Archive for abril, 2013

Oração à São José Operário – para pedir emprego

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Oh! meu querido Santo Trabalhador, que em vida fizestes a vontade de Deus através do trabalho, abra as portas do comércio para que eu possa conseguir um emprego.
Dai-me forças e coragem para não desistir no primeiro não.
Que eu tenha a disposição de Santa Teresa D’Ávila, a simplicidade de Maria de Nazaré, a força de Santo Antonio.
Orienta os nossos governantes para a distribuição dos bens do país.
Protege as nossas famílias para que não se deixem vencer pela seca, pelo medo, pela violência, pela falta de trabalho e dê esperança no Domingo da ressurreição.
Meu São José, padroeiro dos trabalhadores, não me deixe sem o pão de cada dia e sem prespectiva de um novo dia para minha família.
Prometo, com o dinheiro do meu futuro emprego, ajudar uma instituição de caridade a divulgar essa devoção.
Por Cristo Senhor Nosso. Amém.
Leia um texto da Bíblia. Mt.2, 13-23 e reze uma Ave-Maria e um Pai-Nosso

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30 de abril de 2013 at 19:21 Deixe um comentário

Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome… – Sexto Domingo da Páscoa – São João 14, 23-29

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23. Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada.
24. Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou.
25. Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco.
26. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.
27. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!
28. Ouvistes que eu vos disse: Vou e volto a vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos, que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu.
29. E disse-vos agora estas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem.

Iniciemos essa reflexão com as palavras do Comentário Litúrgico: “Reunidos para celebrar a Páscoa de Jesus, queremos abrir o coração para escutar a voz do Espírito, que nos convida a construir o reino do amor e da paz, dom de Deus, sinal do mundo novo. Glorifiquemos nesta liturgia o Senhor, que nos prometeu a presença do Espírito Santo, nosso defensor”.

Versículos 23 e 24: “Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada. Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou”.

Amar a Jesus é guardar suas palavras que são Caminho, Verdade e Vida – O Papa Emérito Bento XVI disse: “Como Jesus transmite as palavras do Pai, assim o Espírito recorda à Igreja as palavras de Cristo ( Jo 14,26). E como o amor pelo Pai levava Jesus a alimentar-se da sua vontade, assim o nosso amor por Jesus se demonstra na obediência pelas suas palavras. A fidelidade de Jesus à vontade do Pai pode transmitir-se aos discípulos graças ao Espírito Santo, que derrama o amor de Deus nos seus corações (Rm 5,5)”.

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só Deus, em Três Pessoas – O Beato João Paulo II disse que há “uma reciprocidade entre o Pai e o Filho, naquilo que conhecem de Si mesmos, naquilo que são, naquilo que fazem e naquilo que possuem: “Tudo o que é Meu é Teu, e tudo o que é Teu é Meu”. Trata-se dum intercâmbio recíproco que encontra a sua expressão plena na glória, que Jesus obtém do Pai no mistério supremo da morte e da ressurreição…”

A Palavra diz: “Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus”. (1Jo 4, 15)

“…na Igreja, veneramos extremamente as Sagradas Escrituras, apesar da fé cristã não ser uma «religião do Livro»: o cristianismo é a «religião da Palavra de Deus», não de «uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo».Por conseguinte a Sagrada Escritura deve ser proclamada, escutada, lida, acolhida e vivida como Palavra de Deus, no sulco da Tradição Apostólica de que é inseparável”. (Doc. “Verbum Domini”, do Papa Emérito Bento XVI)

A Palavra diz: “Por isso é que também nós não cessamos de dar graças a Deus, porque recebestes a palavra de Deus, que de nós ouvistes, e a acolhestes, não como palavra de homens, mas como aquilo que realmente é, como palavra de Deus, que age eficazmente em vós, os fiéis”. (1 Ts 2, 13)

No Antigo Testamento, o Pai falava pela boca dos profetas. No Novo Testamento a Palavra se fez Carne e veio habitar entre nós, Jesus Cristo– “O próprio Filho é a Palavra, é o Logos: a Palavra eterna fez-Se pequena; tão pequena que cabe numa manjedoura. Fez–Se criança, para que a Palavra possa ser compreendida por nós.Desde então a Palavra já não é apenas audível, não possui somente uma voz; agora a Palavra tem um rosto, que por isso mesmo podemos ver: Jesus de Nazaré”. (Doc. “Verbum Domini”, do Papa Emérito Bento XVI)

Versículos 25 e 26: “Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito”.

