Igreja Católica – Reflexão de São Cirilo de Jerusalém

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Timóteo e Tito levam por todo o mundo a fé dos apóstolos

A Igreja é chamada católica ou universal porque está espalhada por todo o mundo, de uma à outra extremidade da Terra, e porque ensina, universalmente e sem erro, toda a doutrina que os homens devem conhecer, sobre as coisas visíveis e invisíveis, celestes e terrenas. É chamada católica também porque conduz ao verdadeiro culto toda a classe de homens, autoridades e súbditos, doutos e incultos. É católica finalmente porque cura e sara todo o gênero de pecados, tanto os da alma como os do corpo, e possui todo o gênero de virtudes, qualquer que seja o seu nome, em obras e palavras, e os mais diversos dons espirituais. Com toda a propriedade é chamada Igreja, quer dizer, assembleia convocada, porque convoca e reúne a todos na unidade, tal como o Senhor determina no Levítico: «Convoca toda a assembleia para a entrada da tenda da reunião» (8,3) […]. E no Deuteronômio diz Deus a Moisés: «Convoca o povo para junto de Mim, a fim de ouvirem as minhas palavras» (4,10). […] Também o salmista proclama: «Eu Te darei graças na solene assembleia, e Te louvarei no meio da multidão» (Sl 35,18) […]. Mas foi a partir das nações gentias que o Salvador instituiu uma segunda assembleia, a nossa Santa Igreja dos cristãos, acerca da qual disse a Pedro: «Sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do abismo nada poderão contra ela» (Mt 16,18). […] E quando a primeira assembleia, fundada na Judeia, foi destruída, multiplicaram-se por toda a Terra as Igrejas de Cristo. Delas falam os salmos, que dizem: «Aleluia! Cantai ao Senhor um cântico novo, louvai-O na assembleia dos fiéis!» (149,1). […] E é a respeito desta nova Igreja Santa e Católica que Paulo escreve a Timóteo: «Quero que saibas como deves proceder na casa de Deus, esta Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade» (1Tm 3,15).

Fonte: Evangelho Quotidiano

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20 de julho de 2019 at 5:37 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

Hoje, festa da , contemplamos Nossa Senhora que está ao lado da Cruz de Cristo. Esse é também o lugar da Igreja: perto de Cristo.

No Evangelho de hoje, Jesus propõe como modelo o samaritano, que amando o irmão como a si mesmo, demonstra que ama a Deus com todo o coração e expressa, ao mesmo tempo, verdadeira religiosidade e plena humanidade.
Hoje se celebra o , dedicado aos marítimos e pescadores. Rezo por eles e por suas famílias e encorajo a realizar todo esforço para proteger e salvaguardar seus direitos humanos.
A fé é um dom que mantém viva uma certeza profunda e bela: somos filhos amados por Deus.
Deus Pai acolha Vincent Lambert em seus braços. Não construamos uma civilização que elimina as pessoas cujas vidas consideramos não sejam mais dignas de serem vividas: toda vida tem valor, sempre.

19 de julho de 2019 at 5:48 Deixe um comentário

Santa Sé: fazer mais para combater a fome no mundo

Depois da Ásia, o continente africano é o que mais sofre com a fome

Depois da Ásia, o continente africano é o que mais sofre com a fome  (AFP or licensors)

Em 2018, mais de 820 milhões de pessoas não tinham comida suficiente. É o que revela o último relatório da ONU sobre o estado da segurança alimentar e nutricional no mundo. Mons. Fernando Chica Arellano, Observador Permanente junto aos organismo das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, falou ao Vatican News sobre os desafios para combater a fome.

Barbara Castelli – Cidade do Vaticano

“A humanidade não cumpriu suficientemente seu dever pelos irmãos mais pobres”. Com estas palavras, Mons. Fernando Chica Arellano, Observador Permanente da Santa Sé junto à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e ao Programa Mundial de Alimentos (PAM), comenta o relatório de 2019 sobre o estado da segurança alimentar e nutricional no mundo. O documento foi apresentado na terça-feira, 15,  em Nova York, por cinco agências da ONU: FAO, FIDA, UNICEF (Fundo para a Infância), PAM e OMS (Organização Mundial da Saúde). O relatório faz parte do monitoramento dos progressos em direção ao segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – “Fome Zero” – que visa derrotar a fome, promover a segurança alimentar e colocar fim a todas as formas de desnutrição até 2030.

