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Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial da Juventude – 1° de Abril (2012)


«Alegrai-vos sempre no Senhor!» (Fil 4,4)
Queridos jovens,

Fico feliz em dirigir-me novamente a vocês, em ocasião do XXVII Dia Mundial da Juventude. A recordação do encontro em Madri, em agosto passado, permanece muito presente no meu coração. Foi um extraordinário momento de graça, no qual o Senhor abençoou os jovens presentes, vindos do mundo inteiro. Dou graças a Deus por tantos frutos que fez nascer naqueles dias e que no futuro não deixaram de multiplicar-se para os jovens e para as comunidades as quais pertencem. Agora, estamos já nos orientando para o próximo encontro no Rio de Janeiro, em 2013, que terá como tema “Ide, pois, fazei discípulos entre todas as nações!” (Mt 28, 19).

Este ano, o tema do Dia Mundial da Juventude nos é dado de uma exortação da Carta de São Paulo apóstolo aos Filipenses: “Alegrai-vos sempre no Senhor!” (4,4). A alegria, de fato, é um elemento central da experiência cristã. Também durante cada Jornada Mundial da Juventude fazemos a experiência de uma alegria intensa, a alegria da comunhão, a alegria de ser cristãos, a alegria da fé. Esta é uma das características destes encontros. E vemos a grande força atrativa que essa tem: num mundo muitas vezes marcado pela tristeza e inquietude, é um testemunho importante da beleza e da confiabilidade da fé cristã.

A Igreja tem a vocação de levar ao mundo a alegria, a alegria autêntica e duradoura, aquela que os anjos anunciaram aos pastores de Belém na noite do nascimento de Jesus (cfr Lc 2,10): Deus não só falou, não só realizou prodígios na história da humanidade, mas Deus se fez próximo, fazendo-se um de nós e percorreu todas as etapas da vida do homem.

No difícil contexto atual, tantos jovens em torno a nós têm uma grande necessidade de sentir que a mensagem cristã é uma mensagem de alegria e de esperança! Gostaria de refletir com vocês, então, sobre as estradas para encontrá-la, a fim que possam vivê-la sempre mais em profundidade e que vocês possam ser mensageiros entre aqueles que estão a sua volta.

1. O nosso coração é feito para a alegria

A inspiração à alegria está impressa no intimo do ser humano. Além da satisfação imediata e passageira, o nosso coração busca a alegria profunda, plena e duradoura, que pode dar ‘sabor’ à existência. E aquilo que vale, sobretudo, para vocês, para a juventude é um período de continua descoberta da vida, do mundo, dos outros e de si mesmos. É um tempo de abertura em direção ao futuro, no qual se manifestam os grandes desejos de felicidade, de amizade, de partilha e de verdade, no qual si é movido por ideais e se concebem projetos.

E cada dia são tantas as alegrias simples que o Senhor nos oferece: a alegria de viver, a alegria diante da beleza da natureza, a alegria de um trabalho bem feito, a alegria do serviço, a alegria do amor sincero e puro. E se olhamos com atenção, existem tantos motivos de alegria: os belos momentos de vida familiar, a amizade partilhada, a descoberta das próprias capacidades pessoais e o alcance de bons resultados, o apreço por parte de outros, a possibilidade de expressar-se e de sentir-se capaz, a sensação de ser úteis ao próximo. E depois, a conquista de novos conhecimentos mediante os estudos, a descoberta de novas dimensões por meio de viagens e encontros, a possibilidade de fazer projetos futuros. Mas também a experiência de ler uma obra literária, de admirar um grande trabalho de arte, de escutar e tocar música ou de ver um filme podem produzir em nós verdadeiras alegrias.

Cada dia, porém, nos deparamos também com tantas dificuldades e nos corações existem preocupações para com o futuro, ao ponto que podemos nos perguntar se a alegria plena e duradoura a qual aspiramos não é talvez uma ilusão e uma fuga da realidade. São muitos os jovens que se interrogam: é realmente possível a alegria plena nos dias de hoje? E esta busca percorre várias estradas, algumas das quais se revelam erradas ou pelo menos perigosas. Mas como distinguir as alegrias realmente duradouras dos prazeres imediatos e enganosos? Como encontrar a verdadeira alegria na vida, aquela que dura e não nos abandona também nos momentos difíceis?

2. Deus é a fonte da verdadeira alegria

Na realidade as alegrias autênticas, aquelas pequenas do cotidiano ou aquelas grandes da vida, encontram toda sua origem em Deus, mesmo se não parece à primeira vista, porque Deus é comunhão de amor eterno, é alegria infinita que não permanece fechada em si mesma, mas se expande naqueles que Ele ama e que o amam. Deus nos criou à sua imagem por amor e para derramar sobre nós este Seu amor, para encher-nos com sua presença e sua graça.

Deus quer fazer-nos participantes de sua alegria, divina e eterna, fazendo-nos descobrir que o valor e o sentido profundo da nossa vida está no ser aceito, acolhido e amado por Ele, e não com uma acolhida frágil como pode ser aquela humana, mas com um acolhimento incondicional como é aquela divina: eu sou querido, tenho um lugar no mundo e na história, sou amado pessoalmente por Deus. E se Deus me aceita, me ama e eu me torno seguro, sei de modo claro e certo que é bom que eu seja, que exista.

Este amor infinito de Deus por cada um de nós se manifesta de modo pleno em Jesus Cristo. Nele se encontra a alegria que buscamos. No Evangelho, vemos como os eventos que marcam o início da vida de Jesus são caracterizados pela alegria. Quando o anjo Gabriel anuncia à Virgem Maria que será mãe do Salvador, inicia com esta palavra: “Alegra-te” (Lc 1,28). No nascimento de Jesus, o anjo do Senhor diz aos pastores: “Eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é Cristo Senhor” (Lc 2,11).

E os magos que procuravam o menino, “a aparição daquela estrela se encheram de profunda alegria” (Mt 2,10). O motivo desta alegria é, portanto, a aproximação de Deus, que se fez um de nós. E é isto que queria dizer São Paulo quando escreveu aos cristãos de Filipo: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo”. (Fil 4,4-5). A primeira causa da nossa alegria é a proximidade do Senhor, que me acolhe e me ama.

E, de fato, do encontro com Jesus nasce sempre uma grande alegria interior. Nos Evangelhos podemos ver isso em muitos episódios. Recordamos a visita de Jesus a Zaqueu, um cobrador de impostos desonesto, um público pecador, ao qual Jesus diz: “é preciso que eu hoje fique em tua casa”. E Zaqueu, diz São Lucas, “recebeu-o alegremente” (Lc 19,5-6). É a alegria do encontro com o Senhor; é o sentir o amor de Deus que pode transformar toda a existência e levar a salvação. E Zaqueu decide mudar de vida e dar a metade de seus bens aos pobres.

