Archive for outubro, 2015

Mensagem do Papa para a conferência sobre tráfico de seres humanos

2015-10-30 Rádio Vaticana

O Papa Francisco enviou nesta sexta-feira dia 30 de outubro uma Mensagem aos participantes da Conferência sobre Tráfico de Seres Humanos,a decorrer em Madrid, promovida pelo Grupo Santa Marta. Este grupo é composto por oficiais das forças de Segurança e de Bispos, representantes do mundo inteiro, que atuam com a sociedade civil para erradicar o tráfico de seres humanos, assegurar assistência pastoral às vítimas e buscar estratégias de prevenção e reintegração.

O Grupo Santa Marta foi assim denominado por tomar o nome da residência do Papa Francisco, no Vaticano, onde os membros deste grupo ficaram hospedados, em 2014, por ocasião da II Conferência Internacional do Combate ao Tráfico de Seres Humanos. É um grupo animado pelo Cardeal Vincent Gerard Nichols, arcebispo metropolitano de Westminster, em Londres, e por Bernard Hogan-Howe, chefe da polícia da capital britânica.

Na sua Mensagem escrita em espanhol, enviada aos participantes do Grupo Santa Marta, reunidos no Mosteiro de São Lourenço de Escorial, em Madrid, o Santo Padre expressou sua satisfação por este jovem grupo ter já feito tanto no âmbito da erradicação das novas escravidões. Neste sentido, o Papa recorda uma passagem do seu discurso, pronunciado na sede das Nações Unidas em Nova Iorque: “O mundo espera de todos os governantes uma vontade decisiva, prática, constante de passos concretos e medidas para preservar e melhorar o meio ambiente e derrotar o fenómeno da exclusão social e económica, com as suas tristes consequências”.

Entre tais consequências, o Papa citou “o tráfico de seres humanos, comércio de órgãos e tecidos humanos, exploração sexual de menores, trabalho escravo, além da prostituição, do tráfico de drogas e armas, terrorismo e crime internacional organizado… Devemos zelar para que nossas instituições sejam realmente efetivas na luta contra todos estes flagelos” – escreve o Papa.

Por fim, o Papa Francisco pede a Deus para que os membros do Grupo Santa Marta possam levar por diante esta missão, tão delicada, humanitária e cristã, curando as feridas abertas e doloridas da humanidade, que representam as chagas de Cristo e possam, assim, libertar as vítimas das novas escravidões, reabilitar os prisioneiros e excluídos, desmascarar os traficantes e mercantes, para o bem comum e a promoção da dignidade humana.

(RS/MT)

31 de outubro de 2015 at 7:03 Deixe um comentário

«Creio na comunhão dos santos» (Credo)

Santa Catarina de Sena (1347-1380), terceira dominicana, doutora da Igreja, co-padroeira da Europa
O diálogo, cap. 41

Deus disse a Santa Catarina:

«A alma justa que termina a sua vida terrena na caridade fica a partir daí encadeada no amor e já não pode crescer em virtude; o seu tempo acabou. Mas pode sempre amar com o amor que tinha quando veio a Mim, que é a medida do seu amor (Lc 6,38). Deseja-Me sempre, ama-Me sempre, e o seu desejo nunca é frustrado: tem fome, é saciada e, uma vez saciada, tem mais fome; está livre do desprazer da saciedade tanto quanto do sofrimento da fome. É no amor que os bem-aventurados gozam da minha eterna visão e participam deste bem que tenho em Mim mesmo, e que comunico a cada um segundo a sua medida; essa medida é o grau de amor que eles tinham quando vieram a Mim.

Porque permaneceram na minha caridade e na do próximo e porque estão unidos pela caridade […], cada um alegra-se por participar do bem dos outros, para além do bem universal que já possui. Os santos partilham a alegria e o júbilo dos anjos, no meio dos quais foram colocados […]. Participam também, de uma forma muito particular, na felicidade daqueles que amavam na terra, mais intimamente e com uma afeição especial. Com esse amor, eles cresciam juntos em graça e virtude, sendo uns para os outros ocasião de manifestarem a minha glória e de louvarem o meu nome. […]  E não perderam esse amor na vida eterna, antes o guardam para sempre. É ele que faz superabundar a sua felicidade, pela alegria que cada um recebe com a felicidade do outro.»

