Archive for fevereiro, 2013

O último dia do Papa

O programa do dia 28 de fevereiro até a sede vacante

  • Hoje, às 20h Bento XVI deixa de ser Papa. O programa que lhe aguarda é intenso. Pela manhã tem cumprimentado os cardeais, um por um, na Sala Clementina do Vaticano. “Somente nesse momento saberemos quantos cardeais terão vindo a Roma”, disse ontem o porta -voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, confirmando no briefing de hoje pela manhã, que contou 140 cardeais no encontro com o Papa nesta manhã.  

Também hoje o apartamento pontifício será selado, como indica a constituição Universi Dominici Gregis, a lei sobre o final de um pontificado.

Tal documento foi atualizado pelo papa segunda-feira passada, com alguns detalhes, entre eles que a comissão de cardeais que se reune durante a sé vacante pode adiantar o conclave. Antes da mudança os cardeais podiam interpretar a lei e adiantar a eleição, agora, ao contrário é a mesma constituição que o permite sem necessidade de nenhuma interpretação.

Na parte da tarde, às 16h45 (12h45 no horário de Brasília) Bento XVI descerá no pátio de São Damião no Vaticano. Ali cumprimentará a algumas outras autoridades e seus colaboradores mais próximos que trabalham na Secretaria de Estado. Um piquete da Guarda Suíça vai render-lhe honras.

Será levado de carro ao heliporto, situado a uns 800 metros de distância, na parte alta da colina vaticana – uma das elevações que formam a cidade de Roma – amuralhada onde se encontra essa Cidade, coração da catolicidade.

Últimas saudações e daí voará aproximadamente às 17h , hora local (13h, hora de brasília), de helicóptero para Castel Gandolfo, a residência pontificia de verão localizada a 20 quilômetros de Roma, ou seja a uns 15 minutos de vôo. Bento XVI vai ficar lá por vários meses, porque não quer influenciar os cardeais que participam do conclave com a sua presença no Vaticano.

Somente após este tempo, voltará para o mosteiro Mater Ecclesiae, localizado dentro das muralhas. (O local do retiro do papa no Vaticano).

Ainda hoje pela tarde, com a sua chegada a Castel Gandolfo, o papa será recebido pelas autoridades locais da cidade e pelo bispo da diocese, Marcello Semeraro. Logo depois sairá na varanda de Castel Gandolfo – cerca das 17h30 (13h30, horário de Brasília) – para cumprimentar a população local.

Às 20 hs, na tranquilidade de Castel Gandolfo, Bento XVI deixará de ser papa. A partir deste momento se chamará “santidade Bento XVI” e usará a batina branca, sem a capa pequena que cobre os ombros e que caracteriza o pontífice que pastoreia a Diocese de Roma e é o “primus inter paris” da Igreja Católica.

Bento XVI será papa emérito, o cardeal camarlengo Tarcisio Bertone quebrará o anel do Pescador e o selo de chumbo. A Guarda Suíça – guarda pessoal do pontífice – fechará as portas do castelo de Castel Gandolfo e deixará de exercer suas funções neste tempo na residência temporal de Bento XVI, porque já não haverá papa para custodiar. Entrará em função a Gendarmeria do Vaticano, seus serviço de segurança.

A Igreja terá entrado na sé vacante.

(28 de Fevereiro de 2013)
Fonte: Zenit

28 de fevereiro de 2013 at 13:50 Deixe um comentário

Os últimos aplausos da multidão a Bento XVI

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Muita emoção entre os fiéis na Praça de São Pedro para a audiência geral de despedida do Santo Padre

Emocionante. Não há outra palavra para descrever a atmosfera antes da audiência de Bento XVI na manhã de hoje: a última do seu pontificado. 

Como esperado, a multidão de fiéis de todas as partes da Itália e do mundo encheu a Praça de São Pedro. Já às 7h30 da manhã as filas acompanhavam os dois lados da colunata, com os peregrinos de bilhete em mãos, ansiosos para entrar e encontrar o melhor lugar.

A partir das 9h, todos os setores disponíveis estavam ocupados. Em meio ao mar de cabeças, cores, braços levantados, elevavam-se cartazes em homenagem ao Santo Padre. “Adeus, Santo Padre”, despediam-se alguns do papa alemão; outros preferiam desejar um “até breve” ou até mesmo pedir um “fique!”.