Na hora da paixão de Jesus, este amor se manifesta em toda sua força. Nos últimos momentos de sua vida terrena, na ceia com os seus amigos, Ele diz: “Como o pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor… Disse-vos essas coisas para que a minha alegria seja completa” (Jo 15,9.11). Jesus quer introduzir seus discípulos cada um de nós na alegria plena, aquela que Ele partilha com o Pai, porque o amor com o qual o Pai o ama esteja em nós (cfr. Jo 17,26). A alegria cristã é abrir-se a este amor de Deus e pertencer a Ele.

Narram os Evangelhos que Maria Madalena e outras mulheres foram visitar a tumba onde Jesus foi colocado depois de sua morte e receberam de um Anjo o anuncio incrível, aquele de sua ressurreição. Então deixaram rapidamente o sepulcro, escreve o evangelista, “com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria” correram para dar boa notícia aos discípulos. E Jesus veio ao encontro deles e disse: “Salve!” (Mt 28,8-9). É a alegria da salvação que é oferecida a eles: Cristo vive, é Aquele que venceu o mal, o pecado e a morte. Ele está presente em meio a nós como o Ressuscitado, até o fim do mundo (cfr Mt 28,20). O mal não deu a última palavra sobre a nossa vida, mas a fé em Cristo Salvador nos diz que o amor de Deus vence.

Esta alegria profunda é o fruto do Espírito Santo que nos torna filhos de Deus capazes de viver e de provar sua bondade, de voltar-nos a Ele com o termo “Abbà”, Pai (cfr Rm 8,15). A alegria é sinal de sua presença e de sua ação em nós.

3. Conservar no coração a alegria cristã

Neste ponto, nos perguntamos: como receber e conservar este dom da alegria profunda, da alegria espiritual?

Um Salmo nos diz: “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração” (Sal 37,4). E Jesus explica que “o Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai vende tudo o que tem para comprar aquele campo” (Mt 13,44). Encontrar e conservar a alegria espiritual nasce do encontro com o Senhor, que pede para segui-Lo, para fazer a escolha decisiva de voltar tudo para Ele.

Queridos jovens, não tenhais medo de colocar à disposição toda a vossa vida, dando espaço para Jesus Cristo e seu Evangelho; é a estrada para haver a paz e a verdadeira felicidade no íntimo de nós mesmos, é a estrada para a verdadeira realização de nossa existência de filhos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança.

Busquem a alegria no Senhor: a alegria da fé, é reconhecer cada dia sua presença, sua amizade: “O Senhor está próximo!” (Fil 4,5); é colocar nossa confiança Nele, é crescer no conhecimento e no amor Dele. O ‘Ano da fé’, que daqui alguns meses iniciaremos, será para nós ajuda e estímulo. Queridos amigos, aprendam a ver como Deus age em suas vidas, descubram-O escondido no coração dos acontecimentos do seu cotidiano. Creiam que Ele é sempre fiel à aliança que fez convosco no dia do vosso batismo. Saibam que não vos abandonará jamais. Volteis sempre o olhar para Ele. Na Cruz, doou sua vida porque ama cada um de vocês.

A contemplação de um amor assim grande leva aos nossos corações uma esperança e uma alegria que nada pode abater. Um cristão não pode ser jamais triste porque encontrou Cristo, que deu a vida por ele.

Buscar o Senhor, encontrá-lo na vida, significa também acolher sua Palavra, que é alegria para o coração. O profeta Jeremias escreve: “Vossa palavra constitui minha alegria e as delícias do meu coração” (Jer 15,16). Aprender a ler e meditar a Sagrada Escritura, ali encontra-se uma resposta às perguntas mais profundas de verdade que brotam em vossos corações e em vossas mentes. A palavra de Deus faz descobrir as maravilhas que Deus operou na história do homem e, pleno de alegria, abre-se ao louvor e à adoração: “Cantai ao Senhor… adoremos, de joelhos diante do Senhor que nos fez” (cfr Sal 95,1.6).

De modo particular, a Liturgia é um lugar por excelência no qual se exprime a alegria que a Igreja atinge do Senhor e transmite ao mundo. Cada domingo, na Eucaristia, a comunidade cristã celebra o Mistério central da salvação: a morte e ressurreição de Cristo. È este o momento fundamental para o caminho de cada discípulo do Senhor, no qual se rende presente o seu Sacrifício de amor; é a via na qual encontramos Cristo Ressuscitado, escutamos Sua Palavra, nos nutrimos de seu Corpo e Seu Sangue.

Um Salmo afirma: “Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!” (Salmo 117, 24). E na noite de Páscoa, a Igreja canta o Exultet, expressão de alegria pela vitória de Jesus Cristo sobre o pecado e a morte: “Exulta o coro dos anjos… Alegra-se a terra inundada de tão grande esplendor… e este templo todo ecoa para as proclamações do povo em festa!”. A alegria cristã nasce da consciência de ser amado por um Deus que se fez homem, que deu Sua vida por nós e venceu o mal e a morte; e é viver de amor para ele. Santa Teresinha do Menino Jesus, jovem carmelita, escreveu: “Jesus, minha alegria é amar-te!” (P. 45, 21 de janeiro de 1897, Op. Compl., pág. 708).

4. A alegria do amor

Queridos amigos, a alegria é intimamente ligada ao amor: são dois frutos inseparáveis do Espírito Santo (cfr Gal 5,23). O amor produz alegria, e a alegria é uma forma de amor. A beata Madre Teresa de Calcutá, fazendo ecoar as palavras de Jesus: “É maior felicidade dar que receber!” (At 20,35), dizia: “A alegria é uma rede de amor para capturar almas. Deus ama quem dá com alegria. E quem dá com alegria dá mais”. E o Servo de Deus Paulo VI escreveu: “Em Deus mesmo tudo é alegria, pois tudo é dom” (Exort. ap. Gaudete in Domino, 9 de maio de 1975).

Pensando aos vários ambientes da vida de vocês, gostaria de dizer-lhes que amar significa constância, fidelidade, ter fé nos empenhos. E este, em primeiro lugar, nas amizades: os nossos amigos esperam que sejamos sinceros, leais, porque o verdadeiro amor é perseverante também e, sobretudo, nas dificuldades. E o mesmo vale para o trabalho, os estudos e as atividades que desempenham. A fidelidade e a perseverança no bem conduzem à alegria, mesmo que ela não seja sempre imediata.

Para entrar na alegria do amor, somos chamados também a ser generosos, a não nos contentarmos em dar o mínimo, mas a empenhar-nos a fundo na vida, com uma atenção especial para com os mais necessitados. O mundo necessita de homens e mulheres competentes e generosos, que se colocam a serviço do bem comum. Empenhem-se nos estudos com seriedade; compartilhem seus talentos e os coloquem desde já a serviço do próximo. Busquem a maneira de contribuir para uma sociedade mais justa e humana, onde vocês estiverem. Que toda sua vida seja guiada pelo espírito do serviço, e não pela busca do poder, do sucesso material e do dinheiro.

