Posts tagged ‘Eucaristia’

Ó precioso e admirável banquete!- reflexão de Santo Tomás de Aquino

 

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O unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da sua divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, dos homens fizesse deuses.

Assim, tudo quanto assumiu da nossa natureza humana, empregou-o para nossa salvação. Seu corpo, por exemplo, ele o ofereceu a Deus Pai como sacrifício no altar da cruz, para nossa reconciliação; seu sangue, ele o derramou ao mesmo tempo como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados.

Mas, a fim de que permanecesse para sempre entre nós o memorial de tão imenso benefício, ele deixou aos fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o seu corpo como alimento e o seu sangue como bebida. Ó precioso e admirável banquete, fonte de salvação e repleto de toda suavidade! Que há de mais precioso que este banquete? Nele, já não é mais a carne de novilhos e cabritos que nos é dada a comer, como na antiga Lei, mas é o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que se nos dá em alimento. Poderia haver algo de mais admirável que este sacramento?

De fato, nenhum outro sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.

É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos, para que aproveite a todos o que foi instituído para a salvação de todos.

Ninguém seria capaz de expressar a suavidade deste sacramento; nele se pode saborear a doçura espiritual em sua própria fonte; e torna-se presente a memória daquele imenso e inefável amor que Cristo demonstrou para conosco em sua Paixão.

Enfim, para que a imensidade deste amor ficasse mais profundamente gravada nos corações dos fiéis, Cristo instituiu este sacramento durante a última Ceia, quando, ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai. A Eucaristia é o memorial perene da sua Paixão, o cumprimento perfeito das figuras da Antiga Aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou. É ainda singular conforto que ele deixou para os que se entristecem com sua ausência.

Fonte: Liturgia das Horas

15 de setembro de 2016 at 5:58 Deixe um comentário

«Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.» – Homilia de São Gaudêncio de Brescia, bispo

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O sacrifício celeste instituído por Cristo é verdadeiramente a herança legada pelo seu novo testamento; Ele deixou-no-la na noite em que ia ser entregue para ser crucificado, como garante da sua presença. Ele é o viático da nossa viagem, o nosso alimento no caminho da vida, até chegarmos à outra Vida, depois de deixarmos este mundo. Era por isso que o Senhor dizia: «Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.»

Ele quis que os seus benefícios permanecessem entre nós; quis que as almas resgatadas pelo seu sangue precioso fossem sempre santificadas à imagem da sua própria Paixão. Foi por essa razão que ordenou aos seus discípulos fiéis, que estabeleceu como primeiros sacerdotes da sua Igreja, que celebrassem estes mistérios de vida eterna. […] Com efeito, a multidão dos fiéis devia ter todos os dias diante dos olhos a representação da Paixão de Cristo; tendo-a nas mãos, recebendo-a na boca e no coração, ficaremos com uma recordação indelével da nossa redenção.

É preciso que o pão seja feito com a farinha de numerosos grãos de fermento misturada com água, e que receba do fogo o seu acabamento. Aí temos, então, uma imagem semelhante ao corpo de Cristo, pois sabemos que Ele forma um só corpo com a multidão dos homens, que recebeu o seu acabamento do fogo do Espírito Santo. […] Do mesmo modo, o vinho do seu sangue é extraído de diversos cachos de uvas, isto é, de uvas da vinha plantada por Ele, esmagadas sob o peso da cruz; vertido no coração dos fiéis, aí borbulha pelo seu próprio poder.

É este o sacrifício da Páscoa, que traz a salvação a todos os que foram libertados da escravatura do Egipto e do Faraó, isto é, do demônio. Recebei-o em união connosco, com a avidez de um coração religioso.

Fonte: Evangelho Quotidiano

13 de agosto de 2016 at 5:45 Deixe um comentário

A Eucaristia


Quanto à Eucaristia, dai graças deste modo: Primeiro sobre o cálice: «Graças Vos damos, Pai nosso, pela santa vinha de David, vosso servo, que nos destes a conhecer pelo vosso servo Jesus. Glória a Vós pelos séculos».

