Archive for fevereiro, 2019

Papa: o Pai-Nosso educa quem o invoca a não multiplicar palavras vazias

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No percurso de redescoberta da oração do Pai-Nosso, Francisco aprofundou com os fiéis a primeira das sete invocações dessa oração: “Santificado seja o vosso nome”.

Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco prosseguiu o seu ciclo de catequeses sobre o Pai-Nosso, na  Audiência Geral desta quarta-feira (27/02), que contou com a participação de mais de dez mil pessoas, na Praça São Pedro. A catequese de hoje teve como tema “Santificado seja o vosso nome”.

Nesse percurso de redescoberta da oração do Pai-Nosso, o Papa aprofundou com os fiéis a primeira das sete invocações dessa oração.

Francisco ressaltou que as perguntas do Pai-Nosso são sete, divididas em dois grupos. “As primeiras três têm no centro o “Vosso” de Deus Pai. As outras quatro têm no centro o “nós” e as nossas necessidades humanas. Na primeira parte, Jesus nos faz entrar em seus desejos, todos dirigidos ao Pai: “Santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade”. Na segunda parte é Ele que entra em nós e torna-se intérprete de nossas necessidades: o pão nosso de cada dia, o perdão dos pecados, a ajuda na tentação e a libertação do mal”.

Ouça a reportagem

Entrega de nós mesmos a Deus

“Aqui está a matriz de toda oração cristã, diria de toda oração humana, que é sempre feita, por um lado, de contemplação de Deus, de seu mistério, de sua beleza e bondade e, por outro lado, de sinceros e corajosos pedidos do que precisamos para viver e viver bem.

“ Assim, em sua simplicidade e essência, o Pai-Nosso educa que o invoca a não multiplicar palavras vazias, porque, como Jesus mesmo disse, o «vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de pedirdes a Ele». ”

“Quando falamos com Deus, não o fazemos para revelar a Ele o que temos em nossos corações: Ele sabe muito melhor do que nós mesmos! Se Deus é um mistério para nós, nós não somos um enigma aos seus olhos. Deus é como aquelas mães que bastam um olhar para entender tudo sobre seus filhos: se estão felizes ou tristes, se são sinceros ou escondem alguma coisa”, disse o Papa.

O primeiro passo da oração cristã é a entrega de nós mesmos a Deus, à sua providência. É como dizer: “Senhor, vós sabeis tudo, não precisa que eu vos conte a minha dor. Peço-vos somente que estejais aqui perto de mim: vós sois a minha esperança”.

Santidade de Deus deve refletir-se em nossas ações

“É interessante notar que Jesus, no discurso da montanha, logo depois de ter ensinado o “Pai-Nosso”, nos exorta a não nos preocupar com as coisas. Parece uma contradição: primeiro, nos ensina a pedir o pão de cada dia e depois nos diz: «Não fiquem preocupados, dizendo: o que vamos comer? O que vamos beber? O que vamos vestir? Mas a contradição é apenas aparente: as perguntas do cristão manifestam a confiança no Pai; e é justamente essa confiança que nos faz pedir o que precisamos sem preocupação e agitação. É por isso que rezamos dizendo: “Santificado seja o vosso nome!”

Segundo o Papa, na primeira pergunta, “se sente a admiração de Jesus pela beleza e grandeza do Pai, e o desejo que todos o reconheçam e o amem por aquilo que realmente é. Ao mesmo tempo, a súplica para que o seu nome seja santificado em nós, em nossa família, em nossa comunidade e no mundo inteiro. É Deus que santifica, que nos transforma com o seu amor, mas ao mesmo tempo nós também, com o nosso testemunho, manifestamos a santidade de Deus no mundo, tornando o seu nome presente”.

“ Deus é santo, mas se nós, se a nossa vida não é santa, há uma grande incoerência! A santidade de Deus deve refletir-se em nossas ações, em nossa vida. ”

“Sou cristão, Deus é santo, mas eu faço coisas feias. Não. Isso não serve. Isso faz mal, escandaliza e não ajuda”, disse ainda Francisco.