A propósito da generosidade, não posso não mencionar uma alegria especial: aquela que se encontra na resposta à vocação de dar toda a vida ao Senhor. Queridos jovens, não tenham medo do chamado de Cristo para a vida religiosa, monástica, missionária ou ao sacerdócio. Estejam certos que Ele enche de alegria aquele que, dedicando a vida nesta perspectiva, responde ao seu envio deixando tudo para permanecer com Ele e dedicar-se de coração inteiramente a serviço dos outros. Do mesmo modo, grande é alegria que Ele reserva ao homem e à mulher que se doa totalmente um ou outro em matrimônio para constituir uma família e tornar-se sinal do amor de Cristo por sua Igreja.

Quero destacar novamente um terceiro elemento para entrar na alegria do amor: fazer crescer em suas vidas e na vida de suas comunidades a comunhão fraterna. Existe uma estreita ligação entre a comunhão e a alegria. Não é por acaso que São Paulo escreve sua exortação no plural: não se dirige a cada um singularmente, mas afirma: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fil 4,4). Somente juntos, vivendo a comunhão fraterna, podemos experimentar esta alegria. O livro dos Atos dos Apóstolos descreve assim a primeira comunidade cristã: “Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e simplicidade de coração” (At 2,46).  Empenhem-se vocês também a fim que as comunidades cristãs possam ser lugares privilegiados de partilha, de atenção e de cuidado um com o outro.

5. A alegria da partilha

Queridos amigos, para viver a verdadeira alegria é preciso também identificar com atenção quem está longe. A cultura atual induz muitas vezes a buscar objetivos, realizações e prazeres imediatos, favorecendo mais o inconstante que a perseverança no cansaço e a fidelidade aos empenhos.

As mensagem que vocês recebem impulsionam-lhes a entrar na lógica do consumo, provendo uma felicidade artificial. A experiência ensina que ter não coincide com a alegria: existem tantas pessoas que, mesmo tendo tantos bem materiais em abundância, estão sempre assombradas pelo desespero, pela tristeza e sentem um vazio na vida. Para permanecer na alegria, somos chamados a viver no amor e na verdade, a viver em Deus.

E a vontade de Deus é que nós sejamos felizes. Por isso, nos foram dadas indicações concretas para o nosso caminho: os Mandamentos. Observando-os, nós encontramos a estrada da vida e da felicidade. Mesmo que à primeira vista possa parecer um conjunto de proibições, quase um obstáculo à liberdade, se os meditamos mais atentamente, à luz da Mensagem de Cristo, estes são um conjunto de essenciais e preciosas regras de vida que conduzem a uma existência feliz, realizada segundo o projeto de Deus.

Quantas vezes, ao contrário, constamos que construir a vida ignorando Deus e Sua vontade leva à desilusão, tristeza, sensação de derrota. A experiência do pecado, como a recusa a segui-Lo, como uma ofensa à sua amizade, traz sombra aos nossos corações.

Mas se às vezes o caminho cristão não é fácil e o empenho de fidelidade ao amor do Senhor encontra obstáculos ou registra quedas, Deus, em sua misericórdia, não nos abandona, mas nos oferece sempre a possibilidade de retornar a Ele, de nos reconciliarmos com Ele, de experimentarmos a alegria do Seu amor que perdoa e acolhe novamente.

Queridos jovens, recorram sempre ao Sacramento da Penitência e da Reconciliação! Este é o Sacramento da alegria reencontrada. Peçam ao Espírito Santo a luz para saber reconhecer seus pecados e a capacidade de pedir perdão a Deus, recebendo este Sacramento com freqüência, serenidade e confiança. O Senhor abre sempre Seus braços a vocês, vos purificará e vos fará entrar em Sua alegria: Haverá alegria no céu mesmo que por um só pecador que se converte (cfr Lc 15,7).

6. A alegria nas provas

Por fim, porém, poderá permanecer em nosso coração a pergunta se realmente é possível viver na alegria mesmo em meio a tantas provas da vida, especialmente as mais dolorosas e misteriosas, se realmente seguir o Senhor, confiar-nos a Ele, temos sempre felicidade.

A resposta pode vir-nos de algumas experiências de jovens como vocês que encontraram justamente em Cristo a luz capaz de dar força e esperança, mesmo em meio às situações mais difíceis. O beato Pier Giorgio Frassati (1901-1925) experimentou tantas provas em sua breve existência, entre elas, uma relacionada à sua vida sentimental, que o feriu de maneira profunda. Justamente esta situação, escreve a sua irmã: “Você me pergunta se estou alegre; e como não poderia ser? A fé me dará sempre força para ser alegre! Todo católico não pode não ser alegre… A finalidade para a qual fomos criados nos mostra que o caminho está repleto de muitos espinhos, mas não um caminho triste: esse é a alegria mesmo em meio às dores” (Carta à irmã Luciana, Torino, 14 de fevereiro de 1925). E o beato João Paulo II, apresentando-o como modelo, dizia dele: “era um jovem de uma alegria contagiante, uma alegria que superava tantas dificuldades de sua vida” (Discurso aos jovens, Torino, 13 de abril de 1980).

Mais próxima a nós, a jovem Chiara Badano (1971-1990), recentemente beatificada, experimentou como a dor pode ser transfigurada pelo amor e ser misteriosamente habitada pela alegria. Aos 18 anos de idade, num momento em que o câncer a fazia particularmente sofrer, Chiara rezou para que o Espírito Santo intercedesse pelos jovens de seu Movimento [Movimento dos Focolares]. Antes de sua cura, pediu a Deus que iluminasse com Seu Espírito todos aqueles jovens, dando a eles a sabedoria e a luz: “Foi mesmo um momento de Deus: sofria muito fisicamente, mas a alma cantava” (Carta de Chiara Lubich, Sassello, 20 de dezembro de 1989). A chave de sua paz e sua alegria era a completa confiança no Senhor e a aceitação também de sua doença como misteriosa expressão de Sua vontade para o seu bem e de todos. Repetia sempre: “Se você quer, Jesus, eu também quero”.

São duas simples testemunham entre tantas que mostraram como o cristão autêntico não é nunca desesperado e triste, mesmo diante das provas mais duras e mostram que a alegria cristã não é uma fuga da realidade, mas uma força sobrenatural para enfrentar e viver as dificuldades cotidianas. Sabemos que Cristo crucificado e ressuscitado está conosco, é o amigo sempre fiel. Quando participamos de seus sofrimentos, participamos também de suas alegrias, Com Ele e Nele, o sofrimento é transformado em amor. E lá se encontra a alegria (cfr Col 1,24).

7. Testemunhas da alegria

Queridos amigos, para concluir, gostaria de exortar-lhes a serem missionários da alegria. Não se pode ser feliz se os outros não são: a alegria, portanto, deve ser compartilhada. Vão e contem aos outros jovens a alegria de vocês por terem encontrado aquele tesouro precioso que é o próprio Jesus. Não podemos guardar para nós a alegria da fé: para que esta possa permanecer conosco, devemos transmiti-la. São João afirma: “O que vimos e ouvimos, isso nós anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco… Estas coisas vos escrevemos, para que o vossa alegria seja plena. (1Jo 1,3-4).

