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Reflexão litúrgica para a Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo

Santos Apóstolos Pedro e Paulo, colunas da Igreja

Santos Apóstolos Pedro e Paulo, colunas da Igreja

“Pedro”, que quer dizer pedra, indicando sua missão nova e definitiva: “confirmar seus irmãos na fé”. “Pedro nos confirma na fé e Paulo evangeliza”

Pe. Cesar Augusto dos Santos S.J. – Cidade do Vaticano

A Igreja no Brasil celebra, neste domingo, a Solenidade de São Pedro e São Paulo.

Quando queremos refletir com calma, sem influência de pessoas ou situações, nos retiramos para um local afastado e silencioso. Queremos estar a sós na natureza e na presença de Deus. Foi o que Jesus fez com seus discípulos, quando escolheu quem iria governar seu rebanho.

Com eles, o Senhor se dirigiu a Cesareia de Filipe, um lugar afastado do mundo judeu e significativo pela natureza, próximo ao monte Hermom e a uma das fontes do Jordão. Lá, na solidão e apenas na presença do Pai, perscrutou o coração de Simão, que o reconheceu como Messias, e o fez seu Vigário na terra.

Por outro lado, Jesus confirmou seu nascimento na fé, dando-lhe outro nome, “Pedro”, que quer dizer pedra, indicando seu cargo novo e definitivo: “confirmar seus irmãos na fé”.

Além das graças, para viver plenamente a sua missão, Pedro recebeu também a de dar glória a Deus por meio da sua morte na cruz, como o Mestre, mas de cabeça para baixo.

Como chefe da Igreja, Pedro recebeu o poder de ligar e desligar, isto é, declarar o que está de acordo ou em desacordo com o projeto de Jesus. Por isso, ele foi sempre o homem renascido para a missão.

Mas, hoje, celebramos também o Apóstolo Paulo, outro pilar da Igreja. Pedro nos confirma na fé e Paulo evangeliza.

Paulo, que antes da sua conversão se chamava Saulo, deu testemunho da sua fé em Jesus Cristo com o martírio.

Paulo teve a consciência de cumprir fielmente a sua missão de anunciar o Evangelho ao mundo e de ter guardado a fé.

Celebrar os Santos é praticar seus ensinamentos e seguir seus testemunhos de fé.

Que a Solenidade destas duas colunas da Igreja seja uma ocasião de graças para o crescimento do Reino de Deus em nossa vida cristã!

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29 de junho de 2019 at 10:45 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Eu te darei as chaves do Reino dos Céus – São Mateus 16, 13-19 – dia 30 de junho de 2019

“13.Chegando ao território de Cesareia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: “No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?”. 14.Responderam: “Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas”. 15.Disse-lhes Jesus: “E vós quem dizeis que eu sou?” 16.Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!”. 17.Jesus, então, lhe disse: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.* 18.E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.* 19.Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.*”
Fonte: Bíblia Católica Online

 

“Damos glória ao Senhor pela solenidade de Pedro e Paulo, que plantaram a Igreja e a regaram com o próprio sangue. Os dois apóstolos combateram o bom combate da fé e, unidos pelo martírio, recebem, em toda a terra, igual veneração. Celebremos em comunhão com o Papa Francisco, bispo de Roma e sucessor de Pedro”. (Liturgia Diária)

Dom Manoel João Francisco explicou que “no próximo domingo os católicos do mundo inteiro celebram a solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo. Eles são considerados colunas da Igreja, por isso, a eles é devido um culto especial. Na verdade, a data da celebração é 29 de junho que, segundo uma antiga tradição romana, é o dia em que os dois Apóstolos foram martirizados. No entanto, a Igreja, querendo venerar de forma condigna estes dois gigantes da fé, transfere a celebração para o domingo seguinte”.

