Archive for março, 2014

Quinto Domingo da Quaresma – Eu sou a Ressurreição e a Vida – São João 11, 1- 45 – 06 \ 04 \ 14

Lázaro foi ressuscitado por Jesus.O que é ressurreição dos mortos ou da carne? Lázaro realmente ressuscitou? O Catecismo da Igreja Católica ensina nobre a ressurreição dos mortos.

1. Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta.

2. Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão.

3. Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: Senhor, aquele que tu amas está enfermo.

4. A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus.

5. Ora, Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro.

6. Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar.

7. Depois, disse a seus discípulos: Voltemos para a Judéia.

8. Mestre, responderam eles, há pouco os judeus te queriam apedrejar, e voltas para lá?

9. Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo.

10. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz.

11. Depois destas palavras, ele acrescentou: Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo.

12. Disseram-lhe os seus discípulos: Senhor, se ele dorme, há de sarar.

13. Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal.

14. Então Jesus lhes declarou abertamente: Lázaro morreu.

15. Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos a ele.

16. A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele.

17. À chegada de Jesus, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro.

18. Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios.

19. Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão.

20. Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa.

21. Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!

22. Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus to concederá.

23. Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressurgirá.

24. Respondeu-lhe Marta: Sei que há de ressurgir na ressurreição no último dia.

25. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.

26. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto?

27. Respondeu ela: Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo.

28. A essas palavras, ela foi chamar sua irmã Maria, dizendo-lhe baixinho: O Mestre está aí e te chama.

29. Apenas ela o ouviu, levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele.

30. (Pois Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava ainda naquele lugar onde Marta o tinha encontrado.)

31. Os judeus que estavam com ela em casa, em visita de pêsames, ao verem Maria levantar-se depressa e sair, seguiram-na, crendo que ela ia ao sepulcro para ali chorar.

32. Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!

33. Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção,

34. perguntou: Onde o pusestes? Responderam-lhe: Senhor, vinde ver.

35. Jesus pôs-se a chorar.

36. Observaram por isso os judeus: Vede como ele o amava!

37. Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse?

38. Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra.

39. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí…

40. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra.

41. Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste.

42. Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me enviaste.

43. Depois destas palavras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!

44. E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.

45. Muitos dos judeus, que tinham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

 

O Papa Emérito Bento XVI explicou que “no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida… Crês tu isto?”

 

Versículos 1 a 5: “Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão. Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: Senhor, aquele que tu amas está enfermo. A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus. Ora, Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro”.

Santo Agostinho disse assim: “É certo que a missão das duas irmãs tinha por fim obter da sua compaixão a cura do enfermo, mas notai como elas não apelam para a hospitalidade que, por vezes, lhe tinham oferecido, não recorrem ao sentimento da gratidão que, naturalmente, tinha por elas o Divino Mestre. Na sua confiança e abandono à Providência, dizem apenas: ‘Aquele a quem amais está enfermo!’ O amor de Deus às suas pobres criaturas é motivo bastante para socorrê-las em suas necessidades”.

 

Versículos 6 a 16: “Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar. Depois, disse a seus discípulos: Voltemos para a Judéia. Mestre, responderam eles, há pouco os judeus te queriam apedrejar, e voltas para lá?  Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz. Depois destas palavras, ele acrescentou: Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo. Disseram-lhe os seus discípulos: Senhor, se ele dorme, há de sarar. Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal. Então Jesus lhes declarou abertamente: Lázaro morreu. Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos a ele. A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele”.

“Sobre a morte física: Deus vê-a precisamente como um sono, do qual nos pode despertar. Jesus demonstrou um poder absoluto em relação a esta morte: vê-se isto, quando restitui a vida ao filho da viúva de Naim (Lc 7, 11-17) e à menina de doze anos (Mc 5, 35-43). Precisamente dela, disse: “Não morreu, está a dormir” (Mc 5, 39), atraindo sobre si o escárnio dos presentes. Mas na verdade é exatamente assim: a morte do corpo é um sono do qual Deus pode acordar-nos em qualquer momento”.(Papa Emérito Bento XVI)

“É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa. Não é só a dor e a progressiva dissolução do corpo que atormentam o homem, mas também, e ainda mais, o temor de que tudo acabe para sempre”. (Concílio Ecumênico)

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança”.

