Archive for janeiro, 2019

Reflexão para o II Domingo do Tempo Comum – Ano C

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O evangelista João quer dizer que Maria estava na festa, mas representava a Humanidade, os filhos de Eva que aguardavam a chegada do Esposo, Jesus.

Padre César Agusto – Cidade do Vaticano

O Senhor restaura Jerusalém e faz surgir nela a justiça. Toma-a como sua esposa. Ele é o esposo apaixonado por ela e ao dar-lhe um nome novo ela se torna importante em meio a todos as povos. Sua ação a faz Povo de Deus.

No Evangelho, João descreve o início dos sinais de Jesus realizados em uma festa de casamento. O casamento celebra a doação, a entrega recíproca de duas pessoas, para sempre.

Do mesmo modo dá-se a entrega de Jesus pela Igreja, sua esposa e, como tal, é o que se espera dela, que seja fiel e honre o amor recebido. Essa cerimônia é realizada três dias depois do encontro de Jesus com seus discípulos, o que nos recorda a ressurreição de Jesus três dias após sua entrega redentora por sua esposa, a Igreja.

A presença de Maria é citada fora do grupo dos discípulos de Jesus e o Senhor a chama de mulher. João quer dizer que Maria estava na festa, mas representava a Humanidade, os filhos de Eva que aguardavam a chegada do Esposo, Jesus. Na sala estão seis talhas de pedra para a purificação ritual.

Ora, essa informação nos fala da imperfeição da purificação antiga. São seis e não sete, que, na simbologia bíblica representa o número perfeito, e fala também da abundância de água, que se tornará abundância de vinho.

A presença do Mestre plenifica a purificação, pois ela se dará com seu sangue, sinalizado pela abundância de vinho. Do mesmo modo a excelência do vinho novo, advindo após a ação de Jesus. Finalmente vejamos os diálogos. Jesus diz que sua hora ainda não chegou. Ele se refere à hora em que redimirá a Humanidade, com sua paixão. Maria diz: “Fazei tudo o que ele vos disser!” É a Humanidade convertida que aceita obedecer a Deus, reconhece-o como Senhor, diferentemente do filhos de Eva.

Portanto, João quer nos dizer que nessa cena de casamento foram realizadas, prefiguradamente, as núpcias entre Cristo e a Humanidade. A profecia de Isaías se realiza. O Senhor torna a Humanidade sua predileta, a desposa na cruz e lhe dá um nome novo: Meu Povo!

A liturgia de hoje nos diz que o amor de Jesus por nós é radical e seu amor é comparado ao de um esposo que ama tanto a ponto de dar a vida por sua amada. Sejamos fiéis ao nosso batismo. Nele demos nosso sim ao Senhor e a aliança que foi selada com seu sangue redentor. Vivamos o amor e aguardemos o dia feliz das núpcias eternas!

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19 de janeiro de 2019 at 8:57 Deixe um comentário

Papa pela unidade da família cristã: mais solidariedade, menos divisão

Papa Francisco durante a celebração das Vésperas nesta sexta-feira (18)

O Papa Francisco deu início à Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos nesta sexta-feira (18/01) ao presidir a celebração das Vésperas na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma. Na homilia, o Santo Padre afirmou que “quando a sociedade deixa de ter como fundamento o princípio da solidariedade e do bem comum”, não partilhando a riqueza, ela se divide.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco presidiu nesta sexta-feira (18), na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, a celebração das Vésperas que deu início à Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Esse período ecumênico (que no Brasil acontece entre a Ascensão e Pentecostes) foi preparado pelos cristãos da Indonésia, país conhecido por ter a maior população muçulmana.

Na homilia, o Papa Francisco começou saudando os representantes das outras Igrejas presentes em Roma e na própria Basílica, convidando a “implorar a Deus” o dom da unidade para recebê-la “com coração pronto e generoso”.

Ao comentar a leitura de Deuteronômio, em que indica a celebração das festas da Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos, o Pontífice enalteceu o quanto é importante a participação de todos, que “ninguém pode ficar excluído” e onde “o dom de cada um será segundo a medida da bênção que o Senhor lhe tiver concedido”.

O dom da unidade e da justiça

O Papa Francisco, então, lembrou como a dimensão da festa é ligada àquela da justiça de Deus:

“As próprias festas exortam o povo à justiça, lembrando a igualdade fundamental entre todos os membros, todos igualmente dependentes da misericórdia divina, e convidando cada um a partilhar com os outros os bens recebidos. O dar honra e glória ao Senhor nas festas do ano caminha de mãos dadas com o prestar honra e justiça ao seu vizinho, sobretudo se é vulnerável e necessitado.”

