Archive for julho, 2018

Agosto – Mês Vocacional

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Agosto é o mês vocacional para a Igreja. No primeiro domingo, celebramos a vocação sacerdotal; no segundo, a vocação ao matrimônio; no terceiro, a vocação à vida consagrada e, no quarto, a vocação dos leigos.

Precisamos, respondendo à nossa vocação, ao nosso chamado, anunciar o Evangelho. Precisamos falar de Jesus Cristo com destemor, de todas as maneiras que for possível. Num mundo onde a comunicação tomou proporções nunca imaginadas, as notícias ruins, infelizmente, ganharam força. Nós precisamos dar boas notícias sempre. Não podemos entrar nessa onda de pessimismo.

precisamos conhecer, viver, amar e anunciar a Boa Notícia: Jesus Cristo e seu Evangelho. Todo batizado é chamado a enunciar Jesus Cristo.: “Ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16,15).

Autor: Padre Eduardo Dougherty

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31 de julho de 2018 at 5:41 Deixe um comentário

Frases sobre Vocação

Vocação dos Apóstolos

1-Papa Francisco: “Na diversidade e especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, é preciso escutar, discernir e viver a Palavra, que nos chama do Alto…”

2-Catecismo (§864): “De acordo com as vocações, os apelos da época e os dons variados do Espírito Santo, o apostolado assume as formas mais diversas. Mas é sempre a caridade, haurida sobretudo na Eucaristia, “que e como que a alma de todo apostolado”.

3-São João Paulo II: “Vocação é a palavra que introduz na compreensão dos dinamismos da revelação de Deus, e assim desvela ao homem a verdade sobre a sua existência”.

4-Felipe Aquino: “Jesus chamou para apóstolos “aqueles que Ele quis”, depois de passar a noite em oração. A Igreja viu nisso o chamado ao sacerdócio e também às outras formas de vida religiosa”.

5-Papa Francisco: “O Senhor continua nos chamando a segui-lo. Respondamos a Ele com o nosso generoso “sim”: “Eis-me aqui”.

6-Dom Alberto Taveira Corrêa: “As grandes vocações eclesiais a serem cultivadas são o matrimônio, o sacerdócio, a vida religiosa e missionária, a dedicação a Deus nas comunidades novas, a virgindade consagrada nas Igrejas Particulares e outras formas de compromisso pessoal com o Senhor”.

7-São João Paulo II: “Possa o Espírito Santo suscitar numerosas vocações de especial consagração, para que estimulem no povo cristão uma adesão sempre mais generosa ao Evangelho e tornem mais fácil a todos a compreensão do sentido da existência como transparência da beleza e da santidade de Deus”.

8-Catecismo(§898): “É especifico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus…”

9-Felipe Aquino: “A palavra “vocação” vem do latim vocare, que quer dizer “chamar”. Deus põe no coração do jovem esse desejo de servi-lo radicalmente, indiviso, full time, em tempo integral, sem divisão”.

10-Dom Alberto Taveira Corrêa: “Há um costume na Igreja Católica no Brasil de dedicar anualmente o mês de agosto à reflexão sobre uma das dimensões fundamentais da vida cristã: a vocação”.

 

 

 

 

31 de julho de 2018 at 5:30 Deixe um comentário

Décimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – Eu sou o Pão da Vida – São João 6, 24-35 – Dia 05 de agosto de 2018

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“24.E, reparando a multidão que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, entrou nas barcas e foi até Cafarnaum à sua procura. 25.Encontrando-o na outra margem do lago, perguntaram-lhe: Mestre, quando chegaste aqui? 26.Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. 27.Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nele Deus Pai imprimiu o seu sinal. 28.Perguntaram-lhe: Que faremos para praticar as obras de Deus? 29.Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou. 30.Perguntaram eles: Que milagre fazes tu, para que o vejamos e creiamos em ti? Qual é a tua obra? 31.Nossos pais comeram o maná no deserto, segundo o que está escrito: Deu-lhes de comer o pão vindo do céu (Sl 77,24). 32.Jesus respondeu-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu; 33.porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo. 34.Disseram-lhe: Senhor, dá-nos sempre deste pão! 35.Jesus replicou: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede.”

