Audiência: a oração ao Senhor nos salva dos nossos “Getsêmanis” pessoais

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O Papa Francisco interrompeu o ciclo de catequeses sobre o Pai-Nosso para comentar as palavras de Jesus durante a Sua Paixão, na vigília do Tríduo Pascal.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O tríduo pascal que estamos prestes a viver foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (17/04).

Na Praça São Pedro, de modo especial o Pontífice refletiu sobre algumas palavras que Jesus dirigiu ao Pai durante a Sua Paixão. A primeira invocação foi feita depois da Última Ceia, quando disse: “Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho” e ainda “glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”.

Glória é amar

Pode parecer paradoxal que Jesus peça a glória ao Pai quando a Paixão está para acontecer, observou o Papa. A glória na verdade indica o revelar-se de Deus, é o sinal distintivo da sua presença salvadora entre os homens e é o que acontece na Páscoa. “Ali Deus finalmente revela a sua glória, que descobrimos ser toda amor: amor puro, louco e impensável, para além de todo limite e medida.

“ Queridos irmãos e irmãs, façamos nossa a oração de Jesus: peçamos ao Pai para retirar os véus dos nossos olhos para que nesses dias, olhando para o Crucifixo, possamos acolher que Deus é amor. Quantas vezes O imaginamos patrão e não Pai, juiz severo ao invés de Salvador misericordioso! Mas Deus na Páscoa cancela as distâncias, mostrando-se na humildade de um amor que pede o nosso amor. ”

Portanto, nós damos glória ao Pai quando vivemos tudo o que fazemos com amor, com o nosso coração. A verdadeira glória é a do amor, porque é a única que dá vida ao mundo, e não a glória mundana, feita de aclamação e audiência. No centro não está o eu, mas o outro. Ninguém glorifica a si mesmo.

Cada um tem seu próprio Getsêmani

Depois da Última Ceia, Jesus entra no jardim do Getsêmani e também ali reza ao Senhor com a palavra mais tenra e doce: «Abbà», Pai (cfr Mc 14,33-36).

“ Nos nossos Getsêmanis, com frequência escolhemos permanecer sós ao invés de dizer ‘Pai’ e entregarmo-nos, como Jesus, à sua vontade, que é o nosso verdadeiro bem. O problema maior não é a dor, mas como é enfrentada. A solidão não oferece saída; a oração sim, porque é relação, entrega. Quando entrarmos nos nossos Getsêmani, recordemos de rezar assim: ‘Pai’. ”

Romper o círculo do mal com o perdão

Por fim, Jesus dirige ao Senhor uma terceira oração por nós: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lc 23,34).

Jesus reza por quem foi malvado com ele, no momento da dor mais aguda, quando recebia os pregos nos pulsos e nos pés. “Aqui, ao vértice da dor chega o amor: chega o perdão, isto é, o dom à enésima potência, que quebra o círculo do mal.

Rezando nesses dias o “Pai-Nosso” – tema neste período das catequeses  –, o Papa fez votos que possamos pedir uma dessas graças: viver para a glória de Deus, isto é, com amor; que saibamos confiar no Pai nas provações; e encontrar no seu abraço o perdão e a coragem de perdoar.

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18 de abril de 2019 at 5:42 Deixe um comentário

