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«E o Verbo fez-Se carne»

Maria e José que custodiam o Menino Jesus no presépio são "um modelo para todas as famílias hondurenhas", lê-se

Cristo veio do Pai, veio do Verbo, veio do Espírito Santo, dado que toda a Trindade operou a sua conceção e a sua encarnação. Com efeito, vir do extremo da Trindade significa ter sido concebido por ação desta mesma Trindade. É por isso que está dito: «Ele vem do extremo do Céu» (cf Sl 18,7). O Filho únnico […], gerado do Pai na eternidade, saiu de sua Mãe gerado no tempo; permanecendo invisível junto do Pai, viveu visível entre os homens. Para Ele, sair do Pai foi entrar na história, aparecer visivelmente e tornar-Se aquilo que não era naturalmente pela sua relação com o Pai. Porém, coisa admirável!, Ele veio daquele de que não Se afastou, saiu daquele em quem permaneceu, de tal maneira que permaneceu inteiramente na eternidade e inteiramente no tempo. Estava por inteiro no Pai e ao mesmo tempo por inteiro na Virgem; por inteiro na sua majestade e na de seu Pai, ao mesmo tempo que por inteiro na nossa humanidade. Podes percebê-lo com uma comparação: a palavra inicialmente gerada pelo coração passa por completo para a voz, de tal maneira que chega na perfeição aos outros, não deixando por isso de permanecer por inteiro no teu coração; da mesma maneira, o Verbo de bondade, que brotou do coração do Pai, saiu para fora dele sem deixar o Pai.

Homilia de Santo Amadeu de Lausana

Fonte: Evangelho Quotidiano

25 de dezembro de 2019 at 5:57 Deixe um comentário

Assista a “Pope Francis-Holy Mass of the Christmas Vigil 2019-12-24” no YouTube

24 de dezembro de 2019 at 21:35 Deixe um comentário

«Nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador»

«Nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador»

Irmãos, informados do milagre, vamos como Moisés ver esta coisa extraordinária (Ex 3,3): em Maria, o arbusto em chamas não se consome. A Virgem dá ao mundo a Luz mantendo a sua virgindade. […] Corramos pois a Belém, a cidade da Boa Nova! Se formos verdadeiramente pastores, se permanecermos despertos e em guarda, ouviremos a voz dos anjos que anunciam uma grande alegria: […] «Glória a Deus nas alturas, porque a paz desceu à Terra!» Onde ontem apenas havia maldição, teatros de guerra e exílio, a Terra recebe hoje a paz, porque «da terra brotará a lealdade, desde o Céu há de olhar a justiça» (Sl 84,12). Eis o fruto que a terra dá aos homens, em recompensa pela boa vontade que reina entre eles (Lc 2,14). Deus une-Se ao homem para elevar o homem às alturas de Deus. Ao ouvirmos esta novidade, irmãos, partamos para Belém, a fim de contemplarmos […] o mistério do presépio: uma criança envolta em panos repousa numa manjedoura. Virgem após o parto, a Mãe incorruptível abraça o Filho. Com os pastores, repitamos a palavra do profeta: «Como nos contaram, assim nós vimos na cidade do Senhor dos exércitos» (Sl 47,9). Mas porque procura o Senhor refúgio nesta gruta de Belém? Porque dorme numa manjedoura? Porque Se sujeita ao recenseamento de Israel? Irmãos, Aquele que traz a libertação ao mundo vem nascer na nossa submissão à morte. Ele nasce nesta gruta para Se mostrar aos homens, que se encontram mergulhados nas trevas e nas sombras da morte. Está deitado numa manjedoura porque é Aquele que faz crescer a erva para o gado (Sl 103,14), porque é o Pão da Vida que alimenta o homem com um alimento espiritual, para que também ele viva pelo Espírito. […] Haverá festa mais feliz que a de hoje? Cristo, o Sol da Justiça (Mal 3,20), vem iluminar a nossa noite. Aquele que tinha caído torna a levantar-se, aquele que fora vencido é libertado […], aquele que tinha morrido regressa à vida. […] Cantemos a uma só voz em toda a Terra: «Por um homem, Adão, veio a morte; por este Homem, vem-nos hoje a salvação» (cf Rom 5,17).

