perto de ti e lhe dará força para viver como Ele quer.”

Um último elemento destacado pelo Papa Francisco na homilia, foi o sentimento de medo que tomou as mulheres que visitavam o túmulo de Cristo. Segundo o Santo Padre, a novidade de Deus causou-lhes medo a princípio, mas quando ouviram o anúncio da Ressurreição, acolheram e confiaram.

A confiança, explicou o Papa, veio após o convite do anjo que lhes chamou a recordar as palavras de Jesus antes de morrer. “Fazer memória do acontecimento de Jesus, é isso que faz as mulheres anunciar a todos. Fazer memória daquilo que Deus fez, do caminho percorrido. Isso abre o coração para a espera, para o futuro”, disse o Papa.

Por fim, o Santo Padre pediu a Deus, por intercessão de Maria, que o coração dos fiéis estejam abertos para fazerem memória daquilo que Deus fez a eles; que os torne capazes de perceber Cristo como vivente e que os ensine a não procurar entre os mortos Aquele que está vivo.

30 de março de 2013 at 19:13 Deixe um comentário

ÁGUAS PROFUNDAS – TONY ALLYSSON

 

 

 

Se você não conseguir assistir o vídeo, favor clicar do lado direito para ver no Youtube.

30 de março de 2013 at 11:36 Deixe um comentário

SANTA MISSA NA CEIA DO SENHOR – Quinta-feira Santa, 28 de março de 2013

HOMILIA  DO SANTO PADRE FRANCISCO

Cárcere para Menores “Casal  del Marmo” em Roma Quinta-feira Santa, 28 de março de 2013

Isto é comovente: Jesus lava os pés dos seus discípulos. Pedro  não compreendia nada, rejeitava. Mas Jesus lhe explicou. Jesus – Deus – agiu  deste modo! O próprio Jesus explica aos discípulos: «Compreendeis o que acabo de  fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se  eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos  outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz» (Jo 13,  12-15). É o exemplo do Senhor: Ele é o mais importante e lava os pés, porque  entre nós aquele que está mais elevado deve estar ao serviço dos outros. E isto  é um símbolo, um sinal, não é verdade? Lavar os pés significa: “eu estou ao teu  serviço”. E também nós, entre nós, não é que isto signifique de devamos lavar os  pés todos os dias uns dos outros, mas qual é o seu significado? Significa que  devemos nos ajudar, uns aos outros. Às vezes, fico com raiva de alguém, de um,  de uma… mas deixa para lá, deixa para lá, e se essa pessoa te pede um favor,  fá-lo. Ajudar-nos uns aos outros: é isto que Jesus nos ensina e é isto que eu  faço, e o faço de coração, porque é o meu dever. Como sacerdote e como Bispo,  devo estar ao vosso serviço. Mas é um dever que me vem do coração: amo-o. Amo-o  e amo fazê-lo porque o Senhor assim me ensinou. Mas vós também, ajudai-nos:  ajudai-nos sempre. Um ao outro. E assim, ajudando-nos, faremos o bem para nós  mesmo. Agora realizaremos esta cerimônia de lavar-nos os pés e pensamos, cada um  de nós pensa: “Eu realmente estou disposta, estou disposto a servir, a ajudar o  outro?” Pensemos apenas nisto. E pensemos que este sinal é uma carícia de Jesus,  que Jesus o faz, pois Jesus veio justamente por isso: para servir, para nos  ajudar.

29 de março de 2013 at 16:51 Deixe um comentário

Frases sobre a Ressurreição de Cristo

1-      Papa Paulo VI: “Toda a história evangélica, porventura não tem por centro a Ressurreição? Sem ela, que seria dos próprios evangelhos que anunciam «a Boa Nova de Jesus»? Não encontramos nós, ali, a origem de toda a pregação cristã, desde o primeiro «kerigma», que é precisamente o testemunho da Ressurreição?”

 

2-      São Gregório Magno: “Diante deste mistério (Ressurreição de Cristo), ficamos tão profundamente admirados e maravilhados, como diante dos mistérios da Encarnação e do nascimento virginal de Cristo”.

 

3-      O Papa Emérito Bento XVI: “Começa portanto com a ressurreição o anúncio do Evangelho de Cristo a todos os povos começa o Reino de Cristo, este novo Reino que não conhece outro poder a não ser o da verdade e do amor”.

 

4-      Santo Agostinho:  “Aos cristãos não é poupado o sofrimento, aliás, a eles cabe um pouco mais, porque viver a fé expressa a coragem de enfrentar a vida e a história mais em profundidade. Contudo só assim, experimentando o sofrimento, conhecemos a vida na sua profundidade, na sua beleza, na grande esperança suscitada por Cristo crucificado e ressuscitado”.

 

5-      O Beato João Paulo II:  “A ressurreição deu a expressão definitiva e mais completa do poder messiânico, que estava em Jesus Cristo. Verdadeiramente Ele é o Enviado por Deus. É o Filho de Deus. E a palavra que provém dos seus lábios é divina”.

 

6-      São Jerônimo :  “O domingo é o dia da ressurreição, é o dia dos cristãos, é o nosso dia”.

 

7-      Papa Inocêncio I: “Nós celebramos o domingo, devido à venerável ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, não só na Páscoa, mas inclusive em cada ciclo semanal”.

 

8-      A palavra de Deus:  “Ora, se se prega que Jesus ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns de vós que não há ressurreição de mortos? Se não há ressurreição dos mortos, nem Cristo ressuscitou. Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”. (1 Coríntios 15, 12-14)

 

9-      Departamento de Celebrações Litúrgicas do Vaticano: “O mistério pascal, justo porque tem visto passar o Filho da morte para a vida, assim vê passar os filhos de Deus. Por isso chama-se pascal, por essa passagem acontecida graças ao sacrifício do Filho de Deus”.

10-   O Catecismo §638: “A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo, acreditada e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã, transmitida como fundamental pela Tradição, estabelecida pelos documentos do Novo Testamento, pregada como parte essencial do mistério pascal, ao mesmo tempo que a cruz”.

