Archive for julho, 2015

Papa concede Indulgência Plenária, nas pegadas de Santo Inácio de Loyola

2015-07-31 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Por ocasião da festa de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, que a liturgia celebra hoje, o Santo Padre concede Indulgência Plenária aos peregrinos que visitam os Santuários de Loyola e Manresa, na Espanha, durante o primeiro Ano jubilar do “Caminho inaciano” , que se inicia nesta sexta-feira (31/7).

Uma longa caminhada

Em vista do Jubileu extraordinário da Misericórdia, que terá início no próximo dia 8 de dezembro, o Papa Francisco convida os fiéis, com esta Indulgência, a pôr-se a caminho, nas pegadas de Santo Inácio de Loyola, para encontrar Jesus misericordioso.

O Caminho inaciano, inaugurado em 2012, que percorre quase 700 quilômetros, é um itinerário geográfico e espiritual do fundador dos Padres Jesuítas, através de paisagens sugestivas dos Países Bascos, Navarra, La Rioja, Aragona e Catalúnia.

Descentralização

Este caminho cristão, afirmou várias vezes o Papa jesuíta, leva a descentrar-se, a sair de si mesmos, do amor a si próprio, para colocar Jesus ao centro de tudo. Trata-se de um caminho não fácil, porque todos nós somos pecadores: “Há dias de obscuridade, jornadas de falências, mas, o que importa, na arte de caminhar, não é não cair, mas não permanecer no chão”.

Logo, não devemos demorar em nos levantar, imediatamente, da queda e sim prosseguir, com força e confiança no Senhor, porque, com Jesus, tudo é possível.

Caminhar na Igreja

Com esta Indulgência Plenária, concedida através de dois Decretos  pela Penitenciaria Apostólica, o Santo Padre convida a “caminhar em companhia, com os amigos”. O cristão não é uma pessoa isolada: “Eu não posso seguir a Cristo, senão na Igreja e com a Igreja”. Logo, à centralidade de Cristo corresponde a centralidade da Igreja. Estes dois polos não podem se separar.

Desta forma, o Pontífice destaca a importância de se empreender um “caminho criativo”, para se atingir as periferias, os distantes, mas sempre no seio da Igreja. Esta pertença nos dá a coragem de ir adiante, porque, “servir a Cristo é amar esta Igreja concreta e servi-la, com generosidade e obediência”.

Caminho inquieto e magnânimo

O Bispo de Roma recorda que este “caminho criativo” do cristão é também um “caminho inquieto”, como diz Santo Inácio, porque visa o “horizonte, que é a glória de Deus”. Quem percorre este caminho deve estar em contínua busca de Deus, com “um coração que não se acomoda e nunca está satisfeito”. Esta é uma inquietude “bela e santa”.

Enfim, para que a Indulgência Plenária seja válida, o Papa indica uma disposição para pôr-se em marcha: a “magnanimidade”, ou seja, ter um “coração grande”, que aposta, sem medo, em grandes ideais.

Portanto, conclui o Santo Padre, devemos “caminhar com Jesus, com um coração atento aos seus ensinamentos. Trata-se de um “caminho de profunda conversão”, trilhado por pecadores, por pessoas  fracas, que, porém, desejam “deixar-se conquistar por Cristo”! (MT)

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31 de julho de 2015 at 20:26 Deixe um comentário

Eucaristia – Reflexão de Santo Tomás de Aquino

Ó precioso e admirável banquete!

O unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da sua divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, dos homens fizesse deuses.

Assim, tudo quanto assumiu da nossa natureza humana, empregou-o para nossa salvação. Seu corpo, por exemplo, ele o ofereceu a Deus Pai como sacrifício no altar da cruz, para nossa reconciliação; seu sangue, ele o derramou ao mesmo tempo como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados.

Mas, a fim de que permanecesse para sempre entre nós o memorial de tão imenso benefício, ele deixou aos fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o seu corpo como alimento e o seu sangue como bebida. Ó precioso e admirável banquete, fonte de salvação e repleto de toda suavidade! Que há de mais precioso que este banquete? Nele, já não é mais a carne de novilhos e cabritos que nos é dada a comer, como na antiga Lei, mas é o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que se nos dá em alimento. Poderia haver algo de mais admirável que este sacramento?

