Archive for abril, 2011

Indulgências aos atos de culto, realizados em honra da Misericórdia Divina

Por conseguinte, o Sumo Pontífice animado pelo fervoroso desejo de favorecer o mais possível no povo cristão

estes sentimentos de piedade para com a Misericórdia Divina,devido aos riquíssimos frutos espirituais

que disto se podem esperar,na Audiência concedida a 13 de Junho de 2002 aos abaixo assinados

Responsáveis da Penitenciaria Apostólica,dignou-se conceder-nos Indulgências nos seguintes termos:

Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições(Confissão sacramental,

Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice)

ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da “Misericórdia Divina”,

em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição

a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia,

ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia,

publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente

com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti”).

Concede-se a Indulgência parcial ao fiel que, pelo menos com o coração contrito,

eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.

D. Luigi de MAGISTRIS

Pró-Penitenciário-Mor

Fonte: Site do Vaticano

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30 de abril de 2011 at 19:45 Deixe um comentário

Calendário da Beatificação de João Paulo II

Uma homenagem a João Paulo II

Sábado, 30 de abril de 2011

Vigília de preparação à Beatificação de João Paulo II
Circo Máximo, 20h

  • Palavras do Papa Bento XVI em transmissão ao vivo

Domingo, 1° de maio de 2011

Santa Missa de Beatificação de João Paulo II
Praça de São Pedro, 10h

Angelus

  • Palavras do Papa Bento XVI

Segunda-feira 2 de maio de 2011

Santa Missa de agradecimento pela Beatificação
Praça de São Pedro, 10h30

  • Homilia do Cardeal Tarcisio Bertone

Sexta-feira 29 de abril de 2011

Briefing de Informação sobre os Eventos ligados à Beatificação de João Paulo II (Video)
Sala de Imprensa da Santa Sé

Decreto Geral
[Espanhol, Inglês, Italiano, Latim, Português]

Ofício de Leitura
[Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Latim, Polonês, Português]

Coleta e Leitura
[Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Latim, Polonês, Português]


30 de abril de 2011 at 13:05 Deixe um comentário

Segundo Domingo da Páscoa – Domingo da Divina Misericórdia

Evangelho  de Jesus Cristo segundo João – 20, 19-31

19. Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco! 20. Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. 21. Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. 22. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. 24. Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25. Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei! 26. Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco! 27. Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. 28. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus! 29. Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto! 30. Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. 31. Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

28 de abril de 2011 at 8:05 Deixe um comentário

Os Sete Sacramentos

Oi, Crianças!

Deus está sempre perto de nós

Para nos ensinar a amar.

Se aprendermos a lição do amor,

No dia que morrermos

Iremos morar com Ele no Céu.

Para que tenhamos a certeza

De que Deus está conosco todos os dias,

Amando, perdoando, ensinando,

E consolando cada um de nós, seus filhos,

Ele deixou sinais da sua presença.

E sabe onde estão esses sinais?

-Nos sacramentos da Igreja.

Através dos sacramentos

Podemos sentir

Deus mais próximo de nós,

Pois Ele faz morada

Em nosso coração.

São esses os Sacramentos:

1. Sacramento do Batismo

2. Sacramento da Confirmação ou Crisma

3. Sacramento da Penitência ou Reconciliação

4. Sacramento da Eucaristia

5. Sacramento da Unção dos Enfermos

6. Sacramento da Ordem

7. Sacramento do Matrimônio

Jane Amábile  – Com. Divino Espírito Santo

27 de abril de 2011 at 7:56 Deixe um comentário

Detalhes da vida do Santo Padre João Paulo II


Completa biografia de Karol Wojtyla, desde seu nascimento até sua designação como João Paulo II

Nasceu em 18 de maio de 1920 em Wadowice, sul da Polônia. Sua família estava conformada por seu pai Karol Wojityla, um militar do exército austro-húngaro, sua mãe Emíila Kaczorowsky, uma jovem siciliana de origem lituana, e um irmão adolescente de nome Edmund.

Os pais de Karol Wojtyla o batizaram a poucos dias após nascer, na Igreja de Santa Maria de Wadowice. Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe: o falecimento de sua mãe ao dar a luz a uma menina que morreu antes de nascer. Anos mais tarde faleceu seu irmão e em 1941 morreu seu pai.

