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Nossa Senhora do Sion, rogai por nós!

Nossa Senhora do Sion

Afonso Ratisbonne pertencia a uma rica família israelita de grande projeção social e muito estimada na cidade francesa de Estrasburgo. Jovem e boêmio, não tinha crença nenhuma e só pensava em festas e prazeres.

Após longa viagem ao Oriente, movido pela curiosidade de conhecer a ‘Cidade Eterna’, resolveu passar alguns dias em Roma. Quando desceu o Capitólio, seu ódio contra os cristãos foi avivado ao presenciar a miséria e a degradação dos judeus do ‘ghetto’ romano.

Tendo já percorrido todos os pontos históricos e artísticos da bela capital italiana, resolveu certo dia visitar um amigo protestante, que há muito tempo não via. Ao entrar, porém, em sua residência, o empregado equivocou-se e levou-o à presença do irmão desse amigo, o barão de Bussières, fervoroso católico, há pouco convertido do protestantismo.

Após alguns minutos de conversa amigável, travou se entre ambos forte discussão sobre religião e subitamente o barão teve uma ideia: lançou lhe ao pescoço uma medalha milagrosa, e, apesar dos protestos de Ratisbonne, disse-lhe que era apenas para testar suas teorias antirreligiosas. Afonso por educação, aceitou o presente e concordou ainda em copiar a famosa oração à Virgem, o ‘Lembrai-vos’.

No dia seguinte, Ratisbonne encontrou-se por acaso com o Barão em frente a igreja de Santo André e, para fazer-lhe companhia, penetrou no templo. Ao cabo de alguns minutos, cansado de esperar pelo amigo que se dirigia à sacristia, o judeu correu a igreja como os olhos para ver se encontrava alguma obra de arte, mas, de repente, uma visão deslumbrante prendeu-lhe a atenção.

Uma senhora de porte majestoso, adornada de roupas alvíssimas e com um manto azul sobre os ombros, mais luminosa do que o sol e olhando-o com inefável doçura, parecia ter os braços abertos inclinados para ele. Sem saber como, o ateu ajoelhou-se junto à balaustrada da capela. Procurou erguer os olhos, mas a Virgem da Medalha levantou por duas vezes a sua mão e colocou-a sobre a cabeça de Afonso, obrigando-o a baixa-la. Nesse interim, o Barão de Bussiéres, apreensivo por ter feito seu companheiro esperar por muito tempo, procurou-o pela igreja e viu Ratisbonne de joelhos e imóvel. Impressionado, olhou-o de perto e percebeu que seu rosto estava pálido e banhado em lágrimas. O barão chamou-o e Afonso abraçou-o soluçando e pediu para falar com um sacerdote.

Após alguns dias de instrução religiosa, Afonso Ratisbonne foi batizado solenemente e, quando o padre lhe perguntou o nome, respondeu humildemente: – Maria.

Uma senhora de porte majestoso, adornada de roupas alvíssimas e com um manto azul sobre os ombros, mais luminosa do que o sol e olhando-o com inefável doçura, parecia ter os braços abertos inclinados para ele.

Este fato ocorrido em 1842 não permaneceu isolado, pois devido a conversão de seu irmão Afonso o padre Teodoro Ratisbonne, que há muito pertencia ao redil de cristo, teve a ideia de fundar uma congregação religiosa destinada especialmente a trabalhar pela conversão do povo de Israel.

Unindo seus esforços nesta instituição missionária e movidos pelo mútuo e supremo ideal de salvar as almas, os dois irmãos ficaram imaginando qual o nome que dariam à sua ordem religiosa, fundada sob a inspiração de Maria Santíssima. Debalde procurava o padre Teodoro imaginar um novo título para a Rainha do Céu, quando certo dia, após celebrar a santa missa, ao abrir um livrinho para rezar a sua ‘ação de graças’, a primeira palavra que viu foi: SION (Sião). Esse nome essencialmente bíblico harmonizava-se tão bem com a obra iniciada pelos irmãos Ratisbonne, que logo foi adotado, criando-se assim para a nova congregação o título de Nossa Senhora do Sion.

