Posts tagged ‘Devoção a Nossa Senhora’

Nossa Senhora dos Campos

A história do título mariano ‘Nossa Senhora dos Campos’ ou ‘Nossa Senhora da Oração’, está ligada a uma série de aparições da Virgem Maria ocorridas no povoado de Stezzano, perto de Bérgamo, na Itália.

A primeira aparição ocorreu no século XIII. Enquanto rezava num pequeno oratório dedicado à Virgem Maria, perto de Stezzano, uma piedosa senhora viu a Virgem Maria com o menino Jesus no colo. A notícia se espalhou rapidamente e o povo começou a frequentar o local para rezar e pedir graças. Logo foi construída a primeira igreja dedicada à ‘Nossa Senhora dos Campos’.

Em 1586, aos pés da imagem pintada na parede da igreja, que representava Nossa Senhora com o filho no colo, jorrou uma vertente de água cristalina. Muitos doentes que beberam da água ficaram curados.

No dia 12 de julho do mesmo ano de 1586, Nossa Senhora apareceu a duas meninas camponesas, Bartolomea Bucanelli e Dorotéia Battistoni, de 10 e 11 anos, respectivamente. Enquanto apascentavam o rebanho, aproximaram-se da igreja e, olhando para dentro, viram uma venerada senhora, vestida com uma túnica escura e com um véu branco na cabeça. Trazia na mão esquerda um livro, e tinha a mão direita e os olhos voltados para o céu, em atitude de intensa oração. A notícia da aparição se espalhou rapidamente, atraindo o povo do lugar.

Diante desses fatos, o Bispo de Bérgamo, Dom Jerônimo Ragazzoni, viu-se obrigado a reconhecer oficialmente as aparições e as curas realizadas no local. Nos anos seguintes, a igreja foi sucessivamente reformada e ampliada, e a devoção a Nossa Senhora dos Campos foi crescendo cada vez mais.

Fonte: Site da Academia Marial

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7 de junho de 2019 at 5:48 Deixe um comentário

Padroeira do Equador entronizada nos Jardins Vaticanos

Nuestra Señora de la Presentación del Quinche, Padroeira do Equador

Nuestra Señora de la Presentación del Quinche, Padroeira do Equador

A imagem de Nuestra Señora de la Presentación del Quinche vem se somar a outras expressões marianas já presentes nos Jardins Vaticanos, como Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Luján (Padroeira da Argentina) e Nossa Senhora de Antígua (Padroeira do Panamá).

Cidade do Vaticano

Desde quarta-feira, 15 de maio, a imagem de Nossa Senhora da Apresentação de Quinche (Nuestra Señora de la Presentación del Quinche), padroeira do Equador, está presente nos Jardins Vaticanos.

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A cerimônia de entronização foi presidida pelo cardeal Giuseppe Bertello, presidente do Governorato do Estado da Cidade do Vaticano, na presença do embaixador do país sul-americano junto à Santa Sé, José Luis Álvarez Palacio.

O cardeal enfatizou que a presença da imagem é um sinal da devoção que os povos latino-americanos sentem por Nossa Senhora. Esta nova expressão mariana, acrescentou, enriquece e embeleza esse recanto latino-americano.

A imagem é obra da artista equatoriana Doménica Barahona, que utilizou a técnica de mosaico incrustado, que reúne pequenos pedaços quadrados de material, como mármore, pedra, cerâmica vidrada e vidro pintado.

O fundo do mosaico Virgen del Quinche é pontilhado com diferentes plantas e flores de todas as regiões do Equador. Além disso, nove esculturas de bronze na forma de beija-flores estão representadas. As vestes de Nossa Senhora são decoradas com símbolos pré-colombianos que lembram o passado de Equador.

Nos Jardins Vaticanos, em diferentes recantos, também estão esculturas ou mosaicos representando Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Luján, Nossa Senhora de Antígua, uma grande estátua recém restaurada do índio Juan Diego mostrando ao bispo o manto com Nossa Senhora de Guadalupe, entre outras.

