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Sexto Domingo do Tempo Comum – Passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei – São Mateus 5, 17-37 – 16 \ 02 \ 14

 

 

17. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.

18. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.

19. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.

20. Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus.

21. Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal.

22. Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena.

23. Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,

24. deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.

25. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão.

26. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.

27. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.

28. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração.

29. Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena.

30. E se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo inteiro seja atirado na geena.

31. Foi também dito: Todo aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.

32. Eu, porém, vos digo: todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério.

33. Ouvistes ainda o que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos.

34. Eu, porém, vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus;

35. nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.

36. Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro.

37. Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno.

 

O Beato João Paulo II disse: “Coloquemo-nos primeiro no ponto de vista dos ouvintes diretos do Sermão da Montanha, daqueles que ouviram as palavras de Cristo. São filhos e filhas do povo eleito — povo que do próprio Deus-Javé tinha recebido a «Lei», tinha recebido também os «Profetas» que repetidamente, através dos séculos, tinham censurado exatamente a relação mantida com aquela Lei, as múltiplas transgressões dela. Também Cristo fala de semelhante transgressões. Mas fala ainda mais de uma tal interpretação humana da Lei, em que se apaga e desaparece o justo significado do bem e do mal, especificamente querido pelo Divino Legislador”.

 

Dos versículos 17 a 20: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.  Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus”.

“Jesus não quer acabar com as leis, mas dar-lhes novo sentido e salvá-las do legalismo e do farisaísmo doentios”. (Liturgia Diária)

O Catecismo (§ 2054) ensina: “Jesus retomou os dez mandamentos, mas manifestou a força do Espírito que atua na letra em que eles se exprimem. Pregou a «justiça que excede a dos escribas e fariseus», do mesmo modo que a dos pagãos. E explicou todas as exigências dos mandamentos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás […]; Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal» (Mt 5, 21-22).

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A novidade de Jesus consiste, essencialmente, no fato de que Ele mesmo  «completa» os mandamentos com o amor de Deus, com a força do Espírito Santo que habita nele. E nós, através da fé em Cristo, podemos abrir-nos à obra do Espírito Santo, que nos torna capazes de viver o amor divino. Por isso, cada preceito se torna verdadeiro, como exigência de amor, e todos convergem num único mandamento: ama a Deus com todo o coração, e ao teu próximo como a ti mesmo”.

O Catecismo (§1980-§1981-§1982) ensina: “A Lei antiga é o primeiro estádio da Lei revelada. As suas prescrições morais estão compendiadas nos Dez Mandamentos. A Lei de Moisés contém muitas verdades naturalmente acessíveis à razão. Deus revelou-as, porque os homens não as liam no seu coração. A Lei antiga é uma preparação para o Evangelho”.

 

Dos versículos 21 a 22: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal. Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena”.

O Padre Bantu disse que “o homicídio é uma forma incontestável de ruptura com o próximo, culminando com a sua eliminação. Para evitar isso, Deus condenou, definitivamente, esse crime com o mandamento: “Não matarás”.

O Beato João Paulo II ensinou: “Os mandamentos representam, portanto, a condição básica para o amor ao próximo; e são, ao mesmo tempo, a sua confirmação. Constituem a primeira etapa necessária no caminho para a liberdade, o seu início”.

E Santo Agostinho disse que  “a primeira liberdade consiste em estar isento de crimes (…) como são o homicídio, o adultério, a fornicação, o furto, a fraude, o sacrilégio e assim por diante. Quando alguém principia a não ter estes crimes (e nenhum cristão os deve ter), começa a levantar a cabeça para a liberdade, mas isto é apenas o início da liberdade, não a liberdade perfeita… “.

O padre Bantu disse assim: “A Palavra de Deus que Jesus veio esclarecer para nós vai muito mais além do que as coisas que nós praticamos, mas atinge também ao que nós pensamos e falamos ou expressamos a partir do nosso coração. Assim sendo, nós não podemos chamar os nossos irmãos e irmãs nem mesmo de tolos ou idiotas. Quanto ensinamento para nós!”

 

Dos versículos 23 a 26: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo”. 

O Padre Bantu disse que “a oferta que fazemos ao Senhor será desnecessária se, primeiro, não oferecermos a nossa compreensão e perdão às pessoas com as quais nos relacionamos. .. O que é justo para Deus? A justiça de Deus é o amor, o perdão e a reconciliação. Mas e a nossa? Fazemos as nossas ofertas no altar do Senhor, mas como está o nosso coração? Reflita agora: “Como eu trato as pessoas com as quais convivo?”.

