Posts tagged ‘quaresma’

Na Quaresma, ler a narração da paixão de Cristo

2017-03-24 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana participaram na manhã desta sexta-feira (24/03), na capela Redemptoris Mater, no Vaticano, da III pregação de Quaresma. O pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, desenvolveu o tema “O Espírito Santo no mistério pascal de Cristo”.

Nas duas meditações anteriores, o Fr. Cantalamessa discorreu sobre como o Espírito Santo nos introduz na “plena verdade” sobre a pessoa de Cristo, fazendo-nos conhecê-lo como “Senhor” e como “Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”. Nas restantes meditações, a atenção passa da pessoa para o obrar de Cristo, do ser para o agir.

A relação entre o Espírito Santo e a morte de Jesus é enfatizada, especialmente, no Evangelho de João. O Espírito Santo leva Jesus à cruz e da cruz Jesus dá o Espírito Santo. No momento do nascimento e, depois, publicamente, em seu batismo, o Espírito Santo é dado a Jesus; no momento da morte, Jesus dá o Espírito Santo.

A morte não é para o fiel o fim da vida, mas o início da verdadeira vida; não é um salto no vazio, mas um salto na eternidade. Ela é um nascimento e um batismo.

O cristianismo não é feito para aumentar o medo da morte, mas para removê-lo; Cristo, diz a Carta aos Hebreus, veio “para libertar aqueles que, com medo da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2,15). “O cristianismo não cresce com o pensamento de nossa própria morte, mas com o pensamento da morte de Cristo!”, ressaltou Fr. Cantalamessa.

Por isso, afirma ainda o frade franciscano, mais eficaz que meditar sobre a nossa morte, é meditar sobre a paixão e morte de Jesus. Essa é uma meditação que suscita comoção e gratidão, não angústia; nos faz exclamar, como o apóstolo Paulo: “Me amou e se entregou por mim” (Gl 2, 20).

O Fr. Cantalamessa conclui propondo um “exercício piedoso” durante a Quaresma, isto é, o de tomar em mãos um Evangelho e ler por conta própria, com calma e na íntegra, a narração da paixão de Cristo.

26 de março de 2017 at 5:12 Deixe um comentário

A divindade de Cristo: Papa participa da II pregação de Quaresma

2017-03-17 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco participou na manhã desta sexta-feira (17/03), na capela Redemptoris Mater, da II pregação de Quaresma.

O título proposto pelo pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, foi “O Espírito Santo nos introduz no mistério da divindade de Cristo”.O frade capuchinho propõe a seguinte pergunta: Que lugar ocupa Jesus Cristo em nossa sociedade e na própria fé dos cristãos? Para ele, deve-se falar de “uma presença-ausência de Cristo”. “Em um certo nível – o do espetáculo e da mídia no geral – Jesus Cristo está muito presente. Em uma série infinita de histórias, filmes e livros, os escritores manipulam a figura de Cristo. Tornou-se uma moda, um gênero literário. Chamo tudo isso de parasitismo literário. Mas se olharmos para o âmbito da fé, ao qual ele pertence em primeiro lugar, notamos, pelo contrário, uma ausência perturbadora, ou até mesmo rejeição da sua pessoa.”

A divindade de Cristo, afirma ainda Fr. Cantalamessa, não é um “postulado” prático, como é, para Kant, a própria existência de Deus. Não é um postulado, mas a explicação de um dado de fato, de uma experiência de salvação. “Em outras palavras, não é na salvação que se fundamenta a divindade de Cristo, mas é na divindade de Cristo que se fundamenta a salvação.”

“Mas é hora voltar a nós e tentar ver o que podemos aprender hoje da épica batalha sustentada em sua época pela ortodoxia. A divindade de Cristo é a pedra angular que sustenta os dois mistérios principais da fé cristã; a Trindade e a encarnação. Elas são como duas portas que se abrem e se fecham juntas. Se retirada a divindade de Cristo, tudo se desmorona e antes de mais nada, a Trindade.”

23 de março de 2017 at 5:33 Deixe um comentário

15 conselhos do Papa Francisco para viver bem a Quaresma

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São 15 conselhos muito simples e concretos que Francisco oferece para esta Quaresma e que ajudarão você a vivê-la melhor:

1. Sorrir. Um cristão é sempre alegre;
2. Agradecer (mesmo se não “precisar” fazê-lo);
3. Lembrar aos outros que você os ama;
4. Cumprimentar com alegria essas pessoas que você vê todos os dias;
5. Ouvir a história do outro sem preconceito, com amor;
6. Parar e ajudar quando alguém precisar;
7. Incentivar quem está desanimado;
8. Alegrar-se pelas qualidades ou realizações dos outros;
9. Juntar as coisas que você não vai mais usar e dar a quem precisa;
10. Ajudar quando necessário para que o outro descanse;
11. Corrigir com amor e não calar por medo;
12. Cuidar com carinho especial dos que estão perto de você;
13. Limpar o que usa em casa;
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos;
15. Ligar para os pais, falar mais com eles.