“Se a riqueza não for partilhada, a sociedade se divide”

Ao recordar o trabalho realizado pelos cristãos da Indonésia, ao preparar a Semana de Oração, a preocupação do crescimento econômico do país que acaba gerando muitos pobres e destinando a riqueza a poucos. Uma realidade que não é vivida só na Indonésia, enfatizou o Papa, mas pelo resto do mundo:

“ Quando a sociedade deixa de ter como fundamento o princípio da solidariedade e do bem comum, assistimos ao escândalo de pessoas que vivem em extrema pobreza ao lado de arranha-céus, hotéis imponentes e centros comerciais luxuosos, símbolos de incrível riqueza. Esquecemo-nos da sabedoria da lei mosaica, segundo a qual, se a riqueza não for partilhada, a sociedade se divide. ”

Leis da solidariedade para os cristãos

Francisco, então, comentou que inclusive a comunidade cristã pode cair na lógica de acumular riqueza e se esquecer dos vulneráveis, citando São Paulo ao afirmar que devemos nos ocupar dos menos favorecidos, vítimas dessa realidade, edificando os que são fracos: “a solidariedade e a responsabilidade comum devem ser as leis que regem a família cristã”.

“ É um grave pecado desdenhar ou desprezar os dons que o Senhor concedeu a outros irmãos, pensando que esses sejam de algum modo menos privilegiados aos olhos de Deus. Se alimentarmos tais pensamentos, consentimos que a própria graça recebida se torne fonte de orgulho, injustiça e divisão. E, então, como poderemos entrar no Reino prometido? ”

A festa em que se disponibiliza e se partilha os dons recebidos é também a da justiça que devemos perseguir, disse o Papa. Para seguir o caminho da unidade, em primeiro lugar, devemos “reconhecer humildemente que as bênçãos recebidas não são nossas por direito, mas por dádiva, tendo-nos sido concedidas para as partilharmos com os outros”. Em segundo lugar, continuou o Pontífice, reconhecer o valor concedido às outras comunidades cristãs.

“ Um povo cristão, renovado e enriquecido por essa troca de dons, será um povo capaz de caminhar, com passo firme e confiante, pelo caminho que leva à unidade. ”

19 de janeiro de 2019 at 5:41 Deixe um comentário

JMJ Panamá 2019

Estacionamento do posto de gasolina na Polônia onde jovens tocaram, cantaram e dançaram

“O clima da Jornada é uma coisa de outro mundo”, diz jovem brasileiro

“Tem coisas que só acontecem em uma Jornada, não tem como ter a experiência em outro lugar. Dentro dela tu sente que não está sozinho e tem milhões de jovens que não têm vergonha de mostrar que estão felizes e que estão ali para lutar por um mundo com mais paz, amor e fraternidade”, afirma um jovem brasileiro que participou da Jornada no Rio e Cracóvia e prepara-se agora para o Panamá.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

Depois de participar de duas Jornadas, o que mais eu encontrei nelas foi a união entre os jovens de diversos países e culturas. O clima de uma Jornada é uma coisa de outro mundo. Todos os jovens unidos em um mesmo lugar, com um mesmo objetivo, que é dizer para o mundo: “Eu sou um jovem católico”. Tem coisas que só acontecem em uma Jornada, não tem como ter a experiência em outro lugar. Dentro dela tu sente que não está sozinho e tem milhões de jovens que não têm vergonha de mostrar que estão felizes e que estão ali para lutar por um mundo com mais paz, amor e fraternidade”.

Se para muitos jovens a Jornada Mundial da Juventude no Panamá será a primeira, para milhares de outros será a continuação de uma experiência que deixou marcas profundas e os colocou em uma dimensão bem mais ampla da vivência da fé, como acabou de nos contar o Diego Chemello Müller, de 26 anos, natural de Porto Alegre (RS), engenheiro químico, engenheiro de alimentos e atuante no Ministério de Música na Paróquia São Martinho. As noites quem sabe mal dormidas, por vezes a falta de orientação e tantas outras situações inerentes a um evento deste porte não o assustaram, antes pelo contrário, foram uma oportunidade de crescimento:

Muitas vezes eu e meus amigos encontramos algumas dificuldades nas Jornadas, como se localizar numa cidade nova e saber para onde ir, mas a partir destas dificuldades que nós crescemos juntos como amigos e comunidade. Agora é impossível não ter vontade de ir numa próxima edição de uma Jornada depois de todas as coisas que a gente passou.