Padre José Augusto disse: “Amar ao Todo-poderoso não tem nenhum problema, pois Ele não faz mal a ninguém; mas amar o próximo é muito difícil. De que adiantam tantos rituais, tantas coisas se você está com o coração cheio de amargura. Quando a gente não perdoa o nosso irmão, o nosso coração fica longe do Senhor. Pode ser que seu coração não consiga, mas se você tenta perdoar, Deus se agrada de seu sacrifício”.

O Padre Bantu explicou: “Todos nós passaremos pelo crivo do amor e aqui caminham conosco os nossos aliados, mas também os nossos adversários, isto é, aqueles a quem nós amamos e do mesmo modo os que nós abominamos. Quem nos entregará ao juiz será o adversário, pois o pecado que cometemos contra ele estará gravado dentro do livro da nossa vida e desde que não seja apagado virá à luz, um dia. Ainda temos a chance de desfazer toda a cadeia de intriga que possa ter sido armada na nossa vida”.

 

Dos versículos 27 a 28: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.  Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”.

O Beato João Paulo II disse que “a raiz da crise do matrimônio e da família encontra-se num falso conceito de liberdade”.

A Palavra diz: “Pois os preceitos: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e ainda outros mandamentos que existam, eles se resumem nestas palavras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.  A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei”. (Rm 13, 9-10)

“A pessoa tem a liberdade de escolher entre o bem e o mal, mas terá de arcar com as consequências da escolha”. (Liturgia Diária)

Dos versículos 29 a 30: “Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena. E se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo inteiro seja atirado na geena”.

Padre Eduardo Dougherty  “afirma que há muitas coisas do mundo que não convém a nós, pois se alguém ama o mundo, o amor de Deus não está nele, afinal a concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida não procedem do Pai. Então, somos orientados a nos encher de Deus amor para que Ele purifique nossos corações, pois Jesus disse que é do coração que procedem as más inclinações ( Mt 15, 19) e que o Reino dos Céus pertence àqueles que têm o coração puro ( Mt 5, 8)”.

Padre Roger Araújo disse assim: “Na verdade, Jesus está nos chamando a purificar os nossos membros, não deixar que nenhum deles esteja a serviço da impureza e da maldade: nossos olhos, mãos, ouvidos, coração, nossa língua… Enfim, tudo aquilo que nós somos – corpo, alma e espírito –, é lugar da morada de Deus”.

 

Dos versículos 31 a 32: “Foi também dito: Todo aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério”.

Padre Reginaldo Manzotti ensinou: “Por mais que a sociedade tenha permitido o divórcio, este não pode ser o ideal de vida de um casal. Todo o cristão tem que seguir os mandamentos, revelados por Jesus, mas lembrando que entre o ideal e o real é preciso buscar sempre o bom senso”.

A Palavra diz: “Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério”. (Mt 19, 9)

 

Dos versículos 33 a 37: “Ouvistes ainda o que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro. Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno”.

O Catecismo (§ 2155) ensina: “A santidade do nome de Deus exige que não se recorra a ele por questões fúteis, e que não se preste juramento em circunstâncias suscetíveis de serem interpretadas como uma aprovação do poder que injustamente o exigisse. Quando o juramento é exigido por autoridades civis ilegítimas, pode ser recusado. E deve sê-lo, se for pedido para fins contrários à dignidade das pessoas ou à comunhão da Igreja”.

Padre Queiroz disse: “Fazer juramento é invocar a Deus como testemunha do que afirmamos. É invocar a veracidade divina como garantia da nossa própria veracidade. O segundo mandamento nos proíbe o juramento falso. Mas Jesus vai mais longe: “Não jureis de modo algum”. Isso por respeito ao nome de Deus. “Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as seguintes palavras: “Hoje o Senhor nos convida a fazer as escolhas certas na vida, pois ao nosso alcance estão tanto a felicidade quanto a infelicidade. Iluminados pelo Espírito, queremos aprender de Jesus a viver a justiça do reino de Deus e a colaborar para a concretização desse projeto entre nós”. (Liturgia Diária)

 

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “Uma só criatura já chegou ao cimo da montanha: a Virgem Maria. Graças à união com Jesus, a sua justiça foi perfeita: é por isso que a invocamos como Speculum iustitiae. Confiemo-nos a Ela, para que guie também os nossos passos na fidelidade à Lei de Cristo”.