Fonte: Bíblia Ave Maria

“Pão da vida descido do céu, Jesus sacia a fome da comunidade reunida, transformando-nos  em mulheres e homens novos e apontando-nos o caminho da santidade. Ele nos convida a buscar sempre esse alimento, que nos sustenta na caminhada pelos desertos da existência. Neste primeiro domingo do mês vocacional, celebramos em comunhão com os diáconos, padres e bispos do mundo inteiro”. (Liturgia Diária)

Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos

O Padre Paulo Bazaglia disse que “as multidões que tinham sido saciadas de pão comum continuam a procurar Jesus, esperando que Ele lhes dê alimento fácil. Como não compreendem os sinais que Jesus realiza, buscam apenas milagres”.

O Padre Eduardo Dougherty disse assim: “No texto do evangelho de hoje, Cristo pergunta a esses seus seguidores: “o que é que vocês estão procurando?”. Será que estão atrás de Jesus por benefícios matérias e já se esqueceram do “alimento que perdura para sempre?” Esses alimentos podem ser conservados pela fé em sua palavra”.

O Padre José Luís Queimado explicou: “O Mestre de Nazaré não quer que a fé esteja baseada somente nos milagres que Ele faz. Ele sonha que aquele povo entenda a beleza de Deus, que não está somente nos fatos milagrosos. Há uma tristeza no coração de Jesus, quando querem fazê-lo rei, pois a população aspirava a uma vida mais tranquila, quase sobrenatural, sob o reinado de tal homem poderoso”.

O meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu

“A Igreja celebra a Eucaristia com o olhar e o coração postos no Pai, santo e misericordioso, fonte de toda a santidade e que nos alimenta, todos os dias, com o dom do corpo e do sangue do seu amadíssimo Filho. A oração eucarística transborda de gratidão ao Pai por nos ter dado a vítima da nossa reconciliação e nela nos recordamos que Cristo é o pão dos filhos de Deus, que nos torna partícipes da sua vida divina”.  (São João Paulo II)

 O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Moisés tinha dado a Israel o maná, o pão descido do céu com que o próprio Deus alimentara o seu povo. Jesus não concede algo, doa-se a si mesmo: Ele é o «pão verdadeiro, descido do céu», Ele, a Palavra viva do Pai; e é no encontro com Ele que acolhemos o Deus vivo”.

O Papa Francisco explicou assim: “A Eucaristia é o próprio Jesus que se entrega inteiramente por nós. Alimentar-nos dele e permanecermos nele mediante a Comunhão eucarística, se o fizermos com fé, transforma a nossa vida, transforma-a num dom a Deus e aos irmãos. Alimentar-nos daquele «Pão da vida» significa entrar em sintonia com o Coração de Cristo, assimilar as suas escolhas, os seus pensamentos e os seus comportamentos…”

Conclusão:

“Diante da multiplicação do pão, o povo viu apenas fartura material e satisfação das necessidades físicas imediatas, mas não reconheceu o gesto como sinal. A pedagogia de Jesus é a partir  de um gesto concreto para revelar-se a si mesmo como o verdadeiro alimento vindo de Deus.  O acesso a esse alimento é a fé em Cristo, dom de Deus. O pão do céu é o que desce do Pai e dá vida ao mundo”. (Liturgia Diária)

Oração:

“Deixemo-nos nos alimentar e ser saciados pelo Pão da vida, pelo Pão da eternidade! Permitamos que a eternidade entre em nosso interior e que nós entremos na eternidade pela presença de Cristo em nossa vida!” (Padre Roger Araújo)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

30 de julho de 2018 at 5:56 Deixe um comentário

Explicação sobre a Liturgia das Horas – por Padre Paulo Ricardo

30 de julho de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Papa: nunca colocar fora a comida que sobra, reutilizar ou doar a quem precisa

Pope Francis' Angelus prayerPope Francis’ Angelus prayer  (ANSA)

A passagem do Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes proposta pela liturgia deste domingo, inspirou a reflexão do Papa Francisco, que alertou para o desperdício e o colocar comida fora quando tantos passam fome.