E sobre a fracção do pão: «Graças Vos damos, Pai nosso, pela vida e pela ciência que nos revelastes por Jesus, vosso servo. Glória a Vós pelos séculos. Assim como este pão estava disperso pelos montes e depois de recolhido se tornou um só, assim se reúna a vossa Igreja dos confins da terra no vosso reino. Porque vossa é a glória e o poder por Jesus Cristo, pelos séculos».

Ninguém coma ou beba da vossa Eucaristia a não ser os baptizados em nome do Senhor; porque a este propósito disse o Senhor: Não deis o que é santo aos cães.
Depois de saciados, dai graças deste modo: «Graças Vos damos, Pai santo, pelo vosso santo nome, que fizestes habitar em nossos corações, e pela ciência, fé e imortalidade que nos revelastes por Jesus, vosso servo. Glória a Vós pelos séculos.

Senhor omnipotente, Vós criastes o universo para glória do vosso nome e destes aos homens comida e bebida para que Vos dessem graças; mas a nós concedestes-nos um alimento e uma bebida espirituais e a vida eterna por meio do vosso Servo. Acima de tudo Vos damos graças, porque sois poderoso. Glória a Vós pelos séculos.

Lembrai-Vos da vossa Igreja, Senhor, livrai-a de todo o mal e tornai-a perfeita no vosso amor; e reuni-a dos quatro ventos, santificando-a no vosso reino, que para ela preparastes. Porque vosso é o poder e a glória pelos séculos.
Venha a graça e passe este mundo. Hossana ao Deus de David. Quem é santo aproxime-se; quem não é faça penitência. Maranatha: Vinde, Senhor Jesus. Amen».

No dia do Senhor reuni-vos para a fracção do pão e a acção de graças, depois de terdes confessado os vossos pecados, para que o vosso sacrifício seja puro. Quem tiver alguma desavença com seu irmão, não se reúna convosco antes de se reconciliar, para que não seja profanado o vosso sacrifício. Este é o sacrifício de que falou o Senhor dizendo: Em todo o lugar e em todo o tempo ser-Me-á oferecido um sacrifício puro, porque sou o grande Rei, diz o Senhor, e o meu nome é admirável entre as nações.

Do antigo opúsculo chamado «Doutrina dos Doze Apóstolos»
(Nn. 9, 1 – 10, 6; 14, 1-3: Funk 2, 19-22.26) (Sec. II)

Fonte: Vaticano

17 de julho de 2016 at 5:01 Deixe um comentário

Ladainha do Santíssimo Sacramento

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade que sais um só Deus, tende piedade de nós.  

Jesus, Deus e homem presente no Santíssimo Sacramento do Altar, tende piedade de nós.

Pão Vivo, que descestes do Céu, tende piedade de nós.

Deus, escondido e Salvador,…

Sacrifício perene do Novo Testamento,…

Sacrifício de todos mais digno,…

Verdadeiro Propiciatório por vivos e defuntos,…

Cordeiro Imaculado de Deus, …

Resumo das maravilhas de Deus,…

Comemoração da sagrada paixão de Nosso Senhor e Salva­dor,…

Hóstia Santa,…

Cálice de bênção,…

Mistério da Fé,…

Pão dos Anjos,…

Vínculo de paz e caridade,…

Celeste antídoto, que nos preserva dos pecados,…

Fonte de todas as graças,…

Consolo dos aflitos,…

Remédio dos enfermos,…

Viático dos que morrem no Senhor,…

Penhor seguro da glória futura,…

Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.

Sede-nos propício, atendei-nos, Senhor.

Da recepção indigna do vosso Corpo e Sangue, livrai-nos, Senhor.

Da comunhão tíbia, livrai-nos, Senhor.

Da concupiscência da carne, livrai-nos, Senhor.

Da concupiscência dos olhos, livrai-nos, Senhor.

Da soberba da vida, livrai-nos, Senhor.

De toda ocasião de pecar, livrai-nos, Senhor.

Da morte eterna, livrai-nos, Senhor.

Por Vossa Santa Encarnação, livrai-nos, Senhor.

Por Vossa Sagrada Paixão e Morte, livrai-nos, Senhor.

