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A confissão como um modo de fortalecimento da vida cristã, a grande intuição do Cura d’Ars

Corpo incorrupto de São João Maria Vianney no Santuário do Cura d'Ars em Ars, França

Corpo incorrupto de São João Maria Vianney no Santuário do Cura d’Ars em Ars, França

“Essa intuição do Cura d’Ars deveria nos ajudar a renovar, não só a maneira de fazer a confissão, a maneira de entender a confissão, mas renovar a maneira de trabalhar a própria vida cristã. De sermos discípulos e missionários. Só seremos missionários quando pudermos ser discípulos. E só seremos discípulos quando nos convertermos das nossas próprias ideias e ações para deixar a medida no Evangelho de Cristo.”

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

“Se eu fosse padre, queria conquistar muitas almas”, disse certa vez São João Maria Vianey, antes de ser ordenado sacerdote.

“O Senhor Jesus Cristo, médico das nossas almas e dos nossos corpos, que perdoou os pecados ao paralítico e lhe restituiu a saúde do corpo,  quis que a sua Igreja continuasse, com a força do Espírito Santo, a sua obra de cura e de salvação, mesmo para com os seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramente da Penitência e o da Unção dos enfermos (CIC 1421) (…). Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão” (CIC 1422).

São João Maria Vianney vivia em tempo de muito rigorismo, “de penitências muito pesadas dadas às pessoas, uma forma de pagar com rigor sua ofensa a Deus”. Mesmo ele, recebendo sua formação neste contexto, acabou por herdar esse rigorismo, até se deparar com os ensinamentos de Santo Afonso Ligório e ter experimentado a misericórdia de Deus.  “Foi um homem que atraiu multidões por causa da misericórdia e do jeito que ele tinha de acolher as pessoas. Um homem que tinha uma inteligência fabulosa em matéria de relações interpessoais, um homem que amava Deus, amava o seu povo e amava o que fazia”.

O Cura d’Ars trabalhou muito esta questão da misericórdia, porque ele dizia que não adianta você chegar com uma lista de pecados para se confessar. Você vai trazer a mesma lista na próxima confissão! Então ele mandou instalar uma capela, a capela do Ecce homo, onde tem o corpo do Cristo morto, mas com a ferida do lado aberta, voltada para as pessoas. Ele queria que as pessoas meditassem sobre a morte de Cristo e entrasse pelo coração de Cristo. Tivesse o dom do arrependimento, para que de fato, na próxima confissão, a pessoa pudesse confessar outros pecados, e começar a caminhar no caminho de Deus.

 

A grande revolução do Cura d’Ars, é que ele agia com misericórdia, ele não trabalhava com listas de pecado, mas trabalhava de fato com o sentimento de arrependimento e uma vontade de mudança de vida. Isso fazia a conversão das pessoas. Isso mudava a vida das pessoas. Por isso as história do demônio que ficava até irritado com o Cura d’Ars e não se irritava com os outros padres com a confissão. Porque uma confissão que demanda, que põe em marcha uma conversão, faz toda a diferença na vida cristã. E essa era a grande dificuldade do demônio com o Cura d’Ars. Ele não só atendia confissão, mas ele mudava a vida das pessoas para melhor. Esta é a dinâmica da confissão. Essa dinâmica ele pegou não no jansenismo, não no rigorismo da sua época, mas no ligorismo, na Teologia Moral de Santo Afonso de Ligório, que pode fazer com que sua experiência se transformasse em uma experiência boa, uma experiência ruim, de machucado, de ferida, se transformasse na experiência do amor curativo de Deus.”

 

O Cura d’Ars, teve esta intuição, da confissão como um modo de fortalecimento da vida cristão, de conversão e fidelidade do cristão:

 

