Archive for novembro, 2012

Tempo do Advento – explicação do Padre Sérgio

30 de novembro de 2012 at 18:34 Deixe um comentário

Perfeito é quem te criou

30 de novembro de 2012 at 10:22 Deixe um comentário

São Francisco Xavier – 03 de Dezembro

 São Francisco Xavier nasceu no castelo de Xavier, Espanha, em 1506. Em 1525 foi para Paris, a fim de estudar Letras, laureando-se na universidade parisiense. Ali encontrou-se com Inácio de Loyola, tornando-se um dos primeiros jesuítas. A época em que São Francisco Xavier viveu coincidiu com o tempo dos grandes descobrimentos do século XV e XVI, em que a Igreja se desperta para as missões. O fundador destas missões no Oriente foi Francisco Xavier, chamado o Paulo do Oriente. Em 1542, após um ano e três meses de viagem, ele chegou com seus companheiros em Goa, capital da Índia portuguesa. Em 10 anos de apostolado percorreu a Índia, Málaca, Molucas, Japão. Por onde passava fundava novas comunidades cristãs, plantando em toda a parte a semente da Palavra de Deus. Morreu aos 46 anos, quando planejava entrar na China, até então proibida aos estrangeiros. Estava na Ilha de San Chao quando caiu gravemente enfermo, vindo a falecer à beira-mar, no dia 3 de dezembro de 1552.

Oração

Propagar o Evangelho

Deus, nosso Pai, São Francisco Xavier acolheu o vosso chamado a evangelizar. Ele anunciou o vosso Reino de amor e de paz aos povos distantes, tornando-se na fé luz para os corações…e exemplo daquele que serve, Tornou conhecido aos povos do Oriente os mistérios de Cristo. Encarnou na própria pessoa o Mestre manso e humilde de coração, vivo e ressuscitado. Mostrou a todos que o jugo do Senhor é suave e o peso, leve.

Deu testemunho de vosso Filho Jesus, com uma vida cheia de paciência, de bondade, de amor, de fortaleza e do santo temor de Deus. O Espírito do Senhor ungiu e confirmou as suas palavras e as suas obras.

Por sua intercessão, Senhor, nós vos pedimos: sejamos os missionários, os anunciadores da paz, da concórdia, do perdão, da reconciliação, da justiça, da alegria em nossos próprios lares e comunidades…Colaboremos para o incremento do Reino de Deus no coração dos homens…Amém.

Fonte: Os santos de cada dia (Paulus)

29 de novembro de 2012 at 21:38 Deixe um comentário

O Evangelho é revelado aos pequeninos

29 de novembro de 2012 at 11:33 Deixe um comentário

Catequese do Papa – Como falar de Deus no mundo hoje – 28/11/2012

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal – equipe CN Notícias)

Caros irmãos e irmãs,

A pergunta central que hoje nos fazemos é a seguinte: como falar de Deus no nosso tempo? Como comunicar o Evangelho, para abrir estradas na sua verdade salvífica nos corações sempre fechados dos nossos contemporâneos e na mente deles tantas vezes distraídas por tantos estímulos da sociedade? O próprio Jesus, dizem-nos os Evangelistas, no anunciar do Reino de Deus se perguntou sobre isto: “A que podemos comparar o reino de Deus e com que parábola podemos descrevê-lo?” (Mc 4,30). Como falar de Deus hoje? A primeira resposta é que nós podemos falar de Deus, porque Ele falou conosco. A primeira condição para falar de Deus é também a escuta de quanto disse o próprio Deus. Deus falou conosco! Deus não é uma hipótese distante sobre a origem do mundo; não é uma inteligência matemática muito distante de nós. Deus se interessa por nós, nos ama, entrou pessoalmente na realidade da nossa história, se auto-comunicou até encarnar-se. Então, Deus é uma realidade da nossa vida, é tão grande que tem também tempo para nós, ocupa-se de nós. Em Jesus de Nazaré nós encontramos a face de Deus, que desceu do seu Céu para imergir-se no mundo dos homens, no nosso mundo, e ensinar a “arte de viver”, o caminho da felicidade; para libertar-nos do pecado e tornar-nos filhos de Deus (cfr Ef 1,5; Rm 8,14). Jesus veio para salvar-nos e mostrar-nos a vida boa do Evangelho.

