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Oferecer a Deus o nosso verdadeiro tesouro

Muitos dos que, para seguirem a Cristo, desprezaram fortunas consideráveis, enormes quantias de ouro e de prata e propriedades magníficas, mais tarde deixaram-se apegar a um raspador, a um estilete, a uma agulha, a um junco de escrita. […] Depois de terem distribuído todas as suas riquezas por amor a Cristo, recuperaram a anterior paixão e aplicaram-na a futilidades, sendo capazes de se deixar levar pela cólera para as manter. Não tendo a caridade de que fala São Paulo, a sua vida foi tocada pela esterilidade. O bem-aventurado apóstolo previu essa infelicidade: «Ainda que eu distribua todos os meus bens pelos pobres e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita», dizia (1Cor 13,3). Prova evidente de que não atingimos de imediato a perfeição pela simples renúncia a todas as riquezas e pelo desprezo de todas as honras, se a isso não juntarmos a caridade cujas características o apóstolo descreve. Ora, esta caridade apenas se encontra na pureza do coração. Porque rejeitar a inveja, a arrogância, a ira e a frivolidade, não procurar o próprio interesse, não se alegrar com a injustiça, não guardar ressentimento e tudo o resto (1Cor 13,4-5), que é tudo isso se não oferecer continuamente a Deus um coração perfeito e puro, e mantê-lo livre das moções das paixões? Assim, a pureza do coração deve ser o fim último das nossas ações e dos nossos desejos.

Texto de São João Cassiano (Evangelho Quotidiano)

 

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13 de setembro de 2019 at 5:40 Deixe um comentário

Homilia do Evangelho do Dia 01 de julho de 2019

1 de julho de 2019 at 12:52 Deixe um comentário

Sexto Domingo do Tempo Comum – Passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei – São Mateus 5, 17-37 – 16 \ 02 \ 14

 

 

17. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.

18. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.

19. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.

20. Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus.

21. Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal.

22. Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena.

23. Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,

24. deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.

25. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão.

26. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.

27. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.

28. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração.

29. Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena.

30. E se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo inteiro seja atirado na geena.

31. Foi também dito: Todo aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.

32. Eu, porém, vos digo: todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério.

33. Ouvistes ainda o que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos.

34. Eu, porém, vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus;

35. nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.

36. Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro.

37. Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno.

 

O Beato João Paulo II disse: “Coloquemo-nos primeiro no ponto de vista dos ouvintes diretos do Sermão da Montanha, daqueles que ouviram as palavras de Cristo. São filhos e filhas do povo eleito — povo que do próprio Deus-Javé tinha recebido a «Lei», tinha recebido também os «Profetas» que repetidamente, através dos séculos, tinham censurado exatamente a relação mantida com aquela Lei, as múltiplas transgressões dela. Também Cristo fala de semelhante transgressões. Mas fala ainda mais de uma tal interpretação humana da Lei, em que se apaga e desaparece o justo significado do bem e do mal, especificamente querido pelo Divino Legislador”.

 

Dos versículos 17 a 20: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.  Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus”.

“Jesus não quer acabar com as leis, mas dar-lhes novo sentido e salvá-las do legalismo e do farisaísmo doentios”. (Liturgia Diária)

O Catecismo (§ 2054) ensina: “Jesus retomou os dez mandamentos, mas manifestou a força do Espírito que atua na letra em que eles se exprimem. Pregou a «justiça que excede a dos escribas e fariseus», do mesmo modo que a dos pagãos. E explicou todas as exigências dos mandamentos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás […]; Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal» (Mt 5, 21-22).

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A novidade de Jesus consiste, essencialmente, no fato de que Ele mesmo  «completa» os mandamentos com o amor de Deus, com a força do Espírito Santo que habita nele. E nós, através da fé em Cristo, podemos abrir-nos à obra do Espírito Santo, que nos torna capazes de viver o amor divino. Por isso, cada preceito se torna verdadeiro, como exigência de amor, e todos convergem num único mandamento: ama a Deus com todo o coração, e ao teu próximo como a ti mesmo”.