 

11-   O Beato João Paulo II: “Juntamente com Maria, Stella matutina, fomos atingidos pela luz da Ressurreição. Alegramo-nos com Ela porque o sepulcro vazio se tornou o seio da vida eterna, onde Aquele que ressuscitou dos mortos agora está sentado à direita do Pai”.

 

12-   A Palavra de Deus: Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição”. (Romanos 6, 5)

13 – Santo Agostinho: “A ressurreição de Cristo é a nossa esperança”.

 

14-  O  Papa Emérito Bento XVI: “A fé em Cristo crucificado e ressuscitado é o âmago de toda a mensagem evangélica, o núcleo do nosso “Credo”.

 

15-   A Palavra de Deus: Ele lhes falou: Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram”. (Marcos 16, 6)

 

16-   O Catecismo  §1169: “ O mistério da Ressurreição, em que Cristo aniquilou a morte, penetra o nosso velho tempo com a sua poderosa energia, até que tudo Lhe seja submetido”.

 

17-   O Papa Bento XVI: “Abramos o espírito a Cristo morto e ressuscitado para que nos renove, para que elimine do nosso coração o veneno do pecado e da morte e nele infunda a seiva vital do Espírito Santo: a vida divina e eterna”.

 

18-   O Beato João Paulo II: “Cristo Ressuscitou ». É este o acontecimento novo e prodigioso, verdadeiro e incontroverso, sobre o qual tudo se funda; é esta, de há muito e para sempre, « a pedra angular, rejeitada pelos contrutores. E, em nenhuma outra, senão nela, existe a salvação ».

 

19-   O Concílio Vaticano II: “Constituído Senhor pela sua ressurreição, Cristo… atua já, pela força do Espírito Santo, nos corações dos homens; não suscita neles apenas o desejo da vida futura, mas, por isso mesmo, anima, purifica e fortalece também aquelas generosas aspirações, que levam a humanidade a tentar tornar a vida mais humana e a submeter para esse fim toda a terra”.

 

20-   Santo Inácio de Antioquia: “É a Ele (Jesus) que eu procuro, a Ele, que morreu por nós; é Ele que eu quero, Ele, que ressuscitou por nós”.

 

21-  A Palavra de Deus: “É também para nós, pois a nossa fé deve ser-nos imputada igualmente, porque cremos naquele que dos mortos ressuscitou Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para a nossa justificação”. (Romanos 4, 24-25)

 

 

 

 

 

 

 

 

29 de março de 2013 at 10:26 Deixe um comentário

Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus, na lógica da Cruz, por Papa Francisco

Catequese do Papa Francisco; Semana Santa- 27/03/2013CATEQUESE Praça São Pedro – Vaticano Quarta-feira, 27 de março de 2013

 

 

Boletim da Santa Sé Tradução: Jéssica Marçal

Irmãos e irmãs, bom dia!

Tenho o prazer de acolher-vos nesta minha primeira Audiência Geral. Com grande reconhecimento e veneração acolho o “testemunho” das mãos do meu amado predecessor Bento XVI. Depois da Páscoa retomaremos as catequeses do Ano da Fé. Hoje gostaria de concentrar-me um pouco sobre a Semana Santa. Com o Domingo de Ramos iniciamos esta Semana – centro de todo o Ano Litúrgico – na qual acompanhamos Jesus em sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Mas o que pode querer dizer viver a Semana Santa para nós? O que significa seguir Jesus em seu caminho no Calvário para a Cruz e a ressurreição? Em sua missão terrena, Jesus percorreu os caminhos da Terra Santa; chamou 12 pessoas simples para que permanecessem com Ele, compartilhando o seu caminho e para que continuassem a sua missão; escolheu-as entre o povo cheio de fé nas promessas de Deus. Falou a todos, sem distinção, aos grandes e aos humildes, ao jovem rico e à pobre viúva, aos poderosos e aos indefesos; levou a misericórdia e o perdão de Deus; curou, consolou, compreendeu; doou esperança; levou a todos a presença de Deus que se interessa por cada homem e cada mulher, como faz um bom pai e uma boa mãe para cada um de seus filhos. Deus não esperou que fôssemos a Ele, mas foi Ele que se moveu para nós, sem cálculos, sem medidas. Deus é assim: Ele dá sempre o primeiro passo, Ele se move para nós. Jesus viveu a realidade cotidiana do povo mais comum: comoveu-se diante da multidão que parecia um rebanho sem pastor; chorou diante do sofrimento de Marta e Maria pela morte do irmão Lázaro; chamou um cobrador de impostos como seu discípulo; sofreu também a traição de um amigo. Nele Deus nos doou a certeza de que está conosco, em meio a nós. “As raposas – disse Ele, Jesus – as raposas têm suas tocas e as aves do céu os seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” (Mt 8, 20). Jesus não tem casa porque a sua casa é o povo, somos nós, a sua missão é abrir a todos as portas de Deus, ser a presença do amor de Deus.

Na Semana Santa nós vivemos o ápice deste momento, deste plano de amor que percorre toda a história da relação entre Deus e a humanidade. Jesus entra em Jerusalém para cumprir o último passo, no qual reassume toda a sua existência: doa-se totalmente, não tem nada para si, nem mesmo a vida. Na Última Ceia, com os seus amigos, compartilha o pão e distribui o cálice “por nós”. O Filho de Deus se oferece a nós, entrega em nossas mãos o seu Corpo e o seu Sangue para estar sempre conosco, para morar em meio a nós. E no Monte das Oliveiras, como no processo diante de Pilatos, não oferece resistência, doa-se; é o Servo sofredor profetizado por Isaías que se despojou até a morte (cfr Is 53,12).

Jesus não vive este amor que conduz ao sacrifício de modo passivo ou como um destino fatal; certamente não esconde a sua profunda inquietação humana diante da morte violenta, mas se confia com plena confiança ao Pai. Jesus entregou-se voluntariamente à morte para corresponder ao amor de Deus Pai, em perfeita união com a sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós. Na cruz Jesus “me amou e entregou a si mesmo” (Gal 2,20). Cada um de nós pode dizer: amou-me e entregou a si mesmo por mim. Cada um pode dizer este “por mim”.

