Archive for maio, 2012

São Justino, Mártir – 1° de Junho

31 de maio de 2012 at 21:16 Deixe um comentário

Frases de Santa Catarina de Sena – Doutora da Igreja – 29 de Abril

“Quem possui o amor de Deus, nele encontra tanta alegria que cada amargura se transforma em doçura e cada grande peso se torna leve.  E isto não nos deve surpreender porque, vivendo na caridade, vive-se em Deus”.

“Abraça Jesus Crucificado, amante e amado e nele encontrarás a verdadeira vida, porque ele é Deus que se fez homem. Que o teu coração e a tua alma ardam pelo fogo do amor do qual foi coberto Jesus cravado na cruz!”

“É esta a razão pela qual os amigos de Deus são sempre felizes! Mesmo se doentes, necessitados, aflitos, atribulados, perseguidos, nós estamos alegres”.

“Não procuramos a alegria se não em Jesus e fugimos de toda a glória que não seja aquela da cruz”.

 “Só tu és o Amor, somente digno de ser amado!”

“A providência divina jamais falta ao homem em nada, sob a condição de que ele a aceite.”

A pessoa que sofre compartilha  mais as dores dos outros do que aqueles que nada padecem.”

“A amizade cuja fonte é Deus, nunca se esgota.” 

“É na adversidade que se prova ter paciência e amor”.

 “A Eucaristia é o meio mais apto para a união do homem com Deus e maior conhecimento da Verdade”

31 de maio de 2012 at 8:38 Deixe um comentário

Solenidade da Santíssima Trindade – Mateus 28, 16-20

16. Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. 17. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. 18. Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. 19. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.

O Papa Bento XVI disse assim sobre a Solenidade da Santíssima Trindade: “Graças ao Espírito Santo, que ajuda a compreender as palavras de Jesus e orienta para a Verdade completa ( Jo 14, 26; 16, 13), os fiéis podem conhecer, por assim dizer, a intimidade do próprio Deus, descobrindo que Ele não é solidão infinita, mas comunhão de luz e de amor, vida doada e recebida num eterno diálogo entre o Pai e o Filho, no Espírito Santo Amante, Amado e Amor, para citar Santo Agostinho”.

Versículos de 16 a 17: “Os onze discípulos foram para a Galileia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda”.

Jesus convoca seus discípulos

O Cardeal Jozef Tomko disse assim:Para continuar a sua missão sobre a terra em benefício de todas as nações e de todas as gerações, Jesus convocou, com a virtude do Espírito Santo, a comunidade dos seus discípulos, a Igreja, e antes de subir ao Céu confiou-lhe a sua própria missão”.

“Quando o viram, adoraram-no”

Da mesma forma que os discípulos de Jesus ao encontrarem com Ele na montanha, adoraram-no (V.17); assim também aconteceu em outros momentos na narrativa dos Evangelhos, como por exemplo, as mulheres que viram o túmulo de Jesus vazio no domingo da Ressureição.  A Palavra narra que elas “se afastaram prontamente do túmulo com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a boa nova aos discípulos. Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: Salve! Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés”. (Mt 28, 8-9)

Versículos de 18 a 20: “Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. 

“Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”

A autoridade de Jesus – O Beato João Paulo II explicou que a autoridade de Jesus “não é pela a ação da força, da riqueza, da conquista que parece forjar a nossa história humana. Ao contrário, trata-se do poder de vencer o Maligno, da definitiva vitória sobre o pecado e a morte. É o poder de curar as feridas que desfiguram a imagem do Criador nas suas criaturas. Cristo tem o poder de transformar a nossa frágil natureza e de nos tornar capazes, mediante a graça do Espírito Santo, de viver em paz uns com os outros e em comunhão com o próprio Deus”.

“Ide, pois, e ensinai a todas as nações”

Jesus Cristo envia a Igreja a pregar a todas as nações – O Beato João Paulo II disse  que “de fato Pedro e os outros Apóstolos, e também os sucessores deles na sagrada Tradição — a saber, o Romano Pontífice e juntamente com ele todos os Bispos da Igreja — receberam de modo totalmente singular o múnus e a responsabilidade do Magistério autêntico, conforme o mandato de Jesus Cristo: “Ide, pois, ensinai todas as nações, batizando-as … ensinando-as a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E Eu estarei sempre convosco até ao fim do mundo” (Mt 28, 19-30).

Batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

A Santíssima Trindade faz morada em nosso coração, pelo sacramento do Batismo – O Catecismo (232) ensina que “os cristãos são batizados «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19). Antes disso, eles respondem Creio à tríplice pergunta com que são interpelados a confessar a sua fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo: A fé de todos os cristãos assenta na Trindade”.

A Santíssima Trindade em nós, por nós e para nós – O Beato João Paulo II disse:  “Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus do universo”, O Pai criou tudo com sabedoria e amorosa providência; o Filho, com a sua morte e ressurreição redimiu-nos; o Espírito Santo santifica-nos com a plenitude dos seus dons de graça e de misericórdia”.

O Pai

O Pai revelado pelo Filho – O Catecismo (240) instrui: “Jesus revelou que Deus é Pai num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai: Ninguém conhece o Filho senão o Pai, nem ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” (Mt 11, 27).

Pai nosso que estás no céu – O Beato João Paulo II disse: “Com efeito, no Seu mistério trinitário Deus é pai por essência, pai desde sempre, uma vez que desde a eternidade gera o Verbo, a Ele consubstancial e a Ele unido no Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho”.

O Filho Jesus Cristo

Cristo é o salvador do mundo – O Papa Bento XVI disse que: “Cristo é professado como Filho Unigênito do Pai, como Revelador perfeito da verdade de Deus e como Salvador definitivo do mundo”.

O Beato João Paulo II disse que “o Filho unigênito de Deus, consubstancial ao Pai, encarnou por obra do Espírito Santo. Por meio de Maria, filha eleita de Sião, assumiu a nossa natureza humana e realizou a redenção de toda a humanidade”.

“Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, revelou-nos este Mistério (Santíssima Trindade), enquanto nos manifestou o plano de Deus, isto é: que todos nós participamos -como filhos- da comunhão de amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. (Vaticano)

O Espírito Santo

O Papa Bento XVI disse que o Espírito Santo “é o inspirador das Sagradas Escrituras e guia o povo de Deus para a plenitude da verdade ( Jo 16, 13). Por estes variados modos, o Espírito é o doador de vida que nos conduz mesmo até ao coração de Deus. Assim, quanto mais consentirmos ao Espírito Santo que nos guie, tanto maior será a nossa configuração a Cristo e mais profunda a nossa imersão na vida de Deus uno e trino”.

O Espírito Santo é consubstancial ao Pai e ao Filho – O Catecismo (689) ensina que “aquele que o Pai enviou aos nossos corações, o Espírito do seu Filho, é realmente Deus. Consubstancial ao Pai e ao Filho, é d’Eles inseparável, tanto na vida íntima da Trindade como no seu dom de amor pelo mundo”.

A Santíssima Trindade é um só Deus em três pessoas

O Catecismo (253) ensina: “A Trindade é una. Nós não confessamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: a Trindade consubstancial. As pessoas divinas não dividem entre Si a divindade única: cada uma delas é Deus por inteiro: O Pai é aquilo mesmo que o Filho, o Filho aquilo mesmo que o Pai, o Pai e o Filho aquilo mesmo que o Espírito Santo, ou seja, um único Deus por natureza”.

A missão da Trindade é distinta, mas inseparável

O Catecismo (689) ensina: “Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas. Quando o Pai envia o seu Verbo, envia sempre o seu Espírito: missão conjunta na qual o Filho e o Espírito Santo são distintos,  mas inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo quem aparece, Ele que é a Imagem visível de Deus invisível; mas é o Espírito Santo quem O revela”.

“Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi

O Papa Bento XVI disse que “é o próprio Jesus a nos ensinar que a verdadeira via de salvação consiste em conformar a nossa vontade a vontade de Deus. É exatamente o que pedimos na terceira invocação da oração do Pai Nosso: que seja feita a vontade de Deus, assim na terra como no céu, porque onde reina a vontade de Deus, aí está presente o reino de Deus. Jesus nos atrai para a sua vontade, a vontade do Filho, e deste modo nos guia para a salvação”.