Muitas vezes é descrita uma imagem do cristianismo como de uma proposta de vida que oprime a nossa liberdade, que vai contra nosso desejo de felicidade e de alegria. Mas esta não corresponde à verdade! Os cristãos são homens e mulheres realmente felizes porque sabem que nunca estão sozinhos, mas estão sempre apoiados pelas mãos de Deus! Cabem, sobretudo, a vocês, jovens discípulos de Cristo, mostrar ao mundo que a fé leva a uma felicidade e a uma alegria verdadeira, plena e duradoura. E se o modo de viver dos cristãos parece às vezes cansativo e chato, testemunhem vocês por primeiro a alegria e a felicidade da fé de vocês. O Evangelho é a boa nova que Deus nos ama e que cada um de nós é importante para Ele. Mostrem ao mundo que é mesmo assim!

Sejam, portanto, missionários entusiasmados pela nova evangelização! Levem àqueles que sofrem, àqueles que buscam, a alegria que Jesus quer doar. Levem-na para suas famílias, em suas escolas e universidades, nos lugares de trabalho e nos grupos de amigos, lá onde vivem. Vocês verão que essa é contagiosa. E receberam o cêntuplo: a alegria da salvação para vocês mesmos, a alegria de ver a Misericórdia de Deus operando nos corações.

No dia do seu encontro definitivo com o Senhor, ele poderá lhe dizer: “Servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu Senhor!” (Mt 25,21).

A Virgem Maria vos acompanha neste caminho. Ela acolheu o Senhor dentro de si e anunciou com um canto de louvor e de alegria, o Magnificat: “Minha alma glorifica o Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador” (Lc 1,46-47). Maria respondeu plenamente ao amor de Deus dedicando sua vida a Ele num serviço humilde e total. É chamada de “a causa da nossa alegria”, porque ela nos deu Jesus. Que Ela vos introduza nesta alegria que ninguém vos poderá tirar!

31 de março de 2012 at 21:42 Deixe um comentário

Hino da Campanha da Fraternidade 2012

31 de março de 2012 at 7:06 Deixe um comentário

Paixão do Senhor – São João 18,1-19,42- Sexta-Feira Santa

O Papa Bento XVI explicou assim sobre esse dia tão significativo para todos os cristãos, que é o dia da celebração da Morte de Jesus Cristo na cruz: “A Sexta-Feira Santa, que comemora os eventos que vão da condenação à morte até à crucifixão de Cristo, é um dia de penitência, de jejum e de oração, de participação na Paixão do Senhor. Na hora estabelecida, a Assembleia cristã repercorre, com a ajuda da Palavra de Deus e dos gestos litúrgicos, a história da infidelidade humana ao desígnio divino, que contudo se realiza precisamente assim, e ouve de novo a narração comovedora da Paixão dolorosa do Senhor”.

O Catecismo (1851) da Igreja cita o quanto Jesus Cristo sofreu na Sua Paixão: “incredulidade, ódio assassino, rejeição e zombarias da parte dos chefes e do povo, covardia de Pilatos e crueldade dos soldados, traição de Judas, tão dura para Jesus, negação de Pedro e abandono da parte dos discípulos”.  E fala da vitória que esse sofrimento tem sobre nossos pecados: “Mas, na própria hora das trevas e do príncipe deste mundo, o sacrifício de Cristo se toma secretamente a fonte de onde brotará inesgotavelmente o perdão de nossos pecados”.

A TRAIÇÂO DE JUDAS –  Jesus estava com seus discípulos num jardim do Getsêmani  no vale do Cedrom, ao pé do Monte das Oliveiras, quando apareceu Judas com alguns soldados para prendê-lo. Judas aproximou-se de Jesus, fez uma saudação, beijou e entregou Jesus aos soldados. (Mt 26, 46-50)  Judas, embora discípulo de Jesus, deixou que satanás entrasse em seu coração (Lc 22, 3) e traiu Jesus por trinta moedas de prata, oferecidas pelos príncipes dos sacerdotes. (Mt 26,14-16)

Jesus escolhera Judas para ser um de seus doze discípulos durante a Sua vida pública. E a resposta de Judas ao chamado de amor do Senhor foi entregá-Lo aos inimigos por 30 moedas de prata. Peçamos ao Senhor Jesus que sofreu tão dolorosa decepção, que nos cure de todas as traições sofridas em nossos relacionamentos afetivos.Cura-nos, Senhor!

Diante de uma situação de traição em nossa vida pessoal, busquemos perdoar sempre a quem nos traiu e também fazer um esforço para relacionar-nos novamente com essa pessoa. A mágoa costuma nos deixar amargos, infelizes e até doentes. Peçamos a Jesus que nos ajude a não cair na tentação de trair também aqueles que confiaram em nós. E peçamos ao Espírito Santo que nos dê o dom da fidelidade. Deus é sempre fiel conosco. A Palavra diz: “É graças ao Senhor que não fomos aniquilados, porque não se esgotou sua piedade. Cada manhã Ele se manifesta e grande é sua fidelidade”.( Lm 3, 22-23)

JESUS ESTEVE PRESO – Jesus foi amarrado pelos guardas e levado à prisão; depois foi conduzido ao tribunal de Anás e de Caifás. Depois seguem-se as longas horas da noite à espera do julgamento diante do tribunal romano de Pilatos.

Vamos lembrar que há muitas pessoas que se encontram prisioneiras no cárcere propriamente dito ou prisioneiras dos vícios: droga, bebida, comida, cigarro, pornografia… Mas Jesus é o nosso libertador, o nosso salvador. Ele tem poder para nos tirar de todo o tipo de prisão.  Por nós, Ele se fez prisioneiro. Pelos nossos pecados sentiu a frieza e a agonia da prisão.

Jesus Cristo é o nosso libertador! A Palavra diz que Jesus veio para “anunciar aos cativos a redenção… para por em liberdade os prisioneiros…” ( Lc 4, 19) Pedimos ao Senhor que liberte todos  aqueles que foram presos e condenados injustamente e não conseguiram ainda provar sua inocência.Livrai-nos também, Senhor, de toda injustiça e de todos os aprisionamentos mentais, espirituais e físicos!

Jesus foi preso e sofreu violência e calúnias no tribunal de Caifás e Anás. Pedimos ao Senhor Jesus, que cure o nosso coração de todas as feridas causadas pelas calúnias e difamações feitas a nós e nossos familiares. Rogamos a Ti Senhor, que nos cure também de todas as dores do corpo e da alma pela violência e maus tratos sofridos. Dai-nos um coração dócil e compassivo para perdoar a todos os que nos ofenderam.  Liberta-nos, Senhor, pelas suas chagas!

A palavra diz assim do servo sofredor, o nosso Senhor Jesus Cristo: “…foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca; como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda  nas mãos do tosquiador”. (Is  53, 7)  O comentário da liturgia de hoje diz: “Jesus abraçou a cruz, fiel  à missão que o Pai lhe confiou. Hoje nos unimos a Ele, servo sofredor, e acompanhamos seus passos rumo à morte.”