Jesus promete enviar o Espírito Santo – O Beato João Paulo II disse que “Jesus relaciona este anúncio do Espírito Santo com as palavras que indicam a própria partida, mediante a Cruz, e que, mais ainda, realçam a necessidade da mesma partida: «É melhor para vós que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós”.

O Catecismo (729) ensina: “O Espírito Santo virá, nós O conheceremos, Ele ficará conosco para sempre, habitará conosco; há-de ensinar-nos tudo, há-de lembrar-nos tudo o que Cristo nos disse e dará testemunho d’Ele; conduzir-nos-á à verdade total e glorificará a Cristo”.

O Espírito Santo ensina e recorda toda a Palavra dita por nosso Senhor Jesus Cristo – O Beato João Paulo II explicou: “Durante a última Ceia, antes de enfrentar os acontecimentos dramáticos da paixão e morte na Cruz, Jesus promete aos Apóstolos o dom do Espírito. O Espírito Santo terá a missão de ensinar e de recordar as Suas palavras à comunidade dos discípulos”.

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “O Espírito Santo orienta a Igreja no mundo e na história. Graças a este dom do Ressuscitado, o Senhor permanece presente ao longo do transcorrer dos acontecimentos; é no Espírito que podemos reconhecer em Cristo o sentido das vicissitudes humanas”.

O Espírito Santo é nosso advogado junto de Deus – O Padre Bantu disse: “Com a Sua subida para o Céu, Jesus nos faz ver as várias funções do Espírito Santo. Ele é o nosso Advogado ou Protetor e Mestre da Verdade (Jo 14,16-17.25-26). Na ausência de Cristo, o Espírito há de proteger e defender, em quaisquer circunstâncias, os discípulos de Jesus no mundo, guiando-os e dando-lhes segurança. Manterão viva a mensagem de Jesus, recordando-a e interpretando-a no tempo, de sorte que os discípulos penetrem o seu sentido”.

Versículos 27 a 29: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize! Ouvistes que eu vos disse: Vou e volto a vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos, que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu. E disse-vos agora estas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem”.

A paz de Cristo é única, porque brota do Mistério da sua Páscoa – O Beato João Paulo II disse que “a paz à maneira do mundo- prova-o a experiência de todos os tempos – reduz-se frequentemente a um precário equilíbrio de forças,que mais cedo ou mais tarde voltam a contrapor-se. A paz, dom de Cristo ressuscitado, é profunda e completa, e pode reconciliar o homem com Deus, consigo mesmo e com a criação”.

Padre Bantu explicou: “A paz de Jesus é a paz que é fruto da prática libertadora, fraterna, solidária, restauradora da vida e da dignidade dos homens e mulheres. É a paz do reencontrar a vida na união de vontade com o Pai”.

A paz que Cristo dá, diz o Papa Francisco, “é o fruto da vitória do amor de Deus sobre o mal, é o fruto do perdão. E é precisamente assim: a paz verdadeira, a paz profunda, deriva da experiência da misericórdia de Deus”.

Não devemos temer coisa alguma, pois o Senhor está sempre conosco – Papa Francisco disse: “…permanecei firmes no caminho da fé, com segura esperança no Senhor. Aqui está o segredo do nosso caminho. Ele dá-nos a coragem de ir contra a corrente. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam meter-nos medo, se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira, se não perdermos a amizade com Ele, se lhe dermos cada vez mais espaço na nossa vida”.

“Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!” – Padre Bantu disse que “a paz de Jesus tem como efeito banir do coração dos discípulos todo e qualquer resquício de perturbação ou de temor que leva ao imobilismo. Possuindo o dom da paz, eles deveriam manter-se imperturbáveis, sem se deixar intimidar diante das dificuldades. Assim pensada, a paz de Jesus consiste numa força divina que não deixa que os discípulos rompam a comunhão com o Mestre”.

Conclusão:

O Papa Francisco disse que “na nossa vida nunca estamos sozinhos: temos este advogado que nos espera e nos defende. Nunca estamos sozinhos: o Senhor crucificado e ressuscitado orienta-nos; juntamente conosco existem muitos irmãos e irmãs que, no silêncio e no escondimento, na sua vida de família e de trabalho, nos seus problemas e dificuldades, nas suas alegrias e esperanças, vivem todos os dias a fé e, juntamente conosco, anunciam ao mundo o Senhorio do amor de Deus, em Jesus Cristo ressuscitado que subiu ao Céu, nosso advogado”.