Em Memória de Jesus Cristo – Reflexão do Cardeal Odilo Pedro Scherer

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Hoje recordamos a instituição da
Eucaristia, do sacerdócio e, de
certa forma, da própria Igreja.
Assim, iniciamos o solene Tríduo
de paixão, morte e ressurreição
de Jesus Cristo. Convido todos à
participação completa nas celebrações do sagrado Tríduo Pascal:
sexta-feira santa, Sábado santo
com a Vigília Pascal e Domingo de
Páscoa da Ressurreição. Dediquemos esses dias a Deus e às celebrações da nossa fé.
Na última ceia, ao instituir a Eucaristia, Jesus recomendou aos
apóstolos: “fazei isto em memória de mim todas as vezes que o
fizerdes” (1Cor.11,25; Lc 22,19).
Jesus referia-se à celebração da
Eucaristia, como nova ceia pascal realizada em memória de sua
paixão, morte e ressurreição gloriosa.
O Sacramento da Eucaristia está,
portanto, no centro das ações
da Igreja, reunida em nome dele
e encarregada de manter viva a
“memória de Jesus” até o fim dos
tempos. Quando celebramos a
Missa, não somente recordamos
os gestos e palavras de Jesus na
última ceia, mas recordamos o
próprio Jesus, o grande “mistério” de sua pessoa, sua missão
salvadora, sua pregação, seus
exemplos, a sua vida entregue
sobre a cruz por amor à humanidade, sua morte e ressurreição
gloriosa. Recordamos tudo isso
como realidade perenemente
presente e nos encontramos com
Ele e Ele conosco.
Por isso, a celebração da Eucaristia é a ação mais importante da
Igreja, pois ela anuncia e proclama com fé e gratidão a obra salvadora de Jesus e a esperança de
eternidade que anima o caminhar
da Igreja através dos tempos,
“até que Ele venha”. A Igreja faz
a Eucaristia; mas, na verdade, é
a Eucaristia que faz a Igreja, pois
é ação do próprio Senhor Jesus
Cristo, que preside a Igreja na
pessoa dos seus Ministros ordenados. Eles são servidores do sacerdócio único e eterno de Jesus
e recebem dele a força do Espírito Santo, que dá força e eficácia à
sua ação sacramental. Eucaristia
e sacerdócio estão estreitamente
implicados e unidos.
Por isso, hoje agradecemos especialmente pelos sacerdotes que
presidem a Eucaristia em nossas
igrejas e com nossas comunidades. Não podem faltar sacerdotes
na Igreja, pois viria a faltar a celebração da Eucaristia. Rezemos,
pois, com fé pelos nossos sacerdotes e pelas vocações sacerdotais. Que Deus chame a muitos
adolescentes e jovens de nossas
paróquias para o sacerdócio; e
que esses saibam acolher a vocação sacerdotal com fé e generosidade.
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo

18 de abril de 2019 at 5:35 Deixe um comentário

Bênção dos Santos Óleos e Renovação das Promessas Sacerdotais

Santos óleos - Missa do Crisma - Quinta-feira Santa no Santuário Nacional (foto: Thiago Leon)
Foto: Thiago Leon

Estamos caminhando rumo a Páscoa do Senhor. Este ano, no mês de abril…a Igreja celebra e vivencia a Semana Santa, na qual vivenciaremos com grande piedade os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do nosso Redentor Jesus Cristo. São dias em que a liturgia nos transmite, passo a passo, os últimos acontecimentos da vida terrena do Filho de Deus entre nós. Cristo, Salvador dos homens, é nossa esperança, pois sua vitória na cruz é, antes e tudo, a vitória da vida sobre a morte. Gesto de amor àqueles que, pelo pecado, se afastaram da face de Deus.

Antes de celebrar os mistérios centrais da salvação, toda a comunidade diocesana, de modo muito significativo o clero, se unirá ao seu bispo para a bênção dos Santos Óleos e para a renovação das promessas sacerdotais. Chegamos à Quinta-feira Santa, que nos insere no coração do mistério pascal de Cristo. Nas “Igrejas Catedrais”, pela manhã, temos a “Missa do Santo Crisma”, exórdio do Solene Tríduo Pascal, que se inicia propriamente com a Missa vespertina da Ceia do Senhor. Na “Missa Crismal”, o bispo diocesano, abençoará, como em todos os anos, os óleos litúrgicos: dos catecúmenos e dos enfermos, e consagrará o Santo Crisma, mediante os quais anuncia-se o novo “ano da graça” do Senhor” (Lc4, 19; Is 61, 2). Por isso falamos ser chamada “Missa dos Santos Óleos”. Os óleos estão no centro da ação litúrgica. São esses óleos que servirão para a administração dos sacramentos do batismo, da Confirmação, da Ordem e da Unção dos Enfermos.

O óleo é sinal da bondade e misericórdia de Deus que nos toca.

O óleo é sinal da bondade e misericórdia de Deus que nos toca. Assim o óleo, nas suas diversas formas, nos acompanha ao longo de toda a nossa vida, desde o catecumenato e o batismo até o momento do fim da nossa caminhada terrestre, onde nos encontraremos, face a face, com Deus juiz e salvador. Na Igreja Primitiva, o óleo consagrado foi considerado, particularmente, como sinal da presença do Espírito Santo, que se comunica conosco a partir de Cristo, o ungido. O Espírito é o óleo da alegria.

Nessa celebração, além de abençoar e consagrar os óleos, renovam-se as promessas sacerdotais pronunciadas no dia da ordenação, sendo por isso também chamada Missa da Unidade, manifestando assim a comunhão diocesana em torno do mistério pascal de Cristo, sendo um momento muito intenso de comunhão eclesial, de participação intensa das comunidades e de valorização dos sacramentos da vida da Igreja.