Fonte: Site da Canção Nova

28 de fevereiro de 2017 at 6:52 Deixe um comentário

Quarta pregação de Quaresma- Sexualidade incompreendida

2016-03-11 L’Osservatore Romano

Devemos recuperar «o projeto originário de Deus» sobre a relação entre homem e mulher. «Uma das maiores ofensas que fazemos a Deus», com efeito, é a de tornar tudo o que se refere ao amor e à sexualidade «um âmbito saturado de malícia» onde «Deus não deve entrar», quase como se fosse «demais».

Segundo esta visão, é como se fosse «Satanás e não Deus» o criador dos sexos e «o especialista do amor». Na quarta pregação de Quaresma, pronunciada na sexta-feira 11 de março na capela Redemptoris Mater, o padre Raniero Cantalamessa, analisando a constituição pastoral Gaudium et spes, centrou a reflexão sobre matrimónio, sexualidade e família.

Analisando os textos bíblicos da criação, o religioso, antes de tudo frisou que as duas narrações que encontramos no Génesis contribuem para dar uma visão total do projeto divino porque uma evidencia «a finalidade procriativa» e a outra o «fator unitivo» entre homem e mulher. A respeito da «distinção dos sexos», o capuchinho citou uma fascinante explicação literária de Paul Claudel: «O homem é um ser orgulhoso e não havia outro modo de lhe fazer compreender o próximo senão fazê-lo vir da sua carne». Isto é, comentou o pregador, «abrir-se ao outro sexo é o primeiro passo para se abrir ao outro que é o próximo, até ao Outro que é Deus». Portanto, o matrimónio «nasce no sinal da humildade; é reconhecimento de dependência e por conseguinte da própria condição de criatura», e «apaixonar-se por uma mulher ou por um homem é fazer o mais radical ato de humildade». Por isso se a essência da religião, como pensava Schleiermacher, consiste no sentimento de dependência diante de Deus, podemos concluir que «a sexualidade humana é a primeira escola de religião».

13 de março de 2016 at 9:28 Deixe um comentário

Exercícios Espirituais: o contrário do amor é a indiferença

2016-03-11 Rádio Vaticana

 

Na tarde do quinto dia dos Exercícios Espirituais para o Papa e a Curia Romana o padre Ermes Ronchi propôs uma meditação partindo da pergunta do texto de S. João: “Simão, filho de João, tu amas-me?” (Jo 21, 16)

A pergunta de Jesus a Simão Pedro é dirigida a cada homem e é uma questão que “abre percursos, inicia processos” – referiu o padre Ronchi que sublinhou que o amor de Deus reacende “os corações”, “a paixão”. E a fé em Deus tem três passos: preciso, confio e entrego-me.

“Crer é ter uma relação com Deus” – afirmou o padre Ronchi e “a crise da fé no mundo ocidental” – explicou o pregador dos exercícios espirituais – “começa” propriamente “com a crise do ato humano de crer”. “Porque não se crê no amor.” O amor é dar e o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença:

“O contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença que é a seiva que alimenta todo o mal, a seiva secreta do pecado. A indiferença na qual o outro para ti não existe, não conta, não vale, não é nada.”

(RS)

11 de março de 2016 at 9:37 Deixe um comentário

Exercícios espirituais: o perdão é o abraço entre Deus e o homem

2016-03-09 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O perdão de Deus “é amor autêntico” que ajuda o homem a se transformar “no melhor daquilo que pode ser”. Gira em torno desse fundamento de misericórdia a sétima meditação dos exercícios espirituais da Quaresma feita pelo Pe. Ermes Ronchi ao Papa Francisco e à Cúria Romana na cidade de Ariccia, nas proximidades de Roma. A passagem evangélica da mulher adúltera perdoada por Jesus, explicou o pregador, nos lembra que acusadores e hipócritas negam Deus, a Sua misericórdia.

Quem ama acusar, entusiasmando-se com os defeitos dos outros, sublinha Pe. Hermes, acredita de salvar a verdade lapidando aqueles que erram. Mas assim nascem as guerras. São provocados conflitos “entre as nações, mas também nas instituições eclesiásticas, nos conventos, nos escritórios”, onde as regras, constituições e decretos se transformam em rochas “para lapidar alguém”.

Hipócritas e acusadores colocam Deus contra o homem

Durante séculos, a passagem da adúltera foi ignorada pelas comunidades cristãs porque “escandalizava a misericórdia de Deus”. O nome da mulher não é revelado. “Representa todos”, é esmagada pelo poderes da morte que expressam a opressão dos homens sobre as mulheres.

Os fariseus colocam o pecado “ao centro da relação com Deus”, mas “a Bíblia não é um amuleto”: exige “inteligência e coração”. Os poderes que não hesitam em usar uma vida humana e a religião “colocam Deus contra o homem”. É essa “a tragédia do fundamentalismo religioso”. “O Senhor não suporta hipócritas, aqueles das máscaras, do coração duplo, os comediantes da fé, e não suporta acusadores e juízes”.