Falar de Deus quer dizer antes de tudo ter bem claro isso que devemos levar aos homens e às mulheres do nosso tempo: não um Deus abstrato, uma hipótese, mas um Deus concreto, um Deus que existe, que entrou na história e está presente na história; o Deus de Jesus Cristo como resposta à pergunta fundamental do porquê e do como viver. Por isto, falar de Deus requer uma familiaridade com Jesus e o seu Evangelho, pressupõe uma nossa pessoal e real consciência de Deus e uma forte paixão pelo seu projeto de salvação, sem ceder à tentação do sucesso, mas seguindo o método do próprio Deus. O método de Deus é aquele da humildade – Deus se faz um de nós – é o método realizado na Encarnação na simples casa de Nazaré e na gruta de Belém, aquela da parábola do grão de mostarda. Não devemos temer a humildade dos pequenos passos e confiar no fermento que penetra na massa e lentamente a faz crescer (cfr Mt 13,33). No falar de Deus, na obra de evangelização, sob a orientação do Espírito Santo, é necessária uma recuperação da simplicidade, um retornar ao essencial do anúncio: a Boa Notícia de um Deus que é real e concreto, um Deus que se interessa por nós, um Deus-Amor que se faz próximo de nós em Jesus Cristo até a Cruz e que na Ressurreição nos doa a esperança e nos abre a uma vida que não tem fim, a vida eterna, a vida verdadeira. Aquele excepcional comunicador que foi o apóstolo Paulo nos oferece uma lição que vai direto ao centro da fé do problema “como falar de Deus” com grande simplicidade. Na Primeira Carta aos Coríntios escreve: “Quando cheguei no meio de vós, não me apresentei para anunciar o mistério de Deus com excelência da palavra ou de sabedoria. Decidi, na verdade, não dever saber coisa alguma no meio de vós senão Jesus Cristo, e Cristo crucificado” (2,1-2). Então a primeira realidade é que Paulo não fala de uma filosofia que ele desenvolveu, não fala de ideais que encontrou em qualquer lugar ou inventou, mas fala de uma realidade da sua vida, fala do Deus que entrou na sua vida, fala de um Deus real que vive, falou com ele e falará conosco, fala de Cristo crucificado e ressuscitado. A segunda realidade é que Paulo não busca a si mesmo, não quer criar um time de admiradores, não quer entrar na história como chefe de uma escola de grande conhecimento, não busca a si próprio, mas São Paulo anuncia Cristo e quer ganhar as pessoas para o Deus verdadeiro e real. Paulo fala somente com o desejo de querer pregar aquilo que entrou na sua vida e que é a verdadeira vida, que o conquistou no caminho para Damasco. Então, falar de Deus quer dizer dar espaço Àquele que se faz conhecer, que nos revela a sua face de amor, quer dizer expropriar o próprio eu oferecendo-o a Cristo, na consciência de que não somos nós a poder ganhar os outros para Deus, mas devemos conhecê-los pelo próprio Deus, para invocá-lo. O falar de Deus nasce também da escuta, do nosso conhecimento de Deus que se realiza na familiaridade com Ele, na vida da oração e segundo os Mandamentos.

Comunicar a fé, para São Paulo, não significa trazer a si mesmo, mas dizer abertamente e publicamente aquilo que viu e sentiu no encontro com Cristo, quanto experimentou na sua existência ora transformada pelo encontro: é trazer aquele Jesus que sente presente em si mesmo e tornou-se o verdadeiro sentido da sua vida, para fazer entender a todos que Ele é necessário para o mundo e é decisivo para a liberdade de cada homem. O Apóstolo não se contenta de proclamar as palavras, mas envolve toda a própria existência na grande obra da fé. Para falar de Deus, é preciso dar-lhe espaço, na confiança de que é Ele que age na nossa fraqueza: dar-lhe espaço sem medo, com simplicidade e alegria, na convicção profunda de que quanto mais colocamos no centro Ele e não nós, mais a nossa comunicação será frutífera. E isto vale também para a comunidade cristã: esses são chamados a mostrar a ação transformadora da graça de Deus, superando individualismos, fechamento, egoísmos, indiferença e vivendo na relação cotidiana o amor de Deus. Perguntemo-nos se são realmente assim as nossas comunidades. Devemos colocar-nos de modo a tornar-nos sempre e realmente assim, anunciadores de Cristo e não de nós mesmos.