De jovem, o futuro Pontífice mostrou uma grande inquietude pelo teatro e pelas artes literárias polonesas. Tanto, que ainda no colégio pensava seriamente na possibilidade de continuar estudos de filosofia e lingüístia polonesa, mas um encontro com o Cardeal Sapieha durante uma visita pastoral, o fez considerar seriamente a possibilidade de seguir a vocação que teria imprimido – então ainda sem revelar-se plenamente – no coração: o sacerdócio.

Ao desatar-se da Segunda Guerra Mundial os alemães fecharam todas as Universidades da Polônia com o objetivo de invadir não somente o território, mas também a cultura polonesa. Frente a essa situação Karol Wojtyla com um grupo de jovens organizaram uma Universidade clandestina, onde estudou filosofia, idiomas e literatura. Pouco antes de decidir seu ingresso ao seminário, o jovem Karol teve que trabalhar arduamente como operário em uma pedreira. Segundo relata o hoje Pontífice, esta experiência ajudou-o a conhecer de perto o cansaço físico, assim como a sensibilidade, sensatez e fervor religioso dos trabalhadores e dos pobres.

Em 1942 ingressou no Departamento Teológico da Universidade Jaguelloniana. Durante estes anos teve que viver ocuto, junto com outros seminaristas, quem foram acolhidos pelo Cardeal de Cracovia.

Em 1 de novembro de 1946, a idade de 26 anos, Karol Wojtyla foi ordenado sacerdote no Seminário Maior de Cracovia e celebrou sua primeira Missa na Cripta de São Leonardo, na Catedral de Wavel. Em pouco tempo obteve a licenciatura de Teologia na Universidade Pontifícia de Roma Angelicum e mais adiante se doutorou em Filosofia. Durante algum tempo se desempenhou como professor de ética na Universidade Católica de Dublin e na Universidade Estatal de Cracovia, onde interatuou com importantes representantes do pensamento católico polonês, especialmente da vertente conhecida como “tomismo lublinense”.

Em 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do Administrador Aposstólico de Cracovia, Monsenhor Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do Episcopado Polaco. Participou no Concílio Vaticano II, onde participou ativamente, especialmente nas comissões responsáveis de elaborar a Constituição Dogmática sobre a Igreja Lúmen Gentium e a Constituição conciliar Gadium et Spes. Durante estes anos, o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica com um intenso labor apostólico, especialmente com os jovens, com quem compartilhava tanto momentos de reflexão e oração como espaços de distração e aventura ao ar livre.

No dia 13 de janeiro de 1964 faleceu Monsenhor Baziak, pelo que Monsenhor Wojtyla ocupa a sede de Cracovia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracovia em Arquidiocese. Durante esse tempo como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos, nas tarefas pastorais, na promoção do apostolado juvenil e vocacional, a construção de templos, apesar da forte oposição do regime comunista, a promoção humana e formação religiosa dos trabalhadores e o alento do pensamento e as publicações católicas.

Em maio de 1967, aos 47 anos de idade, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI. Em 1974 o novo Cardeal ordenou a 43 novos sacerdotes, na ordenação sacerdotal mais numerosa, que terminou a Segunda Guerra Mundial.

Em 1978 morre o Papa Paulo VI e é eleito o novo Papa: o Cardeal Albino Luciani, de 65 anos, quem tomou o nome de João Paulo I. o “Papa do Sorriso”, sem embargo, falece aos 33 dias de sua nomeação. Em 15 de outubro de 1978, logo de uma nova conclave, o Cardeal polonês Karol Wojtyla é eleito como o sucessor de São Pedro, rompendo com a tradição de mais de 400 anos de eleger Papas de origem italiano. Em 22 de outubro de 1978 foi investido como Sumo Pontífice, assumindo o nome de João Paulo II.
 

Cronologia

18 de maio de 1920

Karol Wojtyla, nasceu em Wadowice (Cracóvia), na Polônia popup. Sua mãe chamava-se Emília e seu pai, Karol. Tinha um irmão 14 anos mais velho, Edmund, e uma irmã, Olga, que morreu com 6 anos de idade, por volta de 1914.