PEDRO NEGA JESUS POR TRÊS VEZES –  Jesus Cristo foi levado à casa de Caifás e Pedro o seguiu. Chegando lá, algumas pessoas que sabiam que Pedro era discípulo de Jesus, interrogaram-no e ele negou que conhecia  Jesus com medo de ser preso também. Naquele momento  Pedro não se dá conta de que está renegando o Senhor. E assim o faz por três vezes. Caem por terra as promessas de fidelidade feitas por Pedro a Jesus Cristo. ( Lc 22, 33) Então o galo canta e Jesus que estava sendo levado pelos guardas, passa perto de Pedro naquele momento e olha pra ele. Então Pedro lembrou-se das palavras de Jesus: “Hoje, antes que o galo cante , tu me negarás três vezes”. ( Lc 22, 61)

Pedro caiu em si e a Palavra diz que Pedro “saiu dali e chorou amargamente”. ( Lc 22, 62) O Catecismo também diz: (429) Comprova-o a conversão de S. Pedro após a tríplice negação de seu mestre. O olhar de infinita misericórdia de Jesus provoca lágrimas de arrependimento e, depois da ressurreição do Senhor, a afirmação, três vezes reiterada, de seu amor por e1e. ( Jo 21, 15-17) A segunda conversão também possui uma dimensão comunitária. Isto aparece no apelo do Senhor a toda uma Igreja: “Converte-te!” (Ap 2,5.16).

Santo Ambrósio, referindo-se às duas conversões, diz que na Igreja “existem a água e as lágrimas: a água do Batismo e as lágrimas da penitência”.

Podemos pensar em quantas vezes prometemos fidelidade a Deus e não cumprimos. Algumas vezes perdemos também a oportunidade de anunciar Jesus Cristo às pessoas, porque não queremos expor nossa fé diante delas. Como Cristo perdoou a Pedro sua fraqueza e até deu autoridade a ele para pastorear a sua Igreja (João 21, 15-23), também age assim com relação às nossas infidelidades, Deus perdoa-nos e coloca o arrependimento em nossos corações.  A Carta de São Paulo aos Romanos diz assim: “Mas então! Se alguns deles não foram fiéis, acaso a sua infidelidade destruirá a infidelidade de Deus”? ( Rm 3, 3) Deus é sempre fiel e justo.
Senhor Jesus, olhai-nos como olhastes para Pedro depois de Vos ter negado. Fazei com que o vosso olhar penetre nas nossas almas e indique a direção à nossa vida.

JESUS DIANTE DO TRIBUNAL DE PILATOS – Jesus é levado de manhã cedo para Pilatos a pedido do povo e do sumo sacerdote. O julgamento tem lugar na parte da manhã da Sexta-Feira Santa, no pretório: Jesus está de pé diante do Governador Romano, que O interroga. Sobre a sua cabeça pende o pedido de condenação à morte mediante o suplício da cruz.

Depois de questionar Jesus durante algum tempo, Pilatos disse que pelo costume anual das festividades da páscoa, ele deveria soltar um preso. O povo e o sumo sacerdote pediram então que ele soltasse Barrabás ( que era um bandido) e que crucificasse Jesus. Pilatos deu ordem para flagelar Jesus e depois mandou trazerem-No para fora.

“Sob a pressão da opinião pública, Pilatos encarna, então, uma atitude que parece dominar nos nossos dias: a indiferença, o desinteresse, a conveniência pessoal. Para se viver serenamente, e por vantagem própria, não se hesita em esmagar a verdade e a justiça. A imoralidade explícita gera pelo menos um estremecimento ou uma reação; esta, por sua vez, pura amoralidade que paralisa a consciência, extingue o remorso e fecha a mente. A indiferença é a morte lenta da verdadeira humanidade”. (Via-Sacra do Vaticano)

Os soldados “trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça  de Jesus e puseram-lhe na mão uma vara. Em seguida dobrando os joelhos diante de Jesus, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus! Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. levaram-no para o crucificar.” ( Mt 27, 29-31)  O Beato João Paulo II disse assim sobre Pilatos e, que pode ser imputado a todas às pessoas que tem o poder de julgar e condenar em nossa sociedade: “O homem, que não se deixa guiar pela verdade, é capaz de sentenciar inclusive a condenação dum inocente”.

JESUS RECEBE A CRUZ AOS OMBROS E SOBE O CALVÁRIO  – Jesus subiu ao Calvário com a Cruz às costas e Simeão foi convocado a carregar a cruz junto com Jesus. Na subida Jesus Cristo encontra as mulheres que se lamentam e choram por Ele. Ao chegar ao Calvário Jesus é crucificado. As Suas mãos e os Seus pés são transpassados por impiedosos cravos. “Crucificaram também os ladrões, um à direita e outro à esquerda”.  ( Lc 23, 33) Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.( Jo 19,19)

Mesmo sofrendo tanta humilhação e dor na cruz, Jesus Cristo perdoa seus inimigos como Ele mesmo ensinou que o fizéssemos ( Mt 5, 44). Então se dirige ao Pai e pede: ”Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem”. ( Lc 23, 34)

O Beato João Paulo II ensinou: ”A cruz, instrumento de morte infame. Não era lícito condenar um cidadão romano à morte de cruz: era humilhante demais. No momento em que Jesus de Nazaré pegou na cruz para levá-la ao Calvário, a história da cruz conheceu uma inversão do seu valor: De sinal de morte infame e reservada à classe inferior dos homens, a cruz passa a ser uma chave; doravante, com a ajuda desta chave, o homem abrirá a porta das profundezas do mistério de Deus”.

Obrigado, Senhor Jesus, por ter  libertado a nossa alma da condenação eterna graças ao Seu sofrimento, Sua morte e Sua ressurreição. Obrigado por nos curar através de Suas dolorosas chagas. A Palavra de Deus diz: “Em verdade, Ele tomou sobre si nossas enfermidades,  e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado”. ( Is 53, 4)

JESUS É DESPOJADO DE SUAS VESTES – Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram as suas vestes em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. Tiraram sorte sobre ela para ver com quem ia ficar.

“Despojado das Suas vestes, Jesus cobre-se agora dos pecados do mundo. Este corpo despojado cumpre a vontade do Filho e a do Pai em cada chaga, cada guinada de dor, cada músculo dilacerado, cada fio de sangue que corre, o cansaço total dos braços, as pisaduras do pescoço e das costas, uma terrível dor nas têmporas”.( Via-sacra do Vaticano)

“Este corpo cumpre a vontade do Pai, quando é despojado das vestes e tratado como objeto de suplício, quando encerra em si a dor imensa da humanidade profanada. Por obra de Cristo, que aceita a cruz como instrumento do seu despojamento, os homens saberão que Deus é amor. Esta verdade sobre Deus foi revelada por meio da cruz. Despojado das suas vetes, Jesus tece, a partir da Cruz, o vestido novo da dignidade filial do homem. Aquela túnica sem costuras permanece ali, íntegra, para nós: a veste da sua filiação divina não se rompeu, mas é-nos dada do alto da Cruz. ( Via-sacra do Vaticano)

“Vinde, Espírito de Verdade, ajudai-nos a reconhecer e bendizer, em cada despojamento que sofremos, um encontro com a verdade do nosso ser, um encontro com a nudez redentora do Salvador, um trampolim de salto para o abraço filial com o Pai!” (Vaticano)