Esta obra missionária espalhou-se por todo o mundo, tendo as irmãs chegado ao Brasil em 1889, onde instalaram uma casa no Rio e outra em Petrópolis. Estabeleceram-se também em São Paulo e noutra cidades do Brasil, consagrando-se, em famosos colégios, à educação feminina. Sua primeira casa em Petrópolis funcionou no antigo Palácio Imperial, vago após a Proclamação da república. Em 1908 o colégio transferiu-se para o prédio onde esteve por muitos anos encaminhando a juventude brasileira na trilha da fraternidade cristã. Atualmente, voltando à sua obra missionária, as irmãs cederam o tradicional estabelecimento de ensino para a instalação da Universidade Católica de Petrópolis.

Seguindo as diretrizes de seus fundadores, elas se empenham ainda em aproximar cristãos e judeus, proporcionando um maior conhecimento entre eles por meio de associações, bibliotecas, estudos e publicações, pois Maria era também ‘Filha de Sion’.

Nossa Senhora, além de inspiradora da congregação, foi escolhida pelo padre Ratisbonne como a Mãe, o Modelo e a Protetora das beneméritas religiosas do Sion.

Iconografia:

Maria está de pé vestindo a indumentária das mulheres de Israel e tem sobre a cabeça, em cima do véu curto, uma coroa de quatro pontas. Segura com as mãos, em sua frente, o Menino Jesus aparentando mais de um ano, sentado sobre ela e de costas para sua Mãe.

Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida

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22 de julho de 2018 at 5:58 Deixe um comentário

Nossa Senhora da Escada

Junto à velha ermida de Santa Maria da Escada os pescadores amarravam seus braços ao argolões de ferro chumbados em pelares de cantaria lavrada e, quando desciam o rio Tejo, de mãos erguidas pediam à Virgem que lhes protegesse as redes. Este culto de gente do mar por Nossa Senhora da Escada foi-se ampliando com o passar do tempo e nas procissões ou romarias ao popular santuário inúmeros devotos vinham de longe em batéis ornamentados para cumprirem votos e promessas.

As procissões ao templo da Escada eram as mais concorridas e todas as Vezes que a população se dirigia à Mãe de Deus com a finalidade de agradecer alguma graça ou pedir proteção contra alguma calamidade pública, a pequena ermida de Santa Maria era a mais procurada. A prova disso é que quando D. João I, após a vitória de Aljubarrota, garantiu a soberania do reino lusitano, o povo em massa, homens, mulheres, frades e clérigos, todos descalços, caminhavam cantando para o seu altar em sinal de agradecimento.

A ermida de Nossa Senhora da Escada foi atingida por duas grandes catástrofes: Um maremoto no século XVI e um terremoto em 1755; embora das duas vezes o templo e o convento anexo ficassem inteiramente destruídos, contudo permaneceram ilesos no meio das ruínas a imagem milagrosa e o altar da Virgem Maria. Finalmente, almas piedosas levaram a sagrada efigie para a igrejaa paroquial de Nossa Senhora das Merces, onde até hoje recebe as homenagens sinceras do povo português.

No Brasil conhecemos apenas duas igrejas dedicadas a Santa Maria da Escada e ambas muito antigas, o que demonstra ter sido este culto mais intenso nos primeiros períodos da colonização, desaparecendo posteriormente para dar lugar a outras invocações de maior aceitação no espirito religioso do povo brasileiro. Ambos refletem a predileção dos pescadores, pois uma está localizada na Bahia de Todos os Santos e a outra no Vale do Paraíba.

A igreja da Bahia é do tipo singelo e sóbrio dos primeiros templos coloniais, ornamentada por um amplo alpendre, como era costume nas primitivas capelas brasileiras. O edificio religioso alpendrado é uma tradição arquítetônica ocidental, que data do início do cristianismo, quando os catecúmenos e os penitentes permaneciam no adro. O Brasil continuou esta tradição porque o adro era o lugar onde ficavam os escravos não batizados. Os participantes de certas danças populares, como os congos, não entravam nos templos e a coroação dos reis negros era feita pelos padres no lado de fora das capelas. Outra razão do alpendre talvez tenha sido a necessidade de abrigar maior número de fiéis, que ali se reuniram por ocasião das romarias.

A igreja de Nossa Senhora da Escada no Município de Guararema, próximo a Mogi das Cruzes, beneficiada com obras de restauração pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, remonta aos principios do século XVIII e é uma das mais interessantes do Estado de São Paulo, pelos indícios de mão-de-obra indígena. Aliás a vila de Escada era uma antiga aldeia de índios e devido à sua excepcional situação às margens do rio Paraíba foi, no tempo em que não havia estradas, o porto obrigatório para os viajantes paulistas, que se dirigiam às Minas Gerais ou à província do Rio de Janeiro. Quando o Conde de Assumar, Governador de São Paulo e de Minas Gerais, por ali passou em 1717, esta vila já possuia um administrador público e uma câmara própria. Entretanto, com o passar do tempo a aldeia não se desenvolveu e foi absorvida pelas cidades vizinhas.