 13 de abril de 1929

A mãe, Emília, morre, aos 45 anos. Sua saúde já estava frágil desde a morte da filha, Olga, e nos últimos anos, passava boa parte do tempo na cama, cada vez mais triste e silenciosa. Depois da morte da “alma da casa”, como o próprio Karol chamava a mãe, ele e o pai foram visitar o santuário da Virgem de Kalwaria, próximo a Wadowice. Talvez tenha nascido nessa viagem de luto a devoção à Nossa Senhora que vai marcar a vida do futuro papa.  

5 de dezembro de 1932

Edmund, seu único irmão, médico recém-formado, morre de escarlatina.

 1934-1938

Participa como ator de muitas peças estudantis.

 22 de junho de 1938

Admitido na Faculdade de Filosofia da Jagellonian University de Cracóvia

 No verão desse mesmo ano

Ele e seu pai mudam para Cracóvia. Karol participa de um grupo de teatro experimental que trabalha em cima de monólogos e improvisações sobre a cultura e os valores heróicos dos poloneses. Ele ama a poesia, a literatura e as canções cheias de sofrimento e saudade tão típicas da Polônia.

 1939

Início da Segunda Guerra Mundial, a Polônia é ocupada pelos alemães.

 18 de fevereiro de 1941

Seu pai morre de um ataque cardíaco. Os amigos do jovem Karol temem pela sua saúde, tamanha é a tristeza dele. Não sem razão, João Paulo II disse, certa vez, para o escritor André Frossard: “Com 20 anos, eu já havia perdido todas as pessoas que amava e, mesmo aquelas que eu poderia ter amado, como minha irmã Olga, que, dizem, morreu 6 anos antes de eu nascer”. Com seu pai morto e sua terra ocupada e ameaçada de perder os valores mais queridos, como a religião e o culto de Nossa Senhora, Karol talvez sentisse que seu sofrimento estava de alguma forma ligado ao sofrimento da Polônia.  

Outubro de 1942

Entra para o seminário clandestino da Faculdade de Teologia da Jagellonian University (os nazistas tinham fechado a catedral de Cracóvia e os padres eram permitidos apenas de rezar a missa aos domingos, mas para uma igreja vazia, porque os habitantes da cidade não podiam comparecer. Depois da guerra a repressão religiosa continuaria, agora sob o controle do governo comunista da antiga URSS, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Antes de entrar para o seminário, Karol trabalhava para uma fábrica de produtos químicos.

 Março de 1943

Faz o papel principal de uma peça clandestina sobre a Polônia. Existem algumas especulações sobre se o futuro papa compartilhava do anti-semitismo que impregnava tanta gente na sua época. Ao que parece, o jovem Karol nunca foi filiado a nenhuma das organizações que procuravam salvar os judeus dos campos de concentração, mas em mais de uma oportunidade, ele intercedeu em favor de amigos ou conhecidos judeus.

 Em 1944

Recebe as primeiras ordens e, em 1946, celebra sua primeira missa. A Igreja católica polonesa havia sobrevivido à guerra, mas ainda ia enfrentar tempos difíceis pela frente, com a ocupação soviética.

 15 de novembro de 1946

Deixa a Polônia para estudar teologia na Universidade Angelicum, em Roma. Sua tese foi sobre o grande místico do século 17, São João da Cruz, que tinha visões de Nossa Senhora.

 Em 1948

Volta para a Polônia. Vai ser pároco da cidadezinha de Niegowic, não muito longe de Wadowice, sua cidade natal. Ao chegar, beija o solo, num gesto que se tornaria sua marca pessoal. É transferido, logo depois, para a igreja do bairro universitário de São Floriano. É um pastor entusiasmado. Apadrinha grupos de estudo clandestinos e funda um grupo chamado Srodowisko (ambiente) cujo objetivo era colocar os jovens em contato com a natureza, o melhor jeito de alcançar Deus, segundo o padre Karol. Além disso, faz estudos brilhantes de doutorado na Jagellonian University, em Cracóvia. Também começa a dar aulas e a escrever, ainda mais. Sua obra literária ele assina sob o pseudônimo de Stanislaw Andrzej Gruda, “não por afetação, mas por modéstia”, como diz Luigi Accattoli, em seu livro Karol Wojtyla, o homem do final do milênio. O primeiro livro do futuro papa foi Amor e responsabilidade, publicado em 1960, junto com o drama “A loja do ourives”, sobre o casamento.