Oração:

Do Círculo Bíblico: “Ó Pai, obrigado por este encontro de irmãos e irmãs, no qual nos alimentamos com vossa Palavra, aumentando nossa fé em Jesus ressuscitado. Ele nos prometeu o Espírito Santo, o defensor, que nos ensinará e nos lembrará continuamente suas palavras. Queremos sempre deixar-nos iluminar e guiar pelo Espírito. Obrigado também porque vosso Filho, com seu sangue, selou conosco uma nova aliança em espírito e verdade. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Do Papa Emérito Bento XVI: “A Virgem Maria, Rainha da Paz, ajude todos os cristãos nas diversas vocações e situações de vida, a ser testemunhas da paz, que Cristo nos concedeu e nos legou como missão exigente a cumprir em toda a parte”.

Obrigado Espírito Santo, por permanecer sempre conosco!
Obrigado Espírito Santo, por ser nosso advogado!
Obrigado Espírito Santo, por lembrar-nos tudo o que Jesus nos ensinou!
Obrigado Maria Santíssima, por ser nossa Mãe!
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

30 de abril de 2013 at 10:03 Deixe um comentário

Papa Francisco: “Senhor guarda a Tua Igreja para que não perca a fé, para que não perca a esperança.”

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2013-04-30 Rádio Vaticana
Na missa desta manhã dia 30 o Santo Padre afirmou na sua homilia que uma igreja que se torna mundana será mais débil e não leva ao Evangelho. A Igreja tem que confiar no seu Senhor, Ele é o único que pode vencer a maligno, disse ainda o Papa, que considerou ser fácil rezar para pedir uma graça, mas, bem mais importante, é rezar pelos outros pedindo a Deus que cuide de todos nós. É uma paz que só ele nos pode dar…
“Confiar a Igreja ao Senhor, confiar os idosos, os doentes, as crianças, a juventude… Cuida Senhor da Tua Igreja: É tua! Com esta atitude Ele nos dará, no meio das tribulações, aquela paz que apenas Ele pode dar. Esta paz que o mundo não pode dar, aquela paz que não se compra, aquela paz que é um verdadeiro dom da presença de Jesus na sua Igreja. Confiar a Igreja que está em tribulações: há grandes tribulações e perseguições… existem sim. Mas existem também as pequenas tribulações: as pequenas tribulações da doença ou dos problemas na família… Confiar tudo isto ao Senhor: Guarda a Tua Igreja nas tribulações, para que não perca a fé, para que não perca a esperança.”

30 de abril de 2013 at 9:51 Deixe um comentário

A nossa Fé – Banda arkanjos

Se você não conseguir assistir o vídeo, favor clicar do lado direito para ver no Youtube.

29 de abril de 2013 at 10:44 Deixe um comentário

Papa Francisco: Vergonhar-se é a atitude do verdadeiro cristão

2013-04-29 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – Vergonhar-se dos próprios pecados é a virtude do humilde que se prepara para acolher o perdão de Deus: foi o que disse o Papa Francisco na missa desta manhã presidida na capela da Casa Santa Marta, com a participação de funcionários da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica e de algumas religiosas.
Comentando a primeira Carta de S. João, em que se diz que “Deus é luz e Nele não há trevas”, o Papa Francisco destacou que “todos nós temos obscuridades na nossa vida”, momentos “em que há escuridão em tudo, inclusive na própria consciência”, mas isso não significa caminhar nas trevas:
“Caminhar nas trevas significa estar satisfeito de si mesmo; estar convencido de que não precisa de salvação. Essas são as trevas! Olhem seus pecados, os nossos pecados: todos somos pecadores, todos… Este é o ponto de partida. Se confessamos nosso pecados, Ele é fiel, é justo a ponto de nos perdoar.”
Isso é o que acontece no Sacramento da Reconciliação, afirmou Francisco, acrescentando que confessar não é como ir à tinturaria, para limpar a sujeira de nossas roupas:
“O confessionário não é uma tinturaria: é um encontro com Jesus que nos espera, que nos espera como somos. Temos vergonha de dizer a verdade, ‘fiz isso, pensei aquilo’, mas a vergonha é uma virtude verdadeiramente cristã e também humana… a capacidade de vergonhar-se é uma virtude do humilde.
Esta é a virtude que Jesus pede a nós: a humildade e a docilidade:
“Humildade e docilidade são como uma moldura da vida cristã. Um cristão vive sempre assim, na humildade e na docilidade. E Jesus nos espera para nos perdoar. Confessar não é como ir a uma “sessão de tortura”. “Não! Confessar-se é louvar a Deus, porque eu pecador fui salvo por Ele. E ele me espera para me repreender? Não, com ternura para me perdoar. E se amanhã fizer a mesma? Confesse-se mais uma vez… Ele sempre nos espera”.
Francisco então concluiu: “Que o Senhor nos dê esta graça, esta coragem de procurá-lo sempre com a verdade, porque a verdade é luz e não com as trevas das meias-verdades ou das mentiras diante de Deus. Que ele nos dê essa graça”.
(BF)

