Archive for julho, 2017

Festa da Transfiguração do Senhor – São Mateus 17, 1-9 – Dia 06 de agosto de 2017

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“1.Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. 2.Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. 3.E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. 4.Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o. 6.Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo. 7.Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais. 8.Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus. 9.E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.”

“No Monte Tabor, Jesus se manifesta aos discípulos em todo o esplendor de sua vida divina, antecipando a glória de sua Ressurreição. Ele é o Filho querido e amado de Deus, de quem recebeu poder, glória e realeza. Nesta festa somos convidados não somente contemplar a face luminosa do Mestre, mas principalmente ouvir sua voz e seguir seus passos. Na primeira semana deste mês vocacional, comemoramos a vocação para o Ministério ordenado: diáconos, padres e bispos. Celebremos em gratidão pelo nosso pároco e por todos os padres, neste seu dia”. (Liturgia Diária)

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “o evangelista Mateus nos narrou aquilo que acontece quando Jesus sobe sobre o alto monte levando consigo três dos discípulos: Pedro, Tiago e João. Enquanto estavam lá em cima, sozinhos, a face de Jesus se tornou fulgurante e suas vestes puras”.

“Ele levou-os (os discípulos) para a montanha para lhes mostrar a glória da sua divindade e lhes dar a conhecer que era o Redentor de Israel, como lhes tinha anunciado pelos seus profetas. Eles tinham-no visto comer e beber, fatigar-Se e repousar, acalmar e dormir, sentir pavor até suar gotas de sangue, tudo coisas que não pareciam estar em harmonia com a sua natureza divina e não convir senão à sua humanidade. Por isso os levou à montanha, para que o Pai Lhe chamasse seu Filho e lhes mostrasse que era verdadeiramente seu Filho e que era Deus”. (Santo Efrém)

“Foram três os escolhidos para subir à montanha, dois para aparecer com o Senhor. Sobe Pedro, ele que recebeu as chaves do Reino dos Céus, sobe João, a quem será confiada a Mãe de Jesus, e sobre Tiago, que será o primeiro a ascender à dignidade de bispo. Em seguida, aparecem Moisés e Elias, a lei e a profecia, com o Verbo. Subamos, também nós, à montanha, imploremos ao Verbo de Deus que nos apareça em todo o Seu esplendor e em toda a Sua beleza, que seja forte, que avance pleno de majestade e que reine”. (Santo Ambrósio)

Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura

O Papa Francisco disse assim: “Pensemos nisto. Quanto amor! Quanto amor! E pensemos também na beleza do rosto transfigurado de Jesus que encontraremos no Céu. E que esta contemplação dos dois rostos de Jesus — o transfigurado e o que se fez pecado, feito maldição — nos encoraje a ir em frente pelo caminho da vida, pelo caminho da vida cristã. Nos encoraje a pedir perdão pelos nossos pecados, a não pecar tanto… Nos encoraje sobretudo a ter confiança, porque se Ele se fez pecado foi porque assumiu sobre si os nossos. E Ele está sempre disposto a perdoar-nos. Devemos apenas pedi-lo”. (12 de março de 2017)

“O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade, que continua a resplandecer sobre nós (Sl 67, 3). (São João Paulo II)

O Papa Emérito Bento XVI explicou que “é isto que chamamos “Transfiguração”: um mistério luminoso, confortante. Qual o significado disto? A Transfiguração é uma revelação da pessoa de Jesus, da sua realidade profunda. De fato, as testemunhas oculares do evento, isto é, os três Apóstolos, foram envolvidos por uma nuvem, também esta luminosa – que na Bíblia anuncia sempre a presença de Deus – e ouviram uma voz que dizia: Este é meu Filho muito amado: nele coloco a minha afeição. Escutem-no” (Mt 17,5)”. ( 20 março de 2011)

Moisés e Elias

“No seu relato da Transfiguração, Mateus procura apresentar Jesus como o novo Moisés, o Servo de Deus e o Profeta, que concretiza o projeto de Deus, que é o reino da justiça e do amor. Jesus é o Filho amado de Deus que precisa ser escutado. Mês Vocacional: Vocação para o ministério ordenado: diáconos, padres e bispos”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XI ensinou: “Além disso, recordemos que sobre o monte Sinai, Moisés teve também a revelação da vontade de Deus: os Dez Mandamentos. E, sempre sobre o monte, Elias recebe de Deus a revelação da missão a cumprir. Jesus, ao invés disso, não recebe aquilo que deverá cumprir: já o conhece, na verdade são os apóstolos a ouvir, nas nuvens, a voz de Deus que manda: “Escutem-no”. (20 de março de 2011)

E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o.