A oração afasta o medo

“A santidade de Deus é uma força em expansão, e nós o suplicamos para que quebre rapidamente as barreiras do nosso mundo. Quando Jesus começa a rezar, o primeiro a pagar as consequências é o mal que aflige o mundo. Os espíritos malignos maldizem: «O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para arruinar-nos? Sei quem tu és: o santo de Deus!”

“Nunca se viu uma santidade assim”, frisou o Papa, “não preocupada consigo mesma, mas orientada para fora. Uma santidade que se espalha em círculos concêntricos, como quando se joga uma pedra no lago. O mal tem seus dias contados, o mal não pode mais nos prejudicar: chegou o homem forte que toma posse de sua casa. Esse homem forte é Jesus, que nos dá a força para tomar posse de nossa casa interior”.

O Papa concluiu a sua catequese, dizendo que “a oração afasta todo o medo”. O Pai nos ama, o Filho está ao nosso lado, e o Espírito trabalha em segredo para a redenção do mundo. “Não vacilemos na incerteza. Mas temos uma grande certeza: Deus me ama; Jesus deu sua vida por mim! O Espírito está dentro de mim. Essa é a grande certeza. E o mal? Tem medo.”

28 de fevereiro de 2019 at 5:42 Deixe um comentário

Saint Michel Archange – para os irmãos de língua francesa

20171107_Exultet, Angelica turba coelorum, 1060-70, Montecassino, BAV, Vat. Lat. 3784, Vaticano_ANGELO CUSTODE 2.jpeg(© Biblioteca Apostolica Vaticana)

Saint Michel Archange, défendez-nous dans le combat
et soyez notre protecteur contre la méchanceté et les embûches du démon.
Que Dieu exerce sur lui son empire, nous vous en supplions ;
et vous, Prince de la Milice Céleste, par le pouvoir divin qui vous a été confié,
précipitez au fond des enfers Satan et les autres esprits mauvais
qui parcourent le monde pour la perte des âmes. Amen.

28 de fevereiro de 2019 at 5:40 Deixe um comentário

Papa: somos eternos mendigos de amor

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“Os homens e as mulheres são eternamente mendigos de amor – somos mendigos de amor, temos necessidade de amor – procurando um lugar onde serem finalmente amados, mas não o encontram (…). No caminho correm o risco de nunca encontrar completamente o tesouro que buscam desde o primeiro dia de vida: o amor”, destacou o Papa Francisco em sua catequese sobre o “Pai Nosso” na Audiência Geral.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

O amor de Deus é fiel e não nos abandona nunca, por isto não devemos temer. “Mesmo que por infelicidade nosso pai terreno tenha se esquecido de nós, e ficamos com ressentimento com ele, não nos é negada a experiência fundamental da fé cristã: a de saber que somos filhos muito amados de Deus, e que não há nada na vida que possa apagar o seu amor apaixonado por nós”.

Ouça e compartilhe!

Na Audiência Geral desta quarta-feira – realizada simultaneamente na Sala Paulo VI e na Basílica de São Pedro, onde havia recebido previamente uma peregrinação de 2.500 fiéis de Benevento – Francisco deu continuidade a sua série de catequeses sobre o Pai Nosso, recordando que a figura de nossos pais nos ajudam a entender o mistério da “paternidade de Deus”, mas para isto, devemos sempre “refiná-las”, “purificá-las”, pois assim como nenhum de nós teve pais perfeitos, tampouco nós seremos pais ou pastores perfeitos. E se entra neste mistério da paternidade de Deus, através da oração.

Falando aos peregrinos presentes na Sala Paulo VI e na Basílica de São Pedro, o Santo Padre recordou que “vivemos nossas relações de amor sempre sob o signo de nossos limites e também de nosso egoísmo”, motivo pelo qual “são frequentemente poluídas por desejos de posse ou manipulação do outro”.

Somos mendigos de amor

Por isso que quando falamos de Deus como “Pai” pensando na imagem de nossos pais – especialmente se eles nos amaram –  “devemos ir  além”:

O Papa observa que do  “deus grego do amor”, que “é o mais trágico de todos” – pois não fica claro “se ele é um ser angélico ou um demônio” – se pode pensar “na natureza ambivalente do amor humano”, “capaz de florescer e viver forte em um momento do dia e imediatamente após, murchar e morrer”.