O que significa tudo isto para nós? Significa que este é também o meu, o teu, o nosso caminho. Viver a Semana Santa seguindo Jesus não somente com a emoção do coração; viver a Semana Santa seguindo Jesus quer dizer aprender a sair de nós mesmos – como disse domingo passado – para ir ao encontro dos outros, para ir para as periferias da existência, mover-nos primeiro para os nossos irmãos e as nossas irmãs, sobretudo aqueles mais distantes, aqueles que são esquecidos, aqueles que tema mais necessidade de compreensão, de consolação, de ajuda. Há tanta necessidade de levar a presença viva de Jesus misericordioso e rico de amor!

Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus, na lógica da Cruz, que não é antes de tudo aquela da dor e da morte, mas aquela do amor e da doação de si que traz vida. É entrar na lógica do Evangelho. Seguir, acompanhar Cristo, permanecer com Ele exige um “sair”, sair. Sair de si mesmo, de um modo cansado e rotineiro de viver a fé, da tentação de fechar-se nos próprios padrões que terminam por fechar o horizonte da ação criativa de Deus. Deus saiu de si mesmo para vir em meio a nós, colocou a sua tenda entre nós para trazer-nos a sua misericórdia que salva e doa esperança. Também nós, se desejamos segui-Lo e permanecer com Ele, não devemos nos contentar em permanecer no recinto das 99 ovelhas, devemos “sair”, procurar com Ele a ovelha perdida, aquela mais distante. Lembrem-se bem: sair de nós mesmo, como Jesus, como Deus saiu de si mesmo em Jesus e Jesus saiu de si mesmo por todos nós.

Alguém poderia dizer-me: “Mas, padre, não tenho tempo”, “tenho tantas coisas a fazer”, “é difícil”, “o que posso fazer com as minhas poucas forças, também com o meu pecado, com tantas coisas?”. Sempre nos contentamos com alguma oração, com uma Missa dominical distraída e não constante, com qualquer gesto de caridade, mas não temos esta coragem de “sair” para levar Cristo. Somos um pouco como São Pedro. Assim que Jesus fala de paixão, morte e ressurreição, de doação de si, de amor para todos, o Apóstolo o leva para o lado e o repreende. Aquilo que diz Jesus perturba os seus planos, parece inaceitável, coloca em dificuldade as seguranças que se havia construído, a sua ideia de Messias. E Jesus olha para os discípulos e dirige a Pedro talvez uma das palavras mais duras dos Evangelhos: “Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens” (Mc 8, 33). Deus pensa sempre com misericórdia: não se esqueçam disso. Deus pensa sempre com misericórdia: é o Pai misericordioso! Deus pensa como o pai que espera o retorno do filho e vai ao seu encontro, vê-lo vir quando ainda é distante…O que isto significa? Que todos os dias ia ver se o filho retornava a casa: este é o nosso Pai misericordioso. É o sinal que o esperava de coração no terraço de sua casa. Deus pensa como o samaritano que não passa próximo à vítima olhando por outro lado, mas socorrendo-a sem pedir nada em troca; sem perguntar se era judeu, se era pagão, se era samaritano, se era rico, se era pobre: não pergunta nada. Não pergunta essas coisas, não pergunta nada. Vai em seu auxílio: assim é Deus. Deus pensa como o pastor que doa a sua vida para defender e salvar as ovelhas.

A Semana Santa é um tempo de graça que o Senhor nos doa para abrir as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias – que pena tantas paróquias fechadas! – dos movimentos, das associações, e “sair” de encontro aos outros, fazer-nos próximos para levar a luz e a alegria da nossa fé. Sair sempre! E isto com amor e com a ternura de Deus, no respeito e na paciência, sabendo que nós colocamos as nossas mãos, os nossos pés, o nosso coração, mas em seguida é Deus que os orienta e torna fecunda cada ação nossa.

Desejo a todos viver bem estes dias seguindo o Senhor com coragem, levando em nós mesmos um raio do seu amor a quantos encontrarmos.

29 de março de 2013 at 6:50 Deixe um comentário

Missa do Crisma Quinta-feira Santa, 28 de março de 2013 – Papa Francisco

Brasão Papal passa por pequenas modificaçõesHomilia Basílica Vaticana

Amados irmãos e irmãs,

Papa Francisco fala sobre vivência do bom sacerdote (Foto: Clarissa de Oliveira / CN Roma)

Papa Francisco fala sobre vivência do bom sacerdote (Foto: Clarissa de Oliveira / CN Roma)

Com alegria, celebro pela primeira vez a Missa Crismal como Bispo de Roma. Saúdo com afeto a todos vós, especialmente aos amados sacerdotes que hoje recordam, como eu, o dia da Ordenação.

As Leituras e o Salmo falam-nos dos “Ungidos”: o Servo de Javé referido por Isaías, o rei Davi e Jesus nosso Senhor. Nos três, aparece um dado comum: a unção recebida destina-se ao povo fiel de Deus, de quem são servidores; a sua unção “é para” os pobres, os presos, os oprimidos… Encontramos uma imagem muito bela de que o santo crisma “é para” no Salmo 133: “É como óleo perfumado derramado sobre a cabeça, a escorrer pela barba, a barba de Aarão, a escorrer até à orla das suas vestes” (v. 2). Este óleo derramado, que escorre pela barba de Aarão até à orla das suas vestes, é imagem da unção sacerdotal, que, por intermédio do Ungido, chega até aos confins do universo representado nas vestes.

As vestes sagradas do Sumo Sacerdote são ricas de simbolismos; um deles é o dos nomes dos filhos de Israel gravados nas pedras de ónix que adornavam as ombreiras do efod, do qual provém a nossa casula atual: seis sobre a pedra do ombro direito e seis na do ombro esquerdo (cf. Ex 28, 6-14). Também no peitoral estavam gravados os nomes das doze tribos de Israel (cf. Ex 28, 21). Isto significa que o sacerdote celebra levando sobre os ombros o povo que lhe está confiado e tendo os seus nomes gravados no coração. Quando envergamos a nossa casula humilde pode fazer-nos bem sentir sobre os ombros e no coração o peso e o rosto do nosso povo fiel, dos nossos santos e dos nossos mártires, que são tantos neste tempo.

