Posts tagged ‘perdão’

Papa: jamais fechar o coração ao perdão do Senhor

2017-01-23 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco iniciou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta, nesta segunda-feira (23/01). A homilia do Pontífice foi dedicada ao sacerdócio de Cristo, inspirando-se na Carta aos Hebreus proposta na Primeira Leitura. Jesus é o sumo sacerdote. E o sacerdócio de Cristo é a grande maravilha, a maior maravilha que nos faz cantar um canto novo ao Senhor, como diz o Salmo responsorial.

O sacerdócio de Cristo se realiza em três momentos, explicou o Papa. O primeiro é a Redenção: enquanto os sacerdotes na Antiga Aliança tinham que oferecer sacrifícios todos os dias, “Cristo ofereceu a si mesmo, uma vez por todas, pelo perdão dos pecados”. Com esta maravilha, “nos levou ao Pai”, “recriou a harmonia da criação”, destacou Francisco.

A segunda maravilha é a que o Senhor faz agora, isto é, rezar por nós. “Enquanto nós rezamos aqui, Ele reza por nós”, “por cada um de nós”, ressaltou o Papa: “agora, vivo, diante do Pai, intercede” para que não falte a fé. Quantas vezes, de fato, se pede aos sacerdotes que rezem porque “sabemos que a oração do sacerdote tem uma certa força, justamente no sacrifício da Missa”. A terceira maravilha será quando Cristo voltar, mas esta terceira vez não será em relação ao pecado, será para “fazer o Reino definitivo”, quando nos levará a todos com o Pai:

“Há esta grande maravilha, este sacerdócio de Jesus em três etapas – quando perdoa os pecados uma vez por todas; quando intercede agora por nós; e quando Ele voltar – mas tem também o contrário, ‘a blasfêmia imperdoável’. É duro ouvir Jesus dizer essas coisas, mas Ele falou disso e, se o diz, é porque é verdade. ‘Em verdade Eu digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens – e nós sabemos que o Senhor perdoa tudo se abrirmos um pouco o coração. Tudo! – os pecados e também todas as blasfêmias serão perdoadas! – mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado eternamente’”.

Para explicar isso, o Papa faz referência à grande unção sacerdotal de Jesus: foi o que fez o Espírito Santo no seio de Maria, afirmou, e também os sacerdotes na cerimônia de ordenação são ungidos com o óleo:

“Também Jesus como Sumo Sacerdote recebeu esta unção. E qual foi a primeira unção? A carne de Maria com a obra do Espírito Santo. E quem blasfêmia contra isto, blasfêmia o fundamento do amor de Deus, que é a redenção, a re-criação; blasfêmia contra o sacerdócio de Cristo. ‘Mas como é ruim o Senhor, não perdoa?’ – ‘Não! O Senhor perdoa tudo! Mas quem diz essas coisas está fechado ao perdão. Não quer ser perdoado! Não se deixa perdoar!’. Este é o aspecto negativo da blasfêmia contra o Espírito Santo: não deixar-se perdoar, porque renega a unção sacerdotal de Jesus, que fez o Espírito Santo”.

Concluindo, o Papa retomou as grandes maravilhas do sacerdócio de Cristo e também a “blasfêmia imperdoável”, “não porque o Senhor não queira perdoar tudo, mas porque esta pessoa está tão fechada que não se deixa perdoar: a blasfêmia contra esta maravilha de Jesus”:

“Hoje nos fará bem, durante a Missa, pensar que aqui sobre o altar se faz a memória viva, porque Ele estará presente ali, do primeiro sacerdócio de Jesus, quando oferece a sua vida por nós;  há também a memória viva do segundo sacerdócio, porque Ele rezará aqui; mas também, nesta Missa – o diremos depois do Pai-Nosso – há aquele terceiro sacerdócio de Jesus, quando Ele voltará e a nossa esperança da glória. Nesta Missa, pensemos nessas belas coisas. E peçamos a graça ao Senhor de que o nosso coração jamais se feche – jamais se feche! – a esta maravilha, a esta grande gratuidade”.