Vem Senhor, ensina-nos através do Teu Espírito Santo, a cumprir sempre a Tua lei, que é sempre amor.

Maria Santíssima, ajuda-nos a fazer sempre a escolher certa em nossa vidas.

 

Há no Blog uma reflexão postada em 10 de março de 2011, do Evangelho de São Mateus  5, 20-26, cujo nome é: “Vai Primeiro Reconciliar-te com teu irmão”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

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10 de fevereiro de 2014 at 10:05 Deixe um comentário

O Céu é nosso lugar

Evangelho – Lucas 21, 5-19

Estamos às portas do Tempo do Advento, no qual iremos nos preparar para o Natal do Senhor e também para a sua segunda vinda. No Evangelho desse domingo Jesus nos traz uma profecia e uma promessa. A profecia é sobre o fim dos tempos. E a promessa é sobre como Ele recompensará aqueles que se mantiverem fiéis a sua Palavra.

Você sabia que muitos cristãos morreram por professar a fé em Jesus? Foram corajosos, pois fizeram uma experiencia com Jesus que mudou radicalmente a vida de cada um deles.

Estamos aguardando a segunda vinda de Jesus, e essa, de fato, será definitiva.

Ele diz que deverão acontecer guerras, países irão guerrear entre si, e em meio a tantas tribulações irão aparecer pessoas dizendo que Jesus está aqui ou ali. Não deveremos segui-los. Só precisamos nos manter fiéis ao que Ele já nos ensinou, e deixarmos que o Espírito Santo nos conduza.

Vamos pedir a Deus hoje a graça do dom da fé, para que possamos perservar até o fim como os primeiros  discipulos de Jesus .

 Fonte: Canção Nova

15 de novembro de 2013 at 9:49 Deixe um comentário

Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida – São Lucas 21, 5 – 19 – 17 \ 11 \ 13

 

 

5. Como lhe chamassem a atenção para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse:

6. Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído.

7. Então o interrogaram: Mestre, quando acontecerá isso? E que sinal haverá para saber-se que isso se vai cumprir?

8. Jesus respondeu: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles.

9. Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim.

10. Disse-lhes também: Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino.

11. Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu.

12. Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim.

13. Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho.

14. Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa,

15. porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários.

16. Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós.

17. Sereis odiados por todos por causa do meu nome.

18. Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.

19. É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação.

 

Iniciemos essa reflexão com as palavras do comentário da liturgia:  “O Testemunho dos que seguem Jesus, incomoda. Por isso são perseguidos e até chegam a ser assassinados. Diante da adversidade, Jesus os conforta: “Eu lhes darei palavras de sabedoria e nenhum dos inimigos poderá resistir a vocês”. (Deus Conosco)

Dos versículos 5 a 11: “Como lhe chamassem a atenção para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse: Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído. Então o interrogaram: Mestre, quando acontecerá isso? E que sinal haverá para saber-se que isso se vai cumprir? Jesus respondeu: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles. Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim. Disse-lhes também: Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu”.

O Padre Bantu disse que “após a fala de Jesus sobre a destruição do templo de Jerusalém, os discípulos perguntam sobre quando isto ocorreria e qual seria o sinal. Estes discípulos tinham ainda a expectativa da restauração política da Judéia, tendo Jerusalém como o centro de poder, com seus critérios próprios de justiça e direito, que julgaria os demais povos. Jesus apresentara, na terra, os sinais de guerras, terremotos, pestes e fomes. Com maiores e mais concretos detalhes…”

A vitória de Deus sobre o mal –  O Youcat  (§111) ensina: “As dramáticas convulsões que são anunciadas na Sagrada Escritura (a maldade que se revelará sem dissimulação, as provações e perseguições que testarão a fé de muitos) são apenas o Lado escuro da nova realidade: a vitória definitiva de Deus sobre o mal será visível. A glória, a Verdade e a justiça de Deus ressaltarão radiosas”.

Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis – “Hoje o Senhor nos convida a permanecer firmes na fé em meio aos desafios da realidade. Somos animados por esta liturgia a levantar a cabeça e não nos deixar vencer pelo medo, mas trabalhar com confiança pela justiça e pelo bem num mundo imerso em conflitos”. ( Liturgia Diária)

A Palavra diz:  “Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça”.(2  Pd  3, 10b-13)

Enfim, a vinda gloriosa de Cristo – O Catecismo (675-677 -680) ensina: “Após o último abalo cósmico deste mundo que passa, a vinda gloriosa de Cristo acontecerá com o triunfo definitivo de Deus na Parusia de Cristo e com o Juízo final. Assim se cumprirá o Reino de Deus”.

Dos versículos 12 a 19: “Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim. Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho. Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa, porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários. Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós. Sereis odiados por todos por causa do meu nome. Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação”.

Porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria – O Beato João Paulo II disse que Jesus “não esconde aos seus discípulos e àqueles que o seguirão a perspectiva de um tal sofrimento; pelo contrário, apresenta-o com toda a franqueza, indicando-lhes ao mesmo tempo as forças sobrenaturais que os acompanharão no meio das perseguições e tribulações sofridas « pelo seu nome ». Estas serão, ao mesmo tempo, como que um meio especial de verificar a semelhança a Cristo e a união com ele. « Se o mundo vos odeia, ficai sabendo que, primeiro do que a vós, me odiou a mim…”

“Quem dá testemunho da Palavra, sofre as perseguições do mundo, mas não fica desamparado. O profeta nos garante que o justo brilha como o sol, mas o soberbo é como fogo de palha”. (Ml  3, 19-20a) (Deus Conosco)

“É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação” – O Beato João Paulo II disse que o Evangelho fala “das perseguições, isto é, das tribulações por causa de Cristo, contém em si um chamamento especial à coragem e à fortaleza, apoiado pela eloquência da Ressurreição. Cristo venceu definitivamente o mundo com a sua ressurreição”.

 

Não desviar do caminho de Jesus

A Igreja coloca à nossa disposição a força dos sacramentos para permanecermos de pé até o fim – “Restaurai nossas forças e coragem e infundi em nosso coração a paz do vosso Espírito, para não sermos enganados por propostas que nos desviam do caminho de vosso Filho Jesus, que vive e reina para sempre”. (Liturgia Diária)

A oração e a vivência do amor são recursos poderosos para vencermos com o Senhor essa batalha – O Padre Bantu disse que “a união com Deus na oração fortalece os discípulos a perseverarem em sua caminhada e luta”.

A Palavra diz: “O fim de todas as coisas está próximo. Sede, portanto, prudentes e vigiai na oração. Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados” (1 Pd 4,7-8).

Os Santos Mártires – Supremo Testemunho da Verdade da Fé

O Catecismo (§2473) ensina: “O martírio é o supremo testemunho dado em favor da verdade da fé; designa um testemunho que vai até à morte. O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “A expectativa da parusia de Jesus não dispensa do compromisso neste mundo, mas ao contrário cria responsabilidade face ao Juiz divino acerca do nosso agir neste mundo. Precisamente assim cresce a nossa responsabilidade de trabalhar em e para este mundo”.

Oração

Oremos com o Salmo 97

1. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória.

2. O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos.

3. Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus.

4. Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai.

5. Salmodiai ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira.

6. Com a tuba e a trombeta elevai aclamações na presença do Senhor rei.

7. Estruja o mar e tudo o que contém, o globo inteiro e os que nele habitam.

 8. Que os rios aplaudam, que as montanhas exultem em brados de alegria

9. diante do Senhor que chega, porque ele vem para governar a terra. Ele governará a terra com justiça, e os povos com eqüidade.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

11 de novembro de 2013 at 15:04 Deixe um comentário

Vigésimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – A Cura dos Dez Leprosos – São Lucas 17, 11-19 – 13 \ 10 \ 13

A cura do leproso por Jesus
           

 

11. Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galileia.

12. Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando:

13. Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!

14. Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados.

15. Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz.

16. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano.

17. Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove?

18. Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?!

19. E acrescentou: Levanta-te e vai, tua fé te salvou.

 

O Beato João Paulo II resumiu assim o Evangelho de hoje: “No Evangelho de São Lucas, os dez leprosos vieram ao encontro de Jesus suplicando-Lhe que os curasse. O Senhor recomenda-lhes que se mostrem aos sacerdotes, e ao longo do caminho sentiram-se curados. Um deles volta para agradecer. No seu agradecimento, mostra uma fé que é forte, alegre e cheia de louvor pela maravilha dos dons de Deus. Evidentemente Jesus tocou com o Seu amor a intimidade profunda da existência desse homem”.