O Catecismo (§1980-§1981-§1982) ensina: “A Lei antiga é o primeiro estádio da Lei revelada. As suas prescrições morais estão compendiadas nos Dez Mandamentos. A Lei de Moisés contém muitas verdades naturalmente acessíveis à razão. Deus revelou-as, porque os homens não as liam no seu coração. A Lei antiga é uma preparação para o Evangelho”.

 

Dos versículos 21 a 22: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal. Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena”.

O Padre Bantu disse que “o homicídio é uma forma incontestável de ruptura com o próximo, culminando com a sua eliminação. Para evitar isso, Deus condenou, definitivamente, esse crime com o mandamento: “Não matarás”.

O Beato João Paulo II ensinou: “Os mandamentos representam, portanto, a condição básica para o amor ao próximo; e são, ao mesmo tempo, a sua confirmação. Constituem a primeira etapa necessária no caminho para a liberdade, o seu início”.

E Santo Agostinho disse que  “a primeira liberdade consiste em estar isento de crimes (…) como são o homicídio, o adultério, a fornicação, o furto, a fraude, o sacrilégio e assim por diante. Quando alguém principia a não ter estes crimes (e nenhum cristão os deve ter), começa a levantar a cabeça para a liberdade, mas isto é apenas o início da liberdade, não a liberdade perfeita… “.

O padre Bantu disse assim: “A Palavra de Deus que Jesus veio esclarecer para nós vai muito mais além do que as coisas que nós praticamos, mas atinge também ao que nós pensamos e falamos ou expressamos a partir do nosso coração. Assim sendo, nós não podemos chamar os nossos irmãos e irmãs nem mesmo de tolos ou idiotas. Quanto ensinamento para nós!”

 

Dos versículos 23 a 26: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo”. 

O Padre Bantu disse que “a oferta que fazemos ao Senhor será desnecessária se, primeiro, não oferecermos a nossa compreensão e perdão às pessoas com as quais nos relacionamos. .. O que é justo para Deus? A justiça de Deus é o amor, o perdão e a reconciliação. Mas e a nossa? Fazemos as nossas ofertas no altar do Senhor, mas como está o nosso coração? Reflita agora: “Como eu trato as pessoas com as quais convivo?”.

Padre José Augusto disse: “Amar ao Todo-poderoso não tem nenhum problema, pois Ele não faz mal a ninguém; mas amar o próximo é muito difícil. De que adiantam tantos rituais, tantas coisas se você está com o coração cheio de amargura. Quando a gente não perdoa o nosso irmão, o nosso coração fica longe do Senhor. Pode ser que seu coração não consiga, mas se você tenta perdoar, Deus se agrada de seu sacrifício”.

O Padre Bantu explicou: “Todos nós passaremos pelo crivo do amor e aqui caminham conosco os nossos aliados, mas também os nossos adversários, isto é, aqueles a quem nós amamos e do mesmo modo os que nós abominamos. Quem nos entregará ao juiz será o adversário, pois o pecado que cometemos contra ele estará gravado dentro do livro da nossa vida e desde que não seja apagado virá à luz, um dia. Ainda temos a chance de desfazer toda a cadeia de intriga que possa ter sido armada na nossa vida”.

 

Dos versículos 27 a 28: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.  Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”.

O Beato João Paulo II disse que “a raiz da crise do matrimônio e da família encontra-se num falso conceito de liberdade”.

A Palavra diz: “Pois os preceitos: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e ainda outros mandamentos que existam, eles se resumem nestas palavras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.  A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei”. (Rm 13, 9-10)

“A pessoa tem a liberdade de escolher entre o bem e o mal, mas terá de arcar com as consequências da escolha”. (Liturgia Diária)

Dos versículos 29 a 30: “Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena. E se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo inteiro seja atirado na geena”.

Padre Eduardo Dougherty  “afirma que há muitas coisas do mundo que não convém a nós, pois se alguém ama o mundo, o amor de Deus não está nele, afinal a concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida não procedem do Pai. Então, somos orientados a nos encher de Deus amor para que Ele purifique nossos corações, pois Jesus disse que é do coração que procedem as más inclinações ( Mt 15, 19) e que o Reino dos Céus pertence àqueles que têm o coração puro ( Mt 5, 8)”.