Todos vieram ver o papa Bento antes que se ele “se esconda do mundo”: movimentos e associações, acompanhadas pelos seus presidentes e representantes; paróquias inteiras, freiras, seminaristas, padres e, claro, cardeais e bispos ao lado direito do papa.

Faltam poucos minutos para a chegada do pontífice. Valha o clichê habitual sobre as grandes ocasiões: a multidão, realmente, ferve. Cada um procura um lugar algum centímetro mais para a frente quando a Guarda Suíça e os responsáveis ​​pela segurança informam que o Santo Padre vai passar de papamóvel pelo meio do povo, por ambos os lados da praça.

Todas as cabeças já estão viradas para a porta de onde o papa vai sair. Já ecoa o coro habitual de “Viva o papa!”, em várias línguas, e de “Benedetto!”, da boca de italianos e de estrangeiros que se juntam aos seus cantos. Os guardas suíços se posicionam nas laterais do palco do papa: um prolongado aplauso explode na multidão.

A atmosfera é solene; parece lembrar, em alguns aspectos, uma Jornada Mundial da Juventude, ou talvez uma versão simplificada da cerimônia de beatificação de João Paulo II. No entanto, é “apenas” uma audiência de quarta-feira. É a mesma audiência “normal” que Bento XVI ofereceu toda semana, e que alguns acompanhavam distraídos ou apenas para criticar as suas palavras, sempre cheias de verdade.

Mas o gesto histórico do papa atraiu agora as atenções de todos. Se alguém ainda duvidava da grandeza intelectual e espiritual deste pontífice, hoje a vê claramente confirmada.

A multidão é a prova. Nos últimos instantes antes da entrada do Santo Padre, calam-se todos os gritos, aplausos e até cochichos, para ouvir muito bem o que Bento XVI vai dizer; para que as palavras do papa entrem não apenas pelos ouvidos, mas principalmente pelo coração.

(27 de Fevereiro de 2013) de  Salvatore Cernuzio
Fonte: Zenit

28 de fevereiro de 2013 at 10:16 Deixe um comentário

Sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é de Cristo – 27 \ 02 \ 13

Na sua última audiência o Papa Bento XVI lembra que é Deus que guia a Igreja e o mundo    

Bandeiras de diversos países e movimentos eclesiásticos coloriram a praça de São Pedro na manhã de hoje para a última Audiência Geral do Papa Bento XVI. Uma média de 150 mil peregrinos vieram dar o último abraço ao Santo Padre, antes da Sé Vacante, que começa amanhã, 28, às 20h. 

Na primeira fila um nutrido grupo de cardeais, bispos e várias autoridades civis e eclesiásticas. Entre os cardeais estava o arcebispo de Viena Christoph Schoenborn, o de Boston Sean O’Malley, o cardeal brasileiro João Braz de Aviz, o filipino Luis Antonio Tagle, o arcebispo de Mônaco Reinhard Marx, Donal Wuerl (Washington), Roger Mahony (Los Angeles), o ganense Peter Turkson, o australiano Georg Pell, o mexicano Norberto Rivera Carrera, John Tong (Hong Kong), Bernard Law,  o cardeal Giovanni Battista Re, o secretário de Estado Tarcisio Bertone.

“Também eu sinto no meu coração o dever de principalmente agradecer a Deus” disse Bento XVI. “Sinto de levar todos na oração, num presente que é aquele de Deus, onde coloco cada encontro, viagem, cada visita pastoral”.

Lembrando o 19 de abril de 2005, momento da sua eleição, elevou aos céus essa oração “Senhor, por que me pede isso e o que me pede? É um peso grande que me coloca nas costas, mas se o senhor me pede, nas suas palavras lançarei as redes, com a certeza de que me guiará, ainda com todas as minhas debilidades”.

A barca da igreja, nesses oito anos, passou por “momentos de alegria e luz, mas também momentos não fáceis”, porém, continuou Bento XVI “sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é sua”, e disse “O Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, sem dúvida também por meio dos homens que escolheu, porque assim o quis”.