Todos os presbíteros, quer diocesanos quer religiosos, participam e exercem com o bispo o sacerdócio único de Cristo; estão, pois, constituídos cooperadores providentes da ordem episcopal. Sob a autoridade e o pastoreio do bispo, recebem a rica missão da cura de almas em nossa diocese ou onde são enviados como itinerantes. “Com efeito, os presbíteros, em virtude da sagrada ordenação e da missão que recebem das mãos do Bispo, são promovidos ao serviço de Cristo mestre, sacerdote e rei, de cujo ministério participam, mediante o qual a Igreja continuamente é edificada em Povo de Deus, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo”. (Cf. Presbyterorum Ordines). Por isso, todos os bispos, nas respectivas igrejas particulares, que estão presentes pelo mundo inteiro, concelebram a Liturgia Eucarística com o seu presbitério e comunidades, tornando visível o afeto, o carinho e a pronta obediência ao seu pastor. Vendo o clero em torno do seu bispo, experimentamos a unidade da Igreja, que pelo episcopado alude a Cristo, “pastor e guarda de nossas almas”, como menciona o apóstolo Pedro em sua primeira carta (Cf. 1Pd 2,25).

A Igreja reunida é sinal de plena comunhão, pois a reunião do povo, assembleia santa, junto aos presbíteros e em união com o arcebispo, manifesta uma solene e verdadeira liturgia agradável a Deus. Unidos na grande diversidade de dons, somos edificados e conduzidos pelo Espírito Santo, tornando-nos, assim, a Igreja corpo místico de Jesus Cristo e instrumento de Salvação para os homens.

Que a Virgem Aparecida, Rainha do Brasil, nos ajude a acolhermos os dons do Espírito Santo, e com eles vivenciarmos, com a Igreja, o mistério de Cristo Ressuscitado.

Site do Santuário Nacional de Aparecida

17 de abril de 2019 at 5:52 Deixe um comentário

Tríduo Pascal – Reflexão de São João Paulo II

PAPA JOÃO PAULO II

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-Feira, 7 de Abril de 2004

Convertamos o coração Àquele que, por amor, morreu por nós

1. “Jesus Cristo… rebaixou-se a si mesmo, tornou-se obediente até… à morte de cruz… Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo” (Fl 2, 8-9). Ouvimos há pouco estas palavras do hino contido na Carta aos Filipenses. Elas apresentam-nos, de modo essencial e eficaz, o mistério da paixão e morte de Jesus; ao mesmo tempo, faz-nos entrever a glória da Páscoa de ressurreição. Por conseguinte, constituem uma meditação que introduz nas celebrações do Tríduo Pascal, que começa amanhã.

2. Caríssimos Irmãos e Irmãs, preparamo-nos para reviver nos próximos dias o grande mistério da nossa salvação. Amanhã de manhã, Quinta-Feira Santa, em todas as comunidades diocesanas, o Bispo celebra juntamente com o seu presbitério a Missa Crismal, na qual são abençoados os óleos o dos catecúmenos, o dos doentes e o santo Crisma. À noite faz-se memória da Última Ceia com a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. O rito do “lava-pés” recorda que, com este gesto realizado por Jesus no Cenáculo, Ele antecipou o Sacrifício do Calvário, e deixou-nos como nova lei, “mandatum novum”, o seu amor. Segundo uma tradição piedosa, depois dos ritos da Missa em Cena Domini, os fiéis detêm-se em adoração diante da Eucaristia durante a noite. É uma vigília de oração singular, que se relaciona com a agonia de Cristo no Getsêmani.

3. Na Sexta-Feira Santa a Igreja celebra a paixão e morte do Senhor. A assembleia cristã é convidada a meditar sobre o mal e sobre o pecado que oprimem a humanidade e sobre a salvação realizada com o sacrifício redentor de Cristo. A Palavra de Deus e alguns ritos litúrgicos sugestivos, como a adoração da Cruz, ajudam a percorrer as várias etapas da Paixão. Além disso, a tradição cristã deu vida, neste dia, a várias manifestações de piedade popular. Entre elas sobressaem as procissões penitenciais da Sexta-feira Santa e a prática piedosa da “Via Crucis”, que fazem interiorizar melhor o mistério da Cruz.

Um grande silêncio caracteriza o Sábado Santo. De facto, não são previstas liturgias particulares neste dia de expectativa e de oração. Nas Igrejas há um grande silêncio, enquanto que os fiéis, à imitação de Maria, se preparam para o grande acontecimento da Ressurreição.