Padre Roger Araújo disse assim: “Na verdade, Jesus está nos chamando a purificar os nossos membros, não deixar que nenhum deles esteja a serviço da impureza e da maldade: nossos olhos, mãos, ouvidos, coração, nossa língua… Enfim, tudo aquilo que nós somos – corpo, alma e espírito –, é lugar da morada de Deus”.

 

Dos versículos 31 a 32: “Foi também dito: Todo aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério”.

Padre Reginaldo Manzotti ensinou: “Por mais que a sociedade tenha permitido o divórcio, este não pode ser o ideal de vida de um casal. Todo o cristão tem que seguir os mandamentos, revelados por Jesus, mas lembrando que entre o ideal e o real é preciso buscar sempre o bom senso”.

A Palavra diz: “Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério”. (Mt 19, 9)

 

Dos versículos 33 a 37: “Ouvistes ainda o que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro. Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno”.

O Catecismo (§ 2155) ensina: “A santidade do nome de Deus exige que não se recorra a ele por questões fúteis, e que não se preste juramento em circunstâncias suscetíveis de serem interpretadas como uma aprovação do poder que injustamente o exigisse. Quando o juramento é exigido por autoridades civis ilegítimas, pode ser recusado. E deve sê-lo, se for pedido para fins contrários à dignidade das pessoas ou à comunhão da Igreja”.

Padre Queiroz disse: “Fazer juramento é invocar a Deus como testemunha do que afirmamos. É invocar a veracidade divina como garantia da nossa própria veracidade. O segundo mandamento nos proíbe o juramento falso. Mas Jesus vai mais longe: “Não jureis de modo algum”. Isso por respeito ao nome de Deus. “Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as seguintes palavras: “Hoje o Senhor nos convida a fazer as escolhas certas na vida, pois ao nosso alcance estão tanto a felicidade quanto a infelicidade. Iluminados pelo Espírito, queremos aprender de Jesus a viver a justiça do reino de Deus e a colaborar para a concretização desse projeto entre nós”. (Liturgia Diária)

 

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “Uma só criatura já chegou ao cimo da montanha: a Virgem Maria. Graças à união com Jesus, a sua justiça foi perfeita: é por isso que a invocamos como Speculum iustitiae. Confiemo-nos a Ela, para que guie também os nossos passos na fidelidade à Lei de Cristo”.

Vem Senhor, ensina-nos através do Teu Espírito Santo, a cumprir sempre a Tua lei, que é sempre amor.

Maria Santíssima, ajuda-nos a fazer sempre a escolher certa em nossa vidas.

 

Há no Blog uma reflexão postada em 10 de março de 2011, do Evangelho de São Mateus  5, 20-26, cujo nome é: “Vai Primeiro Reconciliar-te com teu irmão”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

10 de fevereiro de 2014 at 10:05 Deixe um comentário

O Céu é nosso lugar

Evangelho – Lucas 21, 5-19

Estamos às portas do Tempo do Advento, no qual iremos nos preparar para o Natal do Senhor e também para a sua segunda vinda. No Evangelho desse domingo Jesus nos traz uma profecia e uma promessa. A profecia é sobre o fim dos tempos. E a promessa é sobre como Ele recompensará aqueles que se mantiverem fiéis a sua Palavra.

Você sabia que muitos cristãos morreram por professar a fé em Jesus? Foram corajosos, pois fizeram uma experiencia com Jesus que mudou radicalmente a vida de cada um deles.

Estamos aguardando a segunda vinda de Jesus, e essa, de fato, será definitiva.

Ele diz que deverão acontecer guerras, países irão guerrear entre si, e em meio a tantas tribulações irão aparecer pessoas dizendo que Jesus está aqui ou ali. Não deveremos segui-los. Só precisamos nos manter fiéis ao que Ele já nos ensinou, e deixarmos que o Espírito Santo nos conduza.

Vamos pedir a Deus hoje a graça do dom da fé, para que possamos perservar até o fim como os primeiros  discipulos de Jesus .