Cidade do Vaticano

Eis a íntegra da alocução do Santo Padre no Angelus deste XVII Domingo do Tempo Comum:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Mas vocês são corajosos  com este sol jna Praça, eh! Cumprimentos!

O Evangelho de hoje (cf. Jo 6,1-15) apresenta a narrativa da multiplicação de pães e peixes. Vendo a grande multidão que o havia seguido perto do lago de Tiberíades, Jesus dirigiu-se ao apóstolo Filipe e perguntou: “Onde podemos comprar pão para eles comerem?”

De fato, o pouco dinheiro que Jesus e os apóstolos possuem não é suficiente para alimentar essa multidão. E é então que André, outro dos Doze, leva até Jesus um rapaz que coloca à disposição tudo o que tem: cinco pães e dois peixes; mas certamente – diz André – isso não é nada para aquela multidão.

Bravo rapaz! Ele, também ele, via a multidão; também via os cinco pães. Disse: “Mas eu tenho isto, se serve estão à disposição”. Este rapaz nos faz pensar um pouco em nós… Aquela coragem: os jovens são assim, têm coragem. Devemos ajudá-los a levar em frente esta coragem.

Então Jesus ordena que os discípulos façam as pessoas sentarem, depois ele pega esses pães e esses peixes, agradeceu ao Pai e os distribui, e todos comem o quanto queriam. Todos comeram o que queriam.

Com esta passagem do Evangelho, a liturgia nos leva a não desviar o olhar daquele Jesus que, no domingo passado, no Evangelho de Marcos, vendo “uma grande multidão, teve compaixão deles”. Também aquele rapaz dos cinco pães entendeu esta compaixão, e disse; “Ah, pobre gente…. Eu tenho isto”. A compaixão o levou a oferecer o que tinha.

Hoje, de fato,  João nos mostra novamente Jesus atento às necessidades primárias das pessoas. O episódio brota de um fato concreto: as pessoas têm fome e Jesus envolve seus discípulos, para que essa fome seja saciada. Este é o fato concreto.

Para as multidões, Jesus não se limitou a dar isto – ofereceu a sua Palavra, a sua consolação, a sua salvação e finalmente a sua vida – mas certamente fez também isso:  cuidou da comida para o corpo. E nós, seus discípulos, não podemos fazer de conta não saber nada. Somente ouvindo as demandas mais simples das pessoas e colocando-se ao lado de suas situações existenciais concretas, se poderá ser escutados quando se fala de valores mais elevados.

O amor de Deus pela humanidade faminta de pão, de liberdade, de justiça, de paz e, acima de tudo da sua graça divina, nunca falha. Jesus continua também hoje a satisfazer a fome, a tornar-se uma presença viva e consoladora, e faz isso através de nós. Portanto, o Evangelho nos convida para sermos disponíveis e atuantes, como aquele rapaz que se dá conta de ter cinco pães e diz: ‘Mas, eu dou isto, depois tu verás”..

Diante do grito de fome – todos os tipos de “fome” – de tantos irmãos e irmãs em todas as partes do mundo, não podemos permanecer como espectadores distantes e tranquilos. O anúncio de Cristo, pão da vida eterna, requer um generoso compromisso de solidariedade para com os pobres, os fracos, os últimos, os indefesos. Esta ação de proximidade e de caridade é a melhor verificação da qualidade da nossa fé, tanto a nível pessoal como a nível comunitário.