Em Ars, até hoje, existe a tradição de atender confissão. As pessoas vêm para Ars e querem se confessar. Então nós temos um padre a cada hora e meia, em turnos, nós temos padres toda manhã e toda tarde, para atender os peregrinos. Mas a orientação é esta, não simplesmente atender uma pessoa e dar a absolvição, mas demandar onde é que ela de fato se arrepende e onde ela pode se converter. Essa era a grande intuição do Cura d’Ars: a confissão como um modo de fortalecimento da vida cristã, o modo de conversão do cristão, o modo de fidelidade do cristão, não a si mesmo, não às próprias ideias, mas fidelidade ao Evangelho de Jesus. Essa era a grande intuição do Cura d’Ars. Isso nós, como Missionários da Misericórdia, eu e outros padres que aqui trabalham, tentamos colocar em prática a cada penitente que chega. Essa intuição do Cura d’Ars deveria nos ajudar a renovar, não só a maneira de fazer a confissão, a maneira de entender a confissão, mas renovar a maneira de trabalhar a própria vida cristã. De sermos discípulos e missionários. Só seremos missionários quando pudermos ser discípulos. E só seremos discípulos quando nos convertermos das nossas próprias ideias e ações para deixar a medida no Evangelho de Cristo. Nós seguimos Jesus. Não é Jesus que nos segue. E a confissão nos ajuda a questionar, a perceber, e a mudar de vida.

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4 de agosto de 2019 at 5:43 Deixe um comentário

Papa beatifica 7 bispos: mártires da fé que deixaram ao povo romeno uma herança preciosa

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“Os novos Beatos sofreram e sacrificaram a sua vida, opondo-se a um sistema ideológico iliberal e coercivo dos direitos fundamentais da pessoa humana”, sublinhou Francisco

Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco deixou Bucareste, na manhã deste domingo (02/06), último dia de sua visita à Romênia, em direção a Sibiu.

Ao chegar a Sibiu, embarcou num helicóptero e foi a Blaj, onde beatificou sete bispos greco-católicos mártires romenos, durante a Divina Liturgia, celebrada no Campo da Liberdade.

Os sete bispos greco-católicos mártires beatificados são: Vasile Aftenie (1899-1950), bispo titular de Ulpiana e bispo auxiliar da Arquieparquia de Alba Iulia e Făgăraș; Valeriu Traian Frenţiu (1875-1952), bispo de Oradea; Ioan Suciu (1907-1953), administrador apostólico da Arquieparquia de Alba Iulia e Făgăraș; Tit Liviu Chinezu (1904-1955) bispo auxiliar da Arquieparquia de Alba Iulia e Făgăraș; Ioan Bălan (1880-1959), bispo de Lugoj; Alexandru Rosu (1884-1963), bispo de Maramureș; e Iuliu Hossu (1885-1970), bispo de Cluj Gherla.

 A lógica do Senhor é diferente

“O cego de nascença” foi a passagem do Evangelho de São João que norteou a homilia do Papa Francisco.

“Jesus, como os seus discípulos, vê o cego de nascença. É capaz de o reconhecer e colocá-lo no centro. Depois de ter declarado que a sua cegueira não era fruto do pecado, mistura o pó da terra com a sua saliva e, com a lama feita, unge os seus olhos; depois ordena-lhe que vá lavar-se na piscina de Siloé. Depois de se ter lavado, o cego recupera a vista.”

Francisco disse que “é interessante notar que o milagre é narrado apenas em dois versículos; todos os outros concentram-se, não sobre o cego curado, mas sobre as discussões que levanta. Parece que a sua vida e especialmente a sua cura se tornem banais, jocosas ou motivos de debate bem como de enfado e irritação”.

“Toda a cena e as discussões revelam como é difícil entender as ações e as prioridades de Jesus, capaz de trazer para o centro aquele que estava na periferia. O cego tinha de conviver não apenas com a sua própria cegueira, mas também com a daqueles que o rodeavam”, frisou o Papa que acrescentou:

“É o que fazem as resistências e hostilidades que surgem no coração humano, quando no centro, em vez das pessoas, se colocam interesses particulares, rótulos, teorias, abstrações e ideologias, que, onde campeiam, nada mais fazem senão cegar tudo e a todos. Mas a lógica do Senhor é diferente: longe de se esconder na inatividade ou na abstração ideológica, procura a pessoa com o seu rosto, com as suas feridas e a sua história. Vai ao encontro dela, e não Se deixa enganar por discursos que são incapazes de dar prioridade e pôr no centro aquilo que realmente é importante.”