27 de janeiro de 2017 at 5:59 Deixe um comentário

Perdoar é uma forma de amar

perdoar1[1]

Fonte: Canção Nova

3 de setembro de 2016 at 5:42 Deixe um comentário

“Com o perdão o coração renova-se e rejuvenesce” – o Papa Francisco na celebração penitencial

 

29 de março de 2014 at 8:09 Deixe um comentário

regra de ouro

8 de fevereiro de 2014 at 8:56 Deixe um comentário

No perdão está todo o Evangelho, todo o Cristianismo – Papa no Angelus deste domingo, em que evocou a figura do padre Brochero, beatificado na Argentina

 

2013-09-15 Rádio Vaticana

   A Praça de São Pedrou coloriu-se hoje de guarda-chuvas amarelos, verdes, vermelhos, pretos, dos milhares de pessoas que desafiaram a chuva em Roma para ouvir o Santo padre e rezar com a ele, ao meio dia,  a Ave Maria do Angelus; pessoas corajosas como o Padre Brochero, beatificado ontem na Argentina e que saía debaixo da chuva montado na sua mula para ir à casa dos fieis, disse o Papa depois do Angelus… Mas antes ainda comentou o capitulo XV do Evangelho de São Lucas, que contém as três parábolas da misericórdia: a da ovelha tresmalhada, a da moeda perdida e a do pai e dos dois filhos, o filho pródigo e o filho que se considera justo, santo. Todas estas parábolas – disse o Papa – falam da alegria de Deus, a alegria de perdoar, a alegria de perdoar, repetiu, dizendo que “nisto está todo o Evangelho, todo o Cristianismo”. E não se trata de sentimento, nem é uma questão de sermos bonzinhos., frisou, esclarecendo que se trata antes pelo contrário de misericórdia… “(…) A misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do “cancro” que é o pecado, o mal moral, espiritual. Só o amor preenche os vazios, as voragens negativas que o mal abre nos nossos corações e na história. Só o amor pode fazer isto. E esta é a alegria de Deus”
Jesus é todo Ele misericórdia, amor: É Deus feito homem. Cada um de nós é aquela ovelha tresmalhada, aquela moeda perdida; cada um de nós é aquele filho que desperdiçou a própria liberdade, seguindo falso ídolos, miragens de felicidade, e perdeu tudo – prosseguiu o Papa – recordando que Deus não se esquece de nós, não nos abandona… “O Pai não nos abandona nunca. É um pai paciente. Espera sempre por nós. Respeita a nossa liberdade, mas permanece sempre fiel. E quando voltamos para ele, acolhe-nos como filhos, na sua casa, porque nunca cessa, nem sequer por um instante de nos esperar, com amor. O seu coração põe-se em festa por cada filho que volta. Põe-se em festa porque é alegria. Deus tem esta alegria quando um de nós, pecador, dirige-se a Ele e pede perdão”. Mas atenção, há um perigo, advertiu o Papa. O perigo de termos a presunção de sermos justos e de julgarmos os outros. De julgarmos mesmo a Deus, que a nosso ver “deveria castigar os pecadores, condená-los à morte, em vez de perdoar, exactamente como o filho maior da parábola que se chateia com o pai por ele ter acolhido com uma festa o filho que regressou. Se no nosso coração não há a misericórdia de Deus, a alegria do perdão, não estamos em comunhão com Deus mesmo que, mesmo que observemos todos os preceitos, porque é o amor que salva, disse o Papa continuando: “É o amor por Deus e pelo próximo que dá cumprimento a todos os mandamentos. É isto o amor de Deus, a sua alegria, perdoar! Espera-nos sempre! Talvez alguém tenha no seu coração algo que lhe pesa… fiz isto, fiz aquilo… Ele te espera, ele é pai, espera-nos sempre!” O Papa recordou ainda que se vivermos segundo a lei do “olho por olho, dente por dente”, nunca sairemos da espiral do mal, pois que o maligno é espertalhão e nos ilude de que com a nossa justiça humana podemos salvar-nos, mas na realidade é só a justiça de Deus que nos pode salvar. E a justiça de Deus revelou-se na Cru: a Cruz é o julgamento de Deus sobre cada de nós neste mundo. Ele julga-nos dando a sua vida por nós… Um acto supremo de justiça, de misericórdia… É este o caminho que Jesus nos convida a seguir… “Jesus convida-nos a seguir este caminho: “Sede misericordiosos, como o Pai vosso é misericordioso” O Papa concluiu dirigindo pedindo a todos, a cada um que rezasse em silêncio por uma pessoa com a qual está chateada, não se entende bem… “Pensemos nela em silêncio, neste momento, rezemos por ela e tornemo-nos misericordioso, com essa pessoa…” O Papa invocou depois Nossa Senhora, rainha da misericórdias por todas essas intenções, rezando o Angelus com os presentes…