20 de maio de 2019 at 5:35 Deixe um comentário

Santa Maria do Monte Carmelo

16 de julho é o dia dedicado à Nossa Senhora do Carmo. Mas, por que esse título e essa data? De acordo com o carmelita Valentino Macca²  o título faz referência ao monte da Galileia que está ligado à origem da Ordem do Carmo ou Carmelita. A referência é, pois, uma indicação geográfica. Além disso, a tradição aponta uma ligação espiritual entre a cadeia montanhosa do Carmelo com o profeta Elias e isto está assinalado no nome com que os árabes a designam: Gebel Mar Elyas. Foi neste lugar, próximo onde havia uma igrejinha dedicada a Nossa Senhora, que alguns peregrinos ocidentais iniciam, na segunda metade do século XII, uma experiência eremítica, muitos eram, provavelmente, cruzados e andarilhos. Logo passam a ser chamados de “irmãos do Carmelo” e recebem do patriarca de Jerusalém, Alberto Avogadro, a vitæ formula (a Regra de vida).

Quando os muçulmanos dominam a região, por volta do século XIII, esse grupo de “irmãos” eremitas volta para o Ocidente e passa à denominação de Ordem de Santa Maria do Monte Carmelo. Este título, assinala Macca, aparece pela primeira vez em um documento pontifício de Inocêncio IV, datado de 13 de janeiro de 1252. A Ordem é mariana e os irmãos se colocavam, totalmente, a serviço de Nossa Senhora, a Padroeira da Ordem, aquela que assumia o primeiro lugar no Carmelo, dentre os irmãos e a quem deveriam imitar.

[…] a Virgem venerada, contemplada pelos seus “irmãos” e por todos os que depois participarão da vida deles (religiosas, “confrades”, terciários), ocupa o centro da experiência espiritual do grupo estabelecido e constituído na Terra Santa com o fim da perfeição evangélica em solidão contemplativa centralizada, como a vida de Maria de Nazaré, na oração contínua e na escuta da palavra, em clima de simplicidade, pobreza e trabalho . (MACCA, Valentino)³

Muitas lendas surgiram sobre a Virgem do Carmo, mas os “irmãos” acentuam a figura da Mãe de Jesus, Maria de Nazaré, como é vista nos Evangelhos e aí se apresentam os aspectos da maternidade divina, da virgindade, da imaculada conceição e da anunciação. Eles a tem como inspiradora, guia, senhora da sua vida, na guarda da palavra e na orientação para o serviço de Cristo . Também o profeta Elias é considerado o inspirador da formação da ordem do Carmo.

Com o objetivo de lembrar e agradecer os benefícios que o Carmelo recebia de Maria e exaltar a Padroeira, os carmelitas celebravam, semanalmente, “a comemoração litúrgica de Maria” o que, mais tarde, por volta da segunda metade do século XIV, passa a ser comemorado na Inglaterra como memória solene da Bem-aventurada Virgem Maria.

A princípio, a festa acontecia em 17 de julho, que de acordo com Macca poderia estar relacionada com o fim do II Concílio de Lyon (1274). Isto porque Bonifácio VII, em 1298 (24 anos depois) entendeu que tal concílio havia aprovado a Ordem. O que foi um engano de interpretação. Depois a data festiva foi antecipada para dia 16 de julho, em fins do século XV, data da “visão” de São Simão Stock. Mais tarde, Bento XIII estendeu a festa a toda a Igreja, conservada como “memória facultativa”, conforme calendário litúrgico renovado, requerido pelo Vaticano II 5.

São Simão Stock e o dom do Escapulário

A visão de São Simão Stock, acontecida em 16 de julho de 1251, está relatada no Catálogo dos santos carmelitas. Os manuscritos mais antigos são posteriores a 1411.

Na forma considerada como a mais antiga, o Catálogo diz simplesmente que certo
“Simão, de nacionalidade inglesa, nas suas orações pedia sempre a Virgem um privilégio para a sua ordem.
E a Virgem gloriosa apareceu a ele, trazendo nas mãos o escapulário e dizendo-lhe: ‘
Este será o privilégio para ti e para os teus. Quem morrer vestido com ele se salvará’” .6

Mais tarde uma redação mais longa atribuirá o sobrenome “Stock” a Simão. Não se tem certeza de que seja a mesma pessoa, contudo, a “festa do hábito” já estará difundida, no século XVI. O escapulário é sinal de devoção à Virgem e de sua proteção na hora da morte. Muitos fiéis se uniam à ordem como confrades, também na Itália e Espanha.

