Archive for abril, 2014

Aparecida: 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil

 

2014-04-30 Rádio Vaticana


No Brasil, tem início na manhã desta quarta-feira no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, a 52ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos do Brasil, no maior encontro episcopal do ano, que reúne mais de 300 bispos de todo o país. Do Snatuário de Aperecida, Silvoney JoséOuça aqui  
Aparecida (RV) – Tem início na manhã desta quarta-feira, com a celebração Eucarística no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, a 52ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos do Brasil, no maior encontro episcopal do ano, que reúne mais de 300 bispos de todo o país. A Santa Missa é presidida pelo Presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis. Em seguida terão inicio os trabalhos desta Assembleia no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida. Durante os encontros que se encerrarão no próximo dia 9 de maio, serão debatidos sete temas prioritários, dez temas diversos e o tema central “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”. A pauta conta também com retiro, reuniões, celebrações especiais e comunicações.
O Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, elencou os principais assuntos que serão tratados. “Durante o evento, os bispos irão refletir sobre temas importantes como a renovação paroquial. Depois nós vamos também iniciar uma reflexão sobre os cristãos leigos na Igreja e na sociedade. Teremos um tema a ser aprovado sobre a questão agrária, assim como um documento sobre a realidade nacional, referente à situação atual, num momento que estamos nos aproximando das eleições”, disse o cardeal. Dentro dos temas diversos, haverá análises de conjuntura político-social e eclesial; a preparação para a 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que debaterá os novos desafios da família para a nova evangelização; a exortação sobre a nova evangelização, do Papa Francisco; a avaliação e encaminhamento das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) de 2015 a 2018; as consequências e desafios pastorais da Jornada Mundial da Juventude. Os Regionais da CNBB e a Amazônia também estão na pauta da AG. A Rádio Vaticano conversou com Dom Raymundo…
Nos dias da Assembleia haverá reuniões dos Conselhos Episcopais dos Regionais e dos bispos referenciais. Outros momentos estão reservados para comunicações das Comissões Episcopais, dos organismos do povo de Deus, do grupo de trabalho sobre o Concílio Vaticano II e das dioceses. Os desdobramentos e aplicações do acordo do Brasil com a Santa Sé, a administração do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, a fala do presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) sobre a situação dos indígenas no Brasil, a Pastoral do Dízimo e os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida fazem parte das comunicações. Os bispos são convocados para a Assembleia Geral de acordo com as disposições regimentais da CNBB. A participação dos bispos eméritos não é obrigatória, mas eles são convidados para partilhar suas experiências, como destacou o subsecretário adjunto de pastoral da CNBB, Padre Francisco Wloch. “Os bispos eméritos são numerosos no Brasil e dão uma rica contribuição para a Assembleia, o que ajuda muito na caminhada da Igreja do Brasil”, disse o padre.
Programação Algumas atividades já têm data definida no calendário da 52ª AG. No dia 1º de maio, às 20h30, haverá a entrega dos Prêmios de Comunicação, no Auditório da TV Aparecida. No dia 4 de maio, às 8 horas, os bispos celebrarão missa solene, no Santuário de Aparecida, em honra a São José de Anchieta, o “Apóstolo do Brasil”, canonizado no último dia 3 pelo Papa Francisco.
Haverá, ainda, o retiro dos bispos, no dia 3, com o tema “Caminhando na Fé”. O pregador este ano será o arcebispo de Chieti, em Vasto (Itália), Dom Bruno Forte. No dia 6, os bispos participarão de uma celebração ecumênica, no Centro de Eventos.
Durante a Assembleia serão divulgadas, ainda, mensagens sobre o Dia dos Trabalhadores e sobre as eleições. De Aparecida para a Rádio Vaticano, Silvonei José.