Os números da crueldade da fome

Pelo terceiro ano consecutivo, a fome no mundo não dá sinais de declínio: em 2018, cerca de 820 milhões de pessoas não tinham comida suficiente, em comparação aos 811 milhões do ano anterior. As crianças com baixo peso ao nascer são 20,5 milhões (1 em cada 7), as crianças com menos de 5 anos com desnutrição crônica são 148,9 milhões e aquelas que sofrem de desnutrição aguda são 49,5 milhões. A fome está aumentando, de modo particular, em países onde o crescimento econômico está ficando para trás, com baixa renda média e aqueles cuja renda depende do comércio internacional de matérias-primas.

Em contraposição a esta triste realidade, o relatório das Nações Unidas também revela que no mundo está em aumento a obesidade e o número de pessoas com excesso de peso, particularmente entre crianças em idade escolar e adultos; e que as probabilidades de insegurança alimentar são maiores entre mulheres do que entre os homens, em todos os continentes, com a maior diferença na América Latina.

“O relatório – continua Mons. Fernando Chica Arellano na entrevista concedida ao Vatican News – está nos dizendo que as pessoas por trás desses números não têm um presente sereno nem um futuro luminoso”. “A comunidade internacional realmente deveria fazer mais – ressalta – falta a vontade, sobretudo em remover as causas devidas ao homem, como os conflitos, a crise econômica e as mudanças climáticas”.

O grito de ajuda que vem da Ásia e da África

O maior número de pessoas subnutridas (mais de 500 milhões) vive na Ásia, principalmente na parte sul. Também na África, a situação é extremamente alarmante, com as mais altas taxas de fome no mundo, que continuam a aumentar lentamente, mas de forma constante, em quase todas as regiões.

Em particular, na África Oriental, cerca de um terço da população (30,8%) está subnutrida. Além do clima e dos conflitos, o aumento é favorecido pelas crises econômicas. O Observador Permanece junto às organizações e organismos das Nações Unidas para alimentação e a agricultura, enfatiza que “todos podemos fazer algo para combater a fome”, antes de tudo não desperdiçando alimentos e não cedendo à indiferença, como os personagens da parábola do “bom samaritano”. “A comunidade internacional – acrescenta – deve crescer em solidariedade, porque a solidariedade, o investimento na paz, são uma forma de lutar contra a fome”.

Entrevista com Mons. Fernando Chica Arellano

R. – Este relatório nos diz que a humanidade não cumpriu suficientemente o seu dever em relação aos nossos irmãos mais pobres. A fome continua a aumentar. Isso evidencia – eu diria – a grandeza do desafio de atingir a meta de desenvolvimento sustentável “Fome zero”, até 2030. Portanto, significa que devemos trabalhar mais para melhor cumprir nosso dever como comunidade internacional e, sobretudo como pessoas, também em nível individual. Os números são realmente muito eloquentes. Falemos da Ásia: 513,9 milhões de pessoas famintas. Falemos da África: 256,1 milhões de pessoas. Na América Latina 42,5 milhões. Mas o relatório enfatiza não apenas a crueldade da fome, mas também outro aspecto: a obesidade. Os adultos obesos do mundo são 672 milhões, 13%, ou uma pessoa em cada oito. Portanto, o problema não é somente a desnutrição, mas também a má nutrição. O relatório, na verdade, está nos dizendo que as pessoas  que estão por trás desses números não têm um presente sereno nem um futuro luminoso. A comunidade internacional realmente deveria fazer mais. Falta a vontade, sobretudo na remoção das causas devidas ao homem, como os conflitos, a crise econômica e as mudanças climáticas. Esses três continuam a ser os fatores que produzem esses flagelos.

A atenção aos últimos, a quem sofre, é um tema muito caro ao Papa Francisco. Como é possível promover, também nas pequenas coisas, uma transformação estrutural inclusiva?

R. – Todos podemos fazer algo para lutar contra a fome. Primeiro de tudo, não desperdiçar comida; depois, não passar, como fez o sacerdote ou o levita, diante do pobre fechando os olhos ou não ouvindo o grito dos famintos. Isso a nível pessoal. A nível paroquial e de outras ONGs, tantas coisas belas estão sendo feitas, há bonitas iniciativas. Mas se pode fazer mais. Esse relatório é um impulso para fazer mais. Depois a comunidade internacional deve crescer em solidariedade, porque a solidariedade, o investimento na paz é uma forma de lutar contra a fome. Se nós não derrotarmos a fome, todos os outros objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030, acredito que não poderão ser alcançados. O objetivo número um e o objetivo número dois são fundamentais para alcançar os outros 15 objetivos, que todos juntos sintetizam dizendo que não devemos deixar ninguém para trás. O Papa Francisco, no dia 27 de junho, recebeu a Conferência da FAO dizendo que este é um problema que deve envolver a todos, porque o sofrimento de uma pessoa é o sofrimento de todos. Ele também fez um apelo ao bom uso da água, sobretudo na produção de alimentos e em sua distribuição mais justa, porque enquanto há países onde a comida está avançando, sobretudo na África existem regiões inteiras onde, pelo contrário, ela está faltando. Essa desigualdade é verdadeiramente cruel.