“A liturgia da Solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo convida-nos a refletir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projeto libertador de Deus”. (Site Ecclesia)

“O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus e a acolherem-no como “o Messias, Filho de Deus”. Dessa adesão, nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece”. (Site Ecclesia)

“Num só dia celebramos o martírio dos dois Apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos Apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois Apóstolos”. (Santo Agostinho)

E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A chave representa a autoridade sobre a casa de David. Entretanto, no Evangelho, há outra palavra de Jesus, mas dirigida aos escribas e fariseus, censurando-os por terem fechado aos homens o Reino dos Céus (cf. Mt 23, 13). Também este dito nos ajuda a compreender a promessa feita a Pedro: como fiel administrador da mensagem de Cristo, compete-lhe abrir a porta do Reino dos Céus e decidir se alguém será aí acolhido ou rejeitado (cf. Ap 3, 7). As duas imagens – a das chaves e a de ligar e desligar – possuem significado semelhante e reforçam-se mutuamente”. (29 de Junho de 2012)

O Papa

“Herdeiro da missão de Pedro, o bispo de Roma exerce um ministério que tem a sua origem na misericórdia multiforme de Deus, a qual converte os corações e infunde a força da graça onde o discípulo sente o sabor amargo da sua fraqueza e miséria. A autoridade própria deste ministério está posta totalmente ao serviço do desígnio misericordioso de Deus e há de ser vista sempre nesta perspetiva. É nela que se explica o seu poder”. (São João Paulo II)

Conclusão:

“Depois de um tempo de missão, Jesus interroga os seus para ver o alcance da compreensão que têm dele. Pedro, porta-voz do grupo, responde que Ele é o Messias, o Filho de Deus vivo. Sobre a fé professada por Pedro (e pelo grupo), Jesus edifica sua comunidade, a Igreja. Os apóstolos de todos os tempos são responsáveis por manter a Igreja unida, no seguimento do Mestre”. (Liturgia Diária)

Oração:

PR: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos são Pedro e são Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração. Por essa razão, os anjos celebram vossa grandeza, os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos aos seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz… (Prefácio)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24 de junho de 2019 at 5:31 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – São Mateus 16, 13-19 – Missa do Dia – 1º de julho de 2018

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“13.Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? 14.Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. 15.Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16.Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! 17.Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18.E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19.Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” 

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Somos felizes por nos reunirmos para celebrar a solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, que plantaram a Igreja e a regaram com o próprio sangue. Por diferentes meios, os dois combateram o bom combate da fé; unidos pelo martírio, recebem, em toda a terra, igual veneração. Nossa ação de graças a Deus também pela vida do Papa Francisco e por sua missão de promover o espírito de unidade e reconciliação na Igreja espalhada pelo mundo”. (Liturgia Diária)

O Catecismo (§153) ensina: “Quando São Pedro confessa que Jesus é o Cristo, Filho do Deus vivo, Jesus lhe declara que esta revelação não lhe veio “da carne e do sangue, mas de meu Pai que está nos céus”. A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele. “Para que se preste esta fé, exigem-se a graça prévia e adjuvante de Deus e os auxílios internos do Espírito Santo, que move o coração e o converte a Deus, abre os olhos da mente e dá a todos suavidade no consentir e crer na verdade”.

“Depois de um tempo de missão, Jesus interroga os seus para ver o alcance da compreensão que tem dele. Pedro, porta-voz do grupo, responde que Ele é o Messias, o Filho do Deus vivo. Sobre a fé professada por Pedro (e pelo grupo), Jesus edifica sua comunidade, a Igreja. Os apóstolos de todos os tempos são responsáveis por manter a Igreja unida, no seguimento do Mestre”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse assim: “Mas voltemos a Pedro… A narração evangélica (Mt 16, 13-19) da sua confissão de fé e consequente missão a ele confiada por Jesus mostra-nos que a vida do pescador galileu Simão – como a vida de cada um de nós – se abre, desabrocha plenamente quando acolhe, de Deus Pai, a graça da fé. E Simão põe-se a caminhar – um caminho longo e duro – que o levará a sair de si mesmo, das suas seguranças humanas, sobretudo do seu orgulho misturado com uma certa coragem e altruísmo”.