Pelo ardente desejo com que desejastes comer a Páscoa com vossos Apóstolos, livrai-nos, Senhor.

Pela humildade, com que lavastes os pés dos Vossos Apósto­los, livrai-nos, Senhor.

Pelo ardentíssimo amor com que instituístes este Divino Sa­cramento, livrai-nos, Senhor.

Pelo Sangue Precioso, que no sacramento do Altar nos deixastes, livrai-nos, Senhor.

Pelas cinco sacratíssimas Chagas, que no Vosso Corpo recebestes por nosso amor, livrai-nos, Senhor.

Ainda que pecadores, ouvi-nos, Senhor.

Dignai-vos de aumentar e conservar em nós a Fé, reverência e devoção a este admirável Sacramento, ouvi-nos, Senhor.

Dignai-vos de nos dispor para um santo e frequente uso da Sagrada Escritura pela sincera confissão dos nossos peca­dos, ouvi-nos, Senhor.

Dignai-vos de nos fazer colher os celestiais e preciosos frutos deste Santíssimo Sacramento, ouvi-nos, Senhor.

Dignai-vos de nos salvar de toda heresia, perfídia e cegueira espiritual, ouvi-nos, Senhor.

Que vos digneis de confortar-nos e fortalecer-nos na hora da morte com este celestial viático, ouvi-nos, Senhor.

Filho Eterno, verdadeiro Deus, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende compaixão de nós, Senhor.

  1. Vós lhes destes um Pão vindo do Céu.
  2. Pão, que encerra todas as delícias.
  1. Oremos:

Ó Deus, que neste admirável, Sacramento nos conservastes a memória de vossa Paixão, dai-nos a graça de reverenciar de tal modo o Mistério Sagrado de Vosso Corpo e Sangue, que experimentemos perenemente em nós os frutos da Redenção; Vós que viveis e reinais por todos os séculos. Assim seja.

Fonte: Site Últimas e Derradeiras Graças

24 de junho de 2016 at 5:05 Deixe um comentário

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Fonte: Canção Nova

19 de junho de 2016 at 5:22 Deixe um comentário

Papa: Eucaristia, centro e forma da vida da Igreja

2016-05-26 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O primeiro dos três momentos presididos pelo Papa na Solenidade de Corpus Christi foi a Santa Missa na Catedral de Roma, a Basílica de São João de Latrão.

 

Na breve homilia, Francisco recordou a instituição da Eucaristia, o “partir” do pão que se tornou o sinal mais evidente da comunidade cristã, além da força do “amor do Senhor ressuscitado” que vem da Eucaristia.

Abaixo, a íntegra da homilia do Papa

“Fazei isto em memória de Mim” (1 Cor 11, 24.25). Esta ordem de Jesus é citada duas vezes pelo apóstolo Paulo, quando narra à comunidade de Corinto a instituição da Eucaristia.

É o testemunho mais antigo que temos das palavras de Cristo na Última Ceia.

“Fazei isto” ou seja, tomai o pão, dai graças e parti-o; tomai o cálice, dai graças e distribuí-o.

Jesus ordena que se repita o gesto com que instituiu o memorial da sua Páscoa, pelo qual nos deu o seu Corpo e o seu Sangue.

E este gesto chegou até nós: é o “fazer” a Eucaristia, que tem sempre Jesus como sujeito, mas atua-se por meio das nossas pobres mãos ungidas de Espírito Santo.

“Fazei isto”. Já antes Jesus pedira aos seus discípulos para “fazerem” algo que Ele, em obediência à vontade do Pai, tinha já decidido no seu íntimo realizar; acabamos de ouvir isso no Evangelho.

À vista das multidões cansadas e famintas, Jesus diz aos discípulos: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Lc 9, 13). Na realidade, é Jesus que abençoa e parte os pães até saciar toda aquela multidão, mas os cinco pães e os dois peixes são oferecidos pelos discípulos, e era isto o que Jesus queria: que eles, em vez de mandar embora a multidão, colocassem à disposição o pouco que tinham.

E, depois, há outro gesto: os pedaços de pão, partidos pelas mãos santas e veneráveis do Senhor, passam para as pobres mãos dos discípulos, que os distribuem às pessoas.