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30 de abril de 2014 at 9:19 Deixe um comentário

O dom do intelecto: a graça de perscrutar o pensamento de Deus – o Papa na audiência geral

 

2014-04-30 Rádio Vaticana

Largas dezenas de milhares de peregrinos acolheram o Papa Francisco para a audiência geral desta quarta-feira em que desenvolveu na sua catequese mais um dos dons do Espírito Santo: o intelecto, que em português podemos também traduzir por inteligência ou entendimento.
Este dom do intelecto – sublinhou o Papa Francisco – torna o cristão capaz de ultrapassar o aspeto exterior da realidade para perscrutar as profundezas do pensamento de Deus e do seu desígnio de salvação. Assim, este dom do entendimento está intimamente ligado com a fé. “ O Apóstolo Paulo, dirigindo-se à comunidade de Corinto, descreve bem os efeitos deste dom: ‘Aquelas coisas que o olho não vê, nem as orelhas ouviram, nem nunca entraram no coração do homem. Deus preparou-as para aqueles que o amam. Mas a nós Deus revelou-as por meio do Espírito.”
Quando o Espírito Santo habita no nosso coração e ilumina a nossa inteligência, faz-nos crescer na compreensão daquilo que Jesus disse e realizou. “ … como sugere a própria palavra, o intelecto permite ‘intus leggere’, ou seja, de ler dentro, e este dom faz-nos entender as coisas como as entende Deus, com a inteligência de Deus…”
O próprio Jesus – continuou o Santo Padre – prometeu-nos que o Espírito Santo havia de nos recordar os seus ensinamentos e guiar-nos para a verdade total. Para sabermos como isto se realiza, vale a pena recordar o que sucedeu com os dois discípulos a caminho de Emaús – destacou o Papa: à medida que iam ouvindo Jesus explicar-lhes nas Escrituras que Ele devia sofrer e morrer para depois ressuscitar, a mente deles abriu-se e recendeu-se a esperança nos seus corações. É precisamente o que o Espírito Santo faz num cristão com o dom do entendimento: abre uma brecha na obscuridade da nossa inteligência e do nosso coração e faz de nós verdadeiros crentes, capazes de saborearmos tudo aquilo que o Senhor nos revela na sua Palavra e de nos alegrarmos com tudo aquilo que Ele opera na nossa vida.“…que o Senhor nos dê este dom para entender as coisas que acontecem como Ele as entende e sobretudo para compreender a Palavra de Deus no Evangelho.”
No final da catequese o Papa Francisco saudou também os peregrinos de língua portuguesa:“Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente ao Rancho Folclórico de Macieira da Lixa e ao grupo brasileiro de Araraquara. Agradeço a vossa presença e encorajo-vos a continuar a dar o vosso fiel testemunho cristão na sociedade. Deixai-vos guiar pelo Espírito Santo para entenderdes o verdadeiro sentido da história. De bom grado abençoo a vós e aos vossos entes queridos.”
Nas saudações em italiano o Papa Francisco recordou a festa litúrgica da Santa Catarina de Sena, Padroeira de Itália e da Europa“Ontem celebramos a festa litúrgica de Santa Catarina de Sena, padroeira de Itália e da Europa. Caros jovens, aprendei com ela a viver com a consciência reta de quem não cede a compromissos humanos. Caros doentes, inspirai-vos com o seu exemplo de fortaleza nos momentos de maior dor. E vós, caros jovens esposos, imitai a solidez da fé de quem se confia a Deus.”
O Papa Francisco a todos deu a sua bênção. (RS)

30 de abril de 2014 at 9:18 Deixe um comentário

Terceiro Domingo da Páscoa – Os Discípulos de Emaús – São Lucas 24, 13-35 – 04 \ 05 \ 14

 

13. Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.

14. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.

15. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles.

16. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram.

17. Perguntou-lhes, então: De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?

18. Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?

19. Perguntou-lhes ele: Que foi? Disseram: A respeito de Jesus de Nazaré… Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo.

20. Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.

21. Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam.

22. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol;

23. e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo.

24. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram.

25. Jesus lhes disse: Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas!

26. Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?

27. E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.

28. Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante.

29. Mas eles forçaram-no a parar: Fica conosco, já é tarde e já declina o dia. Entrou então com eles.

30. Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho.

31. Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram… mas ele desapareceu.

32. Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?

33. Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam.

34. Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão.

35. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

“O Senhor ressuscitado caminha conosco e nos convida a formar comunhão com Ele ao redor de sua Palavra e do Pão da Vida. A Páscoa de Jesus se realiza nos corações e comunidades que depositam sua fé e esperança em Deus, promovem a partilha e criam laços de comunhão e solidariedade”. (Liturgia Diária)

Jesus caminha com os discípulos de Emaús – O Papa Emérito Bento XVI disse que o Evangelho de hoje “nos deixa pensar que Emaús representa na realidade todos os lugares: a estrada que nos conduz é o caminho de todos os cristãos, aliás, de todos os homens. Nas nossas estradas Jesus ressuscitado faz-se companheiro de viagem, para reavivar nos nossos corações o calor da fé e da esperança e partir o pão da vida eterna”.

As dúvidas dos dois discípulos – O Papa Emérito Bento XVI explicou que “este drama dos discípulos de Emaús surge como um espelho da situação de muitos cristãos do nosso tempo: parece que a esperança da fé tenha falhado. A própria fé entra em crise, por causa de experiências negativas que nos fazem sentir abandonados pelo Senhor. Contudo, esta estrada para Emaús, na qual caminhamos, pode tornar-se uma via de purificação e maturação do nosso crer em Deus”.

“Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?” – O Catecismo (§601) ensina: “Este projeto divino de salvação mediante a morte do “Servo, o Justo” havia sido anunciado antecipadamente na Escritura como um mistério de redenção universal, isto é, de resgate que liberta os homens da escravidão do pecado… A morte redentora de Jesus cumpre em particular a profecia do Servo Sofredor. Jesus mesmo apresentou o sentido de sua vida e de sua morte à luz do Servo Sofredor. Após a sua Ressurreição, ele deu esta interpretação das Escrituras aos discípulos de Emaús, e depois aos próprios apóstolos”.

Fica Conosco! – O Padre Bantu disse: “Esta súplica cada vez mais de torna grande no grito ensurdecedor dos sacrificados pelas injustiças e opressões, pelas discriminações raciais e de gênero, pelas expulsões e violências. É o grito de guerra que se converte na última canção esperançosa de nossa juventude sem perspectivas para o futuro e sem sentido da vida no presente, continuamente ameaçada de perder-se nas sarjetas da droga e da delinquência. Por isso, Senhor, Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!”

Os discípulos de Emaús abriram os olhos e entenderam que era Cristo que falava com eles – São João Paulo II ensinou: “Esta situação de cegueira, nos discípulos de Emaús, prolonga-se até ao momento em que – acedendo às suas instantes súplicas para que ficasse com eles – o Senhor entrou, sentou-se à mesa e com eles partiu o pão. “E eis que se lhes abriram os olhos e O reconheceram”! Dão-se conta então que tinham estado a conversar com Jesus Ressuscitado; e disseram um para o outro: “Não estava o nosso coração a arder cá dentro, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras”?

Os Discípulos depois do encontro com Cristo Ressuscitado voltam para Jerusalém para anunciar a boa nova –  São João Paulo II disse: “A narração do episódio de Emaús termina com o regresso dos dois discípulos ao Cenáculo. Eles que, desiludidos, haviam abandonado a comunidade, “partiram imediatamente, voltaram para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros… e eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho…” (Lc 24, 33. 35). Aqueles corações abrasados têm agora tanto para contar, tanto para oferecer!”

 

O Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia

São João Paulo II disse que “no episódio dos discípulos de Emaús manifesta-se a própria essência da vida da Igreja: esta vive da Eucaristia e da Palavra de Deus. A Palavra de Deus é preparação para viver mais profundamente a Eucaristia; a Eucaristia constitui o Sacramento “dos olhos da fé abertos” ao mistério de Deus, revelado em Cristo. Estes “olhos da fé abertos” aos horizontes e planos de Deus vos permitirão compreender e desempenhar cabalmente a vossa vocação e missão ao serviço de Cristo no mundo”.

