Archive for março, 2019

Reflexão para o IV Domingo da Quaresma

O retrato de Rembrandt do "Retorno do Filho Pródigo"

O retrato de Rembrandt do “Retorno do Filho Pródigo”

“Somente confiando no amor e no perdão do pai, poderemos ressuscitar na Páscoa e ser novas criaturas”, afirma o Pe. Cesar Augusto dos Santos na reflexão para este IV Domingo da Quaresma.

Padre Cesar Augusto dos Santos

O Evangelho do Filho Pródigo nos fala, entre outras mensagens, das relações afetiva e serviçal.

O filho mais novo tem para com o pai uma grande confiança, apesar de, no início, ter agido de modo egoísta. Quando se reconheceu pecador, quando percebeu  o erro cometido, não ficou com medo do pai, mas ao contrário, recordou a bondade, a prodigalidade de seu pai e resolveu voltar para casa. Ele sabia quem era seu pai e o respeitava bastante. Por isso voltou. No fundo ele havia experimentado o que era ser amado.

O mais velho, apesar de jamais ter se afastado do lado do pai, tinha uma relação de empregado com seu patrão. Ele está preso ao que fez e ao que deixou de fazer. Não conheceu o verbo amar, o verbo perdoar, o verbo querer, no sentido de querer bem. Sua relação não era de ternura, mas de trocas.

A grandeza de um homem não está em cumprir leis como um servo, mas em viver o amor, a grandeza do perdão, saber entender o outro e abraçá-lo.

Deus nos criou para isso, para sermos sua imagem e semelhança e não para termos uma relação empobrecedora. Não nos deixemos apequenar por nada. Nossa vocação é sermos sacramento do amor, do perdão, do acolhimento de Deus em meio aos homens.

A segunda leitura complementa este pensamento quando diz: “Tudo agora é novo. E tudo vem de Deus, que, por Cristo nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação.”

A  sociedade julga as pessoas pela aparência, pela cultura, pelas posses. No ambiente de Igreja se julga as pessoas pelo engajamento, pela boa ou má conduta. Paulo diz que Deus não imputou ao mundo as suas faltas. Ao contrário, mais adiante acrescenta: “Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nos tornemos justiça de Deus”.

Ora, estar em Cristo significa estar em relação íntima com Deus e com o outro, é ser nova criatura.

O cristão é nova criatura porque pelo batismo renasceu pelo Espírito, e isso provoca atitudes novas.

O filho mais novo, aparentemente grande pecador, mostrou ser nova criatura porque baseou sua atitude de retornar à casa confiando exclusivamente na misericórdia do pai. Já o mais velho, cobrando do pai a justiça, por causa de seu trabalho, não entendeu a gratuidade do amor e permaneceu do lado de fora, na escuridão, sem provar a alegria da gratuidade.

Somente com uma atitude como a do caçula, confiando unicamente no amor e no perdão do pai, poderemos ressuscitar na Páscoa e ser novas criaturas!

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31 de março de 2019 at 12:26 Deixe um comentário

Papa se encontra com o clero em Marrocos – para os irmãos de língua francesa

31 de março de 2019 at 7:12 Deixe um comentário

Barco Hospital Papa Francisco pronto para testes

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A iniciativa, que leva o nome do Papa Francisco, foi apresentada ao Pontífice em novembro do ano passado e agora está pronta para os testes na água.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O projeto que emocionou o Pontífice, o Barco Hospital Papa Francisco, está agora pronto para fazer os testes na água, segundo noticiou a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM).

Nesta quinta-feira, foram registradas imagens no estaleiro de Fortaleza (CE). A iniciativa da diocese de Óbidos, com apoio da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus e do Ministério Público do Trabalho, vai atender as populações ribeirinhas ao longo do Rio Amazonas, no território do estado do Pará.

Projeto no Vaticano

No dia 5 de novembro de 2018, o Bispo do Óbidos, Dom Bernardo Bahlmann, e o Frei Francisco Belotti apresentaram a maquete ao Papa Francisco, em audiência no Vaticano.
Trata-se de um projeto “ousado” – como definiu o bispo alemão -, que vai percorrer mil quilômetros do Estado do Pará, oferecendo atendimento médico a mil comunidades ribeirinhas e 12 municípios, num total de cerca de 700 mil pessoas.