4. Ao cair da noite de Sábado Santo tem início a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”. Depois de ter abençoado o novo fogo, acende-se o círio pascal, símbolo de Cristo que ilumina cada homem, e ressoa jubiloso o grande anúncio do Exsultet. A Comunidade eclesial, pondo-se à escuta da Palavra de Deus, medita a grande promessa da libertação definitiva da escravidão do pecado e da morte. Seguem-se os ritos do Baptismo e da Confirmação para os catecúmenos, que percorreram um longo itinerário de preparação.

O anúncio da ressurreição irrompe na escuridão da noite e toda a criação desperta do sono da morte, para reconhecer a realeza de Cristo, como realça o hino paulino no qual se inspiram estas nossas reflexões “Para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho, os dos seres que estão no céu, e na terra e debaixo da terra e toda a língua proclame Jesus Cristo é o Senhor” (Fl 2, 10-11).

5. Caríssimos Irmãos e Irmãs, estes dias são oportunos como nunca para tornar mais viva a conversão do nosso coração Àquele que por amor morreu por nós.

Deixemos que seja Maria, a Virgem fiel, quem nos acompanha; com ela detenhamo-nos no Cenáculo e permaneçamos ao lado de Jesus no Calvário, para o encontrar por fim, ressuscitado, no dia de Páscoa.

Com estes sentimentos e desejos, formulo os mais cordiais bons votos de feliz Páscoa para vós aqui presentes, para as vossas Comunidades e para os vossos familiares.

17 de abril de 2019 at 5:38 Deixe um comentário

Notre Dame de Paris ravagée par les flammes. La proximité du Saint-Siège – para os irmãos de língua francesa

La cathédrale Notre Dame de Paris en proie aux flammes, lundi 15 avril 2019.

La cathédrale Notre Dame de Paris en proie aux flammes, lundi 15 avril 2019.   (AFP or licensors)

Lundi 15 avril dans la soirée, un incendie s’est déclaré dans les combles de la cathédrale Notre-Dame de Paris. La flèche est tombée sur la nef. Le Directeur par intérim de la Salle de Presse du Vatican s’est exprimé dans la soirée.

Cité du Vatican  – 22 heures

«Le Saint-Siège a appris avec incrédulité et tristesse la nouvelle du terrible incendie qui a ravagé la cathédrale Notre-Dame de Paris, symbole de la chrétienté, en France et dans le monde». Peu avant 22h00, Alessandro Gisotti, Directeur par intérim de la Salle de Presse du Vatican, s’est exprimé sur les réseaux sociaux pour souligner la «solidarité» et la «proximité» du Saint-Siège avec les catholiques français et avec la population parisienne. «Nous prions pour les pompiers et pour tous ceux qui font leur possible pour faire face à cette situation dramatique».

Parti des toits peu avant 19h00, le feu s’est rapidement propagé à l’ensemble de l’édifice et la flèche s’est effondrée sur la nef, ainsi que les toitures, le transept et le chœur.

Les pompiers peinent à éteindre les flammes, situées à plusieurs dizaines de mètres de haut et favorisées par le vent. Sur place, les forces de l’ordre élargissent sans cesse le cordon de sécurité en raison des risques d’effondrements.

Le porte-parole des évêques de France, Vincent Neymon a réagi: «Un haut-lieu de la foi catholique est en train de brûler». Mgr Michel Aupetit, archevêque de la capitale, est sur place.

Emmanuel Macron, qui devait présenter ses mesures à l’issue du grand débat, a reporté son allocution et doit se rendre sur place. Le président de la République a annoncé sur Twitter qu’il partageait «l’émotion de toute une nation».

Les réactions internationales affluent : Donald Trump a tweeté : «C’est si terrible d’assister à ce gigantesque incendie à Notre-Dame de Paris.» Berlin a également fait part de son soutien, estimant que l’incendie « frappe aussi nos cœurs».

Marie Malzac, journaliste La Croix, sur place quai rive gauche, et jointe par téléphone lundi 15 avril, est bloquée dans le périmètre. Elle témoigne: «La partie avant du toit, derrière les deux tours de la cathédrale, s’est effondrée. Les flammes sont très hautes, les pompiers sont parvenus jusqu’au toit, sans rien maitriser. Tout ce qui est en plomb et en bois a été dévoré par les flammes, il ne reste que la pierre, qui aura elle plus de mal à être détruite. Mais l’incendie ne donne aucun signe de faiblesse. Des milliers de badauds observent depuis les quais la scène, médusés et choqués, surtout les Parisiens».