Sermão de São Gregório de Nissa

Fonte: Evangelho Quotidiano

24 de dezembro de 2019 at 5:55 Deixe um comentário

Vem a Paz

Natal

Natal

Destaque das atividades do Papa e da Santa Sé nesta quinta-feira. Um emocionante encontro no final da manhã com alguns refugiados de Lesbos. Em precedência, Francisco celebrou a Missa em Santa Marta e recebeu 6 novos embaixadores.

Sergio Centofanti, Silvonei José – Cidade do Vaticano

O Natal se aproxima. Mas é sempre difícil, ainda hoje, para todos nós, reconhecer o Deus que se faz homem. Francisco quis encontrar alguns refugiados que chegaram de Lesbos, Grécia, com os corredores humanitários. Ele recebeu de presente um colete salva-vidas que pertencia a um imigrante desconhecido que se afogou no Mar Mediterrâneo. O colete, colocado sobre uma cruz de resina, está agora pendurado no acesso ao Palácio Apostólico do Pátio Belvedere. A morte deste migrante, disse o Papa, foi causada pela injustiça: “É uma injustiça que obriga muitos migrantes a deixar suas terras”. É a injustiça que os força a atravessar desertos e a sofrer abusos e torturas nos campos de detenção. É a injustiça que os rejeita e os faz morrer no mar”. Não se pode ficar indiferente: “Como podemos ‘passar por cima disso’, como o sacerdote e o levita da parábola do Bom Samaritano, fazendo-nos assim responsáveis pela sua morte. A nossa inércia é um pecado!” São João Crisóstomo dizia que nada é mais triste do que um cristão frio, que não está interessado na salvação dos outros. “Devemos socorrer e salvar – disse o Papa -, porque todos somos responsáveis pela vida do próximo, e o Senhor nos pedirá contas disso no momento do julgamento”. Também nós precisamos de ser salvos.

É o exame final. Nós temos uma vantagem porque já conhecemos os assuntos. O objetivo da nossa fé é a salvação das almas. Mas isto tem muito a ver com a salvação das pessoas na vida concreta de todos os dias: é a atenção aos outros nos infinitos modos que o mandamento do amor nos propõe. É o amor que salva. E o amor é Deus: “Deus caritas est”. “O único que salva é o Senhor” – lembrou Francisco na missa desta manhã na Casa Santa Marta comentando as leituras de hoje – e esta salvação é gratuita porque nenhum de nós pode se salvar sozinho, ninguém pode se orgulhar de ser justo. Podemos somente confiar-nos “à gratuidade da salvação do Senhor”. Só assim o nosso deserto, a esterilidade do nosso egoísmo, florescerá: florescerá nas obras da fé, o amor que dá vida. Esta é a verdadeira paz.

“Os cristãos de todo o mundo se preparam para celebrar o nascimento d’Aquele a quem nos dirigimos como Príncipe da Paz”. Francisco dirige-se a 6 novos embaixadores acreditados junto da Santa Sé. Eles vêm das Seicheles, Mali, Andorra, Quênia, Letônia e Níger. Países diferentes, alguns com maioria cristã, outros com maioria muçulmana, mas todos aspiram à paz. É um desejo profundo, inscrito no DNA do ser humano, que, mesmo que não o conheça, espera não tanto a paz como algo, mas a paz como Alguém. Vem a Paz. O Papa fala disso mais com esperança cristã do que com otimismo humano, porque do nosso ponto de vista vemos “um mundo tristemente marcado por conflitos civis, regionais e internacionais, divisões sociais e desigualdades”. As divisões infiltram-se e atingem a própria comunidade cristã, às vezes até em nome da fé, ainda que sejamos irmãos e devemos defender-nos e não nos acusar. O Papa, que não tem medo de falar o nome do verdadeiro inimigo, o diabo, mais uma vez pediu a Deus, durante a audiência geral de ontem, que protegesse a todos do maligno. Contra o mal, Francisco traça um caminho feito de palavras simples: honestidade, verdade, solidariedade fraterna, respeito mútuo, dignidade. Aqui está a esperança: vem a paz, mas não é tanto uma situação, é Alguém.

23 de dezembro de 2019 at 5:59 Deixe um comentário

Natal – evangelização para as crianças

23 de dezembro de 2019 at 5:29 Deixe um comentário

Natal – Evangelização para as crianças

21 de dezembro de 2019 at 5:34 Deixe um comentário

Natal – evangelização para as crianças

18 de dezembro de 2019 at 4:23 Deixe um comentário

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