Atualmente o culto de Nossa Senhora da Escada permanece vivo no Brasil somente através das igrejas citadas, que são verdadeiras relíquias históricas e artísticas de uma época que se perdeu na voragem dos séculos.

Iconografia:

Semelhante à Senhora da Conceição. Às vezes aparece junto à Virgem uma escada, um dos símbolos da Paixão de Cristo e também de Maria, pois Ela é comparada à escada de Jacó, que punha em comunicação o céu com a terra.

Fonte: Invocações da Virgem Maria no Brasil

30 de junho de 2018 at 6:24 Deixe um comentário

Nossa Senhora da Revelação

Nossa Senhora da Revelação

No sábado depois da Páscoa, 12 de abril de 1947, o condutor de bonde Bruno Cornacchiola, de 34 anos, achava-se livre de serviço depois do meio-dia e queria aproveitar aquela linda tarde de primavera para fazer uma excursão a Ostia com seus três filhos; mas, como perderam o trem, resolveram ir até Tre Fontane.

Bruno conhecia muito bem o lugar com seu bosque de eucaliptos, silencioso e tranqüilo, longe do ruído da grande cidade de Roma.

Bruno havia lutado na Espanha, como legionário, a favor dos comunistas e fazia cinco anos que abandonara a religião católica, seguindo primeiro a doutrina dos batistas e depois a dos adventistas.

Era fervoroso propagandista de sua crença. Lia com assiduidade a Bíblia protestante, à procura de textos que pudesse utilizar em ataques contra a Igreja Católica.

Também naquele fim de semana Bruno se entretinha, em Tre Fontane, em formular idéias para uma conferência contra a virgindade da Santíssima Virgem.

Lia, apontando no papel os pensamentos para a conferência que devia ser lida no dia seguinte, enquanto seus filhos continuavam a brincar de futebol com uma bolinha de borracha, à sombra do bosque de eucaliptos.

Súbito o seu trabalho é interrompido: Isola, de 10 anos, e Carlos, de 7. gritam:

“Papai, papai, perdemos a nossa bola! Perdemos a nossa bolinha!”

Bruno sai então à procura da bola em companhia das crianças, depois de ter dito a Gianfranco, de 4 anos, que ficasse ali numa gruta situada na parte mais alta do bosque, olhando as revistas infantis ilustradas.

Os três percorrem então o mato à procura da bola; mas, como o filhinho mais moço não respondesse mais, como antes, à voz do pai, dirigiu-se este, muito preocupado, para a gruta, à entrada da qual encontrou, com grande espanto, o pequeno Gianfranco ajoelhado, as mãos postas, repetindo sempre, a sorrir.

“Bella Signora! Bella Signora”

A atitude “católica” de oração da criança era inteiramente contrária aos costumes da família Cornacchiola. Além disso, o menino nem era batizado.

O pai chamou Isola, que se encontrava acima da gruta, e perguntou a ela e a Carlos, que se achava ao lado: “Vocês estão vendo alguma coisa na gruta?”

“Não, papai!”, responderam.

Mas, no mesmo instante, Isola cai de Joelhos e, de mãos postas como o irmãozinho, repete: “Bella Signora!…” e também Carlos se ajoelha e balbucia como que extasiado: “Bella Signora! Bella Signora!…”

Podemos imaginar o espanto e a aflição do condutor de bondes. Sacode as crianças, porém elas continuam na mesma posição, com os rostos pálidos, mas inteiramente espiritualizados, e os olhos muito abertos, fixos em um mesmo ponto da gruta.

Bruno é, no fundo, de natureza religiosa: crê em Deus, crê em Cristo e também no demônio. Temendo que os filhos estivessem sob o influxo demoníaco, rezou do fundo do coração: “Senhor, salvai-nos!”

Foi como se mãos invisíveis o tivessem sacudido, e que alguém lhe tivesse arrancado a venda que lhe cobria os olhos. (Tudo isso ele mesmo narrou ao sr. Lacatelli, colaborador do Giornale d`Itália).