Também isto é “fazer” com Jesus, é “dar de comer” juntamente com Ele. Evidentemente, este milagre não pretende apenas saciar a fome de um dia, mas é sinal daquilo que Cristo pretende realizar pela salvação de toda a humanidade, dando a sua carne e o seu sangue (cf. Jo 6, 48-58).

E, no entanto, é preciso viver sempre estes dois pequenos gestos: oferecer os poucos pães e peixes que temos; receber o pão partido das mãos de Jesus e distribuí-lo a todos.

“Partir”: esta é a outra palavra que explica o significado da frase “fazei isto em memória de Mim”.

O próprio Jesus Se repartiu, e reparte, por nós. E pede que façamos dom de nós mesmos, que nos repartamos pelos outros. Foi precisamente este “partir o pão” que se tornou ícone, sinal de reconhecimento de Cristo e dos cristãos.

Lembremo-nos de Emaús: reconheceram-No “ao partir o pão” (Lc 24, 35). Recordemos a primeira comunidade de Jerusalém: “Eram assíduos (…) à fração do pão” (At 2, 42).

É a Eucaristia que se torna, desde o início, o centro e a forma da vida da Igreja. Mas pensemos também em todos os santos e santas – famosos ou anônimos – que se “repartiram” a si mesmos, a própria vida, para “dar de comer” aos irmãos.

Quantas mães, quantos pais, juntamente com o pão quotidiano cortado sobre a mesa de casa, repartiram o seu coração para fazer crescer os filhos, e fazê-los crescer bem!

Quantos cristãos, como cidadãos responsáveis, repartiram a própria vida para defender a dignidade de todos, especialmente dos mais pobres, marginalizados e discriminados!

Onde eles encontram a força para fazer tudo isto? Precisamente na Eucaristia: na força do amor do Senhor ressuscitado, que também hoje parte o pão para nós e repete: “Fazei isto em memória de Mim”.

Possa o gesto da Procissão Eucarística, que em breve realizaremos, ser também resposta a esta ordem de Jesus. Um gesto para fazer memória d’Ele; um gesto para dar de comer à multidão de hoje; um gesto para repartir a nossa fé e a nossa vida como sinal do amor de Cristo por esta cidade e pelo mundo inteiro. (rb)

27 de maio de 2016 at 5:48 Deixe um comentário

«Eis o pão que os anjos comem transformado em pão do homem; só os filhos o consomem» – oração de São Tomás de aquino

Deus todo-poderoso e eterno, eis que me aproximo do sacramento do Teu Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo. Doente, venho ao médico de Quem a minha vida depende; manchado, à origem da misericórdia; cego, ao fogo da luz eterna; pobre e desprovido de tudo, ao Senhor do céu e da terra.

Imploro, pois, a Tua generosidade imensa e inesgotável a fim de que Te dignes curar as minhas enfermidades, lavar as minhas manchas, iluminar a minha cegueira, compensar a minha indigência, cobrir a minha nudez; e que assim possa receber o pão dos anjos (Sl 77, 25), o Reis dos reis, o Senhor dos senhores (1Tim 6, 15), com todo o respeito e humildade, toda a contrição e devoção, toda a pureza e fé, toda a determinação de propósitos e a retidão de intenção que a salvação da minha alma exige.

Permite, peço-Te, que não receba simplesmente o sacramento do Corpo e Sangue do Senhor, mas toda a força e eficácia do sacramento. Deus cheio de doçura, permite-me receber de tal maneira o Corpo do Teu Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo, este corpo material que Ele recebeu da Virgem Maria, que mereça ser incorporado no Seu Corpo místico e fazer parte dos seus membros.

Pai cheio de amor, permite que eu possa um dia contemplar de rosto descoberto e por toda a eternidade este Filho bem amado que me preparo para receber agora sob o véu que convém à minha condição de viajante. Ele que, sendo Deus, vive e reina Contigo na unidade do Espírito Santo pelos séculos e séculos. Amém.

Fonte: Evangelho Quotidiano

26 de maio de 2016 at 5:45 Deixe um comentário

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