São Pedro e São Paulo (Fonte do texto abaixo: Dia a Dia – Ed. Paulus)

São Pedro: Pescador da Galileia, Simão Pedro responde ao chamado de Jesus, que logo lhe dá o apelido de Cefas (rocha, pedra) e faz dele o responsável pelo grupo de discípulos (Igreja). Depois da Ascensão de Jesus, Pedro assume a direção da comunidade em Jerusalém. É o primeiro a reconhecer a necessidade de abrir a Igreja também para os não judeus.Em Roma, sofre o martírio, por volta do ano 64.

São Paulo: De perseguidor dos cristãos a apóstolo de Cristo, Paulo foi o primeiro grande missionário da Igreja (quatro grandes viagens apostólicas). Evangelizou principalmente os povos não judeus. Fundou várias comunidades. Escreveu algumas cartas com temas teológicos profundos e orientações pastorais. Sofreu o martírio em Roma no ano 67. Pedro e Paulo são considerados pedras fundamentais da fé cristã. O Papa é o sucessor de Pedro.

Conclusão:

“Jesus estabelece um diálogo com seus discípulos, querendo saber o que o povo e eles dizem a respeito dele. Porta-voz do grupo, Pedro formula a profissão de fé  em Jesus Messias, o Filho de Deus, e recebe a missão de conduzir na unidade a comunidade. Jesus, portanto, transfere para a comunidade o compromisso de dar continuidade à missão que Ele iniciou. E conclama Pedro e a comunidade para a responsabilidade de abrir as portas para que as pessoas tenham acesso ao Reino de Deus”, (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração: Prefácio da Missa de São Pedro e São Paulo

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos são Pedro e são Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração. Por essa razão, os anjos celebram vossa grandeza, os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos aos seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz…”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

25 de junho de 2018 at 5:38 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e S. Paulo (ofício próprio)

A liturgia da Solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo convida-nos a refletir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projeto libertador de Deus.
O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus e a acolherem-no como “o Messias, Filho de Deus”. Dessa adesão, nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.

A primeira leitura mostra como Deus cauciona o testemunho dos discípulos e como cuida deles quando o mundo os rejeita. Na ação de Deus em favor de Pedro – o apóstolo que é o protagonista da história que este texto dos Atos hoje nos apresenta -, Lucas mostra a solicitude de Deus pela sua Igreja e pelos discípulos que testemunham no mundo a Boa Nova da salvação.
A segunda leitura apresenta-se como o “testamento” de Paulo. Numa espécie de “balanço final” da vida do apóstolo, o autor deste texto recorda a resposta generosa de Paulo ao chamamento que Jesus lhe fez e o seu compromisso total com o Evangelho. É um texto comovente e questionante, que convida os crentes de todas as épocas e lugares a percorrer o caminho cristão com entusiasmo, com entrega, com ânimo – a exemplo de Paulo.
cf.www.ecclesia.pt

29 de junho de 2017 at 5:02 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Feliz és tu, Simão, filho de Jonas – São Mateus 16, 13 – 19 – Missa do dia 02 de julho

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“13.Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? 14.Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. 15.Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16.Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! 17.Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18.E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19.Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”

“Somos felizes por festejar os apóstolos Pedro e Paulo, que combateram o bom combate em Cristo, congregaram a única família de Deus e, unidos pelo martírio, recebem em toda a terra igual veneração. Bendigamos ao Senhor pela fé viva de Pedro e pelo ardor missionário  de Paulo. Celebremos em comunhão com a vida e a missão do Papa Francisco, sucessor de Pedro”. (Liturgia Diária)

Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!

“Quando procura saber o pensamento dos discípulos (sobre Ele, Jesus), o primeiro na confissão do Senhor é o primeiro na dignidade apostólica. Tendo ele dito: «Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo», Jesus respondeu-lhe: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos céus» (Mt 16,16-17); ou seja, és feliz porque meu Pai te ensinou, e não foste enganado pela opinião da terra, mas instruído pela inspiração do céu; e não foram a carne nem o sangue que to revelaram, mas sim Aquele de Quem sou o Filho Unigênito”. (São Leão Magno)

O Papa Emérito Bento XVI comentou: «Tu és Cristo, Filho de Deus vivo». A esta profissão de fé da parte de Pedro, Jesus responde: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus». É a primeira vez que Jesus fala da Igreja, cuja missão é a realização do grandioso desígnio de Deus, de reunir, em Cristo, toda a humanidade, numa única família”.