19 de julho de 2019 at 5:41 Deixe um comentário

Assista a “O Evangelho do dia com Dom Mário Spaki 18-07-2019” no YouTube

18 de julho de 2019 at 6:09 Deixe um comentário

Terra Santa: celebrada a Solenidade da Dedicação na Basílica do Santo Sepulcro

Basíilica do Santo Sepulcro, em Jerusalém

Basíilica do Santo Sepulcro, em Jerusalém

Celebrado apenas durante a inauguração dos edifícios de culto, o aniversário do rito litúrgico é lembrado em Jerusalém há 870 anos.

Cidade do Vaticano

“Este é um lugar em que o nosso louvor a Deus nunca deve cessar. Aqui o aleluia, canto de alegria e louvor por excelência, nunca deve parar.”

Estas palavras foram proferidas, nesta segunda-feira (15/07), pelo Custódio da Terra Santa, frei Francesco Patton, durante a celebração da Solenidade da Dedicação da Basílica do Santo Sepulcro.

Significado do rito

O rito litúrgico da Dedicação, que prevê a unção do altar e das paredes da estrutura e também o incenso, é oportuno a fim de que a Igreja seja sinal do único templo verdadeiro que é o corpo de Cristo, formado pelos batizados. Celebrado apenas durante a inauguração dos edifícios de culto, o aniversário do rito litúrgico é lembrado em Jerusalém há 870 anos.

Ouça a reportagem

A história da Basílica

A Basílica de Anastasis ou Santo Sepulcro, construída pelo imperador Constantino e sua mãe Santa Helena, foi consagrada em setembro de 355. A estrutura atual é uma síntese dos edifícios de Constantino e do edifício dos cruzados e foi dedicada em 15 de julho de 1149. A Basílica reúne os lugares ligados à morte e ressurreição de Jesus, sublinhando a unidade dos dois mistérios. Os mistérios que se realizaram neste lugar o fizeram Santo. Por isso, essa solenidade celebra e renova mais uma vez a alegria pascal.

Uma missão extraordinária

“Agradecemos a Deus Pai, Filho e Espírito Santo por esta vocação maravilhosa e por esta missão extraordinária que nos foi doada: de proteger, morar e celebrar nesse lugar ”, concluiu frei Patton.

18 de julho de 2019 at 5:50 Deixe um comentário

JMJ de Lisboa: adolescentes estudam os 30 anos de Jornadas para testar modelos de catequese

Projeto em Portugal já tem mais de 6 mil adesões

A Jornada Mundial da Juventude de 2022, confirmada para Lisboa, motivou os bispos do país a desenvolver um projeto junto aos adolescentes que frequentam a catequese em Portugal. A proposta “Say Yes – aprender a dizer sim” vai acompanhá-los até o evento, através do estudo da história das JMJs dos últimos 30 anos, contribuindo com novos modelos para renovar as aulas da “catequese da adolescência”.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

A história de 30 anos das Jornadas Mundiais da Juventude vai conduzir os estudos dos adolescentes que frequentam a catequese em Portugal. O projeto “Say Yes – aprender a dizer sim”, uma proposta para ajudar na formação de gerações de cristãos, foi apresentado no início deste mês de julho, em Fátima, aos secretários diocesanos.

Adolescentes de hoje, peregrinos da JMJ de amanhã

O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, Dom Antônio Moiteiro, disse estarem convictos que, “daqui a três anos, os adolescentes serão potenciais peregrinos da JMJ Lisboa 2022”. Além disso, o projeto complementa os materiais que serão lançados sobre os temas já apresentados pelo Papa Francisco aos jovens para cada ano pastoral.