 Fonte: Canção Nova

15 de novembro de 2013 at 9:49 Deixe um comentário

Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida – São Lucas 21, 5 – 19 – 17 \ 11 \ 13

 

 

5. Como lhe chamassem a atenção para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse:

6. Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído.

7. Então o interrogaram: Mestre, quando acontecerá isso? E que sinal haverá para saber-se que isso se vai cumprir?

8. Jesus respondeu: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles.

9. Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim.

10. Disse-lhes também: Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino.

11. Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu.

12. Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim.

13. Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho.

14. Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa,

15. porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários.

16. Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós.

17. Sereis odiados por todos por causa do meu nome.

18. Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.

19. É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação.

 

Iniciemos essa reflexão com as palavras do comentário da liturgia:  “O Testemunho dos que seguem Jesus, incomoda. Por isso são perseguidos e até chegam a ser assassinados. Diante da adversidade, Jesus os conforta: “Eu lhes darei palavras de sabedoria e nenhum dos inimigos poderá resistir a vocês”. (Deus Conosco)

Dos versículos 5 a 11: “Como lhe chamassem a atenção para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse: Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído. Então o interrogaram: Mestre, quando acontecerá isso? E que sinal haverá para saber-se que isso se vai cumprir? Jesus respondeu: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles. Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim. Disse-lhes também: Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu”.

O Padre Bantu disse que “após a fala de Jesus sobre a destruição do templo de Jerusalém, os discípulos perguntam sobre quando isto ocorreria e qual seria o sinal. Estes discípulos tinham ainda a expectativa da restauração política da Judéia, tendo Jerusalém como o centro de poder, com seus critérios próprios de justiça e direito, que julgaria os demais povos. Jesus apresentara, na terra, os sinais de guerras, terremotos, pestes e fomes. Com maiores e mais concretos detalhes…”

A vitória de Deus sobre o mal –  O Youcat  (§111) ensina: “As dramáticas convulsões que são anunciadas na Sagrada Escritura (a maldade que se revelará sem dissimulação, as provações e perseguições que testarão a fé de muitos) são apenas o Lado escuro da nova realidade: a vitória definitiva de Deus sobre o mal será visível. A glória, a Verdade e a justiça de Deus ressaltarão radiosas”.

Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis – “Hoje o Senhor nos convida a permanecer firmes na fé em meio aos desafios da realidade. Somos animados por esta liturgia a levantar a cabeça e não nos deixar vencer pelo medo, mas trabalhar com confiança pela justiça e pelo bem num mundo imerso em conflitos”. ( Liturgia Diária)

A Palavra diz:  “Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça”.(2  Pd  3, 10b-13)

Enfim, a vinda gloriosa de Cristo – O Catecismo (675-677 -680) ensina: “Após o último abalo cósmico deste mundo que passa, a vinda gloriosa de Cristo acontecerá com o triunfo definitivo de Deus na Parusia de Cristo e com o Juízo final. Assim se cumprirá o Reino de Deus”.

Dos versículos 12 a 19: “Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim. Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho. Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa, porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários. Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós. Sereis odiados por todos por causa do meu nome. Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação”.

Porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria – O Beato João Paulo II disse que Jesus “não esconde aos seus discípulos e àqueles que o seguirão a perspectiva de um tal sofrimento; pelo contrário, apresenta-o com toda a franqueza, indicando-lhes ao mesmo tempo as forças sobrenaturais que os acompanharão no meio das perseguições e tribulações sofridas « pelo seu nome ». Estas serão, ao mesmo tempo, como que um meio especial de verificar a semelhança a Cristo e a união com ele. « Se o mundo vos odeia, ficai sabendo que, primeiro do que a vós, me odiou a mim…”

“Quem dá testemunho da Palavra, sofre as perseguições do mundo, mas não fica desamparado. O profeta nos garante que o justo brilha como o sol, mas o soberbo é como fogo de palha”. (Ml  3, 19-20a) (Deus Conosco)

“É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação” – O Beato João Paulo II disse que o Evangelho fala “das perseguições, isto é, das tribulações por causa de Cristo, contém em si um chamamento especial à coragem e à fortaleza, apoiado pela eloquência da Ressurreição. Cristo venceu definitivamente o mundo com a sua ressurreição”.