MARIA E A CRUZ DE CRISTO – “Nos Evangelhos, não se fala diretamente de um encontro de Jesus com a sua Mãe durante o caminho da cruz, mas da presença de Maria junto da cruz. E lá Jesus se dirige a ela e ao discípulo predileto, o evangelista João. As suas palavras têm um sentido imediato: confiar Maria a João, para que cuide dela. E um sentido muito mais amplo e profundo: junto da cruz, Maria é chamada a dizer um segundo “sim”, depois do sim da Anunciação, com o qual se tornara Mãe de Jesus, abrindo assim a porta à nossa salvação”. (Via-Sacra do Vaticano)

 

O Beato João Paulo II disse: “Maria encontra o Filho a caminho da Cruz.  A sua cruz torna-se a cruz d’Ela; a humilhação d’Ele é a sua, o opróbrio público torna-se o d’Ela”

Jesus na agonia da cruz se dirigiu a Nossa Senhora e ao discípulo João, dizendo: “Mulher, este é o teu filho.” E a João: “Esta é a tua mãe.  A Palavra fala que” dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo” ( V.26-27 )  O Beato João Paulo II disse que Jesus ”confiou-lhe, como Mãe, João e todos os homens e, de modo particular, aqueles que o Pai “desde sempre conheceu e predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho” ( Rm 8, 29). “Todos os que no decurso dos séculos seguiram a via da imitação de Jesus, foram chamados juntamente com o “discípulo que Ele amava” a “tomar consigo Maria” (V. 27), a amá-la e a imitá-la de modo radical, para experimentarem em contrapartida a sua particular ternura materna”.

“Maria, porém, pagou a caro preço esta sua maternidade universal. Como lhe profetizou Simeão no tempo de Jerusalém, “quanto a ti, uma espada te traspassará a alma” (Lc 2,35). Maria, Mãe de Jesus e nossa mãe, ajudai-nos a experimentar nas nossas almas, nesta noite e sempre, aquele sofrimento cheio de amor que vos uniu à cruz do vosso Filho”. (Via-Sacra do Vaticano)

Ó Jesus amado, obrigada pela sua mãe querida! Obrigada por dar-nos a Sua mãe como a  nossa mãe também! Obrigada Senhora das dores e do sofrimento, porque sempre vem em nosso auxílio e nos conforta nos momentos que necessitamos. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

JESUS MORRE NA CRUZ – A Palavra diz: “Humilhou-Se a Si mesmo, feito obediente até à morte e morte de cruz” (Flp 2, 8).  Os sumos sacerdotes, os escribas e muitos que passavam por ali zombavam de Jesus citando os ensinamentos dele, que logo depois com sua Ressurreição e subida aos Céus poderiam eles mesmo testemunharem. Pois as Palavras do Senhor são verdadeiras e eternas: ” O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. (Mt 24, 35) Um dos ladrões crucificados ao seu lado também escarneceu de Jesus. Ao passo que o outro ladrão, convertido ali na cruz, disse assim: ” Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram nossos crimes, mas Este não fez mal algum”. ( Lc 23, 41)

Pelas vezes que fomos humilhados e zombaram de nós. Cura-nos, Senhor! Dá-nos o teu perdão curador! Queremos perdoar a todos os que nos ofenderam. Ensina-nos a amar e perdoar sempre, Jesus Cristo!

Jesus Cristo se sentiu abandonado pelo Pai, por isso clama na agonia da cruz : ” Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonaste”? ( Mt 27,46) Senhor, venha em nosso auxílio e cure as feridas do nosso coração pelos sentimentos negativos, de termos sidos abandonados durante a nossa história de vida, por pessoas queridas nossas. Ensina-nos a perdoar “setenta vezes sete” como dissestes a Pedro (Mt 18, 21-22). Pelas suas santas chagas, cura nosso coração magoado, Senhor!

Havia ali uma jarra cheia de vinagre.   Os soldados amarraram numa vara uma esponja embebida no vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou e disse: “Tudo está consumado.” E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. Jesus Cristo morreu para que tivéssemos vida em abundância aqui na terra e vida plena na eternidade.

No momento da morte do Senhor Jesus a Palavra diz que ” o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram”.( Mt 27, 51-52) Diante de tudo o que se passava, o Centurião e seus homens ficaram com medo e disseram entre si: ” Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”! ( Mt 27,54) Também, senhor, queremos professar a nossa fé em seu poder, em sua misericórdia e em Seu amor: Vós sois verdadeiramente o Filho amado de Deus!

“Inclinou a cabeça e rendeu o espírito” (Jo 19,30) –  “Diante da morte de Jesus, a nossa resposta é o silêncio da adoração. Assim nos entregamos a ele, colocamo-nos em suas mãos, pedindo-lhe que nada, tanto na nossa vida como na nossa morte, possa nos separar jamais dele ( Rm 8, 38-39)”. ( Via-sacra do Vaticano)

O Catecismo (613) ensina que “a morte de Jesus Cristo é ao mesmo tempo o sacrifício pascal, que realiza a redenção definitiva dos homens pelo “cordeiro que tira o pecado do mundo”, e o sacrifício da Nova Aliança, que reconduz o homem à comunhão com Deus, reconciliando-o com Ele pelo “sangue derramado por muitos para remissão dos pecados”.

Ao ver que Jesus havia morrido, “um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” ( V. 34). Ó Jesus misericordioso, que por nossos pecados sofrestes tanto! Abre, Senhor, nossos corações tão duros, nossos olhos tão cegos, nossos ouvidos tão surdos para receber a salvação que preparastes especialmente para cada um de nós. Converta-nos, Senhor!  Faça-nos sair da morte do pecado e dai-nos a ressurreição,  dai-nos a vida.

São Leão Magno disse que precisamos  “ver com os olhos do coração Cristo crucificado, para reconhecer na sua carne a nossa própria carne”.

E a Palavra diz: “Mas Ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre Ele; fomos curados graças às suas chagas”. ( Is 53, 5) Senhor Jesus, cura-nos de todo medo da doença, da morte, do sentimento negativo de perdas de pessoas queridas. Pelo seu sangue poderoso e pelas suas santas chagas, cura-nos, Senhor!

“Senhor Jesus Cristo, na hora da vossa morte o sol escureceu. Sois pregado na cruz sem cessar. Precisamente nesta hora da história, vivemos na escuridão de Deus. Pelo sofrimento sem medida e pela maldade dos homens o rosto de Deus, o vosso rosto, aparece obscurecido, irreconhecível. Mas foi precisamente na cruz que Vos fizestes reconhecer”. (Via-Sacra do Vaticano)

O SEPULTAMENTO DE JESUS – José de Arimateia , depois de comprar um lençol, foi pegar o corpo de Jesus na cruz e junto com Nicodemos, envolveu-o, com  aromas, em faixas de linho.  Em seguida, depositou-O num sepulcro cavado na rocha, onde ninguém havia sido sepultado ainda e rolou uma pedra contra a porta do sepulcro.