A Palavra diz: “Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem”. (Hb 5, 8-9) 

“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

O Beato João Paulo II disse que “passaram-se os séculos e os milênios, mas a santa Igreja continua a ser a Igreja de Cristo Ressuscitado e do Pentecostes. Os Bispos, sucessores dos Apóstolos, e os Sacerdotes cooperadores dos Bispos, são os Bispos e os Sacerdotes de Cristo Ressuscitado e do Pentecostes. E assim irá continuar a suceder nos tempos futuros, uma vez que o mesmo Senhor Ressuscitado garantiu à sua Igreja a própria assistência perene: «Eis que Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt. 28, 20).

A Santíssima Trindade e Maria

O Papa Bento XVI disse: “Entre todas as criaturas, a obra-prima da Santíssima Trindade é a Virgem Maria: no seu Coração humilde e repleto de fé, Deus preparou para si uma morada digna, para completar o mistério da salvação. O Amor divino encontrou nela uma correspondência perfeita e foi no seu seio que o Filho Unigênito se fez homem. Dirijamo-nos com confiança filial a Maria para que, com a sua ajuda, possamos progredir no amor e fazer da nossa vida um cântico de louvor ao Pai, por meio do Filho no Espírito Santo”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI: “Três Pessoas que são um só Deus porque o Pai é amor, o Filho é amor, o Espírito é amor. Deus é todo amor, só amor, amor puríssimo, infinito e eterno”.

Há uma reflexão sobre a “Solenidade da Santíssima Trindade” postada em Junho de 2011, baseada no Evangelho de São João, 3, 16-18. E há também um resumo para crianças, postado em fevereiro de 2011,  com o nome “Santíssima Trindade”.

Oração:

Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens 
por Ele amados.
Senhor Deus, Rei dos Céus,
Deus Pai Todo-Poderoso,
nós Vos louvamos, 
nós Vos bendizemos, 
nós Vos adoramos, 
nós Vos glorificamos, 
nós Vos damos graças, 
por Vossa imensa glória. 
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito, 
Senhor Deus, 
Cordeiro de Deus, 
Filho de Deus Pai: 
Vós que tirais o pecado do mundo, 
tende piedade de nós; 
Vós que tirais o pecado do mundo, 
acolhei a nossa súplica; 
Vós que estais à direita do Pai, 
tende piedade de nós. 
Só Vós sois o Santo; 
só Vós, o Senhor; 
só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; 
com o Espírito Santo, 
na glória de Deus Pai. 
Amém!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

30 de maio de 2012 at 8:39 Deixe um comentário

O Telefone de Deus – Noé e sua turma

29 de maio de 2012 at 9:32 Deixe um comentário

Papa encoraja Renovação Carismática a perseverar em sua missão – 26 de Maio de 2012

O Senhor precisa de vocês para fazer de suas famílias locais de amor e de esperança, disse Bento XVI aos membros italianos da Renovação Carismática

Trinta mil pessoas lotaram a Praça São Pedro na manhã deste sábado,26, para participar da Santa Missa presidida pelo Cardeal-arcebispo de Genova Angelo Bagnasco, que é presidente da Conferência Episcopal Italiana, por ocasião do 40º aniversário de fundação do Movimento da Renovação no Espírito. O movimento é a expressão italiana da Renovação Carismática Católica.

Antes da Missa, os fiéis tiveram momentos de oração, cantos e testemunhos. Depois, o Papa Bento XVI desceu à Praça para saudar pessoalmente os fiéis e o presidente nacional do Movimento, Salvatore Martinez.Em seu discurso, o Papa agradeceu e encorajou os membros da Renovação, dizendo-se muito contente em encontrá-los justamente nas vésperas de Pentecostes, festividade fundamental para a Igreja e significativa para o Movimento.

Bento XVI reconheceu a obra apostólica destes fiéis que tanto contribuíram para o crescimento da vida espiritual conduzindo muitas famílias em crise ao amor de Deus, testemunhando a alegria da fé em Cristo e a beleza de ser discípulo de Jesus.