Neste ponto, devemos perguntar-nos como comunicava o próprio Jesus. Jesus na sua singularidade fala de seu Pai – Abbá – e do Reino de Deus, com o olhar repleto de compaixão pelos inconvenientes e dificuldades da existência humana. Fala com grande realismo e, direi, o essencial do anúncio de Jesus é que torna transparente o mundo e a nossa vida vale para Deus. Jesus mostra que no mundo e na criação aparece a face de Deus e nos mostra como nas histórias cotidianas da nossa vida Deus está presente. Seja nas parábolas da natureza, o grão de mostarda, o campo com diversas sementes, ou na nossa vida, pensamos na parábola do filho pródigo, de Lázaro e em outras parábolas de Jesus. Dos Evangelhos vemos como Jesus se interessa por cada situação humana que encontra, se emerge na realidade dos homens e das mulheres do seu tempo, com uma confiança plena na ajuda do Pai. E que realmente nesta história, secretamente, Deus está presente e se estamos atentos podemos encontrá-Lo. E os discípulos, que vivem com Jesus, as multidões que O encontram, veem a sua reação aos problemas mais absurdos, veem como fala, como se comporta; veem Nele a ação do Espírito Santo, a ação de Deus. Nele anúncio e vida se entrelaçam: Jesus age e ensina, partindo sempre de um íntimo relacionamento com Deus Pai. Este estilo torna-se um indício essencial para nós cristãos: o nosso modo de viver na fé e na caridade torna-se um falar com de Deus no hoje, porque mostra com uma existência vivida em Cristo a credibilidade, o realismo, daquilo que dizemos com as palavras, que não são somente palavras, mas mostram a realidade, a verdadeira realidade. E nisso devemos estar atentos para entender os sinais dos tempos na nossa época, isto é, para identificar os potenciais, os desejos, os obstáculos que se encontram na cultura atual, em particular o desejo de autenticidade, o anseio de transcendência, a sensibilidade para a salvaguarda da criação, e comunicar sem temor a resposta que oferece a fé em Deus. O Ano da Fé é ocasião para descobrir, com a fantasia animada pelo Espírito Santo, novos caminhos em nível pessoal e comunitário, a fim de que em cada lugar a força do Evangelho seja sabedoria de vida e orientação da existência.

Também no nosso tempo, um lugar privilegiado para falar de Deus é a família, a primeira escola para comunicar a fé às novas gerações. O Concílio Vaticano II fala dos pais como os primeiros mensageiros de Deus (cfr Cost. dogm. Lumen gentium, 11; Decr. Apostolicam actuositatem, 11), chamados a redescobrir esta sua missão, assumindo a responsabilidade no educar, no abrir a consciência dos pequenos ao amor de Deus como um serviço fundamental às suas vidas, no ser os primeiros catequistas e mestres da fé para seus filhos. E nesta tarefa é importante antes de tudo a vigilância, que significa saber entender as ocasiões favoráveis para introduzir na família o discurso de fé e para fazer amadurecer uma reflexão crítica a respeito dos numerosos condicionamentos aos quais são submetidos os filhos. Esta atenção dos pais é também sensibilidade em reconhecer as possíveis questões religiosas nas mentes dos filhos, às vezes evidentes, às vezes secretas. Depois, a alegria: a comunicação da fé deve sempre ter uma totalidade de alegria. É a alegria pascal, que não omite ou esconde a realidade da dor, do sofrimento, do cansaço, da dificuldade, da incompreensão e da própria morte, mas sabe oferecer os critérios para interpretar tudo na perspectiva da esperança cristã. A vida boa do Evangelho é mesmo este olhar novo, esta capacidade de ver com os próprios olhos de Deus cada situação. É importante ajudar todos os membros da família a compreender que a fé não é um peso, mas uma fonte de alegria profunda, é perceber a ação de Deus, reconhecer a presença do bem, que não faz barulho; e oferece orientações  preciosas para viver bem a própria existência. Enfim, a capacidade de escuta e de diálogo: a família deve ser um ambiente onde se aprende a estar junto, a conciliar os conflitos no diálogo recíproco, que é feito de escuta e de palavra, a compreender-se e a amar-se, para ser um sinal, um para o outro, do amor misericordioso de Deus.