De fato, nenhum outro sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.

É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos, para que aproveite a todos o que foi instituído para a salvação de todos.

Ninguém seria capaz de expressar a suavidade deste sacramento; nele se pode saborear a doçura espiritual em sua própria fonte; e torna-se presente a memória daquele imenso e inefável amor que Cristo demonstrou para conosco em sua Paixão.

Enfim, para que a imensidade deste amor ficasse mais profundamente gravada nos corações dos fiéis, Cristo instituiu este sacramento durante a última Ceia, quando, ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai. A Eucaristia é o memorial perene da sua Paixão, o cumprimento perfeito das figuras da Antiga Aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou. É ainda singular conforto que ele deixou para os que se entristecem com sua ausência.

31 de julho de 2015 at 7:48 Deixe um comentário

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
NO DIA DA MEMÓRIA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA

Igreja do Santíssimo Nome de Jesus, Roma
Quarta-feira, 31 de Julho de 2013

Nesta Eucaristia, na qual celebramos o nosso Pai Inácio de Loyola, à luz das leituras que ouvimos, gostaria de propor três pensamentos simples, orientados por três expressões: pôr Cristo e a Igreja no centro; deixar-se conquistar por Ele para servir; sentir vergonha pelos nossos limites e pecados, para sermos humildes diante dele e dos irmãos.

1. O nosso brasão, de nós jesuítas, é um monograma, o acrónimo de Iesus Hominum Salvator (IHS). Cada um de vós poderá dizer-me: sabemo-lo muito bem! Mas este brasão recorda-nos continuamente uma realidade que nunca podemos esquecer: a centralidade de Cristo para cada um de nós e para a Companhia inteira, que santo Inácio quis chamar precisamente «de Jesus», para indicar o ponto de referência. De resto, também no início dos Exercícios Espirituais ele nos põe diante de nosso Senhor Jesus Cristo, do nosso Criador e Salvador (cf. EE, 6). E isto leva-nos, a nós jesuítas, e a toda a Companhia, a sermos «descentrados», a termos à nossa frente «Cristo sempre maior», o Deus semper maior, o intimior intimo meo, que nos conduz continuamente para fora de nós mesmos, que nos leva a uma certa kenosis, a «sair do próprio amor, desejo e interesse» (EE, 189). Não é dada por certa a pergunta dirigida a nós, a todos nós: é Cristo o centro da minha vida? Ponho verdadeiramente Cristo no centro da minha vida? Porque há sempre a tentação de pensar que nós estamos no centro. E quando um jesuíta se põe a si mesmo no centro, e não Cristo, erra. Na primeira leitura, Moisés repete com insistência ao povo que ame o Senhor, que percorra os seus caminhos, «porque Ele é a tua vida» (cf. Dt 30, 16.20). Cristo é a nossa vida! À centralidade de Cristo corresponde também a centralidade da Igreja: são dois focos que não se podem separar: não posso seguir Cristo, a não ser na Igreja e com a Igreja. E também neste caso nós, jesuítas, e toda a Companhia não estamos no centro, estamos por assim dizer «deslocados», estamos ao serviço de Cristo e da Igreja, Esposa de Cristo nosso Senhor, que é a nossa Santa Mãe Igreja Hierárquica (cf. EE, 353). Devemos ser homens radicados e fundados na Igreja: assim nos quer Jesus. Não pode haver caminhos paralelos nem isolados. Sim, caminhos de investigação, caminhos criativos, sim, isto é importante: ir rumo às periferias, às numerosas periferias. Por isso a criatividade é necessária, mas sempre em comunidade, na Igreja, com esta pertença que nos infunde a coragem para ir em frente. Servir Cristo é amar esta Igreja concreta, e servi-la com generosidade e espírito de obediência.