A Palavra diz: “Mas não! Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram! Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos. Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão”.(1 Cor 15, 20-22)

 

Versículos 17 a 28: “À chegada de Jesus, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro. Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios. Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão. Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa. Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus to concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressurgirá. Respondeu-lhe Marta: Sei que há de ressurgir na ressurreição no último dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto? Respondeu ela: Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo. A essas palavras, ela foi chamar sua irmã Maria, dizendo-lhe baixinho: O Mestre está aí e te chama”.

Eu sou a Ressurreição e a Vida”

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Jesus responde: «Eu sou a ressurreição e a vida: quem crê em Mim, mesmo se morrer, viverá» (Jo 11, 25-26). Eis a verdadeira novidade, que prorrompe e supera qualquer barreira! Cristo abate o muro da morte, n’Ele habita toda a plenitude de Deus, que é vida, vida eterna. Por isso a morte não teve poder sobre Ele; e a ressurreição de Lázaro é sinal do seu domínio pleno sobre a morte física, que diante de Deus é como um sono (Jo 11, 11)”.

“Nesta Eucaristia, com Marta e Maria, professemos nossa fé em Cristo Jesus, ressurreição e vida plena para todos os que se deixam iluminar por sua palavra e se alimentar com a Eucaristia”. (Liturgia Diária)

 

Versículos 29 a 36: “Apenas ela o ouviu, levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele. (Pois Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava ainda naquele lugar onde Marta o tinha encontrado.) Os judeus que estavam com ela em casa, em visita de pêsames, ao verem Maria levantar-se depressa e sair, seguiram-na, crendo que ela ia ao sepulcro para ali chorar. Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: Onde o pusestes? Responderam-lhe: Senhor, vinde ver. Jesus pôs-se a chorar. Observaram por isso os judeus: Vede como ele o amava!”

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Aqui se entrelaçam, por um lado, o vínculo de Jesus com um amigo e com o seu sofrimento e, por outro, a relação filial que Ele mantém com o Pai. A participação humana de Jesus na vicissitude de Lázaro contém características particulares. Em toda a narração é reiteradamente recordada a amizade com ele, mas também com as irmãs Marta e Maria. O próprio Jesus afirma: «Lázaro, nosso amigo, está a dormir, mas vou despertá-lo» (Jo 11, 11).

Santo Agostinho disse: “Cristo chorou: chore também o homem sobre si mesmo. Por que chorou Cristo senão para ensinar o homem a chorar?”

Prefácio: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar. Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Verdadeiro homem, Jesus chorou o amigo Lázaro. Deus vivo e eterno,  ele o ressuscitou, tirando-o do túmulo. Compadecendo-se da humanidade, que jaz na morte do pecado, por seus sagrados mistérios Ele nos eleva ao reino da vida nova. Enquanto esperamos a glória eterna, com os anjos e com todos os santos, nós vos aclamamos…”

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “O afeto sincero pelo amigo é evidenciado inclusive pelas irmãs de Lázaro, assim como pelos judeus ( Jo 11, 3; 11, 36), manifesta-se na comoção profunda de Jesus à vista da dor de Marta e Maria e de todos os amigos de Lázaro, e desabrocha no desatar em lágrimas — tão profundamente humano — no aproximar-se do túmulo: «Então… ao vê-la [Marta] chorar, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: “Onde o pusestes?”. Responderam-lhe: “Senhor, vinde ver!”. Jesus pôs-se a chorar» (Jo 11, 33-35).

 

Versículo 37 a 45: “Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse? Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí…  Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra. Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste.  Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me enviaste. Depois destas palavras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: Desligai-o e deixai-o ir. Muitos dos judeus, que tinham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele”. 

“Se creres, verás a glória de Deus” – O Papa Francisco disse assim: “A Marta, em lágrimas pela morte do irmão Lázaro, Jesus diz-lhe: « Eu não te disse que, se acreditares, verás a glória de Deus? » (Jo 11, 40). Quem acredita, vê; vê com uma luz que ilumina todo o percurso da estrada, porque nos vem de Cristo ressuscitado, estrela da manhã que não tem ocaso”.

“Pai, rendo-te graças, porque me ouviste” –  O Beato João Paulo II disse: “A relação de Jesus com o Pai é única. Ele sabe que é atendido sempre, sabe que o Pai manifesta através d’Ele a sua glória, mesmo quando os homens podem duvidar d’Ele e têm necessidade de ser convencidos por Ele mesmo… Em virtude deste singular entendimento, Jesus pode apresentar-Se como o revelador do Pai, com um conhecimento que é fruto de uma íntima e misteriosa reciprocidade”.

