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Propósitos para viver na Quaresma

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1-Silêncio: Procure imitar o silêncio de Maria Santíssima. Se for falar mal de alguém, pare, pense e reze por esta pessoa ao invés de maldizê-la.

2-Oração Pessoal: Reserve um tempo do seu dia para sua oração pessoal. Leia e medite a Palavra de Deus para colocá-la em prática.

3-Via-Sacra: Reserve um tempo para meditar as estações da Via-Sacra, de preferência na sexta-feira.

4-Obras de misericórdia: Faça uma visita a um doente, um idoso, um órfão, ajude uma família necessitada doando uma cesta básica, roupas etc. Faça algo de bom por alguém.

5-Perdão: Quaresma é tempo de reconciliação. Se você precisa dar ou receber o perdão, peça a Deus a graça de dar o primeiro passo neste sentido.

6-Confissão: Quem confessa os próprios pecados já está agindo em harmonia com Deus. Eu recomendo, incentivo e exorto você a buscar o perdão misericordioso de Deus por meio deste Sacramento. Você sentirá a diferença em sua vida, porque essa diferença é a graça e a bênção que vem junto com este perdão.

Reflexão do Padre Eduardo Dougherty (Rede Século 21)

 

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24 de fevereiro de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

«Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, exceto no pecado» (Heb 4, 15)- Comentário de Santo Agostinho

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Escutai, ó Deus, o meu clamor, atendei a minha oração! Dos confins da terra grito por Vós, com o meu coração desfalecido.» (Sl 60, 2-3). Dos confins da terra, ou seja, de toda a parte. Não é só uma pessoa que fala assim; e, no entanto, é uma só pessoa, porque não há senão um só Cristo do qual somos os membros (Ef 5,23). Aquele que grita dos confins da terra está na angústia, mas não está abandonado. Porque fomos nós, ou seja, o Seu corpo, que o Senhor quis prefigurar no Seu próprio corpo.
Simbolizou-nos na Sua pessoa quando quis ser tentado por Satanás. Lê-se no Evangelho que Nosso Senhor, o Cristo Jesus, foi tentado no deserto pelo diabo. Em Cristo, és tu que és tentado, porque Cristo tomou de ti a Sua humanidade para te dar a Sua salvação, de ti tomou a Sua morte para te dar a Sua vida, de ti sofreu os Seus ultrajes para te dar a Sua honra. Foi portanto de ti que Ele tomou as tentações, para te dar a Sua vitória. Se somos tentados n’Ele, n’Ele também triunfaremos do diabo.
Reconheces que Cristo foi tentado, e não reconheces que alcançou a vitória? Reconhece-te como tentado n’Ele, reconhece-te como vencedor n’Ele. Ele poderia ter impedido o diabo de se aproximar d’Ele; mas, se não tivesse sido tentado, como nos teria ensinado a maneira de vencer a tentação? Eis por que motivo não é de espantar que, atormentado pela tentação, Ele grite dos confins da terra segundo este salmo. Mas por que não é vencido? O salmo continua: «Conduzi-me ao rochedo». Recorda o Evangelho: «Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja» (Mt 16, 18). Assim, é a Igreja, que Ele quis construir sobre a pedra, que grita dos confins da terra. Mas quem se tornou rochedo, para que a Igreja pudesse ser construída sobre a rocha? Ouçamos São Paulo: «O rochedo era Cristo» (1Co 10, 4). É pois sobre Ele que nós somos edificados. Eis por que razão a pedra sobre a qual somos construídos foi a primeira a ser batida pelos ventos, pelas torrentes e pelas chuvas, quando Cristo foi tentado pelo diabo (Mt 7, 25). Eis a fundação inabalável sobre a qual Ele te quis edificar.

Fonte: Evangelho Quotidiano

9 de fevereiro de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Na Quaresma, ler a narração da paixão de Cristo

2017-03-24 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana participaram na manhã desta sexta-feira (24/03), na capela Redemptoris Mater, no Vaticano, da III pregação de Quaresma. O pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, desenvolveu o tema “O Espírito Santo no mistério pascal de Cristo”.