Súbito, Bruno sente-se leve como uma pena. Da gruta sombria não vê mais nada, a não ser que lhe parece inundada de luz deslumbrante, e naquela claridade excelsa Bruno vê uma encantadora figura de mulher, verdadeira formosura oriental, como se expressou ele, de 1,65 m de altura conforme lhe pareceu.

Os pés nus pousavam sobre um bloco de pedra, atualmente conservado no vizinho convento dos trapistas. O corpo da celestial aparição está envolto numa túnica branca, presa por uma faixa rósea. Da cabeça, desce-lhe um manto verde até os pés. Na mão direita segura um livrinho cinzento. A esquerda aponta para baixo, indicando uma veste negra (batina?) no sola; perto havia uma cruz quebrada.

Bruno Cornacchiola disse ouvir uma voz a nenhuma outra semelhante, pelo tom e pelo modo como lhe falava: “Sou aquela que sou na Trindade Divina. Sou a Virgem da Revelação. Tu me persegues. Agora é bastante. Entra no apriso santo, corte celeste na terra. Às noves sextas-feiras que praticastes antes de te desviares do caminho da verdade, deves a tua salvação… Deve-se rezar o rosário diariamente pela conversão dos pecadores e dos incrédulos e pela união entre os cristãos. Com esta terra de pecados operarei muitos milagres pela conversão dos pecadores. Para mostrar-te que esta visão é divina, e não arte diabólica, como muitos hão de pensar, dou-te este sinal: deves andar pelas ruas e igrejas de Roma, e, ao primeiro sacerdote que encontrares, dirás: Padre, quero falar-lhe. E se ele te replicar: Ave, Maria, filho; que desejas?; dirás o que te vier à boca. Este indicará outro sacerdote, que receberá a tua abjuração e se ocupará de ti. Se prudente … A ciência renegará a Deus. Quando fores levar a mensagem secreta ao Santo Padre, serás acompanhado por outro sacerdote”.

De fato, alguns dias depois, em 28 de abril, verificou-se a predição.

Ao entrar na igreja de Todos os Santos, administrada por um dos filhos espirituais de dom Orione, dirigi-se ao Pe. Albino Frosi:

– Permita, padre, que lhe diga uma palavra…

– Ave, Maria, filho, que desejas? respondeu o Pe. Frosi

– Sou protestante, mas quero tornar-me católico.

– Apresentá-lo-ei a quem melhor o atenda, retorquiu o padre.

Cumpriu-se à risca o sinal dado pela Senhora. O Pe. Frosi apresentou-o ao seu colega Pe. Gilberto Carniel, acostumado a tratar com convertidos.

Desde o dia 12 de abril Bruno tornou-se outro homem, e essa conversão completa de um apóstata foi o primeiro milagre da graça operado em Tre Fontane.

Bruno procurou reparar, segundo suas forças, o escândalo que havia dado e suportou pacientemente toda sorte de agravos. Todas as vezes que podia dirigia-se à gruta para rezar, e nos dias 6, 23 e 30 de maio foi agraciado com novas visões.

Depois de receberem a necessária instrução, Bruno e sua mulher foram novamente admitidos no seio da Igreja Católica, no dia 7 de maio. Em 18 de maio Gianfranco recebia o batismo, e Isola, a crisma e a primeira comunhão.

Na aparição de 30 de maio, Nossa Senhora enviou por meio de Bruno uma mensagem às irmãs filipinas, que naquela região se dedicam à educação da juventude. Que rezassem pela conversão dos incrédulos, principalmente pelos incrédulos do bairro.

A expressão “Virgem da Revelação” que Nossa Senhora usou é, conforme a suposição de Locatelli, uma alusão à “Misteriosa Revelação”, o Apocalipse, e uma indicação de que atualmente vivemos nos tempos apocalípticos, e visto que, como protestante, Bruno lia outra Bíblia, é bem provável que o livro que Nossa Senhora segura na mão direita signifique a Bíblia católica.

Inúmeros são os milagres que se operam por meio da terra da gruta, por intercessão da Santíssima Virgem Maria.

Nossa Senhora da Revelação, rogai por nós que recorremos a Vós!

Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida

logo Academia marial

23 de junho de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Nossa Senhora do Santo Rosário, nas Filipinas

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2 de julho – Nas Filipinas ocorre um grande festival, um dos maiores do mundo, em honra à padroeira Nossa Senhora de Piat. Originária de Macao, a imagem da padroeira do Vale de Cagayan está instalada na Basílica Menor de Nossa senhora de Piat, e se tornou um grande centre de apoio das pessoas que pedem graças de todos os tipos. Visitantes podem ver sua história e um extensa coleção de artigos religiosos, bem como as vestimentas e acessórios de Nossa Senhora.

Em 1604, os frades dominicanos levaram para as Filipinas uma estátua da Virgem Negra, denominada “Nossa Senhora do Santo Rosário”, quando iniciaram a Cristianização da região. Não demorou muito para que as pessoas atribuíssem graças divinas através de Nossa Senhora, espalhando assim o amor e a devoção à Virgem. Foi então construído um santuário entre Piat e Tuao.

Em 1624 ocorreu uma grande seca na região, fazendo com que o povo perdesse toda lavoura. Os párocos de Piat e Tuao resolveram então implorar a ajuda de Nossa Senhora em favor do povo oprimido, convocando o povo a se confessar e comungar. Aqueles homens humildes resolveram fazer uma grande missa no santuário e na mesma noite caiu um copiosa chuva na região.Desde então, o santuário de Nossa Senhora tornou-se um centro de devoção, e um refúgio em todas as provações e tribulações.

Outro milagre atribuído à intercessão de Nossa Senhora de Piat foi a cura do sobrinho da Dra. Ines Maguillabbun, primeira zeladora do santuário. A criança de cinco anos estava sofrendo de um braço inchado por quatro dias, e porque não havia medicamentos, tampouco alguém sabia como curá-la, a criança foi simplesmente deixado à sua sorte, com grande risco de perder a vida. Foi então que Dra. Ines levou o menino com ela para o santuário, não precisamente para pedir sua cura, como confessou mais tarde. A criança foi deixada dormindo nos degraus do altar da imagem de Nossa Senhora, e quando acordou seu braço estava completamente curado. A notícia da cura maravilhosa foi como um incêndio na cidade, e o pároco quis saber que era a obra de Nossa Senhora. Dra. Ines negou ter ido ao santuário com a finalidade de pedir a Nossa Senhora para curar seu sobrinho, mas quando a criança foi interrogado, ele admitiu ter pedido a Nossa Senhora que o curasse apenas com essas palavras simples: “Santa Maria, tem misericórdia de mim”

A Basílica de Nossa Senhora de Piat está localizada na periferia da cidade de Piat, na província de Cagayan, nas Filipinas. A estátua foi entronizada em Piat, neste pequeno santuário, no dia da festa de Santo Estevão, 26 de dezembro 1623, diante de uma grande multidão. É incrível que tão grande multidão lá estivesse se reunido, dada a pequena população da área e o fato de que a obra de evangelização tivesse sido iniciada há apenas 25 anos.

Nossa Senhora de Piat foi levada em procissão a outras cidades. Ela é também chamada de Nossa Senhora da Visitação. No século XVII, a visitação era comemorada no dia 2 de julho, razão pela qual a festa do santuário, até hoje, é comemorada no dia 2 de julho.

Em 22 de junho de 1999, o santuário foi elevado à categoria de Basílica Menor.

Já em 1883, o Papa Leão XIII, o Papa do Santo Rosário, concedeu várias indulgências aos fiéis sob as condições de fazer uma peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Piat.

Eliane Dias Cassiano

7 de junho de 2018 at 5:43 Deixe um comentário

Nossa Senhora dos Desamparados

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A origem deste título está ligada a um fato ocorrido na cidade de Valência, Espanha, em 1409.

Padre Jofre caminhava pela rua, quando presenciou um ato de violência de alguns jovens para um demente, que em sua crise de loucura agredia as pessoas que passavam pelo local. Penalizado com a situação dos marginalizados pela sociedade, decidiu criar uma confraria para auxiliar os doentes e meninos desamparados. Contando com o apoio inicial de dez católicos, que se tornaram confrades, ele construiu um albergue com uma capela em anexo. Era seu desejo dedicar esta capela a Nossa Senhora, sob o título de Nossa Senhora dos Desamparados.

Necessitado de uma imagem que representasse a Virgem, ele aceitou a oferta de dois peregrinos que passavam pela cidade e diziam ser escultores.