“Ele foi tragado pela escuridão da morte, mas para ser devolvido à plenitude da luz e da vida: como a baleia reteve Jonas no seu ventre, para devolvê-lo depois de três dias, assim a terra abrirá as suas fauces para libertar o corpo luminoso do Vivente”. (Via-sacra do Vaticano)

 Senhor Jesus, aguardamos ansiosamente a Páscoa, porque não permanecestes no túmulo, mas ressuscitastes ao terceiro dia. São Paulo disse: “…sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre Ele. Morto Ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus! ( Rm 6, 9-10)

Para concluir essa reflexão, eis as palavras do Papa Bento XVI: “Antes de tudo queremos sentir-nos participantes do sofrimento de Jesus, queremos acompanhar o nosso mestre compartilhando a sua Paixão na nossa vida, na vida da Igreja, pela vida do mundo; porque sabemos que é justamente na Cruz do Senhor, no amor sem limites que doa totalmente a si mesmo, que se encontra a fonte da graça, da libertação, da paz, da salvação”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

30 de março de 2012 at 10:20 Deixe um comentário

Bento XVI chega a Roma nesta quinta-feira, após sua viagem apostólica ao México e Cuba

A visita do Papa ao México e Cuba terminou na manhã desta quinta-feira, 29, com a chegada de Bento XVI ao aeroporto militar de Ciampino, em Roma. O Boeing 777 da Alitalia, com o Pontífice e sua comitiva a bordo, proveniente de Havana, aterrissou às 10h35, horário de Roma (5h35 de Brasília).

Ainda do avião, Bento XVI enviou um telegrama saudando o presidente Nicolas Sarkozy, ao sobrevoar a França, e pediu a Deus que abençoe o país. O Santo Padre também enviou uma mensagem ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano, na qual destacou o encontro com os numerosos fiéis do México e Cuba, e assegurou “uma especial oração para o bem, serenidade e prosperidade de toda amada nação italiana, ao qual envio afetuosamente minha afetuosa benção”.

Em Roma, o Papa foi recebido por várias autoridades, inclusive os embaixadores do México e de Cuba junto à Santa Sé, e uma mensagem de boas-vindas do Presidente da República Italiana.

“Sua elevada mensagem pastoral terá grande repercussão em meio aos povos que o receberam com tanto carinho. E também o seu fraterno encorajamento a progredir no caminho da democracia em vista de um verdadeiro progresso, inspirado nos valores da pessoa humana”, afirma Giorgio Napolitano.
Fonte: Canção Nova

29 de março de 2012 at 14:04 Deixe um comentário

Jesus a Caminho do Calvário – Cantinho da Criança

28 de março de 2012 at 20:09 1 comentário

Oração pelos povos – El Salvador

Oração do Papa Bento XVI para o povo de El Salvador:

Estreito-vos ao meu coração com um abraço de paz, no qual incluo os sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos das vossas Igrejas locais. Sobre cada um de vós e dos vossos fiéis diocesanos imploro a proteção constante da Virgem Maria Rainha da Paz, Padroeira de El Salvador, e concedo-vos com grande afeto a Bênção Apostólica.

Nossa Senhora Rainha da Paz, rogai por nós!

27 de março de 2012 at 19:13 Deixe um comentário

Domingo de Ramos – Entrada de Jesus em Jerusalém – São Mateus 21, 1-11

1.       Aproximavam-se de Jerusalém. Quando chegaram a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, 2. dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte. Encontrareis logo uma jumenta amarrada e com ela seu jumentinho. Desamarrai-os e trazei-mos. 3. Se alguém vos disser qualquer coisa, respondei-lhe que o Senhor necessita deles e que ele sem demora os devolverá. 4. Assim, neste acontecimento, cumpria-se o oráculo do profeta: 5. Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo (Zc 9,9). 6. Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus. 7. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar. 8. Então a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada. 9. E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus! 10. Quando ele entrou em Jerusalém, alvoroçou-se toda a cidade, perguntando: Quem é este? 11. A multidão respondia: É Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.

A celebração do Domingo de Ramos inicia-se com a  procissão. Os ramos que os fiéis levam consigo são abençoados pelo sacerdote. Então, este proclama o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém e, inicia-se a procissão com algumas orações próprias da festa, rumo à Igreja onde será celebrada a Santa Missa. Daí em diante, na Igreja, celebra-se a Paixão de Cristo,  que neste ano de 2012  o  Evangelho a ser lido será de São Marcos 15, 1-39.

O Beato João Paulo IIexplica sobre os dois momentos da celebração do Domingo de Ramos: A entrada de Jesus em Jerusalém (Procissão dos Ramos) e a narração da Paixão de Cristo:  ” A liturgia do Domingo de Ramos é como que um Pórtico de ingresso solene na Semana Santa. Associa dois momentos entre si contrastantes:  o acolhimento de Jesus em Jerusalém e o drama da Paixão; o “Hosana!” de festa e o grito repetido várias vezes:  “Crucificai-O”; a entrada triunfal e a derrota aparente da morte na Cruz. Assim, antecipa o “momento” em que o Messias deverá sofrer muito, será morto e ressuscitará no terceiro dia (cf. Mt 16, 21), e prepara-nos para viver em plenitude o mistério pascal”.

Jesus sobe à  Jerusalém para a festa da Páscoa – O Papa Bento XVI disse: “O espera uma Páscoa nova, e que Ele mesmo tomará o lugar dos cordeiros imolados, oferecendo-Se a Si mesmo na Cruz. Sabe que, nos dons misteriosos do pão e do vinho, dar-Se-á para sempre aos seus, abrir-lhes-á a porta para um novo caminho de libertação, para a comunhão com o Deus vivo. Ele caminha para a altura da Cruz, para o momento do amor que se dá. O termo último da sua peregrinação é a altura do próprio Deus, até à qual Ele quer elevar o ser humano”.

O Papa Bento XVI disse sobre nossa subida a Jerusalém com Jesus:  “Indica alguns elementos concretos, que pertencem à nossa subida e sem os quais não podemos ser elevados para o alto: as mãos inocentes, o coração puro, a rejeição da mentira, a procura do rosto de Deus”.

Jesus chegou a Betfagé, com seus discípulos e enviou dois deles à cidade mais próxima, para buscar uma jumenta e um jumentinho. Eles voltaram com o jumento e colocaram seus mantos sobre ele. Jesus montou-o, e se dirigiu à Jerusalém. O Papa Bento XVI explica para nós: “E Jesus montou nele, para se cumprir a Seu respeito também esta particularidade dos escritos proféticos. De fato, assim se exprime o Profeta Zacarias: Exulta de alegria, ó filha de Sião, enche-te de júbilo, ó filha de Jerusalém. Eis que o teu Rei vem a ti, justo e salvador, humilde, montado num jumento, no potrinho duma jumenta”. (Zc 9,9)

Jesus Cristo, Rei do Céu e da terra, dá-nos lição de humildade ao entrar em Jerusalém montado num jumento: “Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas”. ( Mt 11, 29)  O Catecismo da Igreja diz também que “a entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino que o Rei-Messias, acolhido em sua cidade pelas crianças e pelos humildes de coração, vai realizar por meio da Páscoa de sua Morte e Ressurreição”. ( 570)

A Palavra diz:  “Que alegria quando me vieram dizer: Vamos subir à casa do Senhor… Eis que nossos pés se estacam diante de tuas portas, ó Jerusalém! Jerusalém, cidade tão bem edificada, que forma um tão belo conjunto! Para lá sobem as tribos, as tribos do Senhor, segundo a lei de Israel, para celebrar o nome do Senhor”. ( Sl 121, 14)

O Papa Bento XVI disse: “Às portas de Jerusalém quando Jesus sobe num jumento, o animal símbolo da realeza de Davi, explode espontaneamente entre os peregrinos a jubilosa certeza: Este é o Filho de Davi”! O Papa João Paulo II explica também sobre esse momento: “Eis por que a multidão, quando Jesus chega à cidade cavalgando um jumento, O recebe com uma explosão de júbilo”.