Amamos de forma fraca e intermitente

A expressão do Profeta Oseias:  “Vosso amor é como a nuvem da manhã, como o orvalho que logo se dissipa”, ilustra bem a “congênita fraqueza de nosso amor”, observa.  “Aqui está o que o nosso amor é muitas vezes: uma promessa que se esforça para permanecer, uma tentativa que logo seca e evapora, um pouco como quando o sol sai de manhã e faz desaparecer o orvalho da noite”:

“Quantas vezes nós, homens, amamos desta maneira tão fraca e intermitente. Todos temos experiência disso: amamos, mas depois aquele amor acabou ou ficou fraco. Desejosos de querer bem, nos deparamos com nossos limites, com a pobreza de nossas forças: incapazes de manter uma promessa que nos dias de graça parecia fácil de cumprir. No fundo, até mesmo o apóstolo Pedro teve medo e teve que fugir. O apóstolo Pedro não foi fiel ao amor de Jesus. Tem sempre esta fraqueza que nos faz cair”.

“ Somos mendigos que no caminho correm o risco de nunca encontrar completamente o tesouro que buscam desde o primeiro dia de vida: o amor ”

No entanto – chama a atenção o Papa Francisco – “existe um outro amor, aquele do Pai “que está nos céus”. Ninguém deve duvidar de ser destinatário desse amor. Ele nos ama, “me ama”, podemos dizer”:

“Ainda que nosso pai e nossa mãe – uma hipótese histórica – não tivessem nos amado, existe um Deus no céu que nos ama como ninguém na terra jamais o fez ou poderia fazê-lo.  O amor de Deus é constante, sempre! O profeta Isaías diz: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta de seu filho, não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? Mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca”. Eis que estás gravada na palma de minhas mãos”. Mesmo que todos os nossos amores terrenos desmoronassem, e não restar nada nas mãos além de pó, existe sempre para todos nós, ardente, o amor único e fiel de Deus”.

Francisco recorda que hoje a tatuagem está na moda:

“ Fiz uma tatuagem de ti em minhas mãos. Eu estou nas mãos de Deus, assim, e não posso tirá-lo. O amor de Deus é como o amor de uma mãe, que nunca se pode esquecer. E se uma mãe se esquece? “Eu não te esquecerei”, diz o Senhor. Este é o amor perfeito de Deus, assim somos amados por Ele. ”

Na fome de amor que todos sentimos – disse o Papa – não procuramos algo que não existe:  esse é, ao contrário, o convite para conhecer a Deus que é Pai”, como aconteceu com a conversão de Santo Agostinho.

Não estamos sozinhos

A expressão “nos céus” – explicou o Papa – “não quer expressar uma distância, mas uma diferença radical de amor, uma outra dimensão de amor, um amor incansável, um amor que permanecerá para sempre, que está ao alcance da mão. Basta dizer “Pai Nosso que está nos céus” e este amor vem!”.

“Portanto – foi a exortação do Papa ao concluir – não tenha medo! Nenhum de nós está sozinho. E mesmo que por infelicidade teu pai terreno tenha se esquecido de ti, e ficaste ressentido com ele, não te é negada a experiência fundamental da fé cristã: a de saber que tu és filho muito amado de Deus, e que não há nada na vida que possa apagar o seu amor apaixonado por ti”.

Bento XVI

Ao concluir sua saudação aos peregrinos de língua italiana, antes de cantar o Pai Nosso, o Santo Padre recordou que na próxima sexta-feira celebra-se a festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo, e pediu orações pelo seu ministério e pelo Papa emérito Bento XVI: “Rezem por mim e pelo meu ministério, também por Bento XVI, para que confirme sempre e em toda parte os irmãos na fé”.

27 de fevereiro de 2019 at 5:47 Deixe um comentário

Quaresma 2019: converter-nos para fazer da criação um jardim, não um deserto

O cuidado com a Casa Comum inspirou a mensagem do Papa para a QuaresmaO cuidado com a Casa Comum inspirou a mensagem do Papa para a Quaresma  (Vatican Media)

A criação clama pela conversão dos filhos de Deus, escreve o Papa Francisco em sua mensagem para a Quaresma 2019.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O tema da criação inspirou a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2019.