A Igreja:

“Estas palavras foram pronunciadas por Simão, filho de Jonas, na região de Cesareia de Filipe. Sim, ele exprimiu-as na sua própria língua, com uma profunda, vivida e sentida convicção; mas elas não tiveram nele a sua fonte, a sua nascente: .., porque não foram a carne nem o sangue quem to revelaram, mas o Meu Pai que está nos céus (Mt. 16, 17). Tais palavras eram palavras de Fé.Elas assinalam o início da missão de Pedro na história da Salvação, na história do Povo de Deus. E a partir de então, de uma tal confissão de Fé, a história sagrada da Salvação e do Povo de Deus devia adquirir uma nova dimensão: exprimir-se na caminhada histórica da Igreja” . (São João Paulo II)

O Papa Francisco disse assim: “Fora Jesus enviado pelo Pai, tendo Ele por sua vez enviado igualmente ao mundo primeiro os apóstolos e depois os bispos e seus sucessores, aos quais por fim foram dados  como colaboradores os presbíteros, que, unidos a eles no ministério sacerdotal, são chamados a servir o Povo de Deus”. (Livro “A Igreja da Misericórdia”)

São Pedro e São Paulo

São Pedro: “Pescador da Galileia, Simão Pedro responde ao chamado de Jesus, que logo lhe dá o apelido de Cefas (rocha, pedra) e faz dele o responsável pelo grupo de discípulos (Igreja). Depois da Ascensão de Jesus, Pedro assume a direção da comunidade de Jerusalém. É o primeiro a reconhecer a necessidade de abrir a Igreja também para os não judeus. Em Roma, sofre o martírio, por volta do ano 64”. (Reflexão, Ed. Paulus)

São Paulo: “De perseguidor dos cristãos a apóstolo de Cristo, Paulo foi o primeiro grande missionário da Igreja (quatro grandes viagens apostólicas). Evangelizou principalmente os povos não judeus. Fundou várias comunidades. Escreveu algumas cartas com temas teológicos profundos e orientações pastorais. Sofreu o martírio em Roma no ano 67. Pedro e Paulo são considerados pedras fundamentais da fé cristã. O Papa é o sucessor de Pedro”. (Reflexão, Ed. Paulus)

 

Conclusão: 

“Ó vós, todos os que já tendes a dita inestimável de crer; vós, todos os que ainda andais a buscar a Deus; e vós também, os atormentados pela dúvida: —  procurai acolher uma vez mais —  hoje e neste local sagrado — as palavras pronunciadas por Simão Pedro. Naquelas mesmas palavras está a fé da Igreja; em tais palavras, ainda, encontra-se a verdade nova, ou melhor, a última e definitiva verdade —   sobre o homem: o filho de Deus vivo. — Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo!” (São João Paulo II)

Oração:

“Senhor, conservai incólume a Vossa Igreja, e dai-lhe uma liberdade segura e sem cadeias. Concedei ordem e paz a todos os povos. Fazei que de um pólo a outro do mundo ressoe uma só voz: Louvado seja o Coração divino, que nos trouxe a salvação. Honra e glória a Ele, por todos os séculos. Amém”. (Site do Padre Reginaldo Manzotti)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

26 de junho de 2017 at 5:14 Deixe um comentário

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Sim, Senhor, Tu sabes que eu te amo – São João 21, 15-19 – Dia 03 de julho de 2016

São Pedro e São Paulo apóstolos

15.Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.

16.Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.

17.Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.

18.Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres.

19.Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me!

