Archive for abril, 2018

Sexto Domingo da Páscoa – Eu vos chamo amigos – São João 15, 9-17 – Dia 06 de maio de 2018

9.Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor.

10.Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor.

11.Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.

12.Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.

13.Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.

14.Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.

15.Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.

16.Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.

17.O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Grande é a nossa alegria em saber que Deus nos ama e nos deu a conhecer a sua salvação. O amor é o que nos une como comunidade de batizados para celebrar com fervor este dia de júbilo em honra de Cristo, nossa Páscoa. Animados pelo Espírito de Deus, celebremos como amigos e amigas de Jesus e busquemos nos fortalecer no amor e na doação em favor de nossos irmãos e irmãs”. (Liturgia Diária)

Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.

O Padre Nilo Luza disse que “só consegue amar como Jesus amou quem permanece nele e guarda seus mandamentos, da mesma forma que ele guardou os mandamentos do Pai. Permanecendo unida a Cristo, a pessoa recebe a seiva que a fortalece e a torna capaz de amar a exemplo do Mestre”.

“Todas as palavras sagradas do Evangelho estão cheias de mandamentos do Senhor. Então, porque é que o Senhor diz que o amor é o Seu mandamento? É isto o que vos mando: que vos ameis uns aos outros. É que todos os mandamentos procedem exclusivamente do amor, todos os preceitos são apenas um, e assentam sobre o fundamento único da caridade. Os ramos de uma árvore vêm da mesma raiz; de igual modo, todas as virtudes nascem exclusivamente da caridade”. (São Gregório Magno)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Permanecer”: neste breve trecho encontramos dez vezes a palavra “permanecer”; em seguida, o novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”, “Já não sois servos, mas amigos”, “Dai frutos”; e finalmente: “Pedi, rezai, e ser-vos-á dado, ser-vos-á concedida a alegria”. Oremos ao Senhor a fim de que nos ajude a compreender o sentido das suas palavras, para que estas palavras possam penetrar o nosso coração e, deste modo, possam ser caminho e vida em nós, connosco e através de nós”. (12 de Fevereiro de 2010)

Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.

O Papa Francisco explicou: “Jesus diz aos seus discípulos: «Já não vos chamo servos; mas chamei-vos amigos, dado que vos dei a conhecer tudo quanto ouvi da parte do meu Pai» (Jo 15, 15). Desta forma, Ele instaura uma relação nova entre o homem e Deus, que supera a lei fundando-se num amor confiante. Ao mesmo tempo, Jesus liberta a amizade do sentimentalismo, comunicando-a a nós como um compromisso de responsabilidade, que envolve a vida: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a própria vida pelos seus amigos» (Jo 15, 13). (23 de junho de 2017)

“Os cristãos têm o privilégio da amizade de Jesus. Não importa que função ou ministério exercem na Igreja. Jesus os acolhe e os faz seus amigos e lhes comunica tudo o que ouviu do Pai. De que modo podemos corresponder a esse precioso dom da amizade de Jesus? Fazendo o que Jesus ordena, isto é: amar como Ele nos amou. A certeza do amor de Jesus por nós desperta-nos a confiança nele; então sabemos que nossos pedidos serão atendidos”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.

“Escolhidos por Jesus para formar comunidades fraternas, os discípulos são enviados para dar continuidade à missão do Mestre: construir seu reino. Esta página do evangelho é clara ao nos mostrar que os cristãos se distinguem pela vivência do amor. A vivência do amor não é exclusiva dos cristãos, mas para eles é questão de identidade”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

O Márcio Mendes disse também: “O Senhor nos pede que perseveremos no amor fraterno. Amar alguém não é difícil, pois quantas vezes deixamos de amar a Deus para amar coisas ou deixamos de amar pessoas para amar o dinheiro. Amar é próprio do ser humano, mas perseverar no amor é um desafio”.

Conclusão:

“Se há um tema sobre o qual Jesus não se cansa de insistir é o amor: “Perseverai no meu amor”. O amor de Jesus é concreto, real, feito de obediência à vontade do Pai. Jesus é infinitamente amado pelo Pai e, por sua vez, ama intensamente seus discípulos, a ponto de entregar-lhes a própria vida. Esse é o modelo de amor: dar a vida pela pessoa amada… De que maneira podemos expressar o nosso amor a Jesus? Nossa maneira de amar será pôr em prática os seus mandamentos”. (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração:

Jesus amado, derrama sobre nós o Vosso Espírito Santo, para que possamos amar nossos irmãos como Vós mesmos nos amais. Dai-nos o dom da fé para perseverarmos no vosso amor e assim dar muitos frutos.