«Uma voz dizia da nuvem: «São estas as palavras do Pai saídas da nuvem do Espírito: «Este é o Meu Filho muito amado, ele que é homem e que tem a aparência de homem. Ontem fez-Se homem, viveu humildemente entre vós; agora o Seu rosto resplandece. Este é o Meu Filho muito amado; Ele existe desde antes dos séculos. Ele é o Filho único do Deus único. Fora do tempo, foi eternamente gerado de Mim, o Pai. Não acedeu à existência depois de Mim, mas desde toda a eternidade Ele é de Mim, está em Mim e coMigo».  (São Damasceno)

“Permaneçamos sempre unidas ao pé da cruz, fiquemos silenciosas junto do divino Crucificado e O escutemos. Ele nos contará todos os seus segredos, é Ele que nos conduzirá ao Pai. Aquele que tanto nos amou “que nos deu seu Unigênito”. (Santa Elisabete da Trindade)

Conclusão:

“A caminho de Jerusalém, Jesus havia falado abertamente de sua morte próxima. Seus discípulos ficaram desconsertados, seja pelo trágico fim do Mestre, seja porque foram convidados a arriscar a própria vida por Ele. Ora, o fato da Transfiguração garante ao discípulo que Jesus Cristo é o Filho de Deus: “Este é o meu Filho amado, em quem encontro o  meu agrado”. Ele veio para cumprir a Lei e os Profetas (todo o Antigo Testamento, representado por Moisés e Elias). Trata-se, portanto, da solene manifestação de Jesus, que passará pela crueza do sofrimento e da morte para chegar à Ressurreição.A determinação do Pai é que os discípulos, Aqui representados por Pedro, Tiago e João, ouçam o Filho. Ouvir é entender a mensagem de Jesus, pondo-a em prática e carregando a própria cruz. (Mt 16, 24-26).” (Dia a Dia – Ed. Paulus)

Oração:

“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Perante testemunhas escolhidas, Jesus manifestou sua glória e fez resplandecer seu corpo, igual ao nosso, para que os discípulos não se escandalizassem da cruz. Desse modo, como cabeça da Igreja, manifestou o esplendor que refulgiria em todos os cristãos. Unidos à multidão dos anjos e dos santos, celebramos a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz…” (Prefácio)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

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31 de julho de 2017 at 5:59 Deixe um comentário

«Segue-Me» – comentário de Santo Inácio de Loyola

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Os três tipos de humildade: o primeiro tipo de humildade é necessário à salvação eterna. E consiste em me rebaixar e me humilhar tanto quanto me for possível, para obedecer em tudo à Lei de Deus Nosso Senhor. De tal modo que, mesmo que me tornassem senhor de todas as coisas criadas neste mundo ou mesmo que estivesse em risco a minha própria vida temporal, nunca pensaria em transgredir um mandamento, fosse ele divino ou humano.

O segundo tipo de humildade é uma humildade mais perfeita que a primeira. E consiste nisto: encontro-me num ponto em que não desejo nem tendo a possuir a riqueza mais do que a pobreza, a querer a honra mais do que a desonra, a desejar uma vida longa mais do que uma vida curta, quando as alternativas não afetam o serviço de Deus Nosso Senhor e a salvação da minha alma.

O terceiro tipo de humildade é a humildade mais perfeita: é quando, incluindo a primeira e a segunda, sendo iguais o louvor e a glória da Sua divina majestade, para imitar Cristo Nosso Senhor e me assemelhar a Ele mais eficazmente, desejo e escolho a pobreza com Cristo pobre em vez da riqueza, o opróbrio com Cristo coberto de opróbrios em lugar de honrarias; e desejo mais ser tido por insensato e louco para Cristo, que antes de todos foi tido como tal, do que «sábio e prudente» neste mundo (Mt 11, 25).

31 de julho de 2017 at 5:49 Deixe um comentário

2017.07.30 Angelus Domini – para os irmãos de língua italiana

30 de julho de 2017 at 10:47 Deixe um comentário

Graças Demos a Senhora (Admirabilis Deus)

30 de julho de 2017 at 5:37 Deixe um comentário

O Sacramento do Batismo

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã

O batismo é o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No batismo, a Igreja reunida celebra a experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Por meio desse sacramento, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.

O Sacramento do Batismo
Foto: Arquivo CN

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito, que abre o acesso aos demais sacramentos. Por meio dele, somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: “Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo (o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra)”.

Quando recebemos o sacramento do batismo, transformamo-nos de criaturas para filhos amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, “invenções” da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são, sem sombra de dúvidas, criados por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnado.