 

Não desviar do caminho de Jesus

A Igreja coloca à nossa disposição a força dos sacramentos para permanecermos de pé até o fim – “Restaurai nossas forças e coragem e infundi em nosso coração a paz do vosso Espírito, para não sermos enganados por propostas que nos desviam do caminho de vosso Filho Jesus, que vive e reina para sempre”. (Liturgia Diária)

A oração e a vivência do amor são recursos poderosos para vencermos com o Senhor essa batalha – O Padre Bantu disse que “a união com Deus na oração fortalece os discípulos a perseverarem em sua caminhada e luta”.

A Palavra diz: “O fim de todas as coisas está próximo. Sede, portanto, prudentes e vigiai na oração. Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados” (1 Pd 4,7-8).

Os Santos Mártires – Supremo Testemunho da Verdade da Fé

O Catecismo (§2473) ensina: “O martírio é o supremo testemunho dado em favor da verdade da fé; designa um testemunho que vai até à morte. O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “A expectativa da parusia de Jesus não dispensa do compromisso neste mundo, mas ao contrário cria responsabilidade face ao Juiz divino acerca do nosso agir neste mundo. Precisamente assim cresce a nossa responsabilidade de trabalhar em e para este mundo”.

Oração

Oremos com o Salmo 97

1. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória.

2. O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos.

3. Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus.

4. Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai.

5. Salmodiai ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira.

6. Com a tuba e a trombeta elevai aclamações na presença do Senhor rei.

7. Estruja o mar e tudo o que contém, o globo inteiro e os que nele habitam.

 8. Que os rios aplaudam, que as montanhas exultem em brados de alegria

9. diante do Senhor que chega, porque ele vem para governar a terra. Ele governará a terra com justiça, e os povos com eqüidade.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

11 de novembro de 2013 at 15:04 Deixe um comentário

Vigésimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – A Cura dos Dez Leprosos – São Lucas 17, 11-19 – 13 \ 10 \ 13

A cura do leproso por Jesus
           

 

11. Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galileia.

12. Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando:

13. Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!

14. Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados.

15. Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz.

16. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano.

17. Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove?

18. Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?!

19. E acrescentou: Levanta-te e vai, tua fé te salvou.

 

O Beato João Paulo II resumiu assim o Evangelho de hoje: “No Evangelho de São Lucas, os dez leprosos vieram ao encontro de Jesus suplicando-Lhe que os curasse. O Senhor recomenda-lhes que se mostrem aos sacerdotes, e ao longo do caminho sentiram-se curados. Um deles volta para agradecer. No seu agradecimento, mostra uma fé que é forte, alegre e cheia de louvor pela maravilha dos dons de Deus. Evidentemente Jesus tocou com o Seu amor a intimidade profunda da existência desse homem”.

 

Versículos 11 a 14: “Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galileia. Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que o “Segundo Livro dos Reis”, narra o episódio da cura de Naamã, chefe do exército arameu, também ele leproso, que é curado mergulhando sete vezes nas águas do rio Jordão, segundo a ordem do profeta Eliseu. Também Naamã volta a procurar o profeta e, reconhecendo nele o mediador de Deus, professa a fé do único Senhor. Portanto, dois doentes de lepra, dois não-judeus, que são curados porque acreditam na palavra do enviado de Deus. Eles são curados no corpo, mas abrem-se à fé, que os cura na alma, ou seja, que os salva”.

Padre Jhon Baptist disse: “Deus nos ama pessoalmente, sua palavra transmite em nós vida, por isso o Senhor nos diz: “Ide”. Saiba que é na medida do caminho, na resposta a ordem de Jesus que aqueles homens (10 leprosos) foram curados, da mesma forma, pelo seu amor, vamos nos colocando a caminho, e assim, somos curados. Deus nos ama tanto que restaura nossas forças, como aconteceu com aqueles leprosos, somos chamados a saímos do pecado, da doença, de tudo o que hoje é barreira, empecilho, e irmos ao encontro Dele na Igreja, junto aos sacerdotes”.(Pregador – Canção Nova)

A Palavra diz: “Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres” (Mt 11, 4-5).