O Papa Francisco explicou que “desde os tempos antigos, a Igreja de Roma celebra os apóstolos Pedro e Paulo em uma única festa no mesmo dia, 29 de junho. A fé em Jesus Cristo tornou-os irmãos e o martírio os fez se tornarem uma só coisa. São Pedro e São Paulo, tão diferentes entre eles no plano humano, foram escolhidos pessoalmente pelo Senhor Jesus e responderam ao chamado oferecendo toda as suas vidas. Em ambos a graça de Cristo realizou grandes coisas, transformou-os”. (29\06\14)

Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.

Pedro, “é que a força do amor triunfou em ti sobre as razões do temor; não te pareceu que devias recear aqueles que recebeste a missão de amar. Recebeste essa caridade intrépida quando o amor que tinhas professado pelo Senhor foi fortalecido pela sua tripla pergunta (Jo 21,15ss). […] E, para acrescentar a tua confiança, havia ainda os sinais de tantos milagres, o dom de tantos carismas, a experiência de tantas obras maravilhosas!”  (São Leão Magno)

O Catecismo (§1429) ensina: “Comprova-o a conversão de S. Pedro após a tríplice negação de seu mestre. O olhar de infinita misericórdia de Jesus provoca lágrimas de arrependimento e, depois da ressurreição do Senhor, a afirmação, três vezes reiterada, de seu amor por e1e. A segunda conversão também possui uma dimensão comunitária. Isto aparece no apelo do Senhor a toda uma Igreja: “Converte-te!” (Ap 2,5.16)”.

O Padre Eduardo Dougherty disse que “Amar é servir. Neste diálogo com Pedro, Jesus nos ensina qual é a essência de ser cristão e o significado da vida espiritual: “Pedro, você me ama”? Dizer alguém “eu o amo” é propor-se a servi-lo com fidelidade. A missão de Pedro é m primado de serviço porque é um primado de amor. É preciso perder seus interesses pessoais em favor e a serviço de Deus no próximo. Jesus continua dizendo para segui-lo como somos, com todas as nossas limitações”.

 

Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me!

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “O Senhor se referia ao modo com o qual o Apóstolo tinha testemunhado a sua fé até o martírio, mas esta frase nos faz refletir sobre o fato de que a necessidade de ajuda é uma condição do ancião. Gostaria de convidá-los a ver também nisso um dom do Senhor, porque é uma graça ser apoiado e acompanhado, sentir o afeto dos outros! Isto é importante em cada fase da vida: ninguém pode viver sozinho e sem ajuda; o ser humano é relacional”. (14\11\12)

O Papa Francisco explicou: “No Evangelho, Jesus pede por três vezes a Pedro que apascente o seu rebanho, e o faça com todo o seu amor, profetizando-lhe: «Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levará para onde não queres» (Jo 21, 18). Trata-se de uma palavra dirigida primariamente a nós, Pastores: não se pode apascentar o rebanho de Deus, se não se aceita ser conduzido pela vontade de Deus mesmo para onde não queremos, se não estamos prontos a testemunhar Cristo com o dom de nós mesmos, sem reservas nem cálculos, por vezes à custa da nossa própria vida”.

 

São Pedro e São Paulo:

“Roma feliz, tornada cor de púrpura destes heróis no sangue tão fecundo, não por teus méritos, mas por estes santos, que golpeaste com a cruz e a espada, em formosura excedes todo o mundo. E vós agora, gloriosos mártires, heróis invictos da mansão de Deus, Pedro feliz, e Paulo flor do mundo, do mal livrai-nos pela vossa prece e conduzi-nos para os altos céus”. (Liturgia das Horas)

São Pedro

“Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade”. (Com. Canção Nova)

 

São Paulo

“Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles. Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério”. (Com. Canção Nova)

 

Conclusão:

Com as palavras do Papa Francisco: “Simão havia renegado Jesus no momento dramático da paixão; Saulo havia perseguido duramente os cristãos. Mas ambos acolheram o amor de Deus e se deixaram transformar pela sua misericórdia; assim se tornaram amigos e apóstolos de Cristo. Por isso esses continuam a falar à Igreja e ainda hoje nos indicam o caminho da salvação”.