O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizou as pessoas para a vinda de Cristo (cf. Mc 1,2s). Ele sabia que o seu batismo era temporário, pois logo depois dele viria seu primo Jesus, que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças.

““Disse-lhes Pedro: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2, 38-39). A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.”

Quando o batismo é válido?

O batismo é ordinariamente válido quando o ministro (bispo, presbítero ou diácono) – ou em caso de necessidade qualquer pessoa batizada – derrame água sobre o batizando, enquanto diz: ““N…, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo””. Isso supõe a fé em Jesus Cristo, pois sem a fé o batismo não passa de uma encenação.

Não só o batismo na Igreja Católica é válido, pois aqueles realizados em crianças ou adultos em algumas outras igrejas também o é. Batizam validamente: as Igrejas Orientais; a Igreja Vetero-Católica; a Igreja Episcopal (Anglicana) do Brasil; a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB); e a Igreja Metodista.

O batismo, em outras Igrejas, é válido se realizado com águas e na mesma fé, utilizando a fórmula trinitária. Por razões teológicas, ou pelo sentido que dão ao sacramento, a Igreja Católica tem reservas quanto à validade do batismo realizado em algumas Igrejas e o considera inválido quando realizado em certas expressões religiosas.

Jesus disse aos discípulos: ““Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês”” (cf. Mt 28,19-20). O Cristo Ressuscitado envia sua Igreja ao mundo, pois a salvação é oferecida a todos.

Para ser salvo, é preciso ter fé em Jesus e segui-Lo, mas ninguém O segue sozinho. Pelo batismo, passamos a fazer parte da comunidade dos seguidores de Jesus, participantes da vida de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. O batismo é um dom de Deus para nós, dom que nos torna filhos amados, e não apenas simples criaturas. Ele nos mostra que fomos feitos para a comunhão com Aquele que é o Senhor de tudo e com os nossos irmãos, incluindo aquelas que acreditam em Jesus Cristo, mas não são católicos como nós.

São Paulo nos diz: “”Pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há mais diferenças entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo”” (Gl 3,27-28)

Para que existe o batismo?

Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Ele. Foram, por isso, expulsos do Paraíso, passaram a sofrer e morreram. Deus os castigou e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas o Senhor prometeu a Adão e Eva que enviaria Seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados.

Não basta, entretanto, que Jesus tenha morrido na cruz. É preciso ainda que Sua morte seja aplicada sobre as almas, para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, tornem-se filhos d’Ele e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar Seu Sangue derramado na cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu esse sacramento.

Quando foi que Jesus instituiu o batismo?

Jesus o instituiu logo no início de Sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O batismo de João não era um sacramento. Apenas quando Jesus santificou as águas do Jordão com Sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir “”Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências”, e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba” (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o batismo.

Essa instituição é confirmada por Jesus quando Ele diz a Seus apóstolos: ““Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.” Leia, na Bíblia, o Evangelho de São Mateus 3,13.

Matéria e forma

Jesus instituiu, então, o batismo e determinou que seria usada a água como matéria desse sacramento. Foi também Jesus quem determinou a forma: ““Eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.” O rito do batismo consiste, assim, em derramar água na cabeça da pessoa que vai ser batizada, ao mesmo tempo em que se diz a forma. Mas, só isso não basta. É preciso ainda que o ministro tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica no sacramento do batismo.

A Santa Igreja acrescentou também diversas orações preparatórias que completam a cerimônia. Quem já assistiu a um batismo sabe que o padre usa o sal bento, o óleo dos catecúmenos (o santo crisma), entrega a vela acesa aos padrinhos, veste a roupa branca no batizado e, principalmente, reza as orações contra o demônio, para que o pai da mentira nem se aproxime do batizado. Esse é o batismo católico, o único instituído por Jesus, o único capaz de nos tornar filhos de Deus.

Fonte: Canção Nova

29 de julho de 2017 at 5:43 Deixe um comentário

O Mártir da Eucaristia- São Tarcísio

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No tempo de Santa Ignês vivia em Roma um menino chamado Tarcísio. Era coroinha e ajudava o Sacerdote na Santa Missa. Certo dia, o sacerdote procurava um homem de confiança para levar a Santa Comunhão aos encarcerados. Tarcísio ofereceu-se. Mas o sacerdote, olhando para ele, disse: “És criança ainda, Tarcísio, e não sabes desempenhar esta santa missão. O menino retrucou: “Sou menino ainda, tanto melhor, porque de mim, ninguém desconfiará, podendo de tal maneira , me aproximar de nossos irmãos encarcerados. E, também, sei guardar as Santas Hóstias e nunca as entregarei aos pagãos.”