Depois da beleza de tudo o que é litúrgico – que não se reduz ao adorno e bom gosto dos paramentos, mas é presença da glória do nosso Deus que resplandece no seu povo vivo e consolado –, fixemos agora o olhar na ação. O óleo precioso, que unge a cabeça de Aarão, não se limita a perfumá-lo a ele, mas espalha-se e atinge “as periferias”. O Senhor dirá claramente que a sua unção é para os pobres, os presos, os doentes e quantos estão tristes e abandonados. A unção, amados irmãos, não é para nos perfumar a nós mesmos, e menos ainda para que a conservemos num frasco, pois o óleo tornar-se-ia rançoso… e o coração amargo.

O bom sacerdote reconhece-se pelo modo como é ungido o seu povo; temos aqui uma prova clara. Nota-se quando o nosso povo é ungido com óleo da alegria; por exemplo, quando sai da Missa com o rosto de quem recebeu uma boa notícia. O nosso povo gosta do Evangelho quando é pregado com unção, quando o Evangelho que pregamos chega ao seu dia a dia, quando escorre como o óleo de Aarão até às bordas da realidade, quando ilumina as situações extremas, “as periferias” onde o povo fiel está mais exposto à invasão daqueles que querem saquear a sua fé.

As pessoas agradecem-nos porque sentem que rezamos a partir das realidades da sua vida de todos os dias, as suas penas e alegrias, as suas angústias e esperanças. E, quando sentem que, através de nós, lhes chega o perfume do Ungido, de Cristo, animam-se a confiar-nos tudo o que elas querem que chegue ao Senhor: “Reze por mim, padre, porque tenho este problema”, “abençoe-me, padre”, “reze para mim”… Estas confidências são o sinal de que a unção chegou à orla do manto, porque é transformada em súplica – súplica do Povo de Deus. Quando estamos nesta relação com Deus e com o seu Povo e a graça passa através de nós, então somos sacerdotes, mediadores entre Deus e os homens.

O que pretendo sublinhar é que devemos reavivar sempre a graça, para intuirmos, em cada pedido – por vezes inoportuno, puramente material ou mesmo banal (mas só aparentemente!) –, o desejo que tem o nosso povo de ser ungido com o óleo perfumado, porque sabe que nós o possuímos. Intuir e sentir, como o Senhor sentiu a angústia permeada de esperança da hemorroíssa quando ela Lhe tocou a fímbria do manto. Este instante de Jesus, no meio das pessoas que O rodeavam por todos os lados, encarna toda a beleza de Aarão revestido sacerdotalmente e com o óleo que escorre pelas suas vestes. É uma beleza escondida, que brilha apenas para aqueles olhos cheios de fé da mulher atormentada com as perdas de sangue. Os próprios discípulos – futuros sacerdotes – não conseguem ver, não compreendem: na “periferia existencial”, vêem apenas a superficialidade duma multidão que aperta Jesus de todos os lados quase O sufocando (cf. Lc 8, 42). Ao contrário, o Senhor sente a força da unção divina que chega às bordas do seu manto.

É preciso chegar a experimentar assim a nossa unção, com o seu poder e a sua eficácia redentora: nas “periferias” onde não falta sofrimento, há sangue derramado, há cegueira que quer ver, há prisioneiros de tantos patrões maus. Não é, concretamente, nas auto-experiências ou nas reiteradas introspecções que encontramos o Senhor: os cursos de auto-ajuda na vida podem ser úteis, mas viver a nossa vida sacerdotal passando de um curso ao outro, de método em método leva a tornar-se pelagianos, faz-nos minimizar o poder da graça, que se ativa e cresce na medida em que, com fé, saímos para nos dar a nós mesmos oferecendo o Evangelho aos outros, para dar a pouca unção que temos àqueles que não têm nada de nada.

O sacerdote, que sai pouco de si mesmo, que unge pouco – não digo “nada”, porque, graças a Deus, o povo nos rouba a unção –, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de ativar a parte mais profunda do seu coração presbiteral. Quem não sai de si mesmo, em vez de ser mediador, torna-se pouco a pouco um intermediário, um gestor. A diferença é bem conhecida de todos: o intermediário e o gestor “já receberam a sua recompensa”. É que, não colocando em jogo a pele e o próprio coração, não recebem aquele agradecimento carinhoso que nasce do coração; e daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, que acabam por viver tristes, padres tristes, e transformados numa espécie de coleccionadores de antiguidades ou então de novidades, em vez de serem pastores com o “cheiro das ovelhas” – isto vo-lo peço: sede pastores com o “cheiro das ovelhas”, que se sinta este –, serem pastores no meio do seu rebanho e pescadores de homens. É verdade que a chamada crise de identidade sacerdotal nos ameaça a todos e vem juntar-se a uma crise de civilização; mas, se soubermos quebrar a sua onda, poderemos fazer-nos ao largo no nome do Senhor e lançar as redes. É um bem que a própria realidade nos faça ir para onde, aquilo que somos por graça, apareça claramente como pura graça, ou seja, para este mar que é o mundo atual onde vale só a unção – não a função – e se revelam fecundas unicamente as redes lançadas no nome d’Aquele em quem pusemos a nossa confiança: Jesus.

Amados fiéis, permanecei unidos aos vossos sacerdotes com o afeto e a oração, para que sejam sempre Pastores segundo o coração de Deus.

Amados sacerdotes, Deus Pai renove em nós o Espírito de Santidade com que fomos ungidos, o renove no nosso coração de tal modo que a unção chegue a todos, mesmo nas “periferias” onde o nosso povo fiel mais a aguarda e aprecia. Que o nosso povo sinta que somos discípulos do Senhor, sinta que estamos revestidos com os seus nomes e não procuramos outra identidade; e que ele possa receber, através das nossas palavras e obras, este óleo da alegria que nos veio trazer Jesus, o Ungido. Amém.