Papa Emérito Bento XVI explicou: “Este maravilhoso texto evangélico já contém a estrutura da Santa Missa: na primeira parte a escuta da Palavra através das Sagradas Escrituras; na segunda a liturgia eucarística e a comunhão com Cristo presente no Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue. Ao alimentar-se nesta dúplice mesa, a Igreja edifica-se incessantemente e renova-se dia após dia na fé, na esperança e na caridade”.

 

Conclusão

“Para a comunidade cristã as Escrituras e a Eucaristia são as duas fontes maiores de encontro com o Cristo Ressuscitado, que nos coloca em comunhão uns com os outros, como outros “Cristos” e nos envia a evangelizar”. (Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais).

 

Oração

Preces da Assembleia

PR: A Jesus ressuscitado, que caminha conosco, peçamos que ilumine nossa vida cotidiana, dizendo:

AS: Ficai conosco, Senhor.

1-Quando membros da Igreja se fecham em si e não se abrem ao Ressuscitado, digamos.

2-Quando as incertezas e as dúvidas nos atingem, digamos.

3-Quando, no dia a dia, nos deixamos vencer pelo medo e desânimo, digamos.

4-Quando nossas comunidades esmorecem na fé, na esperança e na caridade, digamos.

5-Quando as famílias não reconhecem o valor do diálogo e do respeito, digamos.

PR: Senhor Jesus, fazei que sempre sintamos arder nosso coração quando nos falardes e saibamos reconhecer-vos em cada irmão e irmã que encontrarmos em nosso caminho. Vós, que viveis e reinais para sempre. Amém”. (Liturgia Diária)

 

Oração do Papa Emérito Bento XVI: “Por intercessão de Maria Santíssima, rezemos a fim de que todos os cristãos e comunidades, ao reviver a experiência dos discípulos de Emaús, redescubram a graça do encontro transformador com o Senhor ressuscitado”.

Jane amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

29 de abril de 2014 at 11:20 Deixe um comentário

Santa Catarina de Sena (Doutora da Igreja) – 29 de Abril

         

 

“Santa Catarina de Sena nasceu em Sena, Itália, em 25 de março de 1347. Era a mais moça de vinte ou mais irmãos. Catarina desde pequena tinha visões e fazia penitências e austeridades, contra uma severa oposição familiar. Aos sete anos consagrou sua virgindade a Cristo e com apenas 16 anos tomou o hábito da Terceira Ordem Dominicana. Sempre sofria de doenças e praticamente não se alimentava, à exceção do Santíssimo Sacramento.

Santa Catarina tinha um grupo de seguidores que a acompanhava em suas inúmeras viagens. Foi responsável por várias conversões. Ela não sabia escrever, mas ditou mais de 350 cartas e o livro Diálogos, que trata da vida espiritual do homem em forma de uma série de colóquios entre o Pai Eterno e a alma humana (representada pela própria Santa Catarina).

Os últimos anos de sua vida foram dedicados a questões políticas da Igreja. Nesta época, o Papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas. Santa Catarina juntou-se às pessoas que clamavam pela volta do Papa Gregório XI a Roma. Em 17 de janeiro de 1377, o dia em que o Papa partiu de volta para Roma por mar, Santa Catarina e seus seguidores iniciaram o mesmo trajeto por terra.

Em 1378, após a morte de Gregório XI, Urbano VI é eleito Papa em Roma, e um rival é posto em Avignon. Santa Catarina tenta, com suas cartas, o reconhecimento da legitimidade do Papa Urbano VI por parte de governantes e cardeais europeus. O Papa convida-a a Roma para ajudá-lo nesta causa, e ela vai. Em 1380, sofre um derrame e morre dias depois, em 29 de abril. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva, próximo ao de Fra Angelico.