Liberdade e misericórdia: heranças dos novos beatos

O Papa sublinhou que “estas terras conhecem bem o sofrimento do povo, quando o peso da ideologia ou dum regime é mais forte do que a vida e se antepõe como norma à própria vida e à fé das pessoas; quando a capacidade de decisão, a liberdade e o espaço para a criatividade se veem reduzidos e até eliminados”.

“Vocês suportaram os discursos e as intervenções baseadas no descrédito que chegavam à expulsão e aniquilação de quem não se pode defender, e silenciavam as vozes dissonantes”, disse ainda Francisco.

“Pensemos, em particular, nos sete Bispos greco-católicos que tive a alegria de proclamar Beatos. Perante a feroz opressão do regime, demonstraram uma fé e um amor exemplares pelo seu povo. Com grande coragem e fortaleza interior, aceitaram estar sujeitos a dura prisão e a todo o tipo de maus-tratos, para não renegar a pertença à sua amada Igreja. Estes pastores, mártires da fé, recuperaram e deixaram ao povo romeno uma herança preciosa que podemos resumir em duas palavras: liberdade e misericórdia.”

A propósito da liberdade, Francisco destacou o fato de a Divina Liturgia ser celebrada no «Campo da Liberdade».

“Este significativo lugar recorda a unidade de seu povo que se realizou na diversidade das suas expressões religiosas: isto constitui um patrimônio espiritual que enriquece e caracteriza a cultura e a identidade nacionais romenas. Os novos Beatos sofreram e sacrificaram a sua vida, opondo-se a um sistema ideológico iliberal e coercivo dos direitos fundamentais da pessoa humana. Naquele triste período, a vida da comunidade católica foi colocada a dura prova pelo regime ditatorial e ateu: todos os bispos e muitos fiéis da Igreja Greco-Católica e da Igreja Católica de Rito Latino foram perseguidos e encarcerados.”

Mensagem profética

O outro aspeto da herança espiritual dos novos Beatos é a misericórdia.

“Neles, a tenacidade em professar a sua fidelidade a Cristo foi acompanhada por uma disposição ao martírio sem palavras de ódio contra os perseguidores, em relação aos quais demonstraram uma substancial mansidão. É eloquente o que declarou durante a sua prisão o Bispo D. Iuliu Hossu: «Deus mandou-nos para estas trevas do sofrimento, a fim de perdoar e rezar pela conversão de todos».”

“Estas palavras são o símbolo e a síntese da atitude com que estes Beatos, no período da provação, sustentaram o seu povo para continuar confessando a fé sem cedências nem retaliações. Esta atitude de misericórdia para com os verdugos é uma mensagem profética, porque aparece hoje como um convite a todos a superarem o rancor com a caridade e o perdão, vivendo com coerência e coragem a fé cristã.”

Novas ideologias

Francisco destacou que “também hoje voltam a surgir novas ideologias que procuram, de maneira sutil, impor-se e desarraigar o nosso povo das suas mais ricas tradições culturais e religiosas. Colonizações ideológicas, que desprezam o valor da pessoa, da vida, do matrimónio e da família e, com propostas alienantes e não menos ateias do que no passado, lesam de modo particular os nossos jovens e crianças deixando-os privados de raízes que lhes permitam crescer. E então tudo se torna irrelevante, se não servir os próprios interesses imediatos, e induz as pessoas a aproveitarem-se umas das outras e a tratá-las como meros objetos. São vozes que, semeando medo e divisão, procuram cancelar e sepultar a herança mais preciosa que estas terras viram nascer”.

Fraternidade e o diálogo

O Papa incentivou os romenos a levarem a luz do Evangelho às pessoas do nosso tempo e continuarem lutando, como os bispos beatos mártires, contra as novas ideologias que vão surgindo.

Que vocês sejam “testemunhas de liberdade e misericórdia, fazendo prevalecer a fraternidade e o diálogo sobre as divisões, incrementando a fraternidade do sangue que tem a sua origem no período de sofrimento em que os cristãos, divididos ao longo da história, se descobriram mais próximos e solidários”, concluiu.

Dados sobre a Divina Liturgia

Liturgia: o cálice e o evangeliário da Missa são os mesmos utilizados por um dos mártires, o bispo Traian Frentiu, o mais idoso no momento da prisão dos bispos greco-católicos romenos.