15 de setembro de 2013 at 19:03 Deixe um comentário

Duas formas de perdoar – Pe. Fábio de Melo

Se você não conseguir assistir o vídeo, favor clicar do lado direito para ver no Youtube.

1 de junho de 2013 at 11:33 Deixe um comentário

Quantas vezes perdoar e a Parábola do servo cruel – Vigésimo Quarto Domingo do Tempo Comum – Mateus 18, 21-35

Reflexão dos versículos 21 e22 – Jesus Cristo ficou algum tempo na Galileia ensinando ao povo. Num desses momentos Pedro se aproximou dele e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?  Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

Jesus sempre nos ensinou a perdoar. Setenta vezes sete é um número simbólico, que quer dizer: sempre, infinitamente. “Deus pede para perdoar. Não exige de nós o esquecimento, mas a reconciliação com os algozes. Só a vítima pode dar o primeiro passo; só ela pode perdoar. O perdão é algo de divino, e talvez seja no perdão onde o homem mais se parece com Deus”. (Site Vaticano)

Reflexão dos versículos 23 a 27 – Jesus Cristo para ilustrar seu ensinamento sobre a necessidade de perdoarmos o próximo, contou uma parábola. A primeira parte da parábola fala de um rei (senhor), que chamou os seus servos para resolver sobre as dívidas que estes deviam a ele. Um dos servos que devia dez mil talentos ao rei, não tinha como pagar a dívida, então o rei mandou que ele, sua mulher, seus filhos e seus bens fossem vendidos para que pudessem assim pagar sua dívida. O servo aflito ajoelhou-se diante do rei e pediu um prazo para pagá-la. Jesus diz na parábola que “cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida”. (V.27)

 Jesus explica na parábola sobre o Reino dos céus e faz diversas comparações. O Rei e Senhor do qual Ele fala na parábola é Deus, que cheio de compaixão não condena o servo (nós) depois de seu pedido de perdão da dívida (pecado), mas o perdoa. Todas as vezes que pedimos perdão de nossos pecados (dívidas) a Deus, Ele “não nos tratou segundo os nossos pecados; nem nos castigou segundo as nossas culpas” (Sl  102,10), mas teve em conta a sua misericórdia e seu amor  por nós.

O Beato João Paulo II ensinou-nos que “o crente sabe que a reconciliação provém de Deus, que está sempre pronto a perdoar a quantos se dirigem a Ele e a lançar para trás das costas todos os seus pecados”. ( Is 38,17)  A imensidade do amor de Deus ultrapassa a compreensão humana, como recorda a Sagrada Escritura:  “Acaso pode uma mulher esquecer-se do menino que amamenta, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas?  Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria.”  (Is 49,15)

No confessionário, podemos ter uma clara noção do amor misericordioso de Deus por cada um de nós. O Papa Bento XVI disse: “O amor apaixonado do Pai pela humanidade vence o orgulho humano. Oferecido gratuitamente, é um amor que perdoa e leva as pessoas a entrar mais profundamente na comunhão da Igreja de Cristo. Ele oferece verdadeiramente a todos os povos a unidade em Deus e, como isto é manifestado de maneira perfeita por Cristo na cruz, reconcilia a justiça e o amor”. (Deus caritas est, 10).