Sim Jesus, queremos ser vossos amigos, fazendo sempre a Vossa Divina Vontade.

Muito obrigada Senhor Jesus, porque destes a maior prova de amor por nós,  ao morrer na cruz pelos nossos pecados!

E Te pedimos Nossa Senhora, que nos ensine a ser obediente às palavras do Teu Filho Jesus! Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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30 de abril de 2018 at 5:43 Deixe um comentário

Papa: Batismo implica uma resposta pessoal

Papa Francisco na Audiência GeralPapa Francisco na Audiência Geral  (ANSA)

“Deus chama cada um pelo nome, amando-nos singularmente, na concretude da nossa história. O Batismo implica uma resposta pessoal e não emprestada, com um ‘copiar e colar’”, disse Francisco na Audiência Geral.

Cidade do Vaticano

O sinal da fé cristã: este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral de quarta-feira (18/04).

Na semana passada, o Pontífice iniciou uma nova série, desta vez sobre o Batismo, neste Tempo de Páscoa.

 

O Papa recordou que semana passada pediu como tarefa aos fiéis presentes na Audiência que procurassem conhecer o dia do batismo. E renovou o pedido, acrescentando que o batismo é um renascimento, um “segundo aniversário”.

“Copiar e colar”

Francisco explicou o significado da celebração, começando pelo rito de acolhimento. Antes de tudo, pergunta-se o nome do candidato, porque o nome indica a identidade de uma pessoa, nos tira do anonimato.

“ Deus chama cada um pelo nome, amando-nos singularmente, na concretude da nossa história. O Batismo acende a vocação pessoal a viver como cristãos, que se desenvolverá durante toda a vida. E implica uma resposta pessoal e não emprestada, com um ‘copiar e colar’. ”

A fé não se compra

A fé, prosseguiu Francisco, é um dom que vem do alto, não se pode comprar, mas sim pedir. “’Senhor, dá-me o dom da fé’, é uma bela oração”, disse o Papa. A formação dos catecúmenos e a preparação dos pais são importantes para suscitar e despertar uma fé sincera.

Se os catecúmenos adultos manifestam em primeira pessoa aquilo que desejam receber como dom da Igreja, as crianças são apresentadas pelos pais, com os padrinhos.

Expressão disto tudo é o sinal da cruz que o celebrante e os pais traçam sobre a testa das crianças, que manifesta o sigilo de Cristo sobre aquele que está para Lhe pertencer e significa a graça da redenção.

Marca pascal

“A cruz é o distintivo que manifesta quem somos”, explicou o Papa: o nosso falar, pensar, olhar e agir está sob o sinal da cruz, isto é, do amor de Jesus até o fim. As crianças são marcadas na testa e os catecúmenos adultos são marcados também nos sentidos. Torna-se cristão à medida em que a cruz se imprime em nós como uma marca ‘pascal’, tornando visível, inclusive exteriormente, o modo cristão de enfrentar a vida.

“Fazer o sinal da cruz quando acordamos, antes das refeições, diante de um perigo, em defesa contra o mal, antes de dormir, significa dizer a nós mesmos e aos outros a quem pertencemos, quem queremos ser. E por isso é importante ensinar as crianças a fazer bem o sinal da cruz”, disse Francisco, reforçando este conceito pelo menos três durante a Audiência. E concluiu:

“ E assim como fazemos entrando na igreja, podemos fazê-lo também em casa, conservando em um pequeno recipiente um pouco de água benta: assim, toda vez que entramos ou saímos, fazendo o sinal da cruz com aquela água nos lembramos que somos batizados. ”

Banco Mundial

Ao final da Audiência Geral, o Papa Francisco recordou que sábado próximo, em Washington, têm início as reuniões de primavera do Banco Mundial.

“Encorajo os esforços que, mediante a inclusão financeira, tentam promover a vida dos mais pobres, favorecendo um autêntico desenvolvimento integral e respeitoso da dignidade humana.”