Nas duas meditações anteriores, o Fr. Cantalamessa discorreu sobre como o Espírito Santo nos introduz na “plena verdade” sobre a pessoa de Cristo, fazendo-nos conhecê-lo como “Senhor” e como “Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”. Nas restantes meditações, a atenção passa da pessoa para o obrar de Cristo, do ser para o agir.

A relação entre o Espírito Santo e a morte de Jesus é enfatizada, especialmente, no Evangelho de João. O Espírito Santo leva Jesus à cruz e da cruz Jesus dá o Espírito Santo. No momento do nascimento e, depois, publicamente, em seu batismo, o Espírito Santo é dado a Jesus; no momento da morte, Jesus dá o Espírito Santo.

A morte não é para o fiel o fim da vida, mas o início da verdadeira vida; não é um salto no vazio, mas um salto na eternidade. Ela é um nascimento e um batismo.

O cristianismo não é feito para aumentar o medo da morte, mas para removê-lo; Cristo, diz a Carta aos Hebreus, veio “para libertar aqueles que, com medo da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2,15). “O cristianismo não cresce com o pensamento de nossa própria morte, mas com o pensamento da morte de Cristo!”, ressaltou Fr. Cantalamessa.

Por isso, afirma ainda o frade franciscano, mais eficaz que meditar sobre a nossa morte, é meditar sobre a paixão e morte de Jesus. Essa é uma meditação que suscita comoção e gratidão, não angústia; nos faz exclamar, como o apóstolo Paulo: “Me amou e se entregou por mim” (Gl 2, 20).

O Fr. Cantalamessa conclui propondo um “exercício piedoso” durante a Quaresma, isto é, o de tomar em mãos um Evangelho e ler por conta própria, com calma e na íntegra, a narração da paixão de Cristo.

26 de março de 2017 at 5:12 Deixe um comentário

A divindade de Cristo: Papa participa da II pregação de Quaresma

2017-03-17 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco participou na manhã desta sexta-feira (17/03), na capela Redemptoris Mater, da II pregação de Quaresma.

O título proposto pelo pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, foi “O Espírito Santo nos introduz no mistério da divindade de Cristo”.O frade capuchinho propõe a seguinte pergunta: Que lugar ocupa Jesus Cristo em nossa sociedade e na própria fé dos cristãos? Para ele, deve-se falar de “uma presença-ausência de Cristo”. “Em um certo nível – o do espetáculo e da mídia no geral – Jesus Cristo está muito presente. Em uma série infinita de histórias, filmes e livros, os escritores manipulam a figura de Cristo. Tornou-se uma moda, um gênero literário. Chamo tudo isso de parasitismo literário. Mas se olharmos para o âmbito da fé, ao qual ele pertence em primeiro lugar, notamos, pelo contrário, uma ausência perturbadora, ou até mesmo rejeição da sua pessoa.”

A divindade de Cristo, afirma ainda Fr. Cantalamessa, não é um “postulado” prático, como é, para Kant, a própria existência de Deus. Não é um postulado, mas a explicação de um dado de fato, de uma experiência de salvação. “Em outras palavras, não é na salvação que se fundamenta a divindade de Cristo, mas é na divindade de Cristo que se fundamenta a salvação.”

“Mas é hora voltar a nós e tentar ver o que podemos aprender hoje da épica batalha sustentada em sua época pela ortodoxia. A divindade de Cristo é a pedra angular que sustenta os dois mistérios principais da fé cristã; a Trindade e a encarnação. Elas são como duas portas que se abrem e se fecham juntas. Se retirada a divindade de Cristo, tudo se desmorona e antes de mais nada, a Trindade.”

