Archive for setembro, 2017

E a figueira não deu figos – Comentário de São Jerônimo

Não era tempo de figos. Na sua Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo interpreta esta passagem: Eu não quero, irmãos, que ignoreis este mistério: é uma cegueira parcial que sobreveio a Israel, até que tenha entrado a totalidade das nações. E assim todo o Israel será salvo (Rom 11,25-26). Se o Senhor tivesse encontrado frutos nesta figueira, não teriam entrado todas as nações. Mas, dado que entraram todas as nações, todo o Israel será finalmente salvo. Além disso, encontramos esta passagem no Apocalipse de João: Da tribo de Judá, doze mil; da tribo de Rúben, doze mil acreditarão, e o mesmo acontece com outras tribos (Ap 7,5-8). No total, foram cento e quarenta e quatro mil os que acreditaram.

Se Israel tivesse acreditado, Nosso Senhor não teria sido crucificado, e se o Senhor não tivesse sido crucificado, a multidão dos pagãos não teria sido salva. Assim, os judeus tornar-se-ão crentes, mas só acreditarão no fim do mundo. Para eles, não era tempo de acreditar na cruz. A sua incredulidade é a nossa fé; a sua queda permitiu a nossa ascensão. Ainda não era tempo para eles, para que fosse o nosso.

Fonte: Evangelho Quotidiano

30 de setembro de 2017 at 5:52 Deixe um comentário

Arcanjos são companheiros de vida, diz o Papa  

2017-09-29 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Nós e os anjos temos a mesma vocação: “cooperar juntos para o desígnio de salvação de Deus”. Foi o que disse o Papa na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta, por ocasião da Festa dos três arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel:

 

“Somos – por assim dizer – ‘irmãos’ na vocação. E eles estão diante do Senhor para servi-lo, louvá-lo e também para contemplar a glória do rosto do Senhor. Os anjos são os grandes contemplativos. Eles contemplam o Senhor; servem e contemplam. Mas também o Senhor os envia para nos acompanhar no caminho da vida.”

Em especial, Miguel, Gabriel e Rafael, explicou Francisco, têm um “papel importante no nosso caminho rumo à salvação”. “O Grande Miguel é que declara guerra ao diabo”, ao “grande dragão”, à “velha serpente” que “perturba a nossa vida” , seduz “toda a terra habitada” assim como seduziu a nossa mãe Eva com argumentos convincentes e, depois, quando caímos, nos acusa diante de Deus:

“Mas coma o fruto! Lhe fará bem, lhe fará conhecer muitas coisas”… E começa, assim como a serpente, a seduzir, a seduzir … E depois, quando caímos nos acusa diante de Deus: “É um pecador, é meu!”. Ele é meu: é justamente a palavra do diabo. Nos vence com a seduação e, depois, nos acusa diante de Deus: “É meu. Eu o levo comigo”. E Miguel declara guerra. O Senhor lhe pediu que declarasse guerra. Para nós que estamos em caminho nesta vida rumo ao Céu, Miguel nos ajuda a declarar guerra ao diabo, a não nos deixar seduzir.

É um trabalho de defesa que Miguel faz pela “Igreja” e por “cada um de nós”, diferente do papel de Gabriel, “o outro arcanjo de hoje”, aquele que, recorda o Papa, “traz as boas notícias; aquele que levou a notícia a Maria, a Zacarias, a José”: a notícia da salvação. Também Gabriel está conosco, assegura ainda o Papa, e ajuda-nos no caminho, quando “esquecemos” o Evangelho de Deus, que “Jesus veio conosco” para nos salvar.

O terceiro arcanjo que celebramos hoje é Rafael, aquele que “caminha conosco” e que nos ajuda neste caminho: devemos pedir-lhe, é o convite do Papa, para nos proteger da “sedução de dar um passo errado”.