Outro fato que acabou atraindo mais pessoas para a ordem foi a “Bula Sabatina” de João XXII, no ano de 1322. Ele teria tido uma visão da Virgem que prometera a libertação do purgatório no primeiro sábado depois da morte, aos carmelitas e confrades da ordem que tivessem feito a observância da castidade, orações e o uso do hábito do Carmelo 7. Além disso, a difusão das duas visões e as respectivas promessas da Virgem aumentaram a devoção a Nossa Senhora do Carmo.

Quem usa o escapulário, “deve sentir-se comprometido com uma especial dedicação à Virgem, com seu culto, com a sua imitação” que estão presentes na vocação carmelita, e associa-se, de certa maneira aos irmãos do Carmelo. Assim, Pio XII, em 1950, afirma que aquele que usa o escapulário deve fazer com que ele se torne “memorial de Nossa Senhora, espelho de humildade e de castidade, breviário de modéstia e de simplicidade, eloquente expressão simbólica da oração de invocação do auxílio divino”.

É preciso assinalar que a comemoração da memória de Santa Maria do monte Carmelo deve levar cada devoto a trilhar, com ela, o caminho do monte sagrado que é o próprio Cristo. Lembrando que Maria de Nazaré, mulher pobre e humilde, de uma cidadezinha pouco conhecida, percorreu o caminho de Jesus, tornando-se sua primeira e mais perfeita discípula. É esta Santa Maria que os Carmelitas nos ensinam a imitar.

A Mãe do Filho de Deus é Mãe de todos os homens e mulheres, na ordem da graça e, com seu auxílio cada cristão pode, como ela mesma fez, receber, acolher e guardar a palavra e consentir que Jesus possa nascer em cada coração, em cada irmão e na comunidade eclesial.

Nossa Senhora do Carmo: Rogai por nós, seus filhos e filhas, amém!

Fonte: Site da Academia Marial

11 de maio de 2019 at 5:33 Deixe um comentário

Nossa Senhora do Presépio

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“Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura.”PAPA FRANCISCO

Há vinte séculos o milagre de Belém se repete na época natalina; foi o Papa Libério, fundador da Basílica romana de Santa Maria do Presépio, quem instituiu os festejos comemorativos do nascimento de Jesus Cristo. Todavia, a glória de ter difundido o presépio cabe a São Francisco de Assis.

Contam que certa vez o Santo, ao voltar de Roma para passar o Natal com seus frades, devido ao cansaço da longa viagem e a neve que branqueava as estradas no rigoroso inverno, abrigou-se na casa de um amigo e benfeitor, o senhor de Vellita. Alguns dias antes da Noite Santa, Francisco lembrou ao amigo que seria interessante reproduzir a cena da noite em que o Deus menino nasceu e foi reclinado na palha úmida, tendo como companheiros, além de seus pais, apenas um boi e um jumento.

Ouvindo isso o fidalgo se apressou em realizar o desejo do Santo. Na noite de Natal foram convidados os religiosos, o povo da redondeza e principalmente os pobres da cidade. Todos levavam velas para iluminar o presépio e quando Francisco chegou alegrou-se muito com a tocante cena. A novidade se espalhou e logo os artistas começaram a modelar figuras de barro ou madeira, lembrando a adoração dos pastores e dos Reis Magos. Nos séculos XVII e XVIII os escultores esmeraram suas criações e idealizaram tipos regionais com paisagens de rua e da vida das aldeias, misturadas aos símbolos natalinos.