Depois, no final da narrativa, Jesus, quando todos foram saciados, Jesus disse aos discípulos para recolher os pedaços que sobraram , para que não se desperdice nada. Eu gostaria de propor a vocês esta frase de Jesus: “Recolham os pedaços que sobraram, para que nmada seja perdido”. E penso bas pessoas que têm fome e em quanto comida que sobra botamos fora… Cada um de nós pense: a comida que sobra no almoço, na janta, para onde vai? Na minha casa, o que se faz com a comida que sobra? Se joga fora? Não. Se você tem este costume, dou a você um conselho: fale com seus avós, que viveram no pós-guerra, e pergunte a eles o que faziam com a comida que sobrava. Nunca jogar fora a comida que sobra. Se reautiliza ou se dá a quem possa comê-la, a quem tem necessidade. Nunca colocar fora a comida que sobra. Este é um conselho e também um exame de consciência: o que se faz em casa com a comida que sobra?

Rezemos à Virgem Maria, para que no mundo prevaleçam os programas dedicados ao desenvolvimento, à alimentação, à solidariedade prevalecem no mundo e não àqueles do ódio, dos armamentos e da guerra.

29 de julho de 2018 at 8:34 Deixe um comentário

Padre Renato: Sacramento do Batismo, fonte e origem de toda santidade

BatismoBatismo

O Batismo, grande inserção do humano no coração de Deus, nos ajuda a entender que a santidade deveria ser o nosso maior projeto de vida.

Padre Renato dos Santos – SDB – Cidade do Vaticano

Quando pensamos na natureza mais profunda do Sacramento do Batismo, entendemos que este Sacramento nos lança em direção à santidade, já que Batismo é um vital e alegre mergulho na santidade de Deus. Assim sendo, o Batismo se torna a fonte primeira da nossa vida em Deus e do nosso crescimento na santidade. Melhor dizendo, santidade é a consequência alta do nosso Batismo.

É no Batismo que encontramos a nossa vocação à santidade. Afirma o Papa Francisco: “Deixa que a graça do teu Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixa que tudo esteja aberto a Deus e, para isso, opta por Ele, escolhe Deus sem cessar. Não desanimes, porque tens a força do Espírito Santo para tornar possível a santidade e, no fundo, esta é o fruto do Espírito Santo na tua vida (cf. Gal 5, 22-23).(GE 15)

Ouça a meditação

Santidade: um grande não à vida medíocre…

O Batismo, grande inserção do humano no coração de Deus, nos ajuda a entender que a santidade deveria ser o nosso maior projeto de vida. Projeto diz de planificação, de metas, de construção, de fundamentos sólidos… Uma vida vivida sem projetos bem idealizados e fundamentados em alicerces seguros, se transforma em vida medíocre. Na Exortação Apostólica encontramos: “O Senhor… Quer que sejamos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa”.(GE 1) Não é uma vida medíocre,  absolutamente, que Deus pensou para nós.

Deus distribui os talentos para a edificação das pessoas. Para Deus, todos somos extraordinários, todos temos luz própria. Portanto, o contrário de uma vida medíocre, superficial e indecisa é uma vida posta a serviço da vida. O próprio Papa diz: “Cada cristão, quanto mais se santifica, tanto mais fecundo se torna para o mundo”. (GE 31) Assim sendo, a nossa grandiosidade de batizados está, justamente, na decisão convicta de que podemos e devemos ser instrumentos úteis nas mãos de Deus para a transformação das realidades onde nos encontramos.  Escreve o Papa: “Faz-se discernimento, não para descobrir que mais proveito podemos tirar desta vida, mas para reconhecer como podemos cumprir melhor a missão que nos foi confiada no Batismo, e isto implica estar disposto a fazer renúncias até dar tudo”.( GE 174)

A humanidade anda sedenta de alegria e felicidade…

Na diversidade das realidades sociais nem sempre positivas, com tanta aridez espiritual, onde as pessoas andam sedentas de alegria e felicidade, a construção da santidade, seja ela pessoal, familiar, ou, comunitária, torna-se um projeto de vida insubstituível e intransferível. Nesta perspectiva a santidade deveria ser o nosso ideal maior. Afinal, o projeto primeiro no percurso da nossa vivência de filhos e filhas deste Deus que é santo, está o convite explicito à santidade: “Sede santos, assim como vosso Pai celeste é santo”. (Mt 5,48) 