28 de março de 2013 at 19:07 Deixe um comentário

VIA-SACRA NO COLISEU – PRESIDIDA POR SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO – SEXTA-FEIRA SANTA DO ANO 2013

MEDITAÇÕES

preparadas por jovens libaneses sob a orientação de Sua Beatitude Eminentíssima o Senhor Cardeal Béchara Boutros Raï

 Via Crucis 2013

VIA-SACRA 2013

Introdução

«Alguém correu para Ele e ajoelhou-se perguntando: “Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?”» (Mc 10, 17).

A esta pergunta, que arde no mais fundo do nosso ser, Jesus deu resposta percorrendo o caminho da cruz.

Contemplamo-Vos, Senhor, nesta estrada, sendo Vós o primeiro que a seguistes e, no fim dela, «lançastes a vossa cruz como uma ponte através da morte, a fim de que os homens pudessem passar da terra da morte para a da Vida» (Santo Efrém, o Sírio, Homilia).

A chamada, que fazeis para Vos seguir, é dirigida a todos, especialmente aos jovens e a quantos se sentem provados por divisões, guerras ou injustiças e lutam por ser, no meio de seus irmãos, sinais de esperança e obreiros de paz.

Por isso, colocamo-nos com amor diante de Vós, apresentamo-Vos os nossos sofrimentos, voltamos os nossos olhares e os nossos corações para a vossa Santa Cruz e, encorajados pela vossa promessa, rezamos: «Bendito seja o nosso Redentor, que nos deu a vida com a sua morte. Ó [divino] Redentor, realizai em nós o mistério da vossa redenção, pela vossa paixão, a vossa morte e ressurreição» (Liturgia Maronita).

 

I ESTAÇÃO Jesus é condenado à morte

Via Crucis 2013

Do Evangelho segundo São Marcos 15, 12-13.15

«Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes: “Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?” Eles gritaram novamente: “Crucifica-o!” (…) Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado».

Na presença de Pilatos, detentor do poder, Jesus deveria ter obtido justiça. Com efeito, Pilatos tinha o poder para reconhecer a inocência de Jesus e libertá-lo. Mas o governador romano preferiu servir a lógica dos seus interesses pessoais e cedeu às pressões políticas e sociais. Condenou um inocente para agradar à multidão, sem satisfazer a verdade. Entregou Jesus ao suplício da cruz, apesar de saber que era inocente… Antes lavara-se as mãos!

No mundo de hoje, existem muitos «Pilatos» que, nas suas mãos, detêm as rédeas do poder e usam-nas ao serviço dos mais fortes. Muitos são aqueles que, fracos e covardes face a estas correntes de poder, empenham a sua autoridade ao serviço da injustiça e espezinham a dignidade do homem e o seu direito à vida.

Senhor Jesus, não permitais que sejamos do número dos injustos. Não permitais que os fortes se comprazam no mal, na injustiça e no despotismo. Não permitais que a injustiça leve os inocentes ao desespero e à morte. Confirmai-os na esperança e iluminai a consciência daqueles que têm autoridade neste mundo, para que governem na justiça. Amen.

 

II ESTAÇÃO Jesus é carregado com a Cruz

Via Crucis 2013

Do Evangelho segundo São Marcos 15, 20

«Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no das suas vestes. Levaram-no, então, para o crucificar».

Os soldados, que Jesus Cristo tem pela frente, crêem ter todo o poder sobre Ele, ao passo que «por Ele é que tudo começou a existir, e sem Ele nada veio à existência» (Jo 1, 3).

Em todo o tempo, o homem acreditou que ele próprio podia substituir Deus e determinar por si mesmo o bem e o mal (cf. Gn 3, 5), sem referência ao seu Criador e Salvador. Julgou-se omnipotente, capaz de excluir Deus da vida própria e da dos seus semelhantes, em nome da razão, do poder ou do dinheiro.

Também hoje o mundo se curva a realidades que procuram expulsar Deus da vida do homem, como o laicismo cego que sufoca os valores da fé e da moral em nome duma suposta defesa do homem, ou o fundamentalismo violento que toma como pretexto a defesa dos valores religiosos (cf. Exort. ap. Ecclesia in Medio Oriente, 29).

Senhor Jesus, a Vós que assumistes a humilhação e Vos identificastes com os fracos, confiamos todos os homens e todos os povos humilhados e atribulados, especialmente os do martirizado Oriente. Concedei-lhes que encontrem, em Vós, a força para poderem carregar convosco a sua cruz de esperança. Nas vossas mãos, colocamos quantos se extraviaram, para que, por vosso intermédio, encontrem a verdade e o amor. Amen.

 

III ESTAÇÃO Jesus cai pela primeira vez

Via Crucis 2013

Do Livro do profeta Isaías 53, 5

«Foi ferido por causa dos nossos crimes, esmagado por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos salva caiu sobre ele, fomos curados pelas suas chagas».

Aquele que sustenta na sua mão divina os luzeiros do céu e na presença do qual tremem as potestades celestes…, ei-lo que cai por terra, desprotegido, sob o jugo pesado da cruz.

Aquele que trouxe a paz ao mundo, ferido pelos nossos pecados, cai sob a carga das nossas culpas.

«Vede, ó fiéis, o nosso Salvador que avança pelo caminho do Calvário. Oprimido por amargos sofrimentos, as forças abandonam-no. Vamos ver este acontecimento incrível, que ultrapassa a nossa compreensão e é difícil de descrever. Os alicerces da terra foram abalados e um medo terrível se apoderou dos presentes quando o seu Criador e Deus foi esmagado sob o peso da cruz e se deixou conduzir à morte, por amor de toda a humanidade» (Liturgia Caldeia).

Senhor Jesus, reerguei-nos das nossas quedas, reconduzi à vossa Verdade o nosso espírito extraviado. Não permitais que a razão humana, que criastes para Vós, se contente com as verdades parciais da ciência e da tecnologia, sem cuidar de pôr-se as perguntas fundamentais acerca do sentido da existência (cf. Carta ap. Porta fidei, 12). Concedei, Senhor, que nos abramos à acção de vosso Santo Espírito, para sermos por Ele conduzidos à plenitude da Verdade. Amen.