 A Igreja, através de seus Ministros ordenados, tem a autoridade e o dever de perdoar em nome do Senhor as nossas dívidas (os nossos pecados), pelo sacramento da Confissão.  O Catecismo (982) explica-nos: “Não há pecado algum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. Não existe ninguém, por mau  e culpado que seja, que não deva esperar com segurança a seu  perdão, desde que seu arrependimento seja sincero.  Cristo que morreu por todos os homens, quer que, em sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado”.

Reflexão dos versículos 28 a 30 – Jesus continua falando na parábola que, o servo que havia sido perdoado pelo Rei, saiu dali e encontrou-se com seu companheiro de serviço. Esse companheiro devia-lhe cem denários. O servo obrigou seu colega a pagar o que lhe devia e quase o estrangulou por isso. Como o companheiro não tinha esse dinheiro, ”caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei!” (V.29) Mas o servo não teve misericórdia e mandou colocá-lo na prisão até que ele conseguisse pagar o que devia.

O mesmo servo que havia sido perdoado pelo senhor não quis fazer o mesmo com aquele que lhe devia dinheiro. Na oração do Pai Nosso Jesus nos ensinou: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam”. (Mt 6,12) Ao pedir perdão a Deus de nossas faltas, precisamos primeiro perdoar a quem nos ofendeu.

O Beato João Paulo II disse: “A nossa própria oração não poderá ser aceita pelo Senhor, se não for precedida, e de certo modo garantida em sua autenticidade, pela iniciativa sincera da reconciliação com o irmão que tem  alguma coisa contra nós: só então nos será possível apresentar uma oferta agradável a Deus”. (Mt 5,23-24).

 O Catecismo (2845) diz também:  “Deus não aceita o sacrifício dos que fomentam a desunião; Ele ordena que se afastem do altar para primeiro se reconciliarem com seus irmãos: Deus quer ser pacificado com orações de paz. Para Deus, a mais bela obrigação é nossa paz, nossa concórdia, a uni­dade no Pai, no Filho e no Espírito Santo de todo o povo fiel”.

A Palavra de Deus diz que devemos perdoar uns aos outros assim como Deus nos perdoa: “Antes, sede uns com os outros bondosos e compassivos. Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo”. (Ef 4, 32)

Reflexão dos versículos 31 a 35 – Jesus conta na parábola que os outros servos “profundamente tristes”, vendo o comportamento daquele servo, o que havia sido perdoado pelo Rei de uma dívida de 10 mil talentos e que não perdoou ao seu colega que lhe devia apenas 100 denários, vieram contar ao Senhor o que havia acontecido. Então o senhor mandou chamar esse servo e lhe disse: “Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste. Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti”? (V.32-33) E diz a Palavra que “o Senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida” (V.34)

E Jesus conclui a parábola dizendo que assim também o nosso Pai Celeste nos tratará “se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração”. (V. 35) É com sinceridade de coração que precisamos perdoar ao irmão que nos ofendeu.O Catecismo diz: “É aí, de fato, «no fundo do coração», que tudo se ata e desata. Não está no nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão”.

Jesus é a imagem personificada do perdão de Deus ao derramar na cruz seu preciosíssimo sangue, pelo perdão de nossos pecados. O Beato João Paulo II disse: “Na sua benigna propensão ao perdão, Deus chegou ao ponto de Se dar a Si próprio ao mundo na pessoa do Filho, que veio trazer a redenção a cada indivíduo e à humanidade inteira. Face às ofensas dos homens, que culminaram na sua condenação à morte de cruz, Jesus reza: « Perdoa-lhes, ó Pai, porque não sabem o que fazem » (Lc 23, 34).

No decorrer dos tempos, a maioria dos povos tem um passado de conflitos entre si, por isso a nossa dificuldade de conceder o perdão a quem nos ofendeu, pois cada um de nós carrega em sua história rancores, divisão, guerras, desentendimentos.