Convidou todos a “renovar a firme confiança no Senhor, a confiar-nos como crianças nos braços de Deus, certos de que aqueles braços nos sustentam sempre e é o que nos permite caminhar a cada dia, também no cansaço”. Que cada um de nós “sinta a alegria de ser cristão”.

“Um Papa não está só na direção da barca de Pedro, ainda que seja a sua primeira responsabilidade”, afirmou enquanto agradecia os seus colaboradores mais próximos. “Eu nunca me senti só ao levar a alegria e o peso do ministério petrino”.

O Papa agradeceu também “Principalmente vós, caros Irmãos Cardeais: a vossa sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade foram preciosos para mim; os meus Colaboradores, começando pelo meu Secretário de Estado  que me acompanhou com fidelidade nestes anos; a Secretaria de Estado e toda a Curia Romana”.

“O coração de um Papa se estende a todo o mundo”, disse Bento XVI tendo refletido nesse momento sobre a natureza da Igreja, que não “é uma organização, uma associação com fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos”.

Referindo-se à sua renúncia assegurou que tomou “a decisão mais justa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja” porque “Amar a Igreja significa também ter a coragem de fazer escolhas difíceis, sofridas, tendo sempre diante o bem da Igreja e não a si mesmos”.

“Quem assume o ministério petrino não tem mais privacidade”, afirmou também o Papa, pois a partir do momento que se aceita o ministério Petrino o Papa “não se pertence mais, pertence a todos e todos pertencem a ele”.

Para um Papa, portanto, não existe a possibilidade de retornar mais à privacidade. Portanto, “Não retorno à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc”, disse o Papa, porque “Não abandono a cruz, mas permaneço de modo novo junto ao Senhor Crucificado”.

Bento XVI esclareceu que continuará “a acompanhar o caminho da Igreja com a oração e a reflexão, com aquela dedicação ao Senhor e à sua Esposa que sempre procurei viver até agora a cada dia e que gostaria de viver sempre”.

“Deus guia a sua Igreja, a sustenta sempre também e principalmente nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo”, conclui o Santo Padre.

Fonte: Site Zenit

27 de fevereiro de 2013 at 17:12 Deixe um comentário

Qual a grande contribuição que Bento XVI deixa à Igreja? – por Padre Paulo Ricardo

 Qual é a grande contribuição que Bento XVI deixa à IgrejaOs quase oito anos do pontificado do Papa Bento XVI chegam ao fim ,nesta quinta-feira, 28. O mundo recebeu com surpresa a notícia de sua renúncia, apresentada em 11 de fevereiro. Depois do susto, das perguntas e esclarecimentos, aos poucos começou-se a refletir não mais sobre os motivos da renúncia, o que já é um fato dado, mas sobre os feitos deste Papa, a contribuição que ele deixa à Igreja de Cristo.

O teólogo e padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da Arquidiocese de Cuiabá, destaca que Bento XVI está entre os grandes papas que conduziram a Igreja após o Concílio Vaticano II. Este, segundo ele, foi um evento extraordinário, mas que ainda não deu todos os seus frutos.

De acordo com padre Paulo, o grande legado de Bento XVI está relacionado ao Concílio, ao fato de fazer as pessoas terem acesso ao verdadeiro Concílio Vaticano II e às “coisas extraordinariamente positivas” que Deus concedeu à Igreja por meio deste evento.

O sacerdote disse, conforme fez o próprio Papa recentemente em audiência com os padres da diocese de Roma, que o Concílio foi interpretado pela mídia e pelo mundo como sendo um Concílio que estava começando um novo jeito de ser Igreja, sendo uma ruptura com o passado. Contudo, ele enfatiza o esforço do atual Pontífice de fazer com que os fiéis, sacerdotes e bispos retomem os verdadeiros ensinamentos desse grande acontecimento, sabendo colher as riquezas que ele tem para dar à Igreja.

“Em poucas palavras, o Papa Bento XVI nos deixou o grande legado de fazer os fiéis católicos compreenderem que há 50 anos, com o Concílio Vaticano II, não começou uma nova Igreja, mas é a mesma Igreja de Cristo, na sua continuidade orgânica que ao longo dos séculos vai se transformando e se adaptando aos poucos conforme as necessidades e circunstâncias. O Vaticano II não foi uma revolução, foi um crescimento da Igreja na continuidade daquilo que é a tradição de 2000 anos”.