A Palavra de Deus se refere assim a Jesus Cristo no Livro de Isaías: “Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos… porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz”. ( Is 9, 2.3.5.) Jesus é sempre motivo de alegria para nós, pois é o nosso salvador. Por seu sacrifício na cruz, podemos esperar confiantemente um lugar no Céu, preparado para todos aqueles que crerem. ( Jo 14, 2) Então isso é alegria! Isso é felicidade! Isso é Hosana!

Pelo conhecimento da Palavra; por todas as maravilhas que o Senhor realizara diante deles; e porque o próprio Jesus já se revelara como o Salvador, o povo concluiu e creu então que Jesus era realmente o Messias, o libertador que Deus prometera ao povo da aliança. Todos exprimem sua alegria jogando palmas e mantos no chão pra Jesus passar, em agradecimento a Deus pelo cumprimento de sua promessa.  A multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: “Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus”!

Jesus é aclamado como Rei e Messias na entrada em Jerusalém.  O Catecismo diz que: “A entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino que o Rei-Messias vai realizar pela Páscoa de sua Morte e de sua Ressurreição” ( 560) Mas Jesus sabe que se aproxima a hora em que por causa de nossos pecados será entregue aos seus algozes, que fá-Lo-ão sofrer e O matarão. O Papa João Paulo II disse assim: “Entrando em Jerusalém, Jesus sabe, porém que a exultação por parte da multidão O introduz no coração do “mistério” da salvação. Está consciente de que vai ao encontro da morte e não receberá uma coroa régia, mas uma coroa de espinhos”.

Uma multidão acompanhava Jesus, pois o povo havia presenciado muitas curas e milagres do Senhor, inclusive a do Cego Bartimeu, em Jericó, há poucos quilômetros dali. Nós também a cada dia precisamos reconhecer que Jesus já realizou muitos milagres em nossas vidas e somos testemunhas também dos milagres que o Senhor tem realizado na vida de nossos irmãos. Jesus Cristo nos ama, por isso quer que sejamos curados, libertos e salvos. Precisamos perseverar na fé e na esperança, pois muitos prodígios o Senhor irá fazer em nossa vida ainda: “Eis o que diz o Senhor: no tempo da graça eu te atenderei, no dia da salvação eu te socorrerei”. ( Is 49,8)

Façamos também parte daqueles que tem o coração agradecido e que exaltam Jesus, mesmo no momento de sofrimento e dor. E que possamos permanecer de pé diante da cruz de Cristo, como fez Maria Santíssima. São Paulo na sua carta a Timóteo exalta o Senhor, reconhecendo o que Deus fez por ele: “Se encontrei misericórdia, foi para que em mim primeiro Jesus Cristo manifestasse toda a sua magnanimidade e eu servisse de exemplo para todos os que, a seguir, nele crerem, para a vida eterna. Ao Rei dos séculos, Deus único, invisível e imortal, honra e glória pelos séculos dos séculos! Amém”.  ( 1 Tm 1, 16-17)

A glória recebida através de aclamações e louvores é um imenso contraste diante do desprezo, da condenação e do sofrimento que Jesus Cristo irá passar brevemente. O Papa Bento XVI ensina: “Vem à mente que, na iminência da paixão, Jesus chorou sobre Jerusalém, porque não tinha reconhecido o tempo em que fora visitada (cf. Lc 19, 44). Aqui, deparamo-nos num dos pontos cruciais da teologia da história: o drama do amor fiel de Deus na pessoa de Jesus que “veio ao que era seu e os seus não o receberam” (Jo 1, 11) Portanto, neste sentido, “Jerusalém” somos todos nós”! .

Jerusalém é também apresentada na Bíblia como a Igreja, Esposa de Cristo, a Jerusalém Celeste. Diz assim o Catecismo ( 757): “A Igreja é chamada também de Jerusalém Celeste e nossa Mãe (Gl 4,26). É ainda descrita como a esposa imaculada do Cordeiro imaculado. Cristo “amou-a e por Ela se entregou, a fim de santificá-la” (Ef 5,26); associou-a a si por uma aliança indissolúvel e incessantemente ”a nutre e dela cuida”. (Ef 5,29ª) São João no Livro do Apocalipse confirma:  Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo” ( 21, 2).

Testemunho

Em Jerusalém, Jesus viveu os últimos dias e foi crucificado. Jerusalém é um território santo: é o único lugar do mundo a ter o sangue do Redentor Jesus Cristo derramado em suas ruas. Peregrinar em Jerusalém é algo que tem a ver com o céu. Não tenho palavras para descrever a emoção de ter visitado esse santo lugar.

Oremos

Com o Salmo 117, versículos de 19 a 29:  “Abri-me as portas santas, a fim de que eu entre para agradecer ao Senhor.  Esta é a porta do Senhor: só os justos por ela podem passar. Graças vos dou porque me ouvistes, e vos fizestes meu Salvador.  A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos olhos. Este é o dia que o Senhor fez: seja para nós dia de alegria e de felicidade. Senhor, dai-nos a salvação; dai-nos a prosperidade, ó Senhor!  Bendito seja o que vem em nome do Senhor! Da casa do Senhor nós vos bendizemos. O Senhor é nosso Deus, ele fez brilhar sobre nós a sua luz. Organizai uma festa com profusão de coroas. E cheguem até os ângulos do altar. Sois o meu Deus, venho agradecer-vos. Venho glorificar-vos, sois o meu Deus. Dai graças ao Senhor porque ele é bom, eterna é sua misericórdia”.

Com a liturgia Eucarística:

Santo, santo, santo, Senhor, Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

Com o Papa Bento XVI:

Com o Senhor, caminhamos, peregrinos, para o alto. Andamos à procura do coração puro e das mãos inocentes, andamos à procura da verdade, procuramos o rosto de Deus. Manifestamos ao Senhor o desejo de nos tornar justos e pedimos-Lhe: Atraí-nos, Vós, para o alto! Tornai-nos puros! Fazei que se cumpra em nós a palavra do salmo processional que cantamos, ou seja, que possamos pertencer à geração dos que procuram Deus, «que procuram a face do Deus de Jacob» (Sal 24/23, 6). Amen.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

26 de março de 2012 at 19:19 Deixe um comentário

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