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São José: santo mudo de palavras, mas falante pelas ações

São José, o homem do silêncio e da ação

São José, o homem do silêncio e da ação

Pe. Rafhael Silva Maciel, Presbítero da Arquidiocese de Fortaleza e residente em Roma, propõe uma reflexão para o dia em que a Igreja celebra o seu Patrono Universal.

Cidade do Vaticano

Celebramos hoje o glorioso São José, Patrono da Igreja Universal. Para nós é motivo de alegria, mesmo dentro do período da Quaresma. São José é um dos mais claros exemplos de disponibilidade e de entrega sem reservas a Deus, uma vez que recebeu Maria e “recebeu-a com o Filho que havia de vir ao mundo, por obra do Espírito Santo; demonstrou deste modo uma disponibilidade de vontade, semelhante à disponibilidade de Maria, em ordem àquilo que Deus lhe pedia por meio do seu mensageiro” (João Paulo II, Exortação Apostólica “Redemptoris Custus”, n.03).

Ouça a reflexão

Um santo geralmente é conhecido pelo seu legado, sejam escritos sejam palavras transmitidas às gerações futuras pelos seus seguidores e discípulos. Mas de São José não encontramos discípulos, não encontramos escritos, não encontramos palavras suas dirigidas a quem quer que seja. Não seria forçoso dizer que São José é um santo mudo de palavras e falante pelas ações. “Esse silêncio de José tem uma especial eloquência: graças a tal atitude, pode-se captar perfeitamente a verdade contida no juízo que dele nos dá o Evangelho: o ‘justo’” (João Paulo II, Idem, n.17).

Silêncio ativo e operante

Para nós, que vivemos em um tempo profundamente ruidoso e barulhento o esposo de Maria aparece com seu silêncio. Mas, que tipo de silêncio? Um silêncio passivo e sem expressão? Um silêncio sem significado e sem vida?

Importante ter em consideração que o silêncio de José não é passivo e inexpressivo, mas ativo, operante, uma vez que “os Evangelhos falam exclusivamente daquilo que José ‘fez’; no entanto, permitem-nos auscultar nas suas ‘ações’, envolvidas pelo silêncio, um clima de profunda contemplação” (João Paulo II, Idem, n.25).
Para nós, que temos São José como Patrono, ele surge como um mestre de vida interior, como alguém que sabendo da grandeza de seu Criador se põe na adoração do mistério que lhe foi confiado: cuidar, orientar, educar o Filho de Deus, juntamente com sua esposa. Que grande missão, inexplicável ao entendimento humano, digno de ser escutado com o coração, no calar das palavras.

Desta vida de recolhimento “lhe provêm ordens e consolações singularíssimas: dela lhe decorrem também a lógica e a força, própria das almas simples e límpidas, das grandes decisões, como foi a de colocar imediatamente à disposição dos desígnios divinos a própria liberdade (…)” (João Paulo II, Idem, n.26).

Calar para ouvir a voz e a vontade do Senhor

São José nos ensina que é preciso antes calar para ouvir a voz e a vontade do Senhor. Calar para tentar entender os desígnios da vontade divina e só depois anunciar o Evangelho.
S. José homem de silêncio, homem de oração, homem justo, “que fez a experiência quer do amor da verdade, ou seja, do puro amor de contemplação da Verdade divina que irradiava da humanidade de Cristo, quer das exigências do amor, ou seja, do amor igualmente puro do serviço, requerido pela proteção e pelo desenvolvimento dessa mesma humanidade” (João Paulo II, Idem, n.27)

São José faz parte daqueles silenciosos para os quais falar é perder tempo, que tem um senso enorme de Deus, do seu Ser sem medida e de sua loucura de Amor. Ele não pede explicações ao Inexplicável! Finalizo lembrando o pedido que fazemos ao nosso Santo Padroeiro, no hino a ele dedicado: “São José, a vós nosso amor. Sede nosso bom protetor, aumentai o nosso fervor”.

Peçamos a São José pelo Santo Padre, hoje comemoramos 6 anos da cerimônia do início público de seu ministério.

Pe. Rafhael Silva Maciel
Presbítero da Arquidiocese de Fortaleza
Missionário da Misericórdia

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20 de março de 2019 at 5:34 Deixe um comentário

Oração a São José – do Beato João XXIII

“Ó São José! Aqui, aqui mesmo é vosso lugar de “Protetor da Igreja universal”. Quisemos apresentar-vos, através das palavras e dos documentos de nossos predecessores imediatos dos últimos séculos – de Pio IX a Pio XII – uma coroa de honra, como eco dos testemunhos de afetuosa veneração que se eleva igualmente de todas as nações católicas e de todas as regiões missionárias. Sede sempre nosso protetor. Que vosso espírito interior de paz, de silêncio, de bom trabalho e de oração, a serviço da santa Igreja, nos vivifique sempre e nos alegre em união com vossa santa esposa, nossa dulcíssima Mãe Imaculada, num fortíssimo e suave amor a Jesus, Rei glorioso e imortal dos séculos e dos povos. Assim seja”.