2. Qual é o caminho para viver esta centralidade dupla? Olhemos para a experiência de são Paulo, que é também a experiência de santo Inácio. Na segunda leitura, que há pouco ouvimos, o apóstolo escreve: esforço-me por correr rumo à perfeição de Cristo, «porque também eu fui conquistado por Jesus Cristo» (Fl3, 12). Para Paulo isto aconteceu no caminho de Damasco, para Inácio na sua casa em Loyola, mas o ponto fundamental é comum: deixar-se conquistar por Cristo. Procuro Jesus, sirvo Jesus, porque Ele me procurou primeiro, porque fui conquistado por Ele: e este é o âmago da nossa experiência. Mas Ele é o primeiro, sempre. Em espanhol existe uma palavra que é muito gráfica e explica bem isto: Ele «antecede-nos», «El nos primerea». É sempre o primeiro. Quando nós chegamos, Ele já chegou a espera por nós. E aqui gostaria de evocar a meditação sobre o Reino, na Segunda Semana. Cristo nosso Senhor, Rei eterno, chama cada um de nós, dizendo-nos: «Quem quiser vir comigo deve trabalhar comigo para que, seguindo-me no sofrimento, me siga também na glória» (EE, 95): ser conquistado por Cristo para oferecer a este Rei toda a nossa pessoa e todo o nosso cansaço (cf. EE, 96); dizer ao Senhor que queremos fazer tudo para o seu maior serviço e louvor, imitá-lo suportando também as injúrias, o desprezo e a pobreza (cf. EE, 98). Mas neste momento penso no nosso irmão na Síria. Deixar-se conquistar por Cristo significa estar sempre orientado para aquilo que está à minha frente, rumo à meta de Cristo (cf. Fl  3, 14), interrogando-se com verdade e sinceridade: que fiz por Cristo? Que faço por Cristo? Que devo fazer por Cristo? (cf. EE, 53).

3. E agora o último ponto. No Evangelho, Jesus diz-nos: «Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor a mim, salvá-la-á», «Se alguém se envergonhar de mim…» (Lc 9, 24-26). E assim por diante. A vergonha do jesuíta. O convite de Jesus é que nunca nos envergonhemos dele, mas que o sigamos sempre com dedicação total, confiando nele e confiando-se a Ele. Mas olhando para Jesus, como santo Inácio nos ensina na Primeira Semana, sobretudo contemplando Cristo Crucificado, nós experimentamos aquele sentimento tão humano e tão nobre que é a vergonha de não estarmos à altura; consideremos a sabedoria de Cristo e a nossa ignorância; a sua omnipotência e a nossa fragilidade; a sua justiça e a nossa iniquidade; a sua bondade e a nossa maldade (cf. EE, 59). Pedir a graça da vergonha; a vergonha que deriva do contínuo diálogo de misericórdia com Ele; a vergonha que nos faz corar diante de Jesus Cristo; a vergonha que nos põe em sintonia com o Coração de Cristo que se fez pecado por mim; a vergonha que põe em harmonia o nosso coração nas lágrimas e nos acompanha na sequela diária do «meu Senhor». E isto leva-nos sempre, como indivíduos e como Companhia, à humildade, a viver esta grande virtude. A humildade que nos torna cada dia conscientes de que não somos nós que construímos o Reino de Deus, mas é sempre a graça do Senhor que age em nós; a humildade que nos impele a dedicar-nos inteiramente não ao serviço de nós mesmos ou das nossas ideias, mas ao serviço de Cristo e da Igreja, come vasos de barro, frágeis, inadequados e insuficientes, mas nos quais há um tesouro imenso que trazemos e comunicamos o (cf.2 Cor 4, 7). Sempre gostei de pensar no ocaso do jesuíta, em quando termina a vida de um jesuíta, quando declina. E penso sempre em dois ícones deste declínio do jesuíta: um clássico, o de são Francisco Xavier, olhando para a China. A arte pintou muitas vezes este declínio, este ocaso de Xavier. Também a literatura, naquela bonita obra de Pemán. No final, sem nada, mas diante do Senhor; faz-me bem pensar nisto. O outro declínio, o outro ícone que vem à minha mente como exemplo, é o do Padre Arrupe no último diálogo no campo dos refugiados; quando nos disse — o que ele mesmo dizia — «digo isto como se fosse o meu canto do cisne: orai!». A oração, a união com Jesus. E depois de ter dito isto, apanhou o avião, chegou a Roma com um derrame cerebral, que deu início àquele declínio tão prolongado e tão exemplar. Dois declínios, dois ícones que a todos nós fará bem admirar e voltar a meditar sobre eles. E pedir a graça de que o nosso declínio seja o deles.