Falar de Deus, então, quer dizer fazer compreender com a palavra e com a vida que Deus não é o concorrente da nossa existência, mas sim é o seu verdadeiro assegurador, a garantia da grandeza da pessoa humana. Assim, retornamos ao início: falar de Deus é comunicar, com força e simplicidade, com a palavra e com a vida, isso que é essencial: o Deus de Jesus Cristo, aquele Deus que nos mostrou um amor tão grande a ponto de encarnar-se, morrer e ressurgir para nós; aquele Deus que pede para segui-Lo e deixar-se transformar pelo seu imenso amor para renovar a nossa vida e as nossas relações; aquele Deus que nos doou a Igreja, para caminhar juntos e, através da Palavra e dos Sacramentos, renovar a inteira Cidade dos homens, a fim de que possa tornar-se Cidade de Deus.

28 de novembro de 2012 at 16:35 Deixe um comentário

Oração a Santa Edwiges

Santa Edwiges

Santa Edwiges, vós que fostes na terra amparo dos pobres e socorro dos endividados, agora no céu gozais o eterno prêmio pela caridade que praticastes. Por isso, confiante vos peço: sede a minha advogada, para que eu obtenha de Deus as graças que agora vos peço (fazer os pedidos) e para que, no fim de minha vida, eu viva junto dele para sempre. Santa Edwiges, rogai a Deus por nós e olhai também para todas as pessoas que estão passando por dificuldades materiais e espirituais.

Intercedei a Deus por todos nós e que, a vosso exemplo, sejamos fortes nas tribulações e não nos deixemos abater pelo desânimo. Amém!

Santa Edwiges, rogai por nós!

28 de novembro de 2012 at 9:33 Deixe um comentário

Luca 21, 25-28.34-36 – para os irmãos de língua italiana

Ci saranno anche strani fenomeni nel sole, nella luna e nelle stelle. Sulla terra i popoli saranno presi dall’angoscia e dallo spavento per Il fragore del  mare in tempesta.

Gli abitanti della terra moriranno per la paura e per Il presentimento di ciò che dovrà accadere. Infatti  le forze del cielo saranno sconvolte. Allora vedranno Il Figlio del l’uomo venire sopra una nube, con grande potenza e splendore! Quando queste cose cominceranno a succedere, alzatevi e state sicuri, perché è vicino Il tempo della vostra liberazione.

Badate bene! Non lasciatevi intontire da orge e ubriachezze! Non abbiate troppe preoccupazioni  materiali. Altrimenti diventerete pigri, vi dimenticherete del giorno del  giudizio, e quel giorno vi pioverà addosso improvvisamente. Infatti esso verrà  su tutti gli abitanti della terra come una trappola. Voi invece state svegli e pregate in ogni momento. Avrete cosi la forza di superare tutti i mali che stanno per accadere e potrete presentarvi davanti  al Figlio dell’uomo.

27 de novembro de 2012 at 20:08 Deixe um comentário

Nossa Senhora das Graças – 27 de Novembro

Os significados da Medalha

PRECE DO PAPA JOÃO PAULO II NA CAPELA  DA MEDALHA MILAGROSA

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco bendita sois vós entre as mulheres bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amen.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por  nós que recorremos a vós.

Esta é a oração que vós inspirastes, ó Maria, a  Santa Catarina Labouré, neste mesmo lugar há 150 anos; e esta invocação, agora  impressa na medalha, e actualmente levada e pronunciada por tantos fiéis no  mundo inteiro!

Neste dia em que a Igreja celebra a visita que  vos fizestes a Isabel quando o Filho de Deus já tomara carne no vosso seio a  nossa primeira oração será para vos louvar e vos bendizer. Vós sois bendita  entre todas as mulheres! Bem-aventurada vós que acreditastes! O Poderoso fez por  vós maravilhas! A maravilha da vossa maternidade divina! E em previsão dela, a  maravilha da vossa Imaculada Conceição! A maravilha do vosso Fiat! Vós fostes  associada tão intimamente a toda a obra da nossa Redenção, associada à cruz do  nosso Salvador, o vosso Coração foi por isso trespassado, ao lado do Seu  Coração. E agora, na glória do vosso Filho, vós não cessais de interceder por  nós, pobres pecadores. Vós velais pela Igreja de que sois Mãe. Vós velais por  cada um dos vossos filhos. Vós obtendes de Deus, para nós, todas estas graças,  simbolizadas pelos raios de luz que irradiam das vossas mãos abertas. Apenas sob  a condição de que nos atrevamos a pedir-vo-las, que nos aproximemos de vós com a  confiança, a ousadia e a simplicidade duma criança assim que vós nos levais sem  cessar a caminho do vosso divino Filho.