30 de abril de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Assista a “Papa Francisco – Oração do Regina Coeli 2018-04-29” no YouTube

29 de abril de 2018 at 8:39 Deixe um comentário

Nossa Senhora do Ó ou da Expectação

N S do Ó ou da Expectação

Festa católica de origem claramente espanhola, a festa de hoje é conhecida na liturgia com o nome de “Expectação do parto de Nossa Senhora”, e entre o povo com o título de “Nossa Senhora do Ó”. Os dois nomes têm o mesmo significado e objetivo: os anelos santos da Mãe de Deus por ver o seu Filho nascido. Anelos de milhares e milhares de gerações que suspiraram pela vinda do Salvador do mundo, desde Adão e Eva, e que se recolhem e concentram no Coração de Maria, como no mais puro e limpo dos espelhos. A Expectação (expectativa) do parto não é simplesmente a ansiedade, natural na mãe jovem que espera o seu primogênito; é o desejo inspirado e sobrenatural da “bendita entre as mulheres”, que foi escolhida para Mãe Virgem do Redentor dos homens, para corredentora da humanidade. Ao esperar o seu Filho, Nossa Senhora ultrapassa os ímpetos afetivos de uma mãe comum e eleva-se ao plano universal da Economia Divina da Salvação do mundo.

As antífonas maiores que põe a Igreja nos lábios dos seus sacerdotes desde hoje até a Véspera do Natal e começam sempre pela interjeição exclamativa Ó (“Ó Sabedoria… vinde ensinar-nos o caminho da salvação”; “Ó rebento da Raiz de Jessé… vinde libertar-nos, não tardeis mais”; “Ó Emanuel…, vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus”), como expoente altíssimo do fervor e ardentes desejos da Igreja, que suspira pela vinda de Jesus, inspiraram ao povo espanhol a formosa invocação de “Nossa Senhora do Ó”. É ideia grande e inspirada: a Mãe de Deus, posta à frente da imensa caravana da humanidade, peregrina pelo deserto da vida, que levanta os braços suplicantes e abre o coração enternecido, para pedir ao céu que lhe envie o Justo, o Redentor.

A festa de Nossa Senhora do Ó foi instituída no século VI pelo décimo Concílio de Toledo, ilustre na História da Igreja pela dolorosa, humilde, edificante e pública confissão de Potâmio, Bispo bracarense, pela leitura do testamento de São Martinho de Dume e pela presença simultânea de três santos de origem espanhola: Santo Eugênio III de Toledo, São Frutuoso de Braga e o então abade agaliense Santo Ildefonso.

Primeiro comemorava-se hoje a Anunciação de Nossa Senhora e Encarnação do Verbo. Santo Ildefonso estabeleceu-a definitivamente e deu-lhe o título de “Expectação do parto”. Assim ficou sendo na Hispânia e passou a muitas Igrejas da França, etc. Ainda hoje é celebrada na Arquidiocese de Braga.

Nossa Senhora do Ó, rogai por nós!

Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida

29 de abril de 2018 at 5:31 Deixe um comentário

Alfie morreu, uma vida por um mundo mais humano

Alfie

Alfie Evans feleceu durante a última noite. Os pais anunciaram nesta manhã. Uma história dramática que envolveu o Papa Francisco em primeira pessoa

Sergio Centofanti, Silvonei José – Cidade do Vaticano

“O nosso bebê ganhou asas nesta noite às 2h30 da manhã. Estamos com o coração partido. Obrigado a todos pelo seu apoio”: com este post no facebook, Kate James anunciou a morte de seu filho, o pequeno Alfie Evans. Ele não chegou a completar dois anos: teria completado no próximo dia 9 de maio. Ao mesmo tempo, o pai Thomas escreveu: “O meu gladiador baixou o seu escudo e ganhou asas às duas e meia da manhã. Totalmente inconsolável. Eu amo você meu menino “.

Ouça a reportagem

Ele respirou 4 dias sozinho

Na última quarta-feira, 25 de abril, a Suprema Corte britânica declarou seu enésimo não ao apelo dos pais de Alfie, que pediam a transferência de seu filho para a Itália, para que ele fosse seguido pelo Hospital Infantil Bambino Gesù, de Roma. O Hospital do Papa teria suportado todas as despesas: o Alder Hey Hospital, de Liverpool, não deveria gastar nenhum centavo. O Papa Francisco pediu aos seus colaboradores para que fizessem o possível e o impossível para transferi-lo. Às 23h17 de segunda-feira, os médicos removeram o ventilador para deixá-lo morrer. O menino continuou respirando sozinho por pouco mais de 4 dias. Afetado por uma doença neuro-degenerativa ainda desconhecida, para os médicos e juízes ingleses, era inútil que Alfie continuasse a viver até a sua morte natural.