 

Versículos 11 a 14: “Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galileia. Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que o “Segundo Livro dos Reis”, narra o episódio da cura de Naamã, chefe do exército arameu, também ele leproso, que é curado mergulhando sete vezes nas águas do rio Jordão, segundo a ordem do profeta Eliseu. Também Naamã volta a procurar o profeta e, reconhecendo nele o mediador de Deus, professa a fé do único Senhor. Portanto, dois doentes de lepra, dois não-judeus, que são curados porque acreditam na palavra do enviado de Deus. Eles são curados no corpo, mas abrem-se à fé, que os cura na alma, ou seja, que os salva”.

Padre Jhon Baptist disse: “Deus nos ama pessoalmente, sua palavra transmite em nós vida, por isso o Senhor nos diz: “Ide”. Saiba que é na medida do caminho, na resposta a ordem de Jesus que aqueles homens (10 leprosos) foram curados, da mesma forma, pelo seu amor, vamos nos colocando a caminho, e assim, somos curados. Deus nos ama tanto que restaura nossas forças, como aconteceu com aqueles leprosos, somos chamados a saímos do pecado, da doença, de tudo o que hoje é barreira, empecilho, e irmos ao encontro Dele na Igreja, junto aos sacerdotes”.(Pregador – Canção Nova)

A Palavra diz: “Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres” (Mt 11, 4-5).

Versículos de 15 a 19: “Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano. Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?! E acrescentou: Levanta-te e vai, tua fé te salvou”.

Padre Bantu explicou: “Não eram dez os curados? Onde estão pois, os outros nove?” Sua obediência à palavra de Jesus consegue a cura mas aparentemente sua falta de agradecimento os desvia de quem foi seu salvador. Em Jesus, o samaritano, infiel e herege segundo os judeus encontrou o Deus verdadeiro e o seu representante na terra. Por isso dirá Jesus ao samaritano: “…tua fé te salvou”.

Padre Marcelo Rossi disse assim: “Ao lermos essa passagem, percebemos que Jesus sente compaixão por todos os homens, não importa quais sejam as suas dores. Mas notamos também que a humanidade não mudou muito desde o tempo de Jesus. Quantas pessoas ainda hoje são incapazes de agradecer, quantos se esquecem de dizer um simples obrigado ao receber um favor, uma ajuda ou uma gentileza.”

A Palavra diz: “Irmãos, sede agradecidos. Cantai a Deus, em vossos corações, com Salmos, hinos e cânticos inspirados pelo Espírito. E tudo o que disserdes ou fizerdes, que seja sempre no nome do Senhor Jesus, por ele dando graças a Deus Pai” (Cl 3,16-17).

Padre Queiroz disse que “quem é grato a Deus, é também grato às pessoas pelos benefícios que recebe. Por outro lado, quem é ingrato a Deus, é ingrato também ao próximo”.

A Oração Eucarística II diz assim sobre a necessidade de agradecer a Deus, sempre e em todo lugar – “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a vossa palavra viva, pela qual tudo criastes. Ele é o nosso Salvador e Redentor, verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Ele, para cumprir a vossa vontade, e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. Por ele, os anjos celebram vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, dizendo (cantando) a uma só voz:  Santo, Santo, Santo…”

 

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com as palavras do Cardeal Javier L. Barragán: “Desde sempre a Igreja, fiel à sua missão, repete o ato misericordioso do Mestre Divino que, no gesto de cura dos leprosos, indica que a Redenção está em ato ( Lc 7, 22). E é neste caminho aberto por Cristo Jesus que tantos se envolveram pessoalmente. Ao lado de São Francisco de Assis, do Beato Damião de Veuster, do Beato Pedro Donders, ainda hoje no nosso mundo continua o empenho de um vasto número de anônimas “testemunhas do amor misericordioso de Deus”, que escolheram viver livremente “com e para” os irmãos e as irmãs doentes de hanseníase”.