O próximo Papa

Diante da riqueza da contribuição deixada por Bento XVI, padre Paulo elenca como o grande desafio do novo Papa a continuidade dessa herança. Ele enfatiza que Deus tem dado à Igreja papas que continuam o trabalho que o outro havia iniciado, dando sua contribuição pessoal.

“É por isso que nós temos essa alegria de ser católico, de saber que cada Papa que toma o seu papel como Sucessor de São Pedro sabe que ele é sucessor de tantos outros. O próximo Pontífice será o de número 266, ou seja, antes dele, houve 265 papas aos quais ele dará continuidade e dos quais ele será sucessor”, explica.

Embora cada um deles tenha a sua própria contribuição a dar, padre Paulo cita uma característica comum a todos os pontífices: o “guardar a fé”, permanecer na mesma fé da Igreja de 2 mil anos. Segundo ele, o grande desafio que a Igreja enfrenta, nas últimas décadas, tem sido transmitir a fé de sempre de forma nova, a fim de que os fiéis possam compreendê-la.

“Cada Papa tem esta missão de continuar na fé de sempre, mas apresentar isso não de uma forma morta, mas viva. Bento XVI fez isso com todo o seu carisma de grande homem, como teólogo, pensador e grande homem de vivência litúrgica e espiritual. O próximo Sucessor de Pedro terá, também ele, a sua personalidade, a sua contribuição e a sua riqueza. Nós estamos preparados para receber essas maravilhosas surpresas de Deus que a Igreja recebe a cada eleição de um novo Pontífice”, concluiu.

Fonte: Canção Nova

27 de fevereiro de 2013 at 9:24 Deixe um comentário

Santos Romão e Lupicino – 28 de Fevereiro

 
Imagem de São Romão

Santos Romão e Lupicino

São Romão entrou para a vida religiosa com 35 anos, na França, onde nasceram os dois santos de hoje. Ele foi discernindo sua vocação, que o deixava inquieto, apesar de já estar na vida religiosa. Ao tomar as constituições de Cassiano e também o testemunho dos Padres do deserto, deixou o convento e foi peregrinar, procurando o lugar onde Deus o queria vivendo.

Indo para o Leste, encontrou uma natureza distante de todos e percebeu que Deus o queria ali.

Vivia os trabalhos manuais, a oração e a leitura, até o seu irmão Lupicino, então viúvo, se unir a ele. Fundaram então um novo Mosteiro, que se baseava nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano.

Romão tinha um temperamento e caminhada espiritual onde com facilidade era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Lupicino era justiça e intolerância. Nas diferenças, os irmãos se completavam, e ajudavam aos irmãos da comunidade, que a santidade se dá nessa conjugação: amor, justiça, misericórdia, verdade, inspiração, transpiração, severidade, compreensão. Eles eram iguais na busca da santidade.

O Bispo Santo Hilário ordenou Romão, que faleceu em 463. E em 480 vai para a glória São Lupicino.

Santos Romão e Lupicino, rogai por nós!

26 de fevereiro de 2013 at 19:56 Deixe um comentário

CF 2013 – Fraternidade e Juventude: Eis-me aqui, envia-me!

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Os jovens de uma forma geral necessitam de orientação e motivação dos adultos para encontrarem seus caminhos. A juventude é uma fase da vida em que cada um busca sua própria identidade nesse mundo tão grande demograficamente. Na Igreja, o jovem deve encontrar sempre força e acolhida especial, para amadurecer com equilíbrio e cultivar em seu coração os bens que o Senhor preparou para cada um. O Beato João Paulo II disse que “os jovens são o futuro da humanidade. Preocupar-se pela sua maturação humana e cristã representa um precioso investimento para o bem da Igreja e da sociedade”.

E compete especialmente às autoridades civis, investirem  na capacidade física e intelectual dos jovens, abrindo frente de trabalho e formando-os profissionalmente. Mas dando atenção especial para as famílias dos jovens que não têm condição financeira.  É necessário também que o “Estado” acompanhe essas referidas famílias, possibilitando a formação educacional completa dos seus jovens. A questão cultural é primordial quando se reivindica uma sociedade justa para todos. Estamos perdendo tantos jovens para a violência e para o vício!…

A educação religiosa na infância e na adolescência pode levar os jovens a serem sadios integralmente. Deus transforma o nosso ser por inteiro. E isso é tudo o que necessitamos para sermos felizes e levar a felicidade aos outros.