31 de outubro de 2015 at 5:10 Deixe um comentário

O segredo do último lugar – Sermão de São Bernardo (1091-1153), monge

 
Sermão 37 sobre o Cântico dos Cânticos

Se soubéssemos claramente em que lugar Deus coloca cada um de nós, aceitaríamos tal decisão sem nunca nos colocarmos nem acima nem abaixo desse lugar. Mas, no nosso estado presente, os decretos de Deus estão envoltos em trevas e a sua vontade está-nos oculta. Por isso, o mais seguro, de acordo com o conselho da própria Verdade, é escolhermos o último lugar, de onde nos tirarão depois com honra, para nos darem um melhor. Ao passarmos debaixo de uma porta muito baixa, podemos baixar-nos tanto quanto quisermos sem nada temer; mas, se nos levantarmos um dedo que seja acima da altura da porta, bateremos com a cabeça. É por isso que não devemos recear nenhuma humilhação, mas antes temer e reprimir o menor movimento de auto-suficiência.

Não vos compareis, nem com os que são maiores que vós, nem com os vossos inferiores, nem com quaisquer outros, nem sequer com um só. Que sabeis sobre eles? Imaginemos um homem que parece o mais vil e desprezível de todos, cuja vida infame nos horroriza. Pensais que o podeis desprezar, não só por comparação convosco mesmos, que aparentemente viveis em sobriedade, justiça e piedade, mas até por comparação com outros malfeitores, dizendo que ele é o pior de todos. Mas sabeis se ele não será um dia melhor que vós e se o não é já aos olhos do Senhor? Por isso é que Deus não quis que ocupássemos um lugar intermédio, nem o penúltimo, nem sequer um dos últimos, mas disse: «Toma o último lugar», a fim de ficarmos verdadeiramente sós na última fila. Desse modo não pensareis, já não digo em preferir-vos, mas simplesmente em comparar-vos com quem quer que seja.

Fonte: Evangelho Quotidiano

31 de outubro de 2015 at 5:06 Deixe um comentário

Papa: Deus perdoa-nos como um Pai e não como um funcionário de tribunal

2015-10-30 Rádio Vaticana

Na Missa em Santa Marta na manhã deste dia 30 de Outubro o Papa Francisco afirmou que Deus perdoa-nos como um Pai e não como um funcionário de um tribunal.

“Jesus curava as pessoas, mas não era um curandeiro. Não! Curava as pessoas como um sinal, como sinal da compaixão de Deus, para salvá-las, para trazer de volta a ovelha perdida, o dinheiro perdido daquela senhora na carteira. Deus tem compaixão. Deus coloca o seu coração de Pai, coloca o seu coração por cada um de nós. E quando Deus perdoa, perdoa como um Pai e não como um funcionário do tribunal, que lê a sentença e diz: ‘Absolvido por insuficiência de provas’. Perdoa-nos por dentro. Perdoa porque se colocou no coração dessa pessoa”.

(RS)

30 de outubro de 2015 at 19:52 Deixe um comentário

Comemoração de todos os Fiéis Defuntos


Para muitas pessoas, o dia de finados é uma data triste, que deveria ser excluída do calendário. Muitos, nesse dia, ficam deprimidos ao recordarem os seus entes queridos que partiram desta vida. Alguns isolam-se, outros viajam para esconder suas mágoas… Porém, poucos conseguem ver que o dia de finados deve ser um momento de reflexão acerca de como anda a nossa conversão. Deve ser um dia de “fecho para balanço”, daqueles em que se pára tudo, totalizam-se os lucros e os prejuízos e promete-se e permite-se vida nova.

Não podemos esquecer-nos de que um dia estaremos também partindo desta vida. Não podemos ignorar isso pois, como um ladrão na noite, como diz o Evangelho, esse dia chegará. Felizes aqueles que foram “apanhados” em oração, com os Sacramentos em dia.

Muitas pessoas lamentam a “perda” de um pai ou uma mãe e esquecem-se de que eles fizeram apenas uma viagem distante e que estão esperando por nós. Partiram quando o Pai, transbordando de saudades, gritou: – Filho(a), há quanto tempo estás aí! Volta para casa! – e assim foi feito.

Muitos, porém, desses que lamentam a perda de um ente querido, ao invés de serem verdadeiramente santos para, um dia, voltarem a encontrar-se com seus parentes e amigos que partiram desta vida, tomam um outro rumo, ora distanciando-se de Deus e da Sua Igreja ora vivendo uma fé morna, como diz Jesus.

Não percebem que, ao fazer isso, desperdiçam a única oportunidade que têm de rever essas pessoas. É uma pena…

Neste dia 2 de Novembro, que possamos verdadeiramente rever os nossos sonhos, a nossa vida, a nossa fé e, pela glória de Deus, mudar de rumo, se necessário for.