A vocação do cristianismo é, ao contrário, no abraço entre Deus e o homem. “Não se opõe mais”, “matéria e espírito se abraçam”. A doença que Jesus teme e que mais combate é “o coração de pedra” dos hipócritas: “violar um corpo, culpado ou inocente, com as pedras ou com o poder, é a negação de Deus que naquela pessoa vive”.

Onde há misericórdia, ali está Deus

O parecer contra a adúltera se transformou “num boomerang contra a hipocrisia dos juízes”. “Ninguém pode atirar a pedra, iria lançá-la contra si mesmo”. Onde há misericórdia, escrevia Santo Ambrósio, ali está Deus; onde há rigor e severidade talvez existam os ministros de Deus, mas não Deus”.

Jesus se ergue perante a mulher adúltera, “como quando se levanta para uma pessoa importante”. Ele se ergue para estar mais próximo dela, na proximidade, e fala com ela. Ninguém tinha falado com ela antes. “A sua história, o seu tormento interior, não interessavam”. Ao contrário faz Jesus, que recebe o profundo daquela alma. “A fragilidade é mestre de humanidade”:

“É a cura dos frágeis, é a cura dos últimos, dos portadores de deficiências e a atenção às pedras descartadas que indicam o grau de civilização de um povo, não as proezas dos fortes e dos poderosos”.

Para Jesus não interessa o remorso, mas a sinceridade do coração. O seu perdão é “sem condições, sem cláusulas, sem contrapartidas”. Jesus coloca ele mesmo no lugar de todos os condenados, de todos os pecadores. Rompe a “rede maléfica” ligada à ideia de “um Deus que condena e se vinga, justificando a violência”.

O amor de Deus muda a vida

O coração da história não é o pecado para ser condenado ou perdoado. Ao centro não há o mal, mas “um Deus maior do nosso coração” que não banaliza a culpa, mas faz repartir o homem de onde ele tenha parado. Abre sentimentos, recoloca na estrada certa, faz realizar um passo para frente, “escancara o futuro”.

Jesus realiza “uma revolução radical”, desordenando a tradicional ordem com “acima de todos um Deus que julga e castiga”. “Um Deus nu, na cruz, que perdoa, será o gesto comovente e necessário para desativar o pavio das infinitas bombas sobre as quais se sentou a humanidade”.

“Não o Deus onipotente, mas o Abba oni-amante. Não mais o dedo apontado, mas aquele que escreve sobre a pedra do coração: eu te amo”.

“Vai e, a partir de agora, não peque mais”. São as palavras suficientes para mudar uma vida. Aquilo que está para trás não importa mais. É o futuro agora que conta. “O bem possível de amanhã conta mais que o mal de ontem”. Deus perdoa “não como alguém sem memória, mas como um libertador”. O perdão não é ostentar benevolência, “mas recolocar uma vida no caminho”.

O perdão libera das escravidões do passado

Muitas pessoas vivem “como em uma prisão perpétua interior”, esmagadas pelos sentimentos de culpa por causa de erros feitos no passado. Mas “Jesus abre as portas das nossas prisões, desfaz as forcas sobre as quais frequentemente arrastamos nós mesmos e os outros”. “Jesus sabe que o homem não equivale ao seu pecado”. Ao Senhor não interessa o passado. “É Deus do futuro”.

As palavras de Jesus e os seus gestos quebram o esquema bons/maus, culpados/inocentes. Aos olhos que veem o pecado, concluiu o Pe. Ermes Ronchi, se pede de ver o sol: “a luz é mais importante do escuro”, “o grão vale mais que o joio”, “o bem pesa mais que o mal”.

(AC)

10 de março de 2016 at 9:46 Deixe um comentário

Exercícios Espirituais: Igreja doe-se e viva para os outros

2016-03-08 Rádio Vaticana

 

Na tarde do segundo dia dos Exercícios Espirituais para o Papa e a Curia Romana o padre Ermes Ronchi partiu para a sua meditação tomando o texto de Mateus: “Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor com o que se há de salgar?” (Mt. 5, 13)

O sal, desde o mundo antigo, é um elemento precioso e denso de significados. Um símbolo da conservação daquilo que merece durar – afirmou o padre Ronchi sublinhando que os discípulos como o sal preservam aquilo que alimenta a vida na terra, ou seja, o Evangelho. A humildade do sal e da luz é modelo para a Igreja e os discípulos:

“Eis a humildade do sal e da luz. Que não atraem a atenção sobre si, não se colocam no centro, mas valorizam aquilo que encontram.” – afirmou o padre Ronchi.

Como a luz, também nós devemos ter olhares luminosos – explicou ainda o padre Ronchi – olhares luminosos que quando se voltam para as pessoas evidenciam tudo aquilo que há de mais bonito no homem. E como o sal, também nós não devemos ter valor senão no encontro – afirmou.

“Observemos o sal. Enquanto permanece na sua caixa, fechado numa gaveta da cozinha não serve para nada. A sua finalidade é sair e perder-se para melhorar as coisas. Doa-se e desaparece. Igreja que se doa, se dissolve, que acende, que vive para os outros…”

(RS)

9 de março de 2016 at 9:07 Deixe um comentário

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