23 de março de 2017 at 5:33 Deixe um comentário

15 conselhos do Papa Francisco para viver bem a Quaresma

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São 15 conselhos muito simples e concretos que Francisco oferece para esta Quaresma e que ajudarão você a vivê-la melhor:

1. Sorrir. Um cristão é sempre alegre;
2. Agradecer (mesmo se não “precisar” fazê-lo);
3. Lembrar aos outros que você os ama;
4. Cumprimentar com alegria essas pessoas que você vê todos os dias;
5. Ouvir a história do outro sem preconceito, com amor;
6. Parar e ajudar quando alguém precisar;
7. Incentivar quem está desanimado;
8. Alegrar-se pelas qualidades ou realizações dos outros;
9. Juntar as coisas que você não vai mais usar e dar a quem precisa;
10. Ajudar quando necessário para que o outro descanse;
11. Corrigir com amor e não calar por medo;
12. Cuidar com carinho especial dos que estão perto de você;
13. Limpar o que usa em casa;
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos;
15. Ligar para os pais, falar mais com eles.

Fonte: Site da Canção Nova

28 de fevereiro de 2017 at 6:52 Deixe um comentário

Quarta pregação de Quaresma- Sexualidade incompreendida

2016-03-11 L’Osservatore Romano

Devemos recuperar «o projeto originário de Deus» sobre a relação entre homem e mulher. «Uma das maiores ofensas que fazemos a Deus», com efeito, é a de tornar tudo o que se refere ao amor e à sexualidade «um âmbito saturado de malícia» onde «Deus não deve entrar», quase como se fosse «demais».

Segundo esta visão, é como se fosse «Satanás e não Deus» o criador dos sexos e «o especialista do amor». Na quarta pregação de Quaresma, pronunciada na sexta-feira 11 de março na capela Redemptoris Mater, o padre Raniero Cantalamessa, analisando a constituição pastoral Gaudium et spes, centrou a reflexão sobre matrimónio, sexualidade e família.

Analisando os textos bíblicos da criação, o religioso, antes de tudo frisou que as duas narrações que encontramos no Génesis contribuem para dar uma visão total do projeto divino porque uma evidencia «a finalidade procriativa» e a outra o «fator unitivo» entre homem e mulher. A respeito da «distinção dos sexos», o capuchinho citou uma fascinante explicação literária de Paul Claudel: «O homem é um ser orgulhoso e não havia outro modo de lhe fazer compreender o próximo senão fazê-lo vir da sua carne». Isto é, comentou o pregador, «abrir-se ao outro sexo é o primeiro passo para se abrir ao outro que é o próximo, até ao Outro que é Deus». Portanto, o matrimónio «nasce no sinal da humildade; é reconhecimento de dependência e por conseguinte da própria condição de criatura», e «apaixonar-se por uma mulher ou por um homem é fazer o mais radical ato de humildade». Por isso se a essência da religião, como pensava Schleiermacher, consiste no sentimento de dependência diante de Deus, podemos concluir que «a sexualidade humana é a primeira escola de religião».

13 de março de 2016 at 9:28 Deixe um comentário

Exercícios Espirituais: o contrário do amor é a indiferença

2016-03-11 Rádio Vaticana

 

Na tarde do quinto dia dos Exercícios Espirituais para o Papa e a Curia Romana o padre Ermes Ronchi propôs uma meditação partindo da pergunta do texto de S. João: “Simão, filho de João, tu amas-me?” (Jo 21, 16)

A pergunta de Jesus a Simão Pedro é dirigida a cada homem e é uma questão que “abre percursos, inicia processos” – referiu o padre Ronchi que sublinhou que o amor de Deus reacende “os corações”, “a paixão”. E a fé em Deus tem três passos: preciso, confio e entrego-me.

“Crer é ter uma relação com Deus” – afirmou o padre Ronchi e “a crise da fé no mundo ocidental” – explicou o pregador dos exercícios espirituais – “começa” propriamente “com a crise do ato humano de crer”. “Porque não se crê no amor.” O amor é dar e o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença:

“O contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença que é a seiva que alimenta todo o mal, a seiva secreta do pecado. A indiferença na qual o outro para ti não existe, não conta, não vale, não é nada.”

(RS)

11 de março de 2016 at 9:37 Deixe um comentário

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