O Santo Padre também incentivou os membros do Movimento a prosseguirem sua obra sem ceder às tentações da mediocridade e do hábito: “O Senhor precisa de vocês para fazer de suas famílias, comunidades e cidades locais de amor e de esperança”.

Bento XVI também ressaltou a necessidade de se construir relações sociais com base na Palavra de Deus, tendo em vista a atual precariedade em que se vive hoje. “Com frequência faltam pontos válidos de referência em que se inspirar a própria existência. Portanto, se faz cada vez mais importante construir o edifício da vida e o conjunto das relações sociais sobre a rocha estável da Palavra de Deus, deixando-se guiar pelo Magistério da Igreja”, disse.

Perseverança

Depois, o Pontífice lembrou que, em meio a essa precariedade social, o Senhor está conosco e nos convida a crescer na confiança, na fidelidade de nossa vocação, na esperança e na caridade.“Por meio da caridade, até mesmo pessoas distantes ou indiferentes à mensagem do Evangelho conseguem se aproximar da verdade e se converter ao amor misericordioso do Pai celestial”, disse.

Neste sentido, Bento XVI confortou os fiéis afirmando que aprecia o que fazem para difundir a “cultura de Pentecostes” na sociedade, com iniciativas em favor das pessoas carentes e marginalizadas, como detentos e ex-detentos. O Pontífice os encorajou a prosseguir seu empenho pela família, lugar imprescindível de educação ao amor e ao sacrifício de si.

Antes de conceder sua benção apostólica aos presentes, Bento XVI lhes deixou a seguinte mensagem: “Queridos amigos da Renovação no Espírito Santo, não vos canseis de dirigir-se ao céu: o mundo precisa de oração! Servir homens e mulheres que sintam a atração do céu em sua vida, fazer do louvor do Senhor um estilo de vida nova. E sejam cristãos alegres! Confio todos a Maria Santíssima, presente no Cenáculo de Pentescostes. Perseverem com ela na oração, caminhem guiados pela luz do Espírito Santo vivendo e proclamando a mensagem de Cristo”, finalizou o Papa.

 

Fonte: Canção Nova

27 de maio de 2012 at 9:56 Deixe um comentário

Vem, Espírito Santo – Eliana Ribeiro

26 de maio de 2012 at 20:35 Deixe um comentário

Não há Igreja sem Pentecostes

Celebramos em Pentecostes a vinda do Espírito Santo, depois de cinquenta dias da Páscoa. O Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos reunidos no Cenáculo e os tornou capazes de anunciar o Evangelho com coragem (cf. At 2,1-13). Este acontecimento, que nós nos identificamos com ele, é o verdadeiro “batismo” da Igreja. De fato, a Igreja vive da efusão do Espírito Santo, sem o qual ela não teria força e não existiria mais. E este acontecimento renova-se de modo particular em alguns momentos fortes das comunidades eclesiais: nas liturgias, em romarias, nas Santas Missões Populares, nas festas de Crisma, vigílias jovens, nas assembleias pastorais e em tantos momentos especiais para a vida das comunidades, nas quais a força de Deus se sente de modo evidente, infundindo alegria e entusiasmo nos corações. A Igreja toda reunida no Cenáculo recebe o Espírito Santo.

Os Apóstolos “perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre elas, Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (At 1,14). O Espírito Santo une os fiéis entre si, nasce a Igreja na unidade. Pentecostes reúne a todos. Não há Igreja sem Pentecostes e não há Pentecostes sem a Virgem Maria. Quando os cristãos se reúnem em oração com Maria, o Senhor doa o seu Espírito. Este santifica a comunidade de fiéis e comunica-lhe a plenitude da graça, dirige a Igreja através das dificuldades, perseguições e perigos, até ela alcançar a glória definitiva. É o Espírito Santo que suscita sempre nova vida na Igreja. Ele é a alma e a vida da Igreja. Concede-nos a graça necessária para desempenharmos a nossa missão.