O fato de a Jornada de 2013 ser realizada no Brasil, havia motivado o Diego para participar pela primeira vez, junto com um grupo de jovens da comunidade. A Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora visitaram a Paróquia e em seguida chegaram os argentinos. Oportunidade para novas amizades e atividades sociais e caritativas em conjunto:

“... E com todo este aquecimento, não tinha como não estar motivado para ir ao Rio de Janeiro e conhecer o Papa Francisco pela primeira vez, já que ele tinha apenas quatro meses de Pontificado na época, e provavelmente estava tão ansioso quanto a gente para ir numa Jornada pela primeira vez como Papa”.

Mas, o que mais o marcou nesta Jornada no Rio de Janeiro e na de Cracóvia, em 2016?

São muitas recordações que eu tenho das Jornadas anteriores. No Rio de Janeiro, por exemplo, o que mais me marcou foi ver a Praia de Copacabana completamente lotada de jovens de uma ponta a outra. Foram aproximadamente 3 milhões de jovens em uma praia fazendo Adoração junto com o Papa, em silêncio, e participando da Missa de Envio. Nem no carnaval e no reveillon tu encontra tanta gente na Praia de Copacabana. Foi o maior público que o Rio de Janeiro já tinha recebido na história.

Bom, e na Jornada de Cracóvia, um dos momentos que mais me marcou foi quando a gente estava chegando na cidade de ônibus e teve um bloqueio na estrada. Daí a gente teve que ficar um tempo num posto de gasolina. Lá nosso grupo desceu e a gente encontrou dez italianos que estavam parados ali também esperando para continuar a viagem e nós fomos conversar com eles e eu fui pedi emprestado o violão que eles tinham. Aí a gente fez uma roda e eu fiquei no meio junto com outros amigos brasileiros, daí eu comecei a tocar várias músicas católicas bem conhecidas aqui no Brasil, mas que os italianos nunca tinham ouvido. E a gente começou com este grupo pequeno, mas não demorou muito e outros ônibus foram parando, e quando a gente viu, a gente estava no meio de uma roda com mais de 200 jovens ao redor pulando e dançando. Para mim foi um momento inesquecível como ministro de música e eu vou levar isto sempre comigo”.

Depois do Rio de Janeiro e Cracóvia, o Diego prepara-se agora para o Panamá:

“A minha expectativa para a próxima Jornada está muito grande. Eu vou poder rever vários amigos que eu fiz nas Jornadas anteriores e estar junto com o Papa de novo. Minha impressão do Panamá é de um lugar muito acolhedor, com um povo bem fervoroso, animado, com o espírito pegando fogo. Nós da América Latina…a gente tem esta característica bem forte, e já é assim  no Brasil, como foi em 2013 acho que um país de língua espanhola, a união de outros países latinos vai ser ainda maior, porque o Papa vai poder falar na língua nativa dele e vai estar muito mais à vontade para passar os ensinamentos e se comunicar conosco”.

18 de janeiro de 2019 at 5:37 Deixe um comentário

Papa: a Palavra de Deus é vida, não endurece o coração

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta

O Papa Francisco indicou três palavras que podem ajudar a entender a atitude do cristão de coração fechado: “dureza”, “obstinação” e “sedução”.

Gabriella Ceraso – Cidade do Vaticano

“Cuidai, irmãos, que não se ache em algum de vós um coração transviado pela incredulidade, levando-o a afastar-se do Deus vivo”. Esta advertência contida na Carta aos Hebreus, extraída da Primeira Leitura, inspirou a homilia do Papa Francisco ao celebrar a missa esta manhã (17/01) na capela da Casa Santa Marta.

Todos os membros da comunidade cristã, afirmou o Pontífice, padres, freiras e bispos, correm o risco de ficar com o coração endurecido. Mas o que significa para nós esta advertência?

O Papa indicou três palavras, extraídas sempre da Primeira Leitura, que podem nos ajudar a entender: “dureza”, “obstinação” e “sedução”.

Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco

Cristãos pusilânimes, sem a coragem de viver

Um coração endurecido é um coração “fechado”, “que não quer crescer, se defende, se fecha”. Na vida, isso pode acontecer em decorrência de inúmeros fatores, por exemplo, uma “forte dor”, porque “os golpes endurecem a pele”, notou Francisco. Aconteceu com os discípulos de Emaús e também com Tomé. E quem permanece nesta atitude negativa é “pusilânime”, e um “coração pusilânime é perverso”:

Podemos nos questionar: eu tenho o coração duro, tenho o coração fechado? Eu deixo o meu coração crescer? Tenho medo que cresça? E se cresce sempre com as provações, com as dificuldades, se cresce como crescemos todos nós quando crianças: aprendemos a caminhar caindo, do engatinhar ao caminhar quantas vezes caímos! Mas se cresce com as dificuldades. Dureza e também fechamento. Mas quem permanece nisto… “Quem são, padre?” São os pusilânimos. A pusilanimidade é uma atitude ruim no cristão, lhe falta a coragem de viver. Ele se fecha…

Cristãos obstinados

A segunda palavra é “obstinação”: “animai-vos uns aos outros, dia após dia,
para que nenhum de vós se endureça” está escrito na Carta aos Hebreus e é a acusação que Estevão faz àqueles que o lapidarão. A obstinação é “a teimosia espiritual “: um coração obstinado – explicou Francisco – é “rebelde”, é “teimoso”, está fechado no próprio pensamento, não “aberto ao Espírito Santo”. É o perfil dos “ideólogos”, também orgulhosos e soberbos:

A ideologia é uma obstinação. A Palavra de Deus, a graça do Espírito Santo, não é ideologia: é vida que o faz crescer, ir avante e também abrir o coração aos sinais do Espírito, aos sinais dos tempos. Mas a obstinação é também orgulho, é soberba. A teimosia, aquela teimosia que faz muito mal: fechados de coração, duros – primeira palavra – são os pusilânimes; os teimosos, os obstinados, como diz o texto, são os ideólogos. Mas eu tenho um coração teimoso? Cada um pense. Eu sou capaz de ouvir as outras pessoas? E se penso diversamente, dizer: “Mas eu penso assim…” Sou capaz de dialogar? Os obstinados não dialogam, não sabem, porque se defendem sempre com as ideias, são ideólogos. E as ideologias quanto mal fazem para o povo de Deus, quanto mal! Porque fecham a atividade do Espírito Santo.

Cristãos escravos da sedução

A última palavra sobre a qual o Papa reflete é a “sedução”, a sedução do pecado, obra do diabo, o “grande sedutor”, “um grande teólogo, mas sem fé, com ódio”, o qual quer “entrar e dominar” o coração e sabe como fazê-lo. Então, conclui o Papa, um “coração perverso é aquele que se deixa conquistar pela sedução e a sedução o leva à obstinação, ao fechamento e a tantas outras coisas”:

E com a sedução ou você se converte e muda de vida, ou tenta fazer pactos: um pouco aqui e um pouco ali. “Sim, sim, eu sigo o Senhor, mas eu gosto desta sedução, mas um pouco…” E você começa a fazer uma vida cristã dupla. Para usar a palavra do grande Elias ao povo de Israel naquele momento: “Vocês mancam com as duas pernas”. Mancar com as suas pernas, sem ter uma firme. É a vida de pactos: “Sim, eu sou cristão, sigo o Senhor, sim, mas este eu o deixo entrar …”. E assim são os mornos, aqueles que sempre fazem pactos: cristãos de pactos. Também nós muitas vezes fazemos isso: o pacto. Quando o Senhor nos indica a estrada, também com os mandamentos, com a inspiração do Espírito Santo, mas eu gosto de outra coisa e busca o modo de caminhar nos dois trilhos, mancando com as duas pernas.

A invocação final do Papa é para que o Espírito Santo nos ilumine para que ninguém tenha um coração perverso: “um coração duro, que o leva à pusilanimidade; um coração obstinado que o leva à rebelião; um coração seduzido, escravo da sedução, que o leva a um cristianismo de pacto”.

18 de janeiro de 2019 at 5:32 Deixe um comentário

Novena das Santas Chagas de Jesus pelos Enfermos e Libertação da Depressão

Eterno Pai, eu Vos ofereço as Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo para curar as chagas de nosso corpo e de nossa alma. (3x)

Senhor Jesus, coloco em Vossas Santas Chagas todos os enfermos. Vós que pela Vossa Palavra e pelo toque de Vossas mãos curastes cegos, paralíticos, leprosos e tantos outros doentes.

Animados pela fé, nós também vimos suplicar por estes enfermos cujos nomes lembramos agora.