O texto foi divulgado esta terça-feira (26/02) na Sala de Imprensa da Santa Sé, com o título “A criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus”, extraído de Romanos 8,19.

O Pontífice oferece algumas propostas de reflexão para acompanharem o caminho de conversão nesta Quaresma.

A redenção da criação

O Pontífice destaca que a criação se beneficia da redenção do homem quando este vive como filho de Deus, isto é, como pessoa redimida. Neste mundo, porém, adverte Francisco, “a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte”.

A força destruidora do pecado

Com efeito, prossegue o Papa, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo, das outras criaturas, mas também de nós mesmos. Isso leva a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguindo desejos incontrolados.

“ Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais. ”

A aparição do mal no meio dos homens interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, a ponto de o jardim se transformar num deserto.
Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, explica o Papa, a sentir-se o seu senhor absoluto. Quando se abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte sobre o mais fraco.

“O pecado, manifestando-se como avidez, ambição desmedida de bem-estar, desinteresse pelo bem dos outros – leva à exploração da criação (pessoas e meio ambiente), movidos por aquela ganância insaciável que considera todo o desejo um direito e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por destruir inclusive quem está dominado por ela.”

A força sanadora do arrependimento e do perdão

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus. E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

A Quaresma chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração. Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia. Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos.

“ Queridos irmãos e irmãs, a ‘quaresma’ do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus. Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação. ”

“Não deixemos que passe em vão este tempo favorável!”, é o apelo final do Papa.

27 de fevereiro de 2019 at 5:36 Deixe um comentário

Frases sobre a Santa Missa

Mons. Nereudo: "Primeiro é preciso a conversão, sem a qual não se pode chegar a lugar algum".

1-São Pedro Julião Eymard: “Assistir cada dia à Santa Missa é chamar sobre cada dia as bênçãos do Céu”.

2-São Jerônimo: “Nosso Senhor nos concede tudo o que lhe pedimos na Santa Missa: o que mais vale é que nos dá ainda o que nem se quer cogitamos pedir-lhe e que, entretanto, nos é necessário”.

3-São Pedro Julião Eymard:”A missa é o ato mais santo da religião”.

4-Papa Francisco: “Quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa”.

5-São Bernardo: “Fica sabendo, ó cristão, que mais merece ouvir devotamente uma só missa do que com distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a terra”.

6-São João Maria Vianney: “Se soubéssemos o valor do Santo Sacrifício da Missa, quantos esforços faríamos para assisti-la”.

7-São Felipe Néri: “Com a oração pedimos mais graças a Deus; mas na Santa Missa comprometemos a Deus a nos dar”.

8-São Pedro Julião Eymard: “Nada dá maior glória a Deus, nada proporciona maior vantagem à alma do que a assistência piedosa e frequente à Santa Missa”.

9-São Padre PIo: “Seria mais fácil o mundo sobreviver sem o sol, que sem a Santa Missa. ”

10-São Pedro Julião Eymard: “Na verdade, o Sacrifício da Missa contém em si o valor do sacrifício da Cruz e no-lo aplica pessoalmente”.

11-Papa Francisco: “Participar da missa é viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se faz presente no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo”.

12-São Pedro Julião Eymard: “Para assistir devotamente à Santa Missa, meditai nos diversos passos da Paixão do Salvador, renovados ali de maneira tão admirável”.

 

26 de fevereiro de 2019 at 5:57 Deixe um comentário

Tragédia em Brumadinho completa um mês: a oração do Papa

Card. Sérgio da Rocha entrega colete ao Papa FranciscoCard. Sérgio da Rocha entrega colete ao Papa Francisco  (Vatican Media)

O presidente da CNBB, Card. Sérgio da Rocha, entregou ao Papa Francisco na última sexta-feira o colete utilizado pelos voluntários em Brumadinho. “Que este testemunho de atenção do próprio Papa em relação a Brumadinho motive toda a Igreja no Brasil a ter a mesma solidariedade, a querer sempre mais estar unida aos irmãos e irmãs que ali estão.”

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Que este testemunho de atenção do próprio Papa em relação a Brumadinho motive toda a Igreja no Brasil a ter a mesma solidariedade, a querer sempre mais estar unida aos irmãos e irmãs que ali estão”: palavras do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Card. Sérgio da Rocha.