Oração

Do Padre Marcelo Rossi (Do livro Kairós):

“Jesus, peço a graça da transformação, um verdadeiro Kairós em minha vida. Sei que posso recorrer a Ti porque o Senhor me escuta. Mas quero ir além e sentir a felicidade de um coração agradecido. Quero ser uma pessoa grata, que reconhece o quanto Tu queres o nosso bem. Perdão pelas vezes que me esqueci de agradecer à Tua infinita bondade e fiquei preso ao meu egoísmo. Alivia-me com Teu perdão, Jesus. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7 de outubro de 2013 at 12:12 Deixe um comentário

Buscai 1º o Reino do Céu

 

Evangelho – Lc 16,1-13

Neste Evangelho, Jesus nos ensina: Não podemos servir a Deus e ao dinheiro.

Os bens materias que Deus nos concede devem se usados para o bem. Não podemos ter o nosso coração apegados as coisas do Mundo.

É preciso adminitrar bem as coisas que Deus nos confia, pois quem é fiel nas pequenas coisa, será também nas grandes. Mas da mesma forma Jesus nos ensina, se formos injustos nas pequenas seremos nas grandes.

Somos pereginos nessa Terra, nossa morada eterna é o Céu. Vamos começar hoje a desejar as coisas do Céu.

Fonte: Canção Nova

18 de setembro de 2013 at 10:24 Deixe um comentário

Vigésimo Quinto Domingo do Tempo Comum – Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro – São Lucas 16, 1-13 – 22 \ 09 \ 13

 

 

1. Jesus disse também a seus discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador. Este lhe foi denunciado de ter dissipado os seus bens.

2. Ele chamou o administrador e lhe disse: Que é que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, pois já não poderás administrar meus bens.

3. O administrador refletiu então consigo: Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha.

4. Já sei o que fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando eu for despedido do emprego.

5. Chamou, pois, separadamente a cada um dos devedores de seu patrão e perguntou ao primeiro: Quanto deves a meu patrão?

6. Ele respondeu: Cem medidas de azeite. Disse-lhe: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve: cinqüenta.

7. Depois perguntou ao outro: Tu, quanto deves? Respondeu: Cem medidas de trigo. Disse-lhe o administrador: Toma os teus papéis e escreve: oitenta.

8. E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes.

9. Eu vos digo: fazei-vos amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos.

10. Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes.

11. Se, pois, não tiverdes sido fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará as verdadeiras?

12. E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?

13. Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.

 

Iniciemos essa reflexão com o comentário da liturgia: “Em espírito de oração e ação de graças, nós nos reunimos para celebrar a Eucaristia, sacramento da alegria e da salvação. Hoje somos convidados a ser criativos e fiéis na administração dos bens que Deus nos confia. Seguir Jesus implica romper com a ganância e pôr os nossos recursos a serviço da construção da fraternidade entre todos”.

Padre Bantu disse assim: “Jesus continua nos ensinando a como usar das coisas do mundo tendo como motivação as coisas do alto. Não podemos separar as duas realidades. Temos que viver aqui com o sentido naquilo que viveremos depois. Uma coisa não dispensa a outra. O verdadeiro bem é a vida eterna, prometida àqueles que viverem bem, isto é, com fidelidade, a vida terrena”.

 

O acordo do administrador com os devedores

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Como sempre o Senhor inspira-se em acontecimentos da vida quotidiana: narra sobre um administrador que está para ser despedido pela desonesta gestão dos negócios do seu patrão e, para garantir o seu futuro, procura com astúcia pôr-se de acordo com os devedores. É sem dúvida um desonesto, mas astuto: o Evangelho não no-lo apresenta como modelo para seguir na sua desonestidade, mas como um exemplo a ser imitado pela sua habilidade previdente”.

Padre Bantu explicou: “É sabido que os administradores não recebiam na Palestina um salário, mas uma comissão que era cobrada, colocando com frequência interesses exorbitantes aos credores. A atuação de administrador deve ser entendida assim: o que devia cem barris de azeite tinha emprestado cinqüenta e nada mais, os outros cinqüenta eram a comissão correspondente que o administrador renunciava com a vantagem de conseguir amigos para o futuro. Renunciando à comissão, o administrador não lesa em nada os interesses do seu patrão. Daí que o patrão o felicite por saber garantir o futuro dando o “dinheiro injusto” a seus credores”.

 

 

“Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes”

O papa Emérito Bento XVI disse assim: “Na realidade, a vida é sempre uma opção: entre honestidade e desonestidade, entre fidelidade e infidelidade, entre egoísmo e altruísmo, entre bem e mal. É incisiva e peremptória a conclusão do trecho evangélico: “Servo algum pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro”. Com efeito, diz Jesus: “É preciso decidir-se”.