 Até 1953

“Ser sacerdote e educador na Polônia comunista, e, além do mais, no período stalinista (Stalin morreu em 1953) significava entrar em conflito quase diário com o regime”, ensina Luigi Accattoli. Lutas que iam do simples direito de realizar a procissão anual de Corpus Christi até o contato com os jovens e a construção de novas igrejas. Falando sobre sua posição política, em relação aos dois regimes que a Polônia viveu durante quase todo o século 20 (nazismo e comunismo) Karol diz: “Os dois sistemas totalitários que marcaram tragicamente o nosso século, eu os pude conhecer, por assim dizer, por dentro. É fácil, portanto, compreender a minha sensibilidade pela dignidade de cada pessoa humana e pelo respeito para com seus direitos, a começar pelo direito à vida”.

 Em setembro de 1958

É ordenado bispo e convidado a participar do Concílio Vaticano Segundo, realizado em Roma, em 1962. Uma das decisões históricas desse encontro foi retirar a culpa dos judeus em relação à morte de Cristo. Outra decisão polêmica do Concílio foi deixar claro que o cristianismo não tinha vindo para substituir o judaísmo e que as duas religiões eram distintas e independentes. Ambas as decisões eram bandeiras do bispo Karol.

 Em 1963

O papa Paulo VI nomeia Karol arcebispo de Cracóvia em 1963. Torna-se cardeal em 1964. O cardeal Wojtyla não se manifestou contra o pogrom sangrento de 1968 (um terrível ataque aos judeus, promovido pelos comunistas), em compensação, foi o primeiro cardeal a visitar sinagogas.

 De 1962 a 1978

Ele sai da Polônia umas 50 vezes para participar de congressos, fazer trabalhos para o concílio, peregrinações e outras atividades, incluindo uma célebre viagem à Alemanha, em 1978, que reconciliaria as duas igrejas, separadas desde a guerra. “Nós perdoamos e pedimos perdão”, é o apelo para a tolerância do cardeal Wojtyla.

 16 de outubro de 1978

O cardeal Karol Wojtyla é eleito sucessor do Papa João Paulo I, recém-empossado (tinha sido eleito em agosto e falecido em setembro). Sua eleição foi marcada por dois fatos incomuns na história do papado: ele era um pastor e não um diplomata ou membro da hierarquia do Vaticano, e, principalmente, não era italiano (como reagiria o povo romano diante de um papa estrangeiro?). Quando lhe perguntaram, no final solene do conclave, se aceitava o cargo, o novo papa declarou: “Com obediência de fé em Cristo, meu Senhor e, confiando na Mãe de Cristo e da Igreja, não obstante as muitas dificuldades, eu aceito.”

26 de abril de 2011 at 18:33 Deixe um comentário

Mensagem de Páscoa de Bento XVI antes da benção Urbi Et Orbi

Boletim da Santa Sé

In resurrectione tua, Christe, coeli et terra laetentur – Na vossa Ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra” (Liturgia das Horas).

Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!

A manhã de Páscoa trouxe-nos este anúncio antigo e sempre novo: Cristo ressuscitou! O eco deste acontecimento, que partiu de Jerusalém há vinte séculos, continua a ressoar na Igreja, que traz viva no coração a fé vibrante de Maria, a Mãe de Jesus, a fé de Madalena e das primeiras mulheres que viram o sepulcro vazio, a fé de Pedro e dos outros Apóstolos.

Até hoje – mesmo na nossa era de comunicações supertecnológicas – a fé dos cristãos assenta naquele anúncio, no testemunho daquelas irmãs e daqueles irmãos que viram, primeiro, a pedra removida e o túmulo vazio e, depois, os misteriosos mensageiros que atestavam que Jesus, o Crucificado, ressuscitara; em seguida, o Mestre e Senhor em pessoa, vivo e palpável, apareceu a Maria de Magdala, aos dois discípulos de Emaús e, finalmente, aos onze, reunidos no Cenáculo (cf. Mc 16, 9-14).

A ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística: é um acontecimento, que ultrapassa certamente a história, mas verifica-se num momento concreto da história e deixa nela uma marca indelével. A luz, que encandeou os guardas de sentinela ao sepulcro de Jesus, atravessou o tempo e o espaço. É uma luz diferente, divina, que fendeu as trevas da morte e trouxe ao mundo o esplendor de Deus, o esplendor da Verdade e do Bem.