 

IV ESTAÇÃO Jesus encontra sua Mãe

Via Crucis 2013

Do Evangelho segundo São Lucas 2, 34-35.51b

«Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: “Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos de muitos corações”. (…) Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração».

Ferido e atribulado, carregando a cruz da humanidade, Jesus encontra sua mãe e, no seu rosto, toda a humanidade.

Maria, Mãe de Deus, foi a primeira discípula do Mestre. Acolhendo a palavra do Anjo, encontrou pela primeira vez o Verbo encarnado e tornou-se templo do Deus vivo. Encontrou-o, sem compreender como o Criador do céu e da terra tenha querido escolher uma menina, uma criatura frágil, para encarnar neste mundo. Encontrou-o numa busca constante do seu Rosto, no silêncio do coração e na meditação da Palavra. Julgava ser ela que o buscava, mas, na verdade, era Ele que a procurava. Agora, enquanto carrega a cruz, encontra-a.

Jesus sofre ao ver sua mãe sofrer, e Maria por ver sofrer o seu Filho. Mas, deste sofrimento comum, nasce uma humanidade nova. «A paz esteja contigo! Nós vos suplicamos, ó Santa repleta de glória, Virgem perpétua, Mãe de Deus, Mãe de Cristo. Fazei subir à presença do vosso dilecto Filho a nossa prece para que perdoe os nossos pecados» (Theotokion, tirado do Orologion copto, Al-Aghbia 37).

Senhor Jesus, também nós sentimos, nas nossas famílias, os sofrimentos causados aos filhos por seus pais, e aos pais por seus filhos. Senhor, fazei que, nestes tempos difíceis, as nossas famílias sejam lugares da vossa presença, para que os nossos sofrimentos se transformem em alegria. Sede Vós o apoio das nossas famílias e fazei delas oásis de amor, paz e serenidade, à imagem da Sagrada Família de Nazaré. Amen.

 

V ESTAÇÃO Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a Cruz

Via Crucis 2013

Do Evangelho segundo São Lucas 23, 26

«Quando o iam conduzindo, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz, para a levar atrás de Jesus».

O encontro de Jesus com Simão de Cirene é um encontro silencioso, uma lição de vida: Deus não quer o sofrimento nem aceita o mal. E o mesmo se diga do ser humano. Mas o sofrimento, acolhido na fé, transforma-se em caminho de salvação; então, aceitamo-lo como Jesus e ajudamos a carregá-lo como Simão de Cirene.

Senhor Jesus, envolvestes o homem no acto de levar a vossa cruz. Convidastes-nos a partilhar o vosso sofrimento. Simão de Cirene é semelhante a nós e ensina-nos a aceitar a cruz que encontramos nas estradas da vida. Seguindo o vosso exemplo, Senhor, carregamos hoje, também nós, a cruz da tribulação e da doença, mas aceitamo-la, porque Vós estais connosco. Ela pode cravar-nos numa cadeira, mas não impedir de sonhar; pode obscurecer o olhar, mas não ferir a consciência; pode tornar surdo o ouvido, mas não impedir de escutar; pode prender a língua, mas não suprimir a sede de verdade; pode deixar a alma pesada, mas não privá-la da liberdade. Senhor, queremos ser vossos discípulos, levando a vossa cruz todos os dias; levá-la-emos com alegria e esperança, porque Vós a levais connosco, porque triunfastes sobre a morte por nós. Nós Vos damos graças, Senhor, por cada pessoa doente ou atribulada, que sabe ser testemunha do vosso amor, e por cada «Simão de Cirene» que colocais no nosso caminho. Amen.

 

VI ESTAÇÃO A Verónica limpa o rosto de Jesus

Via Crucis 2013

Do Livro dos Salmos Sal 27, 8-9

«O meu coração murmura por ti, os meus olhos te procuram; é a tua face que eu procuro, Senhor. Não desvies de mim o teu rosto, nem afastes, com ira, o teu servo. Tu és o meu amparo: não me rejeites nem abandones, ó Deus, meu Salvador!»

A Verónica procurou-vos no meio da multidão. Procurou-vos e finalmente vos encontrou. Quando o vosso sofrimento estava no auge, ela quis suavizá-lo, enxugando-vos o rosto com um pano. Um pequeno gesto, mas exprimia todo o seu amor por Vós e toda a sua fé em Vós; ficou gravado na memória da nossa tradição cristã.

Senhor Jesus, é o vosso rosto que nós procuramos. A Verónica recorda-nos que Vós estais presente em cada pessoa que sofre e segue pelo seu caminho do Gólgota. Senhor, fazei que Vos encontremos nos pobres, os vossos irmãos pequeninos, para enxugar as lágrimas de quem chora, cuidar de quem sofre e amparar quem é fraco. Vós, Senhor, ensinais-nos que uma pessoa ferida e esquecida não perde o seu valor nem a sua dignidade mas permanece sinal da vossa presença escondida no mundo. Ajudai-nos a enxugar do seu rosto os traços da pobreza e da injustiça, para que a vossa imagem se revele e resplandeça nela. Rezamos por aqueles que buscam o vosso Rosto e o encontram no rosto dos sem-abrigo, dos pobres e das crianças sujeitas à violência e à exploração. Amen.

 

VII ESTAÇÃO Jesus cai pela segunda vez

Via Crucis 2013

 

Do Livro dos Salmos Sal 22, 8.12

«Todos os que me vêem escarnecem de mim; estendem os lábios e meneiam a cabeça. (…) Não te afastes de mim, porque estou atribulado e não há quem me ajude».

Jesus está sozinho sob o peso interior e exterior da cruz. Sobrevém a queda, quando o peso do mal se torna demasiado grande e parece já não haver limite à injustiça e à violência.

Mas Ele volta a levantar-se, fortalecido com a confiança infinita que tem em seu Pai. Perante os homens que o abandonam à sua sorte, a força do Espírito o levanta; une-o inteiramente à vontade do Pai, à vontade do amor que tudo pode.