18 de março de 2019 at 5:40 Deixe um comentário

Papa: “O silêncio de José é habitado pela voz de Deus”

Sala Clementina: funcionários do jornal Avvenire e familiares

Na manhã de terça-feira (01/05), dia dedicado a São José Operário, Francisco refletiu sobre a figura deste ‘homem do silêncio’ e alertou os jornalistas: “Não devemos fazer o bem de quem nos ouve, mas educá-los a pensar e a julgar”.

Cidade do Vaticano

Na manhã de terça-feira (01/05), o Papa Francisco recebeu em audiência especial no Vaticano cerca de 400 funcionários do jornal italiano católico ‘Avvenire’ e seus familiares. O cotidiano foi fundado em Milão há 50 anos.

No dia dedicado a São José Operário, Francisco presenteou o grupo com uma reflexão sobre a figura deste santo trabalhador definindo-o ‘homem do silêncio’.

O silêncio e a dignidade atribuída pelo trabalho

Lembrando que “o silêncio pode parecer como a antítese do comunicador”, o Papa iniciou afirmando que “o silêncio de José é habitado pela voz de Deus e gera a obediência da fé”.
“Homem justo, capaz de se doar ao sonho de Deus, José se encarrega das pessoas e situações que a vida lhe confia: é um educador e pai que sabe fazer crescer a vida, acompanhar as pessoas e transmitir o trabalho”, prosseguiu.

“A dignidade humana não se relaciona ao dinheiro, à visibilidade ou ao poder, mas ao trabalho”, frisou, comparando a marcenaria de José à redação deste jornal, onde o trabalho teve que ser reorganizado e harmonizado com as novas tecnologias e a colaboração com as outras mídias ligadas à Conferência Episcopal Italiana.

O Evangelho anunciado como beleza e bem comum

“Neste panorama, a Igreja sente que sua voz não pode faltar, fiel à missão que a chama ao anúncio do Evangelho da misericórdia. A mídia oferece enormes potencialidades para contribuir na cultura do encontro”, destacou, convidando os jornalistas, por um momento, a focarem a comunicação como verdade, beleza e bem comum.
O marceneiro de Nazaré nos convida a reencontrar o sentido da saudável lentidão, da calma e da paciência: “Com o seu silêncio, nos recorda que tudo tem início com a escuta, para abrir-se à palavra e à história do próximo”, ressaltou Francisco.

“ É o diálogo a vencer o medo e a Igreja deve ser seu artífice ”

O Papa dirigiu algumas recomendações aos ‘amigos do Avvenire’: “Não se cansem de buscar a verdade com humildade; escutem, aprofundem, comparem. Contribuam para superar contraposições estéreis e prejudiciais e sejam companheiros de quem se dedica à justiça e à paz”.

Ningém é ‘excesso’

“Desejo que vocês saibam afinar e defender esta visão; que superem a tentação de não ver, afastar ou excluir. Encorajo-os a não discriminar, a não considerar ninguém como ‘excesso’, a não se contentarem do que os outros já veem. Que ninguém, além dos pobres, dos últimos e dos sofredores, dite a sua agenda. Não aumentem a fila daqueles que contam a parte de realidade já iluminada pelos refletores. Comecem pelas periferias, conscientes de que não são o fim, mas início da cidade”.

Francisco mencionou um discurso feito por Paulo VI em 1971 aos comunicadores: “Não devemos fazer o bem de quem nos ouve, mas educá-los a pensar e a julgar”. E neste sentido, encorajou os jornalistas a evitar a informação de fácil consumo, que não compromete; a aproximar-se das pessoas com respeito e a apostar em relações que constituem e reforçam as comunidades.

Amor pela causa

“Nada cria proximidade como a misericórdia”, frisou, concluindo com outras palavras de Paulo VI:

“ Temos que ter um grande amor pela causa, dizer que acreditamos no que fazemos e no que queremos fazer. ”

3 de junho de 2018 at 5:50 Deixe um comentário

São José, guardião fiel dos mistérios da salvação – comentário de São Bernardino de Sena

Quando a bondade divina escolhe alguém para uma graça singular, dá-lhe todos os carismas necessários, o que aumenta muito a sua beleza espiritual. Isto verificou-se totalmente com São José, pai legal de Nosso Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Rainha do mundo e Soberana dos anjos. O Pai eterno escolheu-o para ser o guardião fiel dos Seus principais tesouros, quer dizer, de Seu Filho e de Sua esposa, função que ele desempenhou muito fielmente. Foi por isso que o Senhor disse: «Servo bom e fiel, entra no gozo do teu senhor» (Mt 25, 21).