Une Parisienne, que la journaliste de La Croix, Marie Malzac, a pu interroger, pense quant à elle, à tous les chefs d’œuvre que renferme la cathédrale. «Une scène surréaliste, il y a de la cendre partout, l’odeur de brûlé se sent très loin dans Paris.  La police ignore encore l’origine de l’incendie. L’incertitude règne

 

16 de abril de 2019 at 5:39 Deixe um comentário

Paixão do Senhor – Tudo está consumado – São João 18, 1-19, 42 – Dia 19 de abril de 2019

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Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João 18,1-19,42
Prenderam Jesus e o amarraram.

Naquele tempo:
1Jesus saiu com os discípulos
para o outro lado da torrente do Cedron.
Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos.
2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar,
porque Jesus costumava reunir-se aí
com os seus discípulos.
3Judas levou consigo um destacamento de soldados
e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus,
e chegou ali com lanternas, tochas e armas.
4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer,
saiu ao encontro deles e disse: ‘A quem procurais?’
5Responderam: ‘A Jesus, o nazareno’.
Ele disse: ‘Sou eu’.
Judas, o traidor, estava junto com eles.
6Quando Jesus disse: ‘Sou eu’,
eles recuaram e caíram por terra.
7De novo lhes perguntou:
‘A quem procurais?’
Eles responderam: ‘A Jesus, o nazareno’.
8Jesus respondeu: ‘Já vos disse que sou eu.
Se é a mim que procurais,
então deixai que estes se retirem’.
9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
‘Não perdi nenhum daqueles que me confiaste’.
10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo,
puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha direita.
O nome do servo era Malco.
11Então Jesus disse a Pedro:
‘Guarda a tua espada na bainha.
Não vou beber o cálice que o Pai me deu?’

Conduziram Jesus primeiro a Anás.

12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos
judeus prenderam Jesus e o amarraram.
13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de
Caifás, o sumo sacerdote naquele ano.
14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
‘É preferível que um só morra pelo povo’.
15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus.
Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote
e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote.
16Pedro ficou fora, perto da porta.
Então o outro discípulo,
que era conhecido do sumo sacerdote, saiu,
conversou com a encarregada da porta
e levou Pedro para dentro.
17A criada que guardava a porta disse a Pedro:
‘Não pertences também tu aos discípulos desse homem?’
Ele respondeu: ‘Não’.
18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira
e estavam-se aquecendo, pois fazia frio.
Pedro ficou com eles, aquecendo-se.
19Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus
a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento.
20Jesus lhe respondeu:
‘Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na
sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem.
Nada falei às escondidas.
21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que
falei; eles sabem o que eu disse.’
22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava
deu-lhe uma bofetada, dizendo:
‘É assim que respondes ao sumo sacerdote?’
23Respondeu-lhe Jesus: ‘Se respondi mal, mostra em quê;
mas, se falei bem, por que me bates?’
24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás,
o sumo sacerdote.

Não és tu também um dos discípulos dele? Pedro negou: ‘Não!

25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se.
Disseram-lhe:
‘Não és tu, também, um dos discípulos dele?’
Pedro negou: ‘Não!’
26Então um dos empregados do sumo sacerdote,
parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha,
disse: ‘Será que não te vi no jardim com ele?’
27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou.

O meu reino não é deste mundo.

28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador.
Era de manhã cedo.
Eles mesmos não entraram no palácio,
para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa.
29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
‘Que acusação apresentais contra este homem?’
30Eles responderam: ‘Se não fosse malfeitor,
não o teríamos entregue a ti!’
31Pilatos disse: ‘Tomai-o vós mesmos
e julgai-o de acordo com a vossa lei.’
Os judeus lhe responderam:
‘Nós não podemos condenar ninguém à morte’.
32Assim se realizava o que Jesus tinha dito,
significando de que morte havia de morrer.
33Então Pilatos entrou de novo no palácio,
chamou Jesus e perguntou-lhe:
‘Tu és o rei dos judeus?’
34Jesus respondeu:’Estás dizendo isto por ti mesmo,
ou outros te disseram isto de mim?’
35Pilatos falou: ‘Por acaso, sou judeu?
O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim.
Que fizeste?’.
36Jesus respondeu: ‘O meu reino não é deste mundo.
Se o meu reino fosse deste mundo,
os meus guardas lutariam para que eu não
fosse entregue aos judeus.
Mas o meu reino não é daqui.’
37Pilatos disse a Jesus: ‘Então tu és rei?’
Jesus respondeu: ‘Tu o dizes: eu sou rei.
Eu nasci e vim ao mundo para isto:
para dar testemunho da verdade.
Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.’
38Pilatos disse a Jesus: ‘O que é a verdade?’
Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus,
e disse-lhes: ‘Eu não encontro nenhuma culpa nele.
39Mas existe entre vós um costume,
que pela Páscoa eu vos solte um preso.
Quereis que vos solte o rei dos Judeus?’
40Então, começaram a gritar de novo:
‘Este não, mas Barrabás!’ Barrabás era um bandido.