Em entrevista ao Vatican News, Dom Bernardo afirmou que o Papa ficou “feliz e comovido” e saudou os povos da Amazônia:

O projeto foi solicitado pelo próprio Pontífice quando visitou o Hospital administrado pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus no Rio de Janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude de 2013. Foi então que o Papa perguntou ao Frei Francisco Belotti se eles estavam presentes na Amazônia, encorajando um projeto naquela região.

A finalidade é levar saúde às comunidades ribeirinhas na região amazônica e atuar na prevenção do câncer, com a realização de exames e triagem para pesquisas em parceria com as Universidades nas patologias de maior incidência na região.

31 de março de 2019 at 5:35 Deixe um comentário

Papa encoraja católicos e cristãos no Marrocos: sejam promotores de fraternidade

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No seu primeiro discurso oficial, Francisco se dirigiu ao povo do Marrocos e às autoridades em cerimônia de boas-vindas na Esplanada da Mesquita Hassan, em Rabat: “a construção de pontes entre os homens, na perspectiva do diálogo inter-religioso, deve ser encarada sob o signo da convivência, da amizade e da fraternidade”.

Manoel Tavares – Cidade do Vaticano

O Santo Padre deixou o Vaticano, na manhã deste sábado (30/3), para mais uma Viagem Apostólica, a de número 28 do seu Pontificado, esta vez, para visitar o Marrocos, por dois dias, sob o lema: “Papa Francisco: servidor da Esperança”. Francisco é o segundo Papa a visitar o Marrocos, depois de São João Paulo II, em 1985: um país de 34 milhões de habitantes, onde os católicos são apenas 23 mil.

Papa encontra povo do Marrocos

Ao chegar em terras marroquinas, Francisco dirigiu-se à Esplanada da Mesquita “Tour Hassan II”, em Rabat, para a cerimônia de boas-vindas. Ali, o Santo Padre manteve seu primeiro encontro com o povo marroquino, as autoridades civis e religiosas e o Corpo Diplomático, do qual participaram 25 mil pessoas.

O Santo Padre iniciou seu discurso com a saudação em árabe “As-Salam Alaikum”, desejando a Paz para todos:

Estou feliz por pisar o solo deste país, rico de muitas belezas naturais, defensor dos vestígios de antigas civilizações e testemunha de uma história fascinante… Esta visita é, para mim, motivo de alegria e gratidão, porque me permite descobrir as riquezas desta terra, deste povo e das suas tradições, como também pela grande oportunidade de promover o diálogo inter-religioso e o conhecimento mútuo entre os fiéis das nossas duas religiões”.

Aqui, o Santo Padre recordou o histórico encontro entre São Francisco de Assis e o Sultão al-Malik al-Kamil, há oitocentos anos. Este evento profético demonstra a coragem deste encontro e da mão estendida que representam “um caminho de paz e harmonia” para a humanidade, em situações onde o extremismo e o ódio são fatores de divisão e destruição. E o Papa acrescentou:

“ Desejo que a estima, o respeito e a colaboração entre nós possam contribuir para aprofundar os nossos laços de sincera amizade, a fim de permitir às nossas comunidades preparar um futuro melhor às novas gerações. ”

O desafio do diálogo inter-religioso

Naquela terra, ponte natural entre a África e a Europa, o Papa  reiterou a necessidade de unir os esforços, de muçulmanos e católicos, para dar novo impulso à construção de um mundo mais solidário, mais comprometido com um diálogo honesto, corajoso e necessário, no respeito das riquezas e especificidades de cada povo e de cada pessoa:

“ Este é um desafio que todos somos chamados a assumir, sobretudo neste tempo em que se corre o risco de fazer das diferenças e mútuo desconhecimento motivos de rivalidade e desagregação. ”

Por isso, – afirmou Francisco -, para participar da construção de uma sociedade aberta, pluralista e solidária, é essencial desenvolver e assumir, com constância e sem cessar, a cultura do diálogo, a colaboração como conduta, o conhecimento recíproco como método e critério:

“ Eis o caminho que somos convidados a percorrer, sem cessar, para nos ajudar a superar, juntos, as tensões e os mal-entendidos, as máscaras e os estereótipos, que sempre levam ao medo e à contraposição. E assim, abrir alas para um espírito de mútua colaboração frutuosa, com base no respeito. ”

Com efeito, disse Francisco, “é indispensável contrapor ao fanatismo e ao fundamentalismo a solidariedade de todos os fiéis, com base nas nossas ações os valores que nos acomunam”. Nesta perspectiva, o Papa irá visitar, logo a seguir, o Instituto Mohammed VI, criado pelo rei Mohammed VI, para imames pregadores e pregadoras, com o objetivo de proporcionar uma formação adequada e sadia contra todas as formas de extremismo, que, muitas vezes, levam à violência e ao terrorismo e constituem uma ofensa à religião e ao próprio Deus. E o Papa ponderou:

Um diálogo autêntico convida-nos a não subestimar a importância do fator religioso para construir pontes entre os homens e enfrentar com êxito os desafios. De fato, no respeito das nossas diferenças, a fé em Deus nos leva a reconhecer a dignidade e os direitos do ser humano”.

A construção de pontes entre os povos

Acreditamos – afirmou Francisco – que Deus criou os seres humanos iguais em direitos, deveres e dignidade, e os chamou a viver como irmãos, segundo os valores do bem, da caridade e da paz. Por isso, a liberdade de consciência e a liberdade religiosa – que não se limitam à liberdade de culto, mas consente viver segundo a própria convicção religiosa – estão inseparavelmente ligadas à dignidade humana:

“ Neste sentido, a construção de pontes entre os homens, na perspectiva do diálogo inter-religioso, deve ser encarada sob o signo da convivência, da amizade e da fraternidade. ”

A término do seu primeiro discurso em terras marroquinas, o Santo Padre recordou a grave crise migratória, que constitui para todos um urgente apelo para erradicar suas causas. Sabemos que a consolidação de uma paz verdadeira passa pela busca da justiça social.

Comunidade católica e ação pastoral no Marrocos

Enfim, falando dos cristãos, que ocupam seu lugar na sociedade marroquina, Francisco disse que “querem colaborar para a edificação de uma nação solidária e próspera e do bem comum”. Aqui, recordou a ação pastoral da Igreja Católica no Marrocos: obras sociais, educação em escolas abertas a estudantes de todas as confissões, religiões e proveniência.

Enfim, encorajou os católicos e os cristãos a serem, no Marrocos, servidores, promotores e defensores da fraternidade humana. Shukran bi-saf! Obrigado a todos!

30 de março de 2019 at 13:58 Deixe um comentário

A Igreja terá 9 novos Beatos e 5 Veneráveis

Papa Francisco

Papa Francisco

Recebendo nesta terça-feira (19/03) em audiência o card. Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa Francisco autorizou a promulgação dos novos Decretos que darão à Igreja 9 novos Beatos e com o reconhecimento das virtudes heróicas: 5 novos Veneráveis Servos de Deus.

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Entre os Beatos 7 bispos mártires do regime comunista na Romênia e o missionário italiano Pime Alfredo Cremonesi, assassinado na Birmânia.

Os 9 novos Beatos

Pelo milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Maria Emilia Riquelme y Zayas, Fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias do Santíssimo Sacramento e da Beata Maria Virgem Imaculada, nascida em Granada (Espanha) em 5 de agosto de 1847 e ali falecida em 10 de dezembro de 1940;

Pelo martírio dos Servos de Deus Valerio Traiano Frenţiu, Vasile Aftenie, Giovanni Suciu, Tito Livio Chinezu, Giovanni Bălan, Alessandro Rusu e Giulio Hossu, bispos; assassinados por ódio à Fé em vários lugares da Romênia entre 1950 e 1970;

Pelo martírio do Servo de Deus Alfredo Cremonesi, sacerdote professo do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras; nascido em Ripalta Guerina (Itália) em 16 de maio de 1902 e assassinado por ódio à Fé no vilarejo de Donoku (Myanmar) em 7 de fevereiro de 1953;