Versículos de 15 a 19: “Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano. Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?! E acrescentou: Levanta-te e vai, tua fé te salvou”.

Padre Bantu explicou: “Não eram dez os curados? Onde estão pois, os outros nove?” Sua obediência à palavra de Jesus consegue a cura mas aparentemente sua falta de agradecimento os desvia de quem foi seu salvador. Em Jesus, o samaritano, infiel e herege segundo os judeus encontrou o Deus verdadeiro e o seu representante na terra. Por isso dirá Jesus ao samaritano: “…tua fé te salvou”.

Padre Marcelo Rossi disse assim: “Ao lermos essa passagem, percebemos que Jesus sente compaixão por todos os homens, não importa quais sejam as suas dores. Mas notamos também que a humanidade não mudou muito desde o tempo de Jesus. Quantas pessoas ainda hoje são incapazes de agradecer, quantos se esquecem de dizer um simples obrigado ao receber um favor, uma ajuda ou uma gentileza.”

A Palavra diz: “Irmãos, sede agradecidos. Cantai a Deus, em vossos corações, com Salmos, hinos e cânticos inspirados pelo Espírito. E tudo o que disserdes ou fizerdes, que seja sempre no nome do Senhor Jesus, por ele dando graças a Deus Pai” (Cl 3,16-17).

Padre Queiroz disse que “quem é grato a Deus, é também grato às pessoas pelos benefícios que recebe. Por outro lado, quem é ingrato a Deus, é ingrato também ao próximo”.

A Oração Eucarística II diz assim sobre a necessidade de agradecer a Deus, sempre e em todo lugar – “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a vossa palavra viva, pela qual tudo criastes. Ele é o nosso Salvador e Redentor, verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Ele, para cumprir a vossa vontade, e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. Por ele, os anjos celebram vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, dizendo (cantando) a uma só voz:  Santo, Santo, Santo…”

 

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com as palavras do Cardeal Javier L. Barragán: “Desde sempre a Igreja, fiel à sua missão, repete o ato misericordioso do Mestre Divino que, no gesto de cura dos leprosos, indica que a Redenção está em ato ( Lc 7, 22). E é neste caminho aberto por Cristo Jesus que tantos se envolveram pessoalmente. Ao lado de São Francisco de Assis, do Beato Damião de Veuster, do Beato Pedro Donders, ainda hoje no nosso mundo continua o empenho de um vasto número de anônimas “testemunhas do amor misericordioso de Deus”, que escolheram viver livremente “com e para” os irmãos e as irmãs doentes de hanseníase”.

Oração

Do Padre Marcelo Rossi (Do livro Kairós):

“Jesus, peço a graça da transformação, um verdadeiro Kairós em minha vida. Sei que posso recorrer a Ti porque o Senhor me escuta. Mas quero ir além e sentir a felicidade de um coração agradecido. Quero ser uma pessoa grata, que reconhece o quanto Tu queres o nosso bem. Perdão pelas vezes que me esqueci de agradecer à Tua infinita bondade e fiquei preso ao meu egoísmo. Alivia-me com Teu perdão, Jesus. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7 de outubro de 2013 at 12:12 Deixe um comentário

Buscai 1º o Reino do Céu

 

Evangelho – Lc 16,1-13

Neste Evangelho, Jesus nos ensina: Não podemos servir a Deus e ao dinheiro.

Os bens materias que Deus nos concede devem se usados para o bem. Não podemos ter o nosso coração apegados as coisas do Mundo.

É preciso adminitrar bem as coisas que Deus nos confia, pois quem é fiel nas pequenas coisa, será também nas grandes. Mas da mesma forma Jesus nos ensina, se formos injustos nas pequenas seremos nas grandes.

Somos pereginos nessa Terra, nossa morada eterna é o Céu. Vamos começar hoje a desejar as coisas do Céu.

Fonte: Canção Nova

18 de setembro de 2013 at 10:24 Deixe um comentário

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