A mensagem de Alfie

Alfie não falava, mas fez e continua a fazer um barulho enorme. Eles quiseram lhe “doar” a morte a todo custo e ele nos deu tanta vida e amor com a inocente gentileza de seu rosto. Um juiz disse que a criança estava tão devastada que não conseguia sentir nem mesmo o carinho de sua mãe: mas nos sentíamos acariciados por ele.

Os médicos que deviam cuidar dele o deixaram morrer prematuramente: o pequeno Alfie procurou curar a nossa doença mais mortal, a indiferença. Ele era prisioneiro, mas deu a muitos a coragem para falar e agir livremente. Ele era o mais fraco de todos, mas deu uma força incrível para aqueles que o amavam. A lei foi muito dura: Alfie nos mostra que o amor é muito mais forte do que a lei. Vimos uma justiça fria, mas ele conseguiu derreter tantos corações.

Consideraram sua vida inútil, mas o pequeno Alfie, sem fazer nada, envolveu milhões de pessoas em uma luta por um mundo mais humano. Alfie tornou-se um símbolo: a voz de todos os pequenos do mundo, usados, explorados e – se não forem mais necessários – descartados. O nosso mundo utilitarista, se não fizermos alguma coisa, um dia descartará também nós: para todos chega o momento de pedir para sermos amados e salvos na própria inútil fraqueza.

Ele reza por nós

Ele foi esmagado pela violência dos poderosos, mas nos ensina a reagir com um espírito suave e firme. O mistério da vida somente Deus compreende: Alfie nos fez vislumbrar um raio desse mistério. Alfie é loucura e escândalo para alguns: nos recorda Aquele que foi crucificado. Ele nos recorda o juízo final: “Eu estava com fome e você me deu comer … toda vez que você fez essas coisas a um só desses meus irmãos pequenos, você fez a mim”. Em muitos rezamos por Alfie: agora é ele que reza por nós.

28 de abril de 2018 at 10:20 Deixe um comentário

Reflexão para o V domingo da Páscoa – B

Cristo ressuscitadoCristo ressuscitado

O Evangelho de João nos fala da videira que é Jesus e do Agricultor que é o Pai. Jesus é a verdadeira Videira porque só Ele produz os frutos desejados pelo Pai, ou seja, a justiça, a retidão e o amor.

Padre Cesar Augusto – Cidade do Vaticano – 28\04\18

“Permanecer unidos à videira”

A liturgia deste domingo se refere ao crescimento da Igreja e, naturalmente, às tensões que se verificam em qualquer relacionamento humano.

A primeira leitura, tirada dos Atos dos Apóstolos, se refere a Paulo, a seu trabalho e à desconfiança que a Comunidade tinha em relação ao antigo perseguidor. A seu favor surge Barnabé que o apresenta aos Apóstolos e salienta suas qualidades de conhecedor da Sagrada Escritura e de ter dito sim ao chamado de Jesus no caminho de Damasco, de ter aderido totalmente ao Senhor e de se ter tornado o grande pregador do Evangelho.

Paulo vive plenamente o encontro com Jesus. Ele precisou e teve o apoio de um de seus companheiros na fé – Barnabé – e também da Comunidade.

O trecho da 1ª Carta de João, a segunda leitura na liturgia deste domingo, revela que Paulo estava totalmente imbuído do Espírito do Senhor, por isso suas ações eram frutos do amor que o Pai havia colocado nele.

Jesus é a verdadeira Videira

O Evangelho de João nos fala da videira que é Jesus e do Agricultor que é o Pai. Jesus é a verdadeira Videira porque só Ele produz os frutos desejados pelo Pai, ou seja, a justiça, a retidão e o amor. O Pai é o agricultor porque cuida de sua videira para que ela dê os bons frutos que Ele deseja. Nesse trabalho de cuidar da videira, o Pai a poda. Ele o faz para que ela dê frutos excelentes e abundantes. A poda é um reforço e não um desejo de ver a videira sofrer. Ela não é castigo, provação e sim graça.

O texto evangélico nos fala em permanecer unido à videira. Ora, somos os ramos e permanecer unidos significa estar plenos de amor, unidos ao Amado. Será essa união que nos possibilitará dar frutos.

O batismo nos inseriu no tronco. Por ele nos tornamos membros da videira, seus ramos. Em nós passou a correr a seiva da graça de Deus, a força do Espírito Santo, a Vida!

Paulo passou de perseguidor a um dos ramos enxertados na videira que é o Corpo Místico de Cristo e que se deixou podar sempre que necessário. Ele se tornou um dos alicerces da Igreja, uma de suas grandes colunas.

A graça recebida não foi em vão!