Pela força do Espírito Santo nos tornamos missionários para anunciar o Evangelho a todas as criaturas. Nós, que somos Igreja, somos permanentemente missionários. A Igreja recebe a ordem de Jesus: “Ide, pois, fazei discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19s). A Igreja conta com o Espírito Santo. Ele sempre assegurou à Igreja o rumo certo. Apesar dos pecados, que acompanham a condição humana dos discípulos de Cristo, a Igreja não esmoreceu ao longo da história, porque nela vive e age o Espírito Santo. Este dá à Igreja novas energias e faz fortes os frágeis e medrosos mensageiros do Evangelho. Não posso esquecer um dos grandes servidores do Evangelho, Frei Damião de Bozzano, missionário nos sertões do nordeste brasileiro, há 15 anos de saudades.

Para sermos corajosos e criativos discípulos missionários de Jesus Cristo, invoquemos a especial ajuda do Espírito Santo, em Pentecostes, neste dia 27 de maio de 2012.

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
Bispo de Guarabira (PB)

Fonte: CNBB

26 de maio de 2012 at 3:16 Deixe um comentário

Vem Viver o Pentecostes – Fernando e Luciano

25 de maio de 2012 at 7:05 Deixe um comentário

Oração pelos povos – Haiti

Oração do Beato João Paulo II ao povo do Haiti:

“Ao confiar as vossas Dioceses à intercessão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, concedo-vos de coração uma afetuosa Bênção apostólica, que faço extensiva aos vossos sacerdotes, aos religiosos e às religiosas, aos catequistas e a todos os fiéis leigos do Haiti”.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, rogai por nós!

 

24 de maio de 2012 at 9:57 Deixe um comentário

Solenidade de Pentecostes – São João 7, 37-39

37. No último dia, que é o principal dia de festa, estava Jesus de pé e clamava: Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. 38. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11). 39. Dizia isso, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem nele, pois ainda não fora dado o Espírito, visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado.

“O Espírito do Senhor está sobre mim”

Jesus disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor”. (Lc 4, 18-19)

O Beato João Paulo II ensinou: “Toda a vida de Jesus transcorre sob o influxo do Espírito Santo; no início é Ele que envolve a Virgem Maria, no mistério inefável da Encarnação; no rio Jordão, ainda é Ele que dá testemunho ao Filho predileto do Pai, e o conduz ao deserto. Na sinagoga de Nazareth, Jesus atesta pessoalmente: “O Espírito do Senhor repousa sobre mim” (Lc 4,18). Ele promete esse mesmo Espírito aos discípulos, como garantia perene da sua presença no meio deles”.

A Promessa do Pai

O Pai promete enviar-nos o Espírito Santo – A Palavra diz: “Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões”. (Jl  3, 1)

Jesus anuncia que enviará o Espírito Santo da parte do Pai – O Beato João Paulo II disse: “Jesus anuncia o dom do Espírito no momento de concluir a Sua obra terrena: “Quando vier o Consolador, que vos hei-de enviar da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, Ele testificará de Mim. E vós também dareis testemunho, pois estivestes Comigo desde o princípio” (Jo 15, 26 s.).

O dia de Pentecostes

 O Catecismo (731) ensina que “no dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo que Se manifestou, Se deu e Se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito”.

  No dia de Pentecostes, Maria Santíssima e os discípulos de Jesus estavam reunidos em oração no Cenáculo, quando “de repente veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”.(Atos 2, 3-4)

O Espírito Santo dá vida à Igreja

A Partir de Pentecostes o Espírito Santo conduzirá a Igreja em sua peregrinação nesse mundo, até à consumação dos séculos. A Palavra diz: “Conduziu-me então à entrada do templo. Eis que águas jorravam de sob o limiar do edifício, em direção ao oriente (porque a fachada do templo olhava para o oriente). Essa água escorria por baixo do lado direito do templo, ao sul do altar… Em toda parte aonde chegar a corrente, todo animal que se move na água poderá viver, e haverá lá grande quantidade de peixes. Tudo o que essa água atingir se tornará são e saudável e em toda parte aonde chegar a torrente haverá vida. (Ez 47, 1.9)

O Beato João Paulo II disse que “a vida do cristão, mediante a fé e os sacramentos, está intimamente unido a Jesus Cristo, é uma vida no Espírito. Com efeito, o Espírito Santo derramado em nossos corações (Gl 4, 6) torna-Se em nós e para nós nascente de água a jorrar para a vida eterna (Jo 4, 14)”.

