Posts tagged ‘Eucaristia’

«As palavras que vos disse são espírito e são vida» – Reflexão de São João Crisóstomo

«Tomai e comei», disse Jesus, «isto é o meu corpo entregue por vós» (cf 1Cor 11,24). Porque é que os discípulos não ficaram perturbados quando ouviram estas palavras? Porque Cristo já lhes havia dito muitas coisas sobre este assunto (Jo 6). […] Tenhamos, nós também, plena confiança em Deus. Não apresentemos objecções, mesmo quando o que Ele diz parece contrário aos nossos raciocínios e ao que vemos. Que a sua palavra seja dona da nossa razão e mesmo da nossa vista. Assumamos esta atitude perante os mistérios sagrados: não vejamos neles apenas o que pode ser apreendido pelos nossos sentidos, mas tenhamos sobretudo em conta as palavras do Senhor. A sua palavra nunca nos pode enganar, ao passo que os nossos sentidos nos enganam facilmente; Ela nunca erra, mas eles erram frequentemente. Quando o Verbo diz: «Isto é o meu corpo», confiemos nele, acreditemos e contemplemo-Lo com os olhos do espírito. […]

Quantos dizem hoje: «Gostaria de ver Cristo em pessoa, o seu rosto, as suas vestes, as suas sandálias.» Pois bem, na Eucaristia, é Ele que vês, que tocas, que recebes! Desejavas ver as suas vestes; e é Ele que Se dá a ti, não apenas para O veres, mas para O tocares, O receberes, O acolheres no teu coração. Que ninguém se aproxime, pois, com indiferença ou frouxidão, mas que todos venham a Ele animados de um amor ardente.

Fonte: Evangelho Quotidiano

23 de agosto de 2015 at 8:47 Deixe um comentário

«Vinde ao banquete de núpcias» – São Tiago de Sarug

«Vinde ao banquete de núpcias»

As mulheres não estão tão fortemente unidas aos maridos como a Igreja está ao Filho de Deus. Que esposo, para além de Nosso Senhor, morreu jamais por sua esposa, que esposa escolheu jamais um crucificado como esposo? Quem deu jamais o seu sangue como presente a sua esposa, senão Aquele que morreu na cruz, selando a união nupcial por meio das suas chagas? Quem se viu jamais morto e jacente no banquete das próprias núpcias, com a esposa a seu lado, pedindo para ser consolada? Em que festa, em que banquete, senão neste, se distribuiu aos convivas, sob a forma de pão, o corpo do esposo?

A morte separa as esposas dos maridos, mas neste caso une a Esposa a seu Bem-Amado. Ele morreu na cruz, deixando o seu corpo a sua gloriosa Esposa; agora, Ela toma-O em alimento todos os dias à sua mesa. Alimenta-se dele sob a forma de pão e sob a forma de vinho, para que o mundo reconheça que já não são dois, mas um só.

Texto: Evangelho Quotidiano

22 de agosto de 2015 at 7:51 Deixe um comentário

«Eu sou o pão da vida» – Reflexão de Balduíno de Ford, abade e bispo

Cristo diz  «Quem vem a Mim não mais terá fome e quem crê em Mim jamais terá sede» […]. E o salmista diz: «O pão, que lhe robustece as forças», e «o vinho, que alegra o coração do homem» (103, 15). Para os que crêem n’Ele, Cristo é alimento e bebida, pão e vinho. Pão que fortifica e robustece […], bebida e vinho que alegra […]. Tudo o que em nós é forte e sólido, jubiloso e alegre para cumprirmos os mandamentos de Deus, suportarmos o sofrimento, executarmos a obediência e defendermos a justiça, tudo isso é força deste pão e alegria deste vinho. Felizes os que agem com força e com alegria! E, dado que ninguém o pode fazer sozinho, felizes aqueles que avidamente desejam praticar o que é justo e honesto, e pôr em todas as coisas a força e a alegria dadas por Aquele que disse: «Felizes os que têm fome e sede de justiça» (Mt 5, 6). Se Cristo é o pão e a bebida que asseguram agora a força e a alegria dos justos, não o será Ele muito mais no céu, quando aos justos Se der por completo?

Notemo-lo, nas palavras de Cristo […], este alimento que fica para a vida eterna é chamado «pão do céu», verdadeiro pão, pão de Deus, pão da vida. […] Pão de Deus para o distinguir do pão que é feito e preparado pelo padeiro […]; pão da vida, para o distinguir desse pão perecível que não é a vida nem a dá, apenas a conserva, com dificuldade e por algum tempo apenas. Este, pelo contrário, é a vida, dá a vida, conserva uma vida que nada deve à morte.

Fonte: Evangelho Quotidiano

1 de agosto de 2015 at 7:41 Deixe um comentário

Eucaristia – Reflexão de Santo Tomás de Aquino

Ó precioso e admirável banquete!

O unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da sua divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, dos homens fizesse deuses.