O Brasil seiscentista, por intermédio dos jesuítas e franciscanos, começou a idealizar motivos brasileiros como ambiente para as representações do nascimento de Cristo. Era costume rezar sempre a Missa do Galo diante de um presépio de Belém. Temos noticias de belos retábulos natalinos confeccionados por escultores anônimos. Um dos mais famosos presépios foi o do velho Francisco José de Barro, no Rio de Janeiro. Conta-nos o saudoso cronista Vieira Fazenda que ele representava a cidade de Belém com casas térreas, sobrados, igrejas, carroças, lampiões, vendedores ambulantes, escravos trabalhando, enfim, várias cenas que davam à cidade de Davi um aspecto pantagruélico e anacrônico. Aquele célebre retábulo era visitado por todos, desde o mais humilde escravo até o próprio imperador D. Pedro II e sua família.

São muitos conhecidos os ceramistas do Vale do Paraíba que se especializaram em figuras de presépio, destacando-se entre eles o Chico Santeiro de Aparecida, que apresentou um bonito conjunto de doze figuras durante as comemorações do IV Centenário de São Paulo. Infelizmente esta arte tradicional está desaparecendo e cabe ao Museu do Presépio da capital paulista a missão de incentivá-la e restaurá-la.

invocação de Santa Maria do Presépio é semelhante à da Senhora Mãe de Deus, apenas com a diferença de que nela aparecem, além de São José, Nossa Senhora e o Menino Jesus , os pastores e os Reis Magos, que não figuram nas imagens da Madre de Deus. Na antiga Sé do Rio de Janeiro, dedicada a São Sebastião e posteriormente demolida, havia um grande painel de Nossa Senhora do Presépio e sua festa era celebrada todos os anos pelo povo carioca na oitava de Natal.

O Forte do Presépio, berço da cidade de Belém do Pará e quartel-general da conquista da Amazônia, assim como o Forte dos Reis Magos, semente da capital do Rio Grande do Norte, foram as principais homenagens militares ao grande mistério natalino.

Ao completarmos as imagens da sagrada Família e dos santos Reis diante do Presépio de Belém devemos lembrar que ali, naquele modesto recanto de Judeia, numa humilde estrebaria iniciou-se uma nova era para toda a humanidade.

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Icononografia

Denomina-se Nossa senhora do Presépio a todas as imagens da Virgem Maria que aparecem nas representações da natividade de Cristo ao lado de São José e com a presença dos pastores e dos Reis Magos. Geralmente ela se apresenta de joelhos e com as mãos postas, adorando o seu Divino Filho, deitado sobre as palhas da manjedoura.

Fonte: 112 Invocações da Virgem Maria no Brasil

10 de maio de 2019 at 5:47 Deixe um comentário

Nossa Senhora do Sacrário

Reprodução Flickr / Olmos fotografia

Catedral de Toledo, na Espanha, dedicada à Assunção da Santa Virgem Maria e catedral primada daquele país, sempre se destacou por sua belíssima arquitetura gótica e pelo esplendor de sua riqueza interna. Ela foi projetada de modo a preservar o antigo templo do século IV, e construída entre 1227 e 1493. Por tudo isso, este Santuário mariano é considerado o “museu dos museus.

A piedade cristã no reino visigodo deixou a tradição de que a imagem de Nossa Senhora já era venerada, apesar do domínio mouro, até que as tropas do Rei Afonso VI tomaram a cidade. Durante a invasão dos muçulmanos no começo do século VIII, o povo cristão de Toledo escondeu a imagem de Nossa Senhora, que era venerada no altar principal, em um poço seco, dentro do próprio templo. Depois de alguns séculos da expulsão dos muçulmanos da região, a imagem esquecida manifestou um sinal prodigioso para poder ser encontrada.

Quase todas as noites, os fiéis e os clérigos viam uma luminosidade intensa, sempre sobre o mesmo ponto. O estranho fenômeno se tornou constante e todos ficaram ainda mais intrigados. Decidiram, então, cavar no lugar para acabar com aquele mistério. Foi feita uma procissão levando a imagem de Nossa Senhora com velas acesas e com pessoas cantando melodias fervorosas, que se dirigiam para um poço já tapado e abandonado. Não muito distante, acharam o esconderijo subterrâneo e descobriram a imagem da Virgem Maria no fundo do poço. A imagem esteve escondida por 350 anos.