A cadeira litúrgica da Missa é feita de tábuas de madeira dos leitos das prisões e com as barras de ferro das janelas das prisões onde morreram os novos beatos.

História: desde a noite de 28-29 de novembro de 1948, quando todos os bispos greco-católicos foram presos, até 25 de dezembro de 1989, fim do regime comunista, a única Divina Liturgia em romeno para os fiéis era a transmitida pela Rádio Vaticano.

Outros dados:

Na Divina Liturgia em Blaj, presidida pelo Papa Francisco, estavam presentes – segundo os organizadores locais – cerca de 100.000 pessoas. Entre as autoridades presentes: o presidente Klaus Iohannis, a primeira-ministro Viorica Dancila com alguns membros do governo e o prefeito de Blaj.

Além dos fiéis reunidos no Campo da Liberdade de Blaj, outras 20.000 pessoas seguiram a Divina Liturgia em telões em algumas das praças de Blaj.

5 de junho de 2019 at 5:35 Deixe um comentário

Dom Angelelli, dois sacerdotes e um leigo beatificados na Argentina

Dom Enrico Angelo Angelelli Carletti será beatificado neste sábado, na Argentina
Foram beatificados neste sábado em La Rioja, Dom Henrique Angelelli, “Bispo dos Pobres”, e seus três colaboradores mártires, vítimas da ditadura militar argentina. Incorporaram perfeitamente os ditames do Concílio Vaticano II e foram mortos por causa de sua atividade consciente de promover a justiça cristã, disse o cardeal Angelo Becciu na homilia da cerimônia de beatificação.

Roberta Barbi – Cidade do Vaticano

Beatos por estarem sempre “prontos para responder a qualquer um que pedisse a razão de sua esperança” e por darem “um heroico testemunho cristão”, culminando no sacrifício final de si mesmos, coroado pelo martírio. Assim o cardeal Angelo Becciu apresentou à multidão que participou da Missa de beatificação na manhã deste sábado em La Rioja, Dom Enrico Angelelli Carletti, padre Gabriel Longueville, padre Carlos de Dios Murias e Wenceslao Pedernera. Eles foram mortos “in odium fidei”  na Diocese onde atuavam, no verão de 1976.

Os mártires têm uma “grande recompensa no céu”

“Ícone do bom pastor, enamorado de Cristo e do próximo”: assim falou do então bispo de La Rioja, Dom Angelelli Carletti, que soube conquistar ótimos colaboradores e muitas conversões para a Igreja.

Entre os primeiros estão os outros dois padres Beatos: o religioso franciscano Carlos de Dios Murias, que se destacou “pelo espírito de oração e real desapego dos bens materiais”, e Gabriel Longueville, “homem da Eucaristia”. Todos os três foram capazes de compreender e responder aos desafios da evangelização voltados às camadas mais desfavorecidas da população.

Às conversões por seu intermédio, pertence o leigo Pedernera, que se tornou catequista e membro ativo do Movimento Católico Rural. Se, de fato, os primeiros são um exemplo para pastores e sacerdotes de hoje – para que exerçam seu ministério “com ardente caridade, fortes na fé também nas dificuldades, prontos para abraçar a cruz” – este último,  pai de família, fala a todos nós e nos exorta a distinguir-nos “pela transparência da fé” e a nos deixarmos guiar por ela nas decisões mais importantes da vida.

Um clima político “incandescente”

Para melhor compreender o contexto em que os quatro novos Beatos viveram e agiram, o cardeal Becciu, em sua homilia, abordou o tema da perseguição religiosa que derivou da instauração da ditadura militar argentina na década de 1970, que “olhava com suspeita toda forma de defesa da justiça social”.

“Oficialmente, o poder político se professava respeitoso e até mesmo um defensor da religião cristã – explicou o prefeito -, mas na realidade pretendia instrumentalizá-la, pretendendo uma atitude de apoio por parte do clero e passiva por parte dos fiéis”.

Diferentemente, por outro lado, agiram os novos Beatos, que continuaram a professar e testemunhar uma fé que tivesse reflexos na vida concreta, para que “o Evangelho se tornasse o fermento de uma nova humanidade, fundada na justiça, na solidariedade e na igualdade”.