Viva o rei dos judeus!

19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus.
2Os soldados teceram uma coroa de espinhos
e colocaram-na na cabeça de Jesus.
Vestiram-no com um manto vermelho,
3aproximavam-se dele e diziam:’Viva o rei dos judeus!’
E davam-lhe bofetadas.
4Pilatos saíu de novo e disse aos judeus:
‘Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós,
para que saibais que não encontro nele crime algum.’
5Então Jesus veio para fora,
trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho.
Pilatos disse-lhes: ‘Eis o homem!’
6Quando viram Jesus,
os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
‘Crucifica-o! Crucifica-o!’
Pilatos respondeu: ‘Levai-o vós mesmos para o
crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.’
7Os judeus responderam: ‘Nós temos uma Lei,
e, segundo esta Lei, ele deve morrer,
porque se fez Filho de Deus’.
8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda.
9Entrou outra vez no palácio
e perguntou a Jesus: ‘De onde és tu?’
Jesus ficou calado.
10Então Pilatos disse: ‘Não me respondes?
Não sabes que tenho autoridade para te soltar
e autoridade para te crucificar?’
11Jesus respondeu:
‘Tu não terias autoridade alguma sobre mim,
se ela não te fosse dada do alto.
Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.’

Fora! Fora! Crucifica-o!

12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus.
Mas os judeus gritavam:
‘Se soltas este homem, não és amigo de César.
Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César’.
13Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe
Jesus para fora e sentou-se no tribunal,
no lugar chamado ‘Pavimento’, em hebraico ‘Gábata’.
14Era o dia da preparação da Páscoa,
por volta do meio-dia.
Pilatos disse aos judeus: ‘Eis o vosso rei!’
15Eles, porém, gritavam: ‘Fora! Fora! Crucifica-o!’
Pilatos disse: ‘Hei de crucificar o vosso rei?’
Os sumos sacerdotes responderam:
‘Não temos outro rei senão César’.
16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado,
e eles o levaram.

Ali o crucificaram, com outros dois.

17Jesus tomou a cruz sobre si
e saiu para o lugar chamado ‘Calvário’,
em hebraico ‘Gólgota’.
18Ali o crucificaram, com outros dois:
um de cada lado, e Jesus no meio.
19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro
e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:
‘Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus’.
20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em
que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade.
O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego.
21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a
Pilatos: ‘Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’,
mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’.’
22Pilatos respondeu: ‘O que escrevi, está escrito’.

Repartiram entre si as minhas vestes.

23Depois que crucificaram Jesus,
os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes,
uma parte para cada soldado.
Quanto à túnica, esta era tecida sem costura,
em peça única de alto a baixo.
24Disseram então entre si: ‘Não vamos dividir a túnica.
Tiremos a sorte para ver de quem será’.
Assim se cumpria a Escritura que diz:
‘Repartiram entre si as minhas vestes
e lançaram sorte sobre a minha túnica’.
Assim procederam os soldados.

Este é o teu filho. Esta é a tua mãe.

25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé
a sua mãe, a irmó da sua mãe, Maria de Cléofas,
e Maria Madalena.
26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que
ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, este é o teu filho’.
27Depois disse ao discípulo: ‘Esta é a tua mãe’.
Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

Tudo está consumado.

28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado,
e para que a Escritura se cumprisse até o fim,
disse: ‘Tenho sede’.
29Havia ali uma jarra cheia de vinagre.
Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre
e levaram-na à boca de Jesus.
30Ele tomou o vinagre e disse: ‘Tudo está consumado’.
E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

E logo saiu sangue e água.