Fonte: Evangelho Quotidiano

30 de outubro de 2015 at 5:31 Deixe um comentário

«Felizes os que choram, porque serão consolados» – sermão de Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano de Estrasburgo

«Ao ver a multidão, Jesus subiu a um monte […] e começou a ensiná-los» A montanha a que Jesus subiu foi a da Sua própria felicidade e a da Sua essência, na qual Ele é um com Seu Pai. E foi seguido por uma grande multidão: é a multidão dos santos cuja festa se celebra hoje; todos O seguiram, cada um de acordo com a vocação a que Deus o chamou. Nisso devemos imitá-los, prestando antes de mais atenção à nossa vocação, para nos assegurarmos daquilo a que Deus nos chama e seguir então esta chamada. […]

Chegado ao cimo da montanha, Jesus começou a falar e proclamou as oito bem-aventuranças. […] «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.» A primeira virtude é a pobreza espiritual, porque ela é o início e a base de toda a perfeição. Viremos esta questão de todas as formas, no fundo, será sempre necessário que o homem seja despojado, desamarrado, livre, pobre e desligado de toda a riqueza, para que Deus realmente conclua a Sua obra. O homem tem de se desembaraçar de todo e qualquer laço; somente assim Deus poderá estar com ele. […]

«Felizes os mansos, porque possuirão a terra» por toda a eternidade. Dá-se aqui um passo mais porque, pela verdadeira pobreza, libertamo-nos dos obstáculos, mas com a doçura penetramos mais nas profundezas, expulsamos toda a amargura, toda a irritabilidade e toda a imprudência. […] Para quem é manso, nada é amargo. Para os que são bons, também tudo é bom; tudo vem do seu fundo bom e puro. […] Quem é manso possui a terra, residindo na paz, aconteça-lhe o que lhe acontecer. Mas, se não agires assim, perderás simultaneamente esta virtude e a paz, e poder-se-á dizer de ti que és um quezilento e comparar-te a um cão tinhoso.

«Felizes os que choram […].» Quem são por conseguinte estes que choram? Num certo sentido, são os que sofrem; noutro, são os que choram os seus pecados. Mas os nobres amigos de Deus, que neste aspecto são os mais felizes de todos, terminaram de chorar os seus pecados […]; e contudo não deixam de chorar: choram os pecados e as faltas do seu próximo. […] E assim, os verdadeiros amigos de Deus choram devido à cegueira e à miséria dos pecados do mundo.

Fonte: Evangelho Quotidiano

30 de outubro de 2015 at 5:02 Deixe um comentário

Papa: Deus não condena, só ama e essa é a nossa vitória

2015-10-29 Rádio Vaticana

Na Missa na Capela de Santa Marta na manhã desta quinta-feira dia 29 de outubro o Papa Francisco afirmou que Deus só pode amar, não condena e o seu amor è a nossa vitória

Na primeira leitura do dia S. Paulo explica que os cristãos são vencedores porque “se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Mas, segundo o Papa Francisco, não podemos apresentar esta vitória em modo triunfante, como se tivéssemos este dom na mão, mas sim porque nada poderá jamais separar-nos do amor de Deus, que é “Jesus Cristo Nosso Senhor”. S. Paulo viu o amor de Deus “um amor que não se pode explicar” – afirmou o Papa Francisco:

“O dom é o amor de Deus, um Deus que não pode distanciar-se de nós. Aquela é a impotência de Deus. Nós dizemos: ‘Deus é potente, pode fazer tudo!’. Menos uma coisa: distanciar-se de nós! No Evangelho aquela imagem de Jesus que chora sobre Jerusalém, faz-nos perceber alguma coisa deste amor. Jesus chorou! Chorou sobre Jerusalém e naquele choro está toda a impotência de Deus: a sua incapacidade de não amar, de não se distanciar de nós.”

O Santo Padre sublinhou ainda na sua homilia que Deus chora por cada um de nós quando nos afastamos d’Ele, mas não nos condena porque nos ama:

“Deus ama por mim, quando eu me afasto; Deus chora por cada um de nós; Deus chora por aqueles malvados, que fazem tantas coisas feias, tanto mal à humanidade… Espera, não condena, chora. Porquê? Porque ama!”

(RS)

29 de outubro de 2015 at 9:59 Deixe um comentário

Barco a Vela – Eliana Ribeiro

29 de outubro de 2015 at 5:33 Deixe um comentário

Audiência: diálogo inter-religioso é semente de bem e amizade

2015-10-28 Rádio Vaticana

Quarta-feira, 28 de Outubro – chuva no início da manhã em Roma, mas que parou para a audiência-geral. Neste dia o Papa Francisco recordou os 50 anos da Declaração do Concílio Vaticano II Nostra aetate sobre as relações da Igreja Católica com as religiões não cristãs. Presentes representantes de diversas tradições religiosas.

Em nome dos representantes das várias religiões saudaram o Santo Padre o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos e o Cardeal Jean Louis Tauran, Presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso.