 O Beato João Paulo II ensinou que “a dificuldade do perdão não depende só dos acontecimentos atuais. A história carrega consigo um pesado fardo de violências e conflitos, de que não é fácil desembaraçar-se. Prepotências, opressões, guerras fizeram sofrer inumeráveis seres humanos, e, ainda que as causas desses fenômenos dolorosos se percam em tempos remotos, os seus efeitos permanecem vivos e dilacerantes, alimentando medos, suspeitas, ódios e divisões entre famílias, grupos étnicos, povos inteiros”.

 Mas precisamos nos esforçar individualmente pedindo a Deus a cura de nossas feridas e cooperando assim com a paz no mundo, trabalhando a questão do perdão a partir do grupo social em que vivemos. O Beato João Paulo II continuou a nos explicar: “Os indivíduos e os povos têm necessidade de uma espécie de purificação da memória, a fim de que os males de ontem não voltem a repetir-se. Não se trata de esquecer o sucedido, mas de o reler com sentimentos novos, aprendendo precisamente das experiências sofridas que só o amor constrói, enquanto o ódio produz devastação e ruínas. É preciso substituir a repetitividade sufocante da vingança pela novidade libertadora do perdão”.

Vamos colocar aqui como conclusão dessa reflexão, as palavras do Beato João Paulo II fazendo um apelo aos pais para que deem ensinamento e testemunho de perdão aos seus filhos e assim as gerações futuras poderem ser agraciadas com a unidade e a paz. ”E a vós, pais e mães de família, digo: ensinai aos vossos filhos a perdoar, tomai as vossas casas focos de amor e de perdão; transformai as vossas ruas e os vossos bairros em centros de paz e de reconciliação. Seria crime, contra a juventude e seu futuro, deixar mesmo uma só criança crescer apenas com a experiência da violência e do ódio”.

Oremos:

Com São Francisco de Assis

Senhor, fazei – me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união; onde houver dúvida, que eu leve a fé; onde houver erro, que eu leve a verdade; onde houver desespero, que eu leve a esperança; onde houver tristeza, que eu leve a alegria; onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Com o canto liturgico

 Perdoai-nos, ó Pai, as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos ofendeu! \ Se eu não perdoar a meu irmão, o Senhor não me dá o seu perdão.\ Eu não julgo para não ser julgado; perdoando é que serei perdoado.\ Ajudai-me, Senhor, a perdoar; e livrai-me de julgar e condenar! \ Vou ficar sempre unido em comunhão ao Senhor e também ao meu irmão\ Vivo em Cristo a vida de cristão; sou mensagem de sua reconciliação.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

8 de setembro de 2011 at 13:21 2 comentários

Vigésimo Quarto Domingo do Tempo Comum – Mateus 18, 21-35

21. Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?  

22. Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.  

23. Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos.  

24. Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.  

25. Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida.  

26. Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!  

27. Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida.  

28. Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: Paga o que me deves!  

29. O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei!  

30. Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida.  

31. Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado.  

32. Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste.  

33. Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti?  

34. E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida.  

35. Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração.  

7 de setembro de 2011 at 18:04 Deixe um comentário

Perdoar a quem nos ofendeu.

Oi Crianças!

Hoje vamos aprender sobre perdoar o irmão.

Saber perdoar é ser humilde e generoso

Com a pessoa que magoou o nosso coração

É dizer a ela que não guardamos nenhum rancor.

Precisamos pedir diariamente a Deus

Um coração sempre pronto a perdoar,

Porque o ressentimento deixa a nossa alma triste e sem paz.

É importante tratarmos a todos com bondade e amor

Para também não causarmos feridas no coração

Das pessoas que nos são próximas.