28 de abril de 2019 at 11:46 Deixe um comentário

A Igreja terá 9 novos Beatos e 5 Veneráveis

Papa Francisco

Papa Francisco

Recebendo nesta terça-feira (19/03) em audiência o card. Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa Francisco autorizou a promulgação dos novos Decretos que darão à Igreja 9 novos Beatos e com o reconhecimento das virtudes heróicas: 5 novos Veneráveis Servos de Deus.

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Entre os Beatos 7 bispos mártires do regime comunista na Romênia e o missionário italiano Pime Alfredo Cremonesi, assassinado na Birmânia.

Os 9 novos Beatos

Pelo milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Maria Emilia Riquelme y Zayas, Fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias do Santíssimo Sacramento e da Beata Maria Virgem Imaculada, nascida em Granada (Espanha) em 5 de agosto de 1847 e ali falecida em 10 de dezembro de 1940;

Pelo martírio dos Servos de Deus Valerio Traiano Frenţiu, Vasile Aftenie, Giovanni Suciu, Tito Livio Chinezu, Giovanni Bălan, Alessandro Rusu e Giulio Hossu, bispos; assassinados por ódio à Fé em vários lugares da Romênia entre 1950 e 1970;

Pelo martírio do Servo de Deus Alfredo Cremonesi, sacerdote professo do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras; nascido em Ripalta Guerina (Itália) em 16 de maio de 1902 e assassinado por ódio à Fé no vilarejo de Donoku (Myanmar) em 7 de fevereiro de 1953;

Os 5 novos Veneráveis Servos de Deus

Pelas virtudes heróicas do Servo de Deus Francesco Maria Di Francia, sacerdote diocesano, Fundador da Congregação das Irmãs Capuchinhas do Sagrado Coração; nascido em Messina (Itália) em 19 de fevereiro de 1853 e falecido em Roccalumera (Itália) em 22 de dezembro de 1913;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Hueber, Fundadora da Congregação das Irmãs Terciárias de São Francisco; nascida em Bressanone (hoje Itália) em 22 de maio de 1653 e ali falecida a 31 de julho de 1705;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Teresa Camera, Fundadora da Congregação das Filhas de Nossa Senhora da Piedade; nascida em Ovada (Itália) em 8 de outubro de 1818 e ali falecida a 24 de março de 1894;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Teresa Gabrieli, Co-fundadora da Congregação das Irmãs das Pobrezinhas – Instituto Palazzolo; nasceu em Bérgamo (Itália) no dia 13 de setembro de 1837 e ali morreu no dia 6 de fevereiro de 1908;

Pelas virtudes heróicas da Serva de Deus Giovanna Francesca do Espírito Santo (nome de nascimento, Luisa Ferrari), Fundadora do Instituto das Irmãs Franciscanas Missionárias do Verbo Encarnado; nascida em Reggio Emilia (Itália) em 14 de setembro de 1888 e falecida em Fiesole (Itália) em 21 de dezembro de 1984.

Padre Alfredo Cremonesi mártir em Myanmar

Entre os novos Beatos está o padre Alfredo Cremonesi, missionário do PIME na Birmânia (Myanmar), assassinado em 7 de fevereiro de 1953 no seu vilarejo de Donokù. Foi imediatamente invocado como “mártir”, porque deu a sua vida pelo seu rebanho. Tinha sido convidado a retirar-se de um lugar muito perigoso: ficou com o seu povo pagando com a sua vida. Três os motivos para a sua próxima beatificação: o padre Cremonesi era, antes de mais nada, um missionário santo. O martírio foi um dom de Deus a um homem que já era todo seu: oração, mortificação, doação total ao próximo mais pobre e abandonado. Os santos nunca envelhecem. O padre Alfredo era também um missionário moderno. Ele tinha um conceito avançado de missão (para aqueles tempos): diz-nos que devemos sempre olhar em frente, estar abertos às coisas novas que o Espírito suscita na Igreja, mesmo que perturbem a nossa preguiça. Enfim, ele era um autêntico missionário, projetado para tribos não-cristãs para anunciar Cristo. Grande viajante, percorria longas distâncias quase sempre a pé, entre guerrilheiros e ladrões, e se adaptava à vida das pessoas locais, com grande espírito de sacrifício.