Monsenhor Jonas Abib disse: ”Que beleza a ressurreição de Lázaro! Jesus mandou tirar a pedra do seu sepulcro. Ele não tem medo de nada, nem do cheiro da morte e do pecado. O que andava o matando e o fazendo cheirar mal? A morte traz mau cheiro e Cristo, sem dó e sem se preocupar com nada, manda tirar a pedra. Você não precisa esconder aquilo que fazia você cheirar mal porque Jesus não tem medo, muito pelo contrário, Ele o manda vir para fora”.

“Jesus ama seu povo e, por isso, ordena que desatemos as amarras que mantem as pessoas presas”. (Liturgia Diária)

“Até se arrastar e sair do sepulcro Lázaro conseguiu, mas quando chegou do lado de fora precisou de outros para tirarem as faixas. Até ali precisou do próprio esforço, mas chegou a hora em que precisou dos outros. Talvez você tenha alguém na sua casa que também precisa de você. Corra para o “Lázaro” que está perto de você e retire as faixas dele. Se você não fizer isso ele não irá conseguir, pois Jesus precisa de você como auxiliar na Misericórdia d’Ele”. (Monsenhor Jonas Abib)

Como fizeste com Lázaro, liberta-nos Senhor, de todas as amarras, dos vícios e do pecado, pois só nos trazem a morte. Liberta-nos, Senhor, para a vida em plenitude! Amém.

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Padre Bantu: “A ressurreição de Lázaro é um dos maiores sinais de Jesus. Jesus, assim, vai manifestando a sua filiação divina, seu poder messiânico, sua missão salvadora, e provoca, cada vez mais, a admiração, a fé, o testemunho daqueles que são beneficiados pela sua ação evangelizadora. O próprio evangelista João anuncia que Jesus fez muitos outros sinais, e que estes sinais “foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, em crendo, tenhais a vida” (Jo 20,30-31).

 

Oração

“Ó Deus da vida, vosso Filho, ao ressuscitar Lázaro, nos ensinou que vós não quereis a morte, mas a vida para vossos filhos e filhas. A morte não é o fim da estrada nem tem a última palavra, porque Jesus é ressurreição e vida para quem nele crê. Fazei que nossos encontros fraternos de oração e partilha de vossa palavra nos fortaleçam na fraternidade e na defesa da vida, principalmente daqueles que a tem ameaçada. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Da Campanha da Fraternidade: “Ó Deus, sempre ouvis o clamor do vosso povo e vos compadeceis dos oprimidos e escravizados. Fazei que experimentem a libertação da cruz e a ressurreição de Jesus. Nós vos pedimos pelos que sofrem o flagelo do tráfico humano. Convertei-nos pela força do vosso Espírito,  e tornai-nos sensíveis às dores destes nossos irmãos.  Comprometidos na superação deste mal,   vivamos como vossos filhos e filhas,  na liberdade e na paz.  Por Cristo nosso Senhor.Amém!”

 

Há uma reflexão nesse Blog desse mesmo Evangelho de São João 11, 1-45, cujo nome é:  A Ressurreição de Lázaro , postada em 8 de abril de 2011. É o post mais acessado do Blog (35.000 visualizações).

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

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31 de março de 2014 at 17:06 Deixe um comentário

Francisco aos Salesianos: “Essencial falar aos jovens com o coração”

 