31Era o dia da preparação para a Páscoa.
Os judeus queriam evitar
que os corpos ficassem na cruz durante o sábado,
porque aquele sábado era dia de festa solene.
Então pediram a Pilatos
que mandasse quebrar as pernas aos crucificados
e os tirasse da cruz.
32Os soldados foram
e quebraram as pernas de um e depois do outro
que foram crucificados com Jesus.
33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava
morto, não lhe quebraram as pernas;
34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança,
e logo saiu sangue e água.
35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é
verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade,
para que vós também acrediteis.
36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura,
que diz: ‘Não quebrarão nenhum dos seus ossos’.
37E outra Escritura ainda diz:
‘Olharão para aquele que transpassaram’.

Envolveram o corpo de Jesus com os aromas, em faixas de linho.

38Depois disso, José de Arimatéia,
que era discípulo de Jesus
– mas às escondidas, por medo dos judeus –
pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus.
Pilatos consentiu.
Então José veio tirar o corpo de Jesus.
39Chegou também Nicodemos,
o mesmo que antes tinha ido a Jesus de noite.
Trouxe uns trinta quilos de perfume
feito de mirra e aloés.
40Então tomaram o corpo de Jesus
e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho,
como os judeus costumam sepultar.
41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim
e, no jardim, um túmulo novo,
onde ainda ninguém tinha sido sepultado.
42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo
estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

Fonte: CNBB

“Solidários com os pobres e sofredores, Jesus assume a cruz por fidelidade à missão que o Pai lhe confiou. Nesta tarde, unimo-nos a Ele, servo sofredor, e acompanhamos seus passos rumo ao julgamento e à condenação. Celebremos em comunhão com os abandonados e com os que vivem em extrema pobreza”. (Liturgia Diária)

O Padre Guido Mottinelli disse: “Hoje é Sexta-feira Santa, dia do maior luto na história da Igreja, pensando e meditando a paixão e morte de Jesus. É dia de jejum e de abstinência de carne. É costume, em todas as cidades, fazer uma procissão com a imagem de Jesus morto, acompanhado pela imagem de Nossa Senhora das Dores, que assistiu a morte de Jesus.  Que Maria nos ajude a entender o valor do sacrifício e da morte de Jesus, para que possamos nos revestir da graça que nos liberta do pecado”,

O Padre Pacheco disse que “a Sexta-feira Santa é um dia fundado liturgicamente em torno da paixão do Senhor e da sua morte na cruz. Hoje cumpre-se o repetido anúncio de Jesus nos evangelhos sobre a sua morte violenta em Jerusalém. A pergunta é óbvia: por que tinha que ser assim? A resposta mais profunda e válida somente Deus pode dá-la, pois pisamos o terreno insondável da vontade divina e do seu projeto eterno de redenção realizado em Cristo”.

“Aquilo que dizes é perfeitamente verdadeiro, aquilo que ordenas perfeitamente justo, e a cruz de onde nos falas o atesta. Atesta-o igualmente o sangue que corre a jorros e que brada ao Céu (Gn 4,10), e por fim, também esta morte: se por ela se rasgou o véu do templo e se abriram fendas nas mais duras rochas (Mt 27,51), como não fará o mesmo, e mais ainda, no coração dos crentes, levando-os a submeter-se?” (São Roberto Belarmino)

“Mas, se tinha esse poder divino, porque foi que disse: «Agora a minha alma está perturbada»? Como se explica que, detendo tal poder, este homem-Deus Se tenha perturbado, a não ser porque carrega a imagem da nossa fraqueza? Quando afirma: «Tenho poder de a oferecer e poder de a retomar», Cristo mostra-Se tal como é em Si mesmo. Quando Se mostra perturbado com a aproximação da morte, mostra-Se tal como é em ti”. (São Cirilo de Jerusalém)

Frei Raniero Cantalamessa: “Ao verem que Jesus já estava morto, os soldados não lhe quebraram as pernas, mas um deles abriu-lhe o peito com uma lança do qual saiu, imediatamente, sangue e água. Quem viu este fato deu testemunho, – que é digno de fé, pois ele sabe que diz a verdade – a fim de que vós creiais”.

