Posts tagged ‘Espírito Santo’

O Espírito Santo Paráclito

O homem nada é por si mesmo, mas com o Espírito Santo é muito. O homem é todo terreno e todo animal; só o Espírito Santo pode elevar a sua alma e conduzi-lo ao alto. Tal como as lentes que aumentam os objetos, o Espírito Santo permite-nos ver o bem e o mal em grande. Com o Espírito Santo, vemos tudo em grande: vemos a grandeza das mais pequenas ações feitas por Deus, e a grandeza das mais pequenas faltas. Tal como um relojoeiro distingue, com a ajuda da lupa, as menores roldanas de um relógio, assim também, com a luz do Espírito Santo, nós distinguimos todos os pormenores da nossa pobre vida. Sem o Espírito Santo, tudo é frio; por isso, quando sentimos que estamos a perder o fervor, convém-nos muito fazer depressa uma novena ao Espírito Santo, a pedir que nos aumente a fé e o amor!

Reflexão de São João-Maria Vianney 

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9 de junho de 2019 at 5:41 Deixe um comentário

O Espírito Santo

“O Espírito nos faz ressurgir dos nossos limites, das nossas mortes, porque temos muitas necroses em nossas vidas, na alma. A mensagem da ressurreição é esta: é preciso renascer”.

27 de maio de 2019 at 8:59 Deixe um comentário

Papa Francisco: Que o Espírito Santo seja o protagonista da nossa vida.

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

Não se pode ser cristãos sem deixar que o Espírito Santo seja o protagonista da nossa vida, disse o Papa na homilia matutina na Casa Santa Marta.

Debora Donnini – Cidade do Vaticano

Podemos renascer “daquele pouco que somos”, da “nossa existência pecadora” somente com a “ajuda da própria força que fez ressurgir o Senhor: com a força de Deus” e por isso “o Senhor nos enviou o Espírito Santo”. Foi o que recordou o Papa Francisco ao celebrar a missa na Casa Santa Marta na manhã desta terça-feira (30/04).

Em sua homilia, o Pontífice se inspirou na resposta de Jesus a Nicodemos, proposta pelo Evangelho do dia (Jo 3,7-15). Jesus fala de “renascer do alto” e o Papa traçou este elo entre a Páscoa e a mensagem do renascimento.

A força é o Espírito

A mensagem da Ressurreição do Senhor é “este dom do Espírito Santo”, recordou Francisco e, de fato, na primeira aparição de Jesus aos apóstolos, no domingo mesmo da Ressurreição, diz a eles: “Recebam o Espírito Santo”. “Esta é a força! Nós nada podemos sem o Espírito”, explicou o Papa, recordando que a vida cristã não é somente comportar-se bem, fazer isto, não fazer aquilo. “Nós podemos fazer isto”, podemos inclusive escrever a nossa vida com “caligrafia inglesa”, mas a vida cristã renasce do Espírito e, portanto, é preciso reservar um lugar a ele:

É o Espírito que nos faz ressurgir dos nossos limites, das nossas mortes, porque nós temos muitas, muitas necroses na nossa vida, na alma. A mensagem da ressurreição é esta de Jesus a Nicodemos: é preciso renascer. Mas como é possível deixar espaço ao Espírito? Uma vida cristã, que se diz cristã, que não deixa lugar ao Espírito e não se deixa levar avante pelo Espírito é uma vida pagã, fantasiada de cristã. O Espírito è o protagonista da vida cristã, o Espírito – o Espírito Santo – que está em nós, nos acompanha, nos transforma, vence conosco. Ninguém jamais subiu ao céu senão Aquele que desceu do céu, isto é, Jesus. Ele desceu do céu. E Ele, no momento da ressurreição, nos diz: “Recebam o Espírito Santo”, será o companheiro de vida, de vida cristã.

Companheiro diário

Portanto, não pode existir uma vida cristã sem o Espírito Santo, que é “o companheiro de todos os dias”, dom do Pai, dom de Jesus.

Peçamos ao Senhor que nos dê esta consciência de que não se pode ser cristãos sem caminhar com o Espírito Santo, sem agir com o Espírito Santo, sem deixar que o Espírito Santo seja o protagonista da nossa vida.