Neste lugar abençoado, gosto de vos repetir eu  próprio, hoje, a confiança, o apego profundíssimo de que vós me fizestes sempre  a graça. “Totus tuus”. Venho como peregrino, depois de todos os que vieram a  esta capela a partir de há 150 anos; como todo o povo cristão que em grande  número está aqui todos os dias para vos dizer a sua alegria, a sua confiança e a  sua súplica. Venho como o Beato Maximiliano Kolbe: antes da sua viagem  missionária ao Japão; precisamente há 50 anos, veio ele aqui procurar o vosso  apoio particular para propagar aquilo a que chamou depois “A Milícia da  Imaculada” e veio lançar a sua obra prodigiosa de renovação espiritual, sob o  vosso patrocino, antes de dar a vida pelos seus irmãos. Cristo pede hoje a sua  Igreja uma grande obra de renovação espiritual. E eu, humilde sucessor de Pedro,  é esta grande obra que venho confiar-vos; como o fiz em Jasna Gora, em Nossa Senhora de Guadalupe em Knock, em Pompéia, em Éfeso, e como o farei no próximo ano em Lourdes.

Consagramo-vos as nossas forças e a nossa  disponibilidade para servirmos o desígnio de salvação operada pelo vossa Filho.  Pedimo-vos que, graças ao Espírito Santo, a fé se aprofunde e robusteça em todo  o povo cristão, para a comunhão vencer todos os germes de divisão e para a  esperança ser revigorada em todos os desanimados. Pedimo-vos especialmente por  este povo da França, pela Igreja que está na França, pelos seus Pastores, pelas  almas consagradas, pelos pais e mães de família, pelas crianças e pelos jovens,  pelos homens e pelas mulheres da terceira idade. Pedimo-vos por aqueles que  sofrem duma miséria particular, física ou moral, que sentem a tentação de  infidelidade, que estão abalados pela dúvida num clima de incredulidade, e  pedimo-vos também pelos que sofrem perseguição por causa da fé. Nós confiamo-vos  o apostolado dos leigos, o ministério dos Sacerdotes e o testemunho das  Religiosas. Nós vos pedimos que o apelo da vocação sacerdotal e religiosa seja  muitas vezes ouvido e seguido, para glória de Deus e vitalidade da Igreja neste  país, e pela dos países que esperam ainda uma ajuda fraternal missionária.

Recomendamo-vos especialmente a multidão das  Irmãs da Caridade, cuja Casa-Mãe está neste lugar estabelecida, as quais, no  espírito do fundador São Vicente de Paulo e de Santa Luísa de Marillac, estão  tão prontas para servir a Igreja e os pobres em todos os meios em todos os  países. Nós vos pedimos por aquelas que habitam esta Casa e acolhem, no coração  desta capital febril, todos os peregrinos que sabem qual o preço do silêncio e  da oração.

Ave, Maria, cheia de graça, a Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós,  pecadores, agora e na hora da nossa morte.

Amém.

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

27 de novembro de 2012 at 8:54 Deixe um comentário

Portanto, ficai atentos e orai a todo o momento – Primeiro Domingo do Advento – São Lucas 21, 25 -28.34-36

                       

25. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. 26. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas. 27. Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. 28. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação. 34. Velai sobre vós mesmos, para que os vossos corações não se tornem pesados com o excesso do comer, com a embriaguez e com as preocupações da vida; para que aquele dia não vos apanhe de improviso. 35. Como um laço cairá sobre aqueles que habitam a face de toda a terra. 36. Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem.

Comentário Litúrgico: “O Advento nos prepara para o Natal, festa da encarnação de Deus na pessoa de Jesus. A Liturgia hoje nos convida à oração e à vigilância, fundamentada no amor. Fiquemos bem despertos para perceber e acolher as visitas que Deus nos faz”.

O Beato João Paulo II disse assim sobre o Tempo do Advento: “Aquele que espera, vigilante, o cumprimento das promessas de Cristo, é capaz de infundir também esperança nos seus irmãos e irmãs, frequentemente desanimados e pessimistas relativamente ao futuro”.