2014-03-31 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta segunda-feira, 31, o Papa recebeu na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 250 participantes do Capítulo Geral da Sociedade Salesiana de São João Bosco.
Os salesianos elegeram há poucos dias o seu novo Conselho Geral, que deverá orientar, acompanhar e apoiar a Congregação em seu caminho nos próximos anos. Com o seu novo Reitor-mor, Angel Fernàndez Artime, o grupo ouviu o Papa, que abriu seu discurso citando o lema de Dom Bosco, “Dai-me almas e ficai com o resto”.
O Papa lembrou que o fundador reforçou este programa com dois elementos: trabalho e temperança. Trabalho exclusivamente para chegar a Deus, e temperança para se contentar, para ser simples. “A pobreza de Dom Bosco e de Mãe Margarida inspire todos os salesianos e suas comunidades a uma vida essencial e austera, de proximidade aos pobres, transparência e responsabilidade na gestão dos bens”.
Francisco desenvolveu seu discurso a partir de três pontos, começando pela missão própria dos salesianos: a evangelização dos jovens, unida à educação. “Na atual emergência educativa, disse, é fundamental aplicar com o “sistema preventivo” de Dom Bosco e experimentar novas linguagens, bem sabendo que a do coração é a mais direta para se aproximar e ser amigos dos jovens”.
Em seguida, o Papa mencionou a dimensão vocacional, particularmente em destaque em 2015, Ano dedicado à Vida Consagrada. O zelo vocacional requer atenções como a oração, atividades e percursos pessoais, coragem para propor, acompanhar e envolver as famílias. “É preciso evitar visões parciais para não suscitar respostas vocacionais frágeis, com motivações vacilantes”, recomendou.
Em segundo lugar, o Papa citou o mundo da exclusão juvenil e do desemprego e suas consequências. Falou do problema das dependências e de suas raízes, que derivam da falta de amor; e disse que trabalhar com jovens marginalizados requer coragem, maturidade e muita oração. “Por isso, é necessário um atento discernimento e um constante acompanhamento”.
No último ponto, Francisco lembrou o papel de trabalhar em comunidade, mesmo que estas vivam, por vezes, tensões causadas pelo individualismo e pela dispersão: “Acolhimento, respeito, ajuda recíproca, compreensão, cortesia, perdão e alegria”, aconselhou, ressaltando que o espírito de família deixado por Dom Bosco ajuda neste sentido, pois favorece a perseverança e cria atrativos para a vida consagrada.
Antes de se despedir, o Papa fez votos que o bicentenário de nascimento de Dom Bosco seja um momento propício para repropor o carisma do Fundador.
(CM)

31 de março de 2014 at 8:55 Deixe um comentário

31 de março de 2014 at 8:53 Deixe um comentário

Caminhar em direção às promessas de Deus, senão somos “turistas existenciais” – o Papa em Santa Marta

 

2014-03-31 Rádio Vaticana

Na homilia da Missa na Casa de Santa Marta nesta segunda-feira o Papa Francisco falou dos cristãos parados, dos que se enganam no caminho e dos que andam às voltas numa espécie de ‘turismo existencial’. Tomando como estímulo da sua meditação a leitura do Profeta Isaías o Papa Francisco evidenciou o facto de que Deus, antes de pedir alguma coisa, faz uma promessa. E nas promessas de Deus devemos confiar. Mas não basta, pois devemos caminhar para elas – afirmou o Papa Francisco – mas são muitos os cristãos que estão… parados:
“Tantos cristãos parados! Estão tantos para trás que têm uma débil esperança. Sim, acreditam que haverá um Céu e tudo estará bem. Está bem que acreditem, mas não procuram! Cumprem os mandamentos, os preceitos: tudo… Mas estão parados. O Senhor Não pode fazer deles fermento no seu povo, porque não caminham. E este é um problema: os parados. Depois, existem outros que se enganam no caminho: todos nós algumas vezes enganamo-nos no caminho, isso já o sabemos. O problema não é enganar no caminho; o problema é não voltar para trás quando reparamos que nos enganamos.”
O modelo de quem acredita e segue aquilo que a fé lhe indica é o funcionário do rei que procura a cura para o filho doente, tal como nos descreve S. João no Evangelho de hoje – continuou o Santo Padre – este funcionário é um homem e não duvida um instante de Jesus. Mete-se em caminho em direção a casa quando Jesus lhe assegura que o filho está curado. Oposto a esta modelo existe aquele dos que vão à procura mas andam sempre às voltas sem tomarem a sério as promessas de Deus. São ‘turistas existenciais’ – afirmou o Papa Francisco:“São os cristãos errantes: andam às voltas como se a vida fosse um turismo existencial, sem meta, sem tomar as promessas a sério. Aqueles que andam às voltas e enganam-se, porque dizem: ‘Eu caminho!’. Não tu não caminhas, tu andas às voltas.”
“A Quaresma é um belo tempo para pensar se eu sou em caminho eu se eu estou demasiado parado: converteu-vos. Ou se eu sou um turista teologal, um destes que fazem a volta da vida mas nunca fazem um passo à frente. E peço ao Senhor a graça de retomar o caminho, de meter-nos em caminho, mas em direção às promessas.”
(RS)

31 de março de 2014 at 8:51 Deixe um comentário

Décima Primeira Estação: Jesus Promete o Seu Reino ao Bom Ladrão

MEDITAÇÃO

Era um malfeitor. Representa todos os malfeitores, isto é, todos nós. Teve a sorte de estar perto de Jesus no sofrimento, mas todos nós temos a mesma sorte. Digamos-Lhe também nós:  “Senhor, lembrai-Vos de nós, quando chegardes ao vosso reino”. E receberemos a mesma resposta.