Nesta caminhada, acrescenta Pe. Tiago, os adolescentes vão ser acompanhados por um “diário de bordo” pessoal com vários materiais que ajudarão os mais novos a fazerem uma caminhada pessoal e em grupo. Ao longo dos três anos, o projeto prevê quatro encontros anuais de formação de modo a que “possam apresentar as experiências” e devolver na prática catequética os resultados da pedagogia assimilada”.

Renovando a catequese da adolescência

Afinal, como comenta Cristina Sá carvalho, coordenadora da Catequese no Secretariado Nacional da Educação Cristã, a iniciativa congrega a “pedagogia do serviço” e acontece em meio à reflexão que está sendo feita sobre “a catequese da adolescência”: “estamos desenvolvendo um projeto e programando uma nova forma de trabalhar a catequese com os adolescentes. Queremos uma pedagogia mais inovadora, mais próxima deles, mais educativa. Associado a isso, estamos trabalhando num novo modelo de formação de catequistas, que é fundamental no nosso trabalho. Esse projeto da JMJ resulta dessa reflexão e é uma oportunidade para testarmos modelos e para serem verdadeiros laboratórios ao longo dos próximos três anos”.

A organização do projeto disponibiliza tanto o programa quanto a possibilidade para que cada paróquia possa se  inscrever no projeto e ter acesso aos materiais que vão ser disponibilizados no início do próximo ano catequético.

18 de julho de 2019 at 5:42 Deixe um comentário

Papa na festa de N. S. do Carmo: o lugar da Igreja é perto de Cristo

Nossa Senhora do Carmo é a "mãe" da Ordem Carmelita

Nossa Senhora do Carmo é a “mãe” da Ordem Carmelita

Com um tuíte, o Papa Francisco recorda a festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo, mãe da Ordem Carmelita, venerada desde o século XIII.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Hoje, festa de Nossa Senhora do Carmo, contemplamos Nossa Senhora que está ao lado da Cruz de Cristo. Esse é também o lugar da Igreja: perto de Cristo.”

Com um tuíte, o Papa Francisco recorda a festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo, mãe da Ordem Carmelita, venerada desde o século XIII.

O nome de Nossa Senhora do Carmo está ligado à região do Monte Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”). Foi ali que os profetas Elias e Eliseu se refugiaram, tornando o lugar o cenário de um dos acontecimentos mais importantes do Antigo Testamento e onde se reuniram e construíram uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora. Eis o porquê do nome “Ordem dos Carmelitas”.

Nosso lugar é sempre ao lado de Jesus

Perto da Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma, se encontra a comunidade “São Martinho no Monte”, onde reside o Frei Juliano Luiz da Silva, recém-professo perpétuo.

Comentando a mensagem do Papa Francisco, Fr. Juliano, que  pertence à Província Carmelitana de Santo Elias no Brasil, ressalta que o nosso lugar é sempre ao lado de Jesus, mesmo quando a dor vier nos visitar.

Hoje na festa de Nossa Senhora do Carmo, o Papa Francisco nos recorda de Maria aos pés da Cruz, lugar de todo cristão. Naquele momento recebemos Maria como Mãe e desde os primeiros séculos do cristianismo ela foi reconhecida e venerada como Mãe da Igreja, aquela que caminha com seus filhos, os protege e os ensina como chegar até Jesus.

Também a Ordem Carmelita, desde o início, a reconhece como Mãe, Irmã e Mestra de oração. Sabemos que nossos primeiros irmãos no Monte Carmelo já no século XIII haviam em meio a suas celas, uma capela dedicada a Maria, Senhora do Lugar. Os exemplos de Nosso Pai, o Profeta Elias e de Maria plantaram a raiz de nossa espiritualidade, o silêncio, a oração e a nossa missão profética.

Como aos pés da cruz, Maria também participa do sofrimento de cada filho e os escuta. Sinal de cuidado materno é o santo escapulário, vindo também esse em momento de tribulação. O que Maria promete aos frades carmelitas daquela época se estende rapidamente a inúmeros filhos que carregam sobre o peito esse sinal de amor. O escapulário nos recorda a misericórdia de Deus para conosco e nos convida a viver segundo a sua Santa Palavra.

Hoje, unidos a tantos santos do Carmelo, louvamos a Deus por tantas graças derramadas pela intercessão da Virgem do Carmo. Recordemo-nos que nosso lugar é sempre ao lado de Jesus, mesmo quando a dor vier nos visitar.

Feliz festa do Carmo a todos os carmelitas e devotos da Santíssima Virgem do Monte Carmelo.

Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm.
Roma, 16 de julho de 2019

17 de julho de 2019 at 5:47 Deixe um comentário

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