Conclusão:

“Devemos nos unir ao sacrifício de Cristo. O nosso sofrimento deve estar unido ao mistério do sofrimento de Cristo. Aquele sofrimento para o qual não encontramos razão devemos lança-lo ao pés da cruz. Devemos saber que se na nossa vida existe uma Sexta-Feira da Paixão, existirá também uma manhã de Ressurreição. Ainda que toda a nossa vida seja uma Sexta-Feira da Paixão, isto é pouco diante da Eternidade de Ressurreição que Cristo nos promete”. (Padre Fábio Siqueira)

Oração:

“Diante da cruz de Jesus, agradeçamos-lhe o seu amor. Peçamos-lhe perdão de nossos pecados. Digamos que cremos nele, que o amamos muito, que queremos segui-Lo até o fim de nossa vida, mesmo quando tivermos de carregar a cruz na nossa vida”. (Site da Academia Marial)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

16 de abril de 2019 at 5:37 Deixe um comentário

Frei Cantalamessa: “Caminho da fé pascal da Igreja”

Capela Redemptoris Mater

Capela Redemptoris Mater  (Vatican Media)

“Caminho da fé pascal da Igreja: Cristo morreu por amor pelos nossos pecados e ressuscitou pela nossa justificação”. Palavras do Frei Raniero Cantalamessa na quinta e última reflexão da Quaresma para o Santo Padre e a Cúria Romana na manhã desta sexta-feira (12/04) na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano

Manoel Tavares – Cidade do Vaticano

O Santo Padre participou, junto com a Cúria Romana, da quinta e última pregação de Quaresma do Frei Capuchinho, Raniero Cantalamessa, pregador oficial da Casa Pontifícia.

Na sua última pregação, em preparação à Páscoa do Senhor, Frei Cantalamessa apresentou o “mistério de Cristo”, partindo de duas abordagens diferentes, mas complementares, do evangelista São João e do Apóstolo São Paulo.

João encara o mistério de Cristo a partir da Encarnação: Jesus, o Verbo feito carne e supremo revelador do Deus vivo. A salvação consiste em reconhecer que Jesus se encarnou como Filho de Deus. Como podemos ver, a “pessoa” de Jesus homem-Deus está ao centro de tudo.

Esta visão de João é evidente, se a compararmos com a de Paulo. O centro da atenção, para o Apóstolo, não é tanto a pessoa de Cristo, entendida como realidade ontológica, mas a sua obra, ou seja, seu mistério pascal de morte e ressurreição. A salvação não consiste tanto em crer que Jesus é o Filho de Deus, que se encarnou, mas em crer em Jesus “que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação”. Logo, o acontecimento central para Paulo não é a “Encarnação”, mas o “mistério Pascal”.

A acentuação dos dois polos do mistério de Cristo reflete o caminho histórico da fé em Cristo depois da Páscoa. João reflete o nível mais avançado da fé em Cristo.

As perspectivas de João e Paulo, que se fundem, apesar da sua acentuação diferente.

A teologia e a espiritualidade ortodoxa baseia-se, sobretudo, em São João; a teologia ocidental – mais protestante do que católica – se baseia em São Paulo. Na tradição grega, a escola de Alexandria era mais joanina enquanto a de Antioquia era mais paulina: na primeira, a salvação consiste na divinização; na segunda, na imitação de Cristo.

Cristo e o destino da humanidade

Ao término das suas pregações quaresmais, o Frei Capuchinho quis dar ênfase à figura de Cristo, segundo São Paulo, que muda o destino da humanidade, por meio da cruz.

O Apóstolo fala de uma novidade na ação de Deus, uma espécie de mudança de ritmo e de método: o mundo não foi capaz de reconhecer Deus no esplendor e na sabedoria da sua Criação. Então, Deus decide revelar-se de maneira oposta daquele que os homens pensam, ou seja, através da impotência e da loucura da Cruz.

Deus é amor! Na cruz, ele manifestou seu grande amor pelos homens. Com a sua criação, Deus nos encheu de dons; na sua redenção, sofreu por nós.

Desta forma, o Pregador da Casa Pontifícia identificou as etapas no caminho da fé pascal da Igreja: morte, ressurreição de Cristo: “Morreu pelos nossos pecados e ressuscitou pela nossa justificação”. Aqui, nasce espontaneamente a pergunta: “Por que ele morreu pelos nossos pecados?” E a resposta é unânime, tanto para João como para Paulo: “Ele morreu por amor”.

Mistério pascal

Frei Cantalamessa concluiu sua última pregação de Quaresma, com a pergunta: qual a nossa resposta diante do mistério pascal, que revivemos na Semana Santa? A primeira resposta fundamental é a da fé, uma fé que “arrebata” o Reino dos Céus.

Por isso, São Paulo exorta os cristãos a “se despojarem do homem velho e a se revestirem do homem novo, Cristo”, que é o exemplo de um novo tipo de amor, vivido mediante a fé e os Sacramentos.

15 de abril de 2019 at 5:41 Deixe um comentário

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