Deus pede na sua Palavra

Para sempre perdoar

A quem nos ofendeu. (Mateus 18,21-22)

Jane Amábile

Foto de Ana Paula

5 de setembro de 2011 at 12:15 Deixe um comentário

Perdão dos pecados e Oração em comum- Vigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum- Mateus 18, 15-20

Vamos refletir as palavras que Jesus Cristo disse aos seus discípulos e, também a uma grande multidão que o seguia, na Galileia. As palavras de Jesus nesse Evangelho ensina-nos como devemos nos apresentar diante de Deus com o coração puro, sem rancor e sem pecado. Convida-nos a reconciliar-nos com Deus, pela confissão dos pecados e a reconciliar-nos com os irmãos que nos ofenderam, através do entendimento misericordioso entre as partes seja “entre ti e ele somente” ou na presença “de duas ou três testemunhas”. E se houver recusa de entendimento é necessário recorrer à Igreja. A Igreja é a grande mãe que coopera para manter a unidade entre seus filhos, pela ação do Espírito Santo, especialmente no sacramento da Confissão (Reconciliação). A Igreja também dá orientação e corrige quando necessário.

Versículo 15: “Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão”.   Somos todos pecadores, por isso não só nossos irmãos erram conosco, mas nós também erramos com nossos irmãos. Algumas vezes em nossos relacionamentos causamos feridas e dores nas pessoas que nos são próximas. Porque então não perdoarmos as feridas que nossos irmãos nos causam também?  Jesus nos ensinou a rezar ao Pai dizendo: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam”. (Mt 6,12)

 A reconciliação com nosso próximo é muito importante tanto para nós quanto para ele. Por isso Jesus Cristo está sempre a nos lembrar dessa realidade. Precisamos nos reconciliar com nosso próximo, se ele nos ofendeu ou se sabemos que o ofendemos. Pelo ensinamento de Jesus Cristo é necessário buscar resolver a questão da melhor maneira, entre as duas pessoas envolvidas: quem ofendeu e o ofendido. Podemos dar um exemplo: poderiam ser evitadas muitas separações de casais se as duas partes tentassem o exercício do perdão e da reconciliação diariamente.  A Palavra de Deus diz: “Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento”. (Ef 4, 26b) Também há situações parecidas de conflitos com parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, membros de comunidade…

Versículo 16: “Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas”. Jesus nos convida através desse versículo a buscar a reconciliação mesmo que seja preciso convocar duas ou três  testemunhas como reza a Lei de Moisés. São Paulo disse assim sobre a convocação de testemunhas na lei de Moisés: “Quem transgride a lei de Moisés, é condenado à morte sem piedade, com base em duas ou três testemunhas. Podeis, então, imaginar que castigo mais severo ainda merecerá aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança no qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?… Quão terrível é cair nas mãos do Deus vivo!” (Hb 10,28-30).

Pois é melhor que se resolva tudo enquanto estamos nesse mundo. Porque depois caberá a Deus, Juiz dos juízes, dar a sentença final que sendo boa ou ruim durará a eternidade. Por isso precisamos viver sob a graça do perdão e da misericórdia.  O Senhor nos exorta na sua Palavra: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão”. (Mt 5,23-25)

Versículos 17 e 18: “Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu”.  Se as pessoas que se envolveram no desentendimento, não conseguiram chegar num acordo e não se reconciliaram, devem então recorrer à Igreja, que tem toda a autoridade para perdoar os pecados e assim trazer o pecador de volta ao caminho da santidade, da unidade e da paz. A paz do Senhor habita num coração reconciliado com Deus e com o próximo.

Em qualquer situação de ira, rancor e falta de perdão, devemos nos colocar diante do sacerdote humildemente e pedirmos o perdão de nossas ofensas cometidas a Deus e ao irmão. A Igreja, através do sacramento da Confissão, tem o poder e autoridade de Jesus Cristo para ligar e desligar na terra e também no Céu.

A falta de perdão nos prejudica espiritualmente, emocionalmente e fisicamente. “Não temos o direito de ficar magoados com as pessoas que nos ofenderam e nos feriram. Não podemos ficar ressentidos e desejar o mal a essas pessoas, porque fizeram algo errado. Se agirmos assim estaremos nos matando. Pois quando não perdoamos, nós estamos literalmente nos asfixiando. Não se trata de ter o direito de não perdoar, porque foi o outro que errou. O direito que nós temos é o de viver, não o de morrer. E o ressentimento mata! Mata a alma e o corpo”. (Monsenhor Jonas Abib)

O Catecismo (1444) diz: “Conferindo os apóstolos seu próprio poder de perdoar os pecados, o Senhor também lhes dá a autoridade de reconciliar os pecadores com a Igreja. Esta dimensão eclesial de sua tarefa exprime-se principalmente na solene palavra de Cristo a Simão Pedro: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e o que ligares na terra ser ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16,19) O Beato João Paulo II nos ensinou também: “A celebração do Sacramento da penitência é sempre um ato da Igreja, que nele proclama a sua fé e dá graças a Deus, que em Jesus Cristo nos libertou do pecado”.