Trata-se então de se perguntar qual seja o lugar na nossa vida, porque – reiterou o Papa – “você não pode caminhar numa vida crisã sem o Espírito Santo”. É preciso pedir ao Senhor a graça de entender esta mensagem: “o nosso companheiro de caminhada é o Espírito Santo”.

30 de abril de 2019 at 17:05 Deixe um comentário

Oração ao Espírito Santo – de Santa Faustina

“Ó Espírito Divino, Espírito de verdade e luz,

reside sempre em minha alma com a Tua divina graça,

Que o Teu sopro dissipe as trevas,

e nessa luz se multiplicarão as boas obras.

Ó Espírito divino, Espírito de amor e misericórdia,

que derramas em meu coração o bálsamo da confiança,

a Tua graça confirma no bem a minha alma,

dando-lhe uma força invencível: a perseverança.

Ó Espírito divino, Espírito de paz e alegria,

que fortificas o meu coração sedento

e derramas nele a fonte viva do amor divino,

e o tornas intrépido para a luta!

Ó Espírito divino, dileto Hóspede da minha alma,

desejo da minha parte ser-Te fiel,

tanto nos dias de alegria como nos dias de tormentos.

Desejo sempre viver na Tua presença, Espírito divino.

Ó Espírito divino, que atravessas todo o meu ser

e me fazes conhecer a Tua vida divina, Trina,

e me inicias em Tua Essência divina,

assim unida Contigo, viverei a vida eterna”.

Do “Diário” de Santa Faustina (Ed. Apostolado da Divina Misericórdia)

 

 

27 de julho de 2017 at 5:06 Deixe um comentário

O envio do Espírito Santo – comentário de Santo Irineu

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Ao dar a seus discípulos poder para que fizessem os homens renascer em Deus, o Senhor lhes disse: Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19)

Deus prometera, por meio dos profetas, que nos últimos tempos derramaria o seu Espírito sobre os seus servos e servas para que recebessem o dom da profecia. Por isso, o Espírito Santo desceu sobre o Filho de Deus, que se fez Filho do homem, habituando-se com ele a conviver com o gênero humano, a repousar sobre os homens e a morar na criatura de Deus. Assim renovava os homens segundo a vontade do Pai, fazendo-os passar da sua antiga condição para a vida nova em Cristo.

São Lucas nos diz que esse Espírito, depois da ascensão do Senhor, desceu sobre os discípulos no dia de Pentecostes, com o poder de dar a vida nova a todos os povos e de fazê-los participar da Nova Aliança. Eis por que, naquele dia, todas as línguas se uniram no mesmo louvor de Deus, enquanto o Espírito congregava na unidade as raças mais diferentes e oferecia ao Pai as primícias de todas as nações.

Foi por isso que o Senhor prometeu enviar o Paráclito, que os tornaria capazes de receber a Deus. Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto.

Com efeito, nossos corpos receberam, pela água do batismo, aquela unidade que os torna incorruptíveis; nossas almas, porém, a receberam pelo Espírito.

O Espírito de Deus desceu sobre o Senhor como espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e de temor de Deus (Is 11,2). É este mesmo Espírito que o Senhor por sua vez deu à Igreja, enviando do céu o Paráclito sobre toda a terra, daquele céu de onde também Satanás caiu como um relâmpago (cf. Lc 10,18).

Por esse motivo, temos necessidade deste orvalho da graça de Deus para darmos fruto e não sermos lançados ao fogo, e para que também tenhamos um Defensor onde temos um acusador. Pois o Senhor confiou ao Espírito Santo o cuidado da sua criatura, daquele homem que caíra nas mãos dos ladrões e a quem ele, cheio de compaixão, enfaixou as feridas e deu dois denários reais. Tendo assim recebido pelo Espírito a imagem e a inscrição do Pai e do Filho, façamos frutificar os dons que nos foram confiados e os restituamos multiplicados ao Senhor.

2 de junho de 2017 at 5:17 Deixe um comentário

Papa: o Espírito nos liberta, não a compromissos e rigidez

2017-04-24 Rádio Vaticana

Nunca nos esqueçamos que a nossa fé é concreta e rejeita compromissos e idealizações – disse o Papa Francisco durante a Missa, na manhã desta segunda-feira (24/04), na Casa Santa Marta, na qual também participaram os Cardeais Conselheiros do C9 que de hoje até 26 de abril estarão reunidos com o Santo Padre. O Papa enfatizou a liberdade que nos dá o Espírito Santo e que faz com que o anúncio do Evangelho aconteça sem compromissos e rigidez.