E aqueles que não têm a sorte de estar perto de Jesus? Jesus está perto deles, perto de todos e de cada um.

“Jesus, lembrai-Vos de nós”:  digamos-Lho por nós, pelos nossos amigos, pelos nossos inimigos, e pelos perseguidores dos nossos amigos. A salvação de todos é a verdadeira vitória do Senhor.

ORAÇÃO

Jesus, lembrai-Vos de mim, quando, vendo as minhas infidelidades, me sinto tentado ao desespero.

Jesus, lembrai-Vos de mim, quando, depois de repetidos esforços, me vejo ainda no fundo do vale.

Jesus, lembrai-Vos de mim, quando todos se tiverem cansado de mim e mais ninguém me der confiança, vendo-me sozinho e abandonado.

Fonte: Vaticano

30 de março de 2014 at 21:42 Deixe um comentário

Canto de Entrada da Campanha da Fraternidade 2014


Favor clicar abaixo e a direita para assistir no Youtube.

30 de março de 2014 at 10:52 Deixe um comentário

O drama da “cegueira interior” de quem recusa ser iluminado por Jesus: Papa ao Angelus, comentando o episódio do cego de nascença (João 9).

 

2014-03-30 Rádio Vaticana

O drama da “cegueira interior” de quem não reconhece Jesus como Luz do mundo foi sublinhado pelo Papa neste domingo ao meio-dia, na Praça de São Pedro, comentando antes da oração do Angelus, o Evangelho da cura do cego de nascença proposto pela liturgia.
Trata-se do longo capítulo 9 do Evangelho segundo São João, que inicia com um cego que passa a ver e se conclui com gente que presume ver mas que se obstinam em permanecer cegos na alma. O milagre da cura do cego é contado em dois versículos apenas – fez notar o Papa. O evangelista quer centrar as atenções não tanto na cura em si, mas nas discussões que esta suscita. “No final, o cego curado chega à fé, e esta é a maior graça que lhe é feita por Jesus: não só ver, mas conhecê-Lo a Ele, que é a luz do mundo”.
“Ao mesmo tempo que o cego se aproxima gradualmente da luz, os fariseus, pelo contrário, vão-se afundando cada vez mais na cegueira interior.”“Fechados na sua presunção, crêem ter já a luz; e por isso não se abrem à verdade de Jesus. Fazem tudo para negar a evidência” – fez notar o Papa, que observou ainda que o caminho do cego é um percurso com etapas. É só no final que Jesus volta a dar a vista ao que tinha sido cego e que entretanto tinha sido expulso do Templo. “Jesus encontra-o de novo e abre-lhe os olhos pela segunda vez, revelando-lhe a própria identidade. E então aquele que tinha sido cego exclama ‘Creio, Senhor!’ e prostra-se diante de Jesus”.
“O drama da cegueira interior de tanta gente, também de nós!…A nossa vida por vezes é semelhante à do cego que se abriu à luz, a Deus e à sua graça. Por vezes, infelizmente, é um pouco como a dos fariseus: do alto do nosso orgulho julgamos os outros, até mesmo o Senhor. Hoje somo s convidados a abrir-nos à luz de Cristo, para dar fruto na nossa vida, para eliminar os comportamentos que não são cristãos”.
De entre os muitos grupos de peregrinos presentes hoje na praça de São Pedro saudados pelo Papa, não faltou hoje um grupo de “emigrados portugueses de Londres”…Mencionados também, com apreço, militares italianos que realizaram uma longa peregrinação a pé do santuário de Loreto a Roma, rezando pela resolução justa e pacífica dos contenciosos. “Felizes os construtores da paz!” – foi a bem-aventurança evocada a este propósito pelo Papa, que se despediu sugerindo aos presentes que, ao voltar a casa, tomassem o Evangelho para ler e meditar integralmente o episódio evangélico hoje proposto pela liturgia: o capítulo 9 de São João.

30 de março de 2014 at 10:48 Deixe um comentário

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