Padre Jofre destinou-lhes um lugar do albergue para que pudessem trabalhar. Eles dividiram o local com uma senhora cega e paralítica, que serviu como única testemunha do trabalho realizado. Três dias depois, a imagem estava terminada e os escultores tinham desaparecido. A primeira a ver a obra acabada foi a senhora, que recuperou a visão e ficou curada de sua paralisia. A notícia se espalhou rapidamente pela cidade e muitos foram até o albergue para admirar a imagem e presenciar o milagre.

A partir deste dia, vários milagres e graças foram alcançadas pela intercessão de Nossa Senhora dos Desamparados.

No ano de 1667, a imagem foi transferida em grande solenidade para a nova igreja construída em sua honra, e passou a ser padroeira da cidade de Valência.

A confraria de Nossa Senhora dos Desamparados ainda existe e continua sua obra social de atendimento aos pobres e doentes necessitados.

 

Oração

Ó Mãe Amabilíssima, vós que sois a Saúde dos Enfermos, Medianeira de Todas as Graças, Consoladora dos Aflitos, olhais por todos nós, vossos filhos que a vós recorremos.

Ò querida Rainha Nossa Senhora dos Desamparados, atendei ás súplicas dos que clamam por vossa intercessão. Fazei com que sejamos acolhidos no Coração misericordioso do vosso Filho Jesus.

Protegei aqueles que padecem nesta vida, sem trabalho, sem alimento, sem moradia.  Mãe dos Desamparados, olhai por aqueles que estão afastados do convívio social, que sofrem de doenças mentais, que vivem em abrigos ou asilos. Enfim, piedosa Virgem, cobri com vosso manto de proteção a todos nós, vossos filhos desamparados, guiando-nos durante as nossas vidas até ver-nos a salvo no céu bendizendo o vosso nome.

  Assim seja!

Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida

 

 

25 de maio de 2018 at 5:32 Deixe um comentário

Nossa Senhora de Altagrácia

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Há mais de três séculos, um colonizador espanhol, muito rico, residente na região de Duey, São Domingos, fez uma viagem à cidade de Ozam para vender gado, no começo de Janeiro. Possuía duas filhas: a mais velha, mais vaidosa, pediu-lhe que trouxesse de presente vestidos e colares. A outra, com apenas 14 anos, mais voltada à piedade, pediu uma imagem da Virgem de Altagracia. O pai estranhou tal pedido, já que nunca ouvira falar dessa Nossa Senhora. De qualquer modo, a menina garantiu-lhe que a encontraria.

De retorno, levava os presentes da filha mais velha e, no coração, um profundo pesar por não ter encontrado a Virgem de Altagracia para a menina. Procurara a imagem por todos os lugares onde passara, chegando a consultar os Cônegos do Cabido e ao próprio Arcebispo, que não conheciam tal invocação mariana. Ao passar por Los Dos Rios, pernoitou em casa de um velho amigo. Nessa passagem, ao anoitecer, enquanto ceavam, o hóspede falou sobre sua tristeza em chegar em casa sem o presente que prometera à sua filha predileta. Oportunamente, um senhor idoso, que havia pedido para lhe deixarem passar ali aquela noite, levantou-se do lugar afastado onde se encontrava, aproximou-se à mesa e disse: “Como não existe a Virgem de Altagracia? Eu a trago comigo”. E enfiou a mão em seu alforge, e mostrou uma pintura de Maria adorando a um menino. O pai, vendo realizado o sonho de sua filha, convidou o ancião que passasse em sua casa para receber um donativo em retribuição à sua generosidade.

No dia seguinte, ao se levantar, a família procurou e não encontrou aquele senhor idoso.

Eis, em linhas gerais, a história do aparecimento deste primeiro quadro de Nossa Senhora de Altagracia. Ele possui 33 centímetros de largura e 45 de altura. Segundo a opinião dos especialistas, trata-se de uma obra primitiva da escola espanhola pintada nos finais do século XV. A tela, que mostra uma cena da natividade, foi restaurada com sucesso, na Espanha, em 1978. Agora é possível apreciar-se toda sua beleza e cores originais. Sobre a tela aparece a cena do nascimento de Jesus. A Virgem, formosa e serena ocupa o centro do quadro.

Conta a tradição que, a menina, acompanhada de várias pessoas, foi receber seu pai no mesmo local onde hoje se situa o Santuário de Higüey. Ela, aos pés de uma laranjeira que ainda se conserva, apesar dos anos, mostrou às pessoas, naquele dia 21 de janeiro, sua tão desejada imagem. A partir desse dia, ficou estabelecido o culto à Virgem de Altagracia, que foi também chamada de Virgem da Menina.