Eis, então os nossos companheiros ao serviço de Deus e da nossa vida que Francisco hoje nos ensina a rezar de maneira simples:

“Miguel, ajude-nos na luta; cada um sabe qual luta tem em sua vida hoje. Cada um de nós conhece a luta principal, que faz arriscar a salvação. Ajude-nos. Gabriel, traga-nos notícias, traga-nos a Boa Notícia da Salvação, que Jesus está conosco, que Jesus nos salvou e nos dê esperança. Rafael, segure a nossa mão e nos ajude no caminho para não errarmos a estrada, para não permanecermos parados. Sempre caminhando, mas ajudados por você”.

30 de setembro de 2017 at 5:27 Deixe um comentário

Assista a “40º Dia da Quaresma de São Miguel Arcanjo” no YouTube

29 de setembro de 2017 at 10:23 Deixe um comentário

Santos Arcanjos: São Gabriel, São Rafael e São Miguel.

Livro: Anjinho da Guarda, de Jane Amábile e Kamila Venturim

29 de setembro de 2017 at 5:45 Deixe um comentário

Festa dos Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael. 

São Miguel Arcanjo

Neste dia a Igreja universal celebra a festa dos arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael.

“Miguel” que significa: “Quem como Deus?” é o defensor do Povo de Deus no tempo de angústia. É o padroeiro da Igreja universal e aquele que acompanha as almas dos mortos até o céu. 

São Gabriel
“Gabriel” – que significa “Deus é forte” ou “aquele que está na presença de Deus” – aparece no assim chamado evangelho da infância como mensageiro da Boa Nova do Reino de Deus, que já está presente na pessoa de Jesus de Nazaré, nascido de Maria.
É ele quem anuncia o nascimento de João Batista e de Jesus. Anuncia, portanto, o surgimento de uma nova era, um tempo de esperança e de salvação para todos os homens. É ele quem, pela primeira vez, profere aquelas palavras que todas as gerações hão-de repetir para saudar e louvar a Virgem de Nazaré: “Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco”.

Arcanjo São Rafael
“Rafael”- que quer dizer “medicina dos deuses” ou “Deus cura” – foi o companheiro de viagem de Tobias. É o anjo benfazejo que acompanha o jovem Tobias desde Nínive até à Média; quem o defende dos perigos e patrocina o seu casamento com Sara. É ele quem tira da cegueira o velho Tobias. É aquele que cura, que expulsa os demônios. São Rafael é o companheiro de viagem do homem, seu guia e seu protetor nas adversidades.

Fonte: Evangelho Quotidiano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

29 de setembro de 2017 at 5:32 Deixe um comentário

Assista a “39º Dia da Quaresma de São Miguel Arcanjo” no YouTube

28 de setembro de 2017 at 9:50 Deixe um comentário

Sacramento da Ordem

Sacramento da ordem é o chamado de Deus para aqueles que vão propagar Sua Palavra

Apresentamos, hoje, o sacramento da ordem. Juntamente com o matrimônio, são chamados de sacramento de serviço. Assim, quem é batizado e confirmado (crismado) pode também assumir um serviço especial, pondo-se a serviço de Deus. Isso acontece mediante os sacramentos da ordem e do matrimônio, por isso os mesmos são chamados sacramentos a serviço da comunhão e da missão, pois conferem uma graça especial para uma missão particular na Igreja em ordem à edificação do povo de Deus, contribuindo em especial para a comunhão eclesial e para a salvação dos outros.

A ordem é o sacramento graças o qual a missão confiada por Cristo aos Seus apóstolos continua a ser exercida na Igreja até o fim dos tempos. Nela, quem é ordenado recebe o dom do Espírito Santo, concedido por Cristo pelo bispo e que lhe dá autoridade sagrada.  Nele, o sacerdote continua sobre a terra a obra redentora de Cristo, afirma São João Maria Vianney.

O sacramento da ordemFoto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Por que é chamado sacramento da ordem?