29 de abril de 2013 at 10:05 Deixe um comentário

“Deus dá-nos a coragem de ir contra a corrente” – Papa Francisco na Missa em que Crismou 44 fieis

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2013-04-28 Rádio Vaticana
O Papa Francisco celebrou a Eucaristia do V Domingo da Páscoa na Praça de S. Pedro onde crismou 44 fieis representantes dos cinco continentes. Na sua homilia proferida para uma multidão de largas dezenas de milhares de peregrinos o Santo Padre acentuou 3 pontos fundamentais. No primeiro ponto salientou a leitura em que S. João nos sugere a visão de um novo céu e uma nova terra e, em seguida, a Cidade Santa que desce de junto de Deus. Tudo é novo, transformado em bondade, em beleza, em verdade; não há mais lamento, nem luto… Tal é a acção do Espírito Santo – diz-nos o Papa – Ele traz-nos a novidade de Deus; vem a nós e faz novas todas as coisas, transforma-nos. E a visão de São João lembra-nos que todos nós estamos a caminho para a Jerusalém celeste, a novidade definitiva para nós e para toda a realidade, o dia feliz em que poderemos ver o rosto do Senhor, poderemos estar para sempre com Ele, no seu amor.
“Vedes?! A novidade de Deus não é como as inovações do mundo, que são todas provisórias, passam e procuram-se outras sem cessar. A novidade que Deus dá à nossa vida é definitiva; e não apenas no futuro quando estivermos com Ele, mas já hoje: Deus está a fazer novas todas as coisas, o Espírito Santo transforma-nos verdadeiramente e, através de nós, quer transformar também o mundo onde vivemos. Abramos-Lhe a porta, façamo-nos guiar por Ele, deixemos que a acção contínua de Deus nos torne homens e mulheres novos, animados pelo amor de Deus, que o Espírito Santo nos dá. Como seria belo se cada um de vós pudesse, ao fim do dia, dizer: Hoje na escola, em casa, no trabalho, guiado por Deus, realizei um gesto de amor por um colega meu, pelos meus pais, por um idoso.”

No segundo pensamento o Papa recorda a leitura dos Actos dos Apóstolos em que Paulo e Barnabé afirmam que «temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus». O caminho da Igreja e também o nosso caminho pessoal de cristãos não são sempre fáceis, encontramos dificuldades, tribulações.
“Seguir o Senhor, deixar que o seu Espírito transforme as nossas zonas sombrias, os nossos comportamentos em desacordo com Deus e lave os nossos pecados, é um caminho que encontra muitos obstáculos fora de nós, no mundo onde vivemos e que muitas vezes não nos compreende, e dentro de nós, no nosso coração. Mas, as dificuldades, as tribulações fazem parte da estrada para chegar à glória de Deus, como sucedeu com Jesus que foi glorificado na Cruz; aquelas sempre as encontraremos na vida.”
Finalmente num terceiro e último ponto o Santo Padre formula um convite dirijdo a todos mas especialmente aos crismandos e crismandas presentes na celebração:
“…permanecei firmes no caminho da fé, com segura esperança no Senhor. Aqui está o segredo do nosso caminho. Ele dá-nos a coragem de ir contra a corrente. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam meter-nos medo, se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira, se não perdermos a amizade com Ele, se lhe dermos cada vez mais espaço na nossa vida. Isto é verdade mesmo, e sobretudo, quando nos sentimos pobres, fracos, pecadores, porque Deus proporciona força à nossa fraqueza, riqueza à nossa pobreza, conversão ao nosso pecado. Tenhamos confiança na acção de Deus! Com Ele, podemos fazer coisas grandes; Ele nos fará sentir a alegria de sermos seus discípulos, suas testemunhas.