Cada um tem sua vida, sua vocação, sua história. Vivamos a nossa, conscientes de que a graça nos é dada e de que o importante é nos abrirmos à ação de Deus, e não quem somos.

Lembremo-nos de Paulo, o convertido e de Maria, a cheia de graça, ambos unidos à verdadeira Videira, Jesus Cristo.

28 de abril de 2018 at 10:19 Deixe um comentário

Papa: o testemunho cristão incomoda e não conhece “meio-termo”

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

Na homilia na Casa Santa Marta, Francisco falou de três características do cristão para viver a alegria pascal: obediência, testemunho e concretude.

Cidade do Vaticano 

O Papa Francisco retomou as celebrações matutinas na capela da Casa Santa Marta. Na sua homilia desta quinta-feira (12/04), o Pontífice se inspirou na alegria pascal para ressaltar três características: obediência, testemunho e concretude.

Os 50 dias do tempo pascal foram para os apóstolos um “tempo de alegria” pela Ressurreição de Cristo. Uma alegria verdadeira, mas ainda duvidosa, temerária, enquanto depois, com a descida do Espírito Santo, a alegria se tornou “corajosa”: antes “entendiam porque viam o Senhor, mas não entendiam tudo”, estavam felizes mas não conseguiam entender. “Foi o Espírito Santo que os fez entender tudo”, afirmou o Papa.

Obediência

Como narra a primeira leitura extraída dos Atos (At 5,27-33), os Apóstolos são levados diante do Sinédrio, onde o sumo sacerdote lhes recorda a proibição de ensinar em nome de Jesus. “É preciso obedecer a Deus ao invés do que aos homens”: é a resposta de Pedro. A palavra “obediência” retorna também no Evangelho do dia (Jo 3,31-36).

E o Papa a destaca que “uma vida de obediência” é aquela que caracteriza os apóstolos que receberam o Espírito Santo. Obediência para seguir a estrada de Jesus, que “obedeceu até ao fim” como no Monte das Oliveiras. Obediência que consiste em fazer a vontade de Deus. A obediência é o caminho que o Filho “nos abriu”, disse Francisco, e o cristão, portanto, “obedece a Deus”, assim como fizeram os apóstolos.

Ao invés, os sacerdotes queriam comandar e resolver tudo com uma gorjeta: “a propina chegou até ao Sepulcro”. Assim se resolvem as coisas do mundo, disse o Papa, isto é, “com coisas mundanas”. A primeira é “o dinheiro”, do qual o diabo é o senhor, e sobre o qual o próprio Jesus diz que não se pode servir a dois senhores.

Testemunho

A segunda característica dos apóstolos é “o testemunho”: “o testemunho cristão incomoda”, afirmou o Papa. Um pouco talvez procuramos um “meio-termo” entre o mundo e nós, mas o testemunho cristão não conhece “meio-termo”. “Conhece a paciência de acompanhar as pessoas que não compartilham o nosso modo de pensar, a nossa fé, de tolerar, mas jamais de vender a verdade”, reiterou:

Primeiro, obediência. Segundo, testemunho, que incomoda tanto. E todas as perseguições que existem, daquela época até hoje… Pensem nos cristãos perseguidos na África, no Oriente Médio… Mas existem mais do que nos primeiros tempos, na prisão, degolados, enforcados por confessar Jesus. Testemunho até o fim.

Concretude

A concretude dos apóstolos é, enfim, o terceiro aspecto sobre o qual reflete o Papa: falavam de coisas concretas, “não de fábulas”. Assim como os apóstolos viram e tocaram, cada um de nós, disse ainda Francisco, “tocou Jesus na própria vida”:

Acontece que muitas vezes os pecados, os comprometimentos, o medo, nos fazem esquecer este primeiro encontro, do encontro que nos mudou a vida. Eh sim, nos remete a uma lembrança, mas a uma lembrança aguada; nos faz cristãos mas como “colônia de rosas”. Aguados, superficiais. Pedir sempre a graça ao Espírito Santo da concretude. Jesus passou pela minha vida, pelo meu coração. O Espírito entrou em mim. Talvez, depois, tenha esquecido, mas a graça da memória do primeiro encontro.

Portanto, é tempo de pedir a alegria pascal.

Vamos pedi-la uns aos outros, mas aquela verdadeira alegria que vem do Espírito Santo, que dá o Espírito Santo: a alegria da obediência pascal, a alegria do testemunho pascal e a alegria da concretude pascal.

28 de abril de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

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