Senhor Jesus, na vossa segunda queda, reconhecemos muitas das nossas situações que parecem sem saída. Entre elas se incluem as resultantes de preconceitos e do ódio, que endurecem os nossos corações e levam a conflitos religiosos. Iluminai as nossas consciências a fim de reconhecermos que, não obstante «as divergências humanas e religiosas, há um raio de verdade que ilumina todos os homens», chamados a caminhar juntos – no respeito da liberdade religiosa – rumo à verdade que está unicamente em Deus. Assim as diversas religiões podem «juntar-se para servir o bem comum, contribuindo para o desenvolvimento de toda a pessoa e a edificação da sociedade» (Exort. ap. Ecclesia in Medio Oriente, 27-28). Vinde, Espírito Santo, consolar e fortalecer os cristãos, em particular os do Médio Oriente, para que, unidos a Cristo, sejam as testemunhas do seu amor universal numa terra dilacerada pela injustiça e pelos conflitos. Amen.

 

VIII ESTAÇÃO Jesus encontra as mulheres de Jerusalém que choram por Ele

Via Crucis 2013

Do Evangelho segundo São Lucas 23, 27-28

«Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos”».

No caminho do Calvário, o Senhor encontra as mulheres de Jerusalém. Estas mulheres choram o sofrimento do Senhor, como se se tratasse de um sofrimento sem esperança. Olhando a cruz, elas não vêem senão o madeiro, sinal de maldição (cf. Dt 21, 23), ao passo que o Senhor a desejou como meio de Redenção e Salvação.

Na Paixão e Crucifixão, Jesus oferece a sua vida em resgate por muitos. Assim deu Ele alívio a quantos estavam oprimidos sob o jugo e consolou os aflitos. Enxugou as lágrimas das mulheres de Jerusalém e abriu-lhes os olhos à verdade pascal.

O nosso mundo está cheio de mães aflitas, de mulheres feridas na sua dignidade, lesadas pelas discriminações, a injustiça e o sofrimento (cf. Exort. ap. Ecclesia in Medio Oriente, 60). Ó Cristo padecente, sede a sua paz e o bálsamo das suas feridas.

Senhor Jesus, com a vossa encarnação no seio de Maria «bendita entre as mulheres» (Lc 1, 42), elevastes a dignidade de toda a mulher. Com a Encarnação, unificastes o género humano (cf. Gl 3, 26-28). Senhor, o anseio dos nossos corações seja o de Vos encontrar. O nosso caminho, embora repleto de tribulações, seja sempre um percurso de esperança convosco e para Vós, que sois o refúgio da nossa vida e a nossa Salvação. Amen.

 

IX ESTAÇÃO Jesus cai pela terceira vez

Via Crucis 2013

 

Da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 5, 14-15

«O amor de Cristo nos absorve completamente, ao pensar que um só morreu por todos e, portanto, todos morreram. Ele morreu por todos, a fim de que, os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou».

Pela terceira vez, Jesus cai sob a cruz, sobrecarregado com os nossos pecados, e pela terceira vez procura levantar-se reunindo as forças que lhe restam, para continuar o caminho para o Gólgota, recusando deixar-se esmagar e sucumbir à tentação.

A partir da sua Encarnação, Jesus carrega a cruz do sofrimento humano e do pecado. Assumiu plena e eternamente a natureza humana, mostrando aos homens que a vitória é possível e que o caminho da filiação divina está aberto.

Senhor Jesus, a Igreja, nascida do vosso lado aberto, vive oprimida sob a cruz das divisões que afastam os cristãos uns dos outros e da unidade que Vós quisestes para eles; desviam-se do vosso desejo de «que todos sejam um só» (Jo 17, 21) como o Pai convosco. Esta cruz grava com todo o seu peso sobre a sua vida e o seu testemunho comum. Concedei-nos, Senhor, a sabedoria e a humildade para nos levantarmos e avançarmos pelo caminho da unidade, na verdade e no amor, sem sucumbir à tentação de fazer apelo simplesmente aos critérios dos interesses pessoais ou sectários, quando nos embatemos nas divisões (cf. Exort. ap. Ecclesia in Medio Oriente, 11). Concedei-nos renunciar à mentalidade de divisão «para não esvaziar da sua eficácia a cruz de Cristo» (1 Cor 1, 17). Amen.

 

X ESTAÇÃO Jesus é despojado das suas vestes

Via Crucis 2013

Do Livro dos Salmos Sal 22, 19

«Repartem entre si as minhas vestes e sorteiam a minha túnica».

Na plenitude dos tempos, revestistes-Vos, Senhor Jesus, da nossa humanidade, Vós cujas «franjas do manto enchiam o templo» (Is 6, 1); agora, caminhais entre nós, e quantos tocam a franja das vossas vestes ficam curados. Mas, até destas vestes, fostes despojado, Senhor! Roubámo-Vos a capa, e Vós destes-nos também a túnica (cf. Mt 5, 40). Permitistes que o véu da vossa carne se rasgasse, para sermos de novo admitidos à presença do Pai (cf. Heb 10, 19-20).

Pensávamos que podíamos realizar-nos por nós mesmos, independentemente de Vós (cf. Gn 3, 4-7). Resultado: demos por nós nus, mas, no vosso amor infinito, revestistes-nos da dignidade de filhos e filhas de Deus e da vossa graça santificante.

Concedei, Senhor, aos filhos das Igrejas Orientais – despojados por vários contratempos, incluindo às vezes a perseguição, e debilitados pela emigração – a coragem de permanecer nos seus países para anunciarem a Boa Nova.

Ó Jesus, Filho do Homem, que Vos deixastes despojar para nos revelar a nova criatura ressuscitada dentre os mortos, rasgai em nós o véu que nos separa de Deus e tecei em nós a vossa presença divina. Concedei-nos vencer o medo frente aos acontecimentos da vida que nos despojam e deixam nus, e revestir o homem novo do nosso Baptismo a fim de anunciar a Boa Nova, proclamando que Vós sois o único Deus verdadeiro que guia a história. Amen.

 

XI ESTAÇÃO Jesus é pregado na Cruz

Via Crucis 2013

Do Evangelho segundo São João 19, 16a.19

«Então, entregou-o para ser crucificado. (…) Pilatos redigiu um letreiro e mandou pô-lo sobre a cruz. Dizia: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”».