30 de março de 2019 at 5:41 Deixe um comentário

Santa Matilde – 14 de março

Santa Matilde, mulher cheia de compaixão que dentro das possibilidades ajudou a muitos

Santa Matilde foi educada numa nobre família junto a um mosteiro beneditino. Cresceu e casou-se com Henrique I, rei da Alemanha, mas manteve sua nobreza interior, não deixando influenciar-se pelo poder. Teve cinco filhos, e sempre como mãe humilde e orante, buscou ensinar aos filhos os caminhos da salvação eterna.

Matilde também foi mãe para o povo, para os pobres. Mulher cheia de compaixão que dentro das possibilidades ajudou e influenciou a muitos.

Com o falecimento de Henrique I, essa grande mulher de Deus disse aos filhos: “Gravai bem no vosso coração o temor de Deus. Ele é o Rei e Senhor verdadeiro, que dá poder e dignidade perecíveis. Feliz aquele que prepara sua eterna salvação”.

Com a morte do marido, o seu calvário começou: foi traída pelos filhos, sob a falsa acusação de que estaria desperdiçando os bens com os pobres. Retirou-se para um convento e ali intercedeu pelos seus amados filhos, através da oração e sacrifícios.

Seus filhos então, tomaram consciência da injustiça que estavam cometendo. Com a conversão deles, teve mais facilidade para ajudar a muitos outros pobres. Em 968 partiu para o Reino dos céus, o Reino dos santos.

Santa Matilde, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

14 de março de 2019 at 5:41 Deixe um comentário

Cardeal John Henry Newman será proclamado Santo – “O Coração fala ao coração”

Cardeal John NewmanCardeal John Newman

Serão proclamados Santos o cardeal John Henry Newman e Maria Teresa Chiramel Mankidian, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família. Será Beato Vittorio Emilio Moscoso Cárdenas, sacerdote da Companhia de Jesus, morto por ódio a fé no Equador em 1897. Reconhecidas as virtudes heroicas do cardeal húngaro József Mindszenty, Giovanni Battista Zuaboni, Emanuele García Nieto, Ir. Serafina Formai e Maria Berenice Duque Hencker, tornando-se Servos de Deus.

Padre Arnaldo Rodrigues – Cidade do Vaticano

“ Louvor Àquele que é Santíssimo no alto dos céus. E louvor nas profundezas; Belíssimo em todas as suas palavras, mas muito mais em todos os seus caminhos! (Cardeal John Newman – The dream of Gerontius) ”

Papa Francisco autorizou na terça-feira, 12 de fevereiro, Sua Eminência o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, a promulgar o decreto que proclamará santo o cardeal John Henry Newman, fundador do Oratório de São Felipe Neri na Inglaterra.

Cardeal John Newman

O cardeal Newman foi beatificado por Bento XVI em 19 de setembro de 2010 em Cofton Park di Rednal, em Birminghan, Inglaterra. Em suas palavras na homilia de beatificação recordou o seu lema que era Cor ad cor loquitur, “O Coração fala ao coração” e um pequeno trecho de seus escritos:

“ O hábito da oração, que é a prática de se dirigir a Deus e ao mundo invisível em cada época, em todos os lugares, em qualquer emergência, a oração, digo, possui aquilo que pode ser chamado um efeito natural no espiritualizar e elevar a alma. Um homem já não é o que era antes; gradualmente… interiorizou um novo sistema de ideias e tornou-se impregnado de princípios límpidos (Parochial and plain sermons, IV, 230-231). ”

O Papa Bento XVI recordou também que “o ensinamento do Beato John Henry sobre a oração explica como o fiel cristão se colocou de modo definitivo ao serviço do único verdadeiro Mestre, e só Ele tem o direito à nossa devoção incondicionada (cf. Mt 23, 10). Newman ajuda-nos a compreender o que isto significa na nossa vida quotidiana: diz-nos que o nosso Mestre divino atribuiu uma tarefa específica a cada um de nós, um «serviço bem definido», confiado unicamente a cada indivíduo:

“ Eu tenho a minha missão — escrevia — sou um elo numa corrente, um vínculo de ligação entre as pessoas. Ele não me criou para nada. Praticarei o bem, realizarei a sua obra; serei um anjo de paz, um pregador de verdade precisamente no meu lugar… se o fizer obedecerei aos seus mandamentos e servi-lo-ei na minha vocação (Meditations and devotions, 301-2). ”

Sobre a importância de um laicato preparado para os dias de hoje, recorda-nos o cardeal Newman:

“ Quero um laicato não arrogante nem polémico, mas homens que conheçam a própria religião, que entrem nela, que saibam bem onde se erigem, que saibam o que crêem e não crêem, que conheçam de tal modo o próprio credo que dele prestem contas, que conheçam bem a própria história para a poder defender (The Present Position of Catholics in England, IX, 390). ”

O Beato John Newman foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao catolicismo, posteriormente nomeado cardeal pelo Papa Leão XIII em 1879. Foi beatificado no dia 19 de setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI. Criador da Universidade Católica na Irlanda e por algum tempo reitor da mesma.

A Beata Maria Theresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família, nascida em Puthenchira (Índia) a 26 de abril de 1876 e falecida em Kuzhikkattussery (Índia) a 8 de junho de 1926, será também em breve santa;

Sera Beato o Servo de Deus Salvador Vittorio Emilio Moscoso Cárdenas, sacerdote professo na Companhia de Jesus, nascido em Cuenca (Equador) a 21 de abril de 1846 e morto, em ódio à fé, em Riobamba (Equador) a 4 de maio de 1897.

Com o reconhecimento das virtudes heróicas, cinco Servos de Deus tornam-se Veneráveis:

– József Mindszenty, cardeal da Santa Igreja Romana, ex arcebispo de Esztergom e Primaz da Hungria; nascido em Csehimindszent (Hungria) a 29 de março de 1892 e falecido em Viena (Áustria) a 6 de Maio de 1975;

– Giovanni Battista Zuaboni, sacerdote diocesano, fundador do Instituto Secular Companhia da Sagrada Família; nascido em Vestone (Itália) a 24 de janeiro de 1880 e falecido em Brescia (Itália) a 12 de dezembro de 1939;

– Emanuele García Nieto, sacerdote professo da Companhia de Jesus, nascido em Macotera (Espanha) a 5 de abril de 1894 e falecido em Comillas (Espanha) a 13 de abril de 1974;

– Ir. Serafina Formai (nascida em Letizia), fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias da Feliz Mensagem; nasceu em Casola Lunigiana (Itália) no dia 28 de agosto de 1876 e morreu em Pontremoli (Itália) no dia 1º de junho de 1954;

– Maria Berenice Duque Hencker (Anna Giulia), fundadora da Congregação das Irmãs da Anunciação; nasceu em Salamina (Colômbia) a 14 de agosto de 1898 e morreu em Medellín (Colômbia) a 25 de julho de 1993.

14 de fevereiro de 2019 at 5:48 Deixe um comentário

Santa Serafina – 13 de fevereiro

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Celebramos, neste dia, a vida de santidade de Santa Serafina, nascida em 1238 e pertencente a uma nobre família italiana. Era uma menina pura, piedosa, de grande mortificação, bondosa e caridosa para com todos. Ela amava muitos aos pais e recebera deles muitos conselhos contra a malícia do mundo. De forma que buscou, com muito empenho, a pureza, a vigilância, a ponto de receber a graça de consagrar-se ao Cristo como esposa do Senhor. Quando tinha apenas 10 anos de idade, Santa Serafina pegou uma grave doença que cobriu seu corpo de chagas incuráveis e dolorosas. Durante toda a sua enfermidade, ela escolheu estar sobre uma tábua, a fim de se assemelhar a Cristo Jesus e, como São Paulo, completar em sua carne, com felicidade, os sofrimentos de Cristo imolado (Cf. Col 1,24). Santa Serafina passou por momentos muito difíceis, porém, devota à Paixão e Morte de Jesus, ofereceu tudo pela conversão dos pecadores. Isso até o ano de 1253, quando com apenas 15 anos de idade e já madura para o Céu, entrou na Casa do Pai.

Santa Serafina, rogai por nós!

Fonte: Site Cleofas

13 de fevereiro de 2019 at 5:43 Deixe um comentário

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