Um de seus seguidores e seu confessor, Fr. Raimundo de Cápua, posteriormente Mestre da Ordem Dominicana, escreveu a biografia de Santa Catarina, que influenciou seu processo de canonização, levado a efeito em 1461 pelo Papa Pio II. Foi declarada Doutora de Igreja em 1970”.

          “Tomando um exemplo entre muitos, eis o que disse ela por carta a Fr. Raimundo Cápua quando teve notícia de seu esmorecimento em certa empresa a que ela o enviara, e de seu recuo diante dos ferozes adeptos de Clemente VII, o falso papa. Depois de algumas exprobrações, alternativamente maternais e filiais, como só ela sabia fazer, terminava assim a carta:

‘Ó meu pobre pai, como tua alma e a minha estariam felizes se, com teu próprio sangue, tivesses cimentado uma pedra a mais nos muros da Igreja! Choremos, pensando que por nossa falta de coragem deixamos de merecer tamanho bem. E agora, deixemos os nossos dentes de leite; e exercitemos os de adultos: os fortes dentes do ódio e do amor. Revistamo-nos com a couraça da Caridade e empunhemos o escudo da santa Fé. Como homens feitos, corramos ao combate, e agüentemos os golpes, firmes com uma cruz ao peito, e uma cruz às costas… E para que Deus nos conceda esta graça, a ti, a mim, aos outros, comecemos desde já a oferecer-lhe nossas lágrimas, e nosso desejo muito doce, mas muito amargo por causa de nossas falhas que nos privaram de tão grande bem. Eia, pois, filho, afoga-te no sangue do Cristo crucificado; banha-te no sangue; sacia-te no sangue; inebria-te no sangue; protege-te, alegra-te e chora por ti mesmo, no sangue; cresce e fortifica-te, no sangue; deixa a tua tibieza e tua cegueira no sangue do Cordeiro imolado: e iluminado enfim, corre, corre, meu viril cavalheiro, no encalço da honra de Deus, do bem da Igreja, e da salvação das almas — no sangue.’”  

“Para Catarina, como para Luiz de França, a volta ao pecado, a recaída no amor desregrado de si mesmo, a ofensa ao sangue do Cordeiro, tinham repugnância maior que um vômito de cão; para ela, como para o santo rei, era preferível acordar coberta de lepra do que ofender a Deus. Esse horror instintivo que nós temos pela carne esfarinhada, intumescida e purulenta, esse medo que se esconde em nossos subterrâneos e vem povoar nossos piores pesadelos, dá uma idéia ainda imperfeita do horror da santa pelo pecado. Por um dom especial, ela sentia-lhe o mau cheiro: o amor próprio, o orgulho, a concupiscência, eram para ela tão sufocantes como as maiores podridões físicas. Sentia-os com intenso sofrimento, chegando ao desmaio”. 

ORAÇÃO À SANTA CATARINA DE SENA

            Ó Catarina de Sena, irresistível Santa, à força de tua palavra não resistem os corações dos pecadores e alcançam o Reino dos céus, pela tua fé ardente e pela tua insistente oração. Como outrora, faça sentir hoje o poder de tua intercessão, para fortalecer a frágil paz entre os homens, libertar as vítimas das injustiças e todos os oprimidos por qualquer adversidade. Conforta e cura os que sofrem dos males do corpo e da alma. Roga a Jesus Cristo, Supremo Pastor, pela paz de todo o mundo, pela unidade e fidelidade do Povo de Deus, a Igreja. Pede também pelo bem de Nossa Pátria, o Brasil.Finalmente, se recorda também de mim, que te invoco com fé, sabendo que nunca abandonas na dificuldade, os que te consideram como mãe e mestra. Amém.