O Espírito Santo edifica o Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja

 O Beato João Paulo II ensinou que desde Pentecostes, “a Igreja, corpo místico de Cristo, percorre os caminhos do tempo, impelida pelo vento do mesmo Espírito, iluminando a História com o fogo ardente da palavra de Deus, purificando o coração e a vida dos homens com os rios de água viva que brotam de seu seio”. ( Jo 7,37-39).

O Catecismo (798) instrui que o Espírito Santo “realiza, de múltiplas maneiras, a edificação de todo o Corpo na caridade: pela Palavra de Deus, que tem o poder de construir o edifício (At 20, 32); mediante o Batismo, pelo qual forma o Corpo de Cristo; pelos sacramentos, que fazem crescer e curam os membros de Cristo; pela graça dada aos Apóstolos que ocupa o primeiro lugar entre os seus dons; pelas virtudes que fazem agir segundo o bem; enfim, pelas múltiplas graças especiais, chamadas carismas pelos quais Ele torna os fiéis aptos e disponíveis para assumir os diferentes cargos e ofícios proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja”.

O Espírito Santo dota a Igreja de diversos dons (carismas)

Os dons nos aproximam de Deus e da sua presença salvífica – O Catecismo (1831) ensina: “Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Em plenitude, pertencem a Cristo, Filho de Davi. Completam e levam ã perfeição as virtudes daqueles que os recebem. Tornam os fiéis dóceis para obedecer prontamente às inspirações divinas”.

A Palavra diz: “Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor.  (Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer…” (Is 11, 1-3)

O Espírito Santo dá uma multiplicidade de dons à Igreja

 O Espírito Santo, que é rico em graças, por isso distribui muitos outros dons (carismas), além dos citados acima –  A Palavra diz:  “A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito;  a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito;  a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas.  Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz”. (1 Cor 12, 4-11)

O Espírito Santo dota a Igreja de frutos de santidade

Para darmos frutos de santidade precisamos participar da comunidade e nos banharmos nessa água cristalina que jorra do templo, o Espírito Santo. O Catecismo (1832) ensina: “ Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós como primícias da glória eterna. A Tradição da Igreja enumera doze: “caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade” (Gl 5,22-23).

“Quem crer em Mim”

O Catecismo (152) ensina: “Não é possível acreditar em Jesus Cristo sem ter parte no seu Espírito. É o Espírito Santo que revela aos homens quem é Jesus. Porque «ninguém é capaz de dizer: “Jesus é Senhor”, a não ser pela ação do Espírito Santo» (1 Cor 12, 3). «O Espírito penetra todas as coisas, até o que há de mais profundo em Deus […]. Ninguém conhece o que há em Deus senão o Espírito de Deus» (1 Cor 2, 10-11). Só Deus conhece inteiramente Deus. Nós cremos no Espírito Santo, porque Ele é Deus”.

Há uma só fé– A Palavra diz: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4, 5).

 “Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Do seu interior manarão rios de água viva”

A sede de Deus

O Cardeal José Saraiva Martins disse assim: “O homem de todos os tempos e de todas as culturas tem sede de vida, de verdade, de paz e de felicidade. Tem sede de eternidade. Tem sede de Deus. Jesus pode saciar esta sede. À samaritana, Ele dizia: “Quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede” (Jo 4, 14). A água de Jesus é o Espírito Santo, Espírito criador e consolador, que transforma o coração do homem, que o esvazia das obscuridades e o cumula de vida divina, de sabedoria, de amor, de boa vontade e de alegria”.

São Cirilo de Alexandria disse: “A água que Cristo nos dá é a graça do Espírito Santo e quem dela participa tem em si mesmo a fonte dos ensinamentos divinos para poder exortar os outros que têm sede da Palavra de Deus”.

  “Do seu interior manarão rios de água viva”

 O Catecismo (694) ensina: “O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, pois após a invocação do Espírito Santo ela se torna a sinal sacramental eficaz do novo nascimento: assim como a gestação de nosso primeiro nascimento se operou na água, da mesma forma também a água batismal significa realmente que nosso nascimento para, a vida divina nos é dado no Espírito Santo”.