O arcebispo de Brasília teve a oportunidade de entregar ao Papa o colete utilizado por voluntários em Brumadinho. A entrega ocorreu na sexta-feira (22/02), à margem do encontro para a proteção dos menores na Igreja.

Ouça o Cardeal Sérgio da Rocha

Eu recebi este colete quando estive em Brumadinho e foi pedido que eu entregasse ao Papa Francisco. Fiz isso. O Papa expressa a sua solidariedade, a sua oração, acolhendo esta veste com muita atenção. Isto é, o Papa se interessou para saber melhor da própria situação em Brumadinho e expressou sua oração, sua solidariedade. Eu já procurei transmitir isso ao Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor, à Igreja que está em Belo Horizonte, à Igreja que está em Brumadinho. A Igreja local tem dado um testemunho muito belo de solidariedade, de serviço e nos ensina a todos a sermos solidários com os irmãos que mais sofrem e a permanecer nessa atitude de atenção, de solidariedade e de serviço em relação aos nossos irmãos e irmãs, às famílias que têm sofrido com a tragédia de Brumadinho. Por quê? Com o passar do tempo, corre-se o risco de esquecer as lições de Brumadinho, mas também de não dar a devida atenção às pessoas que ali estão, às famílias que estão sofrendo. Claro, há também a recordação saudosa daqueles que partiram.

Creio que o Papa Francisco ao receber este colete que tem sido utilizado por aqueles que estão servindo lá em Brumadinho, ele nos ajuda a estar mais próximos, porque ele demonstra esta atenção, esta proximidade afetuosa, a sua oração e a sua solidariedade. Que este testemunho de atenção do próprio Papa em relação a Brumadinho motive toda a Igreja no Brasil a ter a mesma solidariedade, a querer sempre mais estar unida aos irmãos e irmãs que ali estão, mas também a oferecer a sua contribuição para que situações como ocorreu lá jamais aconteçam novamente no Brasil.

Tríduo de oração

 

Passado um mês da tragédia, o número de mortos chega a 176. Os desaparecidos são 134. A Arquidiocese de Belo Horizonte organizou um tríduo de oração, que se conclui esta segunda-feira (25/02) com a celebração da missa na Igreja São Sebastião, Matriz de Brumadinho, presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello.

26 de fevereiro de 2019 at 5:42 Deixe um comentário

Por mim, Cristo provou a morte – de Santo Ambrósio

Igrejas de Milão A Basilica di Sant’AmbrogioBasilica di Sant’Ambrogio em Milão

 

“Nada existe nas minhas obras de que me possa gloriar, nada tenho de que me gloriar, e por isso gloriar-me-ei em Cristo. Não me alegrarei por ser justo, mas porque fui redimido. Não me alegrarei porque não tenho pecados, mas porque os pecados me foram perdoados. Não me alegrarei porque ajudei nem porque alguém me ajudou, mas porque Cristo é meu advogado junto do Pai, porque o sangue de Cristo  foi  derramado  por  mim.  A  minha culpa tornou-se para mim o preço da redenção, através da qual Cristo veio a mim. Por mim, Cristo provou a morte. É mais proveitosa a culpa que a inocência. A inocência tinha-me tornado arrogante, a culpa tornou-me humilde”

25 de fevereiro de 2019 at 5:53 Deixe um comentário

Oitavo Domingo do Tempo Comum – O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração – São Lucas 6,39-45 – 03 de Março de 2019

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Naquele tempo:

39.Jesus contou uma parábola aos discípulos: ‘Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco?
40.Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41.Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42.Como podes dizer a teu irmão:
irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão. 43.Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. 44.Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas. 45.O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio.