Chama-se ordem este sacramento, pois indica um corpo eclesial, do qual se passa a fazer parte, mediante uma especial consagração (ordenação), que, por um particular dom do Espírito Santo, permite exercer um poder sagrado em nome de Cristo e com a autoridade d’Ele, para o serviço do povo de Deus. Compõe-se de três graus, que são insubstituíveis para a estrutura orgânica da Igreja: o episcopado, o presbiterado e o diaconato.

Os sacerdotes na Antiga Aliança encararam a sua missão como uma mediação entre o celeste e o terreno, entre Deus e o Seu povo. Sendo Cristo o único mediador entre Deus e a humanidade (cf. I Tm 2,5), Ele aperfeiçoou e concluiu esse sacerdócio. Depois de Cristo, o sacerdócio só pode existir em Cristo, na imolação d’Ele na cruz e por Seu chamamento e  envio apostólico.

O efeito da ordenação episcopal confere a plenitude do sacramento da ordem, faz do bispo o legítimo sucessor dos apóstolos, confere-lhe a missão de ensinar, santificar e governar. O ministério do bispo é, no fundo, o ministério pastoral da Igreja, porque remonta às testemunhas de Jesus.

Fonte: Com. Canção Nova

28 de setembro de 2017 at 5:48 Deixe um comentário

Missa em Santa Marta – Como uma família

2017-09-26 L’Osservatore Romano

«Familiaridade» foi a palavra-chave da homilia pronunciada pelo Papa Francisco durante a missa celebrada em Santa Marta na manhã de terça-feira, 26 de setembro. O centro foi a perspetiva que cada cristão tem de «se sentir família de Jesus», viver em «proximidade» com ele cada momento do dia, até aqueles aparentemente mais banais.

Foi precisamente Jesus quem ofereceu esta oportunidade a cada homem, dando ele mesmo – disse o Pontífice – «um passo a mais na proximidade que tem connosco». Isto emerge claramente do evangelho do dia (Lucas 8, 19-21) no qual se lê que «Jesus estava no meio de uma multidão a pregar» e «chega a sua família» que o procurava. «Quando lhe dizem que estava ali sua mãe, os seus parentes, a sua família», Jesus «amplia o conceito e diz: “Minha mãe e meus irmãos são estes, que ouvem a palavra de Deus e a observam”». Eis então, explicou o Papa, o «passo a mais» que Jesus dá, o qual afirma: «Tenho uma família maior do que a pequena na qual vim ao mundo». Deste modo ele «faz-nos pensar em nós que somos a sua família», isto é, quem «ouve a palavra de Deus e a observa».

Este gesto de Jesus remete para «o conceito de familiaridade com Deus, de familiaridade com Jesus». De facto, disse Francisco, «podemos ser discípulos, podemos ser amigos mas ser familiar é mais ainda». Há um salto de qualidade se considerarmos o «primeiro mandamento que recebemos na pessoa do nosso pai Abraão», ou seja: «Caminha na minha presença e sê irrepreensível». Hoje aquele mandamento «cresceu e ficou maior, mais amplo: “Ouve a palavra de Deus. Observa-a, assim serás a minha família, terás familiaridade comigo”».

A partir disto, sugeriu o Pontífice, cada um pode avaliar a própria relação com Jesus e questionar-se: «É um comportamento formal, educado? Vou rezar, depois volto para os meus afazeres, esqueço-me de Jesus e faço as minhas coisas, volto a rezar». Ou seja, é uma «atitude diplomática»? Ou «familiar», na qual se sente «familiaridade com o Senhor»?

Para responder é preciso compreender «o que significa esta palavra que os padres espirituais na Igreja usaram muito e nos ensinaram: a familiaridade com Deus». A este propósito, o Papa ofereceu algumas indicações. Antes de mais, significa «entrar na casa de Jesus: entrar na atmosfera, viver a atmosfera, que existe na casa de Jesus. Viver ali, contemplar, ser livre, ali». De facto, quantos «habitam a casa do Senhor», dado que são «filhos» e «têm familiaridade com ele», são também «livres». Há uma diferença substancial com quem não tem esta familiaridade: Francisco evocou uma expressão bíblica, isto é, «os filhos da escrava» e aplicou-a a quantos «são cristãos mas não ousam aproximar-se, não ousam ter esta familiaridade com o Senhor, e há sempre uma distância que os separa do Senhor».