28 de abril de 2013 at 10:20 Deixe um comentário

O que está acontecendo no Vaticano?

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2013-04-27 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – Moradores próximos ao Vaticano se perguntam? “O que está acontecendo no Vaticano?” “De onde vem tanta gente”?. O motivo dessas perguntas é o fluxo de fiéis e peregrinos que nos domingos e quartas-feiras está provocando um caos na circulação ao redor da Cidade do Vaticano, chegando inclusive a fechar a famosa “Via della Conciliazione” que dá acesso à Praça São Pedro. Nesta semana o Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone cunhou uma frase interessante: “cada domingo, cada quarta-feira – observou – se assemelha a um domingo de Páscoa na Praça São Pedro, é uma coisa extraordinária e maravilhosa”. Assemelha-se porque na Páscoa sempre foi característica a presença de milhares de fiéis que invadem a Praça e os arredores do Vaticano. O motivo é simples: Papa Francisco, um homem que “veio do fim do mundo” e que está conquistando o mundo. Mas quem são essas pessoas que invadem Roma, principalmente a Praça São Pedro, pacificamente, para ver e ouvir Francisco. São crianças, jovens, adultos e idosos. Todas as idades se fazem presente nos encontros com o Sucessor de Pedro, e todas as idades se sentem tocadas pelas palavras deste Pastor que conhece “o cheiro de suas ovelhas”, que como o “pároco do mundo”, sente a necessidade de tocar os corações das pessoas e dizer-lhes que Deus é amor, é misericórdia, que os ama, e que espera um chamado para fazer morada em seus corações. Um Papa que também sente a necessidade de tocar fisicamente o Povo de Deus, que sedento da Palavra que salva, vem até Roma em busca daquele algo mais, que Papa Francisco neste momento está fornecendo. No meio de toda a multidão alguém chega afirmar, “parece que o Papa dirige o seu olhar só para mim”, e a emoção que brota de vê-lo tão próximo é algo que não conseguem descrever, talvez, em alguns casos só as lágrimas podem concretizar o que o coração sente. E nesses encontros, que exercem uma forte atração nos fiéis, não são poucos aqueles que se deixam transformar pelas palavras e gestos de Francisco, sobretudo os jovens que cada vez mais se fazem presentes na Praça São Pedro.
Junto com o que está ocorrendo no lado de fora do Vaticano, dentro dos muros, aqueles que ajudam no dia a dia no governo da Igreja também se interrogam sobre a real dimensão desse início de Papado. Nos dias passados, quando Papa Francisco completou o seu primeiro mês de Pontificado muitos voltaram analisar os seus gestos, principalmente de “renúncia a tudo aquilo que possa relacionar a Cúria Romana a uma corte imperial”: essa foi um expressão usada pelo Presidente emérito do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper. Para o Cardeal, “até o momento, foram apenas sinais, mas sinais que trazem esperança. Existe uma visão de esperança para a Igreja”. “Por outro lado, não sejamos ingênuos. O Evangelho sempre encontrará oposição, assim, estou certo – afirmou- que logo este Papa será alvo de ataques”. Muitos comparam esse momento de Papa Francisco com a lua de mel, do amor apaixonado, forte, de dedicação, que poderá no futuro acabar. Não creio que essa leitura seja justa e verdadeira, pois o momento vivido por Francisco não é um momento isolado e construído nos últimos 30-40 dias, mas sim é fruto de uma vida de pastor que o levou a todos os lugares marginais da sua arquidiocese de Buenos Aires, onde encontrou os deserdados, os humilhados, os últimos, e através desse contato proclamou o Evangelho da caridade, o mesmo Evangelho que hoje na belíssima Praça São Pedro ele comunica; e comunica com gestos e palavras fortes. Desde o primeiro momento de seu Pontificado ele pediu para todos, abaixando a cabeça, a nossa oração. Toca agora a todos nós, rezarmos pelo nosso pastor, por esse homem gentil e humilde, para que o Senhor o conserve, e que seu coração jesuíta-franciscano, de missionário e humilde, continue batendo por aqueles que não têm vez nem voz.
Temos um novo sopro do Espírito que chega a todos os confins da terra, até o fim do mundo. (Silvonei José)

27 de abril de 2013 at 20:46 Deixe um comentário

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