O Espírito Santo é a água viva que nos lava e purifica do pecado (original). O Beato João Paulo II disse que “o coração do homem, ferido pelo pecado, só é curado pela graça do Espírito Santo e somente pode viver como verdadeiro filho de Deus, se for sustentado por esta graça”.

A Palavra diz: “Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações. Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne”. (Ez 36, 25-26)

O Papa Bento XVI disse: “Com a graça dos Sacramentos, a água que saiu do lado trespassado na cruz tornou-se uma fonte jorrante, “rios de água viva”, um dom que ninguém pode interromper e que dá vida”.  

Testemunhas de Cristo

Após a descida do Espírito Santo em Pentecostes, os discípulos tornaram-se corajosos anunciadores do Evangelho. Também nós, pela unção do Espírito Santo no Batismo, somos chamados a levar a boa nova da salvação a todos. O Beato João Paulo II disse: “Num certo nível, todos os batizados, pela graça do sacramento do Batismo, ficam incumbidos de tomar parte na missão salvadora de Cristo, sendo habilitados para isso mesmo pelo amor de Deus que foi derramado nos seus corações pelo Espírito Santo que lhes foi concedido (Rm 5, 5)”.

Pelo Espírito Santo podemos chamar a Deus de Pai

O Beato João Paulo II disse: “Vede com que amor nos amou o Pai, ao querer que fôssemos chamados filhos de Deus. E, de fato, somo-lo!» (1 Jo3, 1). Não somos órfãos, o amor é possível. Porque – bem o sabeis – não somos capazes de amar se não somos amados. Mas como anunciar esta boa nova? Jesus indica o caminho a seguir: pôr-se à escuta do Pai, para ser por Ele instruído, e observar os mandamentos. Esse conhecimento do Pai, depois, irá crescendo: «Dei-lhes a conhecer o Teu nome e dá-lo-ei a conhecer» , e será obra do Espírito Santo, que guiará para a verdade total” (Jo 16, 13).

O Pentecostes e Maria Santíssima

O Beato João Paulo II citou o Concílio Vaticano II ao falar “da relação indissolúvel de Maria com Cristo e com a Igreja: « Tendo sido do agrado de Deus não manifestar solenemente o mistério da Salvação humana antes que viesse o Espírito prometido por Cristo, vemos que, antes do dia de Pentecostes, os Apóstolos “perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, Maria Mãe de Jesus e Seus irmãos”;[26] e também Maria a implorar, com as suas orações, o dom daquele Espírito que já sobre si descera na Anunciação » [27] Com esta expressão o texto do Concílio une entre si os dois momentos em que a maternidade de Maria está mais intimamente ligada com a obra do Espírito Santo: primeiro, o momento de Encarnação; e depois, o momento do nascimento da Igreja no Cenáculo de Jerusalém”.

Conclusão

Concluímos com as palavras de Santo Irineu: “O Espírito Santo anulou as distâncias, eliminou as dissonâncias e transformou a assembleia dos povos numa primícia a oferecer ao Senhor… Com efeito, assim como a farinha não se amalgama numa única massa harmoniosa, e nem se torna um só pão sem a água, assim também nós, multidão desunida, não podíamos tornar-nos uma única Igreja em Cristo, sem a “Água” que desce do céu”.

Há outra reflexão sobre “Pentecostes”, postada em junho de 2011, tem como base a Leitura dos Atos dos Apóstolos capítulo 2, versículos de 1 a 11. E também uma reflexão resumida, postada recentemente e dirigida às crianças.

Oração

Oremos com o Canto:  A nós descei, divina luz!
A nós descei, divina luz! \ A nós descei, divina luz! Em nossas almas acendei \ O amor, o amor de Jesus! (bis) \ Vinde, Santo Espírito \ E do céu mandai \ luminoso raio! (bis) \Vinde, Pai dos pobres, \ Doador dos dons, \ Luz dos corações! (bis) \ Grande defensor, \ Em nós habitai \ e nos confortai! (bis) \ Na fadiga pouco, \ no ardor brandura \e na dor ternura! (bis).

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

23 de maio de 2012 at 11:13 Deixe um comentário

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