O Papa Bento XVI também disse: “Comecemos este novo Advento, um período que nos é concedido pelo Senhor do tempo, despertando nos nossos corações a expectativa de Deus-que-vem e a esperança de que o seu Nome seja santificado, que venha a nós o seu Reino de justiça e de paz, que seja feita a sua Vontade assim na terra como no céu”.

Versículos de 25 a 26: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas”. 

Não há o que temermos, porque o Senhor estará conosco sempre – O Papa Bento XVI disse: “Quais são as atitudes fundamentais do cristão em relação às coisas derradeiras:  a morte, o fim do mundo? A primeira atitude é a certeza de que Jesus ressuscitou, está com o Pai, e precisamente assim está conosco. Por isso temos a certeza, somos libertados do receio”. 

O Mistério Pascal de Cristo é que revela a origem e o fim de tudo – O  Beato João Paulo II disse: “O mistério pascal de Cristo constitui a revelação plena do mistério das origens, o cume da história da salvação e a antecipação do cumprimento escatológico do mundo. Aquilo que Deus realizou na criação e o que fez pelo seu povo no êxodo, encontrou na morte e ressurreição de Cristo o seu cumprimento, embora este tenha a sua expressão definitiva apenas na parusia, com a vinda gloriosa de Cristo”.

Versículos de 27 a 28: “Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação”.

Viver a alegria da celebração da primeira vinda de Cristo (o Natal) é já experimentar a alegria, antecipadamente,  da segunda vinda de Cristo  – O Beato João Paulo II disse: “Nós viveremos adequadamente o Natal, isto é, a alegre primeira vinda do Salvador, quando estivermos conscientes da Sua última vinda com poder e glória grandes (V. 27), como declara o Evangelho”.

“Reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação”–  A Palavra diz: “Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue…Ei-lo que vem com as nuvens. Todos os olhos o verão, mesmo aqueles que o traspassaram. Por sua causa, hão de lamentar-se todas as raças da terra. Sim. Amém. Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que vem, o Dominador”. (Ap 1, 5.7-8)

Jesus Cristo é o nosso Salvador, por isso o Seu julgamento  será sempre cheio de misericórdia  – O Papa Bento XVI disse: “O Juiz que volta é ao mesmo tempo juiz e salvador deixou-nos o compromisso de viver neste mundo segundo o seu modo de viver. Confiou-nos os seus talentos. Por isso a nossa atitude é:  responsabilidade pelo mundo, pelos irmãos diante de Cristo, e ao mesmo tempo também certeza da sua misericórdia”.

Versículo 34 a 36: “Velai sobre vós mesmos, para que os vossos corações não se tornem pesados com o excesso do comer, com a embriaguez e com as preocupações da vida; para que aquele dia não vos apanhe de improviso. Como um laço cairá sobre aqueles que habitam a face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem”. 

Devemos vigiar e orar para que não sejamos surpreendidos no dia final – O Papa Bento XVI disse: “O apóstolo Paulo recorda que «o dia do Senhor virá como um ladrão de noite» (1 Ts 5, 2), isto é, sem aviso prévio. A consciência da vinda gloriosa do Senhor Jesus estimula-nos a viver numa atitude de vigilância, aguardando a sua manifestação na memória constante da sua primeira vinda”.

Ser vigilante  é também ir ao encontro do irmão em suas necessidades – O Beato João Paulo II ensinou: “Estou vigilante significa também:  vislumbro o outro homem, torno sensíveis a minha vista e o meu coração às suas necessidades materiais e espirituais, enquanto procuro ir em seu socorro com amor”.

A Palavra diz:O fim de todas as coisas está próximo. Sede, portanto, prudentes e vigiai na oração. Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados” (I Pr 4, 7-8).

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI: “O Advento é, por excelência, o tempo da esperança. Cada ano, esta atitude fundamental do espírito desperta no coração dos cristãos que, enquanto se preparam para celebrar a grande festa do nascimento de Cristo Salvador, reavivam a expectativa da sua vinda gloriosa no fim dos tempos”.