29 de abril de 2014 at 8:46 Deixe um comentário

Uma comunidade cristã está em paz, testemunha Cristo e assiste os pobres – o Papa em Santa Marta

2014-04-29 Rádio Vaticana

Uma comunidade cristã deve viver em paz, testemunhar Cristo e assistir os pobres – estas as três mensagens principais transmitidas pelo Papa Francisco na missa desta terça-feira na Capela da Casa da Santa Marta.
O Santo Padre referiu-se na sua homilia às primeiras comunidades cristãs, aos primeiros grupos de homens e mulheres que procuravam viver como Jesus lhes tinha ensinado. E o Papa Francisco, desde logo afirmou que a primeira característica destas primeiras comunidades era a sua coesão de vida em paz. Tinham um só coração e uma só alma:
“Tinha um só coração e uma só alma. A paz. Uma comunidade em paz. Isto significa que naquela comunidade não havia lugar para os mexericos, para as invejas, para as calúnias, para as difamações. Paz. O perdão: o amor cobria tudo. Para qualificar uma comunidade cristã sobre isto, devemos perguntarmo-nos como é a atitude dos cristãos. São mansos e humildes?”
O Papa Francisco sublinhou ainda o testemunho que os primeiros cristãos davam da ressurreição de Cristo e interrogou-se sobre se as nossas comunidades de hoje dão esse testemunho; se cada paróquia, comunidade ou diocese acredita verdadeiramente que Jesus Cristo ressuscitou!?
Finalmente, o Santo Padre considerou uma terceira característica essencial das primeiras comunidades: a sua simplicidade e pobreza. E também aqui lançou interrogações para avaliarmos a vida das nossas comunidades. Em concreto duas pistas de reflexão:
“Primeiro: como é a atitude desta comunidade com os pobres? Segundo: esta comunidade é pobre? Pobre de coração, pobre de espírito? Ou mete a sua confiança nas riquezas? No poder? Harmonia, testemunho, pobreza e tratar dos pobres.” (RS)

29 de abril de 2014 at 8:42 Deixe um comentário

Frases de São Josemaria Escrivá – Fundador da Sociedade Sacerdotal de Santa Cruz e da Opus Dei

1-“O abandono à vontade de Deus é o segredo para sermos felizes na terra”.

2-“Confia sempre no teu Deus. Ele não perde batalhas”.

3-Fazei tudo por amor. Assim não há coisas pequenas: tudo é grande”.

4- Queres de verdade ser santo? Cumpre o pequeno dever de cada momento: faz o que deves e está no que fazes”.

5-“Aspiração: que eu seja bom, e todos os outros melhores do que eu”.

6-“Se não procuras a intimidade com Cristo a oração e no Pão, como poderás dá-Lo a conhecer?”

7-“Não o esqueças: tem mais aquele que precisa de menos. Não cries necessidades!”

8-“Recorre ao teu Anjo da Guarda na hora da provação, e ele te protegerá contra o demônio e te dará santas inspirações”.

9-“Perde o medo de chamar o Senhor pelo seu nome – Jesus- e de Lhe dizer que O amas”.

10-“Não desanimes. Eu te vi lutar…A tua derrota de hoje é treino para a vitória definitiva”.

11- “Os santos não foram seres disformes, casos de estudo para um médico modernista. Foram e são normais; de carne, como a tua. E venceram”.

12-“Se não te levantas à uma hora fixa, nunca cumprirás o teu plano de vida”.

13-“Não discutais. Da discussão não costuma sair a luz, porque é apagada pela paixão”.

14-“Sede homens e mulheres do mundo, mas não sejais homens ou mulheres mundanos”.

15-“É má disposição ouvir a Palavra de Deus com espírito crítico”.

16-“Que a sua perseverança não seja consequência cega do primeiro impulso, fruto da inércia; que seja uma perseverança refletida”.

17-“Começar é de todos, perseverar, de santos”.

18-“Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por amor, com consciência do dever, que é abnegação”.

19-“Qual o segredo da perseverança? O amor. Enamora-te, e não O deixarás”.

20-“Não deixes o teu trabalho para amanhã”.

28 de abril de 2014 at 9:35 Deixe um comentário

Hino a Nossa Senhora da Penha


Favor clicar abaixo e à direita para assistir no Youtube.

28 de abril de 2014 at 3:34 Deixe um comentário

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