Optar por construir um caminho de santidade é a certeza de sermos, efetivamente,  alegres e felizes. Longe da fonte da graça, isto é, longe de Deus, a alegria e a felicidade não serão possíveis, jamais. Só um projeto bem definido de santidade nos levará às verdadeiras alegrias. Encontramos na Exortação: “Deste modo, sob o impulso da graça divina, com muitos gestos vamos construindo aquela figura de santidade que Deus quis para nós: não como seres autossuficientes, mas «como bons administradores das várias graças de Deus» (1 Ped 4, 10)”. (GE 18)

Estamos usufruindo as graças do Batismo para crescer na santidade?

Em nosso projeto de santidade, temos colocado a vida a serviço da vida?

Na próxima semana continuaremos a reflexão sobre a Exortação Apostólica Gaudete et Exultate.

29 de julho de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Reflexão para o XVII Domingo do Tempo Comum

“Multiplicação dos pães e dos peixes para que todos tenham vida”“Multiplicação dos pães e dos peixes para que todos tenham vida”

A reflexão deste domingo é inspirada no Evangelho de São João 6,1-15.

Padre Cesar Augusto – Cidade do Vaticano

 

Para quem diz que a religião deve se preocupar apenas com o espírito, deverá surpreender o tema deste domingo onde na primeira leitura e no Evangelho o pão é multiplicado para que todos se alimentem bem. Aliás, na Sagrada Escritura, o verbo “comer” aparece quase mil vezes, enquanto que “rezar” apenas umas cem.

Na primeira leitura, o profeta Eliseu não aceita comer, em uma situação de penúria, de fome mesmo, os 20 pães que um devoto de outro lugar lhe traz. Ele diz a esse bom homem que o distribua aos seus cem seguidores. O benfeitor diz ser impossível, que o pão é pouco e os ouvintes são cinco vezes mais. Eliseu ordena, confiando na Palavra de Deus dita a ele. “O homem distribuiu e ainda sobrou” nos diz a Sagrada Escritura.

Naquela época isso aconteceu, bem como outros sinais semelhantes, para que o povo confiasse só em Deus e não nos ídolos. Deus se preocupa com nossas necessidades materiais, mas quer a nossa colaboração.

Por isso a multiplicação do que foi trazido, do esforço físico de quem trabalhou, da solicitude de quem o trouxe e da generosidade e fé do profeta, que não reteve o dom para si, mas ensinou o homem a partilhar o que Deus criou para todos.

A atitude de Eliseu faz Deus ser verdadeiro e não mentiroso, já que o Senhor havia dito “Comerão e ainda sobrará”.

Conta-se que São Vicente de Paulo ao chegar à cidade em que foi destinado como pároco, assistiu a morte de uma senhora e ficou penalizado por ter deixado sua filhinha de pouca idade. Após o sepultamento perguntou à população bastante pobre, quem tinha mais filhos e apareceu uma mãe com seus quatro filhos. Aí São Vicente entregou a ela a pequena órfã e acrescentou, mais ou menos assim: “quem tem menos posses e mais filhos, sabe dividir e aceita o novo membro como bênção”.

No Evangelho, ao mandar as pessoas se sentarem, Jesus quer dizer que todos são cidadãos livres, já que os escravos não se sentavam para comer. Mais ainda, o projeto de Jesus não ensina primeiro acumular para depois dividir, mas partilhar o que cada um possui, para que todos fiquem saciados.

Esta é a autêntica Eucaristia, o dom de Deus, associado ao esforço das pessoas, em vista da partilha, da fraternidade e da igualdade.

E a Carta de Paulo aos Efésios nos diz que há “um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos”.

Que nosso testemunho de crer no Deus único e verdadeiro no leve a colocar as mãos em nosso bolso e partilhar tudo aquilo que recebemos ou produzimos porque dele tudo recebemos para partilhar, para sermos irmãos.

28 de julho de 2018 at 9:31 Deixe um comentário

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