 Oração

Oremos com:

O Papa Bento XVI: “Então, deixemo-nos orientar por Aquela que trouxe no coração e no ventre o Verbo encarnado. Ó Maria, Virgem da expectativa e Mãe da esperança, reaviva em toda a Igreja o espírito do Advento, para que a humanidade inteira volte a pôr-se a caminho rumo a Belém, onde veio e onde virá de novo para nos visitar o Sol que nasce do alto (Lc 1, 78), Cristo nosso Deus. Amém”.

Vem Senhor Jesus, nós te amamos!

Vem Senhor Jesus, somos Teus!

Vem Senhor Jesus, precisamos de Ti!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

26 de novembro de 2012 at 11:54 Deixe um comentário

Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade de Cristo Rei – 25 \ 11 \ 12

HOMILIA Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo Basílica Vaticana Domingo, 25 de novembro de 2012

Senhores Cardeais, Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, Amados irmãos e irmãs!

A solenidade de Jesus Cristo Rei do universo, que hoje coroa o Ano Litúrgico, vê-se enriquecida com a recepção no Colégio Cardinalício de seis novos membros, que convidei, como é tradição, para concelebrar comigo a Eucaristia nesta manhã. A cada um deles dirijo a minha saudação mais cordial, agradecendo ao Cardeal James Michael Harvey as amáveis palavras que em nome de todos me dirigiu. Saúdo os outros Purpurados e todos os Prelados presentes, bem como as ilustres Autoridades, os Senhores Embaixadores, os sacerdotes, os religiosos e todos os fiéis, especialmente quantos vieram das dioceses que estão confiadas ao cuidado pastoral dos novos Cardeais.
Neste último domingo do Ano Litúrgico, a Igreja convida-nos a celebrar Jesus Cristo como Rei do universo; chama-nos a dirigir o olhar em direção ao futuro, ou melhor em profundidade, para a meta última da história, que será o reino definitivo e eterno de Cristo. Estava com o Pai no início, quando o mundo foi criado, e manifestará plenamente o seu domínio no fim dos tempos, quando julgar todos os homens. As três leituras de hoje falam-nos desse reino. No texto evangélico que ouvimos, tirado do Evangelho de São João, Jesus encontra-Se numa situação humilhante – a de acusado – diante do poder romano. Foi preso, insultado, escarnecido, e agora os seus inimigos esperam obter a sua condenação ao suplício da cruz. Apresentaram-No a Pilatos como alguém que aspira ao poder político, como o pretenso rei dos judeus. O procurador romano faz a própria investigação e interroga Jesus: “Tu és rei dos judeus?” (Jo 18, 33). Na resposta a esta pergunta, Jesus esclarece a natureza do seu reino e da própria messianidade, que não é poder terreno, mas amor que serve; afirma que o seu reino de modo algum se confunde com qualquer reino político: “A minha realeza não é deste mundo (…) o meu reino não é de cá” (v. 36).
É claro que Jesus não tem nenhuma ambição política. Depois da multiplicação dos pães, o povo, entusiasmado com o milagre, queria pegar n’Ele e fazê-Lo rei, para derrubar o poder romano e assim estabelecer um novo reino político, que seria considerado como o reino de Deus tão esperado. Mas Jesus sabe que o reino de Deus é de gênero totalmente diverso; não se baseia sobre as armas e a violência. E é justamente a multiplicação dos pães que se torna, por um lado, sinal da sua messianidade, mas, por outro, assinala uma viragem decisiva na sua atividade: a partir daquele momento aparece cada vez mais claro o caminho para a Cruz; nesta, no supremo ato de amor, resplandecerá o reino prometido, o reino de Deus. Mas a multidão não entende, fica decepcionada, e Jesus retira-Se para o monte sozinho para rezar, para falar com o Pai (cf. Jo 6, 1-15). Na narração da Paixão, vemos como os próprios discípulos, apesar de terem partilhado a vida com Jesus e ouvido as suas palavras, pensavam em um reino político, instaurado mesmo com o uso da força. No Getsêmani, Pedro desembainhara a sua espada e começou a combater, mas Jesus deteve-o (cf. Jo 18, 10-11); não quer ser defendido com as armas, mas deseja cumprir a vontade do Pai até ao fim e estabelecer o seu reino, não com as armas e a violência, mas com a aparente fragilidade do amor que dá a vida. O reino de Deus é um reino completamente diferente dos reinos terrenos. Por isso, diante de um homem indefeso, frágil, humilhado como se apresenta Jesus, um homem de poder como Pilatos fica surpreendido – surpreendido, porque ouve falar de um reino, de servidores – e faz uma pergunta, a seu ver paradoxal: “Logo, Tu és rei!”