Segue abaixo um testemunho direcionado aos jovens, que coloquei em meu livro “Rezando o Terço com as Famílias”, e que será editado em breve:

Fui professora de adolescentes e jovens na minha vida profissional. Também desde os meus 28 anos, isto é, ainda jovem, sirvo em diversas comunidades da Igreja Católica. Sempre tive como prioridade, convidar e arrebanhar jovens para participar dessas missões. Principalmente porque os jovens gostam muito dos serviços na Igreja que se relacionam com a música e  teatro. E foram nessas atividades em que mais pude servir a Deus. A Igreja precisa permanentemente ter em seu seio os jovens, para dar-lhe mais vigor e alegria próprios dessa fase da vida.

Por isso essa mensagem é para Ti, amigo que é jovem de idade, mas também não vou esquecer de quem é jovem de espírito (e já me coloco entre esses). Peço o Espírito Santo para renovar tua força e coragem, pois a Igreja precisa de Ti. Não desanime! Deus quer a Ti! Mesmo que encontres algumas vezes dificuldades pelo caminho, não desista. Acontece  por exemplo,  numa partida de futebol, onde  o jogador perde o gol porque a bola bate na trave ou vai pra fora. Mas o jogo não para por isso. O jogador anima-se mais e mais para ganhar a partida que está disputando. E se o seu time perde, ele quer melhorar para que no próximo jogo consigam a vitória. Mas se isso não acontece, ele tenta de novo. Na vida também, amigo jovem, às vezes as coisas não correm do jeito que você gostaria, mas não desista do jogo. É só uma bola fora, o jogo não terminou. Tem inúmeras chances de você ganhar a próxima partida, se não foi dessa vez, quem sabe da próxima, ou depois da próxima… A vida só está começando pra Ti.

Jesus Cristo espera que venhas servi-lo com bola na trave ou, fazendo gol. Deus é: misericórdia e amor. Servir a Jesus Cristo do qual podemos sempre confiar  é tudo de bom!

Jane Amábile

 

26 de fevereiro de 2013 at 9:22 Deixe um comentário

Oração de cura para o casal

Senhor Jesus, sejamos nós, pela vossa graça e os sagrados laços do matrimônio, curados e libertos, a todo instante, de todo o mal, sobretudo daqueles males que ameaçam os casais cristãos e atormentam as suas famílias. Na força renovadora do amor e do perdão, sejamos instrumentos de cura e libertação um para o outro, para nossas famílias, comunidades e para quem o Senhor colocar no nosso caminho. Amém.

De Padre Marlon Múcio

25 de fevereiro de 2013 at 17:59 Deixe um comentário

Oração do Pai Nosso – para os irmãos de várias línguas

Irlandês

Ár nAthair atá ar neamh,go naofar d’ainm,go dtaga do ríocht,go ndéantar do thoil ar na talamh mar a dhéantar ar neamh.Ár n-arán laethúil tabhair dúinn inniu agus maith dúinn ár bhfiacha mar a mhaithimidne dár bhféichiúna féin agus ná lig sinn i gcathú.ach saor sinn ó olc.Amen.

 
Italiano
 
Padre nostro, che sei nei cieli,sia santificato il tuo nome,venga il tuo regno,sia fatta la tua vonlontà,come in cielo cosi in terra.Dacci oggi il nostro pane quotidiano,e rimetti a noi i nostri debiti como noi li rimettiamo ai nostri debitori,e nos ci indurre in tentazione,ma liberaci dal male.
 
Latim 
Pater noster, qui es in caelis; sanctificetur nomen tuum; adveniat regnum tuum,fiat voluntas tua,sicut in caelo et in terra.Panem nostrum quotidianum da nobis hodie; et dimitte nobis debita nostra,sicut et nos dimittimus debitoribus nostris; et ne nos inducas in tentationem; sed libera nos a malo.