A aparição da antiga imagem da Padroeira de Toledo causou profunda emoção no povo, que naquela época, a conhecia só por tradição. Levaram o fato ao cônego da diocese e construiu-se ali uma capela que, posteriormente, cedeu lugar à linda catedral gótica. São Fernando dirigiu os trabalhos que, orientados por ele, tiveram como centro verdadeiro o sacrário. Daí o nome de Nossa Senhora do Sacrário. Mas logo a imagem foi colocada no exterior, em um oratório sobre a porta do sacrário.

Na mesma igreja, o célebre Santo Ildefonso, hoje Doutor da Igreja, foi consagrado bispo de Toledo. E, segundo a tradição, esse fato relacionou-se com uma visão de Santo Ildefonso, que, por ter defendido a virgindade de Nossa Senhora, estando diante da mesma imagem de Maria, foi revestido com uma túnica branca, símbolo da virgindade. A Virgem Maria desceu do céu e agradeceu o Santo bispo por defender sua integridade no Mistério da Encarnação. A pedra onde a Virgem pôs seus pés pode ser vista em uma das capelas. Desde aquela época, Nossa Senhora, Maria Santíssima, é considerada Patrona de Toledo, na Espanha.

A devoção espalhou-se por todo o mundo

Santa Teresinha do Menino Jesus era devotíssima de Cristo no sacrário, tendo por Maria o primeiro sacrário vivo, que não só formou Jesus nas suas castíssimas entranhas, mas o conservou nos sacrários vivos do povo cristão. Conta sua biografia que, nos dias de tempos de tempestades e trovoadas, Teresinha corria à capela e abraçava o sacrário dizendo “se eu morrer, morrerei com Cristo vivo no sacrário”.

Oração

Ó Deus, que por vossa glória e nossa salvação,
constituístes Jesus Cristo sumo e eterno sacerdote,
concedei ao vosso povo, resgatado por seu sangue,
e permanecendo no sacrário,
que ao celebrar o memorial de sua paixão,
receba a força redentora de sua cruz e ressurreição.
Por Cristo Nosso Senhor.
Amém.

Pe. Roque Vicente Beraldi, cmf

8 de maio de 2019 at 5:44 Deixe um comentário

Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes

O título de ‘Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes’ aparece pela primeira vez em uma revelação privada dirigida a Santa Faustina Kowalska, que escreveu em seu diário mensagens que recebia de Jesus e Maria, dentre as quais a que a Santa  Mãe de Deus lhe dirigiu  sob o título de Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes. A Virgem trazia em seus braços o Menino Jesus. Olhando ternamente para Santa Faustina disse: “Sou Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes”.  Depois disse:  “Conta o que viste aos sacerdotes”.

Como estima o Catecismo da Igreja Católica, as revelações denominadas não pertencem ao depósito da fé, isto é, não tem função de “aperfeiçoar” a revelação definitiva e única de Cristo. Com efeito, elas ajudam “a viver dela com mais plenitude em determinada época da história”. Nesse sentido, é oportuno valorizá-la e propagá-la a fim de corresponder ao autêntico apelo de Cristo e seus santos à Santa Igreja.

Oração

Ó Virgem Santíssima,
vós que o Cristo crucificado entregou por Mãe ao apóstolo João,
e foste presença viva na primeira comunidade,
na oração fervorosa à espera do Divino Espírito Santo, junto ao Cenáculo de Jerusalém;
intercedei pelas necessidades das dioceses,
protegei nossos bispos e todo clero.
Olhai com carinho pelo Seminário Diocesano que lhe é consagrado,
e fazer que floresçam em torno dos altares de nossas paróquias muitas e santas vocações.
Interceda para que apareçam Jovens dispostos a servir o Reino de Deus,
a exemplo de Vosso Filho Jesus Cristo por meio da entrega de suas vidas  em favor do povo por Ele conquistado;
e assim a Igreja possa sustentar os fracos,
consolar os aflitos e converter  os pecadores por meio da pregação do Evangelho,
que a todos liberta e traz vida em plenitude.
Amém!