(Diga os nomes dos enfermos pelos quais está fazendo esta novena).

Pedimos, Senhor, por Vossas Santas Chagas, curai os corações angustiados e libertai-os  da depressão.

Daí, Senhor, por Vossas Santas Chagas, a perseverança na oração, apesar do desânimo próprio da doença.

Por Vossas Santas Chagas, daí a graça da simplicidade para aceitar a ajuda dos profissionais, familiares e amigos.

Por Vossas Santas Chagas, concedei a resistência na dor e a força diante das dificuldades do tratamento.

Senhor Jesus, que tomaste sobre Si os nossos sofrimentos e suportaste as nossas dores, nós Vos suplicamos pelos nossos irmãos doentes: fortalecei a sua paciência e reanimai a sua esperança, para que possam, com a Vossa bênção, superar a enfermidade e alcançar, com a Vossa ajuda, um completo restabelecimento.

Senhor, confiantes, nós colocamos também nossas próprias enfermidades nas Vossas Santas Chagas Redentoras.

Dai-nos a graça de perceber a transitoriedade desta vida e entender que o pecado é a maior de todas as enfermidades.

Que tenhamos a compreensão de que no sofrimento humano se completa Vossa Paixão Redentora.

Por Vossas Santas Chagas, livrai-nos da depressão.

Por Vossas Santas Chagas, curai as nossas chagas do corpo e da alma.

Amém.

Fonte: Site do Padre Reginaldo Manzotti

17 de janeiro de 2019 at 5:42 Deixe um comentário

Papa: para um cristão, rezar é dizer “Abbà” com a confiança de uma criança

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Na expressão “Abbà”, Pai, concentra-se toda a novidade do Evangelho disse o Papa Francisco em sua catequese. Nas primeiras palavras do “Pai Nosso”, encontramos imediatamente a novidade radical da oração cristã.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

“Basta evocar esta expressão – Abbà – para que se desenvolva uma oração cristã. (…) Nesta invocação há uma força que atrai todo o resto da oração”. E para rezar bem, é preciso ter um coração de criança.

Dando continuidade a sua série de catequeses sobre a oração do Pai Nosso, o Papa inspirou-se nesta quarta-feira na Carta de São Paulo aos Romanos 8, 14-16 para falar sobre nossa filiação divina: “hoje partimos da observação de que, no Novo Testamento, a oração parece querer chegar ao essencial, até concentrar-se em uma única palavra: Abbà, Pai”. Nesta invocação afirmou, dirigindo-se aos 7 mil fiéis presentes na Sala Paulo VI –  concentra-se toda a novidade do Evangelho:

Ouça a reportagem!

“ Depois de ter conhecido Jesus e ouvido sua pregação, o cristão não considera Deus mais como um tirano a temer, não sente mais  medo dele, mas floresce em seu coração a confiança nele: pode falar com o Criador, chamando-o de “Pai”. A expressão é tão importante para os cristãos, que muitas vezes é conservada intacta em sua forma original. Paulo conservou intacta ‘Abbà’”.

“É raro que no Novo Testamento as expressões aramaicas não são traduzidas para o grego”, observa o Papa. “Temos que imaginar que, nestas palavras em aramaico permanece como que “gravada” a voz do próprio Jesus, “respeitaram o idioma de Jesus”. Nas primeiras palavras do “Pai Nosso”, encontramos imediatamente a novidade radical da oração cristã”.

Rezar com verdade o Pai Nosso

Se entendermos que não se trata apenas de usar a figura do pai como um símbolo para relacionar ao mistério de Deus, mas  o mundo inteiro de Jesus transvasado no próprio coração, podemos rezar com verdade o “Pai Nosso”:

Deus conhece somente amor

Mas são os Evangelhos no entanto – completa o Papa – a nos apresentarem melhor o sentido desta palavra. O “Pai Nosso”  ganha sentido e cor se aprendemos a rezá-lo depois de ter lido a parábola do Pai misericordioso (cf. Lc 15,11-32):

“Imaginemos esta oração pronunciada pelo filho pródigo, depois de ter experimentado o abraço de seu pai, que o havia esperado por um tempo, um pai que não recorda as palavras ofensivas que ele havia dito, um pai que agora o faz perceber simplesmente a falta que sentiu dele.  Então descobrimos como aquelas palavras ganham vida, ganham força. E nos perguntamos: como é possível que Tu, ó Deus, conheça somente o amor? Mas Tu não conheces o ódio? Não, responderia Deus. Eu conheço somente o amor. Onde está em Ti a vingança, a pretensão de justiça, a ira pela sua honra ferida? E Deus responderia: eu conheço somente amor.”