Eis o que a Igreja diz sobre a importância do sacramento da Confissão como instrumento de perdão, de amor e da misericórdia de Deus por nós: “A autoridade eclesial é chamada a desenvolver uma pedagogia do perdão e da misericórdia, isto é, a ser instrumento do amor de Deus que acolhe, corrige e oferece sempre uma nova oportunidade ao irmão ou à irmã que erram e caem em pecado. Deverá recordar, sobretudo, que, sem a esperança do perdão, a pessoa desiste de retomar o seu caminho e tende inevitavelmente a acrescentar mal sobre mal e queda sobre queda. A perspectiva da misericórdia, por outro lado, afirma que Deus é capaz de tirar um caminho de bem mesmo das situações de pecado”. (site do Vaticano)

O que o Beato João Paulo II disse sobre o poder que a Igreja tem de ligar e desligar em nome de Deus: “A Igreja é, nos seus ministros ordenados, sujeito ativo da obra da reconciliação. Tal força vem só de Deus. Diretamente de Deus: Tal força é resgatada com o sangue do seu Redentor e Esposo. É força do Espírito Santo. E ela entra em aliança com o que no homem existe de mais profundo: mediante a fé, a esperança e a caridade, procura no Céu, as soluções daquilo que não pode ser resolvido plenamente na terra”.

 A Igreja também tem o dever de orientar e corrigir seus filhos para que não venham a cair de novo em pecado. A Palavra de Deus diz:  “Estais sendo provados para a vossa correção; é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?… É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de paz”. ( Hb 12, 7.11.)

O Evangelho (Mt 18, 15-20) e as leituras desse domingo do Livro de Ezequiel (33, 7-9) e da Carta de São Paulo aos Romanos (13, 8-10), destacam a difícil missão dos cristãos de corrigirem-se uns aos outros. É importante compreender que se precisarmos corrigir um irmão (correção fraterna) por algum ato que esse irmão prejudicou a si e aos outros irmãos (pecado), que façamos com caridade.

O amor deve estar presente em todas as nossas ações e palavras, sejam elas quais forem, inclusive quando corrigimos um irmão. Aquele que corrige deve ser uma pessoa madura e responsável, para que não julgue, não condene e nem espalhe o mal feito pelo irmão (que errou) aos outros. E por fim se o irmão não aceitar a correção e continuar no erro é porque não quer pertencer à comunidade cristã (a Igreja), que tem seu direcionamento nas palavras e gestos de amor, de perdão e de misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo  (V.17).

Versículos 19 e 20: “Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.  O Papa Bento XVI explicando esses versículos disse: “O amor age como princípio que une os cristãos e faz com que a sua oração unânime seja ouvida pelo Pai celeste. Por conseguinte, a sintonia na oração manifesta-se importante para as finalidades do seu acolhimento por parte do Pai celeste. Pedir juntos já assinala um passo rumo à unidade entre os que pedem. Isto certamente não significa que a resposta de Deus seja de qualquer forma determinada pelo nosso pedido”.

Jesus se faz presente no meio de nós seja com poucas pessoas (duas ou três) reunidas em oração, e também numa grande assembleia. O Beato João Paulo II disse: “Quão pouco é necessário para que esta Igreja exista, se multiplique e se difunda! Disto decidem aqueles dois ou três reunidos no nome de Cristo e unidos por meio d’Ele, na oração, com o Pai. Quão pouco é necessário para que esta Igreja exista em toda a parte, até mesmo ali, onde segundo as «leis» humanas não pode existir e onde é condenada à morte”!