Prezados irmãos, dirijamo-nos a Nossa Senhora, Àquela que trouxe Cristo no seu ventre e que acompanhou os primeiros passos da Igreja, para que nos ajude a pôr sempre Cristo e a sua Igreja no centro da nossa vida e do nosso ministério; Àquela que foi a primeira e mais perfeita discípula do seu Filho, para que nos ajude a deixar-nos conquistar por Cristo para o seguir e servir em todas as situações; Àquela que respondeu com a humildade mais profunda ao anúncio do Anjo: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38); para que nos faça experimentar a vergonha pela nossa insuficiência diante do tesouro que nos foi confiado, para viver a humildade perante Deus. Acompanhe o nosso caminho a intercessão paterna de santo Inácio e de todos os santos jesuítas, que continuam a ensinar-nos a fazer tudo, com humildade, ad maiorem Dei gloriam.

31 de julho de 2015 at 7:40 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

30/07/2015
O testemunho mais eficaz acerca do matrimónio é a vida exemplar dos esposos cristãos.
28/07/2015
Queridos jovens, não tenhais medo do matrimónio: Cristo acompanha com a sua graça os esposos que permanecem unidos a Ele.
25/07/2015
O testemunho cristão é concreto. Sem o exemplo, as palavras são vazias.

30 de julho de 2015 at 8:15 Deixe um comentário

A MESA SANTA QUE PREPARAMOS – Canto das Oferendas

30 de julho de 2015 at 8:12 Deixe um comentário

Santa Marta, rogai por nós!

Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor.»

Cristo veio ressuscitar Lázaro, mas o impacto desse milagre tornou-se a causa imediata da sua prisão e crucifixão (cf Jo 11,46ss). […] Ele bem sentia que Lázaro voltava à vida pelo preço do seu próprio sacrifício; sentia-Se descer ao túmulo de onde tinha de tirar o amigo; sentia que Lázaro tinha de viver e que Ele próprio tinha de morrer. As aparências inverter-se-iam: haveria um festim em casa de Marta (cf Jo 12,1ss), mas a última Páscoa de tristeza caber-Lhe-ia a Ele. E Jesus conhecia e aceitava totalmente essa inversão: Ele tinha vindo do seio de seu Pai para resgatar com o seu sangue todos os pecados dos homens e assim fazer sair do túmulo todos os crentes, como fez com seu amigo Lázaro ─ fazê-los voltar à vida, não durante algum tempo, mas para sempre. […]

Face à amplitude do que pretendia fazer nesse acto de misericórdia único, Jesus disse a Marta: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; 
e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá.» Façamos nossas estas palavras de consolo, quer perante à nossa própria morte, quer perante a morte dos nossos amigos: onde houver fé em Cristo, aí estará Ele em pessoa. «Acreditas nisto?», perguntou Ele a Marta. Quando um coração pode responder como Marta: «Acredito, Senhor», Cristo torna-Se misericordiosamente presente nele. Ainda que invisível, Ele está lá, junto de um leito de morte ou de um túmulo, sejamos nós que agonizamos ou sejam os nossos entes queridos. Que o seu nome seja bendito! Nada nos pode tirar essa consolação. Pela sua graça, temos tanta certeza de que Ele está lá com todo o seu amor como se O víssemos. Depois da nossa experiência do que aconteceu a Lázaro, não duvidaremos um instante sequer de que Ele está cheio de atenções para connosco e de que está ao nosso lado.

Reflexão do Beato John Henry Newman – Fonte: Evangelho Quotidiano

29 de julho de 2015 at 9:07 Deixe um comentário

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