Oração:

“Ó Deus dos apóstolos, nós nos reunimos em vosso nome e refletimos sobre as palavras do Evangelho, as quais, pelo testemunho de Pedro, nos revelam ser Jesus o vosso ungido amado e querido. Hoje queremos vos louvar com os apóstolos Pedro e Paulo, testemunhas qualificadas do Evangelho e colunas da Igreja. Ajudai-nos, Senhor, a responder com fidelidade ao vosso chamado  e ser testemunhas do vosso amor e do vosso perdão. Por Cristo, nosso Senhor. Amém”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

27 de junho de 2016 at 5:20 Deixe um comentário

Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo

2015-06-27 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A Liturgia reúne em uma única celebração os dois grandes apóstolos: Pedro, o escolhido para conduzir a Igreja e confirmar seus irmãos na fé e Paulo, o eleito por Deus, para ser o Evangelizador, aquele que com suas cartas e suas pregações refletiu e ensinou de modo profundo e singular as palavras do Mestre.

A primeira leitura extraída dos Atos dos Apóstolos nos fala da perseguição perpetrada por Herodes Agripa aprisionando Pedro, após perceber a satisfação dos judeus ao verem Tiago, irmão de João Evangelista, ser morto à espada.

A Igreja, sem parar, rezou por seu Pastor e Deus a ouviu enviando um anjo para libertar Pedro.

Na segunda leitura, temos a despedida de Paulo onde ele diz já ter sido oferecido em libação, isto é, já está pronto para o sacrifício. Paulo conheceu, durante sua vida, após a conversão, o que é perseguição, fome, açoites, naufrágios, humilhações; tudo isso  por amor a Jesus Cristo.

Finalmente, no Evangelho de hoje vemos os discípulos responderem à pergunta de Jesus sobre quem é ele, relatando diversas opiniões. Uma delas tem origem em Herodes Antipas, aquele que mandou degolar João Batista. Ele crê que Jesus é o Batista redivivo. Para outros, o Senhor é algum dos Profetas.

Em um segundo momento o Senhor quer saber a opinião de seus discípulos, daqueles que o acompanham pelo menos há alguns anos. Pedro assume a liderança e iluminado pelo Espírito Santo responde que Jesus é o Messias, o Filho do Deus vivo!

Esse mesmo Espírito faz Pedro entender que nas ações de Jesus está a instauração da nova sociedade. Ao mesmo tempo, Jesus entende que foi o Pai quem revelou sua identidade a Pedro e o investe de autoridade para poder cumprir sua missão de confirmar seus irmãos na fé.

Portanto, a entrega de nossa vida ao Pai, deverá ser como a dos Apóstolos. Entrega radical, plena, sem guardarmos nada para nós, mas visando apenas o interesse do Reino de Deus.

Muitas vezes nos fixamos na grandeza e na beleza de ser papa, de ser bispo ou simplesmente ser um sacerdote, mas junto a todas essas missões, encontramos o lado da renúncia, da abnegação de si mesmo e a aceitação de abraçar a cruz quando se fizer necessário.

Será exatamente nessa ocasião que o missionário, o apóstolo precisará das orações da Igreja, não tanto para libertá-lo da dor e da morte, mas para torná-lo forte e firme na fé e dar o testemunho como Deus deseja.

Mas ao falarmos em testemunhar a fé em Deus, é bom deixar claro que essa ocasião não é somente no martírio explícito, mas cotidianamente o missionário, o apóstolo é chamado a demonstrar por atos que crê em Deus. Por isso, rezar sempre pelos nossos pastores, por aqueles que gastam sua vida em nos confirmar na fé, é imperioso!

Celebrar São Pedro e São Paulo não será apenas louvar essas duas colunas da fé, mas rezar mais por aqueles que os sucedem na missão de governar a Igreja e propagar o Evangelho, além de ter por eles um carinho especial. (Padre César Augusto dos Santos, SJ)

27 de junho de 2015 at 10:37 Deixe um comentário

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