Fonte: Seminário Diocesano de Lorena/SP

6 de maio de 2019 at 5:45 Deixe um comentário

Nossa Senhora da Ternura ou Nossa Senhora do Doce Beijo

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Nossa Senhora da Ternura ou Nossa Senhora do Doce Beijo. Trata-se de um ícone da escola cretense do século XVII. A Virgem da Ternura era um tipo de ícone que tinha uma popularidade especial nos Bálcãs, nas regiões gregas e italo-bizantinas.

Salta aos olhos as expressões de carícias dos dois rostos. Sensibiliza-nos, especialmente, a disposição das mãos: a do Menino Jesus está apoiada num confiante abandono sobre a mão direita da Mãe, enquanto que com a sua mão esquerda Ela o segura e ao mesmo tempo parece acariciá-lo. O vermelho é delicado e muito claro com relação aos demais ícones: a escola cretense acolhia elementos derivados da pintura retratística ocidental.

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As vestes – feitio, coloridos, pregas – são as tradicionais: o ‘mafórion’ da Santíssima Virgem cereja-escuro sobre a veste azulada com mangas bordas. Jesus se veste como adulto e tem os pezinhos descalços, a mãozinha direita, apoiada sobre o joelho, aperta o rolo da Escritura, os traços do rosto mostram ser verdadeiro menino.

A auréola em torno da cabeça da Mãe de Deus delimita uma parte do fundo dourado escuro e vem tipicamente trabalhada sobre o fundo preparado com gesso antes da pintura (sempre necessário para ser verdadeiro ícone), foram incisos pequenos buraquinhos redondos ligados ao desenho, os quais depois da douração de fundo mantêm um efeito visível.

Este ícone da Virgem da Ternura mede 49×64 cm e pertence ao Pontifício Colégio Grego de Roma.

Que Nossa Senhora, a Mãe da Ternura, o único ser que ‘abraça Aquele que todo o Universo não pode conter’ (Santo Éfrem), desperte em nossos corações sentimentos de bondade e ternura para com todos! Amém.

Fonte: Irmã Maria Donadeo, em ‘Ícones da Mãe de Deus’, Ed. Paulinas, 1997, pp. 144-147.

Os Ícones

Os ícones participam na beleza da oração. Eles são como janelas que se abrem às realidades do Reino de Deus e as tornam presentes na nossa oração sobre a terra. Eles são um apelo à nossa própria transfiguração.

Apesar de o ícone ser uma imagem, não é uma ilustração pura nem decoração. É sinal da encarnação, é presença que oferece aos olhos a mensagem espiritual que a Palavra dirige aos ouvidos. O fundamento dos ícones é, segundo São João Damasceno (século VIII), a vinda de Cristo à terra. A salvação está ligada à encarnação do Verbo divino, por consequência, à matéria: «Deus, que não tem corpo nem figura, não podia outrora, de maneira nenhuma, ser representado por qualquer imagem. Mas agora, que Deus permitiu ser visto em carne e viver no meio dos homens, eu posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus.  Eu não adoro a matéria, mas sim o criador da matéria, que se tornou matéria por minha causa, que quis habitar a matéria e que, através da matéria, me deu a salvação.»

Pela fé que transmite, pela sua beleza e profundidade, o ícone pode abrir um espaço de paz, reavivar uma espera. Ele convida a acolher o mistério da salvação na nossa humanidade e em toda a criação.

ORAÇÃO

Ó Virgem gloriosa e bendita, Mãe da Ternura!
Renova em nossos corações a constante vontade de seguir teu Divino Filho.
Por tua intercessão permite-nos sentir a presença de Deus em nossas vidas.
Torna-nos observadores atentos a todos os cenários com os quais nos deparamos,
em todas as coisas, em todas as pessoas.
Dá-nos a graça de sentir a presença de Deus na simplicidade, incessantemente,
na abrangência de tudo e livra-nos da presença do inimigo e das suas tentações.
Que Deus reine em nossos corações
e que sua Divina presença seja constantemente sentida por nós em nossas vidas.
Amém.

Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida

8 de novembro de 2018 at 5:42 Deixe um comentário

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