O Papa Francisco disse que “todos nós queremos, no dia do julgamento, que o Senhor olhe para nós com benevolência, que o Senhor se esqueça de muitas coisas ruins que fizemos na vida. E isto é justo, porque somos filhos, e um filho espera isto do pai, sempre». Mas «se julgares constantemente os outros, com a mesma medida serás julgados: isto é claro”. (20 de junho de 2016)

“Quando nós conhecermos o fundo sujo e podre que cada um de nós somos, não julgamos mais ninguém. Se nós ainda julgamos, condenamos, é porque ainda não nos conhecemos como deveríamos ser conhecidos”. (São Luís Grignion de Montfort)
O Padre Roger Araújo disse assim: “Meus irmãos, às vezes uma cegueira envolve os nossos olhos, e a pior delas é aquela quando não enxergamos a nós mesmos. Nós enxergamos tanta coisa, mas o essencial não; enxergamos os problemas dos outros, os defeitos, as maldades deles, mas não conseguimos ver os nossos defeitos, os nossos limites, nós não conseguimos enxergar aquilo que em nós está errado”.
O Padre Paulo Ricardo explicou: “Essa excessiva indulgência para com nós mesmos e essa desmedida severidade para com os outros prova que não vemos as coisas com os olhos de Deus. Eis porque temos de lhe pedir a graça de podermos vê-las com o seu olhar, sempre justo e, ao mesmo tempo, compreensivo. Trata-se, é verdade, de uma graça rara, que só vemos realizada perfeitamente nos grandes santos; mas nós, que desejamos levar a cabo aquele chamado: “Sede perfeitos”, não podemos medir esforço nenhum para sermos parecidos com Nosso Senhor, que tudo via e julgava com olhar limpo, reto e misericordioso”.
O Papa Francisco também disse: “Pensemos hoje no que o Senhor nos diz: não julgar, para não ser julgado; a medida, o modo, a medida com a qual julgamos será a mesma que usarão para conosco; e, em terceiro lugar, vamos nos olhar no espelho antes de julgar. ‘Mas aquele faz isso… isto faz o outro…’ ‘Mas, espere um pouco… ‘, eu me olho no espelho e depois penso. Pelo contrário, eu vou ser um hipócrita, porque eu me coloco no lugar de Deus e, também, o meu julgamento é um julgamento pobre; carece-lhe de algo tão importante que tem o julgamento de Deus, falta a misericórdia”. (20 de junho de 2016)
Conclusão: 
“Há regras claras sugeridas por Jesus para não cair na hipocrisia: não julgar os outros para não sermos também nós julgados com a mesma medida; e quando sentimos a tentação de o fazer, é melhor primeiro olhar-se no espelho, não para nos escondermos com a maquilhagem mas para ver bem como somos realmente. Recordando que o único verdadeiro juízo é o de Deus com a sua misericórdia, o Papa Francisco recomendou que não cedamos à tentação de nos colocarmos no lugar do Senhor, duvidando da sua palavra”. (Papa Francisco em 20 de junho de 2016)
Oração:
Senhor Jesus, eu não quero julgar o meu irmão. Mas quero olhar o que faço e o que vos desagrada. Quero colocar as minhas más ações diante de ti para que me julgues com vossa infinita misericórdia. Dai-me, Senhor, um coração misericordioso e complacente comigo mesmo e com meus irmãos. Jesus, pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de mim e do mundo inteiro. Amém.
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

25 de fevereiro de 2019 at 5:40 Deixe um comentário

Assista a “Papa Francisco – Santa Missa 2019-02-24” no YouTube

24 de fevereiro de 2019 at 9:34 Deixe um comentário

Pontos de reflexão compartilhados pelo Papa para o encontro sobre a proteção dos menores

Textos para o Encontro no Vaticano sobre "A Proteção dos Menores na Igreja"Textos para o Encontro no Vaticano sobre “A Proteção dos Menores na Igreja”  (Vatican Media)

Nesta manhã (21/02) foram entregues aos participantes do encontro no Vaticano 21 pontos de reflexão que o Papa Francisco quis compartilhar para ajudar os trabalhos destes dias.

Cidade do Vaticano

No início do encontro no Vaticano sobre “A proteção dos menores na Igreja”, Papa Francisco compartilhou com os participantes algumas “diretrizes” para ajudar os trabalhos destes dias. Trata-se de 21 “Pontos de reflexão”, formulados pelas próprias Coferências Episcopais em vista deste evento e que o Papa resumiu em uma lista que foi distribuída aos presentes: “Um simples ponto de partida – especificou Francisco – que vem de vocês e volta a vocês, e que não subtrai nada à criatividade necessária a este encontro”. Publicamos abaixo o texto:

PONTOS DE REFLEXÃO

1. Elaborar um vade-mécum prático no qual estejam especificados os passos a serem dados pelas autoridades em todos os momentos chave da emergência de um caso.