O encontro de Nicodemos com Jesus e o testemunho de Pedro e João depois da cura de um homem coxo de nascença foram o centro da homilia do Papa Francisco.

“Jesus explica a Nicodemos, com amor e paciência, que é preciso nascer do alto, nascer do Espírito. Portanto, mudar de mentalidade.” Para entender melhor isso, o Papa reflectiu sobre a Primeira Leitura da liturgia do dia, extraída do Livro dos Actos dos Apóstolos. “Pedro e João curaram um homem coxo de nascença, e os doutores da lei não sabiam como fazer, como esconder este facto público.”

No interrogatório, Pedro e João “respondem com simplicidade” e quando são intimados a não falar mais sobre o assunto, Pedro responde: “Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos. Continuaremos assim.”
“Eis a concretude de um facto, a concretude da fé” em relação aos doutores da lei que “querem negociar para alcançar um acordo”:

“Pedro e João têm coragem, franqueza, a franqueza do Espírito que significa falar abertamente, com coragem, a verdade, sem nenhum pacto. Este é o ponto, a fé concreta”:

“Às vezes, esquecemo-nos de que a nossa fé é concreta: o Verbo se fez carne, não se fez ideia: tornou-se carne. Quando rezamos o Credo dizemos coisas concretas: Creio em Deus Pai que fez o céu e a terra, creio em Jesus Cristo que nasceu, que morreu…’. São coisas concretas. O Credo não diz: Creio que devo fazer isso, que devo fazer aquilo ou que as coisas são para isso…’ Não! São coisas concretas. A concretude da fé que leva à franqueza, ao testemunho até o martírio, não faz pactos ou idealização da fé.”

“Para os doutores da lei, o Verbo não se fez carne, mas lei. É preciso fazer isso só até aqui. Deve ser feito isto e não aquilo”:

“E assim, se engaiolaram nesta mentalidade racionalista que não terminou com eles, hein? Na História da Igreja muitas vezes, a própria Igreja que condenou o racionalismo, o Iluminismo, caiu nesta teologia do ‘pode e não pode’, do ‘até aqui e até lá’, e se esqueceu da força, da liberdade do Espírito, do renascer do Espírito que nos dá a liberdade, a franqueza da pregação e de anunciar que Jesus Cristo é o Senhor.”

“Peçamos ao Senhor esta experiência do Espírito que vai e vem e nos leva adiante, do Espírito que nos dá a unção da fé, a unção da concretude da fé”:

”O vento sopra onde quer e ouve-se a sua voz, mas não se sabe de onde vem e nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasce do Espírito: ouve a voz, segue o vento, segue a voz do Espírito sem saber aonde terminará, pois optou pela fé concreta e pelo renascimento no Espírito. Que o Senhor dê a todos nós este Espírito pascal a fim de caminhar nas estradas do Espírito sem acordos, sem rigidez, mas com a liberdade de anunciar Jesus Cristo assim como Ele veio: em carne.” (BS/MJ)

29 de abril de 2017 at 5:38 Deixe um comentário

Veni, Sancte Spiritus! – oração de São João Paulo II

Veni, Sancte Spiritus! Iniciando assim a sua invocação ao Espírito Santo, a Igreja faz próprio o conteúdo da oração dos Apóstolos reunidos com Maria no Cenáculo; antes, prolonga-a na história e torna-a sempre atual.

Veni, Sancte Spiritus! Assim continua a repetir em cada ângulo da terra com imutável ardor, firmemente consciente de dever permanecer de forma ideal no Cenáculo, em perene espera do Espírito. Ao mesmo tempo, ela sabe que do Cenáculo deve sair pelas estradas do mundo, com a tarefa sempre nova de dar testemunho do mistério do Espírito.

Veni, Sancte Spiritus! Oramos assim com Maria, santuário do Espírito Santo, preciosíssima morada de Cristo entre nós, para que nos ajude a ser templo vivo do Espírito e testemunhas incansáveis do Evangelho.

Veni, Sancte Spiritus! Veni, Sancte Spiritus! Veni, Sancte Spiritus!

Louvado seja Jesus Cristo!

Fonte: Vaticano

14 de maio de 2016 at 5:12 Deixe um comentário

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