 
Neenderlandes
 
Onze Vader, die in de hemel zijt; uw naam worde geheiligd; uw rijk kome; uw wil geschiede op aarde zoals in de hemel.Geef ons heden ons dagelijks brood; en vergeef nos onze schuld,zoals ook wij aan anderen hun schuld vergeven; en leid ons van het kwade.
Em Aramaico
 Abba Ythqaddasch Schemak Thethe Malkutak Lachamana Delimchar Hab Lan Yoma Haden Uscheboq Lan Chobenan Hekma Deschebaqnam Lechayyabenan Uela Taelinan Lenisyonah + Amem 
Japonês
Shu no Inori 

 
Ten ni orareru watachi-tachi no chichi yo,
 
Mina ga sei to saremasu yo ni.
 
Mukuni ga kimasu yo ni.
 
Mikokoro ga ten ni okonawareru toori chi ni mo 
 
okonawaremasu yo ni.
 
Watashi-tachi no hi goto no kate wo kyo mo 
 
o-atae kudasai.
 
watashi -tachi no tsumi wo o-yurushi kudasai.
 
Watashi-tachi mo hito wo yorushimasu.
 
Watashi-tachi wo yuwaku ni o-chiirasezu,
 
aku kara o-sukui kudasai.
 
Amem 
 
Fonte: Site do Padre Cleodon 
 

25 de fevereiro de 2013 at 11:23 1 comentário

A Oração do Angelus do Papa Bento XVI – 24 de Fevereiro de 2013

Queridos irmãos e irmãs,
Obrigado pelo vosso afeto!

Hoje, segundo domingo da Quaresma, temos um Evangelho particularmente belo, aquele da Transfiguração do Senhor. O Evangelista Lucas coloca especial atenção para o fato de que Jesus se transfigurou enquanto rezava: a sua é uma experiência profunda de relacionamento com o Pai durante uma espécie de retiro espiritual que Jesus vive em um alto monte na companhia de Pedro, Tiago e João, os três discípulos sempre presentes nos momentos da manifestação divina do Mestre (Lc 5,10; 8,51; 9,28). O Senhor, que pouco antes tinha predito a sua morte e ressurreição (9, 22) oferece aos discípulos uma antecipação da sua glória. E também na Transfiguração, como no batismo, ressoa a voz do Pai celeste: “Este é o meu filho, o eleito; escutai-o!” (9, 35). A presença então de Moisés e Elias, que representam a Lei e os Profetas da antiga Aliança, é ainda mais significativa: toda a história da Aliança é orientada para Ele, o Cristo, que cumpre um novo “êxodo” (9, 31), não para a terra prometida como no tempo de Moisés, mas para o Céu. A intervenção de Pedro: “Mestre, é bom estarmos aqui” (9, 33) representa a tentativa impossível de parar esta experiência mística. Comenta Santo Agostinho: “[Pedro] … sobre o monte … tinha Cristo como alimento da alma. Por que ele iria descer para voltar aos trabalhos e dores, enquanto lá estava cheio de sentimentos de amor santo para Deus e que o inspiravam, portanto, a uma conduta santa? (Discurso 78,3: PL 38,491).

Meditando sobre esta passagem do Evangelho, podemos aprender um ensinamento muito importante. Antes de tudo, o primado da oração, sem a qual todo o empenho do apostolado e da caridade se reduz ao ativismo. Na Quaresma aprendemos a dar o tempo certo à oração, pessoal e comunitária, que dá fôlego à nossa vida espiritual. Além disso, a oração não é um isolar-se do mundo e das suas contradições, como no Tabor queria fazer Pedro, mas a oração reconduz ao caminho, à ação. “A existência cristã – escrevi na Mensagem para esta Quaresma – consiste em um contínuo subir ao monte do encontro com Deus, e depois voltar a descer trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus” (n. 3).

Queridos irmãos e irmãs, esta Palavra de Deus a sinto de modo particular dirigida a mim, neste momento da minha vida. Obrigado! O Senhor me chama a ‘subir o monte’, a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, ao contrário, se Deus me pede isto é para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual tenho buscado fazê-lo até agora, mas de modo mais adequado à minha idade e às minhas forças. Invoquemos a intercessão da Virgem Maria: ela nos ajude a todos a seguir sempre o Senhor Jesus, na oração e nas obras de caridade.