. Que tipo de rei pode ser um homem naquelas condições!? Mas Jesus responde afirmativamente: “É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz” (18, 37). Jesus fala de rei, de reino, referindo-Se não ao domínio mas à verdade. Pilatos não entende: poderá haver um poder que não se obtenha com meios humanos? Um poder que não corresponda à lógica do domínio e da força? Jesus veio para revelar e trazer uma nova realeza: a realeza de Deus. Veio para dar testemunho da verdade de um Deus que é amor (cf. 1 Jo 4, 8.16) e que deseja estabelecer um reino de justiça, de amor e de paz (cf. Prefácio). Quem está aberto ao amor, escuta este testemunho e acolhe-o com fé, para entrar no reino de Deus.
Encontramos esta perspectiva na primeira leitura que ouvimos. O profeta Daniel prediz o poder de um personagem misterioso colocado entre o céu e a terra: “Vi aproximar-se, sobre as nuvens do céu, um ser semelhante a um filho de homem. Avançou até ao Ancião, diante do qual o conduziram. Foram-lhe dadas as soberanias, a glória e a realeza. Todos os povos, todas as nações e as gentes de todas as línguas o serviram. O seu império é um império eterno que não passará jamais, e o seu reino nunca será destruído” (7, 13-14). São palavras que prevêem um rei que domina de mar a mar até aos confins da terra, com um poder absoluto, que nunca será destruído. Esta visão do profeta, uma visão messiânica, é esclarecida e realiza-se em Cristo: o poder do verdadeiro Messias – poder que não mais desaparece e nunca será destruído – não é o poder dos reinos da terra que surgem e caem, mas o poder da verdade e do amor. Assim entendemos como a realeza, anunciada por Jesus nas parábolas e revelada aberta e explicitamente diante do Procurador romano, é a realeza da verdade, a única que dá a todas as coisas a sua luz e grandeza. Na segunda leitura, o autor do Apocalipse afirma que também nós participamos na realeza de Cristo. Na aclamação dirigida “Àquele que nos ama e nos purificou dos nossos pecados com o seu sangue”, declara que Ele “fez de nós um reino, sacerdotes para Deus e seu Pai” (1, 5-6). Aqui está claro também que se trata de um reino fundado na relação com Deus, com a verdade, e não de um reino político. Com o seu sacrifício, Jesus abriu-nos a estrada para uma relação profunda com Deus: n’Ele tornamo-nos verdadeiros filhos adotivos, participando assim da sua realeza sobre o mundo. Portanto, ser discípulos de Jesus significa não se deixar fascinar pela lógica mundana do poder, mas levar ao mundo a luz da verdade e do amor de Deus. Depois o autor do Apocalipse estende o olhar até à segunda vinda de Jesus – quando Ele voltar para julgar os homens e estabelecer para sempre o reino divino – e recorda-nos que a conversão, como resposta à graça divina, é a condição para a instauração desse reino (cf. 1, 7). É um vigoroso convite dirigido a todos e cada um: converter-se sem cessar ao reino de Deus, ao domínio de Deus, da Verdade, na nossa vida. Pedimo-lo diariamente na oração do “Pai nosso” com as palavras “Venha a nós o vosso reino”, que equivale a dizer a Jesus: Senhor, fazei que sejamos vossos, vivei em nós, reuni a humanidade dispersa e atribulada, para que em Vós tudo se submeta ao Pai da misericórdia e do amor.
A vós, amados e venerados Irmãos Cardeais – penso de modo particular àqueles que foram criados ontem –, se confia esta responsabilidade impelente: dar testemunho do reino de Deus, da verdade. Isso significa fazer sobressair sempre a prioridade de Deus e da sua vontade face aos interesses do mundo e dos seus poderes. Fazei-vos imitadores de Jesus, que diante de Pilatos, na situação humilhante descrita pelo Evangelho, manifestou a sua glória: a glória de amar até ao fim, dando a própria vida pelas pessoas amadas. Esta é a revelação do reino de Jesus. E por isso, com um só coração e uma só alma, rezemos: “Adveniat regnum tuum”. Amen.
Fonte: Canção Nova

25 de novembro de 2012 at 10:05 Deixe um comentário

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