O Cardeal Jean Louis Tauran sublinhou a presença na audiência dos participantes no Encontro Internacional sobre a Nostra Aetate que está a decorrer na Universidade Pontifícia Gregoriana. Em particular, o Cardeal Tauran referiu o desejo de oração de todos os presentes, tal como “aconteceu no passado na Jornada de Assis” para testemunhar perante o mundo inteiro que a “fraternidade universal é possível”.

Por sua vez o Cardeal Kurt Kock declarou saudar o Papa Francisco também em nome de Congresso Mundial Judeu, tendo recordado o processo de aproximação entre cristãos e hebreus desenvolvido pelo Papa João XXIII: desde o encontro com o historiador francês Jules Isaak até à declaração Nostra Aetate.

O Cardeal Koch afirmou mesmo que a Nostra Aetate é a Magna Carta de uma frutuosa relação entre a Igreja Católica e o povo hebreu. Recordando a visita do Papa à Terra Santa e a sua oração junto ao Muro das Lamentações e a reflexão junto ao Memorial Yad Vashem o Cardeal pediu a bênção do Santo Padre.

Na sua catequese o Papa Francisco começou por recordar o Concílio Vaticano II e, em particular, alguns pontos da Declaração Nostra Aetate, como por exemplo: a procura de um sentido para a vida; o destino comum da humanidade; a unicidade da família humana; o olhar benévolo da Igreja sobre as outras religiões; a Igreja aberta ao diálogo com todos.

O Papa Francisco recordou que “são muitas as iniciativas” que foram desenvolvidas em cinquenta anos com as religiões não cristãs. Lembrou, especialmente, o Encontro de Assis de 27 de outubro de 1986, desejado e promovido pelo Papa João Paulo II, que continua a ser um “permanente sinal de esperança”.

O Papa Francisco lembrou ainda que nestes cinquenta anos a relação entre cristãos e hebreus transformou-se de atitudes de indiferença e oposição em atitudes de colaboração e benevolência. Desta forma, o Santo Padre sublinhou a importância do diálogo aberto e respeitoso:

“O diálogo de que temos necessidade não pode ser senão aberto e respeitoso e, assim, revelar-se frutuoso. O respeito recíproco é condição e, ao mesmo tempo, fim do diálogo inter-religioso: respeitar o direito dos outros à vida, a integridade física, as liberdades fundamentais, ou seja, a liberdade de consciência, de pensamento, de expressão e de religião.”

Frisando que o mundo olha para os crentes pedindo respostas sobre a paz, a fome e a miséria e tantos outros temas, o Papa Francisco declarou que para tudo isso não há receitas, mas existe um grande recurso: a oração:

“A oração é o nosso tesouro, que atingimos segundo as respectivas tradições, para pedir os dons que nos ligam à humanidade.”

“Por causa do terrorismo e da violência difundiu-se uma atitude de suspeição” para com as religiões – afirmou o Santo Padre que considerou que só o diálogo inter-religioso pode trazer sementes de bem:

“O diálogo baseado sob o confiante respeito pode levar sementes de bem que, por sua vez, se transforma em rebentos de amizade e de colaboração em tantos campos e, sobretudo, no serviço aos pobres, aos pequenos, aos idosos, no acolhimento aos migrantes, na atenção a quem está excluído. Podemos caminhar juntos cuidando uns dos outros e da Criação.”

O Papa Francisco na conclusão da sua catequese declarou que o Jubileu da Misericórdia será um tempo propício para as várias religiões trabalharem em conjunto nas obras de caridade.

O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“Dirijo uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, em particular aos fiéis de Cacém e Lisboa, e aos peregrinos brasileiros do Rio de Janeiro, São Paulo, Alto Rodrigues e Catanduva. Queridos amigos, sois chamados a ser fermento também na promoção do diálogo com as outras religiões e pessoas de boa vontade, procurando construir juntos um mundo mais fraterno e justo. Deus vos abençoe.”

Nas saudações em italiano o Papa Francisco lançou um apelo pelas populações do Paquistão e do Afeganistão atingidas por um forte terramoto:

“Estamos próximos das populações do Paquistão e do Afeganistão atingidas por um forte terramoto, que causou numerosas vítimas e profundos danos. Rezemos pelos defuntos e os seus familiares, por todos os feridos e os desalojados, implorando de Deus alívio no sofrimento e coragem na adversidade. Não falte a estes irmãos a nossa concreta solidariedade.”

No final da audiência geral o Papa Francisco propôs um momento de oração em silêncio, cada um na sua tradição religiosa, pedindo “maior fraternidade entre as religiões e, em particular, para com os irmãos mais necessitados.”

28 de outubro de 2015 at 13:18 Deixe um comentário

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