Os 5 novos Veneráveis Servos de Deus

Pelas virtudes heróicas do Servo de Deus Francesco Maria Di Francia, sacerdote diocesano, Fundador da Congregação das Irmãs Capuchinhas do Sagrado Coração; nascido em Messina (Itália) em 19 de fevereiro de 1853 e falecido em Roccalumera (Itália) em 22 de dezembro de 1913;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Hueber, Fundadora da Congregação das Irmãs Terciárias de São Francisco; nascida em Bressanone (hoje Itália) em 22 de maio de 1653 e ali falecida a 31 de julho de 1705;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Teresa Camera, Fundadora da Congregação das Filhas de Nossa Senhora da Piedade; nascida em Ovada (Itália) em 8 de outubro de 1818 e ali falecida a 24 de março de 1894;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Teresa Gabrieli, Co-fundadora da Congregação das Irmãs das Pobrezinhas – Instituto Palazzolo; nasceu em Bérgamo (Itália) no dia 13 de setembro de 1837 e ali morreu no dia 6 de fevereiro de 1908;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Giovanna Francesca do Espírito Santo (nome de nascimento, Luisa Ferrari), Fundadora do Instituto das Irmãs Franciscanas Missionárias do Verbo Encarnado; nascida em Reggio Emilia (Itália) em 14 de setembro de 1888 e falecida em Fiesole (Itália) em 21 de dezembro de 1984.

Padre Alfredo Cremonesi mártir em Myanmar

Entre os novos Beatos está o padre Alfredo Cremonesi, missionário do PIME na Birmânia (Myanmar), assassinado em 7 de fevereiro de 1953 no seu vilarejo de Donokù. Foi imediatamente invocado como “mártir”, porque deu a sua vida pelo seu rebanho. Tinha sido convidado a retirar-se de um lugar muito perigoso: ficou com o seu povo pagando com a sua vida. Três os motivos para a sua próxima beatificação: o padre Cremonesi era, antes de mais nada, um missionário santo. O martírio foi um dom de Deus a um homem que já era todo seu: oração, mortificação, doação total ao próximo mais pobre e abandonado. Os santos nunca envelhecem. O padre Alfredo era também um missionário moderno. Ele tinha um conceito avançado de missão (para aqueles tempos): diz-nos que devemos sempre olhar em frente, estar abertos às coisas novas que o Espírito suscita na Igreja, mesmo que perturbem a nossa preguiça. Enfim, ele era um autêntico missionário, projetado para tribos não-cristãs para anunciar Cristo. Grande viajante, percorria longas distâncias quase sempre a pé, entre guerrilheiros e ladrões, e se adaptava à vida das pessoas locais, com grande espírito de sacrifício.

30 de março de 2019 at 5:41 Deixe um comentário

Papa convoca “24 horas de oração para o Senhor”

Papa Francisco em oração

Papa Francisco em oração

Na próxima sexta-feira, 29 de março, às 17h (13h, horário de Brasília) na Basílica de São Pedro, o Papa presidirá a Celebração Penitencial de abertura da tradicional iniciativa “24 HORAS PARA O SENHOR”, promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco dará início à 6ª edição da tradicional iniciativa “24 horas de Oração para o Senhor”, com a celebração penitencial na Basílica de São Pedro na próxima sexta-feira, dia 29 de março. A iniciativa nasceu em Roma há seis anos, mas logo se tornou mundial, unindo espiritualmente ao Santo Padre as Igrejas espalhadas nos cinco continentes, e oferecendo a todos a possibilidade de fazer experiência pessoal da infinita misericórdia de Deus.

Nem eu te condeno

O tema deste ano será a frase do Evangelho de João: “Nem eu te condeno (Jo 8, 11). A jornada, que será marcada pela Adoração Eucarística, pela reflexão e pelo convite à conversão pessoal, propõe a contemplação da imagem de Jesus, que ao invés da multidão reunida para julgar e condenar, oferece a sua infinita Misericórdia como ocasião de graça e de vida nova.