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Fonte: Canção Nova

Nosso amado Papa Bento XVI fez hoje a oração do Ângelus pela última vez, como ocupante da cátedra de São Pedro.
Obrigada, nosso Pastor digno, fiel e amigo de Jesus.
Tivemos a honra de nesses três anos da existência do Blog, o “Ide e Anunciai”, postar suas catequeses cheias sempre de muita sabedoria do Espírito Santo. Continuaremos a utilizar seus textos, pois no curto espaço de tempo que foi pastor da Igreja Católica, deixou para nós um vasto material escrito com orientações sobre as verdades da nossa fé: um tesouro de valor incalculável.
Jane Amábile

24 de fevereiro de 2013 at 15:24 Deixe um comentário

Transfiguração do Senhor – de Anastácio Sinaíta, bispo do século VII

 

Jesus manisfestou a seus discípulos este mistério no monte Tabor. Havia andado com eles, falando-lhes a respeito de seu reino e da segundano  vinda na glória. Mas talvez não estivessem muito seguros daquilo que lhes anunciara sobre o reino. Para que tivessem firme convicção no íntimo do coração e, mediante as realidades presentes, cressem nas futuras, deu-lhes ver marvilhosamente a divina manifestação do monte Tabor, imagem prefigurada do reino dos céus. Foi como se dissesse: Para que a demora não faça nascer em vós incredulidade, logo, agora mesmo, eu vos digo, alguns dos que aqui estão não provarão a morte antes de verem o Filho do Homem vindo na glória de seu Pai (Mt 16, 28).
 
Mostrando o evangelista ser um só o poder de Cristo com sua vontade, acrescentou: E seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João e levou-os a um monte alto e afastado. E transfigurou-se diante deles; seu rosto brilhou como o sol, as vestes se fizeram alvas como a neve. E eis que apareceram Moisés e Elias a falar com ele (Mt 17,1-3).
 
São estas as maravilhas da presenta solenidade, é este o mistério da salvação para nós que agora se cumpriu no monte: ao mesmo tempo, congregam-nos agora a morte e a festa de Cristo. Para penetrarmos junto àqueles escolhidos por Deus, na profundeza destes inefáveis e sagrados mistérios, escutemos a voz divina que do alto, do cume da montanha, nos chama instantemente.
 
Para lá, cumpre nos apressarmos, ouso dizer, como Jesus, que agora nos céus é nosso chefe e precursor, com que refulgiremos aos olhos espirituais – renovadas de certo modo as feições de nossa alma – conformados à sua imagem; e à semelhança dele, incessantemente transfigurados, feitos consortes da natureza divina e prontos para as alturas.
 
Igreja da Transfiguração, no Monte Tabor, Israel
Para lá corramos cheios de ardor e de alegria; entremos na nuvem misteriosa, semelhantes a Moisés e Elias ou Tiago e João. Sê tu também como Pedro, arrebatado pela divina visão e aparição, transfigurado por esta linda Transfiguração, erguido do mundo, separado da terra. Deixa a carne, abandona a criatura e converte-te para o Criador a quem Pedro, fora de si, diz: Senhor, é bom para nós estarmos aqui (Mt 17, 4).
 
Sim, Pedro, verdadeiramente é bom para nós estarmos aqui com Jesus e aqui permanecermos pelos séculos. Que pode haver de mais delicioso, de mais profundo, de melhor do que estar com Deus, conformar-se a ele, encontrar-se na luz? De fato, cada um de nós, tendo Deus em si, transfigurado em sua imagem divina, exclame jubiloso: É bom estarmos aqui, onde tudo é luminoso, onde está o gaúdio, a felicidade e a alegria. Onde no coração tudo é tranquilo, sereno e suave. Onde se vê a Cristo, Deus. Onde ele junto com o Pai tem sua morada e ao entrar, diz: Hoje chegou a salvação para esta casa (Lc 19,9). Onde com Cristo estão os tesouros e se acumulam os bens eternos. Onde as prmícias e figuras dos séculos se desenham como em espelho.
 

— Do Sermão sobre o Dia da Transfiguração do Senhor, de Anastácio Sinaíta, bispo (século VII)

Fonte: Site Tesouros da Igreja Católica

24 de fevereiro de 2013 at 11:44 Deixe um comentário

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