Assim, tudo quanto assumiu da nossa natureza humana, empregou-o para nossa salvação. Seu corpo, por exemplo, ele o ofereceu a Deus Pai como sacrifício no altar da cruz, para nossa reconciliação; seu sangue, ele o derramou ao mesmo tempo como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados.

Mas, a fim de que permanecesse para sempre entre nós o memorial de tão imenso benefício, ele deixou aos fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o seu corpo como alimento e o seu sangue como bebida. Ó precioso e admirável banquete, fonte de salvação e repleto de toda suavidade! Que há de mais precioso que este banquete? Nele, já não é mais a carne de novilhos e cabritos que nos é dada a comer, como na antiga Lei, mas é o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que se nos dá em alimento. Poderia haver algo de mais admirável que este sacramento?

De fato, nenhum outro sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.

É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos, para que aproveite a todos o que foi instituído para a salvação de todos.

Ninguém seria capaz de expressar a suavidade deste sacramento; nele se pode saborear a doçura espiritual em sua própria fonte; e torna-se presente a memória daquele imenso e inefável amor que Cristo demonstrou para conosco em sua Paixão.

Enfim, para que a imensidade deste amor ficasse mais profundamente gravada nos corações dos fiéis, Cristo instituiu este sacramento durante a última Ceia, quando, ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai. A Eucaristia é o memorial perene da sua Paixão, o cumprimento perfeito das figuras da Antiga Aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou. É ainda singular conforto que ele deixou para os que se entristecem com sua ausência.

31 de julho de 2015 at 7:48 Deixe um comentário

Eucaristia: O Pão do Céu

cards jesus

Imagem: Canção Nova

20 de julho de 2015 at 9:20 Deixe um comentário

Eucaristia,Tornar-se num só pão, num só corpo – Sermão de Santo Agostinho

Este pão que vedes sobre o altar, consagrado pela palavra de Deus, é o corpo de Cristo. Este cálice consagrado pela palavra de Deus, ou melhor, o que ele contém, é o sangue de Cristo. Nestes elementos, o Senhor quis oferecer à nossa veneração, ao nosso amor, o seu corpo e o seu sangue, que derramou pela remissão dos nossos pecados. Se os recebestes com boas disposições, tornastes-vos naquilo que recebestes. Diz o Apóstolo: «Todos nós somos um só pão, um só corpo» (Cor 10,17).

Este pão recorda-vos que deveis amar a unidade. Pois este pão foi porventura feito de um só grão? Não existia nele, no princípio, uma quantidade de grãos de trigo? Antes de tomar a forma de pão, os grãos estavam separados; foi a água que os uniu, depois de serem moídos. Se o trigo não for moído e embebido em água, não se lhe pode dar a forma de pão. Do mesmo modo, foi-vos necessário passar pela humilhação dos jejuns e pelo exorcismo dos escrutínios; depois, fostes lavados pela água do baptismo, que vos penetrou a fim de vos fazer tomar a forma de pão. Como aparece aqui representado o fogo? Pelo santo crisma, porque o óleo que alimenta o nosso fogo é o sacramento do Espírito Santo. […] No dia de Pentecostes, o Espírito Santo revelou-Se sob a forma de línguas de fogo. […] Portanto, o Espírito Santo aparece como o fogo depois da água; e vós sois transformados neste pão que é o corpo de Cristo. Este sacramento é, portanto, um símbolo da unidade.

Fonte: Evangelho Quotidiano

28 de junho de 2015 at 11:19 Deixe um comentário

Eucaristia – Liturgia das Horas

introdução: V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.  R. Socorrei-me sem demora.  Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.  Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Vamos todos louvar juntos  o mistério do amor, pois o preço deste mundo  foi o sangue redentor,  recebido de Maria,  que nos deu o Salvador.
Veio ao mundo por Maria,  foi por nós que ele nasceu.  Ensinou sua doutrina,  com os homens conviveu.  No final de sua vida,  um presente ele nos deu.
Observando a Lei mosaica,  se reuniu com os irmãos.  Era noite. Despedida.  Numa ceia:refeição.  Deu-se aos doze em alimento,  pelas suas próprias mãos.
A Palavra do Deus vivo  transformou o vinho e o pão  no seu sangue e no seu corpo  para a nossa salvação.  O milagre nós não vemos,  basta a fé no coração.
Tão sublime sacramento  adoremos neste altar,  pois o Antigo Testamento  deu ao Novo seu lugar.  Venha a fé por suplemento  os sentidos completar.
Ao Eterno Pai cantemos  e a Jesus, o Salvador.  Ao Espírito exaltemos,  na Trindade, eterno amor.  Ao Deus Uno e Trino demos  a alegria do louvor.

Salmodia  Ant. 1 O Senhor bom e clemente  alimentou os que o temem,  e deixou-nos a lembrança  de suas grandes maravilhas.

3 de junho de 2015 at 8:56 Deixe um comentário

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