Reconciliação

Como recorda o Santo Padre na Carta Apostólica Misericordia et Misera “O sacramento da Reconciliação precisa voltar a ter o seu lugar central na vida cristã (…), uma ocasião propícia pode ser a celebração da iniciativa 24 horas para o Senhor nas proximidades do IV Domingo da Quaresma, que goza já de amplo consenso nas dioceses e continua a ser um forte apelo pastoral para viver intensamente o sacramento da Confissão”.

O mundo inteiro está convidado para abrir-se à Misericórdia de Deus com as “24 horas para o Senhor” que o Papa Francisco dará início com a Celebração Penitencial desta sexta-feira (29).

29 de março de 2019 at 5:40 Deixe um comentário

Papa: imitar a misericórdia do Senhor. A esmola não é só material, mas também espiritual

Papa celebra a missa na Casa Santa MartaPapa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

Durante a missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa fala da misericórdia de Deus e oferece conselhos para viver plenamente o tempo da Quaresma.

Barbara Castelli – Cidade do Vaticano

Não julgar os outros, não condenar e perdoar: deste modo, se imita a misericórdia do Pai. Na missa celebrada na Casa Santa Marta (18/03), o Papa Francisco recordou a todos que na vida, para não errar, é preciso “imitar Deus”, “caminhar diante dos olhos do Pai”. Partindo do Evangelho do dia, extraído de Lucas (Lc 6,36-38), o Pontífice falou antes de mais sobre a misericórdia de Deus, capaz de perdoar as ações mais “graves”.

A misericórdia de Deus é algo tão grande, tão grande. Não nos esqueçamos disto. Quantas pessoas [dizem]: “Eu fiz coisas tão graves. Eu comprei meu lugar no inferno, não poderei voltar atrás”. Mas pense na misericórdia de Deus, não? Recordemos aquela história da pobre viúva que foi se confessar com o cura d’Ars (o marido tinha se suicidado; tinha se lançado da ponte num rio, não?). E chorava. Disse: “Mas eu sou uma pecadora, coitada. Mas coitado do meu marido! Está no inferno! Ele se suicidou e o suicídio é um pecado mortal. Está no inferno”. E o cura d’Ars disse: “Mas espere senhora, porque da ponte até o rio existe a misericórdia de Deus”. Mas até o fim, até o fim, há a misericórdia de Deus.

Bons hábitos na Quaresma

Para colocar-se no sulco da misericórdia, Jesus indica conselhos práticos. Antes de tudo, não julgar: um péssimo costume do qual abster-se, sobretudo neste tempo de Quaresma.

É um hábito que se infiltra na nossa vida sem que percebamos. Sempre! Até mesmo para começar uma conversa, não? “Mas você viu aquela pessoa o que fez?”. O julgamento sobre o outro. Pensemos quantas vezes por dia nós julgamos. Mas por favor! Parecemos todos juízes, não! Todos. Mas sempre para começar uma conversa, um comentário a respeito do outro, julgam: “Mas olha, fez uma plástica! Está pior do que antes”. O julgamento.

Depois, perdoar, mesmo que seja “tão difícil”, porque as nossas ações dão “a medida a Deus de como deve fazer conosco”.

Mantenhamos os bolsos abertos

Na homilia, o Papa convidou todos a aprender a sabedoria da generosidade, via mestra para renunciar às “fofocas”, em que “julgamos continuamente, condenamos continuamente e dificilmente perdoamos”.

O Senhor nos ensina: “Dai”. “Dai e vos será dado”: sejam generosos em doar. Não tenham os bolsos fechados; sejam generosos em doar aos pobres, àqueles que precisam e dar também tantas coisas: dar conselhos, dar sorrisos às pessoas, sorrir. Sempre dar, dar. “Dai e vos será dado. E vos será dado uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante”, porque o Senhor será generoso: nós damos um e Ele nos dará cem de tudo aquilo que nós damos. E esta é a atitude que blinda o não julgamento, o não condenar e o perdoar. A importância da esmola, mas não só a esmola material, mas também a esmola espiritual; dedicar tempo a quem precisa, visitar um doente, sorrir.

29 de março de 2019 at 5:37 Deixe um comentário

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