Tal como os raios do sol, na primavera, fazem brotar e desabrochar os rebentos nos ramos das árvores, assim também a irradiação que dimana da Ressurreição de Cristo dá força e significado a cada esperança humana, a cada expectativa, desejo, projeto. Por isso, hoje, o universo inteiro se alegra, implicado na primavera da humanidade, que se faz intérprete do tácito hino de louvor da criação. O aleluia pascal, que ressoa na Igreja peregrina no mundo, exprime a exultação silenciosa do universo e sobretudo o anseio de cada alma humana aberta sinceramente a Deus, mais ainda, agradecida pela sua infinita bondade, beleza e verdade.

“Na vossa ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra”. A este convite ao louvor, que hoje se eleva do coração da Igreja, os “céus” respondem plenamente: as multidões dos anjos, dos santos e dos beatos unem-se unânimes à nossa exultação. No Céu, tudo é paz e alegria. Mas, infelizmente, não é assim sobre a terra! Aqui, neste nosso mundo, o aleluia pascal contrasta ainda com os lamentos e gritos que provêm de tantas situações dolorosas: miséria, fome, doenças, guerras, violências. E todavia foi por isto mesmo que Cristo morreu e ressuscitou! Ele morreu também por causa dos nossos pecados de hoje, e também para a redenção da nossa história de hoje Ele ressuscitou. Por isso, esta minha mensagem quer chegar a todos e, como anúncio profético, sobretudo aos povos e às comunidades que estão a sofrer uma hora de paixão, para que Cristo Ressuscitado lhes abra o caminho da liberdade, da justiça e da paz.

Possa alegrar-se aquela Terra que, primeiro, foi inundada pela luz do Ressuscitado. O fulgor de Cristo chegue também aos povos do Médio Oriente para que a luz da paz e da dignidade humana vença as trevas da divisão, do ódio e das violências. Na Líbia, que as armas cedam o lugar à diplomacia e ao diálogo e se favoreça, na situação atual de conflito, o acesso das ajudas humanitárias a quantos sofrem as consequências da luta. Nos países da África do Norte e do Oriente Médio, que todos os cidadãos – e de modo particular os jovens – se esforcem por promover o bem comum e construir um sociedade, onde a pobreza seja vencida e cada decisão política seja inspirada pelo respeito da pessoa humana. A tantos prófugos e aos refugiados, que provêm de diversos países africanos e se vêem forçados a deixar os afetos dos seus entes mais queridos, chegue a solidariedade de todos; os homens de boa vontade sintam-se inspirados a abrir o coração ao acolhimento, para se torne possível, de maneira solidária e concorde, acudir às necessidades prementes de tantos irmãos; a quantos se prodigalizam com generosos esforços e dão exemplares testemunhos nesta linha chegue o nosso conforto e apreço.

Possa recompor-se a convivência civil entre as populações da Costa do Marfim, onde é urgente empreender um caminho de reconciliação e perdão, para curar as feridas profundas causadas pelas recentes violências. Possa encontrar consolação e esperança a terra do Japão, enquanto enfrenta as dramáticas consequências do recente terremoto, e demais países que, nos meses passados, foram provados por calamidades naturais que semearam sofrimento e angústia.

Alegrem-se os céus e a terra pelo testemunho de quantos sofrem contrariedades ou mesmo perseguições pela sua fé no Senhor Jesus. O anúncio da sua ressurreição vitoriosa neles infunda coragem e confiança.

Queridos irmãos e irmãs! Cristo ressuscitado caminha à nossa frente para os novos céus e a nova terra (cf. Ap 21, 1), onde finalmente viveremos todos como uma única família, filhos do mesmo Pai. Ele está connosco até ao fim dos tempos. Sigamos as suas pegadas, neste mundo ferido, cantando o aleluia. No nosso coração, há alegria e sofrimento; na nossa face, sorrisos e lágrimas. A nossa realidade terrena é assim. Mas Cristo ressuscitou, está vivo e caminha connosco. Por isso, cantamos e caminhamos, fiéis ao nosso compromisso neste mundo, com o olhar voltado para o Céu.

Boa Páscoa a todos!

25 de abril de 2011 at 13:50 Deixe um comentário

Vitória Certa-Banda Louvor e Glória

24 de abril de 2011 at 13:32 Deixe um comentário

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