Depois, o segundo aspeto a considerar, «familiaridade com Jesus significa estar com ele, olhar para ele, ouvir a sua palavra, procurar praticá-la, falar com ele». Um diálogo simples, explicou o Pontífice, no qual se fala com o Senhor sobre as próprias situações, com «a oração que se faz também caminho: “Mas, Senhor o que pensas?”». De resto, trata-se da familiaridade que tinham os santos. O Papa recordou, por exemplo, Santa Teresa «que encontrava o Senhor em toda a parte, era familiar com o Senhor em todos os lugares, até entre as panelas na cozinha».

Mas além do «estar com o Senhor», acrescentou Francisco, é importante «permanecer no Senhor», como ele mesmo aconselhou «no discurso da última ceia». O pensamento, disse o Pontífice, vai «ao início do Evangelho, quando João indica: “Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E André e João seguiram Jesus: “Mestre, onde estás?” – “Vinde ver”».

Os dois discípulos seguiram-no e, diz o Evangelho com uma «frase lindíssima: “Permaneceram, ficaram com ele o dia inteiro, a noite inteira”».

Portanto, concluiu o Papa, é necessário proceder «neste comportamento de familiaridade com o Senhor» e não permanecer cristãos que se satisfazem em ter um «comportamento bom com o Senhor mas tu lá e eu cá». O convite do Senhor é claro e mais abrangente: «Somos família, sois a minha família se ouvirdes a minha palavra e a praticardes». É preciso adotar o estilo de quem, com os seus problemas, durante o dia, «quer esteja no autocarro ou no metropolitano, interiormente fala com o Senhor, ou pelo menos sabe que o Senhor olha para ele, está próximo dele: esta é a familiaridade, é proximidade, é sentir-se parte da família de Jesus».

28 de setembro de 2017 at 5:43 Deixe um comentário

38º Dia da Quaresma de São Miguel Arcanjo

27 de setembro de 2017 at 9:24 Deixe um comentário

“Procurai primeiro o reino de Deus” – Comentário de São Vicente de Paulo

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«Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo.»  Por conseguinte é dito que procuremos o reino de Deus. «Procurai-o» é apenas uma palavra, mas parece-me significar muitas coisas. Quer dizer trabalhar incessantemente para o reino de Deus, e não permanecer num estado ocioso e estático, prestar atenção ao interior para bem o regrar, e não aos divertimentos exteriores. Procurai a Deus dentro de vós, visto que Santo Agostinho confessa que, enquanto O procurou fora dele, não O encontrou. Procurai na vossa alma, como Sua morada agradável e base onde os Seus servos procuram pôr em prática todas as virtudes. A vida interior é imprescindível, e é necessário ampliá-la; se não tivermos vida interior, nada temos.  Procuremos tornar-nos interiores.  Procuremos a glória de Deus, procuremos o reino de Jesus Cristo.

«Mas [dir-me-ão] há tanto a fazer, tantos trabalhos em casa, tantos empregos na cidade, no campo; trabalho por toda a parte; será então necessário deixar tudo para pensar unicamente em Deus?» Não, mas é necessário santificar estas ocupações procurando a Deus nelas, e fazê-las para O encontrar, mais do que para as ver feitas. Nosso Senhor quer, antes de tudo, que procuremos a Sua glória, o Seu reino, a Sua justiça, e, por isso, que o nosso tesouro seja a vida interior, a fé, a confiança, o amor, os exercícios espirituais , os trabalhos e as dores com vista a Deus, nosso soberano Senhor.  Uma vez assim constituídos na procura da glória de Deus, temos a certeza de que o resto se seguirá.

27 de setembro de 2017 at 5:45 Deixe um comentário

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