O sacerdote conhecendo o grande amor de Tarcísio por Jesus, e admirado do seu argumento, colocou algumas partículas sobre uma toalhinha de linho branco, dobrando-a cuidadosamente e o entregou.

Recebeu ele as Santas Hóstias com grande respeito e segurando-as sobre o seu peito, as cobriu com as mãos, cuidadosamente.

Como se sentiu feliz em colocar o seu Jesus junto a seu peito!

Andava assim pelas ruas em busca de irmãos encarcerados, quando de repente, outros meninos o chamaram para brincar, pois faltava um para completar a brincadeira. Tarcísio desculpou-se, dizendo ter pressa. Um rapaz atrevido pegou-lhe pelo braço e quis forçá-lo. Tarcísio resistiu. Entretanto, perceberam que ele segurava algo contra o peito. Curiosos perguntaram-lhe o que era. Não atendendo às suas exigências, fizeram violência para lhe arrancarem o segredo.

Nesse ínterim, passaram por ali várias pessoas e ouvindo o que se tratava, disse uma delas: “Leva consigo o Deus dos cristãos”. Então, os rapazes caíram sobre o pobre menino para lhe arrancar à força as Santas Hóstias. Mas, Tarcísio segurava com tanta firmeza o seu tesouro, que força alguma conseguiu arrancá-lo.

Encolerizados, espancaram e maltrataram Tarcísio sem piedade. Exausto e quase morto, segurava as Santas Hóstias com força, sobrenatural. Neste instante, passou um soldado, alto e robusto que era também cristão. Percebeu o que se passava. Com a mão forte, dispersou os malvados, tomou Tarcísio sobre seus braços e levou-o ao sacerdote.

No caminho, morreu nos braços do soldado. O sacerdote recebeu-o com grande veneração. Tirou com facilidade as Santas Hóstias, tão heroicamente defendidas pelo pequeno mártir, e, beijou, por entre lágrimas, as mãos deste santo herói, que tinha derramado seu sangue em defesa de Jesus Hóstia.

Fonte: Site do Padre Reginaldo Manzotti

29 de julho de 2017 at 5:13 Deixe um comentário

A devoção à Nossa Senhora

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Muitos devotos de Maria gostam de ter diariamente com ela um momento de intimidade ou uma conversa amigável. Esses momentos são tantas vezes informais e discretos. Simplesmente acontecem. São momentos muito humanos e espirituais. Vêm mais do coração do que da cabeça. Talvez a conversa aconteça, porque notamos uma imagem ou um quadro de Maria que guardamos em casa, ou estamos assistindo a um programa religioso no rádio ou na TV e escutamos algo sobre Maria, ou ouvimos um cântico dedicado a ela. De repente estamos falando familiarmente com ela. Não há cerimônia. Simplesmente acontece como acontece entre amigos. É um sinal do carinho que sentimos por ela, e ela por nós. É um diálogo de amor. Devemos parar por um momento e ficar na sua presença quando isso acontece. É um momento de comunhão dos Santos. É um momento rápido de contemplação, quando entramos no interior de Maria. É um momento de amor mútuo.

Qual seria o coração dessa conversa íntima com Maria? Maria é aquela mulher e mãe que fica diante do trono de Deus para interceder por nós. E, muitas vezes, ela é nosso último refúgio. “Quando mais nada funciona, então, vá a Maria”, disse Santo Afonso. Quando parece que há medo ou vergonha de falar diretamente com Deus, então podemos ir a Deus por Maria. Tenho certeza de que alguns teólogos teriam um problema sério com essa colocação. Mas Santo Afonso, também teólogo e doutor da Igreja, não teve nenhum problema com ela.

Maria é uma mãe e intercessora exemplar, e devemos então, em nossa devoção, buscar estar na sua presença em quaisquer apuros. Maria é, nesse sentido, a porta de acesso a Deus e às suas graças. A devoção está na procura de Maria para amá-la, agradecer e pedir que interceda por nós. É um meio para aqueles que sentem certo medo de Deus e, por isso, procuram Maria-Mãe sem medo, porque ela não vai recusar-se a interceder por eles a Deus. Devo frisar que essa devoção, se for autêntica, deve levar-nos a ficar diante de Deus e a buscar sua vontade e a conversão. Maria dirige-nos para Deus, e diante de Deus assumiremos compromisso de amor, de conversão e de serviço na comunidade.

Padre Lourenço Kearns, C.Ss.R
Extraído do livro Oração Cristã, Editora Santuário

28 de julho de 2017 at 8:41 Deixe um comentário

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