Eis o Messias esperado, suspenso no madeiro da cruz entre dois ladrões. As duas mãos que abençoaram a humanidade estão trespassadas. Os dois pés que palmilharam a nossa terra para anunciar a Boa Nova estão suspensos entre a terra e o céu. Os olhos cheios de amor, que, com um simples olhar, curaram os enfermos e perdoaram os nossos pecados, já não fixam senão o Céu.

Senhor Jesus, fostes crucificado pelas nossas iniquidades. Rezais a Deus Pai e intercedeis pela humanidade. Cada golpe de martelo ressoa como um latejo do vosso coração imolado. Como são belos no monte Calvário os pés d’Aquele que anuncia a Boa Nova da Salvação. O vosso amor, Jesus, encheu o universo. As vossas mãos trespassadas são o nosso refúgio na angústia; acolhem-nos sempre que o abismo do pecado nos ameaça, e encontramos nas vossas chagas a cura e o perdão. Ó Jesus, pedimo-Vos por todos os jovens que se sentem oprimidos pelo desespero, pelos jovens vítimas da droga, das seitas e das perversões. Libertai-os da sua escravidão. Ergam os olhos e acolham o Amor; descubram a felicidade em Vós, e salvai-os Vós, nosso Salvador. Amen.

 

XII ESTAÇÃO Jesus morre na Cruz

Via Crucis 2013

Do Evangelho segundo São Lucas 23, 46

«Dando um forte grito, Jesus exclamou: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Dito isto, expirou».

Do alto da cruz, um grito! Grito de abandono no momento da morte, grito de confiança no sofrimento, grito do parto de uma nova vida. Vemo-Vos, suspenso na Árvore da Vida, entregar o vosso espírito nas mãos do Pai, fazendo jorrar a vida em abundância e moldando a nova criatura. Hoje, também nós enfrentamos os desafios deste mundo: sentimos que as ondas das preocupações nos submergem e fazem vacilar a nossa confiança. Senhor, reforçai intimamente a nossa certeza de que, enquanto repousarmos nas mãos que nos formaram e acompanham, nenhuma morte nos vencerá.

E possa cada um de nós exclamar:

«Ontem, estava crucificado com Cristo, hoje, estou glorificado com Ele. Ontem, estava morto com Ele, hoje, estou vivo com Ele. Ontem, estava sepultado com Ele, hoje, ressuscitei com Ele» (Gregório Nazianzeno).

Nas trevas das nossas noites, nós Vos contemplamos. Ensinai-nos a dirigirmo-nos ao Altíssimo, ao vosso Pai celestial. Hoje rezamos para que todos aqueles que promovem o aborto tomem consciência de que o amor só pode ser fonte da vida. Pensamos também nos defensores da eutanásia e naqueles que incentivam técnicas e procedimentos que colocam em perigo a vida humana. Abri os seus corações, para que Vos conheçam de verdade, para que se comprometam na construção da civilização da vida e do amor. Amen.

 

XIII ESTAÇÃO Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe

Via Crucis 2013

Do Evangelho segundo São João 19, 26-27a

«Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho!” Depois, disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!”».

Senhor Jesus, aqueles que Vos amam permanecem ao vosso lado e conservam a fé. Na hora da agonia e da morte, quando o mundo pensa que o mal triunfa e que a voz da verdade e do amor, da justiça e da paz é silenciada, a fé deles não desfalece.

Ó Maria, nas vossas mãos, colocamos a nossa terra. «Como é triste ver esta terra bendita sofrer nos seus filhos que encarniçadamente se destroçam uns aos outros, e morrem!» (Exort. ap. Ecclesia in Medio Oriente, 8). Parece que não há nada que possa acabar com o mal, o terrorismo, o homicídio e o ódio. «Diante da cruz, na qual o vosso Filho estendeu as suas mãos imaculadas para a nossa salvação, ó Virgem, nos prostramos neste dia: concedei-nos a paz» (Liturgia Bizantina).

Rezamos pelas vítimas da violência e das guerras que devastam, neste nosso tempo, vários países do Médio Oriente e também outras partes do mundo. Rezamos para que os desalojados e os emigrantes forçados possam voltar o mais rápido possível às suas casas e às suas terras. Fazei, Senhor, que o sangue das vítimas inocentes seja semente de um Oriente novo, mais fraterno, mais pacífico e mais justo, e que este Oriente recupere o esplendor da sua vocação de berço de civilização e de valores espirituais e humanos. Estrela do Oriente, indicai-nos a vinda da Alvorada! Amen.

 

XIV ESTAÇÃO Jesus é depositado no sepulcro

Via Crucis 2013

Do Evangelho segundo São João 19, 39-40

«Nicodemos, aquele que antes tinha ido ter com Jesus de noite, apareceu também trazendo uma mistura de perto de cem libras de mirra e aloés. Tomaram então o corpo de Jesus e envolveram-no em panos de linho com os perfumes, segundo o costume dos judeus».

Nicodemos recebe o corpo de Cristo, cuida dele e depõe-no num sepulcro, no meio de um jardim que recorda o da Criação. Jesus deixa-se sepultar tal como se deixou crucificar, no mesmo abandono, inteiramente «entregue» nas mãos dos homens e «perfeitamente unido» a eles «até ao sono sob a laje do túmulo» (São Gregório de Narek).

Aceitar as dificuldades, os acontecimentos dolorosos, a morte… exige uma esperança firme, uma fé viva.

A pedra colocada à entrada do túmulo será removida, e surgirá uma nova vida. Na realidade, «pelo Baptismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4).

Recebemos a liberdade de filhos de Deus, para não voltar à escravidão; a vida é-nos dada em abundância, para não mais nos contentarmos com uma vida sem beleza nem significado.

Senhor Jesus, fazei de nós filhos da luz, que não temem as trevas. Nós Vos pedimos hoje por todos aqueles que buscam o sentido da vida e por quantos perderam a esperança, para que acreditem na vossa vitória sobre o pecado e a morte. Amen.

 

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28 de março de 2013 at 12:28 Deixe um comentário

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