“Pequenas coisas são de fato pequenas. Mas ser fiel nas pequenas coisas, é uma grande coisa.” (Madre Teresa de Calcutá)

 

 

“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”

São Paulino de Nola disse: “Tenham os ricos as suas riquezas e os reis os seus reinos; Vós, meu Jesus, sois o meu tesouro e o meu reino”.

Padre Bantu disse: “O afã do dinheiro é a fronteira que divide o mundo em dois; é a barreira que nos separa dos outros e faz com que o mundo esteja organizado em classes antagônicas: ricos e pobres, opressores e oprimidos; a ânsia do dinheiro é o inimigo número um que impossibilita o mundo ser uma família unida onde todos se sentem à mesa da vida. Por isso o discípulo, para garantir o futuro, deve estar disposto no presente a renunciar ao dinheiro que leva à injustiça e torna impossível a fraternidade”.

Santa Teresa D’Ávila disse: “Quem quiser chegar à santidade deve vir sem nenhum outro desejo senão o de agradar a Deus”.

Reflexão da Comunidade Shalon:  “Jesus avisa os discípulos de que a aposta obsessiva no “deus dinheiro” não é o caminho mais seguro para construir valores duradouros, geradores de vida plena e de felicidade. É preciso sugere ele que saibamos aquilo em que devemos apostar O que é, para nós, mais importante: os valores do “Reino” ou o dinheiro? Na nossa atividade profissional, o que é que nos move: o dinheiro, ou o serviço que prestamos e a ajuda que damos aos nossos irmãos? O que é que nos torna mais livres, mais humanos e mais felizes: a escravidão dos bens ou o amor e a partilha?”

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Padre Bantu:  “Você está usando o dinheiro que ganha, com justiça, ou você o tem usado só para comprar as coisas do mundo?- Os bens que você amealha o ajudam a adquirir um tesouro no céu? Em que você tem investido o seu dinheiro injusto? Você o esbanja com coisas supérfluas? Você tem ajudado as pessoas que estão precisando, porque passam necessidade?”

Oração

Do Círculo Bíblico: “Ó Deus de amor, acolhei nosso desejo de vos servir nas mínimas coisas, embora saibamos que esse propósito não é fácil de ser assumido. Reconhecemos que não agimos como discípulos de Cristo quando nos deixamos vencer pela ganância, pela comodidade e pela idolatria do dinheiro. Ajudai-nos no correto uso dos bens, a fim de investi-los generosamente em favor dos outros. Por Cristo, nosso Senhor”.

Do Monsenhor Jonas  Abib: “Senhor, dá-me a graça de ser hoje tudo aquilo que eu devo ser. De fazer hoje tudo que eu devo fazer. Amanhã será outro dia e eu serei aquilo que Tu queres que eu seja hoje. Por hoje serei fiel. Amanhã será amanhã. Cada dia terá as dificuldades próprias. Mas hoje eu me comprometo a ser fiel em tudo o que Senhor me confia. Dá-me a graça da fidelidade nas pequenas coisas, para que diante das grandes dificuldades, eu não esmoreça. Senhor, quero viver no hoje a minha vocação”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

16 de setembro de 2013 at 21:21 Deixe um comentário

Ser discipulo de Jesus – Evangelho – Lucas 14, 25-33

 

 

Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.

28Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31Ou ainda: Qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!

O Evangelho desta semana nos chama a uma entrega total a Jesus, Ele deixa clara as condições para segui-lo. Logo no início vemos que “grandes multidões o acompanhavam” sabemos que neste meio havia fariseus, curiosos, doentes, discípulos e também os apóstolos, de todos estes que seguiam Jesus apenas aqueles que se dispunham a carregar a sua cruz é que tinham parte com Ele.

Aqui o Senhor não está desvalorizando a família, mas Ele quer que coloquemos as coisas em seus devidos lugares. A família, o trabalho, não pode ocupar o lugar que pertence a Deus, se Jesus é Senhor da minha vida, também será Senhor das coisas e daqueles que são importantes para mim. Isto é entrega, confiança.

O que você precisa deixar hoje para seguir Jesus?

Fonte: Canção Nova

 

 

 

5 de setembro de 2013 at 10:32 Deixe um comentário

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