A força da palavra “Abbà”

A forma como o pai da parábola age – observa o Papa –  “recorda muito o espírito de uma mãe”, pois no geral  são as mães que desculpam seus filhos, que os cobrem, que não rompem a empatia que têm por eles, que continuam a querê-los bem. Mesmo quando não mereceriam mais nada:

“Basta evocar esta expressão – Abbà – para que se desenvolva uma oração cristã. (…) Nesta invocação há uma força que atrai todo o resto da oração”:

Deus busca você, mesmo que você não o procure. Deus ama você, mesmo que você tenha se esquecido dele. Deus vê em você uma beleza, ainda que você pense ter desperdiçado inutilmente todos os seus talentos. Deus é não somente um Pai, é como uma mãe que nunca deixa de amar sua criação. Por outro lado, há uma “gestação” que dura para sempre, bem além dos nove meses daquela física, e que gera um circuito infinito de amor.”

Ter a confiança de uma criança

Para um cristão, “rezar é simplesmente dizer “Abbà”, dizer papai (…), mas com a confiança de uma criança. E acrescentou ao concluir:

“Pode acontecer que também a nós aconteça de caminhar por caminhos  distantes de Deus, como aconteceu com o filho pródigo; ou de precipitar em uma solidão que nos faz sentir abandonados no mundo; ou ainda de errar e ser paralisados por um sentimento de culpa. Nesses tempos difíceis,  podemos ainda encontrar a força de rezar, recomeçando pela  palavra “Abbà”, mas dita com o sentido terno de uma criança, “Abbá”, papai. Ele não esconderá de nós o seu rosto. Recordem bem, talvez alguém tenha dentro de si coisas ruins, coisas que não…não sabe como resolver, tanta amargura por ter feito isto ou aquilo. Ele não esconderá o seu rosto. Ele não se fechará no silêncio. Você diz “Pai” e Ele responderá a você. Você tem um Pai! “Sim, mas eu sou um delinquente”. Mas você tem um Pai que ama você. Diga a Ele “Pai” e comece a rezar assim, e no silêncio nos dirá que nunca nos perdeu de vista. “Mas Senhor, eu fiz isto e aquilo”. Mas eu nunca perdi você de vista. Eu vi tudo. Mas sempre estive ali, próximo de você, fiel ao meu amor por você. Esta será a resposta. Não esqueçam nunca de dizer Pai. Obrigado!”. 

17 de janeiro de 2019 at 5:42 Deixe um comentário

São Berardo e companheiros mártires – 16 de janeiro

São Berardo e companheiros mártires evangelizavam pregando sobre o Reino de Deus

Em 1219, São Francisco enviou esses missionários para a Espanha, que estava tomada por mouros. Passaram por Portugal a pé, com dificuldades. Dependendo da Divina Providência, chegaram a Sevilha. Ali começaram a pregar, principalmente como testemunho de vida. Eram 3 sacerdotes e dois irmãos religiosos que incomodaram muitas pessoas ao anunciar o Evangelho.

Acompanhado pelo testemunho, teve quem abrisse o coração para Cristo e as conversões começaram a acontecer. Pregaram até para o rei mouro, porque, também ele merecia conhecer a beleza do Santo Evangelho. Porém, anunciar o Evangelho naquele tempo, como nos dias de hoje, envolve riscos e eles foram presos por isso. Por influência do rei mouro, eles foram deportados para Marrocos e, ao chegarem lá, continuaram evangelizando; uma pregação sobre o reino de Deus, sobre o único amor que pode converter.

Graças a Deus, devido aos sinais, principalmente àquele tão concreto de Deus, que é a conversão e a mudança da mentalidade, as pessoas começaram a seguir Cristo e a querer o batismo. Mas isso incomodou também o rei mouro que, influenciado por fanáticos, prendeu os cinco franciscanos, depois os açoitou e decapitou.

Os santos mártires que, em 1220, foram mortos por causa da verdade, hoje, intercedem por nós.

São Francisco, ao saber da morte dos seus filhos espirituais, exultou de alegria, pois eles tinham morrido por amor a Jesus Cristo.

São Berardo e companheiros mártires, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

16 de janeiro de 2019 at 5:39 Deixe um comentário

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