2. Organizar equipes de escuta, formada por pessoas preparadas e especializadas, onde será feito um primeiro discernimento dos casos das pressupostas vítimas.

3. Estabelecer critérios para o envolvimento direto do Bispo ou do Superior Religioso.

4. Aplicar procedimentos compartilhados para o exame das acusações, a proteção das vítimas e o direito de defesa dos acusados.

5. Informar as autoridades civis e as autoridades eclesiásticas superiores respeitando as normas civis e canônicas.

6. Fazer uma revisão periódica dos protocolos e das normas para salvaguardar um ambiente protegido para os menores em todas as estruturas pastorais; protocolos e normas baseados nos princípios da justiça e da caridade e que devem se integrar para que a ação da Igreja, também neste campo, seja conforme à sua missão.

7. Estabelecer protocolos específicos para a gestão das acusações contra os Bispos.

8. Acompanhar, proteger e cuidar das vítimas, oferecendo-lhes todo o necessário apoio para uma cura completa.

9. Incrementar a conscientização das causas e das consequências dos abusos sexuais através de iniciativas de formação permanente de Bispos, Superiores religiosos, clérigos e agentes pastorais.

10. Preparar percursos para o cuidado pastoral das comunidades feridas pelos abusos e itinerários penitenciais e de recuperação para os culpados.

11.  Consolidar a colaboração com todas as pessoas de boa vontade e com os profissionais dos meios de comunicação para poder reconhecer e discernir os casos verdadeiros dos falsos, as acusações das calúnias evitando rancores e insinuações, fofocas e difamações (cf. Discurso à Cúria Romana, 21 de dezembro de 2018)

12. Elevar a idade mínima para o casamento a 16 anos.

13. Estabelecer disposições que regulamentem e facilitem a participação dos especialistas leigos nas investigações e nos vários níveis de juízo dos processos canônicos concernentes aos abusos sexuais e/ou de poder.

14. O Direito à defesa: é preciso também proteger o princípio de direito natural e canônico da pressuposta inocência até prova de culpabilidade do acusado. Por isso é preciso evitar que sejam publicadas listas de acusados, também por parte das dioceses, antes da investigação prévia e da condenação definitiva.

15. Observar o tradicional princípio da proporcionalidade da pena com relação ao crime cometido. Deliberar para que os sacerdotes e os bispos culpados de abuso sexual contra menores abandonem o ministério público.

16. Introduzir regras referentes aos seminaristas e candidatos ao sacerdócio ou à vida religiosa. Para os mesmos introduzir programas de formação inicial e permanente para consolidar sua maturidade humana, espiritual e psicossexual, assim como suas relações interpessoais e seus comportamentos.

17. Submeter os candidatos ao sacerdócio e à vida consagrada a uma avaliação psicológica por parte de especialistas qualificados e credenciados.

18. Indicar as normas que regulamentam a transferência de um seminarista ou aspirante religioso de um seminário a outro; assim como de um sacerdote ou religioso de uma diocese ou de uma congregação a outra.

19.  Formular códigos de conduta obrigatórios para todos os clérigos, os religiosos, os funcionários de serviço e os voluntários, para delinear limites apropriados nas relações pessoais. Especificar os requisitos necessários para os funcionários e os voluntários, e verificar seus antecedentes criminais.

20. Ilustrar todas as informações e os dados sobre os perigos do abuso e os seus efeitos, sobre como reconhecer os sinais de abuso e sobre como denunciar os suspeitos de abuso sexual. Tudo isso deve ocorrer em colaboração com os pais, professores, profissionais e autoridades civis.

21.  É necessário que seja instituído, onde ainda não foi feito, um organismo de fácil acesso para as vítimas que queiram denunciar eventuais crimes. Um organismo que seja autônomo, também com relação à Autoridade eclesiástica local e seja formado por pessoas especializadas (clérigos e leigos), que saibam exprimir a atenção da Igreja, para com os que se consideram ofendidos por comportamentos impróprios por parte dos clérigos.

24 de fevereiro de 2019 at 5:38 Deixe um comentário

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