Se comparares José com o resto da Igreja de Cristo, não é verdade que é um homem particularmente escolhido, pelo qual Cristo entrou no mundo de maneira regular e honrosa? Pois se toda a Santa Igreja é devedora para com a Virgem Maria porque foi a Ela que foi dado receber Cristo, após Ela, é a São José que deve um reconhecimento e um respeito sem paralelo.

Ele é, com efeito, o epílogo do Antigo Testamento: é nele que a dignidade dos patriarcas e dos profetas recebe o fruto prometido. Só ele possuiu realmente o que a bondade divina lhes tinha prometido. Certamente não podemos duvidar de que a intimidade e o respeito que, durante a Sua vida humana, Cristo deu a José, como um filho a seu pai, não lhe foram negados no céu, antes foram enriquecidos e completados. O Senhor também acrescentou: «Entra no gozo do teu senhor».

Lembra-te de nós, bem-aventurado José, intercede, pelo auxílio da tua oração, junto de teu Filho adotivo; torna igualmente propícia a bem-aventurada Virgem, tua esposa, porque Ela é a mãe Daquele que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos sem fim.

Fonte: Evangelho Quotidiano

19 de março de 2018 at 6:35 Deixe um comentário

Oração a São José

Ó São José, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus Cristo, confiamos a Igreja a vossa poderosa intercessão! Também  entregamos a vos as nossas urgentes necessidades (fazer o pedido), para que alcanceis para nós essa graça, junto ao vosso amado Filho Jesus. Valei –  nos sempre, ó digníssimo São José! Amém!

(Jane Amábile – “ideeanunciai”)

8 de outubro de 2017 at 5:15 Deixe um comentário

Papa: São José nos dê a capacidade de sonhar coisas grandes

2017-03-20 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa começou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta (20/03). Francisco dedicou sua homilia a São José, cuja solenidade foi transferida de 19 para 20 de março para não coincidir com o domingo de Quaresma. São José obedece ao anjo que aparece em seu sonho e toma consigo Maria, grávida por obra do Espírito Santo, como narra o Evangelho de Mateus. Um homem silencioso, mas obediente. José é um homem que carrega sobre seus ombros as promessas de “descendência, de herança, de paternidade, de filiação e de estabilidade”:

“E este homem, este sonhador, é capaz de aceitar esta tarefa, esta tarefa difícil e que muito tem a nos dizer neste período de uma grande sensação de orfandade. E assim este homem toma a promessa de Deus e a leva avante em silêncio com fortaleza, a leva avante para aquilo que Deus quer que seja realizado”.

São José é um homem que pode “nos dizer muito, mas não fala”, “o homem escondido”, o homem do silêncio, “que tem a maior autoridade naquele momento, sem a demonstrar”. E o Papa destaca que aquilo que Deus confia ao coração de José são “coisas fracas”: “promessas” e uma promessa é fraca. E depois também o nascimento da criança, a fuga ao Egito, situações de fraqueza. José carrega no coração e leva avante “todas essas fraquezas” como se deve fazer: “com muita ternura”, “com a ternura com a qual se pega uma criança”:

É o homem que não fala, mas obedece, o homem da ternura, o homem capaz de levar adiante as promessas para que se tornem firmes, seguras. O homem que garante a estabilidade do Reino de Deus, a paternidade de Deus, a nossa filiação como filho de Deus. Gosto de pensar José como guardião das fraquezas, de nossas fraquezas: é capaz de fazer nascer muitas coisas bonitas de nossas fraquezas, de nossos pecados.”

José é o custódio das fraquezas para que se tornem firmes na fé, mas esta tarefa ele recebeu durante um sonho: “É um homem capaz de sonhar”, observou o Papa. É também o “guardião do sonho de Deus”: o sonho de Deus de nos salvar, de nos redimir, foi confiado a ele”. “É grande este carpinteiro!”, exclamou o Papa: “silencioso, trabalhador e guardião que carrega as fraquezas e é capaz de sonhar. Uma figura que tem uma mensagem para todos”:

“Eu hoje quero lhe pedir que dê a todos nós a capacidade de sonhar, porque quando sonhamos coisas grandes, coisas bonitas, nos aproximamos do sonho de Deus, das coisas que Deus sonha para nós. Que aos jovens dê, porque ele era jovem, a capacidade de sonhar, de arriscar e assumir as tarefas difíceis que viram nos sonhos. E dê a todos nós a fidelidade que geralmente cresce num comportamento justo, e ele era justo, cresce no silêncio, poucas palavras, e cresce na ternura que é capaz de proteger as próprias fraquezas e as dos outros”.

(BF/MJ)

21 de março de 2017 at 5:39 Deixe um comentário

São José, rogai por nós!

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20 de março de 2017 at 5:55 Deixe um comentário

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