A devoção à Virgem de Altagracia tornou-se muito popular. Ao seu santuário, todos os anos, acorrem milhares de romeiros. A moderna basílica, em Higüey, capital da Província de Altagracia, construída entre 1974 e 1978, é o monumento religioso mais importante de Santo Domingo e centro religioso que atrai a atenção de todos os povos latino-americanos. É o lugar onde o povo dominicano encontra sua padroeira, a Virgem de Altagracia.

Nossa Senhora de Altagracia, rogai por nós, que recorremos a vós!

Oração

Ó Deus, que multiplicais os títulos de glória de Maria SS., perpetrando sua profecia “chamar-me-ão bem aventurada” em todo o mundo, fazei que sejamos beneficiados por esta que louvamos com o sugestivo titulo de Altagrácia. Amém.

Fonte: Site do Santuário Nacional de Aparecida

24 de maio de 2018 at 5:35 Deixe um comentário

Nossa Senhora do Bom Conselho: intercessora da humanidade

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“Mater bonii consilii, ora pro nobis!”
(Mãe do Bom Conselho, rogai por nós!)

Esta jaculatória foi colocada na Ladainha Lauretana pelo grande Papa Leão XIII, que trazia sobre a sua mesa a imagem da Mãe do Bom Conselho.

Maria é universalmente venerada como guia e conselheira por estar unida a Cristo, nosso maior Conselheiro.

Na imagem da Mãe do Bom Conselho, Jesus Cristo não tem o rosto de uma criança, mas de um homem maduro e sábio, conselheiro, como está escrito em Isaías 9,5: “Um menino nos nasceu, um Filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: CONSELHEIRO ADMIRÁVEL, Deus forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz”. 

Não se sabe quando, nem por quem foi escrito esse ícone que mede 31 cm de largura por 42,5 cm de altura.

Jesus abraça carinhosamente sua mãe, expressando profunda intimidade com ela.

Maria está em atitude de escuta, inteiramente aberta para seu filho. Seus olhos não olham para nós, mas estão voltados para seu interior, atenta para aquilo que escuta e vê.

O que significa um “bom conselho”?

O conselho é um ato de prudência que prescreve a escolha dos bons meios, para se chegar a um bom fim. É como uma luz pela qual o Espírito Santo mostra o que é preciso fazer no tempo, lugar, circunstâncias em que nos encontramos. Nós o experimentamos nas horas difíceis da vida, nos momentos de escuridão, de desânimo, de dúvidas, quando não sabemos mais como continuar o caminho. Quando recebemos um bom conselho, encontramos a luz e a esperança que abrem de novo um caminho para seguir.

primeiro templo dedicado a Nossa Senhora do Bom Conselho é o da cidade de Genazzano, Itália, por iniciativa do papa São Marco, em 336. Uma lenda conta que, no século 15, uma imagem da Virgem que estava na cidade de Scutari, Albânia, se desprendeu da parede milagrosamente e foi levada pelo vento em direção à Itália. Dois moradores seguiram a imagem e chegaram ao Santuário de Genazzano, onde se encontra até hoje. Entenderam que aí seria o refúgio apontado por Maria para a sua imagem e para o povo da Albânia que sofria ataques dos mulçumanos.

Nossa Senhora do Bom Conselho é considerada a intercessora da humanidade e entende as aflições dos seus filhos. Sua celebração acontece no dia 26 de abril.

Oração

Virgem Imaculada, Mãe de Jesus e nossa Mãe,
fostes conselheira dos apóstolos e da igreja nascente,
sede também minha conselheira e guia nas dificuldades e provações de minha vida.
Peço-vos, querida Mãe, nunca me abandoneis nas decisões que preciso tomar,
mas orientai meus pensamentos e atitudes,
sejam sempre em conformidade aos ensinamentos de vosso Filho Jesus.
Ó Maria, Mãe de misericórdia,
atendei meu pedido suplicante
que faço com toda confiança de filho que se dirige à Mãe.
Orientai meu coração,
guiai meus pensamentos e ações,
dirigi meus passos e levai-me um dia para junto de vosso Filho,
à felicidade eterna. Amém.

Fonte: Histórico e Orações a Nossa Senhora do Bom Conselho

 

 

16 de maio de 2018 at 5:49 Deixe um comentário

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