O Papa Bento XVI disse: “É a presença de Cristo que torna eficaz a oração comum de quantos estão reunidos no seu nome. Quando os cristãos se congregam para rezar, o próprio Jesus está no meio deles. Eles são um com Aquele que é o único mediador entre Deus e os homens”. A oração é sempre um momento especial de partilha do amor e da misericórdia de Deus por nós. Ela nos dá conforto e sustento espiritual nos momentos de aflição. Os primeiros cristãos participavam assiduamente de reuniões de oração nas casas, com um  pequeno número de pessoas. A Palavra diz: “Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações”. (At 2, 42)

Nesses tempos atuais em vivemos há muitas dificuldades de comunicação e de entendimento entre os seres humanos, por isso a reunião de oração seja nas casas (rosário, as mil Ave marias, oração de louvor), seja na Igreja é muito importante para manter a unidade entre os fiéis, dentre tantos outros benefícios espirituais que nos proporcionam. A reunião de oração tem a presença amorosa de Deus, através do Espírito Santo, que é uma promessa do Senhor para nós .

O Beato João Paulo II falou assim: “O homem moderno mostra-se seguro de si, mas, sobretudo em momentos importantes, deve confrontar-se com a sua impotência: conhece a incapacidade de intervir e, por conseguinte, vive na incerteza e no receio. O segredo para enfrentar, não só nas emergências, mas no dia-a-dia, as canseiras e os problemas pessoais e sociais, encontra-se na oração. Quem reza não perde a coragem nem sequer face às dificuldades mais graves, porque sente que Deus está ao seu lado e encontra refúgio, serenidade e paz entre os seus braços paternos. Depois, ao abrirmo-nos com confiança a Deus, abrimo-nos também com mais generosidade ao próximo; tornamo-nos capazes de construir a história segundo o projeto divino”.

Jesus é presença viva no meio de nós permanentemente, pois ressuscitou dentre os mortos. Após a Ressurreição de  Jesus, os discípulos se encontravam reunidos e “Jesus veio e pôs-se no meio deles”. (Jo 20, 19) Jesus Cristo é presença principalmente na Igreja, onde Ele é a Cabeça dessa Igreja e olha por ela continuamente.

O Catecismo (1088) diz: “Cristo está sempre presente em sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas. Presente está no sacrifício da missa, tanto na pessoa do ministro, pois aquele que agora oferece pelo ministério dos sacerdotes é o mesmo que outrora se ofereceu na cruz, quanto sobre tudo sob as espécies eucarísticas. Presente está por sua força nos sacramentos, a tal ponto que, quando alguém batiza, é Cristo mesmo que batiza. Presente está por sua palavra, pois é ele mesmo quem fala quando se leem as Sagradas Escrituras na Igreja. Presente está, finalmente, quando a Igreja reza e salmodia, ele que prometeu: ‘Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles’ (Mt 18,20).”

São Paulo convida a orarmos juntos com louvores, cantos e salmos: “Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor.  Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo!  (Ef 5, 19-20)

Testemunho

Quando começamos a rezar as ”Mil Aves Marias” nas casas, éramos duas pessoas reunidas em nome de Jesus. Mais adiante éramos três pessoas reunidas em nome de Jesus. Hoje já são três grupos de oito pessoas cada. São  muitas as graças derramadas por Deus desde o início, embora naquela ocasião fôssemos apenas duas pessoas reunidas em seu nome.

Oremos com:

O Círculo Bíblico – Ó Deus de misericórdia, que alimentais vossos filhos e filhas com as palavras de Jesus, concedei-nos convivência fraterna e harmoniosa entre nós e com a comunidade.  Sejais bendito, Deus Pai compreensivo, porque, onde dois ou três estivermos reunidos em nome de Jesus, estais em nosso meio e nos acompanhais com vosso Espírito. Ajudai-nos a viver a correção fraterna que nasce do amor que nos une. Dai-nos compreensão, paciência e tolerância. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

1 de setembro de 2011 at 13:35 Deixe um comentário

Posts antigos


Arquivos

ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se aos outros seguidores de 341

Categorias